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domingo, 17 de março de 2019

PALAVRA DA SALVAÇÃO (122)



2º Domingo da Quaresma – 17/03/2019

Anúncio do Evangelho (Lc 9,28b-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom  estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.
Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Cleberson Evangelista:

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A Transparência de um rosto
Carlos Araujo

“Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante” (Lc 9,29) 

O evangelho deste domingo recorda a Transfiguração de Jesus no monte (o Tabor da vida), face a face, diante do Pai e diante de seus três amigos, revelando assim seu rosto diante de todos. Ele quer que o vejam, que todos o vejamos (com Moisés e Elias), descobrindo assim o rosto do “Deus invisível” no rosto dos homens e das mulheres, para compartilhar com eles(as) vida e conversação. 

O evangelista Lucas insiste em centrar a atenção do rosto de Jesus, que “muda de aparência”, se ilumina e aparece como revelação de Deus. Neste tempo quaresmal, Jesus nos faz subir ao monte e se transfigura (se desnuda e se reveste de glória), para que descubramos seu rosto, para que o vejamos, o contemplemos, de forma que saibamos quem Ele é, e possamos dialogar com Ele, em admiração, beleza e compromisso de seguimento evangélico. Pois bem, esse rosto de Deus que se ilumina em Jesus sobre a montanha se estende e se encarna no rosto de cada ser humano, sobretudo dos mais pobres e excluídos. 

Dessa forma, Jesus identifica a estética (beleza do rosto) com a ética: move-nos a descobrir Deus nos rostos dos outros, acolhê-Lo presente nestes rostos e dialogar com Ele; deixar-nos interpelar por cada um destes rostos (enfermo, encarcerado, estrangeiro, excluído...), pois eles são em Cristo (sobre o Tabor da história) a beleza e presença suprema de Deus. 

É muito frequente na Bíblia a menção à Face de Deus para indicar a sua presença e o reconhecimento re-cíproco entre Ele e o ser humano. “É tua face, Senhor, que eu procuro, não me escondas tua face” (Sl. 27,8).

A face humana tem sempre muito a dizer; por isso, é preciso iluminá-la com a transparência da Face de Deus. E, assim, a face humana se tornará, cada vez mais, face divinizada. A revelação bíblica, ao afirmar que Deus se “fez rosto” e que o ser humano é imagem de Deus, privilegiou o rosto humano. No entanto, hoje, a “deformação do rosto de Deus” ameaça essa face humana, desprezada pela violência preconceituosa, pela intolerância e pelo anonimato das grandes cidades. 

Daí a urgência de uma reflexão sobre o rosto que se abre à eternidade, ao inesgotável, e que nos conduzirá ao “Rosto dos rostos”, o de Deus “humanizado”, para permitir-nos decifrar nele a face humana e o ícone do ser humano divinizado. Além disso, todo rosto, por mais desgastado ou destruído que esteja, revela-se  único e inimitável, para quem consegue ver com o olhar do coração.

Nós conhecemos os rostos, temos familiaridade com os rostos, aprendemos a colher as suas expressões e nelas ler o interior da pessoa. Na realidade, não vemos com os olhos, vemos com o nosso rosto. Dizendo de outro modo: o “olhar” não se encontra nos olhos, mas no rosto. Os olhos nada dizem, mas o rosto com que olhamos guarda um segredo. É o rosto que desvenda o mistério do olhar. O rosto da mãe revela à criança o segredo do seu olhar. E o rosto da criança revela à mãe o segredo do seu olhar. 

A palavra é a linguagem dos pensamentos, o rosto a linguagem das emoções, uma linguagem universal, não ensinada e não aprendida em parte nenhuma, mas por todos compreendida. As emoções falam a mesma língua em todos os tempos e lugares. A face humana é carregada de sentido. Fala, sem utilizar palavras; diz, sem soltar a voz. De repente, a face humana apresenta-se, comparece inesperadamente.

