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domingo, 16 de setembro de 2018

PALAVRA DA SALVAÇÃO (96)


24º Domingo do Tempo Comum – 16/09/2018

Anúncio do Evangelho (Mc 8,27-35)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”.
Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”.
Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Padre André Teles:

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Quando perder é ganhar

“Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la” (Mc 8,35) 

O Seguimento é tema central em todos os evangelhos, ou seja, “fazer o caminho” com Jesus, identificando-se com Ele na entrega aos outros, sem buscar para si poder ou glória. Ao longo de todo seu escrito, Marcos manifesta uma prevenção especial frente a qualquer ideia de um messianismo triunfalista, centrado no poder e na glória. O caminho do Messias – repetirá diversas vezes – passa pela entrega e pela cruz. Os discípulos, pelo contrário, aparecem obcecados, “surdos e cegos”, discutindo habitualmente por questões de poder, de importância e de privilégio, enquanto que Jesus lhes fala de serviço e doação.

Neste sentido, é sumamente significativo o contraste que Marcos apresenta, intencionalmente, entre o caminho de Jesus e o caminho dos discípulos: nos três anúncios da paixão, quando Jesus lhes fala de seu caminho de entrega, eles manifestam uma clara resistência. O choque é grande: Jesus e seus discípulos caminham em direções diametralmente opostas: o caminho serviço X o caminho da ambição. Mas, para Jesus, trata-se de uma questão não negociável: seu caminho reflete o “pensamento de Deus”. A vontade do Pai nunca passará pelo caminho do poder sobre os outros, senão pelo caminho do serviço. 

No evangelho deste domingo, a divergência entre ambos caminhos fica explicitada tanto na reação de Pedro como na resposta dura de Jesus. O caminho dos discípulos reflete os mecanismos próprios do ego, que não busca outra coisa a não ser a autoafirmação a qualquer preço, apegando-se ao ter, ao poder e ao aparentar, ao mesmo tempo que foge de tudo o que soa a desapego e entrega. 

Para o ego, a entrega desinteressada é uma loucura, que é preciso evitar a todo custo. Para Jesus, pelo contrário, o impulso do ego se opõe frontalmente a Deus. A resposta de Jesus a Pedro é a mesma que Ele deu ao diabo nas tentações; nem aos fariseus, nem aos letrados, nem aos sacerdotes dirige Jesus palavras tão duras. Quer com isso indicar que a proposta de Pedro era a grande tentação, também para Jesus. A verdadeira tentação não vem de fora, mas de dentro. O difícil não é vencê-la, mas desmascará-la e tomar consciência de que ela é a que pode arruinar a Vida.

Pedro é “Satanás” na medida em que espera que Jesus siga o caminho do messianismo convencional, glorioso, vencedor dos inimigos do povo, que estabelece seu próprio reinado, e não aceita o caminho que Jesus começa a propor, o do serviço que acaba na cruz.  Mas Jesus não rejeita Pedro e nem pede a ele simplesmente que se vá ou se afaste (costuma-se traduzir por “aparta-te de mim...”). Diz-lhe “põe-te detrás de mim”; a mesma expressão que utiliza no versículo seguinte: “se alguém quiser vir atrás de mim...”. Ou seja, Jesus está repropondo a Pedro e aos discípulos o seguimento e que se ponham atrás d’Ele, agora que o caminho vai passar pela cruz. 

E aqui vem a frase que fecha, como chave de ouro, toda a cena: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Uma consideração superficial destas palavras deu margem a uma apresentação do cristianismo como a religião que preconizava a dor e a negação da própria vida e da própria identidade. Jesus vive na sabedoria de onde brota a fidelidade. Não vive para o ego, que busca sempre seu interesse e comodidade, mas está ancorado naquela identidade profunda, na qual permite que a Vida flua, numa atitude de serviço ou de entrega sábia.

Aquele que quer salvar seu ego, perde a Vida, porque se fecha numa jaula estreita e se introduz em um labirinto de inevitável sofrimento e, em último termo, de vazio e sem-sentido. Uma existência egocentrada, embora aparentemente satisfatória para o ego, não pode evitar uma sensação de profunda insatisfação. 

