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sábado, 30 de junho de 2018

7x1 PARA A ALEMANHA! - Harry Oliveira



Quem é o vitorioso mesmo?


Sobre o Brasil não preciso escrever porque você já conhece, mas quero falar um pouco sobre a "Alemanha que foi para casa!"

Há 10 anos moro e trabalho na Alemanha que ontem foi eliminada da copa do mundo. Vivo em um país com uma economia forte, juros baixos, mercado imobiliário em constante crescimento, setor de transportes funcionando a todo vapor, crianças estudando em escola pública e que podem escolher como segundo idioma o inglês, francês além de estudar latim como opção. Há vagas de trabalho em todos os setores que você possa imaginar.

É um país onde as pessoas respeitam as regras, onde pedestres, ciclistas e motoristas obedecem ao semáforo quando está vermelho,  A Alemanha é um lugar onde as pessoas não jogam lixo no chão e tudo é reciclado.

Nos domingos ninguém corta a grama do jardim e também não coloca aquela música alta, porque é o "dia do descanso" e ele precisa ser respeitado.

O país dos 7x1 é um lugar onde o pobre e o rico podem frequentar o mesmo supermercado e ambos conseguem viajar e tirar férias. Esse país é um lugar onde há um calendário escolar de férias diferente em cada região para que as estradas não fiquem sobrecarregadas pelo fato de todos saírem para viajar ao mesmo tempo.

A lista de coisas na "Alemanha eliminada" é interminável, claro que ela não é perfeita e também tem os seus problemas, porém resolvi escrever esse pequeno texto depois de ver as redes sociais inundadas de mensagens dos patrióticos brasileiros, mensagens do tipo: "Alemanha, chupa essa manga; vão pra casa; todo mundo tenta, mas só o Brasil e penta."

Para os tais brasileiros fica aqui a dica: A Alemanha volta para casa e continuará sendo a mesma Alemanha, com uma economia forte, uma população que sabe respeitar as leis e os limites do próximo, continuará sendo um país onde ordem e progresso apesar de não estar escrito na bandeira, é real. Continuará sendo um país onde corrupto não tem vez porque cada cidadão é um fiscal.

 Infelizmente a Alemanha marcou 7x1 novamente, já o Brasil continuará sofrendo e padecendo nas mãos de pessoas inescrupulosas e a mercê de uma classe política irresponsável e corrupta que na sua maioria está no poder por causa de eleitores que se orgulham em dizer:

"Ele rouba, mas faz!" 


Harry Oliveira

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FÉ DEMAIS OU FÉ DE MENOS? - Antonio Nunes de Souza


Usando de uma cacofonia no título, mais parece que o texto é debochado e gozador, mas, na verdade, trata-se de algo sério vivido por todos os entes queridos dessa terra amada de meu adorado e bondoso Deus!

Embora a preocupação ou cuidados nessa área de fé tenha uma significação mais forte e sólida no início da terceira idade, porém, em todas as idades a fé é despertada, principalmente nas horas das dificuldades, dores e desesperos. Ela passa a ser a “bengala” mais sólida para os pedidos de equilíbrios das situações, pode-se usar em abundância, por mais exagerada que seja, ganhando-se esperanças e boas expectativas a custo zero. Inclusive revitalizando as forças pelos poderes santificados existente nos corações de cada um, e as orações professadas por todos. E, o curioso de tudo isso é que, até os descrentes, em seus desesperos,  voltam-se a Ele pedindo seus perdões, pelo sim ou pelo não! Eu, sinceramente não conheço ateus. Estes, geralmente, vivem com a “tropa na sobra” e, somente quando as coisas desandam, apelam para o bom Deus e os gerentes de bancos para aliviar suas dores!

Logicamente, tem-se uma grande fé nos planos de saúde que, infelizmente, trata todos com deboches e péssimas assistências, inclusive não disponibilizando uma série de procedimentos, dos mais procurados e de tratamentos especializados! Custos caros e assistências das mais “baratas e simplórias”. Temos por estes uma fé fétida e de revolta!

Não vale nem a pena falar sobre a fé nos tratamentos oferecidos pelo governo através do SUS, pois, por incrível que pareça a qualidade assistencial é tão grotesca e abusiva, que, quando pode-se, rapidamente, recorre-se para médicos amigos ou parentes, ou com sacrifícios, clínicas particulares.

Assim sendo, somente resta a fé no maldito e abençoado dinheiro, que abre as portas dos desesperados junto aos bons hospitais, aliada sempre fortemente com a grande fé em Deus.

