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sábado, 12 de maio de 2018

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


12 de Maio de 2018

Ó Rainha de Fátima, nesta hora de tantos perigos para as nações cristãs, afastai delas o flagelo do comunismo ateu.

Não permitais que consiga instaurar-se, em tantos países nascidos e formados sob o influxo sagrado da Civilização Cristã, o regime comunista, que nega todos os Mandamentos da Lei de Deus.

Para isto, ó Senhora, conservai vivo e aumentai o repúdio que o comunismo encontrou em todas as camadas sociais dos povos do Ocidente cristão. Ajudai-nos a ter sempre presente que:

1°) O Decálogo nos manda “amar a Deus sobre todas as coisas”, “não tomar seu Santo Nome em vão” e “guardar os domingos e festas de preceito”. Mas o comunismo ateu tudo faz para extinguir a Fé, levar os homens à blasfêmia e criar obstáculos à normal e pacífica celebração do culto.

2°) O Decálogo manda “honrar pai e mãe”, “não pecar contra a castidade” e “não desejar a mulher do próximo”. Mas o comunismo deseja romper os vínculos entre pais e filhos; quer entregar ao Estado a educação dos filhos; nega o valor da castidade; e ensina que o casamento pode ser dissolvido por qualquer motivo, pela mera vontade de um dos cônjuges.

3°) O Decálogo manda “não furtar” e “não cobiçar as coisas alheias”. Mas o comunismo nega a propriedade privada e a sua importante função social.

4°) O Decálogo manda “não matar”. Mas o comunismo emprega a guerra de conquista como meio de expansão ideológica, promove revoluções e crimes em todo o mundo.

5°) O Decálogo manda “não levantar falso testemunho”. Mas o comunismo usa sistematicamente a mentira como arma de propaganda.

Fazei que, tolhendo resolutamente os passos à infiltração comunista, todos os povos do Ocidente cristão possam contribuir para que se aproxime o dia da gloriosa vitória que predissestes em Fátima, com estas palavras tão cheias de esperança e doçura: “Por fim, o meu imaculado coração triunfará”.


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POEMA DA SAUDADE - Antonio Pereira


Poema da saudade


Saudade é um parafuso
que quando na rosca cai
Só entra se for torcendo
porque batendo não vai.
depois que enferruja dentro
nem distorcendo não sai.

Se quiser plantar saudade
escalde bem a semente;
 Plante num lugar bem seco,
onde o sol seja quente,
pois se plantar no molhado
quando crescer mata a gente.

Saudade mata é verdade,
Mas dessa morte me esquivo.
Como morrer de saudade
Se é de saudade que eu vivo?


Antônio Pereira é da Paraíba, da cidade de Livramento e radicado em São José do Egito.
É analfabeto, tem a profissão de carpinteiro. Portanto já nasceu poeta.
A sua poesia, segundo Santana  que recitou este poema "é decantado no país e no exterior".

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

A PRIMEIRA TELEVISÃO – Sherney Pereira


                         
Na década de 70 ainda não havia energia elétrica no Salobrinho, e por ocasião da copa do Mundo, o povo dali se deslocava para Itabuna, a fim de assistir pela televisão, os jogos da Seleção Brasileira.

            Na partida decisiva, em que jogaram Brasil e Itália, o proprietário do bar da Estação Rodoviária, colocara um aparelho de TV, para que todos pudessem assistir ao jogo, e aí foi realmente uma festa. Com a vitória do Brasil, muita gente do arraial não conseguiu voltar para casa; uns, porque naquela confusão  terminaram perdendo o último transporte, e outros preferiram ficar lá mesmo, comemorando a vitória, no carnaval que se seguiu, e que varou noite adentro, sob o pipocar de fogos de artifícios e do barulho infernal das buzinas dos automóveis.

            Com o advento do sistema energético, o arraial tomou grande impulso, e as coisas foram melhorando acentuadamente. A primeira televisão que apareceu ali, era de propriedade de um rapaz que tinha o prenome  de Carlito. Há quem afirme que ele perdeu o sossego, depois que instalou o aparelho em sua casa. Quando aconteciam jogos de futebol, especialmente entre Flamengo e Vasco, sua residência superlotava de desportistas, que danavam a tecer comentários em torno do jogo, numa tremenda algazarra. Carlito persistia calado, e jamais reclamou, mesmo se sentindo prejudicado. Nada dizia porque, na maioria, todos eram seus amigos, e não gostaria de ser indelicado. 

