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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

DISSONÂNCIA COGNITIVA – Joaci Góes

Dissonância cognitiva


Para Gorgônio José de Araújo Neto, amigo de toda a vida.

O psicólogo americano Leon Festinger (1919-1989) desenvolveu, a partir de 1957, a teoria da Dissonância Cognitiva para explicar a necessidade que as pessoas têm de manter coerência entre os valores que professam e suas atitudes ou comportamentos.

Quando se constatam discrepâncias entre esses elementos, ocorre a dissonância, acarretando níveis distintos de desconforto emocional ou existencial, desequilíbrio dinâmico indispensável, no entanto, ao processo de evolução intelectual imposto pela mudança constante do meio social. Como regra, os indivíduos evoluem, lentamente, com graus variados de ansiedade, como mecanismo adaptativo às mudanças sociais.

 Muitos indivíduos, porém, inaptos para conviver com o caráter dialético da vida, agarram-se às suas convicções e, por insegurança psicológica, ignoram as evidências em que baseiam suas crenças, bem como a lição de Nietzsche, segundo a qual o oposto da verdade não é a mentira, mas a convicção. Um meio desastrado de defender o ego, insurgindo-se contra o nível básico da lógica, de modo a assegurar o contexto de suas preferências adaptativas, ainda que ao preço de uma percepção distorcida dos fatos. Isso se verifica em quaisquer ambientes: familiar, laboral e social de toda natureza.

Tal é o que sucede a parcela ponderável dos que defendem o retorno do PT, ao ignorarem os inúmeros males que esse partido praticou contra o povo brasileiro, numa escala sem precedentes na História do Mundo. Para efeito de explicar a que segmento nos referimos, iniciemos por uma visão da pirâmide eleitoral do Partido dos Trabalhadores que tem:

1. Na base a grande massa das populações iletradas do País, algo em torno de 80%, compostos pelos brasileiros de menor escolaridade, entre analfabetos e concluintes do ensino secundário. Essa massa inculta aceita, por ignorância, sem tugir nem mugir, o papel de escravos da corte, louvando os algozes que lhes subtraíram recursos que deveriam ser destinados para a construção do seu bem-estar, numa masoquística prática coletiva da Síndrome de Estocolmo.

2. Em seguida, vêm membros da classe média, integrada por profissionais liberais, predominantemente, de desempenho modesto, e aposentados, dotados de conhecimentos medianos, insuficientes para a formulação de uma avaliação crítica consistente. Esses são os que mais padecem da dissonância cognitiva, razão pela qual continuam adeptos do PT por não serem capazes de reconhecer os enormes desvios de conduta que esse partido praticou quando esteve no poder.

3. Logo acima, de número mais reduzido, os que têm sinecuras, que mamam nas tetas do governo, inclusive professores universitários que substituem o rendimento acadêmico por reiterada declaração de fidelidade ideológica, meio apto a assegurar o reconhecimento de prestígio, não obstante suas notórias fragilidades, como se pode depreender do baixo rendimento das universidades públicas brasileiras, inteiramente adonadas pelos que se autoproclamam da esquerda intelectual, figurante entre as mais atrasadas do Planeta.

4. No topo da pirâmide, os políticos espertalhões, coronéis desse grande latifúndio que tem como capo di tutti i capi o presidiário Luiz Ignácio Lula da Silva, que, ao final do julgamento dos processos a que responde deverá disputar com o ex-governador Sérgio Cabral a liderança no número de anos de condenação. Essa dissonância cognitiva que oblitera a percepção dos que defendem o fim da Lava Jato, a soltura de Lula e sua eleição para a Presidência, só se tornou possível graças ao aparelhamento gramsciano da Universidade Pública brasileira, como é do conhecimento geral dos que pensam.

Ao perceber a inutilidade do genocídio praticado por Lênin e Stalin na União Soviética, como meio de forçar a aceitação do socialismo imposto pela Revolução Comunista de 1917, Antônio Gramsci, filósofo italiano, desenvolveu poderosa linha argumentativa, demonstrando a importância de fazer a cabeça dos formadores de opinião, tornando-os absolutamente resistentes à evidência dos fatos e aos traumas produzidos pelo que mais tarde viria a ser batizado como dissonância cognitiva.