Essas duas últimas são as privilegiadas e responsáveis pelo equilíbrio emocional, muitas e muitas vezes a curas miraculosas que, depois que a coisa passa, sempre agradecem em primeiro lugar ao “Dr. Fulano” como se esse foi que realmente lhe deu de volta sua tranquilidade! São esquecidas até as promessas santificadas feitas nas horas das agonias!

Eu, particularmente, aconselho que se tenha, em primeiro e acertado comportamento, uma grande fé n’Aquele que nos criou. Fique certo que nunca será demais!

ELE sempre tem a receita certa para o seu mal!


Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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11.418 CONTRA A IDEOLOGIA DE GÊNERO - Nelson Ramos Barretto


30 de junho de 2018

Carta apresentando ao Presidente Temer o abaixo-assinado

♦  Nelson Ramos Barretto

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e associações Pró-Vida encaminharam ao Presidente Michel Temer um abaixo-assinado com 11.418 assinaturas resultantes da campanha promovida contra a inclusão da Ideologia de Gênero na Base Nacional Comum Curricular.

A campanha apelava aos brasileiros estarrecidos com os rumos da BNCC, para que o Presidente excluísse desta a nefasta identidade de gênero.

Primeiro, porque a Ideologia de Gênero, destituída de qualquer sustentação científica, visa quebrar nas crianças a noção de que elas nascem com um sexo definido. Segundo, porque essa ideologia já foi rejeitada pelos brasileiros, que obtiveram a sua proibição oficial em mais de 90% de nossos municípios.

Membros do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
em frente a Catedral da Sé (SP)
coletando assinaturas contra a implantação
da Ideologia de Gênero no BNCC


Tendo o Presidente Temer, no decurso da coleta de assinaturas, tomado a corajosa iniciativa de excluir a Ideologia de Gênero da BNCC e de impedir seu ensino obrigatório nos colégios, os organizadores da campanha também lhe fizeram chegar seus calorosos cumprimentos, na esperança de que esta sua valorosa postura em defesa da Família se mantenha nos diversos órgãos governamentais.


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

RESISTÊNCIA CONTRA "TRIO DO MAL" COMEÇA A GANHAR FORÇA - Luiz Carlos Nemetz


29/06/2018
Ganha corpo em todo o Brasil um movimento que pouco a pouco começa a se articular ordenadamente, de absoluto e completo repúdio, aversão e rejeição ao comportamento dos três ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reiteradamente têm se posicionado de forma totalmente abusiva e contrária às decisões do plenário da Corte, concedendo, a torto e a direito, liberdade a criminosos e corruptos condenados a severas penas, sob argumentos pífios de defesa do estado democrático de direito que somente eles enxergam.

Estão colocando em farrapos a credibilidade institucional da Corte Suprema.

As reações estão vindo dos mais variados setores da nação.

São textos, editoriais de grandes jornais, posicionamentos de juristas consagrados e uma tormenta de manifestações nas mídias sociais e na imprensa internacional.

Esse movimento de reação tem que ganhar muito mais musculatura. Três ministros não podem e não devem conseguir sequestrar o Brasil e aos brasileiros, devolvendo ao convívio social marginais, delinquentes e corruptos.

O poder judiciário é o último abrigo da sociedade e não pode servir de refugio para bandidos.

Há uma tática que vem sendo usada por estes três "mosqueteiros" de araque que é desmontar a operação lava-jato, desacreditá-la, tornar sem efeito prático as suas decisões. É transformar o Brasil numa terra sem donos. Levando a população a um estado de confusão e conflitos.

O que está em jogo é a República. A sociedade, a nação e as instituições não podem mais calar diante desse arbítrio, perpetrado por ministros que legislam sozinhos contra toda a ordem normativa brasileira, em defesa de interesses que cada dia ficam mais claros e evidentes.

É hora de se dar um basta e impor limites a essa insignificante minoria identificada com o que existiu de pior na nossa história republicana.

Eles não tem a força que pensam ter!

O Brasil está precisando dos bons! Junte-se a eles!

Abra a boca como um brasileiro de bem. Grite: CHEGA!


