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domingo, 10 de março de 2019

PALAVRA DA SALVAÇÃO (121)


1º Domingo da Quaresma – 10/03/2019

Anúncio do Evangelho (Lc 4,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”.
O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.
Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”. Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe o Evangelho com reflexão:

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“Não só de pão vive o homem” (Lc 4,4) 

Antes da Quaresma, carnaval...; o carnaval é o tempo dos disfarces, o tempo das máscaras, quando ninguém quer mostrar seu próprio rosto e cada um se esconde detrás de seu próprio disfarce. Às vezes, temos a impressão que é preciso sempre estar usando máscaras, trocando-as de acordo com as circunstâncias.

Somos os mesmos, mas disfarçados. Somos os mesmos, mas dissimulando nossa identidade e revestindo-nos de qualquer outro personagem. Debaixo da aparente segurança, pulsa um rosto temeroso; detrás de uma face risonha há uma expressão de dor.

Agora, quando se apagam os ecos do carnaval, é tempo de tirar as “maquiagens”. Começamos o tempo quaresmal, o tempo do “des-velamento” (tirar o véu, ou a máscara), tempo privilegiado para deixar transparecer nossa verdade mais profunda e nossa real identidade. Mas, o mais curioso é que a Quaresma começa também com um “disfarce”. Com as tentações, percebemos que elas não são outra coisa senão o disfarce do “demônio” para enganar e enredar Jesus. Se examinarmos bem qualquer das três tentações, nos daremos conta de que são “disfarces do mal” “sob a aparência de bem” (S. Inácio). 

A tentação tem muito de sedutora e maliciosa; aí está precisamente sua força de atração. A tentação é uma sedução que atrai irresistivelmente nossa liberdade, exerce uma fascinação que nos deslumbra.

Acaso alguém quer o mal pelo mal? Acaso alguém quer afastar-se de Deus livre, voluntária e consciente-mente? A mentira reveste-se de algo que a esconda e a apresente como verdade.

A tentação necessita revestir-se do bem para que nós a aceitemos livremente. A tentação nunca apresenta o rosto descoberto. Sempre aparece escondida e disfarçada. E assim foram também as tentações de Jesus. Tratava-se de demonstrar que realmente era Filho de Deus; ou de fazer-se poderoso e dono do mundo; ou simplesmente demonstrar que nada lhe iria acontecer e que ganharia a admiração de todo o mundo se pulasse da parte mais alta do templo. Mas, onde está o verdadeiro “disfarce” das tentações de Jesus? Está justamente no fato de procurar justificá-las com a Palavra de Deus. Portanto, utilizar Deus como uma justificação e legitimação para alimentar o ego, para fazer-se o centro, para dominar...  E esta é a pior tentação e o pior dos disfarces.

Os evangelhos sinóticos (Mc, Mt e Lc) colocam o relato das tentações de Jesus no início de sua atividade pública. Talvez, com isso, eles estão nos dizendo que, antes de começar o percurso quaresmal, é necessário confrontar-nos com nossos próprios “demônios interiores”.

Sem ter passado por aí, o mais provável é que comecemos a ver “demônios” nos outros, ou que estejamos à mercê dessas forças que permanecem ocultas, mas bem ativas, em nós, conduzindo-nos aonde não queríamos ir.

Os “demônios” dos quais o relato evangélico deste domingo fala são três e que caracterizam bem o nosso ego: o ter, o poder e a vaidade (aparentar). É neles onde o ego se entrincheira e onde se apega para sentir-se que é “algo”. Bens materiais e consumismo, poder e influência, imagem e prestígio: eis aí os interesses do ego. Então, é quando o instinto de viver se transforma em obsessão pela saúde e pela vida longa; o instinto de ter se transforma em cobiça de acumular sempre mais; o instinto de valer, em obsessão pelo prestígio e pelo poder. É a deriva do coração humano, a inversão de sua vocação mais profunda.

Se nos damos conta, o que se busca detrás deles, é uma mesma coisa: segurança. Precisamente por isso, a maneira de “desmascarar” esses “demônios” é reconhecer suas artimanhas e descobrir a falsidade de suas promessas.

