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sábado, 22 de julho de 2017

ABL: CRÔNICA DE UMA JUVENTUDE ASSASSINADA

Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni coordena na ABL o Seminário “Brasil, brasis” de julho, intitulado “Crônica de uma juventude assassinada”


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade a sua série de Seminários “Brasil, brasis” de 2017 com o tema “Crônica de uma juventude assassinada”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni e as participações do coronel PM (atualmente na reserva) Íbis Pereira, do padre Valdir João Silveira e da professora Regina Novaes.

O seminário está programado para o dia 27 de julho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro, com transmissão direta pelo portal da ABL.

O coordenador-geral dos Seminários “Brasil, brasis” de 2017 é o Presidente da ABL, Acadêmico e professor Domício Proença Filho.

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CÍCERO SANDRONI

Sexto ocupante da Cadeira 6 da ABL, eleito em 25 de setembro de 2003, na sucessão de Raimundo Faoro e recebido em 24 de novembro de 2003 pelo Acadêmico Candido Mendes de Almeida, Cícero Sandroni cursou Jornalismo na PUC/RJ e Administração Pública na Escola Brasileira de Administração (EBAP) da Fundação Getúlio Vargas.

Foi chefe de reportagem no Correio da Manhã e escreveu por cinco anos a coluna Quatro Cantos de oposição ao regime militar. Trabalhou na Tribuna da Imprensa e em O Cruzeiro. Foi repórter do Jornal do Brasil, editor do Caderno Be do Suplemento Livros. Mais tarde, a partir de 1976 a 83 escreveu o Informe JB. Em 1960, assumiu a chefia da reportagem política no Diário de Notícias. Em 1976, retoma a revista “Ficção”, fundada em 1965 com Antonio Olinto.

Em 1990, foi editor-geral da Tribuna da Imprensa onde escreveu página semanal sobre cultura e política. Em 1991, criou para a Prefeitura do Rio de Janeiro o mensário literário Rio Artes.

Convidado pelo Ministro da Cultura, Antonio Houaiss e pelo presidente da Funarte, Ferreira Gullar, dirigiu o Departamento de Ação Cultural da entidade. Editou com Gullar e Ivan Junqueira, a revista cultural Piracema. Foi diretor-adjunto do Jornal do Commercio. Participa de vários júris de prêmios jornalísticos e de literatura.

Colaborador de diversos jornais e revistas, publicou, entre outras obras: Austregésilo de Athayde, o século de um liberal; Cosme Velho: passeio literário pelo bairro; 50 anos de O Dia, História do jornal; O Peixe de Amarna180 anos do Jornal do Commercio. 1827-2007; Gente do Rio. Eles iluminaram a História (Organização de Nilo Dantes); A arte de mentir; e Batman não foi a Búzios.

ÍBIS SILVA PEREIRA

Coronel da reserva remunerada da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro; ex-comandante geral da PMERJ; Íbis Silva Pereira é graduado em direito e pós-graduado em filosofia contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; especializado em Gestão de Segurança Pública pela Fundação Getúlio Vargas; mestre em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisador do Núcleo de Identidade Brasileira e História Contemporânea da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


VALDIR JOÃO SILVEIRA

O padre Valdir João Silveira, da Arquidiocese de São Paulo – SP, tem formação Acadêmica Humana e Teológica pela Universidade Católica do Paraná; Licenciatura em Filosofia, na Universidade Católica do Paraná; Teologia: Instituto de Pastoral Regional, Belém, Pará; Especialização em Teologia Moral, pelo Instituto Alfonsianum de Ética Teológica; Melhoria na Gestão Penitenciária para a Incorporação dos Diretos Humanos pela Escola Kings College London International Centre for Prison Studies.

 Atuação na Pastoral Carcerária: Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária – CNBB; Membro da Comissão Mundial/Internacional de Pastoral Penitenciaria Católica ICCPPC. Representante da América Latina; e ex-membro da Nacional de à Participação e Controle Social na Execução Penal, do Departamento Penitenciário Nacional.

Prêmios: Parceira da Defensoria, em 2010; Medalha Nacional de Acesso à Justiça, em 2014; e, pela Pastoral Carcerária Nacional, em 2010, o 16º Prêmio Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em reconhecimento aos trabalhos de combate à tortura nas prisões.


REGINA NOVAES

Doutora em Ciências Humanas (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1989), professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia, do IFCS, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Regina Novaes possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979) e doutorado em Ciências Humanas(Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1989).

Professora do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia, do IFCS, da Universidade Federal do Rio de Janeiro orientou pesquisas de iniciação científica, dissertações e teses nos seguintes temas: movimentos sociais, juventude, religião, cultura, cidadania e violência.

Foi editora da revista Religião e Sociedade de 1995 até 2005. Aposentou-se da UFRJ em 2005, prosseguindo com orientações de teses e dissertações anteriormente iniciadas no PPGSA. Exerceu a função de Secretária Nacional de Juventude – Adjunta e presidente do Conselho Nacional de Juventude de 2005 até março de 2007. Entre março de 2007 e setembro de 2009, como consultora do Instituto Brasileiro de Análises Socio-Econômicas (IBASE), participou da coordenação geral da pesquisa Juventude e Integração Sul Americana, desenvolvida simultaneamente em seis países vizinhos.

