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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

VÓ, ME CONTA A SUA HISTÓRIA? por Mônica Porto



Já comecei os festejos pelo meu aniversário, ontem à meia noite. 

Minha filha Aitana e minha neta Ayla ficaram acordadas para juntas me dar os parabéns.

Melhor: com presente nas mãos. E que presente! 

Um livro com folhas em branco, cujo título é: 

Vó,

Me Conta 

A sua História?

 

É um livro para receber, e depois devolver para Aylinha, com as páginas preenchidas contendo coisas que ela deseja saber da minha vida: um pouco da minha história.

Resumidamente, porque a história da minha vida ainda não acabou, e espero vivê-la por muitos e muitos anos e que a cada ano as primaveras cheguem mais floridas, intensas e perfumadas. Porque Deus com seu Poder e SUA sabedoria faz os anos passarem para nós de forma a aprendermos MAIS. 

É a melhor e maior oportunidade de nossas vidas: Viver para aprender. Se possível também ensinar aos nossos filhos, netos, bisnetos... e que eles continuem através da nossa história fazendo suas próprias histórias. ESSA é a maior razão de viver para dar continuidade à família que construímos. A família é e será eternamente o maior bem e amor doado por Deus.

Pontuarei aqui, algumas das COISAS que minha neta quer saber sobre mim:

 

“- Me fale sobre sua infância e como você cresceu (infância, pais e avós, sua família);

- Me fale sobre o amor e sobre ser avó;

- Me fale sobre seus hobbies;

- Me fale sobre quem você se tornou (sobre suas lembranças, seus pensamentos, sonhos desejos);

- Agora fale sobre nós duas (você e eu sua neta).”

 

E muito mais ela quer saber, Inclusive, como me senti quando sua mãe anunciou a sua gravidez e depois quando nasceu. 

Até sobre meu primeiro encontro com seu avô Júlio?

Gente, é mesmo a história da minha vida:

 

Meus ídolos...

Onde nasci...

Meu nome completo,

Como eu era quando criança...

Se tinha algum apelido...

Se tímida ou extrovertida...

O que eu e  minha família fazíamos juntas.

Sobre meus pais, meus avós, minha filha (sua mãe rsrs).


Enfim... essa será a primeira parte da peça ou primeiro ato da minha vida contada para Ayla. 

É... com a idade que hoje completo (e não sejam indiscretos querendo saber kkk); espero pôr no livro em branco, muitos e muitos atos, antes de fechar a cortina desse imenso palco da vida, com a certeza de que não atuamos de brincadeira, embora as brincadeiras sejam muitas, vida a fora.

Mas é uma peça que, apesar de algumas dores, encontros, desencontros, faltas, alegrias, paixões, decepções e muito mais... VIVER, e mais ainda ANIVERSARIAR, é a maior CERTEZA que ESTAMOS VIVAS E PRONTAS PARA O QUE DER E VIER. 

Que neste dia e em todas as primaveras que virão, claro, Deus me dê o maior presente de todos: saúde física, mental, espiritual, e disposição para a vida. 

Ah... Mais um pouquinho:

Com muita, muita alegria junto a meu marido, filha, neta, genro, familiares e amigos

 

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MÔNICA MARIA PORTO

Alegre, extrovertida, colorida.

Amante da natureza, 

principalmente dos animais, 

plantas e flores.


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

COMPRAS E VENDAS – Gibran Khalil Gibran

 


Compras e Vendas

 

            E um comerciante disse: “Fala-nos das Compras e Vendas”.

            E ele respondeu:

            “A vós, a terra oferece seus frutos, e nada vos faltará se somente souberdes como encher as mãos.

            É trocando as dádivas da terra que encontrareis a abundância e sereis satisfeitos.

            E, contudo, a menos que a troca se faça no amor e na justiça. Ela conduzirá, uns à avidez e outros à fome.

 

            Quando vós, trabalhadores dos campos e dos vinhedos, encontrardes no mercado os tecelões, os oleiros e os colhedores de especiarias,

            Invocai o espírito mestre da terra para que desça sobre vós e santifique as balanças e os cálculos que comparam valor com valor.

            E não permitais que aqueles que têm as mãos vazias tomem parte nas vossas transações, eles que vos venderiam suas palavras em troca de vosso labor.

