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sábado, 18 de agosto de 2018

FUNÇÃO DA BELEZA DOS EDIFÍCIOS SACROS NA ATRAÇÃO DA JUVENTUDE – Plinio Maria Solimeo


17 de agosto de 2018
♦  Plinio Maria Solimeo

         Depois do Vaticano II, utilizou-se cada vez mais a chamada “arte moderna” para a construção dos templos religiosos. Na maioria dos casos, esses templos não têm mais a aparência de igreja e, se não tivessem uma cruz em cima, passariam por simples galpões para qualquer utilidade, sobressaindo-se por sua feiura e extravagância. [Exemplo foto abaixo]

Ora, seus idealizadores e construtores não levaram em consideração o quanto o belo e o artístico falam à alma, e o bem que fazem ainda hoje aos católicos as grandes e venerandas igrejas dos tempos antigos.

Para falar dessa vaga que ocorreu depois do Vaticano II, reproduzo as palavras de um escritor católico inglês, Joseph Pearce, no National Catholic Register: “A partir dos anos 1960 […] a arquitetura da Igreja sucumbiu à feiura do brutalismo, refletindo o massacre bárbaro da liturgia que a acompanhava; e a música, as artes visuais e a literatura [católicas] entraram na calmaria cultural. Era como se o Ocidente tivesse entrado num deserto de desespero, caracterizado pelo fruto estéril da inspiração ressecada[i].

Entretanto, temos notícia de vários movimentos — formados na sua maioria por jovens — que lutam pela revalorização das glórias da Civilização Cristã. Nesse sentido, o site Aletéia publicou um interessante artigo, intitulado: “Estudo revela que beleza das igrejas é importante para a conversão dos jovens”.

Trata-se de um estudo feito pela organização juvenil britânica Hope Revolution Partnership sobre as mais influentes causas de conversão dos jovens ao cristianismo e o papel exercido nesse sentido pelo próprio prédio físico das igrejas.

O resultado desse estudo foi publicado pelo influente órgão de comunicação inglês, Telegraph, segundo o qual “aproximadamente 13% dos adolescentes [entrevistados] disseram que decidiram se tornar cristãos após visitarem uma igreja ou catedral”. Pois, segundo ainda esse estudo, “a influência do edifício da igreja na conversão de adolescentes é mais significativa do que a participação deles em um grupo de jovens, em um casamento, ou o fato de eles conversarem com outros cristãos sobre a fé”.

A coisa vai mais além, como afirma o Telegraph: “O estudo sugere que métodos utilizados pela Igreja, como os grupos de jovens, são menos eficazes para atrair crianças do que a oração ou a visita a uma igreja.”

Embora esse estudo tivesse surgido em torno da Igreja Anglicana, Aletéia afirma que, como é evidente, também se pode aplicar no âmbito da Igreja Católica, onde “muitos Centros Universitários, em vários países, estão descobrindo [a influência da beleza dos prédios sacros sobre a juventude]”. E cita como exemplo que, na igreja de Santo Tomás de Aquino da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, na construção recente do novo edifício da igreja, foi utilizada a arquitetura tradicional “no centro dos esforços de evangelização”. E foram os próprios estudantes que ajudaram a planejar o edifício [foto ao lado].

Isso levou o bispo James Conley, de Lincoln, a explicar, em entrevista ao site Adoremus: “Nós pensamos que o estilo e toda a estrutura da igreja de Santo Tomás de Aquino comunicam beleza, e beleza atrai. […] Nós acreditamos que os estudantes serão atraídos por isso. Eles já estão sendo atraídos. Sempre há estudantes lá”. O que levou também ao próprio arquiteto do edifício, Kevin Clark, a declarar: “É incrível ver católicos e não-católicos participarem da beleza física do edifício”. Pelo que intriga ver “uma série de não-católicos com quem me deparo quando estou dando voltas na igreja. […] Eles só querem estar lá, só querem ver aquilo, e a igreja realmente se tornou um elemento da cidade”.

