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terça-feira, 12 de janeiro de 2021
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
AUTO DE NATAL: O IRMÃO ARTURO PAOLI por Marco Lucchesi
Era um grupo de oito pessoas. Após o
jantar, ninguém deixou a mesa, pois o anfitrião ia celebrar missa, como os
cristãos primitivos. De quando em quando, ele interrompia a cerimônia,
insatisfeito com o fogo da lareira, que procurava reavivar. A saúde frágil, era
uma águia: nada escapava a seu reduzido campo visual.
O irmão Arturo
Paoli (1912-2015) padre e missionário italiano, foto, viveu até os 102 anos.
Lutou na resistência contra os nazistas e salvou os judeus, reconhecido como
“Justo entre as Nações”. Viveu no deserto da Argélia, como Charles de Foucauld.
Doou a vida aos mais pobres da Argentina e da Venezuela. Em Foz do Iguaçu,
trabalhou, anos a fio, numa comunidade sofrida.
Olha para mim alguns segundos: “se
você é brasileiro, conhece a palavra rabicho”. “Sim, Arturo”, respondi
timidamente.
Falou do sermão aos pobres de Foz.
Precisamos do amor de Deus, mas ele também precisa do nosso amor. Havia uma
torre de alta tensão, plantada na comunidade, que não comunicava luz elétrica.
A metáfora da altura e da energia traduzia a mística de Arturo. Como sentir a
dimensão divina? Como exercer o amor de mão dupla, senão através da conversão
e, neste caso, fazendo um rabicho? Deus é luz. Ninguém merece viver nas trevas.
A exclusão social é um escândalo. Il
diavolo, o diabo. O liberalismo é a raiz de todos os males. Não tenho dúvidas.
Mas não perco a dimensão da burrice do demônio, como dizia o saudoso Hélio
Pellegrino.
Arturo Paoli foi dos primeiros a
denunciar a teologia do mercado e os que morrem esmagados pela exploração: “ao
amanhecer, abro a porta da minha casa e logo encontro nas ruas estreitas da
favela pessoas que gemem sob as rodas do mercado, e elas são a minha
família..."
Penso no Brasil em 2021. Toco uma
peça de Bach ao piano. É o que me resta. Faz escuro. Conto as estrelas. Não
tenho lágrimas.
https://www.academia.org.br/artigos/auto-de-natal-o-irmao-arturo-paoli
......
Marco Lucchesi - Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila, foi recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito Presidente da ABL para o exercício de 2018.
* * *
ACADEMIA GRAPIUNA DE LETRAS – AGRAL
De: Samuel Leandro Oliveira de Mattos <slomattos@uesc.br>
Enviado: domingo, 10 de janeiro de 2021 07:49
Para: Jornal Ocompasso Rodrigues <vercil5@hotmail.com>
Assunto: Pré-candidatura de Samuel Mattos à Presidência da AGRAL.
"Ilustríssimo Presidente, Confrade Ramiro Aquino, demais
confreiras e confrades, bom dia.
Conforme é do conhecimento de todos os membros, confirmo
que, de fato, tenho interesse em presidir a AGRAL. Entendo que isso me seria
uma interessante oportunidade de aprendizado, experiência e realização.
Observo que o confrade Ramiro, previamente, sinalizou tal
possibilidade (alguns outros informalmente também o fizeram) e sugeriu nomes
que poderiam compor essa possível diretoria. Imagino também que outro confrade
ou outra confreira tenha semelhante interesse de presidir a AGRAL...
Conduto, caso o meu nome seja oportunamente homologado (ou
submetido a processo eleitoral), e se assim os estimados confrades e confreiras
o quiserem eleger ou homologar, eu mesmo montaria o grupo gestor.
Para tanto, eu contactaria as pessoas, com elas dialogaria
e, conjuntamente, formaríamos um grupo e o apresentaríamos à plenária. Digo-o
por entender que o sucesso de um grupo de trabalho, para além da capacidade de
cada pessoa, necessariamente se pauta no conhecimento que se tenha um do outro,
na amizade, nas afinidades, na experiência conjunta de atividades já
realizadas, dentre outras questões.
Portanto, aqui coloco o meu nome enquanto candidato à
presidência da Academia, para apreciação da atual Diretoria e dos demais
membros.
Fico no aguardo por determinação quanto ao processo
eleitoral ou homologação, quando, então, eu me manifestaria acerca do grupo
gestor.
No mais, faço votos de que o ano de 2021 seja, a cada
confrade e confreira, feliz e realizador, também caracterizado por saúde e
alegria.
Samuel Mattos"
Prof. Samuel Leandro Oliveira de Mattos
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Departamento de Letras e Artes (DLA)
Campus Prof. Soane Nazaré de Andrade
Pavilhão Adonias Filho, 1º andar
BR 415 - Rodovia Jorge Amado, Km 16
Salobrinho - Ilhéus - Bahia - Brasil 45.662-900
Tel.73-3680-5088 / 98807-9358 / 99140-4227
http://lattes.cnpq.br/9266072000824907
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sábado, 9 de janeiro de 2021
ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Ismália - Alphonsus de Guimarães
Ismália
Alphonsus de Guimaraens
Ligue o vídeo abaixo:
................
Alphonsus de Guimaraens, pseudônimo de Afonso
Henrique da Costa Guimarães (Ouro Preto, 24 de julho de 1870 – Mariana, 15 de julho de 1921),
foi um escritor brasileiro.[1]
A poesia de Alphonsus de Guimaraens é marcadamente mística e envolvida com
religiosidade católica. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica
e são profundamente religiosos e sensíveis, a medida em que explora o sentido
da morte, do amor impossível,
da solidão e da inadaptação ao mundo.
