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domingo, 31 de outubro de 2021

LANÇAMENTO DE LIVROS DA EDUEM INCLUI CYRO DE MATTOS COM O SEU KAFKA, FAULKNER E BORGES NO DIA 17 DE NOVEMBRO

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Temos a honra de convidá-lo/a para participar da cerimônia oficial de Lançamento de Livros da Eduem 2020-2021, Editora da Universidade Estadual de Maringá, Paraná,  no dia 17 de novembro, às 19h30. O evento será realizado no formato virtual, com acesso pelo link www.eduem.uem.br/lives_lan e contará com a participação do Reitor da Universidade Estadual de Maringá (Prof. Dr. Julio Cesar Damasceno), da Diretora da Eduem (Profa. Dra. Larissa Michelle Lara), do Editor-chefe da Eduem (Prof. Dr. Carlos Alberto Scapim) e dos autores Cyro de Mattos (membro da Academia de Letras da Bahia e autor de Kafka, Faulkner, Borges e outras solidões imaginadas) e Júlia Rebordinho Donida (integrante da UNATI/UEM e autora de A flor de Abril: reflexões de Júlia). 

Informamos que devido à quantidade de livros a serem lançados (31 ao todo) não será possível a participação com fala de todos/as os/as autores/as, os/as quais serão representados/as por Cyro de Mattos e Júlia Rebordinho Donida. As obras a serem lançadas serão apresentadas por meio de vídeo organizado pela ASC/UEM.  

Contamos com seu apoio e participação!

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DRUMMOND PERMANENTE – Cyro de Mattos



Drummond Permanente

Cyro de Mattos

 

Em meu ouvido um pássaro

nos instantes de tudo canta

teu diálogo com o mundo

como oferendas do amor.

Quantas vezes solitário

não mundo solidário me tens? 

Por entre gestos cotidianos

dos eventos nesta rosa emergem

teus acentos feitos de espantos.

Ora canto do homem do povo,

ora aquele quadro na parede,

sinais, expressões do tempo,

fome de situações patéticas.

Vejam isto, dizendo que tropeço

numa pedra no meio do caminho.

Ó de Itabira, se bem procuro,

afinal termino encontrando

não a explicação (relativa)

da vida, apenas a beleza,

sem explicação, da poesia.

Submeto-me nesse dilema

que me fere com os passos  

do vento na hora do enigma   

deixando que eu vá inquieto.

Nas contradições e dúvidas

entre o efêmero à margem

sei da vida que não é vã,

tua lírica em nós perdura

no verbo com engenho e arte

esse cheiro de cada manhã.

 

Cyro de Mattos - Escritor e poeta. Autor de mais de 50 livros pessoais, de diversos gêneros. Editado também no exterior. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.


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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

O ESCRITOR EFSON LIMA É ELEITO PARA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS


O escritor Efson Lima [foto] foi eleito, ontem, dia 28/10, para fazer parte da Academia de Letras de Ilhéus (ALI).  O escritor tem 37 anos, é natural de Itapé e aos 11 anos foi morar na cidade de Ilhéus. Atualmente reside em Salvador, onde trabalha. É advogado e professor universitário. Fez sua formação no ensino superior na Universidade Federal da Bahia, sendo bacharel em direito, em 2012, mestre e doutor na sequência.

A Carta indicativa do escritor para a Academia de Letras de Ilhéus teve a assinatura de doze membros da confraria e, na sequência, o documento foi subscrito pelos demais membros do sodalício, alcançando a maioria absoluta.  O professor Efson lima vai suceder o editor Gumercindo Dórea, na cadeira nº 40. O imortal Gumercindo fundou a Editora e editou  pela primeira vez, escritores como Rubem Fonseca, Nélida Piñon e Fausto Cunha, entre outros que figuram na literatura nacional.