Afirma Aletéia que situação parecida ocorreu em outro centro universitário, o Centro Católico da Universidade de São Paulo, em Madison, no Wisconsin. A nova capela do Centro foi também construída “com o objetivo inspirar por sua beleza”. Por isso, o responsável pelo Centro explicou “por que eles escolheram construir um edifício de estilo mais tradicional: ‘os estudantes estão sedentos de beleza; um estudo recente mostrou que a beleza era uma das razões mais importantes pelas quais as pessoas vêm e ficam no catolicismo. A instalação precisa ser grande, linda e visível o suficiente para que os estudantes percebam isso. Os alunos nos dizem que seus amigos não entendem que o prédio de concreto cinzento [em arte moderna] ao lado da livraria, é uma igreja. O projeto tomou elementos da história arquitetônica da Igreja que incorporam a beleza da nossa fé, mas também são complementares com o centro da cidade de Madison”.

Manifestação como essas, nesse campo ou no campo religioso, que faz com que muitos jovens procurem igrejas onde se celebrem a Missa tradicional, são cada vez mais numerosos.

Para concluir, a tal respeito declarou o Conselho Pontifício para a Cultura da Santa Sé, no documento Via Pulchritudinis: “O caminho da beleza responde ao íntimo desejo de felicidade que reside no coração de cada pessoa. Abrindo horizontes infinitos, leva a pessoa humana a empurrar para fora de si mesmo, desde a rotina do instante efêmero, até o Transcendente e Mistério, e procura, como objetivo final da busca pelo bem-estar e nostalgia total, essa beleza original que é o próprio Deus, Criador de toda a beleza”.

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O PLANO QUE SÉRGIO MORO TEM RESERVADO PARA LULA – Amanda Acosta


18/08/2018

A luta do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato não é contra Lula. Nunca foi. O complicado embate é contra a corrupção.

A luta é árdua. É difícil e necessita de ser jogada com estratégia. Os bandidos são poderosos, inescrupulosos e extremamente numerosos. Proliferam em todos os poderes da República.

Nesse contexto, manter Lula preso é fundamental.

Por esse motivo, Moro se empenhou pessoalmente para frustrar o "Golpe do Plantonista".

A soltura de Lula naquele momento representaria por certo o aniquilamento da Lava Jato.

No entanto, a manutenção do petista na prisão, oferece forças para que a Lava Jato continue a avançar e chegue em outras autoridades envolvidas nos escabrosos esquemas de corrupção que estão sendo desvendados.

Nesse sentido, tão logo o pleito eleitoral se encerre, uma nova sentença condenatória será proferida em desfavor de Lula.

Com duas condenações, tudo ficará mais difícil para o meliante petista e assim, chegar aos demais será questão de tempo.

O Brasil vencerá!


Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br


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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

DOM CESLAU STANULA DO ARRAIAL DA AJUDA

Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original
O mais antigo santuário Mariano no Brasil

13/08/2018:

Bom dia... Saudações do mais antigo santuário Mariano no Brasil, o Arraial da Ajuda, na Bahia. Pedro Álvares Cabral encostou nas margens da Nova Terra em 21 de abril em 1500. Aqui o receberam três nações indígenas do grupo linguístico Tupi: os Tupinambás, Tupiniquins e mais nos interior Aimorés.

Junto com o Cabral vieram os Missionários Franciscanos com  o Frei  Henrique de Coimbra e outros. Construíram a primeira Igreja no país dedicada a São Francisco em 1503.

Em 1549 chegaram missionários Jesuítas. Ficaram residindo em  Salvador, Porto Seguro e Ilhéus. 

A cinco km de Porto Seguro, num arraial, iniciaram em 1550 a construção da Igreja dedicada a Nossa Senhora da Ajuda, que, portanto é o mais antigo Santuário  Mariano no Brasil, onde hoje estou pregando as Glórias de Maria.

