Total de visualizações de página

sexta-feira, 6 de abril de 2018

ABL: FELIPE FORTUNA FAZ NA ABL A SEGUNDA PALESTRA DO CICLO AS CIDADES DOS POETAS SOB COORDENAÇÃO DO ACADÊMICO ANTONIO CARLOS SECCHIN


O poeta, ensaísta e diplomata Felipe Fortuna faz, na Academia Brasileira de Letras, a segunda palestra do ciclo de conferências do mês de abril de 2018, intitulado As cidades dos poetas. O tema escolhido foi João Cabral: Recife e Sevilha. O evento está programado para terça-feira, dia 10 de abril, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

As outras duas palestras do mês de abril serão proferidas pelos professores, poetas e ensaístas Emmanuel Santiago(Olavo Bilac, dia 17) e Adriano Espínola (Ferreira Gullar, dia 24). Sempre às terças-feiras, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr, da ABL.

Sobre sua conferência, Felipe Fortuna adiantou: “Trata-se de uma interpretação sobre o impacto das duas cidades nas quais o poeta viveu e trabalhou –  não apenas na sua poesia, mas também na maneira de elaborar uma visão sobre os elementos do seu fazer poético”.

“O período no Recife”, disse Felipe Fortuna, “salientou as preocupações sociais e políticas do poeta. A fase profissional em Sevilha deu vazão a uma sensualidade que não se limitou à atração pelo feminino, mas se projetou também às artes plásticas, às touradas e à admiração pelo cantar flamenco. Como diplomata e poeta, Cabral sempre foi sensível às cidades nas quais habitou, mas somente Recife e Sevilha tiveram o poder de transformar a sua concepção de poesia”.

O CONFERENCISTA

Poeta, ensaísta e diplomata, Felipe Fortuna é mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio de Janeiro, com tese sobre o simbolismo brasileiro. Estreou na poesia em 1986, com o livro Ou vice-versa e, desde então, publicou um total de 15 livros.

Em 2005, reuniu sua obra poética no volume Em seu lugar, prefaciado por Sergio Paulo Rouanet. Mais recentemente, lançou O mundo à solta (2014) e Taturana (2015), ambos de poemas; Esta poesia e mais outra (2010), de crítica literária, que mereceu apresentação de Antonio Cicero; e a tradução pioneira do longo poema Briggflatts (2016), do poeta inglês Basil Bunting.

Felipe Fortuna escreveu o prefácio para a edição em espanhol de Piedra fundamental (2000), antologia da obra de João Cabral de Melo Neto, na prestigiosa Biblioteca Ayacucho; e, em 2004, da edição inglesa de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus. Colabora com frequência para a imprensa com artigos e resenhas.

Como diplomata, já serviu em duas ocasiões na Embaixada em Londres, bem como nas Embaixadas em Caracas e em Moscou. Atualmente, é chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

04/04/2018



* * *

DOM CESLAU STANULA – Páscoa. Magistério da Igreja




Páscoa
Depois de uma vivencia profunda do Mistério da Salvação durante a Semana Santa e principalmente do Tríduo Santo, estamos na Páscoa. Ecoa em todos os recantos do orbe o desejo: FELIZ PÁSCOA.

Páscoa é a maior festa para o cristão, a comemoração da Ressurreição do Cristo e a nossa. 

Porque a comemoração da Páscoa não tem a data  fixa, como por exemplo, o Natal?

Antes de os cristãos comemorassem a Pascoa,  faziam-no os judeus. Eles comemoravam a saída da escravidão do Egito, que coincidiu com a primavera no mês  judaico nissan, que corresponde no nosso calendário entre o fim de março a meados de abril.

Os Cristãos dando o outro sentido a Páscoa, mas  seguindo a data,  fixaram-na para o 1º domingo depois da primavera no hemisfério norte, ou outono no hemisfério sul, que cai entre 22 de março a 25 de abril. Por isso a Páscoa não tem a data  fixa no calendário nosso.

Que Cristo Ressuscitado ilumine a sua e a minha vida. Uma excelente  noite. Com a benção e oração.