O escritor Efson Lima teve uma infância pobre. Em Ilhéus, trabalhou com a mãe na Feira do Malhado.  Morou no Alto do Coqueiro e no Basílio.  Nas redes sociais, o indicado para ALI, disse que o “morro chegava à Academia”. O escritor sempre esteve próximo da área literária. Na Feira do Malhado, antes de enrolar os litros de dendê, que vendia, lia os jornais velhos compulsivamente. Foi um leitor assíduo de A Tarde, Correio da Bahia, Diário de Ilhéus, Agora, Diário do Sul  e A Região.

No Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães participou da fundação do grêmio e liderou o movimento para nomear o Grêmio Estudantil  com o nome do escritor Hélio Pólvora, ainda vivo o escritor. Na UFBA, com outros colegas, liderou o Projeto Conviver, responsável por promover a inclusão literária de jovens na universidade, sendo organizador de seis livros. É autor do livro “Textos Particulares”. Tem inúmeros poemas publicados em diversas Antologias. Coordena o Projeto Bardos Baianos no Litoral Sul e é um dos criadores do Festival Literário do Sul da Bahia (FLISBA). É coordenador de assistência técnica e inclusão socioprodutiva na SETRE, no Estado da Bahia, sendo responsável pelos 15 Centros Públicos de Economia Solidária (CESOLs) na Bahia. Na Faculdade 2 de Julho foi coordenador de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, entre 2015/2021, criando diversos cursos de extensão e pós na área da cultura e da comunicação.

A Academia de Letras de Ilhéus foi fundada em 1959. É a mais tradicional do interior do Estado da Bahia. Foi fundada no auge da lavoura do cacau e teve participação efetiva de Abel Pereira, Nelson Schaun. Da Confraria fizeram parte escritores famosos, como: Jorge Amado, Adonias Filho, Jorge Medauar, Milton Santos, Sosígenes Costa e de juristas como Orlando Gomes. O mais novo imortal vai estar entre os escritores contemporâneos: Aleilton Fonseca, Cyro de Mattos, Ruy Póvoas, Luh Oliveira, Pawlo Cidade, Vercil Rodrigues, Jane Hilda Badaró, Geraldo Lavigne de Lemos e Neuza Maria Kerner. Ele também vai se encontrar com seus mestres: Arléo Barbosa, Edvaldo Brito e Ramayana Vargens. Agora, o escritor vai pertencer a Casa de Abel, como é chamada a Academia de Letras de Ilhéus.


ASCOM SUL ascomsul@yahoo.com

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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

NOSSO AMIGO LIVRO – Cyro de Mattos


 

Nosso Amigo Livro

 Cyro de Mattos

 

          O livro é esse amigo que nos acompanha há séculos, possibilitando o crescimento interior. Conhecemos outras vozes do mundo com esse amigo. Inauguramos a vida com novos olhares, superamos vícios e medos. Sabemos de casos que divertem, viajamos por longes nunca conhecidos. Damos voo à razão através da linguagem que usa para cada tipo de leitor. Um de seus milagres consiste em tornar leve todo o peso terrestre feito de solidões, angústias e perdas. Sua amizade não trilha os caminhos do interesse, transpira sinceridade. Com ele aprendemos que só talento não basta para quem quiser se tornar um filósofo, cientista ou poeta. É necessário o hábito da leitura. Esse amigo está pronto para dizer que, vivendo na sua companhia, a vida fica mais fácil. Matamos até a morte. 

          Gosta de se mostrar nas livrarias. O lugar mais digno para acomodá-lo em nossa casa é a biblioteca. Quem não tem poder aquisitivo para adquiri-lo, pode achá-lo em uma   biblioteca pública. Lá está nas prateleiras o amigo solidário, esperando nossa visita para uma conversa útil. Mostra muitas coisas numa cumplicidade que informa, dá prazer, encanta. Faz aparecer paisagens impossíveis, que vão entrando na medida em que uma página puxa a outra.

          Livro xilografado, impresso com pranchas de madeira gravadas. Em rolos de papiro e também de pergaminho, no Egito. Nas telas de seda da China. Recolhido em manuscritos, no trabalho paciente e anônimo dos bibliotecários de Alexandria. Livro da sabedoria, do Antigo Testamento. Filosófico, científico e literário. Repositório do pensamento humano, dos povos para os povos, de geração em geração, com seus rumores milenares.