É por isso que pessoas honestas e inteligentes que integram nosso universo afetivo nos deixam boquiabertos, ao defenderem o indefensável retorno do PT ao exercício de um poder que desonrou de um modo sem precedentes na geografia e no tempo.

É imperioso dever de solidariedade, de generosidade e de ética elementar tratar estas pessoas, num momento de tanta fragilidade moral, de um modo gentil e paciente, até porque este momento tenso da vida brasileira deverá chegar ao seu clímax no próximo dia 28, quando, para felicidade geral da nação, veremos o PT dar adeus às armas, com a vitória do slogan: PT nunca mais!

Joaci Góes

(Artigo publicado na Tribuna da Bahia em 18/10/18)


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domingo, 21 de outubro de 2018

A VEZ DOS QUE NÃO TINHAM VOZ (II) – Marcos Machado


20 de outubro de 2018

Cinco lições tiradas das urnas
♦  Marcos Machado

Continuamos hoje os comentários sobre a grande mudança operada no Brasil a partir das reações conservadoras de 2013.

Os resultados do Primeiro turno nos trouxeram a confirmação da maior realidade do Brasil nas últimas décadas: chegou a vez dos que não tinham voz.

O tempo em que tudo “terminava em pizza”

Como se sabe, o movimento conservador norte-americano deu seus primeiros passos no fim dos anos 60. De lá para cá, a defesa dos valores morais, a reação antiaborto, as derrotas do Partido Democrata, e, recentemente, a Suprema Corte mais conservadora desde 1934 mostram a pujança, continuidade e vitalidade desse movimento.

No Brasil, os primeiros movimentos de opinião pública contra o PT e a esquerda a partir de 2013 levantaram a interrogação: será que tudo isso não “terminará em pizza?”

As manifestações populares conservadoras subiram de tom e culminaram no impeachment de Dilma Roussef.

O movimento conservador propugnando pela volta dos valores morais se afirmou com uma continuidade surpreendente, a ponto de a esquerda e do falso Centrão serem os grandes derrotados das urnas. Delenda “efeito pizza”.

Conservadores: somos a maior força do País

A mídia de esquerda e as pesquisas de opinião não tendo como esconder a sua face (lembram-se os leitores das enquetes do DATAFOLHA e o alardeado “empate técnico” entre Bolsonaro e Haddad?) procuram novamente desviar a atenção do público da grande lição destas eleições: o ressurgimento conservador e antipestista!

Como na mensagem de Júlio Cesar ao Senado romano, em que ele descreve sua vitória sobre Fárnaces II do Ponto, na Batalha de Zela, a direita conservadora pode dizer: Vim, vi e venci.

Mais adequado seria repetir a frase do Rei João III da Polônia (século XVII), após a Batalha de Viena: “Venimus, Vidimus, Deus Vincit” – Viemos, vimos, Deus venceu.

Força nova dotada de potência

A reação brasileira abrange todas as gerações,embora sua ponta de lança esteja entre pessoas de 18 a 40 anos.

Cai, portanto, outro mito: o conservadorismo e os valores morais não mais pertencem à geração dos avós. São jovens, jovens pais que se levantam contra a impostura da ideologia de gênero (“não mexam com meus filhos”), defendem o Homeschooling e os valores morais.

No artigo intitulado “Nem fascistas nem teleguiados: os bolsonaristas da periferia de Porto Alegre”, publicado na edição de 17 de agosto do jornal “El País”, Naira Hofmeister desfaz os jargões da esquerda sobre a tendência de nosso eleitorado mais jovem: “Pouco têm em comum com o perfil que institutos de pesquisa desenham dos possíveis eleitores do presidenciável do PSL: eles não são os mais escolarizados (chegaram ao ensino médio), nem ricos e tampouco estão no Norte e Centro-Oeste do país”.
  
Alteridade e independência diante das pesquisas

Favorecidos pelas redes sociais, os conservadores têm os seus canais de comunicação, meios seguros para estar a par da realidade nacional.

