4) O Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias;
5) O Airbnb está complicando os hotéis;
6) O WhatsApp está complicando as operadoras de telefonia;
7) As Mídias Sociais estão complicando os veículos de
comunicação;
O Uber está complicando os taxistas;
9) A OLX acabou com os classificados de jornal;
10) O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com
as câmeras amadoras;
11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos;
12) A Tesla está complicando a vida das montadoras de
automóveis;
13) O E-mail e a má gestão complicaram os Correios;
14) O Waze acabou com o GPS;
15) O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário
tradicional;
16) A Nuvem complicou a vida dos Pen drive;
17) O Youtube complica a vida das tvs. Adolescentes não
assistem mais canais abertos;
18) O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo;
19) O Coaching mudou a forma de aprender, pensar e agir,
levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto
espaço de tempo nas organizações;
20) O Tinder e similares complicando baladas e
"similares";
21) Com o Banco Online não precisa mais ir até às agências;
E você acha que vai durar quanto tempo seu emprego na forma
atual?
...e você quer viver como vivia há 10 anos?
Temos que nos reinventar diariamente para continuarmos nesse
"jogo" chamado vida.
VAMOS EM FRENTE... Não porque atrás vem gente..., Mas,
porque já tem muita gente na nossa frente!
Delegações perfiladas no Fest Natação de 2018 no CISO.
A União das Escolas de Natação de Itabuna, UENI, acaba de
divulgar que a 1ª etapa do ano do XI Fest Natação será em 13/04, um sábado à
tarde, no Parque Aquático do Colégio CISO em Itabuna. Já estão programadas
provas nas seguintes modalidades:
Espaguete: 25 m
Nado Livre: 25 m, 50 m e 400 m
Nado Costas: 25 e 50 m
Nado Medley: 200 m
Revezamento: 4 x 50 m
A competição contará com atletas nacionais de ponta e nomes
de destaque da natação baiana. Cidades como Vitória da Conquista, Porto Seguro,
Jequié, Ilhéus, Camamu, Ubaitaba e Valença já receberam convite para
participar, aguardando-se apenas a confirmação delas, além das escolas de
Itabuna. A previsão é de que 140 nadadores participem, representando 15
instituições esportivas.
Assim como nos eventos anteriores, não haverá cobrança de
ingresso. A entrada no CISO será liberada para todos os amigos da natação e dos
nadadores.
O colégio dispõe de serviço de lanchonete no próprio Parque
Aquático, que fica na Rua Francisco Ferreira (travessa da Av. Juracy Magalhães,
início da estrada para Ilhéus), nº 76, bairro Fátima, Itabuna. O telefone do
colégio é (73) 3613-9035.
Todos os santos na igreja eram cobertos com um pano roxo na
Semana Santa, menos Jesus Cristo. Era proibido comer carne vermelha e beber
leite. A refeição matinal era com café e pão. À noite, a refeição era a mesma. Ainda
bem que tinha um pouco de arroz e peixe no almoço. Sempre achava um jeito de
chupar uma manga, um pedaço de melancia ou laranja para tapear a barriga e não
sucumbir à fome. Fazia isso com cuidado, sem que minha mãe soubesse. Ela dizia
que as pessoas deviam jejuar na Semana Santa, em sinal de amor e respeito à
morte do Cristo. O jejum era só naquela semana, passava logo, ninguém ia morrer
por isso.
O comércio cerrava as portas na quinta e sexta-feira.
Ninguém trabalhava nesses dias. A mãe falou que um homem entendeu de tirar
leite da vaca na Sexta-Feira Santa para tomar no café da manhã. Quando ele
começou a puxar as tetas da vaca, só saía sangue em vez de leite. Aquilo era um
sinal do céu para que o homem respeitasse o dia em que Jesus Cristo, o bem-amado
salvador da humanidade, foi crucificado sem piedade pelos homens.