Em 2009, também atuou como consultora sênior do PNUD/Nações Unidas, para a realização do Informe Juventude e Desenvolvimento Humano nos países do Mercosul.

Nos últimos anos, tem realizado pesquisas e atuado em consultorias sobre políticas públicas de juventude junto à Unesco. Durante o ano de 2014, com apoio da Faperj, foi pesquisadora visitante na Unirio (Programa de Pós-Graduação em Educação/Linha Políticas Públicas). Continua colaborando com a pós-graduação na Unirio e, como p

19/07/2017




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AMIZADE - Fernando Pessoa


Amizade  


"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.

Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

 Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

 Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".

(Fernando Pessoa)



Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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MINHA PONTE, MINHA VISTA! - Antonio Nunes de Souza

Minha ponte minha vista! 


No dia 28 de julho
Vou ter o a maior orgulho
Não quero que ninguém me pegue.
Vou correndo para a inauguração
Que vai ser uma sensação
A famosa “ponte de Jegue!”

Bobo vai ser quem não for ver
Bem de perto para crer
Eu vou correndo e me “pico”.
Para mim será novidade
Atravessar minha cidade
Pela ponte do Jerico!

Viva Fernando Cuma
Que sempre faz cada uma
Com festas e muito “reggae”
Dessa vez não foi diferente
Deixando o povo contente
Com a passarela do Jegue!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

antoniodaagral26@hotmail.com


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

SILENCIAR/ SAUDADE - Por Ruth Caldas

Imagem: Fotomontagem ICAL



SILENCIAR

Obrigado, Senhor,

Por eu procurar entender

A palavra silêncio.

São oito letras,

Que se traduzem em:

Espera e escuta,

Pois é calando

Que se encontra

O verdadeiro sentido

Do silêncio!...

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A SAUDADE


Às vezes procuro compreender

O significado da palavra saudade,

Mas é uma experiência

Inexplicável e inesgotável,

Onde transmite a sensação de falta

Longínqua de um sentimento,

Pois só quem vive essa realidade

É que pode entender

Que é veraz!


Rute Caldas

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“De Rute Caldas
Inspirado pela pessoa que muito te amou:
TUA MÃE.

Vem aí “A História de Rute”.


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ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (ABL), 120 ANOS.

Academia Brasileira de Letras comemora seus 120 anos de fundação e entrega ao historiador baiano João José Reis o prêmio Machado de Assis de 2017


A Academia Brasileira de Letras comemorou seus 120 anos de fundação, dia 20 de julho, quinta-feira, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. A Acadêmica e escritora Nélida Piñon, Secretária-Geral da ABL, foi a oradora oficial do evento e exaltou a História da Casa por intermédio dos objetos que contam sua trajetória desde 1897.

“Os objetos espalham-se pelas bibliotecas e pelas salas. Ao vê-los inertes na aparência, compunjo-me, procuro saber que arrebato se escondeu em cada um deles. Entre eles, observo o pince-nez com o qual Machado escrevia. Este pince-nez arfa na Academia Brasileira de Letras. Felizmente alguém o retirou do seu rosto salvando-o de seguir com Machado de Assis para a eternidade”, disse a Acadêmica em seu discurso na cerimônia.

Na mesma solenidade, o historiador baiano João José Reis, um dos mais importantes do Brasil nessa área, autor de diversos livros, entre eles A morte é uma festa, recebeu o Prêmio Machado de Assis de 2017, no valor de R$ 300 mil, e um diploma. O Acadêmico e historiador José Murilo de Carvalho fez a saudação ao vencedor. Também foi dada a palavra ao ganhador do prêmio.

Encerrada a solenidade, o Presidente convidou os presentes para assistirem a uma apresentação do Quarteto de Cordas Rio de Janeiro (Ricardo Amado, violino; Andrea Moniz, violino; Dhyan Toffolo, viola; e Ricardo Santoro, violoncelo) e participar do coquetel que se seguiu ao espetáculo.

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O VENCEDOR DO PRÊMIO DE 2017

Graduado em História pela Universidade Católica de Salvador, João José Reis tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota e diversos pós-doutorados, que incluem a Universidade de Londres, o Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences, da Universidade de Stanford, e o National Humanities Center.

Também foi professor visitante das seguintes universidades: Universidade de Michigan, Universidade Brandeis, Universidade de Princeton, Universidade do Texas e Universidade de Harvard. Atualmente é professor titular do departamento de História da Universidade Federal da Bahia

Entre seus livros de maior destaque estão: Negociação e Conflito: A Resistência Negra no Brasil Escravista; Liberdade por um Fio: História dos Quilombos no Brasil; Rebelião Escrava no Brasil: A História do Levante dos Malês.