Com a benção e oração pela intercessão de N.S. Da Ajuda, nas suas intenções. Bom Dia... Coragem, porque iniciamos a semana com Maria...

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14/08/2018:

O nome do Arraial da Ajuda onde está o Santuário, foi dado em homenagem a Tomé de Souza o primeiro governador Geral do Brasil e aos Jesuítas. Eles chegaram em três naus: Conceição, Salvador e Ajuda, que vieram a ser nomes das cidades e de suas primeiras igrejas. Por isso temos a cidade: Salvador, Conceição  e Arraial da Ajuda.

Na formação do povoado Arraial da Ajuda contribuíram o plantio de cana-de-açúcar, cacau e outras culturas, mas a maior influência, sem dúvida,  teve a peregrinação religiosa  de centenas de pessoas para a "Santa" e o aparecimento da fonte de água, que "fez a Nossa Senhora brotar milagrosamente". Esta fonte hoje é  também uma das principais atrações no Santuário. O milagre espalhou-se por todas as capitanias do Brasil.(Capitania foi o pedaço do Brasil entregue por Dom João II, rei de Portugal, a um governador e capitão, que tinha altos poderes de governar, como criar cidades, julgar, fazer doações etc.) 

A costa baiana do descobrimento foi dividida em cinco capitanias.

Bom dia e que a "água da Santa" lave todas as suas tristezas. Com a oração e a benção.

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 15/08/2018:

Bom Dia... A invocação de Nossa Senhora da Ajuda é da origem portuguesa. No tempo de viagens marítimas perigosas que resultaram o descobrimento da América Latina os marinheiros costumavam "batizar" as suas naus com o nome de Nossa Senhora de Ajuda, O nome  provém provavelmente da ermida (morada de monges), chamada Ajuda existente em Lisboa, onde se encontra uma Imagem de Nossa Senhora milagrosamente encontrada. 

A réplica  desta Imagem veio com os Jesuítas pelo ano 1549 à recém-descoberta terra brasileira. Eles dedicaram a primeira Igreja construída no solo baiano, a Nossa Senhora da Ajuda em Salvador. A segunda construída na Bahia, foi precisamente a do Arraial da Ajuda, que se tornou o Santuário, assinalado também aqui com a fonte da água considerada pelo povo como  milagrosa. A Imagem  apresenta a N. Senhora em pé com o Menino sentado no braço esquerdo e, aqui no Santuário, na mão direita Maria segura o cetro de ouro.

(Mais dados sobre a Nossa Senhora da Ajuda e assuntos ligados com o mais antigo santuário  do Brasil podemos encontrar no  excelente livro do Pe. José Grzywacz: Santuário Mariano Arraial da Ajuda).

 Que Ela, a constante Ajuda, não nos desampare nunca.

 Com a benção e minha oração aos pés da Ajuda, desejo o excelente dia.

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Terminou a bela festa de Nossa Senhora da Ajuda em Arraial da Ajuda. Tanto na missa festiva como principalmente na procissão estava presente uma multidão. Ó, Gloriosa Santa, rogai por nós.


Seguem alguns registros fotográficos:




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17/08/2018:

Bom diaaaa... Observando o desenvolvimento da devoção a Nossa Senhora no Brasil podemos ver claramente como ela acompanha os destinos de um novo povo que nasce.

O Pe. Jose Grzywacz, missionário redentorista, estudioso da mariologia aponta estas fases bem nitidamente visíveis. Na primeira fase, no tempo de descobrimento, os portugueses vieram com a profunda devoção a Nossa Senhora é a Ela confiavam o seu destino, expressando esta devoção  nas invocações das Imagens de Maria que trouxeram consigo.

Assim  no tempo do descobrimento as imagens de Nossa Senhora estavam mais ligadas com a navegação. No navio de Cabral em 1500, veio a Imagem de Nossa Senhora da Esperança, logo depois, na frota de  Tome de Souza, em 1549, veio a Imagem de Nossa Senhora da Ajuda e da Conceição. E o culto se desenvolve em torno destas Imagens, que expressavam (a interpretação minha) a incerteza do futuro da viagem...