Todos os caminhos autênticos de espiritualidade começam por um esvaziamento do ego, uma renúncia de si mesmo, não para negar-se como pessoa, mas, pelo contrário, para crescer ao recuperar sua verdadeira identidade na totalidade. Quando “eu me perco”, então me encontro; quando meu ego diminui, descubro que faço parte de algo maior, que pertenço a Deus. A “renúncia a si mesmo”, que Jesus propõe, não é um exercício de masoquismo, mas uma maneira mais profunda de realização humana.

Portanto, a expressão “renunciar a si mesmo” faz referência ao nosso falso “eu”, aquilo que, iludidos, acreditamos ser: o “eu” que busca poder, prestígio, riqueza... O desapego do falso “eu” é imprescindível para poder entrar no caminho de vida que Jesus propõe.

“Renunciar a si mesmo” é não se reduzir ao eu superficial ou ego. Só quando nos desapegamos do eu, tomamos consciência de nossa identidade mais profunda, a vida que somos.

 Essa é a Vida de que fala o Evangelho, a mesma Vida que Jesus viveu, com a qual Ele estava identificado (“Eu sou a Vida”) e que buscava despertar em todos os seus seguidores(as). O ego compara-se com os outros e compete pelos elogios e pelos privilégios, pelo amor, pelo poder e pelo dinheiro. É isso que nos torna invejosos, ciumentos e ressentidos em relação aos outros. Também é isso que nos torna hipócritas, dominados pela duplicidade e pela desonestidade. 

Aquele que não é capaz de superar o “ego” e nem da centralidade em si mesmo), frustra toda sua existência; mas, aquele que, superando o egocentrismo, descobre seu verdadeiro ser “des-centrado e oblativo”, vivendo em favor dos outros, dará pleno sentido a toda sua vida e alcançará sua verdadeira plenitude humana. Precisamos reconhecer que, aquilo que para nosso ego é “perda” e perigo, para nosso Eu verdadeiro é ganho profundo e libertação.

“Renunciar a nós mesmos” não é cair em um automenosprezo, nem anulação daquilo que somos, mas  descobrir que há valores que estão mais além de nós mesmos. É tomar consciência que há recursos e capacidades superiores pelos quais vale a pena investir a vida, assumindo as consequências.

“Tome sua cruz e me siga”: tampouco Jesus quer apresentar-nos um cristianismo e um seguimento doloroso. A verdadeira cruz do cristão não está no sofrimento, não está na dor de privar-nos de tudo, não está nas penitências e sacrifícios... A verdadeira cruz do seguimento de Jesus é a da fidelidade ao evangelho, ao amor, ao compromisso, à própria vocação de serviço.

A cruz do cristão não pode ser outra que a Cruz do mesmo Jesus. Ele nunca amou a cruz como cruz. Mas tampouco fugiu dela por manter-se fiel ao Reino e ao Evangelho que anunciou. Ele nunca amou a dor pela dor, ao contrário, sempre buscou aliviar a dor dos outros. Mas tampouco fugiu, negando sua própria verdade, sua própria missão e sua própria identidade.

A cruz para todo(a) seguidor(a) nunca pode ser uma meta; ela é sempre uma consequência. A cruz para o cristão não é algo que se busca, mas uma realidade que chega a partir de fora, como consequência da verdade e da autenticidade evangélica.

Texto bíblico:  Mc. 8,27-35 

Na oração: nosso coração se encontra diante da revelação do “eu original”, porque está enraizado na identidade do próprio Jesus (“quem sou eu para vocês?”).

A contemplação de Jesus é também revelação do eu “escondido com Cristo em Deus” (Col. 3), ou seja, revelação da verdade do meu eu profundo, onde descubro os traços de minha própria fisionomia.

Não posso responder a essa pergunta – “Quem é Jesus para mim” – se não me pergunto ao mesmo tempo: “Quem sou eu, diante do Senhor”? Sem identificação não haverá um encontro profundo com o Senhor. O encontro comigo mesmo me aproxima do encontro com o Senhor e o encontro com o Senhor revela minha própria identidade.