O relato das tentações de Jesus não é “história” mas teologia; não é crônicas de um acontecimentos, mas as tentações são descaradamente reais. Empregando símbolos conhecidos por todos, os evangelhos nos querem fazer ver uma verdade espiritual fundamental: a vida humana se apresenta sempre situada entre dois movimentos internos opostos: um, de saída de si, de vida expansiva, aberta a todos, comprometida...; outro, de retração, de medo, de fechamento no próprio “ego”. Trata-se do “joio” e do “trigo”, presente nas raízes de nosso ser. A questão fundamental é esta: “qual dos dois dinamismos alimentamos em nossa vida?”.

Que as tentações sejam três, não é casual. Trata-se de uma síntese perfeita de todas as relações que o ser humano pode desenvolver. A tentação consiste em entrar numa relação equivocada conosco mesmo, com os outros e com Deus. Uma autêntica relação humana com os outros depende, queiramos ou não, de uma adequada relação conosco mesmo e com Deus.

1ª. tentação: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. A tentação permanente é deixar-nos levar pelos instintos, pelos apetites, pelas “afeições desordenadas”. Ou seja, fazer em todo momento o que o ego exige. É negar-nos continuar crescendo e superando a nós mesmos, porque isso exige descentrar-nos, sair do círculo fechado do “eu autossuficiente”.

Nossa grande tentação hoje é converter tudo em pão. Reduzir cada vez mais o horizonte de nossa vida à satisfação de nossas necessidades, viver obcecados por um bem-estar sempre maior ou fazer do consumismo indiscriminado e sem limites o ideal quase único de nossas vidas.

Estamos vendo claramente que uma sociedade que arrasta às pessoas para o consumismo sem limites e para a autossatisfação não faz outra coisa senão gerar o vazio e o sem-sentido nas pessoas e alimentar o egoísmo, a falta de solidariedade e a irresponsabilidade na convivência.

2ª. tentação: “Se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”. O poder, em qualquer de suas expressões, é a idolatria suprema. O poder traz sempre consigo a opressão, nunca é mediação de libertação. Adorar a Deus não significa incensar um “deus exterior”. Trata-se de descobrir o que de Deus há em nós e viver em sintonia com Ele. Nosso autêntico ser não está no ego aparente, mas no “eu profundo”. Se descobrimos nosso ser essencial, não nos importaremos esvaziar nosso falso eu e, em vez de buscar o domínio sobre o outros, buscaremos o serviço para com todos.

3ª. tentação: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo”! Realizar um ato verdadeiramente espetacular, para que todos vejam o quão grande somos. Todos nos exaltarão e nossa soberba chegará ao limite.

A resposta é esta: que deixemos Deus ser Deus. Aceitemos nossa condição de criaturas e, a partir disso, alcancemos a verdadeira plenitude.

Que esse tempo quaresmal possa ser um tempo precioso para “afinar” nosso interior: sermos mais sensíveis à realidade que nos cerca, buscar nela as pegadas de Deus que nos conduzem ao encontro, e deixar-nos alcançar pela graça de um Pai que deseja para todos nós a felicidade e a alegria.

Texto bíblico:  Lc 4,1-13

Na oração: Para chegar a teu verdadeiro ser, é preciso atravessar teu próprio deserto. Liberta-te de tudo que acreditas ser, para chegar ao que és de verdade. Somente em teu próprio deserto se desvelará o sentido verdadeiro de tua vida. Isso sim, impulsionado pelo Espírito.

Sozinho e no deserto, tens que tomar a decisão definitiva.  A “terra prometida” já está aí, do outro lado de teu falso eu. Mantém-te em silêncio, até que se derrube o muro que te separa de ti mesmo: o muro do poder, da vaidade, da riqueza... Deixa que a luz, que já está em teu interior, te invada por completo. Serás feliz e farás felizes àqueles que vivem junto de ti.