Dom Ceslau

====
04/04/2018
O Magistério da Igreja

Depois da Semana Santa voltamos ao nosso estudo sobre o magistério da Igreja. O Magistério da Igreja pode ser (como já vimos) ordinário e extraordinário. O extraordinário se desenvolve por meio dos Concílios Ecumênicos e as nossas Conferências Latino Americanas, às quais dedicamos bastante tempo, principalmente para Aparecida.

O Papa no seu Magistério Ordinário se serve de muitas formas. Além das suas homilias, reflexões semanais nas audiências gerais  ensina ainda por meio de: Encíclicas, Exortações Apostólicas, Cartas Apostólicas, Bulas etc. Cada um destes documentos tem o seu valor e peso doutrinário variado, mas todos são um ensinamento ordinário do Papa. Lembro: o Magistério da Igreja não trata das ciências humanas, mas da transmissão autentica da Palavra de Deus para fortalecer a nossa fé.

Com a minha oração e benção, uma noite tranquila e de muita paz.

Dom Ceslau.

====
05/04/2018
Encíclica

Encíclica (vem da palavra latina  encyclicus,a,um - que significa circular, que  circula). 

É uma comunicação escrita papal, um documento pontifício, dirigido aos bispos de todo o mundo e, por meio deles, a todos os fiéis.

O termo ‘Encíclica’ foi introduzido pelo Papa Bento XIV (1740-1758).

A encíclica é usada pelo Papa para exercer o seu magistério ordinário.

Geralmente as encíclicas se dirigem Arcebispos, Bispos, Presbíteros, e fiéis, mas pode estender-se,  como o fazem os últimos papas desde o João Paulo II, a todo o "homem de boa vontade"

A Encíclica trata de matéria doutrinária em variados campos: fé, costumes, culto, ecologia, doutrina social, etc.

Com a benção e oração, uma repousante noite. Que os Anjos velem sobre o seu sono.

Dom Ceslau

* * *

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O CÉU DOS HERÓIS O ACOLHA! - Roberto de Mattei


3 de Abril de 2018

Roberto de Mattei *

Na Semana da Paixão, o sangue europeu e cristão foi novamente derramado, ao grito de Allah Akbar!, como aconteceu em Londres, em Barcelona, em Berlim, em Nice, e agora em Carcassonne. Um grito que nos recorda que a Europa está em guerra.

Essa guerra é religiosa e conduzida pelo Islã com todas as armas, não necessariamente sangrentas: até a invasão migratória faz parte dessa estratégia de conquista. O objetivo é o mesmo: a submissão da Europa e do Ocidente ao Islã, uma palavra que etimologicamente significa submissão.

Não podemos escapar dessa guerra, mas a primeira diferença fundamental entre nós e nossos inimigos é que a nossa guerra é defensiva, não ofensiva: o Ocidente a sofre, não a declarou.

A segunda diferença é que nossa guerra não prevê o massacre, mas a salvação dos inocentes. Nesse sentido, o Tenente-coronel da Gendarmeria, Arnaud Beltrame [foto acima e abaixo], que em 23 de março de 2018 ofereceu sua vida para salvar uma mulher refém de um terrorista, pode ser considerado um herói francês, europeu e cristão.

Francês, porque cumpriu o dever de militar de seu país como tenente-coronel da tropa de paraquedistas da Gendarmeria; europeu, porque foi vítima de um conflito que se estende de um extremo a outro da Europa e que a tem em situação de risco; cristão, porque foi certamente da fé cristã que o coronel Beltrame extraiu o espírito de sacrifício de seu gesto, que aparece como uma realização das palavras do Evangelho: “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo. 15,13).

O Coronel Beltrame cresceu em um ambiente laico e frequentou a maçonaria, mas nos últimos anos aproximou-se da Igreja e sua conversão ocorreu sob o signo da Tradição. Ele frequentava os cônegos da Mãe de Deus na Abadia de Lagrasse, um dos lugares na França onde a Missa é celebrada de acordo com o antigo rito romano.