Parecia que toda a cidade amanhecia vestida de roxo na
Semana Santa, principalmente na Sexta-Feira. Assistia ao filme sobre a vida,
paixão e morte de Jesus Cristo na matinê da Quinta-Feira Santa do Cine Itabuna.
As pessoas saíam cabisbaixas do cinema quando o filme acabava. Ninguém se
conformava com o que fizeram com Jesus, que foi coroado com uma coroa de
espinho, depois de ser cuspido e chicoteado. Para não se falar na cruz pesada
que o pobre coitado carregara pelas ruas. Não satisfeitos com tanta judiação
ainda pregaram o filho de Deus na cruz de maneira cruel. Em vez de água, quando
Ele pediu, deram vinagre e, por último, enfiaram uma lança no coração. Era
demais o sofrimento de Jesus, muita gente chorava.
E tudo por causa do Judas, que traiu Jesus por um saquinho
de dinheiro em moedas. O Judas passava como um dos apóstolos de Jesus, mas se
rendeu à tentação do dinheiro. Deu um beijo na face para entregar o filho de
Deus aos soldados romanos. Todo mundo se vingava do Judas quando no filme ele
aparecia enforcado, o corpo do traidor balançando numa corda amarrada ao galho
da árvore seca. Nessa hora, o cinema quase vinha abaixo com as vaias da
plateia.
Tinha uma sensação na procissão da Sexta-Feira Santa que
tudo era pecado, dor e lamentação pelo que fizeram a Jesus. A imagem de Nosso
Senhor Morto era levada no andor pelas ruas principais da cidade sob os cantos
que falavam de pesares e perdão:
Perdoai, Senhor,
Por piedade,
Perdoai-nos, Senhor,
Tanta maldade,
Antes morrer,
Antes morrer
Do que Vos ofender...
* Cyro de Mattos é escritor, poeta e advogado aposentado.
Diplomado em capoeira regional pela escola de Mestre Bimba, em Salvador. Tem no
prelo da Editora Mazza, de Belo Horizonte, o livro “Poemas de Terreiro e
Orixás”.
Amélia Amado era uma mulher querida e admirada pela
sociedade ilheense e itabunense. Torna-se uma figura proeminente no espaço
público, estando seu nome listado como sócia benemérita de várias entidades
itabunenses. Como base do seu plano firmado nos princípios da educação
familiar, tomando-se um dos grandes ícones da educação regional. Assim é que
revendo o dossiê do seu arquivo, extraio algumas palavras que poderiam
envaidecer a mulher modesta que ela foi, mas que aí estão para nos orgulhar
profundamente.
D. Amélia nasceu em 15 de julho de 1903, em Ilhéus-Ba,
descendente de tradicional família ilheense, "os Berberts", filha de
Manoel Misael da Silva Tavares e de D. Eufrosina Berbert Tavares. Faleceu em 27
de agosto de 1983, aos 80 anos de idade, em Itabuna. Passou toda a infância e
adolescência na cidade de Ilhéus. Jovem irrequieta muito religiosa, Amélia
Amado chegou a Itabuna no início do século 20, após ter se casado, com a idade
de 17 anos, com Gileno Amado, advogado do seu pai, e teve duas filhas: Maria
Célia e Neda Silva. O Dr. Gileno Amado já nessa época participava ativamente das
atividades políticas partidárias da jovem Itabuna.
Dedicou-se por cerca de 20 anos às atividades de esposa,
acompanhando Dr. Gileno na sua carreira política, e de mãe, dedicando-se à
criação esmerada de suas filhas. Após o casamento de Célia e Neda, suas filhas,
e estando Dr. Gileno afastado da política, resolve dedicar a herança recebida
por ocasião do falecimento do pai para as obras sociais. Em 1946 apresenta à
sociedade itabunense seu projeto de assistência social. Após o ano de 1946
realiza o seu sonho instalando solenemente a Ação Fraternal de Itabuna (AFI),
como uma instituição de ensino em 13 de julho de 1947 localizado na sua própria
residência em frente à praça Olinto Leoni. Inicialmente a instituição oferecia
cursos profissionais: datilografia, costureira e tinha um curso de
alfabetização chamado LEC (Ler, Escrever e Contar). Com o passar do tempo
aumentou a demanda e a casa que ela ofereceu (sua residência) foi deixada só
mesmo para a Ação Fraternal. E a partir de então foi morar na fazenda "Estância
Santo Antônio", adquirida por seu esposo, localizada na BR-415 entre
Ilhéus e Itabuna.