A face humana é mistério. Ata e desata segredos. É presença. Está exposta a todos. É patente. Está aí. Pode ser vista, pode ser comentada, pode ser seguida. 

As expressões do semblante, o olhar, a voz, o sorriso, é uma linguagem na linguagem, um dizer no dizer, um texto inconsciente, nascido das profundezas, que se insere no texto verbal consciente. Palavras e expressões do rosto andam juntas e se interpenetram. As expressões do rosto falam mais do que as palavras, porque manifestam inúmeros significados a partir da personalidade humana; elas completam, confirmam e por vezes contradizem o que é dito com palavras e revelam, muitas vezes melhor que as palavras, a veracidade da pessoa. Acrescentam um complemento inconsciente de cor e de verdade às palavras, às vezes absolutamente contra a vontade de quem fala. A sua espontaneidade imediata precede as intenções. 

A linguagem do rosto vem do fundo. Falamos do “rosto interior”; nas suas expressões aflora o íntimo do indivíduo, o mundo dos seus estados de ânimo, os quais, sendo intrinsecamente não verbais, fogem à linguagem articulada. E é uma linguagem verdadeira porque as emoções não mentem. Na face humana, escondem-se mensagens intrigantes. A face expressa a identidade da pessoa; ela revela o universo humano, é cenário de certezas, de decisões, de dúvidas, de aspirações, de dramas, de temores, de arte... 

Nesse sentido, a transfiguração revela outra realidade de Jesus e nossa; este “mistério” nos desvela e nos move a ultrapassar nossas “falsas imagens” e encontrar-nos com a luz que nos habita. Podemos “entrar” dentro de nós mesmos porque em nós está a dimensão de eternidade, de transparência, de divino.

A transparência é algo mais estável e faz referência à luz, à vida interior, ao conhecimento próprio, ao desejo de deixar-se ver, à pureza de intenção, à simplicidade e ao deixar-se conduzir pelo mesmo Espírito de Jesus. Tem a ver com a capacidade de conhecer-se a si mesmo e de comunicar aos outros a verdade de si mesmo, que se visibiliza no rosto iluminado.

Tomamos este conceito como aquela qualidade de uma pessoa que vive e se manifesta aos outros por atos e por palavras, de maneira que fica clara sua verdade, seu sentido de pertença à comunidade dos seguidores de Jesus e sua confiança nos demais membros da mesma comunidade. 

Não basta contemplar rostos humanas; importa deixar-se interpelar por eles. É preciso ser perspicaz para ler e interpretar o sentido da face humana. Só quem é transparente, possui um olhar límpido para captar o “mistério” escondido no rosto do outro. Ao contemplar um rosto, o olhar chega ao coração humano, ali onde se encontra o sabor divino mais genuíno na vida da pessoa. E quando somos capazes de olhar em profundidade o rosto do outro, com simplicidade podemos encontrar no coração dele uma “imagem” de meu próprio coração. O olhar transfigurado deve ser portador do bom aroma que atrai ao encontro e à fraternidade.

Em nosso corpo, o “rosto” tem uma importância muito especial: através dele e de seu olhar, nos mostramos e somos percebidos e encontrados. O rosto, o olhar, dão ao nosso corpo sua beleza verdadeira, tão diferente da beleza postiça dos cosméticos, das joias e vestimentas. É a beleza de um rosto que nos leva para a transcendência, a santidade. Quem se unifica e se dilata encontra, sem buscá-lo, seu verdadeiro rosto, porque a beleza do rosto, é “epifania da pessoa”. O verdadeiro rosto nasce do coração, quando este se transfigura. 

Texto bíblico:  Lc 9,28-36 
Na oração:

Deixe que o Espírito lhe conduza até onde seus medos não ousam chegar, dentro  da luz, da verdade, e da vida plena.

- É dentro de uma luz mais clara que o seu verdadeiro rosto se revela, se refazem todos os caminhos e se  superam todos os conflitos.