Casado civilmente, o coronel se preparava para o casamento religioso sob a orientação do Padre Jean-Baptiste, daquela abadia, e certamente seu percurso de formação se deu de acordo com o ensinamento tradicional da Igreja, e não com a nova moralidade introduzida pela exortação Amoris laetitia. O referido sacerdote, na noite de 23 de março, ministrou ao coronel, no hospital de Carcassonne, a extrema-unção e a bênção apostólica in articulo mortis.

A misericórdia do Senhor abre as portas do Céu para aqueles que sincera e coerentemente procuram o verdadeiro ensinamento da Igreja, mas não nos iludamos de que as abra para aqueles que julgam encontrar um compromisso entre o Evangelho e seu próprio prazer e egoísmo. O Coronel Beltrame teve a graça de testemunhar que a vida do cristão é uma luta, até o martírio. O Céu dos heróis certamente o acolherá.

Dos bispos, dos cardeais, do Papa, não esperamos apenas palavras de louvor por seu brilhante exemplo. Esperamos que ao programa de islamização da Europa, resumido no grito Allah Akbar!, se oponha a voz da Igreja através de um firme e solene programa de reevangelização da Europa expresso pelas palavras de São Paulo que ressoam na Semana Santa: “Em o nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e no inferno; e toda língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai” (Fil. 2, 9-11).

____________
(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 28-3-2018. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.


* * *

NEGUINHA DESASSUNTADA – Ariston Caldas


Neguinha Desassuntada

            Virgínia. “Neguinha desassuntada”, como dizia Emília, filha de dona Honorata. Dez anos, nem parecia ter só essa idade. “Cada coxa!”. Dizia André da venda,  sujeito enxerido, metido na vida dos outros.

            Pelada embaixo de um ponche puído, ela se arreganhava toda para Pedrinho, menino ainda tolo, neto de dona Honorata; ele nem ligava para as doideiras, mas Virgínia insistia, cínica, dentes brancos de fora, alheia a quem estivesse em redor, Pedrinho desviava os olhos. Nessa situação, ela dava um muxoxo para o vento, juntava a frente do ponche encardido e o abotoava, cobrindo as coxas robustas, saindo depois como um redemoinho, articulando outras patacoadas. Mas era amorosa e meiga a momentos; penteava o cabelo de Emília e fazia cafuné em dona Honorata. “Bênção, seu Crispim”. Era o marido de Emília.

            A família tinha uma fazenda cheia de bois de raça, vacas leiteiras e um mundo de criações. Virgínia fora dada a eles pelos próprios pais que sumiram depois para o Sul. Cresceu num abrir e fechar de olho, bonitinha; aprendeu a lavar roupa, cozinhar, levar recados, e alguma leitura numa escola ruim. Aos oito de idade quase morria de catapora e no auge da coceira saltou da cama e ganhou a rua, cheia de febre,  xingando, gritando, danada se coçando aos pulos; foi uma luta reconduzi-la para a cama.

            Era criada sem nenhuma surra, somente dono Honorata corrigia-lhe com beliscões ou puxões de orelha. Emília prendia-lhe vez em quando no quarto escuro que ficava no fundo do quintal, amarrando-lhe os pulsos e os rejeitos com corda de pindoba; nem uma lágrima. “A neguinha tem natureza de cão”. Estrebuchava, gemia baixinho, tremia. Quem mandou fazer encrencas? Era também pela cor, pelo cabelo de pixaim, pelo cheiro embaixo dos braços. E o corpo bem-feito, os peitos duros, as pernas torneadas cor de chocolate puro? Olhavam, sim, como André da venda.

            Emília gostava dela penteando-lhe  os cabelos finos, as mechas entre os dedos iam virando caracóis enfileirados, como tubos de seda;  Emília nem sabia ajeitar o cabelo como fazia Virgínia;  a carícia das mãos, o jeito de passar o pente. Olhava-se ao espelho e via os tubos sedosos transformados em cachos caídos pelos ombros. Nesses momentos queria bem a Virgínia, não teria coragem de prendê-la no quarto escuro, com os pulsos e os rejeitos amarrados. Gemia e esperneava-se até às tantas; “Só vou te soltar à tardinha”.