Posteriormente, foi adquirido o terreno que hoje funciona na Av. Amélia Amado, o colégio Ação Fraternal de Itabuna-AFI. Iniciando a
construção em 1952.
Suas obras de caráter social foram reconhecidas, inclusive
pelo Papa Pio XII, que em 1956 lhe concedeu o Grau de Comendador do Vaticano,
recebendo a comenda pelas mãos do então bispo de Ilhéus, Dom Rezende Costa, em
15 de julho de 1957, exatamente no dia do seu aniversário. Recebeu também o
título de Cidadã Itabunense, concedido pela Câmara de Vereadores de Itabuna.
Destacam-se dentre as suas obras:
A criação do Colégio Ação Fraternal, iniciada em 1947 e
concluída com a sagração da capela em 13 de julho de 1959;
A fundação da Faculdade de Filosofia em 1960;
A instalação do primário e ginásio de Jussari e da Matriz
Nossa Senhora das Candeias;
E o Teatro Estudantil de Itabuna.
D. Amélia Amado e o marido Gileno Amado foram inovadores em
reforma agrária na região cacaueira, pois costumavam indenizar e ou aposentar
seus funcionários comprando para eles pequenas roças, muito antes das leis
trabalhistas existirem. Os seus agregados eram tratados como se da família
fossem, pois eram ajudados para que pudessem viver com suas próprias rendas.
Eram mantidos ainda serviços de atendimento médico, cestas básicas e de tecido
para as famílias dos trabalhadores, bem como seguros de acidentes, escolas e
bolsas de estudo.
Esta história consagradora provinda do nosso mundo intelectual
e de uma mulher que revolucionou o seu tempo, ficará gravada no meu coração que
jamais se cansará de reverenciar a memória de AMÉLIA AMADO.
............
Antônio Baracho, Poeta Psicólogo.
Pertence a Academia Grapiúna de Letras- AGRAL e ao Clube do Poeta
Sul da Bahia.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se
de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei
criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com
eles”. Então Jesus contou-lhes esta parábola:
“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao
pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre
eles.
Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e
partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando
tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele
começou a passar necessidade.
Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou
para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida
que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm
pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar
para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não
mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava
longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o,
e cobriu-o de beijos.
O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra
ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor
túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos
pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque
este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’.
E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de
casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e
perguntou o que estava acontecendo.
O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o
novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo,
insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há
tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um
cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho,
que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e
tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este
teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’”.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Frei Gustavo
Medella:
---
Descobrir o Pai que nos habita
o retorno do filho pródigo – Murilo
“Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado
de compaixão.
Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos” (Lc
15,20).
As parábolas mais belas que saíram dos lábios de Jesus,
elaboradas nas profundezas de seu coração, foram aquelas nas quais deixou
transparecer a todos a incrível misericórdia de Deus. A mais cativante, com
certeza, é a parábola do “pai misericordioso”. Aqueles que a escutaram pela
primeira vez certamente ficaram surpreendidos. Não era isto o que eles ouviam
dos escribas ou dos sacerdotes. A insistência “moralista” no pecado nos fez
interpretar esta parábola de uma maneira unilateral. É incorreto chamar o
relato de “parábola do filho pródigo”. Ela não é dirigida aos pecadores para
que se arrependam, mas aos fariseus e mestres da lei para que mudem sua ideia e
imagem de Deus.