            A tais homens deveríeis dizer:

            ‘Vinde conosco aos nossos campos ou ide com nossos irmãos para o mar e jogai vossa rede:

            Pois tanto quanto a nós, a terra e o mar vos serão generosos.’

            Mas quando vierem os cantores e os bailarinos e os flautistas, comprai de suas ofertas.

            Pois eles também colhem frutos e incensos e, embora feitos de sonhos, seus produtos são vestimentas e alimentos para vossas almas.

            E antes de deixardes o mercado, vede que ninguém se retire de mãos vazias.

            Pois o espírito mestre da terra não descansará em paz sobre o vento enquanto as necessidades do mais humilde entre vós não tiverem sido satisfeitas.”

 

(O PROFETA)

Gibran Khalil Gibran

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Gibran Khalil Gibran
 - Poeta libanês, viveu na França e nos EUA. Também foi um aclamado pintor. Seus textos apresentam a beleza da alma humana e da Natureza, num estilo belo, místico, conseguindo com simplicidade explicar os segredos da vida, da alegria, da justiça, do amor, da verdade.

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VIDA E OBRA DE GIBRAN (2)

 

1894 Emigra para os Estados Unidos, com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariane e Sultane. Instalam-se em Boston. O pai permanece em Bicharre.

1898 –1902 Volta ao Líbano para completar seus estudos árabes. Matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute. Ao diretor, que procurava acalmar sua ambição impaciente, dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau, Gibran retruca: “mas as águias não usam escadas!”

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

EXCLUSÃO E EMPOBRECIMENTO – Péricles Capanema

13 de janeiro de 2021


Péricles Capanema

 

No dia 21 de dezembro, o Papa Francisco em mensagem de Natal para a Cúria Romana repentinamente desfechou: “E recordo o que dizia aquele santo bispo brasileiro: ‘Quando me ocupo dos pobres, dizem de mim que sou um santo; mas, quando me pergunto e lhes pergunto: ‘Por que tanta pobreza?”, chamam-me ‘comunista’”.

Também vou recordar, apontando evidências. O “santo bispo brasileiro” a quem ele se refere é Dom Hélder Câmara (1909 – 1999) [foto acima]. E a frase lembrada não passa de uma “boutade” de Dom Hélder, frasista conhecido, foi pirueta para escapar de censura pertinente de que sua ação favorecia o comunismo.

A alusão inesperada do Papa Francisco — é penoso constatar, contudo inevitável, incoercível a lógica, foi propaganda mundial para Dom Hélder, com reflexo caloroso também para o comunismo, nomeado sem reservas como movimento que luta pelos pobres — suscitou esperada alegria na esquerda. Apenas como exemplo, festejou-a Fernando Haddad, candidato derrotado do PT nas últimas eleições presidenciais: “Dom Hélder foi citado pelo Papa Francisco na sua mensagem de Natal. Não poderia ser mais inspirador”. Inspirador aqui significa animador. Em sentido contrário, tais palavras contristaram os setores que temem a ascensão do petismo. Desconcertaram, jogaram muitos no desânimo.

De passagem, em perspectiva ampla, a alusão do Pontífice é de molde a agravar a exclusão social, racha a sociedade ainda mais, piora as perspectivas para os menos favorecidos. Na prática, agride a causa dos pobres e bafeja estruturas de opressão. Falarei sobre isso abaixo.

Agora, recordações esclarecedoras, pingo sobre alguns dos principais iis. Dom Hélder teve carreira versátil. Integralista desenvolto nos primeiros anos de sacerdócio (ordenado em 1931), acabou aclamado por correntes de esquerda no mundo inteiro por sua ação contínua a favor da pauta dela, em especial nos anos de episcopado (sagrado em 1952). Aliás, não saiu do integralismo batendo a porta: “Nunca rompi com o integralismo”, observou em 1983.

Assim, depois de alguns anos como ativista saliente do integralismo, migrou resolutamente para se transformar no Brasil no mais decisivo promotor da agenda do progressismo e do esquerdismo nas fileiras do Clero e do Episcopado.