            Num esfregar de olho Virgínia explodia com novas invenções, soltava traques  nos ouvidos das cabras, jogava lagartixas gargueladas nos bolsos dos meninos. Amarrava uma linha  numa tira de pano preto e puxava-a rente aos pés das pessoas; fez isso uma vez com dona Honorata: “uma cobra!”. Dona Honorata caiu da cadeira, pernas pra cima, gemendo. Virgínia passou o resto do dia amarrada no quarto escuro, sem comer. Uma desassuntada. Falava putaria com Pedrinho, mostrava-lhe o bico do peito, “pegue aqui”, desabotoando a frente do ponche. Pedrinho nem ligava. Neguinha boa para levá-lo ao colégio, vigiá-lo tomando banho na represa da fazenda; penteá-lo, ajeitar a farda da escola. As descarações dela nem deviam ser por maldade. Se Emília aparecesse no momento! “Pega aqui”. Virginia nunca pensava que ela aparecesse, não levava nada a sério, nem as intenções parecendo maldosas. Mas não eram, somente deboche, boca porca até junto de dona Honorata, soltando nomes descarados. Fingia timidez com Emília que não vacilava em jogá-la dentro  do quarto escuro do fundo do quintal.

            Casualmente lembrava-se do pai e da mãe, “sai daqui, pestinha!”. Não apanhava nem ficava presa em  quarto escuro, mas passava fome e outras necessidades, por isso não sentia lá essas saudades do passado ainda próximo, somente uma compaixão sutil pelo pai magro, cor de jabuticaba, olhos brancos, cabelo betumoso, barbicha rala na ponta do queixo; pela mãe, mulata tisnada de sol, de saia velha de chitão atada à cintura. “Vim lhe trazer a menina, dona Emília”. Virgínia se lembrava do dia, do momento. Teria guardado alguma mágoa dos pais? Morava numa casa boa e bem pertinho da fazenda cheia de bois de raça, vacas leiteiras, cabras por todo canto; uma represa para tomar banho com Pedrinho. Tinha o que comer, cama macia para dormir. Lembrava-se do quarto escuro onde pagava suas dívidas, as presepadas que fazia com dona Honorata. “Neguinha desassuntada”.

(LINHAS INTERCALADAS)
Ariston Caldas

* * *

quarta-feira, 4 de abril de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Poema 20 – Pablo Neruda



Posted: 03 Apr 2018

A Magia da Poesia >> Desde 1999, este projeto divulga poemas de grandes poetas sem erros ou falsas autorias. >>

Poema 20

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e piscam, azuis, os astros, ao longe”.
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis.
Nas noites como esta,  tive-a entre meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me desejou, e às vezes eu também a desejava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se conforma por havê-la perdido.
Como que para aproximá-la, meu olhar a procura.
O meu coração a procura, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a desejo, é verdade, mas como a desejei…
Minha voz buscava o vento para tocar seu ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a desejo, é verdade, mas talvez a deseje…
É tão curto o amor, e tão longo o esquecimento…
Porque em noites como esta tive-a entre meus braços,
minha alma não se conforma por tê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que eu lhe escrevo.

(Tradução livre de Fabio Rocha e Luis Cubas Vivanco, do livro Pablo Neruda – poemas para recordar – Selección de Óscar Hahn, 4a edição. Santiago do Chile: Fundación Pablo Neruda, Outubro de 2012, ps. 15 e 16 – poema original do livro “Veinte poemas de amor y una canción desesperada” (é o poema 20). Enviado como imagem pela leitora Tirene Pavanelli)

Vídeos com o poema: 1 | 2 | 3



---
Leia mais Pablo Neruda
Conheça Também:
Pablo Neruda – Wikipedia 
Por Fabio Rocha, para A Magia da Poesia.