            Tentando solucionar o impasse resolveu deixar de lado a amizade e passou a cobrar o ingresso, estipulando um precinho “camarada”. Quem quisesse assistir ao jogo teria que desembolsar a quantia de CR$10,00 (dez cruzeiros), sem direito a pechinchar. O dinheiro já não mais tinha valor, ante a paz e a tranquilidade perdidas, o que Carlito queria  mesmo, era se ver livre do assédio do povo. A sua jogada não surtiu o efeito esperado, porque aqueles mais fanáticos tomavam até dinheiro emprestado, faziam sacrifícios, porém jamais deixaram de assistir televisão na sua casa.

(Salobrinho - ENCANTOS E DESENCANTOS DE UM POVOADO)
Sherney Pereira

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CONCORRIDA CONFERÊNCIA DO CARDEAL BURKE NA ESLOVÁQUIA – Carlos Eduardo Schaffer


11 de Maio de 2018 
 Carlos Eduardo Schaffer *

O Cardeal Raymond Burke esteve no final do mês de abril último em Bratislava, capital da Eslováquia, onde foi recebido pelos jovens da associação Slovakia Christiana.

No dia 27, no Bratislavské Hanusove Dni — evento que reúne anualmente conferencistas de diversas tendências —, ele falou sobre a indissolubilidade do matrimônio diante de um auditório completamente lotado, com pessoas de pé, nos corredores laterais, e até do lado de fora. Sua palestra foi patrocinada também por Slovakia Christiana.

Após a exposição, com a ajuda de um moderador, foram feitas diversas perguntas sobre a exortação apostólica do Papa Francisco Amoris laetitia, sobre o que pensar a respeito da tolerância em relação às uniões civis de “casais” homossexuais, bem como sobre a Santa Missa no rito tridentino. As perguntas eram dirigidas ao ilustre conferencista através de smartphones, e apareciam num telão colocado atrás dele. Elas foram tantas, que não lhe foi possível responder a todas.

O Cardeal Burke apresentou ao público, nessa ocasião, a edição em língua eslovaca do livro Permanecendo na verdade de Cristo — matrimônio e comunhão na Igreja Católica, do qual é coautor com os Cardeais Gerhard Müller, Walter Brandmüller, Carlo Caffarra e Velasio De Paolis.

O Purpurado fez notar que a Igreja está sob um “ataque devastador” e encorajou os católicos a “agirem como soldados” em defesa da verdade. Disse que “não pode haver lugar para o silêncio ou uma atitude de derrota”.

Fez notar ainda que a “confusão e o erro” sobre o casamento católico foram expressos pela primeira vez pelo Cardeal Walter Kasper. Isso “se tornou evidente para o mundo durante o primeiro Sínodo dos Bispos, em 2014”. O Cardeal Burke confirmou que dar a Sagrada Comunhão aos adúlteros “contradiz o constante ensinamento da Igreja e a prática em relação à sagrada instituição do matrimônio”.

No dia seguinte, 28 de abril, Sua Eminência celebrou Missa Pontifical na bela igreja barroca de Santa Elizabeth [foto ao lado], no centro de Bratislava, que foi pequena para conter o numeroso público, enlevado e admirado pela pompa e sacralidade da celebração.

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(*) Nosso correspondente em Viena


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quinta-feira, 10 de maio de 2018

VAMOS SALVAR OS IROKOS E TODAS AS ÁRVORES AMEAÇADAS - Paloma Amado


domingo, 6 de maio de 2018
Em 1967, quando construíram a nova Igreja do Rio Vermelho, no lugar em que fora o Forte do Rio Vermelho, a pequena igrejinha do centro do largo de Santana foi dessacralizada e ameaçada de ser posta abaixo. Ao saber disso, Carybé, que fora morador do sobrado da esquina, de frente para ela, ligou para papai.

-- Precisamos fazer alguma coisa, Jorge. Não podemos deixar que derrubem nossa igrejinha, que lindamente compõe o Largo.

Não precisou mais de uns minutos para os dois se porem em ação.
 Carybé falou com Mário Cravo, papai falou com Jenner Augusto, os artistas do Rio Vermelho se uniram, papai, com a ajuda de todos, redigiu um manifesto, chamaram a imprensa: Se tocassem em um só tijolo da Igrejinha, eles invadiriam, pintariam murais e escreveriam textos em suas paredes e contariam ao mundo da barbaridade que pretendiam fazer com a cultura baiana.

Quem queria derrubar, argumentava que não sendo mais sacra, não tinha serventia. Muito mais “moderno” seria fazer uma praça. Os nossos revidavam com a cultura, a tradição e a beleza. Ganharam a batalha. A igrejinha está lá até hoje, cinquenta anos depois, como um ícone do Bairro do Rio Vermelho.