Contudo, o tom místico imprime em sua obra um sentimento de
aceitação e resignação diante da própria vida, dos sofrimentos e dores. Outra
característica marcante de sua obra é a utilização da espiritualidade em relação à figura
feminina, que é considerada um anjo, ou um ser celestial.
Alphonsus de Guimaraens é simultaneamente neo-romântico e simbolista.
Sua obra, predominantemente poética, consagrou-o como um dos
principais autores simbolistas do Brasil.[2] Traduziu
também poetas como Stéphane Mallarmé,
em referência à cidade em que passou parte de sua vida, é também chamado de
"o solitário de Mariana", a sua "torre de marfim do
Simbolismo".
Sua poesia é quase toda voltada para o tema da morte da mulher
amada. Embora preferisse o verso decassílabo, chegou a explorar outras
métricas, particularmente a redondilha maior (terminado em sete sílabas
métricas).
(Wikipédia)
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QUANTOS BEETHOVENS FORAM ABORTADOS?
9 de janeiro de 2021
Quantos homens que teriam futuro brilhante foram abortados?
Mas ainda que não viessem a ser brilhantes, milhões de inocentes são executados
todos os anos.
Paulo Roberto Campos
No dia 17 de dezembro, em todos os países foram celebrados
os 250 anos de nascimento daquele que é considerado um grande gênio musical e
um dos maiores compositores clássicos dos séculos XVIII e XIX: Ludwig van
Beethoven.
De extraordinário talento, com apenas 10 anos de idade,
Beethoven dominava brilhantemente todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e
com 12 anos compôs as suas primeiras peças, hoje ouvidas e admiradas no mundo
inteiro.
A propósito da celebração, para este site convém lembrá-la
sob um ponto de vista diferente para se execrar a prática do aborto.
Um muito interessante diálogo imaginário entre dois médicos
foi publicado pelo jornal portuense “A Ordem”.
Eis o diálogo:
— Suponhamos que você seja o médico de uma família em que o
pai é sifilítico, o primeiro filho é cego, o segundo nasceu aleijado, o
terceiro tuberculoso, o quarto oligofrênico, e a mãe, que espera o quinto filho
vem-lhe pedir que faça um aborto. O que você faria?
O outro
médico responde prontamente:
— Neste caso não teria dúvidas em atendê-la. Seria mais do
que justo.
O primeiro
médico, jocoso, arremata em tom fulminante:
— Parabéns! Você acaba de assassinar Ludwig van Beethoven…
A atitude irracional, precipitada e pecaminosa do médico abortista teria assim não só privado um ente do mais elementar dos direitos — o direito à vida — mas impedido a humanidade de enriquecer-se com um inegável talento musical…
* * *
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
"CRIME LEGAL" Por Divaldo Franco
Entre os acontecimentos infaustos que assinalaram o ano de 2020, no breve tempo em que se encerravam as narrações das suas desventuras, uma notícia terrivelmente infeliz atingiu-nos a todas as criaturas: a Argentina, através do seu Senado, legalizava o aborto até a décima quarta semana de gestação.
A alegria que invadiu o país na madrugada, em que multidão muito volumosa gritava enlouquecida pelas ruas de Buenos Aires – registrada pelas câmeras fotográficas das redes sociais –, sem máscaras nem distância preventiva, numa infernal correria ao prazer, apoiava o crime de morte em detrimento da grandeza da vida.
Aos berros de exaltação do infanticídio sucedeu-se um grande silêncio, e uma nuvem representando a barbárie coletiva desceu sobre o grande país, que a partir de agora se compromete a matar os embriões e fetos humanos até a décima quarta semana.
Neste ritmo em que o conforto da mulher exige a eliminação do filho que não deseja, mas permitiu gerar, quando existem muitos recursos morais e legais que impedem a fecundação, em não distante tempo, pessoas insensíveis legalizarão a eutanásia, matando os pais que deles venham a depender ou simplesmente pessoas idosas, cujas existências pesem na economia ou futilidades da sociedade. Aliás, já tem havido algumas tentativas a esse respeito, que estão aguardando o momento selvagem para o homicídio.
Esquecem-se estes que assim pensam que à juventude sucede a
velhice, por mais disfarces estéticos e recursos para a longevidade...
O ato desafiador produzido pelos argentinos assinala a decadência moral deste período cultural e espiritual da humanidade, em que a vida, especialmente a humana, perdeu o significado, voltando aos antiquíssimos padrões da ferocidade e da violência. Os vários milênios de cultura, ética e civilização desaparecem, sucedidos pela brutalidade e paixões ferozes de governantes bárbaros.
Sob todo e qualquer aspecto, é lamentável esse passo, dito legal, na Constituição do país vizinho. No entanto, repetindo Martin Luther King Jr.: “O pior não é o atrevimento dos maus, porém o silêncio dos bons”.
É exatamente o que está acontecendo em relação ao aborto
legal e perversamente sempre imoral.
Têm sido poucas as reações de indivíduos e grupamentos religiosos, que tecnicamente respeitam a vida. Sua Santidade, o Papa Francisco, que defende as árvores da Amazônia, está silencioso ante o crime hediondo, desconsiderando o Mandamento “não matarás”, e principalmente aquele que não se pode defender.
Ao vivermos numa sociedade na qual se matam crianças por nascer, apenas por prazer, devemos sentir um grande constrangimento.
Matar é crime nefasto, e tudo devemos realizar para que o amor e suas leis substituam a sua hediondez.
Divaldo Franco – Professor, médium e conferencista espírita
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