Foi-se o tempo do controle de ferro operado pela mídia de esquerda, das tendenciosas pesquisas de opinião (ainda recentemente falando de empate técnico entre Bolsonaro e Haddad, ou ainda que o PSL perderia em segundo turno até para Marina, que teve 1% de votos!).

Não somos teleguiados: vemos, pensamos, agimos com cabeça própria. Delenda mídia de esquerda!

Não há “imobilismo histórico”

Não somos apenas antipetistas e antiesquerda. Quem quisesse definir o movimento conservador brasileiro apenas pelo lado negativo erraria grosseiramente.

Temos um programa positivo: a reconstrução do Brasil pelos valores morais.

Santo Agostinho ensina em sua obra A Cidade de Deus que a observância dos Mandamentos é o fundamento de uma Nação.

Comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Por força da lei histórica segundo a qual o imobilismo não existe nas coisas terrenas […] quando num organismo se opera uma fratura ou dilaceração, a zona de soldadura ou recomposição apresenta dispositivos de proteção especiais.

“Observa-se isto com os ossos fraturados, cuja soldadura se constitui à maneira de reforço na própria zona de fratura, ou com os tecidos cicatrizados.

“Esta é uma imagem material de fato análogo que se passa na ordem espiritual”.1

Aplicando ao Brasil de 2018, saibamos reforçar os valores morais, conformar nossas leis com a ordem natural posta por Deus na natureza humana. Tradição, família, propriedade, pilares do Brasil de amanhã.

O Cristo Redentor e Nossa Senhora Aparecida nos ajudem nesta obra de reconquista.

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (101)


29º Domingo do Tempo Comum – 21/10/2018

Anúncio do Evangelho (Mc 10,35-45)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?”
Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do  Padre Cleberson Evangelista:

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IGREJA: comunidade de servidores

“Quem quiser ser grande seja vosso servo” (Mc 10,43) 

Jesus segue o caminho para Jerusalém; enquanto isso, vai revelando aos seus discípulos as consequências de sua entrega em favor dos últimos e excluídos. Pois, todo aquele que investe sua vida a serviço da vida, sempre encontrará oposições, perseguições e morte.

Marcos, ao anunciar três vezes a paixão de Jesus, está revelando o preço da fidelidade ao Reino de Vida. Ao descrever, depois de cada anúncio, a resistência e a incompreensão dos discípulos, está nos advertindo sobre a dificuldade do verdadeiro seguimento. Depois do primeiro anúncio, Pedro quer desviar Jesus do caminho de fidelidade que o levará à Cruz e morte; depois do segundo, os discípulos continuam discutindo quem era o maior entre eles. Hoje, no terceiro anúncio da paixão, os dois irmãos, Tiago e João, pretendem sentar-se, um à direita e outro à esquerda de Jesus, no seu Reino Não há maior contraste entre a atitude do Mestre e a de seus seguidores; estão em diferentes amplitudes de onda.

Os outros dez se indignaram. Esta reação é apenas um sinal de que todos estavam na mesma dinâmica. Os outros discípulos tinham as mesmas ambições dos dois irmãos, mas eram covardes e não tinham a coragem de manifestá-las. Também no protesto pelo que o outro faz podemos manifestar o desejo de fazer o mesmo. Como a imensa maioria dos cristãos, continuamos tentando manipular Deus em nosso proveito. 

Seguindo a linha do profetismo crítico, Jesus desmascara a trama oculta da busca do poder: “Sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam”. Dessa forma alude a uma conduta que, a seu juízo, é clara entre os poderosos deste mundo. 

Embora manifestem o desejo de caminhar com Jesus, Tiago e João deixam transparecer que carregam no coração o impulso para dominar e impor-se sobre os outros. Esta busca de poder destrói a paz e as relações entre os membros de uma comunidade que se diz seguidora daquele que não buscou o poder, mas o serviço.