Não sei se antes ou depois disso, tentaram outra ação, dessa vez sem sucesso. Foi quando Mirabeau ligou alarmado para papai, recebera um telefonema de seu amigo Joãozinho Caribé (oia! Mais um! Mas não eram parentes, só rimavam no nome – um com y outro com i – e nas qualidades imensas de bom caratismo e generosidade que ambos tinham). O médico Caribé, morador de Periperi, ligara aflito para contar que as motosserras estavam chegando para derrubar as mangueiras centenárias que enfeitavam há séculos a entrada da cidade do subúrbio de Salvador. Mais que depressa, os dois amigos, mais Carybé, também recrutado, correram para Periperi. Chegaram tarde. É impressionante como é rápido destruir o que a natureza levou tanto tempo para fazer.

Foram procurar as autoridades. Por que? Pela “modernidade”, disse o prefeito, orgulhoso com sua mais recente realização (a derrubada das mangueiras, é claro!). Vamos alargar a rua, ter uma avenida em Periperi! De que valia a avenida perto das mangueiras gigantescas, frondosas, dando sombra e as melhores mangas?

Voltaram para casa numa tristeza de dar dó.

Nos anos 70, volta Carybé com a notícia terrível. Vão instalar, em Arembepe, uma fábrica de Dióxido de Titânio, a mais poluidora de todas as fábricas. Nenhum país aceitou, mas a Bahia, em nome da “modernidade”... Mais uma vez botaram a boca no trombone, deram entrevistas, gritaram, esbravejaram, chamaram as autoridades à razão, mas sem nenhum resultado. Era dinheiro grosso rolando aí.

Dessa vez papai foi além de escrever um manifesto. Escreveu um romance inteiro, Tieta do Agreste. A fábrica está de pé até hoje, com sua fumaça e seus detritos lançados ao mar. A Bahia se “modernizando” e morrendo mais um pouco.

Assim eu fui criada, com estes exemplos de cidadania, amor pelo patrimônio público, profundo respeito pela nossa cultura e pelo meio ambiente. Não poderia mesmo titubear, quando, há 15 dias, meu neto Lipe me convidou para ir com ele à manifestação contra a instalação do BRT em Salvador.

Para levar a cabo o projeto, que tanto “modernizará” o transporte público (será mesmo? Tenho minhas imensas dúvidas), vão tirar todas as árvores do canteiro central da Avenida Juracy Magalhães. Não é possível não haver outro caminho. As árvores, todas elas, merecem sobreviver, mas preciso falar aqui das gameleiras centenárias, os Irokos, representação de Tempo, orixá poderoso da nação Gêge. Ao crime ecológico, soma-se o crime à nossa cultura e religião afro-brasileira.

A manifestação de há 15 dias, cheia de crianças, mães e pais, foi muito linda. A organização perfeita, apesar de vândalos terem se infiltrado e tentado derrubar os tapumes já colocados em parte da avenida. Poderia ter sido o fim da manifestação, cartucho dado ao governo para dela falar mal. Felizmente os organizadores, com a calma e razão, fizeram com que parassem e as coisas seguiram bem. Gostei muito de ouvir que:

A manifestação pela preservação da natureza será sempre um ato político. A boa política. (Eu diria, a melhor delas!) Não é uma manifestação partidária, não é limitante. Não é o partido tal quem quer, somos todos nós, o povo! O grito de "fora", aqui, é: Fora motosserra! Fora BRT!

As árvores foram devidamente abraçadas, mimadas e acarinhadas. As gameleiras foram reverenciadas. Desculpe, Tempo, esse povo que nem sabe onde estão se metendo. Ninguém estranhe se começarem a acontecer coisas péssimas para quem está à frente de tal vilania. O orixá é pai forte, protege os seus, mas não brigue com ele, não mate os Irokos. Tenha juízo.

Amanhã, domingo, dia 6 de maio, outra manifestação será feita pela manhã em frente ao Hospital Aliança. Estou aqui convocando a todos os amigos de Salvador, ou de fora, que por ventura estejam na cidade, para comparecer, mostrar força. Se você teme ouvir um Fora fulano ou Liberdade para Sicrano, pense que esta luta não é de partido, mas de todos nós, e se alguns aproveitam do momento para expressar seus desejos, isso é muito menor que o objetivo em si e não tem importância. 

Vamos! É urgente! Ontem, passando em frente à área já tampada pelos tapumes, ouvi as motosserras em ação. Elas são muito rápidas. Temos que ser rápidos também. É por esta razão que a crônica de domingo desta semana vem no sábado. Assim, quem sabe, muitos leem e se animam a ir.

De onde estão, Carybé, Mirabeau, Jorge, Jenner, Joãozinho Caribé, e tantos, tantos outros que muito fizeram pela nossa cultura, estarão conosco gritando: Salvem nossos árvores!

Bom domingo a todos, na manifestação pelas árvores!