- Coloque-se diante de tantos rostos humanos: faça um “percurso”, começando pelos rostos mais próximos e familiares; lentamente, vá ampliando sua visão acolhendo os rostos dos mais distantes, excluídos, rostos desfigurados, sofridos, rostos que sofrem preconceitos, julgamentos... Por detrás da aparência de cada rosto, capte a presença do “rosto divino”; entre em sintonia e comunhão com todos os rostos, constituindo o grande painel do rosto universal da humanidade. Em cada rosto humano, sinta ressoar a voz do Pai: “este é o meu(minha) filho(a), o(a) escolhido(a)”. 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 16 de março de 2019

ABL DÁ INÍCIO A SUAS ATIVIDADES CULTURAIS DE 2019 COM O CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘PRESENÇAS FUNDAMENTAIS’



A Academia Brasileira de Letras abre, dia 21 de março, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema “Presenças Fundamentais”, a temporada 2019 de seus ciclos de conferências, sob coordenação-geral da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL.

A palestra de abertura, intitulada O lugar de Machado de Assis na literatura brasileira, coordenada pelo Acadêmico Marco Lucchesi, Presidente da ABL, terá como conferencista o Acadêmico Domício Proença Filho. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis foi o fundador da cadeira nº. 23 e ocupou por mais de dez anos a Presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

O ciclo terá mais duas conferências, sempre às quintas-feiras, no mesmo local e horário: Nabuco: uma visão do passado brasileiro, tendo como palestrante o Acadêmico Evaldo Cabral de Mello; e Rui Barbosa, 170 anos, dimensão da atualidade do seu percurso, com o Acadêmico Celso Lafer.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

OS CONFERENCISTAS

Domício Proença Filho é Professor Emérito e Professor Titular de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense, aposentado. Doutor e Livre-Docente em Letras, foi Professor da disciplina e de língua portuguesa em diversos outros estabelecimentos de ensino superior, entre eles, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica da mesma cidade. Na condição de Professor Titular Convidado (Gastprofessor), ministrou cursos na Universidade de Colônia e na Escola Técnica de Altos Estudos de Aachen.

Participou, como conferencista e debatedor, de seminários e cursos promovidos por instituições de ensino superior e centros de estudos em Lisboa, Coimbra, Porto, Colônia, Tübingen, Munique, Roma, Bolonha, Madri, Salamanca, Paris, Clermont Ferrand, e Minesota.

O Acadêmico é, também, crítico, ensaísta, poeta, ficcionista, roteirista e promotor cultural. Publicou 68 livros, entre eles, Estilos de época na literatura, a linguagem literáriaA poesia dos Inconfidentes (org.); Oratório dos InconfidentesO risco do jogo – poemas; Capitu-memórias póstumas (romance); Breves estórias de Vera Cruz das Almas; Nova ortografia da língua portuguesa – guia prático; Leitura do texto, leitura do mundo; e Muitas línguas, uma língua: a trajetória do português brasileiro. É membro da Academia Brasileira de Letras, de que foi presidente (2016-2017), da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa e do PEN Clube do Brasil.

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres. Em 1960, ingressou no Instituto Rio Branco e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello é especialista em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, assunto sobre o qual escreveu muitos de seus livros, como Olinda restaurada (1975), sua primeira obra, Rubro veio (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e O negócio do Brasil (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

Celso Lafer, quinto ocupante da Cadeira 14 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 2006, é professor Emérito da Universidade de São Paulo, do seu Instituto de Relações Internacionais e de sua Faculdade de Direito, na qual estudou e da qual foi titular, tendo lecionado Direito Internacional e Filosofia do Direito, de 1971 até a sua aposentadoria, em 2011.

Obteve o seu PhD em Ciência Política na Universidade de Cornell (EUA), em 1970; a livre-docência em Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da USP, em 1977, e a titularidade em Filosofia do Direito, em 1988. De 2007 a 2015, presidiu a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. 

Foi Ministro de Estado das Relações Exteriores em 1992 e, em 2001-2002. Em 1999, foi Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. De 1995 a 1998, foi Embaixador, Chefe da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio em Genebra. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (2004) e membro efetivo da Academia Paulista de Letras, eleito em 2014.