- Como sermos fiéis seguidores(as) de Jesus se não somos conscientes das tentações mais perigosas que nos podem desviar hoje de seu projeto e estilo de vida? Desmascará-las e “dar nomes”

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 9 de março de 2019

AS ALFORRIAS DE RITA SANTANA - Cyro de Mattos


       
    A vida é falha, não basta na sucessão dos acontecimentos. Do nascimento ao ocaso não satisfaz, é ambígua e contraditória. Para onde vá finita é envolvida com as marcas inexoráveis da precariedade. Irreversível no anonimato dos dias, náufraga na memória do efêmero, submete-se ao jogo de Cronos, que tudo dá e toma. Encontra para fundamentar-se no ser a linguagem artística, que a torna essencial, inaugurando seus dizeres   com novos sentidos.

            Nessa hora de crises e questões, a poesia entra em cena com seus modos, que são versos e motivações, buscas num obstinado empenho de totalidade, visão individual na exposição de alforrias, que circulam em seu íntimo, tocam os acordes já uma vez entoados, recriados, como os cria também no leitor.
    
             Um poema lírico é eficiente quando se pensa na sensação, palavras e versos como meios surpreendentes de seus motivos crivados de falas. É belo quando a verdadeira força e valor estão na situação de seus motivos.  Quando é pobre na motivação, deixa de operar a sua presença com eficácia perante a existência. E, sensações estranhas no ritmo, versos inócuos na ideia, o que seria inspiração e transpiração   perde-se no vazio, na incapacidade de transmitir algo sério, alcançar um grau eficaz na dicção particular em que se expressa.

              O estético nesse caso sem resultado positivo, graças ao efeito ineficiente do pensamento verbal, dissociado do conteúdo rico de significados, não se faz bom nem belo, eis que se apresenta destituído de um discurso pulsante de vida, prazer e dores. Destituído de densidade na palavra, frágil assim para refletir a vida, dispensa compreensão e fruição da mensagem, pois nele não se consegue perceber o relacionamento contraditório dos seres e as coisas. É o que costuma empreender o texto em prosa ou verso decorrente de uma estrutura frágil de expressão e conteúdo.
 
           
Nesses vinte e oito poemas de Alforrias (2016), de Rita Santana, a poesia composta em versos livres se expressa com palavras herdeiras da língua e de neologismos inventados para reforçar o sentido, que em muitos momentos é  desenvolvido pelas motivações de natureza existencial agônica.

             A metáfora fecundada de alusões apropriadas insinua a possibilidade de uma compreensão lógica e sentimental da vida, crispada na face multifacetada de dores e falhas.  Parece que tudo isso trabalhado com equilíbrio, a nível de engenho e arte, ressoa em Alforrias com a consciência dos sentimentos, intuições e razões que se prestam à perspicácia da alma, à liberação de um lirismo que corresponde a certas inclemências, paixões com a solitude do vento, invasões com as tormentas e os abortos clandestinos.

              O lirismo em que se refere a poeta para transmitir cometimentos, estruturados em estados de desejo incompleto, resulta da necessidade categórica própria dessas alforrias, que querem ser percebidas num mundo-mar de vastidões e até mesmo na forja das ilhas onde cavam suas profundidades. Seu discurso contundente em que dolorosa é a mensagem não esconde a intenção do eu e tu como vínculo de gravidade. De suas colisões constam   adultério, torpezas e vilania, sempre no ser-estar crítico o drama, disposto a revelar-se sem concessões do verso doce, frágil e pueril, mas sempre desdobrado em poesia secreta e prosadura.

             Essas alforrias de Rita Santana, tecidas na tristeza da alma e nas acusações eróticas do amor, distribuem-se com a temática afrodescendente, da condição da mulher frente ao homem e na versão carnal que os une e desune.  Percepção do que a vida oferece em situações do desamor está no poema Mortes Cotidianas.


Chove na promessa remissa do feriado
E a migração não cessa.
Entristeci há dias
E o espelho, somente ele,
Revelou o embranquecer dos pelos,
O cansaço da voz,
E a desidratação da esperança.

Chove nos confins da minha alegria.
Virei moça triste sem vontade de sorrir.
Não tenho nada!
E nada resta do ser, senão, securas.
Artroses na atriz, reumatismos no feminino
E uma alergia de afetos.

