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terça-feira, 8 de dezembro de 2020
domingo, 6 de dezembro de 2020
GRACIAS A LA PELOTA – Carlos Diegues
Às vezes, temos necessidade de um choque radical para compreender melhor o que já estava diante de nossos olhos. Como o papel civilizatório de Diego Armando Maradona. Além do craque de bola que ele foi, a base moral de seu comportamento no mundo, Maradona foi um permanente inquisidor da alma humana. Quase diria que se sacrificou por nós, latino-americanos, devedores de tantos poderosos que sempre admiramos pelo mundo afora.
Não é que Maradona não desejasse ser conquistado, como o foi
tantas vezes, como todos nós. Mas ele queria entender o mundo à sua volta e,
para isso, precisava saber por que os homens poderosos amavam e eram amados
pelo povo que cultivava Maradona. Nosso herói não era de esquerda, de centro ou
de direita; mas se interessava pelas pessoas que professavam tais ideias. Não
pelas ideias, mas pelo povo que elas conquistavam, do qual se aproximavam.
Se procurarmos na vasta coleção audiovisual em que o
registramos, vamos encontrar cenas em que Maradona se declara a Fidel, de quem
tinha uma tatuagem na perna esquerda, justamente a perna genial. Ou confissões
de amor a dirigentes políticos como Carlos Menem, um neoliberal populista e
popular, a quem ajudou a se eleger presidente da Argentina. E ainda oferecendo
ao general Videla, comandante da ditadura mais sangrenta na história de seu
país, o título mundial conquistado em Tóquio pela seleção juvenil.
A televisão argentina não se cansava de mostrar Maradona a
cantar hinos peronistas, a defender os Kirchners, a se deixar usar pela máfia
italiana quando jogava pelo Napoli, a fazer oposição contundente a Macri, a
dedicar sua autobiografia ao xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum, cruel
ditador árabe, a quem agradecia por “brindá-lo com seu apoio”. Maradona beijava
o desconhecido, como beijou o Papa Francisco na bochecha, quando o conheceu, e
o atacante Caniggia na boca mesmo, quando este fez, de uma assistência sua, o
gol que desclassificou o Brasil na Copa de 1990.
Segundo Tostão, grande cronista de futebol, “Maradona era o
maior craque do mundo numa época em que a ciência esportiva tentava fazer do
futebol um jogo essencialmente científico, programado e previsível. Ele, com
seu show de habilidades, inventividade, imprevisibilidade e efeitos especiais,
foi uma resistência ao futebol pragmático”. Podemos dizer a mesma coisa de sua
vida pessoal. Quando ele se junta a líderes formados por diferentes ideologias,
não está aderindo às ideologias dos políticos. Nunca o vimos comentar, criticar
ou elogiar essas ideologias. “Não sou comunista”, disse ele uma vez. “Mas tenho
orgulho de ser amigo de Fidel.”
Por meio de seus amigos, de direita, de centro ou de
esquerda, por meio da Camorra ou da Igreja, Maradona se aproximou sempre de
quem o povo admirava ou simplesmente amava de algum modo, por alguma razão. A
única vez em que respondeu à pergunta de repórter sobre as consequências de sua
morte, ele disse que queria apenas que em sua lápide estivesse escrito:
“Gracias a la pelota”.
Acho que o que ele queria mesmo era entender, por meio de
quem o povo amava, o povo que o fez tão grande. Ele se manifestava pela sua
genialidade no futebol, o que o aproximava de todos, do “pibe” do Boca aos
senhores do mundo. Mas ele queria entender o que era a Humanidade, e essa
curiosidade talvez o tenha matado. Nunca entenderemos tudo o que se passa no
mundo.
Maradona deixa como legado maior de sua vida e obra os dois
gols que fez em 1986, no México, contra a Inglaterra, se tornando pela primeira
e única vez campeão mundial de futebol. O primeiro gol, ele fez com a mão
esquerda (“la mano de Dios”), falta que só o juiz encantado por ele não viu. No
segundo, que consagrou a Argentina campeã do mundo, gol classificado pela Fifa
como o mais bonito de todas as Copas, ele driblou o meio de campo e a defesa
inteira da Inglaterra, numa inacreditável linha quase reta. É como se
estivéssemos recebendo de presente as duas mensagens geniais de Maradona: o político
hábil e o mito divino do futebol. O diabo e deus na terra do sol.