- Sua vida cotidiana: descentrada? Oblativa? Aberta ao diferente?... Ou: autocentrada, “buscando o próprio amor, querer e interesse”?

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 15 de setembro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Um poema de setembro – Ariston caldas


Um poema de Setembro 


Uma rosa surgiu,
uma estrela passou,
os pássaros fugiram
para os laranjais.

Uma música tocou,
uma noiva partiu,
a  chuva aos ninhos
não voltou mais.

Setembro chegou
com a primavera,
à tua espera
ainda estou.

Eu vi setembro
inda em caminho,
mas vinha só
sem teu carinho.


ARISTON CALDAS
(Obra reunida)
..........
O que Ariston dizia há quarenta e três anos permanece inalterável em nossa impressão de leitor em 2014, reavivado pela presente reunião de sua poética, pelo que tenho muito a agradecer aos promotores deste reencontro com a sensibilidade. Nesta Obra reunida reenceno motivos de alumbramento...

Trecho do prefácio, por Jorge de Souza Araújo.

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ROSA DE SHAROM


Ligue o vídeo abaixo:



Há uma passagem na Bíblia onde Deus nos compara as Rosas de Sarom. Para entendermos essa analogia, temos a seguinte explicação:

Sarom era uma terra de difícil sobrevivência, uma terra no deserto, árida e muito quente.

Mas Sarom tinha a terra ideal para produzir as rosas mais perfumadas que já se viu na terra, aonde apenas uma pétala chegaria a produzir uma grande quantidade do mais valioso perfume.

Essas flores possuíam um valor tão alto que os cultivadores na época de floradas costumavam colocar guardas armados para guardar seus cultivos.

As Rosas de Sarom são flores cultivadas em terras difíceis, debaixo de um forte sol escaldante, em meio a terreno pedregoso, cheio de espinhos, onde a água é difícil de encontrar, e os predadores são muitos, pois ela é uma flor muito apreciada.

Meditando na comparação de Deus e as rosas de Sarom assim somos nós para Deus, flores cultivadas no meio das provas, das dificuldades, das angústias, testados no fogo ardente, humilhados pelos que poderiam nos amar, perseguidos por aqueles que não amam a Deus, e não reconhecem em nós a beleza das flores e seu perfume.

E, quando começamos a exalar nosso perfume, muitos tentam roubar nosso dom, nossa linguagem, nossa virtude, a alegria de servir a Deus e a confiança de que venceremos, colocando em nós tristezas que até chegam a muitas das vezes nos afastar do jardim de Deus.

Mas assim como os cultivadores das rosas de Sarom colocam guardas armados, Deus também coloca seus anjos armados com espadas de fogo como guardas dos seus fiéis, pois aqueles que exalam perfume são perseguidos pelo adversário, mas são guardados por Deus.

O perfume do cristão é o seu testemunho, seu temor, sua obediência, a capacidade de suportar as provas sem murmurar, é um doce perfume, e ter em si o dom maior, o amor é o mais caro perfume que temos, e por essa razão Deus comparará aqueles que tem essas características às rosas de Sarom.

Somos as flores que produzem o mais valioso perfume: A glória,  obediência, o temor, a consagração, a reverência e toda honra que é dada a um único Deus que fez o céu a terra e tudo quanto neles há! Perfume esse que o próprio inferno se levanta para tentar roubar.

Mas nada pode te tocar ROSA DE SAROM, porque a teu respeito foi dada a ordem aos anjos para te guardarem em todos os teus caminhos.
       
VOCÊ É ESSA ROSA!

(Autor desconhecido)

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A CRONOLOGIA DA DESGRAÇA ANUNCIADA:



07 de Outubro - Haddad, Ciro ou Marina no segundo turno com Bolsonaro;

28 de outubro - Todos contra Bolsonaro; Ganha Haddad, Ciro ou Marina; Dilma senadora e Gleisi Deputada Federal;

Janeiro - Dilma assume a presidência do Senado, Gleisi assume a presidência da Câmara;

Janeiro - Haddad, Ciro ou Marina dão indulto a Lula ou em Março Toffoli põe em pauta a prisão em segunda instância e livra Lula.