Ainda na década de 30 Dom Hélder se aproximou do ideário e das propostas de Jacques Maritain (1882-1973), pensador de grande influência na Ação Católica brasileira. O filósofo francês, corifeu do liberalismo católico, promovia a junção das doutrinas da Revolução Francesa com o ensinamento da Igreja, expressa de forma concisa em sua formulação “sociedade laica, vitalmente cristã”. Já não se procuraria a ordem temporal cristã, ideal de restauração, mas se aceitaria (ou pelo menos se toleraria) a sociedade nascida da Revolução Francesa, objetivo de acomodação. Nela, na sociedade laica, moldada pelo racionalismo, buscar-se-ia insuflar uma vida evangélica.

A Ação Católica no Brasil, influenciada pelo maritainismo, da qual Dom Hélder foi assistente geral e grande impulsionador, está nas nascentes da esquerdização do Clero e do laicato. Neste quadro, Dom Hélder foi ainda o motor da criação da CNBB, da qual foi secretário-geral por muitos anos entre 1952 e 1964. A entidade, todos sabem, tornou-se correia de transmissão das palavras de ordem da esquerda brasileira, do PT tem sido fiel e disciplinada companheira de viagem nos últimos lustros. Da Ação Católica nasceu a JUC; no caldo de cultura da mencionada organização universitária surgiu a AP, marxista e guerrilheira — e aqui lembro o fato apenas como ilustração de realidade generalizada nos ambientes da Ação Católica. Ali também medraram a JEC, JOC, JAC, todas favorecedoras de programas de esquerda radicalizados. O mais simbólico rebento da JEC é frei Betto. Do mesmo modo, daí vieram as comunidades eclesiais de base (CEBs), ali teve seu começo a Teologia da Libertação. Para a gestação e nutrição de todas essas entidades e correntes doutrinárias que pululavam no seio da Igreja Católica colaborou Dom Hélder. E por isso, era natural, tornou-se a figura símbolo do esquerdismo católico no Brasil. O PT fincou um de seus esteios em dito universo agitado — as CEBS e a esquerda católica em geral. As outras duas estacas foram o movimento sindical e a esquerda universitária.

“Pelos frutos os conhecereis”, não pelas palavras. Os frutos pestilenciais estão à vista, corrupção, roubalheira e empobrecimento causados pelos anos do PT no poder. E apoio às tiranias na América Latina, Cuba, Venezuela, Nicarágua, onde, em situação totalitária, perpetuam a miséria.

Se a mencionada corrente voltar ao poder entre nós, trabalhará para fazer do País, logo que possível, uma cópia da Venezuela ou de Cuba. Para tanto, temos visto já atuando agora a CNBB, a CPT e o MST, todos ligados umbilicalmente à esquerda católica. Nas raízes estão Jacques Maritain, a Ação Católica e o ativismo de Dom Hélder.

O que tal movimento trouxe para os pobres em todos os lugares em que venceu? Somente atraso, destruição dos horizontes de crescimento, agravamento da pobreza. O que mais? Estruturas de opressão na sociedade e no Estado. E exclusão social. Onde se instalou se pavoneia arrogante a casta dirigente e padece manietado décadas afora o povo oprimido, os excluídos. E não nos iludamos, é cenário trágico de retrocesso obscurantista, mas possível, de alto a baixo, toda a América Latina está agora ameaçada por tais programas de destruição. A atuação de Dom Hélder os beneficiou de forma relevante e por isso multidões de católicos estão perplexos com seu elogio pelo Papa Francisco.

https://www.abim.inf.br/exclusao-e-empobrecimento/

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

AUTO DE NATAL: O IRMÃO ARTURO PAOLI por Marco Lucchesi



N
este ano feroz de pandemia, na extrema solidão que me atravessa, atenuada apenas pelo céu noturno, ouço a cantata de Bach, a BWV 248. Um júbilo que espanta todos os fantasmas. E penso num homem admirável que conheci em dezembro de 2006, nas colinas de Lucca.

Era um grupo de oito pessoas. Após o jantar, ninguém deixou a mesa, pois o anfitrião ia celebrar missa, como os cristãos primitivos. De quando em quando, ele interrompia a cerimônia, insatisfeito com o fogo da lareira, que procurava reavivar. A saúde frágil, era uma águia: nada escapava a seu reduzido campo visual.

O irmão Arturo Paoli (1912-2015) padre e missionário italiano, foto, viveu até os 102 anos. Lutou na resistência contra os nazistas e salvou os judeus, reconhecido como “Justo entre as Nações”. Viveu no deserto da Argélia, como Charles de Foucauld. Doou a vida aos mais pobres da Argentina e da Venezuela. Em Foz do Iguaçu, trabalhou, anos a fio, numa comunidade sofrida.