O Globo, 30/11/2020
https://www.academia.org.br/artigos/gracias-la-pelota
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Carlos Diegues - Décimo ocupante da Cadeira 7 da ABL, eleito em 30 de agosto de 2018 na sucessão do Acadêmico Nelson Pereira dos Santos e recebido pelo Acadêmico Geraldo Carneiro em 12 de abril de 2019.
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PALAVRA DA SALVAÇÃO (212)
2º Domingo do Advento – 06/12/2020
Anúncio do Evangelho (Mc 1,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de
Deus. Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu
mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele
que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’”
Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um
batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judeia e
todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus
pecados e João os batizava no rio Jordão.
João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e
mel do campo. E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do
que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu
vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
https://liturgia.cancaonova.com/pb/
...
Ligue o vídeo abaixo, e acompanhe a reflexão do Pe. Jose V.
Damasceno:
...
Nas brechas e frestas, encontramos o nosso Deus, viajante dos céus e dos corações...
Imagem: pexels.com
Neste segundo domingo do Advento (6.12.2020), duas vozes
falam da vinda de Deus: Isaías e João! Vozes despertas para animar o povo
peregrino: o Senhor vem com o poder da ternura, traz no peito os cordeirinhos e
conduz mansamente as ovelhas-mães... Ternura de Deus, poder possível a cada ser
humano. Os dois profetas usam o mesmo verbo, num eterno presente: Deus vem,
viajante dos séculos e dos corações, vem como semente que se torna árvore, como
fermento que faz crescer a massa, como perfume de vida para a vida. Há quem
saiba ver os céus refletidos numa gota de orvalho, o profeta vê o caminho de
Deus no pó dos nossos caminhos.
Deus aproxima-se no tempo e no espaço, dentro das coisas de todos os dias, à
porta da sua casa, a cada nosso despertar. Mas, há muitas pessoas que já não
conseguem acreditar em Deus: não porquê o rejeitem. É que não sabem que caminho
seguir para encontrar-se com Ele. E, no entanto, Deus não está longe. Está
presente (escondido) no interior da vida! Deus segue os nossos passos, muitas
vezes errados ou desesperados, com amor respeitoso e discreto. Como perceber a
sua presença?
Marcos recorda-nos o convite do profeta em meio ao deserto: «Preparai o caminho
ao Senhor, endireitai as suas veredas». Onde e como abrir caminhos a Deus nas
nossas vidas? Não devemos pensar em avenidas ou vias expressas por onde chegue
um deus espetacular. Deus vem na contramão, lembra-nos Dom Helder! Ele se
aproxima da gente procurando as frestas, as brechas, que as pessoas mantêm
abertas ao verdadeiro, ao bem, ao belo, ao humano. São esses resquícios da vida
que temos de acolher para abrir caminhos a Deus.
Para alguns, a vida tornou-se um labirinto. Ocupados em mil coisas, movem-se e
agitam-se sem cessar, mas não sabem de onde vêm nem para onde vão. Abre-se
neles uma fresta para Deus quando param para se encontrar com o melhor de si
mesmos.
Há quem viva uma vida «descafeinada», plana, superficial e imediata em que a
única coisa importante é estar entretida, ocupada. Só poderão vislumbrar Deus
se começam a atender ao mistério que bate no fundo da vida.
Outros vivem submersos na «espuma das aparências». Só se preocupam com a sua
imagem, do aparente e externo. Estarão mais perto de Deus se procurarem com
simplicidade a verdade.
Quem vive fragmentado em mil pedaços pelo ruído, pela retórica, ambições ou
pressa, darão passos em direção a Deus se se esforçarem por encontrar um fio
condutor que humanize as suas vidas.
Muitos irão encontrar-se com Deus se souberem passar de uma atitude defensiva
perante o divino para uma postura de acolhimento; do tom arrogante à oração
humilde; do medo ao amor; da autocondenação ao acolhimento do Seu perdão. E
todos nós daremos mais espaço para Deus nas nossas vidas se O procurarmos com
um coração simples em meio aos simples e marginalizados.
No princípio, o Evangelho de Jesus! Pode-se começar de novo, mesmo quando a
vida está imobilizada, pode-se partir novamente e abrir futuros. Início de uma
bela notícia... daqui, só a partir de uma boa notícia se pode recomeçar a
viver, a projetar, a apertar laços, e nunca partindo da amargura, dos erros, do
mal que assedia. E se alguma coisa de mau ou doloroso nos aconteceu, o perdão
torna-se boa notícia, que lava os recônditos mais obscuros do coração.