Março - Lula assume a Casa Civil e passa a ser o presidente de fato.

O Brasil se converte numa nova Venezuela.


O QUE TEMOS HOJE?

- Amoedo - Um ótimo candidato - Mas não ganha!

- Álvaro Dias - Um candidato muito bom - Mas não ganha!

- Alckmin - Um candidato que não fede nem cheira - Mas não ganha!

Só resta o BOLSONARO. Ele precisa ganhar no primeiro turno.

É o único que poderá sepultar o PT.

Gente esta eleição é muito mais importante que imaginam, pense muito antes de votar, anular ou votar em branco.

PENSE NISSO!

Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria

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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

HÉLIO JAGUARIBE - Marco Lucchesi

Hélio Jaguaribe 

Estamos aqui reunidos, nesta cerimônia de adeus, pela soma das virtudes que formaram seu espírito intrépido e generoso.  Não são apenas as palavras do presidente da Academia, mas as do outrora jovem professor que se preparava para lecionar história da Grécia. Segui seus livros, Hélio, com encantamento, não apenas os de uma especialidade que não exerci, mas todas as suas reflexões sobre a democracia grega e moderna, sua visão, por assim dizer, goetheana, revestida de ousadia, a desafiar slogans, formas de saber compartimentadas ad nauseam e monocórdias, desprovidas de saltos conceituais e de aventuras. Uma reflexão autônoma, cujo símbolo maior foi seu encontro com Karl Jaspers, rara abertura em nosso meio, cuja sensibilidade interdisciplinar parece ocupar espaço negativamente ficcional.  Como não dizer as reuniões de Itatiaia, a criação do Iseb, essa “grande máquina de pensar”, e uma rede de integração cultural com a América Latina, de que o Brasil não deve se apartar, porque se trata de uma origem e de um destino, que não pode prescindir de uma política real de vizinhança e integração. E nessa paisagem, Hélio, um programa dileto ao seu coração:   desenvolvimento, distribuição da riqueza, promoção da igualdade, democracia não limitada a um gradiente formal e abstrato. E depois o mundo, caríssimo Hélio, antes e depois do exílio, mas sem perder o território, poroso, sem perder o pertencimento de sua cultura radicada na emancipação de povo e nas instituições republicanas.

Nosso primeiro encontro deu-se em Brasília, quando você delineava um diálogo em rede, entre Oriente e Ocidente, um West-östlicher Diwan, caro a tantas dos que aqui se encontram. Como não recorrer a Candido Mendes,  empenhado igualmente, naquela quadra, a encurtar as distâncias da Terra, como pensavam os poetas futuristas.

Seu itinerário tem algo da sinfonia Heroica de Beethoven, um fascinante afresco de ideias, um salto quântico, por assim dizer, uma quebra de paradigma, com as suas últimas direções intelectuais, mediante um ardor geométrico e uma flegma conceitual, sobre o quase épico estudo crítico da história, do ponto de vista hermenêutico e filosófico, ou, ainda, quando esboça uma poética do homem no cosmos, de cuja complexidade e leveza saímos tocados. Atitude rara num cientista social, preso às malhas especiosas de um saber ciumento, de trincheira inamovível. Caro Hélio: você não se limitou a ser guarda de fronteira, a sua antropologia filosófica não quis, não pode, nem tampouco desejou fazê-lo. Você produziu uma ode à liberdade, sinfonia de muitas vozes na partitura de uma derradeira modernidade.  Essa coragem instrumental, seu sotaque, seu acento, combinada com um desejo onívoro de conhecimento, desde a métrica de um logos, seminal e rizomático, traduzem a sua estatura, aqueles antigos heroicos furores de que dizia Giordano Bruno.

Perde o Brasil um de seus maiores interpretes, uma lúcida inquietação, sutil e vigilante. Mas o princípio- esperança permanece inalterado. Enquanto não nos faltar esse princípio a sua ausência, Hélio, brilha e nos incita a prosseguir uma leitura radical da história e do cosmos.

Estarei enganado ou parece-me ouvir um inesperado hino à alegria, na sala dos poetas românticos, para dizer que você permanece mais vivo que os vivos?