Nesta parábola, Jesus justifica sua postura para com os
publicanos e pecadores, desvelando quem é o Deus de misericórdia para todos
nós, sejamos “bons” e “maus”. Na maneira de atuar com os dois filhos, o pai da
parábola torna visível o rosto do Deus compassivo revelado por Jesus e não o
“deus legalista do templo”; a maneira como Jesus acolhe os pecadores e
excluídos, torna presente o Deus que ama a todos indistintamente.
Jesus não fala nunca de um Deus indiferente ou distante,
esquecido de suas criaturas ou interessado por sua honra, sua glória ou seus
direitos. No centro de sua experiência religiosa não nos encontramos com
um Deus “legislador” procurando governar o mundo por meio de leis, nem com um
Deus “justiceiro”, irritado ou irado diante dos pecados dos seus filhos e
filhas. Para Jesus, Deus é compaixão, e a compaixão é o modo de ser de Deus,
sua primeira reação diante de suas criaturas, sua maneira de ver a vida e de
olhar às pessoas, o que move e dirige toda sua atuação. Deus sente para com
suas criaturas o que uma mãe sente para com o filho que leva em seu ventre.
Deus nos carrega em suas entranhas misericordiosas.
A compreensão da “parábola do amor paterno-materno de Deus”
pode ser para nós uma verdadeira iluminação. Ela revela não só o “coração
compassivo” de Deus, mas também vemos, refletida nela, de maneira sublime, tudo
o que devemos aprender sobre o “falso eu” e o nosso verdadeiro ser. Os três
personagens representam diferentes aspectos de nós mesmos.
A “parábola dos dois filhos” trata de uma denúncia
implacável contra a espiritualidade farisaica. Em primeiro lugar, tanto o filho
mais novo como o primogênito habitam em cada um de nós; podemos encontrar em
cada um deles, elementos que nos levem a identificar-nos com ambos.
Temos considerado a parábola como dirigida aos “filhos
pródigos”. O “filho mais novo” simboliza nossa natureza egocêntrica e
narcisista que nos domina enquanto não descubramos o que realmente somos. Dá
por suposto que todos temos muito do filho mais novo, que é aquele que rompeu a
aliança e se distanciou da casa paterna. A verdade é que a atitude do filho
mais velho também deveria ser objeto de uma atenção mais cuidada. É
relativamente fácil sentir-nos “filho pródigo”. É fácil tomar consciência de
ter di-lapidado um capital que nos foi entregue sem ter merecido. É fácil cair
na conta que temos rompido com o pai e com a casa, que temos desejado que ele
estivesse morto para herdar seus bens, temos renegado o entorno no qual se
desenvolveu nossa existência. Tudo para potenciar nosso egoísmo, para
satisfazer nosso hedonismo à custa daquilo que nos foi entregue com amor. O
fracasso do filho mais novo e a desesperada situação à qual chegou, facilita a
tomada de consciência de que tomou o caminho equivocado.
É difícil descobrir em nós o “irmão mais velho” e, no
entanto, todos temos mais traços deste que do filho mais moço. Com frequência,
não entendemos o perdão do Pai para com os pródigos, nos irrita que outra
pessoa que se comportou mal seja tão querida como nós; não percebemos que
rejeitar o irmão é rejeitar o Pai; caímos facilmente na queixa que envenena e
no julgamento que mata. Não só não nos sentimos identificados com o Pai, mas
buscamos, por todos os meios, que o Pai se identifique conosco; coisa que não
se passa na cabeça do irmão mais novo. A partir desta perspectiva, tampouco
descobrimos que precisamos de conversão e temos de regressar ao Pai. Por isso,
a parábola deixa em um suspense inquietante a resposta do irmão maior; não nos
diz se ele acolheu o apelo do Pai e se incorporou à festa. Isto nos faz
pensar.
A descoberta de que somos o irmão mais novo e, ao mesmo
tempo, o irmão mais velho, nos faz perceber o objetivo da parábola, que é o
Pai. Todo temos de deixar de ser “irmão mais novo” e “irmão mais velho” para
converter-nos finalmente em “Pai”.