          Vem contribuindo para que o mundo mantenha portas e janelas abertas, o sol acenda manhãs, o vento sopre momentos que somam. Das formas primitivas às técnicas de editoração moderna, com esse amigo, como o braço ao abraço, os seres humanos aprendem que os dias de exercitar a existência e conhecer o outro ficam menos falhos. 

          O padre Antônio Vieira disse certa vez que “o livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que via, um morto que vive.”  Acho que a fala da nossa maior figura da oratória sacra combina com o que eu li num para-choque de caminhão: “Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê.”  Verdade. Hoje, na minha terceira idade, reli O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, a seguir O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Saí depois para a vida rejuvenescido.

          De cabeceira ou de bolso, o livro é esse fiel amigo por vias e arredios, capaz de dizer silêncios por meio dos sinais visíveis da escrita.  

          Fiquei certa vez abatido por conta da afeição que nutro por esse amigo. Quando morei na fazenda São Bernardo, nas imediações de Ferradas, chão onde nasceu Jorge Amado, o  romancista do mundo, e o poeta Telmo Padilha,  os   livros que trouxe do Rio de Janeiro ficaram encaixotados até que pudesse comprar uma estante digna de recebê-los. E, numa noite sem estrelas, a chuva caiu pesada na terra centenária.  O telhado velho da pequena casa não suportou o volume da água que corria por entre as calhas.  Em pouco tempo, poças d’água formaram-se em vários cantos da casa por causa das goteiras.

          No outro dia, encontrei molhados os caixões que guardavam velhos amigos. Lembro que apressado fui retirando do primeiro caixão Além dos Marimbus, de Herberto Sales, Uma Vida em Segredo, de Autran Dourado, Poesias, de Manuel Bandeira, O Salto do Cavalo Cobridor, de Assis Brasil, Fábulas, de La Fontaine, Dom Quixote, de Cervantes, Timeless Stories for Today and Tomorrow, de Ray Bradbury, Hamlet, de Faulkner, The Grass Harp, de Truman Capote, A Metamorfose, de Kafka, O Muro, de Sartre, e A Moveable Feast, de Ernest Hemingway. Foram os livros mais atingidos pela chuva, que  caíra  naquela noite cortada por relâmpago e trovoada. Páginas manchadas, letras borradas, capas danificadas. Ainda tentei salvá-los, espalhando-os abertos no passeio para que fossem aquecidos pelos raios de um sol tímido.

          Aqueles livros haviam sido adquiridos com o dinheiro da mesada que o pai mandava para o moço do interior na Capital, onde cursava a Faculdade de Direito. Outros foram comprados nos meus anos de jornalista no Rio de Janeiro. Meu coração sentia um tremor quando descobria um desses amigos na vitrina, balcão ou prateleira de livraria, acenando-me para que fosse adquiri-lo. 

          À noite peguei no sono como um herói inútil. Acordei deprimido no outro dia. Aqueles que não consegui salvar tinham me ofertado ricos momentos de leitura, horas de sonho e palavras de amor varando as madrugadas. Madrugadas do homem solitário, que, no silêncio da noite, lograva extrair sentidos da vida com aqueles companheiros especiais. Jamais esqueci isso.  

          De uns tempos para cá, a incorporação dos meios eletrônicos na sociedade fez com que o livro mudasse o suporte.  A versão digital de um livro impresso é o livro eletrônico. É adquirido por meio de download para ser lido no monitor do seu micro e impresso na sua impressora. Entre as vantagens dessa migração do livro, você pode ter uma biblioteca no seu micro. Usar o dicionário em instantes durante a leitura. Encontrar trechos com rapidez de segundos.

          Por motivos alheios à sua vontade, em caso de uma pane no circuito de energia elétrica, você pode perder sua biblioteca digitalizada no abrir e fechar do olho. Uma pena.