Desde 1999, este projeto divulga poemas de grandes poetas sem erros ou falsas autorias. Hoje temos uma média de 5 mil visitantes por dia, muitos desses sendo estudantes e professores. Se vir valor neste trabalho de recuperação do nosso patrimônio cultural e pode ajudar, faça parte de nosso time de benfeitores:

A Magia da Poesia na Benfeitoria - crowdfunding

Se preferir contribuir diretamente em conta bancária, com qualquer valor:

Banco do Brasil:
Agência 2784-7
C/C 7251-6
(Fabio José Alfredo Santos da Rocha) 

Leia também:



* * *

terça-feira, 3 de abril de 2018

STF: OS EUNUCOS MORAIS - Carlos José Ribeiro do Val


Somente daqui a alguns anos a nação brasileira vai entender o tamanho do dano que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com esse país. E estão fazendo isso por diversas razões. Uma delas é porque são um bando de egocêntricos apátridas embriagados pelo poder, psicologicamente imaturos, e que não tem grandeza moral para desempenharem o papel de juízes.

Eles são aproveitadores das benesses e das carcaças de um país apodrecido pela corrupção, cujos políticos ladrões são amparados pelo foro privilegiado, pela lentidão planejada da justiça, e pela fraqueza moral que impera principalmente naquela corte. São coadjuvantes da destruição de uma democracia que começava a despontar, hipócritas de um teatro macabro, vassalos da criminalidade. Esse fantasma vai seguramente assombrar os seus descendentes, mas nem isso os afeta. 

Ao invés de guardiães da Constituição como se arvoram, são os prostitutos constitucionais, estafetas da imoralidade e da desesperança, gigolôs do poder absoluto da contravenção, e dos seus defensores feitos milionários pelo dinheiro do crime vindo dos cofres públicos.
  
Eles não sabem o que é construir uma nação. Eles se dobram a um líder corrupto, bêbado, vendedor de ilusões, e entregador de desgraças, que quebrou o país e as suas instituições. Esses supostos juízes são mais baixos que os desinformados que votam no ilusionista pigmeu, amoral e analfabeto. Eles são cúmplices do populismo devorador do progresso e do desenvolvimento. São verdadeiros assassinos da evolução civilizatória de um povo.
  
Esses lenientes doentios, pretensos artistas eruditos de televisão, consumidos por uma vaidade injustificada com tintas de psicopatia, são os torpedeadores da esperança nacional. Os trejeitos efeminados de um deles, na tentativa de projetar uma grandeza inexistente revela a fraqueza moral e a vaidade desmedida. Os argumentos exagerados e mutantes do outro revela que Saulo Ramos tinha razão; é um juiz de merda. As mudanças de opinião de outro revela o caráter mercantilista de sua personalidade e o DNA coronelista que não consegue disfarçar. A necessidade de outro de agradecer o emprego arrumado pela mãe, através da amizade com a mulher do presidente ultrapassa todos os limites, chega a ser patética, se não fosse trágica, o seu clamor por generosidade para com o corrupto condenado. Outro, advogado partidário, não precisaria estar lá, bastaria enviar o voto pelo correio, pois todos os brasileiros já sabem como vai votar. É um voto partidário, a favor da criminalidade. Essa corte é o próprio retrato de Sodoma e Gomorra, chegamos ao fim dos tempos.

Depois de Lula, eles vão libertar Cabral, Cunha, Geddel, Palocci, Beira-Mar, só para mencionar uns poucos. Esses exploradores do lenocínio político que se tornou a nossa nação transformaram a Suprema Corte em guardiã do assalto aos cofres públicos, protetora das máfias partidárias, masturbadores persistentes das mazelas nacionais.

A corja do STF é pior que Lula, Michel Temer, Palocci, Geddel, Lucio Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Jader Barbalho, juntos. Esse pessoal só queria roubar a nação, eles tinham um propósito. Mas eles não tinham o poder de condenar a nação ao eterno inferno do subdesenvolvimento e da violência. Os políticos podem ser expulsos pelo voto, o que não é possível com os  Kalifas do STF que deveriam ser juízes em benefício do povo e não no próprio. Eles só podem ser retirados pelo Congresso, onde estão os corruptos que os colocaram lá.
  
Eles têm o poder de condenar o país ao inferno do subdesenvolvimento, e decidiram fazer exatamente isso. O pequeno e frágil conjunto de regras da democracia é constantemente estuprado pelos parasitas supremos, para proteger criminosos famosos. Então eles são mais criminosos do que os criminosos que protegem. Quem defende bandido, bandido é.