Luiz Carlos Nemetz
Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia


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OBSERVANDO OS OUTROS - Paulo Coelho


A velha em Copacabana

 Ela estava no calçadão da Avenida Atlântica, com um violão, e uma placa escrita à mão: "Vamos cantar juntos".
Começou a tocar sozinha. Depois chegou um bêbado, uma outra velhinha, e começaram a cantar com ela. Daqui a pouco uma pequena multidão cantava, e outra pequena multidão servia de plateia, batendo palmas no final de cada número.
"Por que faz isto?", perguntei, entre uma música e outra.
"Para não ficar sozinha", disse ela. "Minha vida é muito solitária, como a vida de quase todos os velhos".
Oxalá todos resolvessem seus problemas desta maneira.
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O amigo em Sidney

"Às vezes a gente se acostuma com o que vê nos filmes, e termina esquecendo a verdadeira história", diz um amigo, enquanto olhamos juntos o porto de Sidney. "Lembra-se da cena mais marcante do filme: 'Os dez mandamentos'?".
Claro que me lembro. Moisés - interpretado por Charlton Heston - em determinado momento levanta seu bastão, as águas se dividem, e o povo hebreu atravessa o mar a pé.
"Na Bíblia é diferente", continua meu amigo. "Deus ordena a Moisés: 'diz aos filhos de Israel que marchem'. E só depois que começam a andar é que Moisés levanta o bastão, e o Mar Vermelho se abre".
Só a coragem no caminho faz com que o caminho se manifeste.
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O católico e o muçulmano

Eu conversava com um sacerdote católico e um rapaz muçulmano durante um almoço. Quando o garçom passava com uma bandeja, todos se serviam, menos o muçulmano, que fazia o jejum anual prescrito no Alcorão.
Quando o almoço terminou e as pessoas saíram, um dos convidados não deixou de alfinetar: "veja como os muçulmanos são fanáticos! Ainda bem que vocês não tem nada em comum com eles".
"Temos sim", disse o padre. "Ele tenta servir a Deus tanto quanto eu. Apenas seguimos leis diferentes".
E concluiu: "pena que as pessoas só vejam as diferenças que as separam. Se olhassem com mais amor, enxergariam principalmente o que há de comum entre elas - e metade dos problemas do mundo seriam resolvidos".
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Meu sogro, Christiano Oiticica

Pouco antes de morrer, meu sogro chamou a família:
"Sei que a morte é apenas uma passagem, e quero poder fazer esta travessia sem tristeza. Para que vocês não fiquem inquietos, mandarei um sinal de que valeu a pena ajudar os outros nesta vida". Pediu para ser cremado, as cinzas jogadas no Arpoador, enquanto um gravador tocava suas músicas preferidas.
Faleceu dois dias depois. Um amigo facilitou a cremação em São Paulo, e de volta ao Rio fomos todos para o Arpoador com o rádio, as fitas, o embrulho com a pequena urna de cinzas. Ao chegarmos diante do mar, descobrimos que a tampa estava presa por parafusos. Tentamos abrir, inutilmente.
Não havia ninguém por perto, só um mendigo, que se aproximou. "O que vocês querem?".
Meu cunhado respondeu: "Uma chave de parafuso, porque aqui estão as cinzas do meu pai".
"Ele deve ter sido um homem muito bom, porque acabei de achar isto agora", disse o mendigo.
E estendeu uma chave de parafuso.

Diário do Nordeste, 23/06/2018


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Paulo Coelho - Oitavo ocupante da Cadeira nº 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

O CAMINHO DE VOLTA... – Teta Babosa

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.

Até o ano passado eu ainda estava indo...

Indo morar no apartamento mais alto, do prédio mais alto, do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!  

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder. Eu imaginei que quando chegasse lá, ia ter uma placa com a palavra fimAntes dela, avistei a placa de retorno e, nela mesma, dei meia volta.

 Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena! Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. 

E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo), abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz: "a internet voltou!", já é tarde demais, porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar...

Aí eu me lembro da placa retorno e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você, provavelmente, ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois"Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta...


Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. 


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SOBRE EDUCAÇÃO



No portão de entrada de uma Universidade na África do Sul foi afixada a seguinte mensagem para reflexão:

​" Para destruir qualquer nação não é necessário usar  bombas atômicas  ou mísseis de longo alcance. Basta apenas reduzir a qualidade da educação​ e permitir que os estudantes 'cabulem' nos exames. ​"​

Pacientes morrem nas mãos de tais médicos.

Edifícios desabam nas mãos de tais engenheiros.

Dinheiro perde-se nas mãos de tais economistas e contabilistas.

A humanidade morre nas mãos de tais eruditos religiosos.

A justiça se perde nas mãos de tais Juízes...

​" O colapso da Educação é o colapso da nação."​

(Autor desconhecido)

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