Alocução do dia 12/09/2018
Sala dos Poetas Românticos
Portal da ABL, 13/09/2018


Marco Lucchesi - Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila foi recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito Presidente da ABL para o exercício de 2018.

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EXCLUSIVO - A ANÁLISE DE UM ATENTADO


Análise dos cenários antes e pós-atentado ao candidato Jair Bolsonaro

10 de Setembro, 2018 ( Brasília )

Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet
 
Local, Juiz de Fora, estado de Minas Gerais, 06 Setembro 2018. O ponteiro dos segundos gira e os minutos funcionam como uma chamada para a entrada em rede das principais agências de Inteligência do mundo, com foco na cidade mineira.
São 15h30 / 31 / 32....

O candidato Bolsonaro cumpre mais um evento na cidade mineira com uma caminhada, com seus correligionários, no coração comercial a Rua Halfeld.
A presa e o caçador - A imagem é do fotógrado do Estadão, Fábio Motta, que acompanha a agenda do presidenciável.

Junto à massa de seus seguidores há ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA, que estava próximo à segurança do candidato e arremeteu desferindo uma estocada, com uma faca de cozinha, no ventre do candidato, que no momento era carregado nos ombros por seus apoiadores. 

O atentado ao candidato à Presidência da República Jair Messias Bolsonaro dispara uma série de alertas e questões: Quem atentou? Como? Quais suas Ligações? E uma infinidade de outras perguntas.

A “estória” que temos para as motivações do atentado até o momento é a que consta no INQUÉRITO POLICIAL 0475/2018-4, da Justiça Federal:  
 
"(...)Que perguntado sobre a motivação religiosa, esclarece que recebeu uma ordem de Deus para tirar a vida de BOLSONARO, haja vista que, embora ele se apresente como evangélico, na verdade não é nada disso; Que questionado sobre a motivação política, informa que o interrogado defende a ideologia de esquerda, enquanto o Candidato Jair Bolsonaro defende ideologia diametralmente oposta, ou seja, de extrema direita; Que se considera um autor da esquerda moderada; Que BOLSONARO, defende o extermínio de homossexuais, negros, pobres e índios, situação que discorda radicalmente ( ....) Que declara que não foi contratado por ninguém para atentar contra a vida do Candidato; Que não recebeu o auxílio de ninguém para o intento criminoso (...)" (trechos do depoimento prestado perante a Autoridade Policial em decorrência da prisão em flagrante)

Uma estória perfeita para justificar o ataque e que a imprensa encampou no primeiro momento. Trata-se de um “Justiceiro Social”.

DefesaNet analisou e obteve uma série de informações que levam a um curso diferente. Seguimos primeiramente: 

1 - O Cenário Politico

De quase “outsider”, com um partido pequeno, sem estrutura partidária, Jair Bolsonaro vinha crescendo nas pesquisas. O crime ocorreu um dia depois de o IBOPE divulgar uma pesquisa em que Jair Bolsonaro aparecia com 22% das intenções de voto, seu maior índice na campanha. A sondagem revelou ainda, que a rejeição ao presidenciável também havia chegado a um patamar inédito: 44% disseram que não votariam nele de forma alguma (anotem este item que é importante).

Neste cenário não haveria receio para o “Establishment” ser ameaçado pela candidatura, que segundo o Datafolha seria batida por todos (Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin menos Fernando Haddad), no segundo turno.

Mas a realidade era diferente:

A – O próprio Grupo Globo procurou uma reunião com Paulo Guedes, guru econômico do futuro governo Bolsonaro. Foi realizada uma reunião de 1h30min com o presidenciável.

B – A claudicante campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), levou o setor financeiro a procurar Jair Bolsonaro, e,

C- A possibilidade, já plausível, de a eleição ser decidida no primeiro turno. A junção dos itens B + C são explosivos e necessitam ser detalhados.