Confiando nas mãos de N. Senhora da Esperança; as dificuldades e perigos da viagem e o início da nova vida no novo continente, a Nossa Senhora da Ajuda.

Que a mesma Nossa Senhora invocada sob tantos nomes, hoje também nos AJUDE a manter a ESPERANÇA no futuro melhor. Com a benção e a oração. Bom dia...


Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

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O FURDUNÇO DE LULA - Carlos José Marques


17/ago/18 

A espetaculosa encenação de Lula e de sua turba é uma Ópera-Bufa em vários atos. Todos de pilhéria à Justiça, invariavelmente. A marcha até Brasília dos movimentos pseudossociais para registrar a candidatura do petista coroou o teatro de mentirinha. Munidos de uma certidão fajuta de antecedentes criminais, que aparece “limpa”, emitida em São Bernardo do Campo, buscaram atender a prerrogativa do registro que estabelece de cada postulante ao cargo de presidente a comprovação da lisura de atos perante a Lei.

Até as pedras do Palácio do Planalto, das cercanias na Suprema Corte e do Lago Paranoá que areja Brasília sabem ser ele um meliante condenado, ficha-suja da pior espécie e ardiloso driblador das regras vigentes. Lula faz troça de todo mundo. Tenta enganar o Brasil inteiro com a ideia de ser um perseguido político. Não é! Só aqui um criminoso julgado e apenado por nove juízes em duas instâncias, por corrupção e formação de quadrilha, empurra os tribunais a uma chicana tão ridícula como inaceitável.

Passa da hora dos senhores magistrados darem um basta definitivo a essa palhaçada. Lei é Lei e vale para todos. O PT, abertamente, tenta postergar o desfecho de uma decisão (que sabe inevitável) da inelegibilidade de seu candidato. Como disse o Ministério Público Federal em parecer apresentado ao TRF-4, Lula “simplesmente não é, nem pode ser, candidato”. Assunto encerrado. O Ministro do Supremo Luiz Fux foi outro que se manifestou contrário à possibilidade, dizendo que Lula não se enquadra na Lei da Ficha Limpa e que, portanto, está desde já inelegível, podendo ser punido, inclusive com a ausência do Partido no horário eleitoral gratuito de TV, se insistir na candidatura improvisada enquanto passa os dias na cadeia. Nesse sentido, mesmo o TSE já planeja cassar a prerrogativa do tempo de televisão caso o PT não indique logo o substituto que, de fato, irá concorrer – o ex-prefeito paulista Fernando Haddad, hoje no papel de preposto acidental do demiurgo de Garanhus.

De uma coisa ninguém dúvida: tudo que Lula anseia é manter as eleições presidenciais nesse furdunço para posar de injustiçado. Em artigo publicado na semana passada no jornal americano New York Times ele cria uma narrativa própria, no mais cristalino exemplo de fake news, enaltecendo conquistas e escondendo convenientemente seus atos ilegais. A peça de ficção de Lula é mais uma de suas artimanhas para consagrar a tese – que não para de pé – de um golpe à democracia. Ele aguarda agora o marco legal de sua inviabilidade política para reforçar o discurso.

Na pantomima montada o líder petista espera ao final e ao cabo transferir o máximo de votos possíveis para a chapa-poste de Haddad e Manuela D’Ávila, essa concorrendo na condição de vice “reserva”, se é possível algo parecido. O modelo “triplex” de postulantes, montado pelo PT, soa como mais uma bofetada contra o processo legítimo da disputa. Um preso comanda direto da cadeia as articulações enquanto o vice (candidato de fato) segue em carreata pelo País e a regra-três se esconde para compor a dobradinha depois.