Jesus apostou na vida de todos os seres humanos e não se deixou subornar por nenhum poder destruidor de vidas. Ele convidou ao serviço e à solidariedade como novidade radical. Sua fidelidade ao Reino se tornou transparente e iluminadora no seu ministério em favor da vida. O Deus que Ele nos revelou é o Deus que se faz presente no pequeno, no simples, naqueles que não tem voz e nem vez neste mundo. Não é o Deus do poder absoluto, nem o Deus que exige obediência e submissão àqueles que se apresentam como representantes do divino. O Deus de Jesus é o Deus que responde e corresponde aos anseios de respeito, dignidade e felicidade, que todos trazem inscritos no sangue de suas vidas e nos sentimentos mais autênticos e nobres. 

O Deus Misericordioso não impulsiona ninguém a desejar poderes, por mais nobres que pareçam ser. Ele é o Deus que só legitima a identificação e até a fusão com o destino das vítimas deste mundo. Por isso, os discípulos de Jesus (e toda a Igreja) devem renunciar toda expressão de poder, os métodos de força, imposição e domínio que os poderosos deste mundo exercem sobre as pessoas. Não há, para Jesus, um poder mau (próprio dos tiranos) e outro bom (que seria próprio de seus discípulos). Todo poder é, no fundo, destruidor, toda imposição é má. Por isso, Jesus não quer melhorar o poder (convertê-lo), mas superá-lo na raiz, isto é, não deixar que ele se manifeste.

Jesus não veio fundar hierarquias entendidas em chave de honra, poder e prioridade social ou espiritual. Ele iniciou, sim, um movimento humanizador, onde o poder não tem lugar. A partir daqui, é que se entende seu apelo ao seguimento, que implica uma inversão a respeito da ordem antiga: o poder (desejo de domínio) deve tornar-se gratuidade, gesto de amor desinteressado pelos outros, serviço comprometido... 

Os discípulos tiveram dificuldades em compreender que o Seguimento passa pela implicação pessoal na solidariedade com as minorias e excluídos, pela denúncia do poder dominador e manipulador, gerador de morte. Eles queriam um líder triunfador que dividisse o poder com eles; por isso, lhes custou crer que a marca do Mestre de Nazaré é a vida que se doa para que o outro viva. 

Ao colocar-se nessa atitude de serviço em relação ao mundo, a comunidade dos(as) seguidores(as) espelha-se em seu Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida por todos. Estar a serviço é uma atitude gratuita que brota do amor, que faz a pessoa “sair” de si mesma e ir ao encontro do outro; coloca seu centro de atenção não em si, mas no outro e na coletividade, visando o bem de todos. 

A atitude do serviço é o oposto do egoísmo autoreferencial, que leva o indivíduo a viver somente para si,tendo em vista os próprios interesses. O caminho do Seguimento de Jesus desconstrói essa lógica rasteira do egoísmo interesseiro e descortina perspectivas novas que, pela doação de si no serviço generoso, abrem os horizontes da pessoa para o verdadeiro sentido da vida e da realização humana.

Amar servindo e servir amando: este é o sentido de nossa missão cristã. Tal amor e espírito de serviço concretizaram-se na generosa doação de tantos cristãos que, ao longo dos séculos, ofereceram e continuam oferecendo a vida a serviço dos outros em hospitais, creches, orfanatos, asilos, escolas, universidades, e numa infinidade de projetos e pastorais que atendem, sobretudo aos mais necessitados. Assim, a Igreja presta serviço formando gerações, influenciando culturas, salvando vidas, infundindo e consolidando valores em meio a sociedade onde se situa. 

Jesus, com seu modo original de ser e viver, nos coloca diante da tentação que sempre nos ameaça: o gosto do poder, da comodidade, das pompas, do querer ser como os “chefes das nações”, de ter privilégios, de ser servido. Sua proposta de vida é de uma sabedoria e de uma humanidade finíssima; seu horizonte é o serviço.

Todos temos algo ou muito dos “filhos de Zebedeu” em nosso interior. Quanta afetividade mal resolvida procura se satisfazer com doses de poder! Essas doses na veia existencial é a morfina para acalmar problemas mais profundos. Os sedativos não curam nada, mas nos deixam anestesiados. 