Veja-se a decisão da cassação da chapa Dilma-Temer, onde o Presidente na época prestou um serviço sujo ao seu mestre, deturpando a legislação e a constituição, para mostrar gratidão a quem lhe deu o emprego. Veja-se o outro soltando o amigo e parceiro de negócios do Rio, por diversas vezes seguidas. Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei. E o outro que pediu vistas do caso do foro privilegiado, depois de já ter a maioria formada. É ou não é um agente do obscurantismo defendendo o interesse dos seus mestres.

Os longos e hipócritas argumentos de proteção da constituição proferidos quando a televisão está filmando se esvaem quando, em lugar da proteção da constituição, entregam a cocaína da leniência populista e hipócrita para deleite dos saqueadores da nação. São todos muito iguais, nomeados pelos criminosos que deveriam julgar, parceiros nos crimes contra a nação. Eles são da mesma forma que os corruptos, traidores da nação e dos brasileiros em geral.

Diga-se por justiça, que não são todos iguais. A Corte faz uma maioria macabra, mas existem almas solitárias que se rebelam contra isso, em homenagem à própria consciência, mas são minoria.
  
Essa corte poderia se chamar Supremo Tribunal da Fornicação, ou Tribunal da Eterna Prescrição. Ao longo da sua história, julgou menos de 5% dos processos que lá chegam. Vejam o caso de Renan Calheiros, com 11 processos e nenhum anda. Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, Lucio Vieira Lima, só para mencionar alguns nomes. Meu Deus, o Brasil não merece isso. Todos esse pessoal está protegido pelo STF. E agora o princípio Lula vai valer para todos. Os criminosos da Lava Jato vão estar todos soltos, desfrutando do saque dos últimos anos, e dividindo com os coadjuvantes dessa obra grotesca.

Esses juízes não se importam se os seus nomes fizerem parte do esgoto da história. Eles querem o aqui e agora... Que se dane o futuro. São hedonistas, amorais radicais, midiáticos embriagados, não se importam em ser vilões, desde que forem remunerados adequadamente e estiverem na TV. O maior mercador da Corte se comporta como Primeiro Ministro e degusta da mesma forma o poder sobre o presidente e parlamentares enrolados, como do comando dos jagunços de Mato Grosso. Ele aprecia muito os dois papéis. Esse é o maior psicopata, que tem os políticos todos na mão, e sem nenhum pudor desfruta disso avassaladoramente.

O que fazer? Precisamos no mínimo execrar esses personagens macabros da desgraça nacional. Ir para rua. Introduzir mais leis de iniciativa popular. Mudar a forma de indicar os juízes da Suprema Corte. Bandidos no Executivo, bandidos no Legislativo, e bandidos no Judiciário, todos se protegem, não farão leis que beneficiem o país, a não ser com pressão popular. Votem em pessoas que nunca estiveram lá. Vamos trocar todos. Só o povo na rua para acabar com esse incesto criminoso entre membros de todos os poderes. Vamos começar indo para rua no dia 3 de abril, para tentar reverter o salvo conduto do molusco pinguço e doente.





* * *

A EQUIPE - Péricles Capanema


2 de Abril de 2018
Péricles Capanema

Nos já distantes começos dos anos 70, alguém — não me recordo quem — intitulou de A Equipe a um conjunto de grandes atores da cena internacional: Nixon, Kissinger, Brejnev, Willy Brandt, Pompidou,
e outros ainda, que pareciam agir em uníssono na condução da distensão (ou détente). Cada um deles, encarapitado em sua posição ideológica, em sintonia surpreendente promovia a política cuja maior figura simbólica foi Henry Kissinger [foto ao lado] — aqui e ali ainda lembrado hoje, com exagero, como uma espécie de Metternich desse período. Anos e anos a fio. A China estava fora da dança, ensaiava ainda os primeiros passos de uma escalada que hoje a coloca como maior opositora dos Estados Unidos. Aliás, a détente criou e favoreceu condições para a ascensão chinesa.