Suas publicações mais recentes incluem: Norberto Bobbio – Trajetória e obra – 1ª edição, São Paulo, Perspectiva (2013); Lasar Segall: múltiplos olhares – São Paulo, Imprensa Oficial do Estado (2015); A reconstrução dos direitos humanos (Um diálogo com o pensamento de Hannah Arendt) – São Paulo: Companhia das Letras, 1988. Idem em espanhol, México: Fondo de Cultura Económica, 1994. Última reedição, São Paulo: Cia. das Letras, 2015; Um percurso no Direito no século XXI. Vol. 1 – Direitos Humanos, Vol. 2 – Direito Internacional, Vol. 3 – Filosofia e Teoria Geral do Direito. São Paulo: Atlas, Grupo Gen, 2015; Hannah Arendt: Pensamento, Persuasão e Poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2018. 3.a ed. revista e ampliada, 2018; Relações Internacionais, Política Externa e Diplomacia Brasileira – Pensamento e Ação. 2 volumes. Brasilia: Fundação Alexandre de Gusmão, 2018.

28/02/2019


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DESTEMIDO, DELTAN ESCLARECE OS ABSURDOS E AS ILEGALIDADES DA DECISÃO DE DIAS TOFFOLI (VEJA O VÍDEO)


16/03/2019

A portaria exarada pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Dias Toffoli, é um verdadeiro absurdo jurídico, sem consistência e revestida de inúmeras ilegalidades. É imprestável e não pode prosperar. A não ser que estejamos vivendo diante de uma ditadura, a ‘Ditadura do STF’.
Mesmo o presidente da mais alta corte do país, tem que respeitar a lei e os ritos processuais em suas decisões. Aliás, deveria dar o exemplo. Entretanto, ‘dar exemplos’ não parece ser do feitio de alguns seres supremos.

A decisão de Toffoli, além de esdrúxula e ameaçadora, de acordo com a esclarecedora explanação feita pelo procurador Deltan Dallagnol fere os seguintes requisitos legais:

Viola o princípio do “Juiz Natural”, que diz que o juiz deve ser aleatoriamente decidido, e não direcionado.

Foi instaurada de ofício, a partir do próprio STF, violando nossos sistemas acusatórios, em que investigações não são conduzidas diretamente por magistrados, mas sim, por órgãos de acusação.
Qualquer investigação contra qualquer cidadão deve ser realizada pelo foro competente. No caso de Deltan é o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

E o mais grave, a decisão de Toffoli atenta contra a liberdade de expressão.

Enfim, a portaria do ministro reflete claramente os motivos que o fizeram ser reprovado em tantos concursos para juiz substituto.

Abaixo, veja o vídeo esclarecedor de Deltan Dallagnol, este sim, aprovado em 1º lugar no concurso para Procurador da República.



Articulista e Repórter
otto@jornaldacidadeonline.com.br


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sexta-feira, 15 de março de 2019

GIRONDINOS E KERENSKIS DE PLANTÃO? - Marcos Machado


14 de março de 2019
No Brasil atravessamos uma guerra psicológica midiática da esquerda desejando minar as sadias reações conservadoras

Marcos Machado

Uma operação de guerra psicológica midiática de esquerda parece estar montada contra o governo. No momento, ora ela tenta contrapor o presidente ao seu vice, ora ao chanceler, a fim de provocar a desestabilização política necessária para a ingovernabilidade, à espera de algum girondino ou kerenskiano de plantão.

Os historiadores que forem registrar esta anomalia irão, sem dúvida, procurar as causas desse fenômeno pouco comum em nossa História, isto é, a mídia de esquerda estrangeira ou doméstica — conluiada com maus brasileiros — trabalhando com afinco pela demolição de um governo eleito apesar dela.