PALOMA AMADO


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PAÍS PRIVILEGIADO! - Antonio Nunes de Souza


Nosso maravilhoso Brasil é, sem nenhuma dúvida, uma das nações que cultiva a miscigenação étnica de uma maneira assombrosa em termos de liberalidades nos seus hábitos e costumes que, comparando-se bem, podemos dizer que seja uma gostosa sopa de legumes, onde a variedade de componentes é acentuada, mas, no final, encontra-se um resultado saboroso e agradável!

Dentre os diferentes resultados, podemos encontrar em grande quantidade mulatas lindas e sedutoras, negras com cabelos lisos e finos, brancas com cabelos crespos e amarelados (sararás), olhos esverdeados, altos, médios e baixos, em fim uma quantidade e variação das mais interessantes, parecendo que estamos, para um futuro bem próximo, preparando uma nova e expressiva etnia multicolorida!

Entretanto, por mais que isso esteja acontecendo bem claramente e em larga escala, ainda existem uma classe desclassificada de idiotas mal educados e  pessimamente informados que, grosseiramente, ainda cultiva uma discriminação vulgar e imbecil, achando –se ser uma trupe de superiores!

Infelizmente, todos nós temos que enfrentar esses tolos preconceituosos que, burramente, ou por conveniência, não olham para traz e verificam as suas verdadeiras origens. Todos nós, com raríssimas exceções, temos em nossas veias, sangues de índio, negros, brancos, amarelos, vermelhos, etc. e, com certeza, deveríamos nos orgulhar de sermos bons e bonitos brasileiros!

Essa nossa opinião é bastante cabível, cheia de verdades claras e objetivas, procurando abrir os olhos desses maus informados ou intolerantes, no sentido de que, em pouco tempo, mudem seus conceitos e eliminem seus preconceitos que, seguramente, não são justificáveis!

Nosso lindo e maravilhoso país acolhe pessoas de todo mundo com a máxima dignidade, que aqui não só se realizam, como também ajudam no nosso crescimento. Recebam todos meus parabéns e devemos ter orgulho de que ser brasileiro, representa ser um cidadão do mundo!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

DIÁRIO DE VIAGEM – Francisco Benício dos Santos (10)


BORDO DO Pedro II

27º DIA


Um churrasco no campo; oferecido pelos senhores Alvelar Hermanos.

Fraternidade, camaradagem, lisonjeiras referências ao Brasil e aos brasileiros.

Agradeço saudando a gentileza argentina.

Jardim Zoológico.

Jardim Botânico.

Admiráveis, bem cuidados, bem tratados.

Ricas coleções vegetais.

Uma vitória-régia amazônica.

Orquídeas do jardim botânico do Rio.

Begônias brasileiras.

Um tatu. Um tapir.

Saúdo-os, são patrícios.

A rica flora e fauna argentina apresenta aspectos surpreendentes.

Águias, cisnes, cegonhas, gaviões e o rei do espaço, o condor, imponente, majestoso.

Foi um belo passeio, uma aula magnífica.

Um belo e útil dia.
....

28º DIA


Hoje é dia dedicado à Embaixada. Passo na sua biblioteca o dia inteirinho, vendo arquivos, lendo, compulsando, analisando.

Toda a nossa história ali catalogada ao lado da do Uruguai e Argentina.

Documentos interessantes e impressionantes.

Verdadeiro veio de informações preciosas.

Artigas, Rosa, Solano Lopez, ao lado dos nossos grandes vultos.

Caxias, Osório, Tamandaré...

... e centenas de outros mais.

.... 
29º DIA

Passeio com o meu cicerone, e o secretário da Delegação por toda Buenos Aires, esse imenso formigueiro humano, de ruas e avenidas geométricas à europeia, e praças e jardins maravilhosos, estátuas e palácios.

É, de fato e de direito, a mais importante cidade sul americana, mas está longe, muito longe da “maravilhosa”.

O  Rio de Janeiro é único.

Tem tudo: beleza, comércio, movimento, passeios encantadores.

É o espelho do Brasil.

É a sua sala de recepção.

É a sua mais importante glória.

....

30º DIA

Vi tudo. Analisei. Comparei.

Em conclusão:

Nada se compara ao Brasil.

Nem em progresso,

nem em artes,

nem em palácios,

nem em ruas, praças e jardins,

nem em comércio,

nem em indústria,

nem em riquezas.


E quanto à beleza do seu solo,

das suas montanhas,

das suas cascatas,

dos seus rios,

dos seus mares,

dos seus lagos,

nada há que se compare.


E quanto à bondade da sua gente,

e a sua cativante hospitalidade,

nada há que lhe supere,

e que se possa comparar...


(AQUARELAS E RECORDAÇÕES  Capítulo XXII)
Francisco Benício dos Santos

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