Todos somos chamados a deixar de ser irmãos e
identificar-nos com o Pai, como Jesus (aqui podemos descobrir um profundo
significado da frase de Jesus: “Eu e o Pai somos Um”). Nossa maturação pessoal
acontece quando deixamos transparecer em nós a figura do Pai. “Sede
misericordiosos como vosso pai é misericordioso”. A parábola de hoje nos faz
tomar consciência que sempre haverá, em nossa vida, etapas a serem superadas,
na direção do coração compassivo do Pai.
Permanecer distanciados de nosso verdadeiro ser é
afastar-nos de Deus e caminhar na direção oposta à nossa plenitude. Daí a
necessidade de interpretar a parábola não a partir da perspectiva de um Deus
externo a nós, mas a partir da perspectiva de um Deus que se revela dentro de
nós mesmos. Nós mesmos somos o Pai/Mãe que perdoa, acolhe e integra tudo o que
há em nós de fragilidade e engano. Ser verdadeiro(a) filho(a) não é viver
submetido ao pai ou afastado dele, mas imitá-lo até identificar-nos com
ele.
O “pai” é nosso verdadeiro ser, nossa natureza essencial, o
divino que há em nós. É a realidade que temos de descobrir no fundo de nosso
ser. Não faz referência a um Deus que nos ama a partir de fora, mas ao que há
de Deus em nós, formando parte de nós mesmos. É o fogo do amor compassivo que
derrete a frieza nos nossos relacionamentos, queima toda pretensão de
julgamento e intolerância, e ativa o impulso ao contínuo retorno à casa
paterna. Essa realidade fundante tudo abarca e tudo integra nela mesma.
Para re-descobrir o(a) “pai-mãe que nos habita”, não supõe
ignorar nossa condição de “irmão mais novo” e “mais velho”; é preciso
aceitá-la, é preciso saber conviver com o que ainda há em nós de fragilidade e
imperfeição. Devemos buscar superá-la, mas enquanto esse momento não chega, é
preciso aceitá-la e ultrapassá-la, ativando o amor incondicional do Pai. Tanto
o irmão mais novo como o irmão mais velho que há em cada um de nós, deve ser
objeto do mesmo amor. A parábola não exige de nós uma perfeição absoluta, mas
que caiamos na conta de que nos resta um longo caminho a percorrer. O que ela
pretende é colocar-nos no caminho da verdadeira conversão: a superação do auto-centramento
e do perfeccionismo.
Falta-nos dar o último passo no desprendimento do ego e para
nos identificar com o que há de divino em nós, o Pai.
Texto bíblico: Lc 15,1-3.11-32
Na oração: “Eu e o Pai somos Um”: é a melhor expressão
de quem foi Jesus.
Você também é “Um com Deus”, mas talvez não tenha se
inteirado disto; descubra-o e esta frase saltará do mais profundo do seu ser.
- Descubra o que há em você do irmão mais novo: deixar-se
levar pelo hedonismo individualista, buscar o mais fácil, o mais cômodo, o que
o corpo pede... Seu objetivo é satisfazer as exigências de seu falso “eu”.
- Descubra o que há em você de irmão mais velho: distante do
coração do pai, fechado na queixa amarga e incapaz de expressar um gesto de
acolhida.
- Descubra as marcas do Deus Pai/Mãe nas profundezas de seu
ser: cheio de compaixão, festeiro, aberto à vida...
Os Anjos me disseram: Passe o seu tempo fazendo atividades que se
equiparem às suas intenções mais elevadas. Deixe ir coisas que a sua intuição
lhe induza a renunciar. Estas coisas podem então ser curadas, de modo que possa
apreciá-las, ou a atividade será facilmente afastada. Os Anjos o incitam a
confiar em seu coração. Eles lhe garantem que estará em segurança ao se
desligar do trabalho que não se equipara aos seus verdadeiros
interesses. Rapidamente perceberá que os anjos estão certos!