Em respeito aos eleitores, pelo bem da disputa e da seriedade do pleito, não é razoável levar essa situação adiante por mais tempo. A impugnação, seja através de decisão por ofício ou a pedido de agremiações adversárias, está no radar. Juízes da Lava-Jato também querem dar um “basta” nas regalias do detento. Alegam que Lula vem usando a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde se encontra, como comitê de campanha e pedem, o quanto antes, restrições a essa prática.

Na fronteira do TSE, a alternativa de um candidato ficha suja já foi completamente descartada. Posição nesse sentido parece fechada, principalmente pelo triunvirato que agora comanda o Tribunal, dirigido desde a segunda-feira, 13 por Rosa Weber. Nas mãos de Weber, o showzinho particular de Lula deve ter os dias contados.

Crédito Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três


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ATÉ QUANDO, JUSTO SENHOR, DEUS DAS VINGANÇAS? - Padre David Francisquini



10 de agosto de 2018
A ministra do STF, Rosa Weber, dirigiu as audiências públicas no STF a respeito da descriminalização do aborto — a cruel execução de inocentes — até a 12ª semana de gestação.


♦  Padre David Francisquini *


“Abyssus abyssum invocat”, ou seja, um abismo chama outro abismo, como está expresso no Salmo 42,7 para nos ensinar que uma falta cometida predispõe o pecador a cometer outras mais graves. Assim, a avalanche crescente de pecados e de crimes prepara o ambiente psicológico para outros ainda mais hediondos, como o infanticídio que vem grassando por todo o mundo com a prática indiscriminada do aborto.

O frenesi nas tentativas de descriminalizar o crime do aborto através de legislações facciosas se deve em grande medida a essa situação moral em que nos encontramos, sendo incontáveis as organizações públicas e privadas dedicadas a promover o infanticídio — ONU, ONGs, governantes, legisladores, magistrados ativistas —, às quais não faltam imensos recursos financeiros e midiáticos…

Com efeito, há uma sistemática e monumental propaganda no sentido de se criar uma mentalidade cada vez mais favorável ao aborto. Essa maneira de pensar difundida pela mídia parece revestir-se de tal direito, que nos recentes debates propostos em audiência pública no Supremo Tribunal Federal se pretendeu tratar-se de obrigação do Estado legalizar o aborto para garantir aos profissionais da área o livre exercício de sua profissão, transformando o crime hediondo em mera questão de saúde.

Para facilitar os seus objetivos, defensores do aborto levantam objeções — como se fossem de consciência — e procuram impor à sociedade a sua agenda com recursos feitos ao Judiciário por partidos de esquerda, como acabou de se passar com a ADPF 442 do PSOL junto ao STF. São pessoas que não se importam com a Lei de Deus nem com o pensamento do nosso povo, o qual repudia este crime que brada aos céus e clama a Deus por vingança.

Com o paulatino aparelhamento do Estado, tais práticas criminosas são defendidas por movimentos como “Católicas” pelo direito de decidir — que de católicas não têm nada —, por representantes da igreja luterana, como a pastora Lusmarina Campos, que falsamente “lastreada” na Bíblia se posiciona favoravelmente ao crime do aborto, ou ainda por certa mídia e até mesmo pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

O princípio moral (e ético) — válido, portanto, para todos os tempos e todos os lugares — é a obrigação que incumbe à mãe de levar a sua gravidez até o fim, pois é outro ser humano que ela leva em seu ventre, com direito fundamental à vida, não podendo em hipótese alguma ser eliminado. A única política pública aceitável é evitar o aborto, oferecendo assistência material e moral à grávida; caso contrário o Estado estará favorecendo o assassinato de um inocente.

Ser católica e favorável ao aborto são termos incompatíveis, irreconciliáveis como a luz e as trevas, o dia e a noite, a verdade e o erro. Não há católica com direito de decidir a favor do aborto. Tal entidade utiliza o nome de “católica” apenas para causar confusão e, nas águas turvas, obter alguma influência na sociedade ao produzir a impressão de que na Igreja há uma corrente que defende o aborto, de modo a parecer que os católicos se encontram divididos. A fundadora desse movimento, Frances Kissling, é uma ex-freira que diz nunca ter sido católica (cfr. Catecismo Contra o Aborto, 3ª edição. pág. 55).