Há anos não gozo, por puro desgosto!
Há anos não canto, por puro desencanto!
Há anos não vivo, só tenho banzo!    
Por pura preguiça
De subir tantas ladeiras,
E descer tanto Morro,
Morro, morro, morro, morro...


            Como observa Maria de Fátima Maia Ribeiro, na orelha desse pequeno grande livro de poemas instigantes, o lirismo atual desse poeta “definitivamente descarta a necessidade de espera de tempo e serenidade, em favor do encantamento, da exacerbação e do reencontro com camadas tantas vezes adormecidas.”

              A ilheense Rita Santana é atriz, professora graduada em Letras pela Federação de Escolas de Ensino Superior de Ilhéus e Itabuna. Mulher que se inventa em versos e na prosa de ficção curta.  Além de Alforrias, publicou Tramela (2004), contos, vencedor do Prêmio Brasken de Cultura e Arte, e Tratado das Veias (2006), poesia. Um talento dos melhores que aconteceu nos últimos anos nas letras contemporâneas da Bahia.
                                                                                                                                                                                                                  
Referência
SANTANA, Rita. Alforrias, Editus (Uesc), Ilhéus, Bahia, 2016.

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Cyro de Mattos é escritor de crônicas, contos, romance, poesia e literatura infantojuvenil. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Também publicado por editoras da Europa. Da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da universidade Estadual de Santa Cruz.

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SOBRE O PRESIDENTE BOLSONARO



Eu não peço desculpas pelo que estou postando, pois é realmente assim como me sinto. Por favor, saiba que esta é a minha opinião e não está aberta para debate. Se você não concorda, é sua prerrogativa, mas eu não vou responder a nenhum dos comentários.

Já sobrevivi a 08 eleições presidenciais no Brasil antes de nosso atual presidente Bolsonaro. Em toda a minha vida, nunca vi ou ouvi falar de um presidente sendo examinado sobre cada palavra que ele fala, humilhado pela mídia até a desgraça, caluniado, ridicularizado, insultado, ameaçado de morte, ter por alguns tentado denegrir a imagem de nossa Primeira Dama, e ter seus filhos também insultados e humilhados.

Estou verdadeiramente envergonhado da mídia do meu país.

Tenho vergonha dos insuportáveis inimigos de Bolsonaro, que não têm moral, ética ou valores, e da irresponsabilidade dos repórteres que acham que têm o direito de opinar pessoalmente apenas para influenciar suas audiências em uma direção negativa, mesmo se não houver qualquer verdade em sua mensagem.

Todos os outros presidentes foram eleitos e fizeram o juramento de posse, eles foram autorizados a tentar servir este país sem um constante escrutínio negativo de nossas fontes de notícias. Sempre pressionado, enquanto as fontes de notícias buscam apenas resultados negativos do nosso Presidente. Isso não servirá ao povo de nosso país, nem criará brasileiros informados.

Basta! Chega! Acabou! O povo de bem acordou!

Não canso de repetir, se você está num avião e não gosta do piloto, você não torce pra ele cair, torce? Então faça-me o favor!

Todos que entraram tiveram paz e tempo para trabalhar. Vamos nos unir pelo bem do nosso Brasil. Chega disso! Vamos torcer para que tudo dê certo. De coisas erradas, já estamos vindo desde tempos atrás. Você pode não gostar do presidente, mas torcer contra sua pátria, contra seu povo e contra você mesmo é muita canalhice.

Se concorda comigo, copie e cole em sua página. Se não concorda, finja que não leu, pois, como disse acima, não vou responder a ninguém.