Há somente o Agora
Você é completo e íntegro agora. Não lance os olhos no que o amanhã possa
trazer! Isto implica que você é imperfeito ou que lhe falta algo agora, e que
você estará completo quando algo chegar a sua vida no futuro. Quando os Anjos
dizem isto, compreenderá que está vivendo para o futuro... Seu foco está no que
o amanhã lhe trará, ao invés de em suas atuais bênçãos. A partir de hoje faça
uma lista de gratidão mental a cada noite.
Todo o conflito está dentro de nossa própria mente
Qualquer conflito que você perceba ou experiencie no mundo externo, é uma
projeção do seu ego. Na verdade, o mundo está completamente em paz e você
projeta o seu medo da paz no mundo. Você não quer resolver o seu conflito
interior, mas quer afastá-lo de você. Assim, você o projeta em outras pessoas e
pensa que elas são aquelas que lhe estão causando desconforto. Outras pessoas
são neutras, ardósias em branco, e você as colore com o seu próprio significado
e definições. Então, você reage a elas como se estas definições fossem reais. Outras
pessoas, por sua vez, tratam-no do modo que você espera, em uma profecia auto
realizadora. Quando os Anjos explicam isto, você compreende como muitas vezes
tinha permitido que o medo criasse momentos infelizes para si. Mas sempre, terá
o poder de escolher os pensamentos e sentimentos que vai atribuir a todas
as situações.
Purifique a sua alimentação
Todo alimento tem vibração, e você quer ter uma vibração tão elevada e
agradável quanto se sinta ligado. Faça uma dieta de frutas e vegetais
frescos, nozes e grãos integrais, os quais têm frequências mais
elevadas de vibração. Lembre-se de que a essência de todos os alimentos que
você come, o afeta logo após o alimento ter sido digerido. Faça uma dieta
bastante saudável. Ainda assim, haverá espaço para aperfeiçoar. Siga o conselho
dietético dos seus anjos guardiões e adote uma abordagem vegetariana para a alimentação.
A melhoria da sua energia e a aparência será imediata! A escolha de alimentos
saudáveis se tornará fácil e natural.
Não dê - afim de obter
Você conseguirá resultados do ato de doar: esta é a lei universal. Não cabe a
você como a causa e o efeito serão circulados. Além disto, se espera algo em
troca, você verdadeiramente não entregou nada. Ao invés disto, você o está
mantendo na consciência, esperando obter algo primeiro, antes que o libere
totalmente. Com plena confiança em seus anjos guardiões, decida liberar todos
os cordões ligados aos seus presentes para os outros. Quase imediatamente,
começará a receber recompensas surpreendentes, tais como novas oportunidades de
negócios e maravilhosas experiências com os amigos.
Passe um tempo sozinho na Natureza
Os sons e cheiros da natureza são invisíveis, assim eles levam a sua mente ao
reino invisível do Espírito, onde as coisas têm uma vibração mais elevada e
mais rápida do que a matéria. Há propriedades de cura na natureza. Além disto,
há anjos muito reais na natureza. Você pode pedir que estes anjos da natureza o
curem. Estar na natureza o ajuda a se adaptar ao ritmo natural da
Terra, e desde que o tempo e os ciclos são uma parte de tudo, você se
torna mais sincronizado com o ritmo da vida. Diante do pedido dos Anjos, comece
a passar a hora do almoço ao ar livre. O ar fresco, o sol e a fragrância das
flores ajudam a meditar em níveis mais profundos. Sente-se ao ar livre e peça
que os anjos da natureza o envolvam.
Desligue-se da Matéria
Quando está apegado em pensamento à matéria, você fica ligado aos produtos da
Mente do Ego, e assim, permanece ligado ao ego. Não há modo de escapar
desta lei. Mente sobre a Matéria é a Mente do Ego. Seus Anjos Guardiões deixam
claro que não há nada errado com itens materiais. A matéria é neutra, de
acordo com os Anjos. Eles também compreendem que nós, seres humanos, temos
necessidades materiais, tais como os alimentos, roupas e abrigo.