Por que lembro tais fatos? Simples. Acompanhando os recentes acontecimentos de Brasília, a pontiaguda qualificação A Equipe me obcecava a memória entristecida. Advogados celebrados, magistrados nos galarins da imprensa, jornalistas acólitos, políticos na sombra, quem sabe grandes empreiteiros encalacrados — quais outros partícipes? —, em sintonia surpreendente, conduziram os fatos para desfecho combinado: a liminar antes impensada até mesmo por todos os que diuturnamente nos órgãos de divulgação previam qual seria o desenlace da votação do Habeas Corpus, cuja aprovação livraria Lula da cana. Um de tais analistas observou, sobre o inesperado desfecho provisório do caso (ainda vem coisa por aí), que o Brasil não é para principiantes, e nem para experientes. Nem os mais experientes conseguem conjeturar a fundo sobre as tramoias do jeitinho brasileiro (na ocorrência, mal-empregado).

Deixemos de lado os jeitinhos, a coisa é séria. Potencialmente, de apocalípticas consequências. Em substância, não vi verberação dos fatos mais grave que a do senador paranaense Álvaro Dias (foto), de momento também presidenciável, o que confere a suas palavras alcance maior: “O voto suspeito de seis ministros do Supremo provocou grande indignação no país. Afinal, o ex-presidente da República está acima das leis e o Supremo é uma instituição dedicada a protegê-lo evitando sua prisão? Quando uma instituição essencial ao Estado de Direito se divorcia das aspirações da sociedade, a República falece. A República faleceu. Nós vamos continuar defendendo a refundação da República.”

Tomem nota: nas palavras de um dos mais destacados senadores, o Brasil oficial é um cadáver. Sinônimo exato para faleceu. No caso, a República foi assassinada. Se ela foi assassinada, existem assassinos. Mais concretamente, de forma metafórica, o Brasil assistiu ao assassinato das instituições do Estado. Aqui, empurrado de forma incoercível — por lógica comezinha, digo eu — assassinato perpetrado por A Equipe.

Um cambalacho levou a um assassinato nas palavras do senador. Ou o parlamentar paranaense é irresponsável, ou está afirmando que a República faleceu por ter sido assassinada em suas instituições, em especial por membros do Supremo. Quem assassina (destrói) instituições basilares do Estado é incompatível com as funções que tão indignamente exerce. Deve sofrer, por crime de responsabilidade, processo de impeachment, legalmente conduzido pelo Senado. Claro, embora conjeturável, nada disso acontecerá. Por quê? Inexistem condições políticas para tais providências. Membros de A Equipe o impedirão. De outro modo, o País encontra-se manietado por um contubérnio. E as vítimas indefesas do contubérnio assassino não foram apenas as instituições; a punhalada varou em especial o coração da parte mais sadia do Brasil, aquela particularmente ligada a seu passado cristão.

Em artigo de umas três semanas atrás, eu dizia o que agora soa quase como vaticínio: “O Brasil parece estar de braço quebrado. Sua ‘maior et sanior pars’, a gente que presta, o pessoal mais ativo e decisivo, sente que, mesmo com os atuais recursos, eliminados obstáculos artificiais, muita coisa boa pode ser feita já. […] A ‘sana pars’ do Brasil vê com clareza, pode planejar a saída, mas as instituições a bem dizer tornam inviáveis quaisquer movimentos nesse sentido. É uma espécie de imobilidade forçada que não leva à cura.”

Constatava a execração, mas também — causada por instituições que acorrentam a nação — a imobilidade forçada diante da catástrofe. Ia adiante: “No Brasil dos anos 60 a ‘maior et sanior pars’presenciou desgostada a irrupção nas praças e ruas do padre de passeata e da freira de minissaia, como os ferreteou Nelson Rodrigues. Hoje fazem companhia a eles o juiz de passeata e os procuradores de passeata, horrores impensáveis naqueles já distantes anos, em que a gravidade, a discrição funcional e o senso do bem comum dos magistrados parecia valor adquirido na sociedade brasileira. A espetacularização achincalhante do Judiciário avança despudorada sob o olhar asqueado da ‘sana pars’ do Brasil. São trincas em uma das colunas institucionais do Brasil. O que fazer? De certa maneira, aqui também, de forma temporária, estamos condenados à imobilidade.”

