Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Da Academia de Letras
da Bahia. Possui prêmios importantes no Brasil e exterior. Publicado também por
várias editoras europeias. Primeiro
Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.
Depois da crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo,
para redimir o pecado dos homens e reabrir as portas do Céu, toda a Terra foi
coberta por densas trevas, a tristeza e a desolação contagiaram os povos,
liquidando com tudo o que restava de ordem. É o que poderíamos esperar depois
da ignominiosa morte do Homem-Deus.
Do Santo Sepulcro ressurge a primeira claridade de
esperança. As almas fiéis que o rodeavam para prestar as últimas homenagens a
Nosso Senhor, pressentiam que algo de maravilhoso estava para acontecer. Junto
àquela tumba, que aparentemente havia selado a derrota do Divino Redentor, eles
presenciaram a glória triunfadora de Sua ressurreição.
Com efeito, como diz São Paulo, se Ele não tivesse
ressuscitado, a nossa fé seria vã. Os anjos cantaram “glória a Deus nas
alturas”. As trevas se dissiparam. A natureza inteira se rejubilou com a luz
emanada daquele Corpo glorioso. Jesus Cristo realmente ressuscitou como
triunfador da morte e do pecado. Tendo cumprido a vontade de Deus Pai, reabriu
as portas dos céus aos justos.
Apesar de a notícia do enorme prodígio ter corrido como um
raio, muitos discípulos ainda andavam tristes com a morte de Cristo — após ter
sido entregue à soldadesca romana pelos magistrados e sacerdotes judeus —, pois
a alegria da Sua ressurreição não havia ainda inundado os seus corações.
Tinham uma fé incompleta e não conheciam verdadeiramente
quem era Jesus. Uns achavam que fosse um profeta com grande poder, que
restauraria o reino temporal de Israel. Outros, confusos e perplexos, prestavam
atenção nos acontecimentos sem entender o que se passava.
Foi necessário que Cristo morresse e ressuscitasse dos
mortos para manifestar que Ele era Deus. Sendo já o terceiro dia de sua morte
na Cruz, não havia mais razão para que não se conhecesse tudo o que havia se
passado em Jerusalém com o Filho de Deus desde a traição do infame Judas
Iscariotes.
Quando as santas mulheres chegaram pela manhã de domingo,
não encontraram mais o corpo de Jesus na sepultura. Seguiu-se o anúncio do anjo
de que Ele não se encontrava mais lá, mas havia ressuscitado dentre os mortos.
O que parecia uma derrota, foi a confirmação na fé dos discípulos — a vitória
de Cristo sobre seus inimigos —, e todos creram n’Ele depois de manifestar
assim a Sua divindade.
É uma prefigura da paixão que nestes dias de trevas sofre a
Santa Igreja, corpo místico de Cristo, contra a qual todos os agentes infernais
conspiram e desferem golpes, mas Ela segue com vida plena nos fiéis que
depositam suas certezas em Jesus Cristo vencedor e triunfador.
Poucos são os que realmente amam a Santa Igreja e estão
dispostos a tudo suportar e resistir em sua honrosa defesa, bem como de tomar a
iniciativa da luta a fim de que Ela seja restaurada de modo ainda mais
excelente do que foi outrora, sempre segundo a lei e a doutrina de Nosso Senhor
Jesus Cristo. Mas aqueles que têm verdadeira devoção a Nossa Senhora recebem
d’Ela o inestimável dom da fé, da pureza, e da bravura para lutar. Deus lhes
dará a vitória.
Se correspondermos a esse dom, estaremos juntos daquelas
almas privilegiadas que viram, testemunharam e registraram para os pósteros
aquele momento, talvez o maior acontecimento da História: Jesus Cristo saindo
vitorioso de seu sepulcro. Assim como Nossa Senhora nos deu o exemplo de nunca
duvidar, Ela nos ensina e alenta a nunca desanimar nas vias da confiança.
Devemos, portanto, confiar contra todas as aparências em
sentido contrário, de que junto d’Ela haveremos de encontrar forças e adquirir
a certeza de que o bem não está sepultado para sempre, mas que residuum
revertetur — o resto voltará, segundo Isaías. Dos escombros e das
cinzas da civilização atual surgirá o Reino de Maria, com o fulgor de Cristo no
momento de Sua ressurreição.
Espero que todos os fiéis e leitores tenham uma Santa e
feliz Páscoa, na alegria de saber e confiar, com uma confiança sem limites, na
promessa de que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja.
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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria –
Cardoso Moreira (RJ).
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
João.
— Glória a vós, Senhor.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de
Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha
sido retirada do túmulo.
Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o
outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do
túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao
túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais
depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu
as faixas de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e
entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que
tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num
lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado
primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura,
segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
+ Na alegria da ressurreição, prepare a oração, criando
um clima de profunda intimidade com o Ressuscitado.
+ Suplique a Deus o dom da alegria com
Cristo Ressuscitado; que a experiência da Ressurreição o(a) impulsione a viver
com mais intensidade em comunhão com toda a humanidade e toda a Criação.
+ Antes de “entrar em contemplação”, repasse os “pontos”
seguintes:
Mestre Crucificado, Mestre Ressuscitado. O ensinamento de
Jesus revelou-se inseparável de sua vida; em outras palavras, Ele ensinou com
sua vida. Certamente, Jesus ensinou com parábolas, com gestos ousados... Mas,
no final, o que educa de verdade é sua própria vida de Mestre amigo, terapeuta,
compassivo, crucificado, ressuscitado... Por isso, não basta dizer que o
ensinamento de Jesus “segue adiante”, mas que devemos acrescentar: Jesus mesmo,
ressuscitado por Deus, é o autêntico educador.
Os relatos de suas Aparições nos revelam como Ele foi
reconstruindo as pessoas, amigas e amigos, quebrados(as) pelo fracasso, pela
tristeza, pela decepção... Jesus os(as) ressuscitou por dentro, despertando a
vida bloqueada e abrindo o horizonte da missão.
“Olhar o ofício de consolar que Cristo nosso Senhor
exerce” (EE. 224). S. Inácio utiliza esta expressão quando apresenta,
na 4ª Semana dos Exercícios, a contemplação das aparições do Ressuscitado.
Consolar é o que define a ação do Ressuscitado,
transformando a situação dos seus discípulos e discípulas: a tristeza se
converte numa alegria contagiosa, o medo em valentia e audácia, a negação de
Jesus em profissão de fé e martírio... Não se trata de um ato pontual senão de
um “ofício” , que definirá para sempre a atividade de
seu Espírito no mundo.
Nas cenas evangélicas das aparições, o
efeito da presença do Ressuscitado sobre os discípulos e discípulas termina
sempre em reconhecimento, em chamado e envio, em restauração de uma vocação e missão.
Jesus ressuscitado exerce sobre eles(elas) um original “ofício
de consolar”, cujo efeito é iluminar o caminho pelo
qual, em seu nome e com Ele, eles e elas hão de percorrer. O “ofício de
consolar” é a marca do Ressuscitado, é força recriadora e reconstrutora de
vidas despedaçadas. Jesus “ressuscita” cada um dos seus amigos e amigas,
ativando neles(as) o sentido da vida, reconstruindo os laços comunitários
rompidos, e sobretudo, oferecendo solo firme a quem estava sem chão, sem
direção...
O verbo “consolar” tem, no hebraico, um
sentido mais amplo e forte que nas línguas latinas, porque, muito mais que
animar a alguém abatido, expressa a ação eficaz de conseguir com que
desapareçam os motivos de seu abatimento. Neste sentido, consolar não é tão
somente acompanhar senão, também, inclui a ação de dar esperança, uma esperança
fundada, capaz de produzir uma mudança radical no estado de ânimo do outro.
Nos relatos das aparições de Jesus Ressuscitado, esta
experiência de ficar consolado aparece muito evidente, porque passa-se da
angústia do túmulo vazio à consolação na presença d’Aquele que vive; é a
passagem da ausência desconcertante à presença significativa.
O Ressuscitado se aproxima como Presença viva que comunica Vida: deixa-se
ver, caminha, fala, interpela, corrige, anima, transmite paz e alegria. Em uma
palavra, presenteia seu Espírito.
Sua maneira de se fazer presente é pessoal, personalizante,
identificadora: dizer o nome, suscitar recordações e experiências comuns, fazer
vislumbrar projetos de futuro.
Outra vez Jesus recria a comunidade que, depois da Paixão,
estava se desintegrando; e seus discípulos experimentam novamente o chamado e o
envio, a serem testemunhas e cúmplices do Espírito, porque vivem a certeza
existencial de que o Crucificado é o Ressuscitado, que a morte foi vencida, que
Deus está constituído como Senhor.
Em meio à dor, os(as) discípulos(as) aprendem a confiar em
Deus e a não se deixar levar pela tristeza.
A alegria não começa quando acabam as
dores; a alegria é uma opção de vida, expressão da confiança em Deus, que torna
possível enfrentar o sofrimento com esperança. A alegria não suprime o
sofrimento, mas lhe dá sentido. A alegria não desconhece o sofrimento, senão
que o enfrenta com confiança.