Entretanto, quando nós contemplamos excessivamente os itens materiais, como
pensar continuamente em dinheiro ou posses, estamos focados em nossa natureza
de baixa estima, ao invés de nosso eu superior.
Não julgue
Você julga os outros como um meio de se proteger, para
mantê-los afastados de você, assim você não se aproximará deles e se magoará.
Mas lhe dissemos que você não precisa pensar em sua segurança. Você está
seguro, e um padrão de pensamento opressivo de preocupação com a sua
segurança, poderá trazer exatamente a coisa que você teme em sua vida. Os
Anjos explicam que atraímos para nós Aquilo que pensamos. Se pensar
obsessivamente em perigos físicos ou emocionais, cria um clima no qual os seus
piores medos se tornam reais. Com a prática, começará a notar que no
momento em que iria julgar outras pessoas, vai começar a liberar os seus medos
aos Anjos, e sentirá os seus hábitos de julgamento desaparecerem gradualmente.
Você vive onde a sua consciência está focalizada
Se você tem um pensamento desprovido de
amor, competição, inveja ou preocupação, você sente dor. Você é a sua
consciência e sente os efeitos de onde a sua consciência está focada. Você não
quer a dor. Portanto, escolha dar A LUZ ao seu pensamento não amoroso. Sempre
pensamos que as circunstâncias externas influenciam a nossa felicidade.
Entretanto, os Anjos insistem em afirmar que isto é o oposto, e que os nossos
pensamentos colorem o nosso mundo. Nossa felicidade não depende do que nós
temos, mas sim do que nós pensamos.
A todo instante dê graças à Deus
Não busque a Glória para si mesmo. Em essência, contudo, quando você dá graças
à Deus, está dando Glória a esta parte sua que é una com Deus. Ao dar graças à
Deus, você permanece afastado do estado do ego, e permanece centrado na
consciência do seu Eu Superior. Seus anjos o impulsionam com a lembrança que –
desde que o nosso Eu verdadeiro é uno com Deus – estamos louvando o Eu
verdadeiro, a cada vez que damos graças à Deus.
As dez lições são agora partes arraigadas e permanentes da sua vida
diária. Quando receber algum elogio sobre a clareza de sua orientação
Divina, diga: Agradeço, mas todo o crédito vai para Deus e para os Anjos. Eles
me ensinam como receber a Orientação Divina.
A carta me veio de São Paulo, com o endereço e nome de todas
as pessoas envolvidas no caso. Pedem-me, porém, confiando em mim, que troque
todas as identidades, para evitar um trauma no personagem principal da
história. Verifiquei a veracidade do fato e, por isso mesmo, manterei o
necessário sigilo.
De verdadeiro, mesmo, apenas as principais cidades onde os
fatos sucederam. E estes têm início em São Paulo, há 15 anos.
A menina Dolores, de 10 anos de idade, amanhecera com forte
dor de cabeça. Primeiro deram-lhe um comprimido comum, para aliviar-lhe o
sofrimento. Nada. Depois pensaram em mal do fígado, aplicaram-lhe uma injeção.
Nada. A noite veio o médico receitou um calmante, a garota adormeceu.
Veio a acordar madrugada ainda, repetindo uma frase, que aos
pais - gente de muitas posses - pareceu bastante confusa:
- Quero ver meu marido e meus filhos... quero ver meu marido
e meus filhos...
- Deve ser efeito do calmante - procurou explicar o pai
embora um pouco apreensivo - Vai ver a dose foi demasiada.
A menina voltou a dormir, mas, na manhã seguinte, quando se
levantou, na própria mesa do café, pediu súplice:
- Quero ver meu marido e meus filhos. Por favor, levem-me ao
meu marido e aos meus filhos...