Não se trata de saber aqui se o programa do atual governo é o ideal para o Brasil, mas tão-só de levantar o véu e mostrar um plano de demolição de um sonho que a melhor parte da opinião pública nacional alimentou e ainda alimenta em represália à desastrosa política do PT. Com efeito, até agora a esquerda não assimilou a vitória de um presidente que se afirma de direita.

Os 13 anos do lulopetismo, sem falar dos oito anteriores de um mal-disfarçado socialismo de Fernando Henrique Cardoso, deixaram o Brasil à beira de um colapso econômico e moral que só uma imprensa subserviente poderia negar.

O Brasil financiou durante todos esses anos ditaduras como as de Cuba, da Venezuela, da Bolívia, bem como de vários países africanos, como hoje se sabe, por meio da corrupção de políticos com empreiteiras inescrupulosas, de programas como o “Mais médicos”, venda de Pasadena, entre outras.

A opinião pública — na medida em que foi tomando conhecimento das bandalheiras — tomou-se de indignação, demonstrando vigorosa reação, sobretudo nas redes sociais, bem como nas ruas e praças, clamando por ordem e mudança política a fim de conter o comunismo e o socialismo que ameaçavam seriamente o país.

Portanto, reação sadia nascida de baixo para cima, vinda das capilaridades da opinião pública de todos os rincões do Brasil, exceto da esquerda intelectual, política ou midiática. Sem dúvida, o impeachment da presidente Dilma Roussef foi resultado da indignação popular.

Não sem razão, confessou-o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, amargurado, lamentou por diversas vezes não surgir alguém que conseguisse dirigir, ou desviar, esse movimento conservador tal como se fazia no passado. Em outras palavras, algo de novo se levantou no Brasil, venceu e persiste em ficar.

A primeira fase dessa guerra psicológica, já o vimos em outra ocasião, consistiu e consiste em pôr lente de aumento nos desentendimentos reais ou imaginários entre membros do governo — as costumeiras intricas — quando da nomeação de ministros, funcionários de segundo e terceiro escalão. Isso foi de domínio público.

E depois de o governo montado, os exemplos se atropelam. Não resisto transcrever alguns a título de amostragem: “Mourão, chanceler”; “Vice passa a assumir papel dominante nas relações internacionais do país”; “Mourão já é o Chanceler de fato, aponta especialista”; Atuação do vice-presidente agrada aos partidos de oposição a Bolsonaro”.

Na verdade, todos os que se encontram nesta guerra parecem se mover no sentido de evitar que o Brasil­­­ tome a liderança conservadora no América do Sul e fique alinhado ao mundo livre, pois o querem atrelado à Rússia e à China. Esperneiam e lutam para que os valores morais não prevaleçam nas restaurações e mudanças aneladas pelos brasileiros.

Na década de 1970, Plinio Corrêa de Oliveira alertava para que os brasileiros se imunizassem contra a gangrena decorrente da guerra psicológica revolucionária, preservando a sua capacidade de discutir logicamente os problemas, de discernir os truques, as mandingas e os bruxedos incontáveis desse inimigo. Inimigo hábil e velho de centúrias que à maneira de um gás invade sem impactar, vence sem terçar armas, e despreza a lógica como um tanque desprezaria a garbosa, mas vã arremetida de uma biga romana.

A História registrou o triste papel suicida da Gironda durante a Revolução Francesa, da sanguinária decapitação do Rei à consolidação daquela imensa revolução. Como sempre costuma acontecer, depois de servir fielmente à Revolução, chegou a vez de os girondinos serem igualmente eliminados.

Não acredito que membros do atual governo tenham a intenção de desempenhar a missão de girondinos suicidas e, menos ainda, de encarnarem um Kerensky à maneira russa. Entretanto, tudo indica ser este o desejo e a esperança confessada da esquerda de todos os naipes.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ) acredita que todo o governo fala muito e diz que é preciso cautela. “Diante das declarações do vice-presidente, nós, como oposição, não podemos perder o foco sobre o que interessa, que são as atitudes do governo que atingem a democracia”, reitera.