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*Cyro de Mattos é escritor e poeta. Autor de mais de 50 livros pessoais, de diversos gêneros. Editado também no exterior. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México

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JUVENTUDE E MUDANÇA - Luiz Fernando Conde Sangenis

Juventude e Mudança


Diz um provérbio africano: “Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra”.

A juventude é sensível para compreender e aderir a ideias e ações aparentemente simples. São as pequenas mudanças que podem gerar grandes transformações.

A convocação da juventude para assumir causas nobres, passíveis de serem alcançadas e que produzam impacto na vida da comunidade tem alto potencial educativo. Evitar o desperdício de água, separar lixo para reciclagem, doar roupas, brinquedos e objetos em bom estado, cuidar de animais abandonados, denunciar injustiças e desrespeitos às leis, votar conscientemente, colocar seus dons a serviço dos pobres são algumas das muitas sugestões possíveis.


Luiz Fernando Conde Sangenis  ( lfsangenis@uol.com.br )                                                                                              

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domingo, 24 de outubro de 2021

PALAVRA DA SALVAÇÃO (244)


30º Domingo do Tempo Comum – 24/10/2021

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Marcos 10, 46-52)


 Naquele tempo, Jesus saiu de Jericó junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho.

 Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 

Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!

 Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta- te, Jesus te chama!” 

O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

 – Palavra da salvação.

- Glória a Vós, Senhor!

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Ligue o vídeo abaixo, e acompanhe a reflexão do Padre Adriano Zandoná:


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 COMPAIXÃO E ESPERANÇA

  


Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20) é a inspiração bíblica escolhida para este Dia Mundial das Missões. O novo contexto da pandemia, que se estende de forma prolongada, evidenciou e ampliou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças que tantos já padeciam. Desmascarou nossas falsas seguranças e desnudou nossa fragilidade humana.

Na mensagem do papa Francisco para este dia, destacamos: “No contexto atual, há urgente necessidade de missionários da esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho. Hoje, Jesus precisa de corações capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, impulsionados a sair para as periferias do mundo como mensageiros e instrumentos de compaixão”.

Jesus, modelo de missionário da compaixão e da esperança, convida-nos a não ficar indiferentes ao sofrimento e à dor de tantas pessoas atingidas pelas consequências da pandemia e da marginalização. Ao cego Bartimeu, Jesus perguntou: “O que queres que eu te faça?” Hoje, faz-se necessário repetir a mesma pergunta aos que estão à beira do caminho. São os mais pobres e vulneráveis deste contexto pandêmico que nos interpelam à compaixão.

Na animação da campanha missionária deste ano, evidenciamos o testemunho de missionários e missionárias da compaixão e da esperança. São pessoas anônimas que se postaram na linha de frente no combate da pandemia: profissionais da saúde, famílias enlutadas com testemunho de esperança, educadores e tantos agentes de pastoral que não ficaram indiferentes aos gritos por compaixão.

Que São Francisco Xavier e Santa Teresinha, padroeiros das missões, nos inspirem a sermos missionários e missionárias da compaixão e da esperança.


Pe. Maurício da Silva Jardim
Diretor das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil

 

https://www.paulus.com.br/portal/o-domingo-palavra/compaixao-e-esperanca

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sábado, 23 de outubro de 2021

SONETO DO MOMENTO MÁGICO - Cyro de Mattos

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Soneto do Momento Mágico 
Cyro de Mattos



Se tudo é logro, sonhar é sabê-lo
em momento mágico do existir. 
Se buscar bem a razão do existir, 
termina por encontrar não o selo

 que põe um fim aos problemas da vida, 
mas o encantamento, inexplicável, da
poesia. A linguagem é a casa 
do ser, a poesia mora na asa. 

Com a beleza inspirada pelo sonho
 e a palavra emprestada pelo sonho,
 o ser apresenta-se com as vestes da 

vida e da morte, e se repete. Nada 
fica nos anos, como o vento passamos. 
Na solidão desse verso sonhamos.

  

Cyro de Mattos - Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

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