Em nosso uso habitual, a palavra “consolação” e
o verbo “consolar” apontam para um profundo e rico
significado: revelam um tipo de proximidade e comunhão com o outro capaz de lhe
transmitir compreensão, alento, acolhida, impulso... ou seja, uma transmissão
de energia que desperte nele suas próprias capacidades de reação diante de uma
situação de tristeza, de fracasso, de desespero ou sofrimento...
Nos Exercícios Espirituais de S. Inácio, consolação e consolar são
a linguagem e ação de Deus no ser humano, comunicação do Criador com a
criatura, iniciativa de Deus que, quando é recebida com agradecimento e pureza,
isto é, como dom gratuito e como escuta disponível, nunca deixam a pessoa
consolada no mesmo lugar ou situação onde estava antes.
A consolação de Deus é sempre dinamizadora daquilo
que é mais divino no ser humano.
Por ser manifestação da comunicação do Espírito de Deus ao
espírito humano, gera sempre na pessoa, amor, alegria, fé, entusiasmo..., e
desemboca sempre na missão.
Deus nos consola para que possamos consolar.
Na consolação, Deus nos chama a ser
seus colaboradores. A consolação que
recebemos do Senhor não nos é dada tendo em vista um desfrute narcisista e
fechado deste dom espiritual, mas tem a finalidade de capacitar-nos para
o “ministério da consolação”.
É um dom para a missão; se alguém se
apropria dela como coisa pessoal, morre.
Dessa consolação de Deus, da qual nós
mesmos e nosso mundo tanto necessitamos, somos chamados a fazer-nos receptores e mediadores.
Trata-se de uma consolação que é pura
graça, que não está ao alcance de nossa mão dá-la a nós mesmos, nem dá-la aos
outros, mas da qual podemos ser agradecidamente receptores e
gratuitamente mediadores. Com isso, a consolação pode
estender-se a outros muitos rincões da existência humana.
É tempo de autocompreender-nos e atuar frente aos outros
como enviados a exercer ativamente o “ofício de consolar”, tendo
sempre presente que a consolação verdadeira pertence somente
ao Espírito, já que não é outra coisa que a gratuita autocomunicação do Deus
trinitário à humanidade.
É Ele mesmo quem deseja compartilhar conosco este ofício, o ofício
de consolar.
Consolação e “ofício de consolar” nascem
e vem precedidas pela experiência de uma alegria pura e
totalmente desinteressada pelo Senhor. Alegria interna e
verdadeira que procede e provoca a missão.
Nada mobiliza tanto como o agradecimento e
nada revela tanto o agradecimento como a alegria pura pelo bem
do outro. A gratuidade é o habitat natural da consolação e do
consolado.
Todos somos chamados a prolongar este “ofício de
consolar” de Jesus; a experiência da Ressurreição nos move a
“descer” junto à realidade do outro (seus dramas, fracassos, perda de sentido
da vida...) e exercer este ministério humanizador, ou seja, ministério entre
iguais, “vida que desperta outra vida”.
É vida plenificada, iluminada, integrada... pela experiência
de encontro com o Ressuscitado e que flui em direção à vida bloqueada,
necrosada... ativando-a, despertando-a...
É movimento expansivo da vida.
Assim como a consolação é o canal
privilegiado pelo qual Deus se comunica e atua em nós, o ofício do consolo” é
o canal por onde flui a vida.
Textos bíblicos: Jo 20,11-18
Lc 24,13-35
Na oração: faça “memória” das experiências de
consolação, suscitadas pela Graça de Deus ao longo desta Quaresma
- Recorde pessoas que foram “presenças consoladoras” em sua
vida.
- Traga à memória situações em que você foi o(a) mediador(a)
da consolação de Deus.
Iluminar a madrugada e tecer liberdade, nutrir a vida de
compaixão e amizade, celebrá-la e oferecê-la de verdade, orar... Esse é o
movimento de Ressurreição? É isto que o evangelista João quer destacar quando
escreve que Madalena “saiu correndo”, que Pedro e João “corriam juntos”?
Que a Páscoa seja um tempo de movimento e cada um(a)
discirna para onde correr!
Otávio Mangabeira fora deputado federal desde 1911,
chanceler no governo Washington Luís, exilado, novamente deputado, deputado
constituinte, governador da Bahia, senador, participara da fundação da UDN e
era membro da Academia Brasileira de Letras desde 1934. Velho, nos últimos anos
de sua vida, morava no hotel Glória; se não me engano, na suíte 901, no nono
andar. Recordo-me de que ele tinha os pés já bastante inflamados e andava com
chinelas de plumas, muito confortáveis. Ali recebia os amigos e admiradores e
os líderes dos partidos políticos, que sempre desejavam ouvi-lo.