Quanto mais desintegrada a afetividade, mais despóticos e tirânicos nos tornamos. Os fanatismos, as intolerâncias, a violência e o ódio, o afâ de se impor sobre os outros..., tem sua incubadora em uma afetividade não ou mal resolvida. Mesmo quando, na prática, não temos chances de exercer o poder, nos projetamos e nos identificamos com alguém que visibiliza as mazelas de nossa interioridade não integrada.

Portanto, mudar poder por serviço é a chave. A partir do serviço, a hipocrisia e a corrupção do poder se estatelam contra o solo; o serviço nos situa todos no mesmo nível, o horizontal: ninguém é mais que ninguém. Aclarando que serviço não é servilismo, que é do que se vale qualquer poder.

Jesus propõe o serviço como uma verdadeira revolução e é Ele quem dá o primeiro passo, rompendo esquemas, indicando que o caminho não é o poder que se impõe, mas a “descida” solidária.

Todos somos chamados à revolução do serviço, crentes e não crente, de todas as religiões e culturas. Coloquemos a serviço da vida os dons particulares, as habilidades, a profissão, os estudos, a sabedoria herdada de nossos antepassados, a capacidade de denúncia diante dos abusos, a luta contra a corrupção e a hipocrisia, a violência e o ódio.

Como cristãos, somos chamados a um “serviço amoroso”, gerador de vida e vida em plenitude.

Texto bíblico:  Mc 10,35-45

Na oração: na intimidade com o Senhor, perguntar-me:

- minha presença no mundo e na Igreja é carregada de esperança? É inspiradora e servidora? Está a serviço da vida ou da morte?

- em quê posso crescer no serviço eficaz? Onde devo atu-ar? Como sair do “serviço repetitivo” e sem criatividade?

- no serviço, sou o “centro” ou o centro é o outro? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 20 de outubro de 2018

CYRO DE MATTOS em Antologia Poética que Homenageia Universidade na Espanha


Cyro de Mattos em Antologia
Poética que Homenageia
Universidade na Espanha


Lançada neste mês de outubro, durante o XXI Encontro de Poetas Iberoamericanos, em Salamanca, Espanha,  a antologia poética “Por ochos centurias”, organizada pelo poeta e tradutor Alfredo Pérez Alencart, incluiu o poema inédito  “A Uma Casa de Saber” , do poeta baiano Cyro de Mattos,  dedicado à Universidade de Salamanca.  Figuram também na obra, no elenco dos brasileiros,  os poetas Carlos Nejar, Reynaldo Valinho Alvarez, Astrid  Cabral, Álvaro Alves de Faria, Davi de Medeiros Leite, Paulo de Tarso Correia de Melo e Alíce Spindola.

A antologia, alentado volume de 600 páginas,  é uma publicação da EDIFSA, Editora da  Fundação Salamanca, Cidade de Saber e Cultura, e tem como objetivo homenagear as universidades de Salamanca e São Marcos de Lima, por seus oito séculos de atuação universitária. O livro tem capa do pintor espanhol Miguel Elias, reúne poetas de todos os países iberoamericanos, além de outros, como Israel, Itália, Romênía, Estados Unidos, Croácia, República Checa, Iraque, Alemanha e  Bulgaria, entre outros.

Leia, a seguir, o poema de Cyro de Mattos,  dedicado à Universidade de Salamanca, aqui transcrito.

-  A Uma Casa de Saber -    

Há belezas e sonhos na morada/ Desse sol, que como o fogo arde/ Na palavra cheia de razões.// Safras do saber produzem/ As estações às esperanças./ O que pretendem dizer?// Espelho que me estende a aurora,/ O espírito do homem no elogio/ Dessa vontade em decifrar o ser.// Veste-me com os perfis desse jardim./ As nuvens ensinam-me que a chuva/ É o foi, o é e o será. //Tudo que é labor, / Coisa e forma entre o tempo e o vento./ / Juntamos as lições,/ ouvimos os anos /Com a sua paixão de linguagens.// Converso comigo e os outros/ Nos campos que guardam questões./ Podemos reconhecer um enigma,// A causa de como acontecemos,/ Na penosa mutação das vozes/ À previsão eterna de um hábito.// A exata música com que um dia/  Fray Luís de León ofertou-me/ A flor que se espraia a todo instante.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

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DEUS AGINDO

"Não acabou, há um Deus todo poderoso agindo em seu favor "


 Quando Deus diz: Eu cuido de tudo, então sai da frente e deixa Ele fazer.