As pessoas que se manifestam defensoras dessa prática criminosa procuram subterfúgios para impor a sua agenda revolucionária através de considerações sentimentais, alegando a contaminação da mulher diante de uma gravidez indesejada, condições de pobreza em que a criança irá viver, e assim por diante. Alegam ainda que a legalização do aborto tirará a inibição da mulher de recorrer ao Estado, em vez de praticá-lo na clandestinidade.

Ao contrário, essas mesmas pessoas nunca ressaltam as consequências do aborto na psicologia das mulheres que o praticam, como a consciência culpada e outros traumas insanáveis que carregarão para o resto de suas vidas. Quanto mais sofismas apresentados pelos defensores de sua prática, mais complicada se torna a situação, pois o ensinamento da Igreja diz que o demônio é o pai da mentira, e, desde o início, é homicida, conforme São João. Foi o demônio que incitou Caim a matar seu irmão Abel e por isso atraiu sobre si a maldição de Deus.

O aborto é resultado de um homicídio voluntário, e tanto quem o faz como quem o legaliza atrai sobre si igualmente a maldição divina. Santo Agostinho descreve a humanidade em duas cidades, a Cidade de Deus e a cidade dos homens, guiadas ou por amor de Deus ou por amor egoístico. O direito de decidir sobre o próprio corpo se fundamenta apenas no egoísmo humano, incapaz de se imolar pelo filho e ávido em satisfazer suas próprias paixões, enquanto os habitantes da Cidade de Deus não se movem por amor de si mesmo, mas por dedicação à vontade do Criador.

Se o Brasil oficializar a matança dos inocentes pela legalização do aborto, a gravidade do pecado aumentará, pois passará a ser um pecado coletivo, isto é, de o Brasil adotar enquanto nação uma prática criminosa que clama a Deus por vingança. Com base nos ensinamentos de Santo Agostinho, as nações não irão para o Céu nem para o Inferno, mas serão castigadas ou premiadas nesta Terra por suas obras.

Voltarei brevemente ao tema.
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(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).



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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

VÉU DE MAYA




O véu em si, é um fino tecido branco o qual tem a função de encobrir as coisas. É branco, mas pode ser de várias matizes, o branco é para simbolizar um certo estado de pureza. Na filosofia Hindu, o Véu de Maya são as ilusões, são aquilo com que nos nutrimos todos os dias! Não há humano algum que não traga consigo uma ilusão, pois ela é tão necessária e real, quanto a própria realidade, a ilusão é um bem.

O véu aqui encobre a crueldade de nossa contingência e vela por nossas feridas, encobrindo-as e às vezes até sarando-as! É absurdamente necessário à nossa mente. Não suportaríamos o peso da razão incidindo constantemente sobre nossos ombros. É ai que o véu da ilusão tira-nos o árduo fardo que a própria existência nos imputa.

Na vida nos deparamos com situações onde não há alternativas.. Nas sociedades este exemplo está expresso em todos os tipos de literatura, é ai que a vida pede uma trégua, e o Véu de Maya entra em ação, como se fosse a mão de Deus, querendo que não soframos tanto com a nossa própria contingência.

Os maiores Véus de Maya que existem sobre a terra são o amor e a moral. O amor necessário para levar adiante a perpetuação da raça humana, mas segundo essa filosofia, também considerado uma grande ilusão. Talvez seja próprio do homem se iludir para chegar a amar, ou amando já viveria sua própria ilusão, o oásis na natureza humana. E a moral, que nos puxa e cuida de tratar que as coisas da vida e da realidade não se percam no mundo dos sonhos.

O Véu de Maya é tão necessário à nossa existência como a própria realidade, portanto um conselho aos desavisados, nunca, jamais deixem que esse Véu se rompa. Pois se isso acontecer, a dor da existência será insuportável, não restando mais nada depois disso.