Condenados à imobilidade, outra vez, ferrolhos institucionais. Eu dizia que a coluna está trincada. Álvaro Dias, agredido pela realidade, foi mais longe: a coluna desmoronou em nossas cabeças. O que fazer, dentro do ordenamento que nos agrilhoa, contra a degenerescência nos três Poderes e em numerosas elites (ou oligarquias) da sociedade civil? Aqui está o ponto.

Atribui-se a Konrad Adenauer, o lendário chanceler do pós-guerra alemão, não sei se com fundamento, princípio político verdadeiro: o primeiro dever de todo chefe político é cobrir a própria área. Em outros termos, falar para ela, articulá-la, vivificá-la. No caso, tudo fazer para os que agora inconformados não se acomodem, mas se solidifiquem em suas posições. A expansão da inconformidade entre os de momento passivos e hesitantes, providência essencial, fica para segundo momento lógico.

A reconfiguração do panorama é urgente, a opinião pública ultrapassou um meridiano nos últimos dias. Com efeito, o Brasil inconformado com a deterioração verificou traumatizado que nossas instituições, mesmo as mais prestigiadas, estão podres, cheiram mal. Álvaro Dias chegou a dizer que membros seus assassinaram a República.

E aí, fomos jogados diante do pavoroso. Posta a decomposição geral do Brasil oficial, estando carcomidas as amarras da lei, a porta ficou aberta para destruições, em proporções agora incalculáveis, do que resta de progresso, esperança e dignidade em nosso futuro. Serão passos largos na mesma estrada rumo ao precipício, já trilhada pela Venezuela.

Para tal, poderemos assistir ao espetáculo repetitivo de magistrados graves — à vera, contrafações burlescas de Nelson Hungria e de tantos outros —, no meio de vazia e aparatosa erudição, esbofeteando despudoradamente disposições da legislação brasileira, para a adaptarem aos intuitos inconfessáveis de membros decisivos de A Equipe. Entre elas, vão aqui, apenas como ilustração, as constantes do artigo 8º do novo Código de Processo Civil: “ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência”. Onde nos últimos dias se escondeu a preocupação com o bem comum? Com a dignidade? A obediência à razoabilidade?

Diante da aparente inutilidade de reagir, a tentação dos inconformados será a acomodação diante da inflexibilidade dos que conduzem a farândola demolidora. Quando não a adesão a soluções amalucadas. O caminho é outro: fugir do desânimo, lucidez e persistência na esperança, mesmo dentro da tragédia. Deus não abandonará um País fruto de tantas lágrimas. Como Santo Agostinho, resgatado do descaminho pelo sofrimento e oração de Santa Mônica, um dia brilhará para o Brasil a aurora de enorme grandeza cristã.


------------
Comentário:

MARIO HECKSHER
2 de Abril de 2018

Bom dia amigos. Atualmente parece que alguns se surpreendem com o que está acontecendo em nosso país. Eu sou um homem velho e estudei a vida inteira para me contrapor aos comunistas/socialistas. Por isso, sempre orientei meus jovens camaradas militares a respeito das mentiras que que eles pregavam, então nada disso me espanta. Antigamente, alguns me chamavam de PROFETA DO CAOS, no entanto tudo o que dizia aconteceu ou está acontecendo.
Parece-me que as pessoas do bem estudam pouco e só tomam ciência dos fatos quando ocorre o pior. Falta-lhes visão prospectiva.

No Brasil, a nossa sorte foi termos conseguido preservar nossas Forças Armadas da contaminação pelo socialismo e pela corrupção. Por isso, hoje elas atuam como um indiscutível PODER MODERADOR e impedem a morte da doente democracia.

Peço a NOSSA SENHORA APARECIDA, padroeira do Brasil, que interceda junto ao Senhor Deus, pedindo a ele que poupe nossa Pátria dos tormentos comunistas.

* * *