Não importa o que seja, não importa o quanto esteja difícil, pesado, incerto, longe, Ele toma frente e faz um movimento tremendo, mas cumpre o que diz.

Ele te conhece como a palma da mão dEle, e sabe, sim, sabe do que você precisa, do que te perturba, do que te incomoda, do que te faz sofrer, do que te arranca lágrimas, e do que te silencia a alma.

Não adianta o vento soprar e querer se mostrar forte pra você, porque o Senhor tem o poder de paralisá-lo. Ele sabe qual o momento que você se sente mais fragilizado e sem direção. Ele sabe o que se passa ai dentro do seu coração sem você dizer uma só palavra.

Ele sabe quem é você, e do porque você ainda esta resistindo, orando, buscando, se machucando, se mantendo de pé mesmo sem estar aguentando, ele sabe da sua fé nesse mar revolto que você esta enfrentando. Deus é tão maravilhoso, que ele coloca anjos ao nosso redor para nos proteger.

Portanto, não pense que você esta sozinha (o), que o seu barco vai afundar, que o seu mundo vai cair, que o seu sonho não vai se realizar, ou que nada em sua vida vai mudar.

Tem um exército comandado por Ele agindo nesse exato momento por você. Pode Descansar agora, o seu reforço chegou...

Bom dia pra você e sua família!


Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

VIGILÂNCIA - Luiz Carlos Nemetz


Bolsonaro já é a expressão do maior movimento de massa do Brasil, de todos os tempos. Contra toda a estrutura de poder, mobilizou a sociedade, de todas as idades, de todas as classes sociais, de todos os Estados, de todos os gêneros. Está operando uma verdadeira revolução sociológica que vai ser estudada na linha da história por muitas décadas. Enfrentou a mídia com maior concentração de poder e o maior monopólio de informação do mundo. E venceu!

 Sem alianças partidárias, afrontou poderosas estruturas políticas, oligarquias e dinastias que mandam no Brasil há mais de 50 anos. E ganhou.

 Sem recursos, teve ao seu lado e a serviço da sua candidatura, um exército de aliados que o carregaram literalmente no colo, sem esmorecer um segundo. E conquistou.

Encarou sozinho, a estrutura da esquerda mais corrupta do mundo, representada não somente pelo PT, mas também pelos seus satélites, o incoerente Ciro e a desconexa e incongruente Marina. E ganhou, no voto. Revelou que o PT (e a esquerda) não tinham o tamanho que diziam e que pensavam ter.

Expôs que essa mesma esquerda nunca passou de uma minoria que mais fazia barulho do que detinha o comando da sociedade. E faz um milagre político e eleitoral: deixa o PT - e a esquerda - desesperados.

Já não lutam mais para vencer as eleições, pois já sabem estarem absolutamente derrotados. 

A luta destas minorias agora é pela sobrevivência. E não medem esforços para se manterem vivos. Tangenciam o ridículo histórico, nunca imaginável como possível. Se travestem na mudança da camiseta com a cara do Lula (o ladrão) pelo terno e gravata. A vice deslumbrada e radical, que incentivou a "marcha da insensatez femista" se diz "cristã" e veste um terninho comportado. Dora, a que só fala a verdade com seu vocabulário nada burguês, diria com muito espanto (e com a minha total censura): - "que bucica!". Se auto mutilam negando seus princípios.

Apontando uma incoerência ideológica absurda, saem correndo da extrema  esquerda anarquista (que é a sua real essência) e  deslocam seu discurso para o centro. Oportunistas, incoerentes, fisiológicos, mudam suas cores e retiram a figura de Lula (o ladrão) das imagens das peças de campanha. Negam seu programa escrito de forma arrogante e procuram as igrejas e flexibilizam os fundamentos do seu programa de governo.

O PT subestima a inteligência da sociedade brasileira e superestimou a sua força. E traem, deixando sem discurso, seus eleitores de boa fé. O PT e a esquerda são a síntese do que a sociedade não quer.