(Autor não mencionado)

"Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail.com>

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MAIS HISTÓRIAS DE AMIGOS E DESCONHECIDOS - Paulo Coelho


Um aposentado que não parou  

Em Los Angeles sou apresentado a W. Frasier, que escreveu durante toda sua vida sobre a conquista do Oeste americano. Seu maior orgulho é ostentar em seu currículo o roteiro de um filme estrelado por Gary Cooper.

- Raramente me aborreci com algo, porque aprendi muita coisa com os pioneiros americanos - diz ele. - Lutavam contra os índios, cruzavam desertos, buscavam água e comida em regiões remotas. E todos os registros da época mostram uma característica curiosa: os pioneiros só escreviam ou conversavam sobre as coisas BOAS.

"Ao invés de reclamar, compunham músicas e faziam piadas sobre suas aventuras: assim conseguiam afastar o desânimo e a depressão. Hoje, com meus 88 anos, procuro me comportar da mesma forma, e me sinto vivo".


A criança que comia livros

Estava assinando livros em Minneapolis, quando um dos leitores me pediu que fizesse uma dedicatória para seu filho de 16 meses de idade.

- Não acha um pouco cedo para ele? - perguntei brincando.

- Não - respondeu o rapaz. -Ele gosta muito de livros: costuma comê-los todos.

Mais tarde, comentando com alguns amigos, fiquei sabendo que o rapaz não estava brincando. Nos Estados Unidos, os pais acostumam desde cedo a criança com a presença de livros. Na hora de dormir, junto com o famoso ursinho, existe sempre um livro por perto. Na hora de tomar banho, um livro de plástico faz companhia aos barquinhos e brinquedos de banheira.

Aos poucos, a criança vai se familiarizando com aquele estranho objeto, e termina aceitando o livro como parte importante de sua vida.


Vencendo apenas uma noite

Aos 12 anos de idade, Milton Ericksson foi vítima da poliomielite. Dez meses depois de contrair a doença, escutou um médico dizer a seus pais: "seu filho não passa desta noite".

Ericksson ouviu o choro de sua mãe. "Quem sabe, se eu passar desta noite, ela talvez não sofra tanto?", pensou. E decidiu não dormir até o dia amanhecer.

De manhã gritou: "Ei mãe! Eu continuo vivo!".

A alegria em casa foi tanta que, a partir daí, resolveu resistir sempre mais uma noite, para adiar o sofrimento dos pais.

Morreu em 1990, aos 75 anos, deixando uma série de livros importantes sobre a enorme capacidade que o homem tem para vencer suas próprias limitações.


Restaurando a teia

Em New York, vou tomar chá no final da tarde com uma artista bastante incomum. Ela trabalha num banco em Wall Street, mas certo dia teve um sonho: precisava ir a 12 lugares do mundo, e em cada um destes lugares, fazer um trabalho de pintura e escultura na própria natureza.

Por enquanto, já conseguiu realizar quatro destes trabalhos. Ela me mostra as fotos de um deles: um índio esculpido em uma caverna na Califórnia. Enquanto aguarda os sinais através dos sonhos, continua trabalhando no banco - assim consegue dinheiro para viajar e realizar sua tarefa.

Pergunto por que faz isto.

- Para manter o mundo em equilíbrio - responde. - Pode parecer bobagem, mas existe alguma coisa tênue, unindo todos nós, e que podemos melhorar ou piorar à medida que vamos agindo. Podemos salvar os destruir muita coisa com um simples gesto que às vezes parece absolutamente inútil.

"Pode até ser que meus sonhos sejam bobagem, mas não quero correr o risco de não seguí-los: para mim, as relações entre os homens são iguais a uma imensa e frágil teia de aranha. Com meu trabalho, estou tentando remendar alguma parte desta teia".

Diário do Nordeste , 11/08/2018


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Paulo Coelho - Oitavo ocupante da Cadeira nº 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.


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