Nós, da UDN, éramos presença constante. Não digo por mim,
que era muito jovem, mas ali estive duas vezes, em companhia do Carlos Lacerda
e do João Agripino.
No dia da revolta do Major Veloso, de Aragarças, Carlos
Lacerda, ao saber da deflagração do movimento, telefonou para João Agripino e
para mim pedindo que fôssemos ao hotel Glória, à suíte do Mangabeira, para onde
ele estava se deslocando.
Lá cheguei e já encontrei o Lacerda dizendo ao Mangabeira
que não tinha nenhum envolvimento com o fato e, pelo contrário, ouvindo alguns
ruídos sobre sua ligação com oficiais da Aeronáutica, tinha chamado o Major
Veloso, um dos mais afoitos, e dito que não praticasse nada de sedição - coisa
de que eles falavam todo dia - e que ele condenaria qualquer movimento dessa
natureza.
Mesmo assim, Veloso e alguns companheiros de farda desviaram
três aviões militares, sequestraram um Constellation e foram para a pequena
base de Aragarças. Foi o primeiro sequestro de avião do Brasil.
Lacerda insistia em reafirmar a Otávio Mangabeira e a todos
nós - foram chegando outros colegas de partido: Rondon Pacheco, Milton Campos -
sua absoluta falta de participação nesse movimento, feito com o objetivo de
derrubar o Juscelino.
Mangabeira deu sua opinião, também contrária àquilo, dizendo
que se tratava de uma loucura de jovens revoltados da Força Aérea, que ainda
não haviam superado os resultados da chamada República do Galeão, na qual eles
tinham feito o famoso inquérito sobre a morte do Major Vaz, que levara ao
suicídio de Getúlio Vargas.
Ali foi tomada a decisão de que a UDN, por todos os meios,
manifestaria sua contrariedade à chamada Revolta de Aragarças. Carlos Lacerda
comprometeu-se a discursar, à tarde, na Câmara dos Deputados, dizendo de sua -
bem como de todo o partido - condenação ao movimento e ao gesto tresloucado.
Foi um discurso difícil e notável!
Passada a agenda política, Carlos Lacerda perguntou ao
Mangabeira por que ele não se mudava para um apartamento, argumentando que
ficar ali no hotel seria bastante caro para ele, homem desprovido de posses,
sendo muito mais barato morar em sua própria casa.
Mangabeira respondeu-lhe: 'Carlos, na minha idade, não sei
mais quem paga meu hotel.'
Antônio Carlos Magalhães contava que um dia Mangabeira lhe
perguntara pelo Luiz Viana. Ele, então, disse que o Luiz Viana se encontrava na
Bahia, aonde fora para a comemoração de sessenta anos de um amigo.
Doutor Mangabeira respondeu-lhe: 'Quer dizer que Luiz Viana
foi à Bahia só para um aniversário de sessenta anos de um fulano de tal?' E
concluiu: 'É. Hoje qualquer vagabundo faz sessenta anos na Bahia!'
Otávio Mangabeira era governador da Bahia, e o jornal A
Tarde começou a atacar alguns oficiais que teriam provocado uma desordem na
zona de meretrício de Salvador. Esses oficiais invadiram e empastelaram o
jornal, pelo desrespeito que tinha tido com a oficialidade da guarnição
militar.
Simões Filho, que era uma grande figura da Bahia,
ex-ministro da Educação e fundador de A Tarde, procurou Mangabeira:
'Governador, isso não pode acontecer no seu Governo: empastelaram o jornal,
quebraram tudo e surraram uns jornalistas. Lembremo-nos de Rui Barbosa, que
dizia: 'A imprensa constitui o pulmão da democracia.' O senhor tem que tomar
providências imediatas, abrindo inquérito para punir os culpados.'
Mangabeira olhou para ele e respondeu: 'Ó Simões, Rui é o
astral; a realidade é o Exército Nacional!' E deu por encerrada a conversa.
Antônio Carlos contava isso com muita graça, imitando, como
ninguém, o falar entre as bochechas do velho Mangabeira.
José Sarney - Sexto ocupante da Cadeira nº 38 da ABL, eleito
em 17 de julho de 1980, na sucessão de José Américo de Almeida e recebido em 6
de novembro de 1980 pelo Acadêmico Josué Montello. Recebeu os Acadêmicos Marcos
Vinicios Vilaça e Affonso Arinos de Mello Franco.
Terceiro ocupante da Cadeira 15, eleito em 6 de março de 1930, na sucessão de Amadeu Amaral e recebido pelo Acadêmico Olegário Mariano em 21 de junho de 1930. Recebeu o Acadêmico Cassiano Ricardo