A possibilidade de Fraude Eleitoral – O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, percorreu, todos os programas de televisão sempre com um mantra: “o índice de rejeição de Bolsonaro o inviabiliza no 2º turno”

Este era o mote que cobriria a fraude a ser implantada no segundo turno, considerando como certa a passagem de Jair Bolsonaro. Pelo menos duas agências de inteligência estrangeiras fizeram chegar a informação ao candidato Bolsonaro desta ameaça. E ele articulava ações internacionais para denunciá-la.
       
2 – O Atacante

O atacante tem um perfil construído com muita riqueza de detalhes para transformá-lo em “Justiceiro Social”. As palavras mais usadas na imprensa após o atentado foram: intolerância, ódio, revolta, etc.

Isto permitiu que a figura de Jair Bolsonaro fosse atacada e desconstruída inúmeras vezes nas horas após o atentado.

As motivações apresentadas sempre deixam uma saída.

Trabalho da FGV Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) sobre a tendência de tuítes após o atentado. Mostra a batalha nas redes sociais.
 

A – Ideologia

Apresenta que o atentado seria uma consequência lógica de reação às posições ideológicas do candidato.

“o interrogado defende a ideologia de esquerda, enquanto o Candidato Jair Bolsonaro defende ideologia diametralmente  oposta, ou seja, de extrema direita”

Porém afirma:

“Que se considera um autor da esquerda moderada”

B - Motivação Religiosa

“Que perguntado sobre a motivação religiosa, esclarece que recebeu uma ordem de Deus para tirar a vida de BOLSONARO.”

Embora se apresente como evangélico.
“na verdade não é nada disso”

C – Justiceiro Social

Que BOLSONARO, defende o extermínio de homossexuais, negros, pobres e índios, situação que discorda radicalmente ( ....)

3 – O Ataque

As cenas do ataque foram vistas por milhões de pessoas, em todo o mundo, e pelos mais diversos ângulos. Mesmo assim indagações surgem a todo instante.

Porém, há a visita ao Clube de Tiro, em Santa Catarina, frequentado pelos filhos do candidato, que pode mudar o curso de investigações tornando-as mais complexas.

“Que declara que não foi contratado por ninguém para atentar contra a vida do Candidato; Que não recebeu o auxílio de ninguém para o intento criminoso (...)"

A Juíza Federal Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, coloca com clareza:

“Ora, não obstante as circunstâncias que envolveram o delito demandem maiores investigações das autoridades policiais, a fim de identificar se houve o envolvimento de terceiros, ou, até o momento, não descartado envolvimento político-partidário; fato é que, a toda evidência, o motivo que imbuiu Adélio foi fútil e inescusável.”

4 – Pós-Atentado

Analisando o Cenário Político e a construção do personagem “Adélio Bispo de Oliveira”, muitas questões surgem. As ações para responder a estas questões começa o pós-atentado.

A – Ao definir pelo sigilo Lei de Segurança Nacional, as autoridades tirarão dos olhos da Sociedade os resultados do andamento das investigações. Talvez o único documento a vir a público foi o do dia 07 Setembro.
   
B – A confusa ação da Polícia Federal passados mais de 72 horas não definiu um Delegado para o caso.
C - As primeiras declarações do Ministro de Segurança, Raul Jungmann, afirmando ser uma ação de “Lobo-Solitário” 
            
DefesaNet tem informações que há o receio de que as investigações sobre o atentado sejam “rifadas” por interesses de grupos políticos e de corporações interessados em negociar assentos no próximo governo, independente de qual for a sigla partidária.

Uma das ações tem sido impor um “stress” à família Bolsonaro e aos membros do partido. Como a Polícia Federal negar segurança à Família Bolsonaro. E a falta de percepção de risco como a do próprio candidato à vice-presidente General Mourão, caminhar sem segurança, no calçadão de Copacabana no domingo, após uma forte posição política na GloboNews, na sexta-feira (07SET2018).

A ação da Rua Halfeld impactará as eleições presidenciais brasileiras de forma clara, mas terão nuances devastadoras e sombrias.

E há indícios que o atentado tenha cunho político-partidário-criminal, com toque de ação de desestabilização de origem externa.

Esta ação de desetabilização é voltada contra todos os candidatos. O Brasil é hoje o campo de uma Guerra Híbrida sem escala.


O jornal Estado de Minas foi o único no Brasil a questionar este importante ponto.