Outros parlamentares dessa mesma frente defendem que Mourão, em determinado momento, possa se tornar tão forte que possa substituir o presidente: “É uma guerra de guerrilha, não deixa de ser um cenário futuro, provocaria um enfraquecimento da turma de Bolsonaro. Depois, o jogo recomeça em relação ao desgaste do atual vice”, disse um deputado que preferiu não se identificar.

Numa linguagem direta a esquerda já tem o plano de desgaste do governo e depois desgastar o substituto do presidente. Como o nosso povo goza de uma privilegiada intuição em falsidades e desdenhar esses jogos midiáticos, muitos já perceberam aonde quer chegar essa tática criptocomunista. As redes sociais seguem alertas. Fiquemos todos alertados diante dessa nova etapa de guerra psicológica revolucionária e denunciemos os girondinos e os kerenkys de hoje! Estou certo, eles não irão adiante! Com as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora Aparecida o Brasil ainda será um grande país!



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OS 8 MOTIVOS


A Psicologia aponta os 8 motivos pelos quais os pais são os culpados de os filhos virarem delinquentes:


1- Pai que dá ao filho tudo que ele pede
A criança crescerá pensando que tem direito a tudo que deseja.

2- Pai que ri quando o filho fala palavrões
A criança crescerá pensando que o desrespeito é normal e engraçado.

3- Pai que não repreende por mal comportamento
A criança crescerá pensando que não existem regras na sociedade.

4- Pai que limpa a bagunça do filho
A criança crescerá pensando que os outros podem assumir suas responsabilidades.

5- Pais que deixam de assistir TV porque o filho grita quando tira do desenho
A criança crescerá pensando que não há diferenças entre adultos e criança.

6- Pais que deixam que os filhos ouçam músicas que vulgarizam a mulher, estimulem sexo sem compromisso e a violência com o diferente
Precisa nem dizer o que vai resultar né?

7- Pais que dão aos filhos dinheiro a hora que querem
As crianças crescerão pensando que dinheiro é  fácil e não hesitarão em pegar quando não conseguirem.

8- Pais que se colocam sempre a favor do filho, independentemente de estar certo ou errado
A criança crescerá acreditando que os outros o perseguem quando for contrariado.

PORTANTO A BÍBLIA DIZ EM Provérbios 22, 6:
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.


(Recebi via WhatsApp. Autor não mencionado.)

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quinta-feira, 14 de março de 2019

MANGUEIRA, A VINGANÇA DO TRÁFICO! - Hamilton Bonat



   Acabou o carnaval. As escolas campeãs já são conhecidas. Maravilha! Lentamente, o Brasil sai da ressaca e começa a andar. Não assisti os desfiles. Não tenho mais paciência… Só vi pequenos pedaços mostrados em telejornais.

     Em São Paulo, vi Jesus levar uma baita surra de satanás. Ficou por isso mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em sua defesa. Nossos bispos nem parecem cristãos. O assunto não é com eles. Será que Cristo realmente existiu? Quando lhes convém, nossos bispos permanecem quietos. Sua omissão tem sabor de concordância. Pobre, mas sempre esperta, igreja católica…

     A mim me chocaram as cenas mostradas pela campeã carioca. A comissão de frente já revelava o que viria a seguir. Transformava algumas de nossas importantes figuras históricas em anãos.

     Logo depois, Caxias era tratado como um carniceiro, provavelmente numa crítica à sua participação na Guerra do Paraguai. Convém relembrar, só de passagem, que naquele conflito morreram simplesmente cerca de sessenta mil brasileiros.

     Pouco depois, em um dos carros, lia-se “ditadura assassina”, em alusão ao período dos presidentes militares. O alvo, obviamente, era o Exército.

     Fiquei imaginando tratar-se de uma reação ao governo recém-empossado, até surgir na tela a figura da viúva de Marielle.