E nada mais dizia, por mais que puxassem por ela. O médico
da família, chamado às pressas, explicou que aquilo não poderia ser
proveniente, em hipótese alguma, do calmante que ela tomara, muito fraco por
sinal. Dolores deveria estar sendo vítima, provavelmente, de alguma perturbação
mental que ele, médico de clínica geral, não saberia diagnosticar.
Começou, então, para os pais da criança, uma autêntica Via Crucis, seu doloroso caminho levando-os por inúmeros
consultórios de médicos da cabeça. Psicólogos e psiquiatras foram consultados,
métodos os mais modernos empregados, mas nada dava resultado. A menina comia
normalmente, dormia normalmente, mas falar, mesmo, apenas estranhas frases:
- Eu quero ver meu marido e meus filhos. Por favor, levem-me
ao meu marido e aos meus filhos...
Um parapsicólogo resolveu tentar o hipnotismo, como última
solução. Deitada no sofá do consultório, aparentemente adormecida, a pequena
foi contando uma série de fatos, totalmente desconhecidos para a sua família.
Falava numa cidade distante, na Turquia, onde vivia o "seu marido",
de nome Abdul, e nos seus filhos Elias e Simeão. Descrevia a sua casa, nos seus
mínimos detalhes, dando mesmo o endereço da mesma. E por fim, contava como
"morrera":
- Eu estava ao lado de minha empregada, quando senti a forte
dor no peito... queria respirar e não podia... aquilo ia apertando o meu
peito... apertando... a empregada correu a chamar o médico... mas quando este
chegou, eu estava morta... sem ter visto meu marido e meus filhos... sem ter me
despedido deles... por isso eu preciso vê-los... levem-me até eles, por
favor...
O mais estranho é que a pequena Dolores, de apenas 10 anos
de idade, falava com voz de adulta.
Os pais da criança, completamente desesperados e
aconselhados pelo tal parapsicólogo - também entendido em coisas espirituais -
resolveu tirar aquilo a limpo. E com o endereço de uma rua na cidade de
Esmirna, na Turquia, compraram três passagens de avião e se dirigiram com a
filha para aquele lugar. É bom que eu lembre: depois da consulta com o
parapsicólogo, assim que a menina acordou, ela voltou a dizer apenas as já
conhecidas frases.
Assim que chegaram próximo à rua da distante Esmirna, os
olhos de Dolores adquiriram um novo brilho e ela gritou entusiasmada:
- Graças a Deus! É aqui mesmo, é aqui mesmo!
E desvencilhando-se das mãos dos pais, subiu célere par uma
rua enladeirada. Foi parar em frente a uma casa, onde bateu forte na porta.
Quando o pai e a mãe de Dolores conseguiram chegar lá em cima, a menina estava
sendo recebida por um senhor, com quem conversava em estranha língua. O homem
parecia sinceramente espantado, enquanto a guria o abraçava, chorando
desesperadamente. Apareceram, depois, dois jovens, com quem Dolores também se
agarrou alucinada.
Veio um intérprete, que tentou explicar o que estava se
passando:
- Esta menina diz que é esposa do Senhor Abdul e que os
rapazes, Elias e Simeão, são seus filhos... Os senhores me desculpem, mas ela
deve estar maluca. A esposa e mãe desses homens, morreu há mais de 10 anos...
Para os pais da menina, porém, algo muito além da
compreensão estava acontecendo naquele lugar, pois a menina, que só falava
português, fazia-se entender perfeitamente na língua turca.
Depois que ela conseguiu beijar o senhor e os dois moços,
caiu desmaiada. Voltou a acordar muitas horas mais tarde, já no hotel do centro
de Esmirna. Sem lembrar-se de nada que acontecera, desde a noite da terrível
dor de cabeça. E até hoje ela só sabe que esteve doente e que seus pais fizeram
aquela viagem para curá-la. A conselho de um psiquiatra, nunca lhe deram os
detalhes do acontecido, preferindo mantê-la na ignorância dos 'inexplicáveis
acontecimentos.