 Matéria Relevante

Acrescentamos esta matéria que traz uma análise fundamental do atual momento brasileiro e os possíveis cenários em um ambiente pós-eleitoral com vitória de qualquer dos candidatos.



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REFERÊNCIAS DA VIDA... João de Paula



Sempre vai ter uma vida que sirva de bom exemplo, ou mais. Assim caminha a humanidade.

Vivamos com as referências boas da vida, as virtudes, os gestos e ações dos homens e das mulheres de honra e gloria.

Existe VIDA onde estamos;  cantos e encantos, clamores e agradecimentos, acertos e erros, alegrias e tristezas, amor e ódio, porque tudo isso faz parte do mundo dos vivos.

Gente boa! Amável, Sincera, Atenciosa!
Gente carinhosa! Participativa, do Bem!
Gente especial! Grata, cortês, Feliz!
Gente sincera!
Gente que vale a pena a gente ter 
do lado da gente, ou mais.

Existem pessoas que vivem na doença, na pobreza e no conflito; criaturas sem amigos, sem família, sem posses do que é bom; e vivendo na desigualdade social. Tudo isso faz parte da vida dos humanos. Não devemos é ficar feliz com a miséria alheia. Nem ostentar, mas termos misericórdia e generosidade para compartilhar a vida feliz e duradora.

Nosso papel é o de irradiar paz e a arte do bem viver; e não se corromper pelo egoísmo e nem pela ganancia, nem pelo ódio e vingança, para que possamos ser boas referências da vida, vida a dois, vida abundante, vida com o amor de Deus.

Há sempre um sol para cada pessoa.
Há sempre um sonho, uma meta, um exemplo, uma verdade para ser seguida e o amor para ser erguido, com a bandeira rósea da paz e do bem. Uma estrela brilhando e um sol nascendo...
Há sempre uma vida desabrochando e outra morrendo...
Há sempre um novo amanhecer... Sempre a esperança e o otimismo em dias melhores...
Há sempre um bom amigo na estrada da vida... Sempre flores e espinhos em nossos jardins e nos jardins dos nossos vizinhos.
Há sempre um coração generoso para nos servir e ser útil nas horas em que precisarmos.
Sempre alguém com os pés no chão e o olhar voltado para o futuro.

A bondade, o sabor, o prazer, a decisão, o progredir, a evolução, o nascer e o morrer fazem parte de nós viventes, que devemos fazer do hoje o melhor dia para saltarmos de felicidade com quem amamos, com quem admiramos, com quem devemos fazer juras de amor ou mais. Juntos seremos fortes.

Sempre haverá um coração de fé e otimismo acreditando no maior bem, na prosperidade, no bem estar, na espiritualidade e em Deus.

Sempre haverá um coração amando, outro odiando, outro invejando, outro com toda maldade e impurezas, porque faz parte da vida dos humanos. Nosso papel de ser razão superior é o de manter o equilíbrio, a tolerância, a humildade, o perdão.
Nosso papel é procurar a luz, a luz que não se apaga, é buscar Deus enquanto podemos achar e vivencias as boas novas, as boas notícias, as boas mensagens, as boas verdades.

Há sempre um novo dia para todos que vivem nesse planeta terra, com sorte, com graça, com o progredir infinito, com as mãos que trabalhão e servem de bons exemplos. As mãos da gloria. As mãos da Vitória. As mãos do êxito e do sucesso.

Há sempre uma nova opção de vida, entre o bem e o mal. Uma nova chance, um novo momento, um novo acolher, um novo casamento, uma nova união, uma nova amizade, um novo encontro, uma nova carta, um novo documento, um coração novo, porque tudo isso são referências da vida.

Vamos ao trabalho, ao lazer, ao estudo!
Vamos ao caminho da verdade e da vida.
Vamos todos gerar felicidade 
e não querer entrar a pulso pelo buraco da agulha.
Vamos à oração e á ação.
Vamos nos aproximar cada vez mais de Deus 
com as referências boas da vida.
Viva.
"Assim caminha a humanidade..."


João Batista de Paula 
Escritor e Jornalista

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