     Caiu a minha ficha. Marielle defendia traficantes; as Forças Armadas foram mandadas a intervir no Rio em 2018, atrapalhando o milionário negócio do tráfico; e como o tráfico patrocina as escolas de samba… Eureka! Vinguemo-nos dos milicos!

     E nada melhor do que um desfile de escola de samba para a vingança ser completa. É um crime perfeito. Afinal, trata-se de uma manifestação cultural. Ai de quem criticá-la. Quem não concordar terá contra si todos os intectualóides tupiniquins, toda a imprensa amestrada, todo o meio artístico, além da classe média carioca, cujos filhos dependem do fornecimento de crack, de cocaína, de maconha e de outros quetais.

     Pensando bem, creio que a CNBB tem um pouco de razão…

     Enquanto isso, os bombeiros continuam procurando corpos em Brumadinho. Mas deixa prá lá. Nossos heróis são outros...

Gen. Bda. Hamilton Bonat
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Hamilton Bonat nasceu em Curitiba, de onde saiu, com quatorze anos, para seguir a carreira militar. De 1965 a 1971, viveu interno, primeiro em Campinas (SP) e depois em Resende (RJ). Em 2001 foi promovido a General-de-Brigada, posto no qual passou para a reserva.
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JOVENS DE SUZANO, FILHOS DO BRASIL... – Lilian Lima Pereira


A tragédia que acometeu as crianças do colégio Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo é mais uma, dentre as tantas que já ocorreram em nossa realidade nacional neste ano de 2019. 

Mas, essa última ocorrida na escola tem uma característica diferente das outras, desde a lama que devastou Brumadinho, até às inundações que arrasaram populações de grandes cidades, até a queda de aviões, ou o incêndio que vitimou outros jovens recentemente no ninho do Urubu. Desta vez, e já não é a primeira, a tragédia foi na escola, um ambiente que nos inspira proteção, formação, educação e nos remete a um estado de  plena impotência diante do fato, uma vez  que assistimos e acompanhamos atônitos pelas mídias, pelas redes sociais, todo o cenário de horror naquela escola e nada, nada mesmo pudemos fazer para evitá-la.

Eis a questão, aquela escola, poderia ser qualquer escola, na verdade representa o cotidiano das escolas brasileiras. É, bem assim, qualquer pessoa que chega a ela sobre qualquer pretexto, entra, às vezes, sequer é interpelada e torna-se mais uma pessoa misturada a tantas outras que a escola abarca. As cenas que se deram em Suzano, poderiam e, o que é mais grave, ainda podem se repetir em qualquer escola desse nosso Brasil ... Os filhos, os alunos mortos em Suzano poderiam ser meus, seus, de qualquer um de nós.

Não estou conseguindo dizer bem, o que quero dizer, mas, estou tentando na condição de professora de filosofia que trabalha com adolescentes e crianças há 20 anos. Os adolescentes que se tornaram assassinos impiedosos, e protagonizaram a tragédia, reproduzindo o cenário de guerra de um jogo popular entre os jovens, não são únicos, há outros deles por ai, se constituindo a partir da ausência dos pais, da exposição exagerada aos computadores, do acesso a todo tipo de informação, do incentivo a violência exagerada e desmedida, do uso de drogas, enfim.

E agora? O que faremos? Pais? Professores? Profissionais liberais? Continuaremos inertes, aguardando novos casos, uma tragédia mais fresca? Como dizer agora, que a escola, esta instituição tão popular e que promete mudar os cursos de vida para melhor das pessoas, também pode ser o locus da morte, que ela não é segura, porque ela não é... Nos condicionamos a achar o absurdo algo compreensível e nos abalamos muito, porque não é nada confortável ver crianças e professores morrerem praticamente sob nossos olhos e desse modo trágico. Mas, o desconforto segue até a próxima tragédia, porque ela pode está logo ali, na próxima esquina, ou na próxima escola. E nesse dia, ao invés dos filhos de Suzano, pode-se chorar pelos seus.



Lilian Lima Pereira – Professora, mestra em educação, psicanálise e estudante de Direito. Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL.

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