João José Reis recebeu diversos prêmios no Brasil e no Exterior, entre eles: Prêmio Casa de las Americas, do Instituto Casa de las Americas, de Cuba; Ordem Nacional do Mérito Científico na Classe de Comendador, do Ministério da Ciência e Tecnologia e Academia Brasileira de Ciências; Prêmio Jabuti de Literatura (melhor obra de não-ficção com o livro A morte é uma festa), da Câmara Brasileira do Livro.


ESCLARECIMENTO AO MEU FILHO

Amado filho, 


Ontem, por ocasião da apresentação da novela das oito, você perguntou sobre o motivo da minha indignação quando eu vi a “idolatria midiática” aos bailes funks onde criminosos ostentavam fuzis cantando e pulando, estando rodeados por belas jovens no ritmo das melhores músicas e bebidas fartas. Você, com seus quatorze anos de idade, achou estranho eu não gostar daquelas cenas e tentarei explicar o porquê:

1) só quem pode usar fuzil são as forças de segurança do governo, que fazem algumas concessões às forças auxiliares. Fuzil é armamento de guerra;

2) O funk verdadeiro não pode ser associado à rodas de bandidos armados, pois é um estilo de música rico e com sua importância cultural;

3) aquelas lindas jovens exuberantes que ostentam joias e roupas da moda em corpos esculturais serão escravas dos traficantes que as presenteiam e, geralmente, não passam dos vinte anos de vida ou são presas antes disso;

4)
aqueles jovens imponentes e cheios de si empunhando fuzis não chegarão aos vinte anos de vida, na maioria, ou serão presos antes disso;

5) aquelas bebidas e músicas 'maneiras' são financiadas pela morte de inúmeros usuários de drogas ou vítimas da violência urbana que busca dinheiro para patrocinar aquele baile feliz que a novela mostrou;

6) a bela atriz principal no papel de esposa de bandido começou a ficar deslumbrada pelo “poder paralelo” que ostenta luxo e caras felizes. Contudo, quem associa-se ao tráfico não tem passe livre na sociedade, só no submundo;

7) milhares de pessoas morrem sem assistência médica porque o dinheiro que deveria ser alocado para a melhoria da saúde tem que ser redirecionado às forças policiais para combater aqueles bandidos felizes que a novela mostrou...

Por fim, eu poderia listar muitos outros motivos para que eu não tenha ficado contente com a apologia ao crime apresentada na TV, mas disfarçada de crítica social, porém já me basta apenas dizer-lhe no auge dos seus quatorze anos que jamais a ilicitude trará 'beneses' e que o caminho dos homens honrados dar-se-á sempre pela via dos estudos, da compaixão em comunidade e da Fé em Deus.

Filho, não se deixe enganar por essa máquina de alienação de massa, pois, no fundo, ela também financia aqueles bailes 'maneiros' e regados a gente bonita e a fuzis.

Seu Pai


Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.


(Autor não mencionado)

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

REPERCUSSÃO DO LIVRO A ESTRADA DAS LETRAS DE CYRO DE MATTOS

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original

Carta Elogiosa do paulista, José Salles Neto, fundador da Confraria dos Bibliófilos do Brasil, pelo livro "A Estrada das Letras"  do escritor Cyro de Mattos:
Amante dos livros, José Salles Neto tem uma biblioteca com mais de 15 mil volumes: "Pode ter quem goste igual, mais do que eu, não há ninguém".

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Caríssimo Prof. Cyro,

Um bom dia!

Estou em dívida com você (posso tratá-lo assim, pois já estou encostando na casa dos 70), porque em abril recebi um livro que me foi enviado e nada lhe falei.

Bem, a partir de agora só a dívida de gratidão por você sempre se lembrar de mim quando lança um livro novo (ESPERO QUE CONTINUE SEMPRE SE LEMBRANDO). Digo isto, pois ontem findei a agradável leitura do seu A ESTRADA DAS LETRAS, excelente já a partir do título. Muito obrigado pelos bons momentos que me proporcionou, impagáveis!

Ah, aproveito para levar até você (siga o link abaixo do youtube) um documentário que fizemos para comemorar os 20 anos da CONFRARIA DOS BIBLIÓFILOS DO BRASIL. Tirante os “artistas” amadores (eu e minha mulher, a Inês, que administra a Confraria), o filmezinho é muito interessante, por esmiuçar a nossa metodologia de confecção dos livros: LINOTIPIA, IMPRESSÃO TIPOGRÁFICA FOLHA-A-FOLHA e ENCADERNAÇÃO MANUAL.

Se gostar divulgue com os amigos e passe-lhes uma informação: quem se interessar em se integrar à CBB, temos ainda algumas vagas de uma ampliação no quadro que fizemos no ano passado, sendo que para tal basta enviar um e-mail para  conbiblibr@yahoo.com.br  manifestando tal interesse, que lhe serão enviadas sem qualquer compromisso as informações sobre as condições atuais para esta integração. Eis o link:



Neste outro link abaixo, segue uma matéria em jornal (o velho e apetitoso papel) sobre eu e meus livros:


Por enquanto era isto.
Um abraço com votos de muita saúde e tranquilidade deste seu amigo e admirador

José Salles Neto.

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