(Recebi via WhatsApp. Autor não mencionado)

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ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Vácuo – Geraldo Maia



VÁCUO
 

O vento parou de repente,

parece uma montanha invisível,

uma casa sem sentido,

e levou a lua para o gelo,

compartilhou segredos com as copas das árvores,

alguém quis chegar na janela

e confessar pecados das sombras,

mas o vento ficou impassível,

precisava se manter assim

até que movesses um riso na tua demora,

apenas caprichos ao vento,

birra de brisa,

exagero de furacão,

o imenso parque de diversões dos tornados,

o sopro na ferida depois do mercúrio,

o zinco afiado das favelas,

a porta impassível do parque onde se reúnem

para os ensaios dos assovios,

e ainda está lá, parado diante da luz azul,

disposto a ficar ali até que resolvas doar

um segundo de tua respiração

para o cochicho das fábricas,

para a ladainha da saudade

que fica ali parada

sem saber direito o que fazer

para escapar do vácuo de tua ausência.

.......... 

Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,

Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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sexta-feira, 8 de março de 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2019: Mulheres da Bíblia



Seja Rute
Ofereça fiel amizade dedicação e amor ao próximo.

Seja Ester
Peça ao Pai Sabedoria e coragem para tomar difíceis decisões do dia a dia.

Seja Débora
Busque estratégias em Deus para vencer as batalhas da vida.

Seja Rebeca
Espere o melhor do Senhor sendo temente a Ele.

Seja Dorcas
Doe seu tempo em favor daqueles que necessitam.

Seja Ana
Persevere em Oração e confie nas promessas que o Pai tem para todos que o amam.

Seja Maria
Gere os Planos de Deus pra tua vida.

Mulher inspire-se nas virtudes dessas grandes personagens da Bíblia e receba as Bênçãos do Pai.

Sejamos mulheres virtuosas conduzidas por Deus

 Feliz dia da mulher!



(Recebi via WhatsApp. Autoria não mencionada)

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DIA DA MULHER – Dom Ceslau Stanula


08/03/2019


Hoje é o dia Internacional da Mulher. 

Que bom que foi instituído um dia para uma justa e merecida  homenagem. 

Contra toda a violência que sofrem, contra toda a degradação a qual estão expostas, levantamos bem alto a bandeira da dignidade e grandeza de cada mulher. 

Não motivados pelo doentio feminismo ou machismo, mas pela grandeza que cada uma é e representa: grande obra de Deus. 

Com a oração e o abraço. 

Feliz dia Internacional de Mulher. 

Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 7 de março de 2019

SER MULHER – Silvana Duboc


Ser mulher... É viver mil vezes em apenas uma vida. É lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora. É estar antes do ontem e depois do amanhã. É desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos. É caminhar na dúvida cheia de certezas.

Ser mulher... É correr atrás das nuvens num dia de sol. É alcançar o sol num dia de chuva. É chorar de alegria e muitas vezes sorrir na tristeza. É acreditar quando ninguém mais acredita. É cancelar sonhos em prol de terceiros. É esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher... É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa. É ser enganada,  e sempre dar mais uma chance. É cair no fundo do poço e emergir sem ajuda. É estar em mil lugares de uma só vez. É fazer mil papéis ao mesmo tempo.

Ser mulher... É ser frágil e fingir que é forte. É ser forte e fingir que é frágil... pra ter um carinho. É se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas.

Ser mulher... É distribuir emoções que nem sempre são captadas. É comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever. É construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-los. É saber dar o perdão...

Ser mulher... É tentar recuperar o irrecuperável. É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar. É estender a mão a quem ainda não pediu. É doar o que ainda não foi solicitado. É não ter vergonha de chorar por amor. É saber a hora certa do fim. É esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher... É ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.  É ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem. É desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista. É entender as fases da lua por ter suas próprias fases. 

Ser mulher... É ser "nova" quando o coração está à espera do amor, ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor, ser "cheia" quando ele já está transbordando de tanto amor e "minguante" quando esse amor vai embora.

Ser mulher... É hospedar dentro de si o sentimento do perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas. É cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar sangrar as suas próprias feridas. É ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda. É conseguir encontrar uma flor no deserto, água na seca e labaredas no mar.

Ser mulher... É chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo já estar sorrindo. É subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.  Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar cinderela quando a noite chega. É ter sido escolhida por Deus para colocar no mundo os homens. É acima de tudo um estado de espírito, é uma dádiva, é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo!


 "Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com

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