No princípio, uma bela notícia que é Jesus! Ele, mãos implicadas na densidade
da vida, narrativa da ternura de Deus, anúncio de que é possível, para todos,
viver melhor, e que a chave está no Evangelho! O bom futuro é Deus cada vez
mais próximo, próximo como a respiração, próximo como o coração, perfume de
vida.
O mundo está hoje mais próximo de Deus do que ontem. Como se comprova pelo
crescimento da consciência mesmo em meio a ignorância, do anseio da liberdade
mesmo em face de novas escravaturas, o florir do feminino frente a tanto
feminicídio, o respeito mesmo em meio ao preconceito, o cuidado pelas pessoas
com deficiência apesar da mentalidadede exclusão, o amor à casa comum apesar do
desperdício...
A boa-bela notícia é a nossa história está grávida de futuro bom para o mundo
todo, porque Deus está cada vez mais próximo, próximo como um abraço. E perfuma
de vida a vida de cada um de nós. Amém.
(Pe. Paulo Roberto Rodrigues, 06.12.2020 - no segundo domingo do advento)
(adaptação de um texto de José Antônio Pagola e Ermes
Ronchi)
https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/2205-nas-brechas-e-frestas-encontramos-o-nosso-deus-viajante-dos-ceus-e-dos-coracoes
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
ESCOLA ARCO ÍRIS DE ITABUNA – Encontro em Vídeoconferência com Cyro de Mattos
Dia 09/12/2020 às 10 horas
Escola Arco-Íris
Rua São Marcelo, 131, Zildolândia
Itabuna, BA - 45600 - 700
Fones: (73) 3211-8274; (73) 3617-3174
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
“FRANQUEZA APOSTÓLICA” DE SÃO FRANCISCO XAVIER
3 de dezembro de 2020
São Francisco Xavier (1506 – 1552) tem sua festividade litúrgica celebrada neste dia 3 de dezembro. Em memória desta grande data, segue um comentário de Plinio Corrêa de Oliveira, proferido numa conferência no dia 2 de dezembro de 1966.
Na biografia de São Francisco Xavier de Daurignac, encontra-se o
seguinte trecho de uma carta a D. João III, rei de Portugal, escrita pelo
santo:
“Senhor, deveis temer que quando Deus citar Vossa Alteza a comparecer perante Si, o que acontecerá infalivelmente e talvez em um momento em que menos espereis, e quando não haja razões ou esperança de declinar aquele tribunal, deveis temer, grande príncipe, que aquele Juiz, irritado, vos dirija essas terríveis palavras de acusação: Por que não tendes procedido com rigor contra vossos ministros, contra os vossos vassalos que nas Índias conspiravam contra Mim, e não receavam declarar-se em estado de rebelião? Por que razão a vossa severidade não pode feri-los senão quando eles eram negligentes na arrecadação dos impostos e na administração das vossas finanças?
“Senhor, ignoro que valor poderão ter as vossas escusas quando responderdes: Senhor, eu escrevia todos os anos para aqueles países e todos os anos recomendava o maior zelo, os maiores trabalhos pela Vossa glória e pelo literal cumprimento de Vossos preceitos. Não vos responderá então Deus: Pois bem, mas vós deixáveis impunes todos aqueles que se mostravam indiferentes a essas ordens”.
* * *
Observem com que liberdade um grande santo se dirige a um grande rei —
um dos potentados da Terra naquele tempo — e como o desempenho do mandato
apostólico leva a pessoa a ter uma franqueza e um denodo, que antigamente tinha
um lindo nome: “franqueza apostólica”.
É a franqueza do apóstolo, a franqueza de quem representa a Deus e tem o
direito de falar desse modo. E, portanto, tem o direito de dizer as coisas mais
desagradáveis e tem o direito de ser ouvido. E fazendo uso desse direito, São
Francisco Xavier falava ao rei e obtinha provavelmente ao menos alguma inflexão
na linha de conduta real. Mas ainda que não obtivesse, não vem ao caso. As
brasas estavam acesas sobre a cabeça do rei e quando ele morresse, teria que
prestar contas a Deus.
Notem como tudo isso é lógico e belo… e como tudo isso está envelhecido!
Envelhecido não por uma senectude, por uma velhice intrínseca, não porque em si
mesmas essas coisas tenham envelhecido. Mas porque os homens decaíram de tal
maneira que não aceitam esses princípios e não querem mais ouvir essa
linguagem. E afirmam caluniosamente que é uma linguagem de um desalmado, sem
caridade, sem espírito católico.