Olha para mim alguns segundos: “se você é brasileiro, conhece a palavra rabicho”. “Sim, Arturo”, respondi timidamente.

Falou do sermão aos pobres de Foz. Precisamos do amor de Deus, mas ele também precisa do nosso amor. Havia uma torre de alta tensão, plantada na comunidade, que não comunicava luz elétrica. A metáfora da altura e da energia traduzia a mística de Arturo. Como sentir a dimensão divina? Como exercer o amor de mão dupla, senão através da conversão e, neste caso, fazendo um rabicho? Deus é luz. Ninguém merece viver nas trevas.

A exclusão social é um escândalo. Il diavolo, o diabo. O liberalismo é a raiz de todos os males. Não tenho dúvidas. Mas não perco a dimensão da burrice do demônio, como dizia o saudoso Hélio Pellegrino.

Arturo Paoli foi dos primeiros a denunciar a teologia do mercado e os que morrem esmagados pela exploração: “ao amanhecer, abro a porta da minha casa e logo encontro nas ruas estreitas da favela pessoas que gemem sob as rodas do mercado, e elas são a minha família..."

Penso no Brasil em 2021. Toco uma peça de Bach ao piano. É o que me resta. Faz escuro. Conto as estrelas. Não tenho lágrimas.

https://www.academia.org.br/artigos/auto-de-natal-o-irmao-arturo-paoli

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Marco Lucchesi
- Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila, foi recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito Presidente da ABL para o exercício de 2018.

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Os Pingos Nos Is - 11/01/21 - A VOLTA DE RODRIGO CONSTANTINO

ACADEMIA GRAPIUNA DE LETRAS – AGRAL



De: Samuel Leandro Oliveira de Mattos <slomattos@uesc.br>

Enviado: domingo, 10 de janeiro de 2021 07:49
Para: Jornal Ocompasso Rodrigues <vercil5@hotmail.com>
Assunto: Pré-candidatura de Samuel Mattos à Presidência da AGRAL.

 

 

"Ilustríssimo Presidente, Confrade Ramiro Aquino, demais confreiras e confrades, bom dia.

 

Conforme é do conhecimento de todos os membros, confirmo que, de fato, tenho interesse em presidir a AGRAL. Entendo que isso me seria uma interessante oportunidade de aprendizado, experiência e realização.

Observo que o confrade Ramiro, previamente, sinalizou tal possibilidade (alguns outros informalmente também o fizeram) e sugeriu nomes que poderiam compor essa possível diretoria. Imagino também que outro confrade ou outra confreira tenha semelhante interesse de presidir a AGRAL...

Conduto, caso o meu nome seja oportunamente homologado (ou submetido a processo eleitoral), e se assim os estimados confrades e confreiras o quiserem eleger ou homologar, eu mesmo montaria o grupo gestor.

Para tanto, eu contactaria as pessoas, com elas dialogaria e, conjuntamente, formaríamos um grupo e o apresentaríamos à plenária. Digo-o por entender que o sucesso de um grupo de trabalho, para além da capacidade de cada pessoa, necessariamente se pauta no conhecimento que se tenha um do outro, na amizade, nas afinidades, na experiência conjunta de atividades já realizadas, dentre outras questões.

Portanto, aqui coloco o meu nome enquanto candidato à presidência da Academia, para apreciação da atual Diretoria e dos demais membros.

Fico no aguardo por determinação quanto ao processo eleitoral ou homologação, quando, então, eu me manifestaria acerca do grupo gestor.

No mais, faço votos de que o ano de 2021 seja, a cada confrade e confreira, feliz e realizador, também caracterizado por saúde e alegria.

 

Samuel Mattos"

 

 

Prof. Samuel Leandro Oliveira de Mattos 
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Departamento de Letras e Artes (DLA)
Campus Prof. Soane Nazaré de Andrade
Pavilhão Adonias Filho, 1º andar
BR 415 - Rodovia Jorge Amado, Km 16
Salobrinho - Ilhéus - Bahia - Brasil 45.662-900

Tel.73-3680-5088 / 98807-9358 / 99140-4227
http://lattes.cnpq.br/9266072000824907

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