Ao final desse processo eleitoral esses partidos e essas lideranças de esquerda terão passado pelo maior vexame político e eleitoral de todos os tempos. E parte dos seus simpatizantes com algum escrúpulo ético, ainda que de forma retardada, já começam a manifestar os reflexos desse encontro com a realidade. Fazem um silêncio ensurdecedor. Já não se vê mais as bandeiras vermelhas, nem os discursos inflamados nos pescoços com as veias saltadas. Haddad, o boneco de cera do ventríloquo presidiário, vai  minguar no segundo turno. Só o que lhes resta nesta altura do seu desmanche, é o radicalismo, a trapaça, a mentira e o desespero. E é ai que mora o perigo. 

A desestruturação que vai se operar com a vitória de Bolsonaro não vai poupar ninguém. A raia graúda vai tentar ocultar a pilhagem. A raia miúda que foi ludibriada vai ficar sem pai e sem mãe. E a vadiagem vai ter que encontrar trabalho para sustentar a vida.

É por isso que infiltrados nas estruturas de poder, gente sem escrúpulos e sem limites, podem tentar fazer de tudo para fraudar e/ou tumultuar o processo. Daí que toda atenção e todo o cuidado é pouco. Segundo o boletim eleitoral vindo das urnas, o sistema corrupto implantado pelo PT e seus satélites, está na UTI, respirando por aparelhos, com pouco sinal de melhoras. Dia 28 serão declarados mortos. Nas urnas, pelo voto. Coisa linda!


Luiz Carlos Nemetz

(Recebi via WhatsApp)

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UM ESTADO FUNDAMENTALMENTE CATÓLICO - Paulo Corrêa de Brito Filho


 15 de outubro de 2018

A relação do católico com a ação política, da Igreja com o Estado e a necessária subordinação da política à moral

Paulo Corrêa de Brito Filho


“Queremos a civilização católica, inteira e exclusivamente católica, viva e pujante, imunizada contra todos os gérmens de paganismo e orientada pela Igreja que a fez surgir e lhe deu toda a sua grandeza.” Este anseio foi expresso por Plinio Corrêa de Oliveira em 10 de outubro de 1937 no Legionário, semanário que então dirigia, o qual foi transformado por ele de simples folha paroquial no mais influente órgão católico de imprensa no Brasil.

Foi sem dúvida na redação do Legionário que começou a história da revista Catolicismo. Os propugnadores do neomodernismo não concordavam com o “Grupo do Plinio” — como eram conhecidos os colaboradores do Legionário — devido ao seu rijo combate às ideias modernistas condenadas por São Pio X. Por esse motivo eles foram obrigados a deixar em 1947 a direção do jornal. Quatro anos depois, em 1951, esse grupo fundou e passou a dedicar-se a um novo órgão de publicação. Nascia assim o mensário Catolicismo, cujos princípios doutrinários são os mesmos que haviam norteado o Legionário.

O artigo principal da edição deste mês de nossa revista [capa acima] reproduz um verdadeiro manifesto publicado naquela edição de 1937, no qual o Prof. Plinio expõe os ideais do Legionário sobre um Estado fundamentalmente católico. Tais ideais permanecem exatamente os nossos. Substituindo no título Legionário por Catolicismo, podemos hoje afirmar: Posição de Catolicismo em face da política brasileira. Nesse artigo, o leitor deve deter sua atenção especialmente na relação do católico com a ação política — ou seja, na relação da Igreja com o Estado e na necessária subordinação da política à moral. É matéria de caráter atemporal, plenamente aplicável à situação nacional às vésperas das eleições.

Duas outras matérias da referida edição relacionam-se também com as próximas eleições. A coluna de Mons. José Luiz Villac demonstra por que um católico não pode votar em candidatos que defendem práticas contrárias às Leis de Deus; e o artigo de José Carlos Sepúlveda da Fonseca aborda o choque entre o Brasil de superfície e o Brasil profundo, a propósito dos 30 anos da Constituinte.

Recomendo atenta leitura de tais matérias. Elas encontram-se disponíveis no site da revista: www.catolicismo.com.br



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