Ora, aqui está a linguagem de um dos maiores santos da Igreja Católica:
São Francisco Xavier. Esta era a linguagem dos santos e não a atual linguagem
adocicada de ecumenismo falso, de irenismo, de quantas outras coisas que assim
haja.
https://www.abim.inf.br/franqueza-apostolica-de-sao-francisco-xavier/
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
MARICAS É QUEM ME XINGA – Ignácio de Loyola Brandão
Para um menino, ser
chamado de mariquinha era um terror. Carimbava. Fosse hoje seria demolido pela
rede social, imaginem um efeminado, bicha, pederasta, guaxeba, boneca, jiló,
gobira, viado, 3x8. O 24 era o viado no jogo de bicho. Todos tinham pavor de
ser o 24 na lista de chamada da escola, virava motivo para bullying, era pior
do que ter tuberculose, lepra ou gonorreia. Era ser humilhado com o riso das
jovens, levava surra dos pais, ouvia o choro das mães. Fosse religioso, não
obtinha a absolvição na confissão, não podia comungar. Ser maricas era um
pecado.
Ser maricas ou mariquinha era
tormento, a vida tornava-se um inferno. Tive vários amigos assim rotulados.
Alguns deixaram a cidade, formaram-se, fizeram carreira. Outros foram
destruídos, “carimbados” que estavam. O mundo masculino era implacável. Entre
os machões estava um de apelido Chola. Nunca soube seu nome. O pai tinha
abandonado a mãe, ele fora expulso da escola. Sua avó comandava o jogo do bicho
no bairro. Feroz, mandão, humilhava o tempo inteiro. Ele tinha determinado
dezenas de garotos como maricas, dizia que não servem para nada, não enfrentam
uma briguinha de fim de aula, se pegam sarampo ou resfriadinho se apavoram com
medo de morrer. Certo dia, quando a situação chegou ao insuportável, uniram-se
os maricas e os supostamente mariquinhas, porque muitos dos não maricas assim
tinham sido rotulados em algum momento de suas curtas vidas. A quadrilha do
ódio era ativa. O grupo se armou com pedras, estilingues, cabos de vassoura com
pregos e folhas serrilhadas de abacaxi, que cortam dolorosamente. Cercaram
Chola no jardim. Intimidado, ele “pulou” para trás, deu o falado por não
falado. Chola era conhecido, dizia sim, depois dizia não. Falava pau e depois
dizia que era pedra, galo virava galinha. Dizia e desdizia. Atemorizado, ele
negou:
“Vocês maricas? Que
isso? São machos pra valer. Não! Nessa turma ninguém é maricas. Quem disse que
eu disse isso?”.
“Você disse, xingou. Escorraçou tanto
que a gente nem podia sair na rua.”
Atemorizado com a folha de abacaxi
ameaçadora diante do rosto, Chola saltou de banda, como se dizia, tirou da
seringa.
“Vocês sabem! Me conhecem! Sabem até
o que minha mãe diz? Que eu falar e um burro cagar é a mesma coisa. É assim
mesmo, sou mentiroso.”
“Mas hoje você apanha ou ...”
“Ou o quê?”
“Vai tomar um vidro de sal amargo.
“Ou uma concha de óleo de rícino”,
sugeriu Josué, de todos o mais tímido.
Para quem nunca ouviu falar, sal
amargo e óleo de rícino eram os piores purgantes. Gosto horroroso, resultados
tenebrosos. Era tomar, esperar um pouco, correr para o banheiro. Às vezes,
vergonha, nem dava tempo de tirar a calça.
“Um vidro? Não, um vidro, não. Uma
colherinha! Só uma. Uma, uma...”
“Uma para cada um que você xingou.”
E assim aconteceu. Nem calculam.
Foram três dias passados na casinha. Depois Chola foi transferido para a Santa
Casa onde o bondoso doutor Koury, santo homem, conseguiu estancar a cachoeira
malcheirosa e nos garantiu:
“Como médico gástrico, em meus 87
anos, tenho visto que todos aqueles que posam de valentes, corajosos, machões,
prepotentes, no fundo não passam de maricões camuflados, enrustidos,
envergonhados. Na hora H se borram. Borram e negam tudo”.
O Estado de S.
Paulo, 20/11/2020
https://www.academia.org.br/artigos/maricas-e-quem-me-xinga
..............
Ignácio de Loyola
Brandão - Décimo ocupante da Cadeira 11 da ABL, eleito em 14 de março de
2019 na sucessão do Acadêmico Helio Jaguaribe.
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