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sexta-feira, 15 de junho de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Soltando o cavalo


Soltando o cavalo


Um cavalo estava amarrado a uma árvore.

Um demônio veio e o soltou.

O cavalo entrou na horta de camponeses vizinhos e começou a comer tudo.

A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o cavalo.

O dono do cavalo viu o cavalo morto, ficou enraivecido e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher.

Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do cavalo.

Os filhos do dono do cavalo, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.

O camponês, em represália, os matou.

Aí perguntaram ao demônio o que ele havia feito e ele respondeu:
“Não fiz nada, só soltei o cavalo”.
 .....
-  Viu?

O diabo faz coisas simples, porque sabe que se o nosso coração está sujo a nossa maldade faz o resto. 

Por isso vamos pensar antes de fazer algo vingativo, desejar ou maquinar o mal contra nossos irmãos!

Vamos cuidar do nosso coração, porque para o Demônio basta só "soltar o cavalo".

Vigiai e orai!


Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria

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ÉPOCA SAUDOSA - França Júnior


Época Saudosa


            Época feliz da vida, em que tudo parecia sorrir-me e da qual conservo as mais saudosas reminiscências.

            Tinha eu nove para dez anos.

            Metido em uma jaquetinha à polca, cor de papo de saracura e calças de presilhas, talhadas segundo o figurino de então, vivo e esperto como um camundongo, caminhava para o colégio, acompanhado por uma negra, que era a personificação da prudência,  e que às minhas inocentes travessuras, opunha sempre esta terrível ameaça:

            “Nhonhô, olhe que eu vou contar à senhora”.

            Quando, a tarde, voltava para a casa,  com os bolsos cheios de cocos suando por todos os poros, as presilhas arrebentadas, os dedos e os punhos da camisa manchados de tinta, a minha santa avó punha as mãos na cabeça,  e desfazia-se em exclamações:

            “Que desgraça! Este menino dá-me cabo da existência!  Olhem só como está a camisa! E o boné! Um boné que eu comprei ainda não há dois meses! O que é isto que tens na testa?

            - Não é nada, vovó. Fui eu que caí. Estávamos brincando de chicote queimado... Vovó não sabe o que é chicote queimado? A gente agarra no lenço, dá uma porção de nós, muitos nós...

            - Vai te despir, pestinha. Deixa estar que para o ano hás de dormir no colégio e o mestre te há de ensinar.”

            Meia hora depois, eu era objeto de afagos e ternuras, daquela que tão severa se mostrara para comigo. É que a santa velha preenchia o vácuo imenso de uma mãe, que a fatalidade me roubou no momento em que mais precisava de carinhos.

            A lei das compensações é providencial: e no fim das contas este mundo não é tão feio como o pintam.

            Eu era pequeno e rechonchudo como uma bola.

            O nariz escondia-se-me entre as bochechas rosadas, e não havia mostrado ainda essa tendência para disparar pela cara , como aconteceu mais tarde.

            Pediam-me beijos e diziam, segurando-me no queixo: “que menino bonito!”

            Não se riam, a gente daquele tempo não era lá dos mais exigentes. O meu ideal, sem ser republicano, era a liberdade sem limites.

            No dia em que o grito de: férias, ecoava pelos quatro cantos do colégio, uma sensação inexprimível se apoderava de todo o meu ser.

            Férias! Nesta palavra mágica não se encerra só a ausência da palmatória e o abandono dos livros: mas principalmente a roça, com todos os seus prazeres e encanto.

            Quinze dias a correr pelos campos, perseguir como um louco as borboletas azuis, virar cambalhotas na relva, adormecer extenuado à sombra do arvoredo, tudo isto bulia-me por tal forma com o sistema nervoso, que eu sentia comichões em todo o corpo, e não podia estar cinco minutos sem dizer:

            “Chi! Que belo! Vamos amanhã? Tomara que fosse já! Tra  lá, tá, lá, li, li!”

            E puxava os vestidos das negras, trepava em cima das cadeiras, corria atrás dos cachorros, era um louquinho em suma. E ais a razão porque a missa do galo me transporta à época saudosa da jaquetinha à polca das calças de presilhas e do boné de palhinha de Itália.

França Júnior

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(LÍNGUA PORTUGUESA  Luso=Brasileira
ANTOLOGIA F. T. D. – livro de leitura
Organizado por Mário Bachelet)

LIVRARIA FRANCISCO ALVES

1944

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França Júnior (Joaquim José da França Júnior), jornalista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 18 de março de 1838, e faleceu em Poços de Caldas, MG, em 27 de setembro de 1890. É o patrono da cadeira n. 12 da ABL, por escolha do fundador Urbano Duarte.

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

FARDOS - Chico Xavier


Fardos


Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho. Cada pessoa tolera a carga que lhe pertence. Existem fardos de todos os tamanhos e feitios.

O sacerdote sofre a tortura de um condutor de almas. O coração materno angustia-se com a sorte de seus filhos. O poderoso arca com o peso da responsabilidade de decisões que influenciam grandemente o destino alheio. O enfermo desamparado carrega as dores de sua indigência. A criança sem ninguém sofre seu pavor.

Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para não se supor indevidamente vítima ou herói. No campo das provações, todos são irmãos uns dos outros, mutuamente identificados por semelhantes dificuldades, dores e sonhos. Suporte com amor o peso de suas obrigações e caminhe. Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro. Do cascalho pesado  emerge o diamante.Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.

Talvez você se pergunte qual a carga transportada pelos maus e levianos, que aparentemente passam pela vida  isentos de provações. Provavelmente eles, sob uma falsa  aparência de vitória, vivem sob encargos  singularmente mais pesados do que os seus. Impunidade e injustiça são conceitos estranhos às leis divinas.

O céu não é um local físico  predeterminado, mas um estado de consciência. Ele somente é acessível, com seus tesouros de paz e luz, para quem está em harmonia com as leis divinas. Nada há para invejar  de quem ainda nem começou a se recompor com essas leis, por leviandade ou preguiça. Pior ainda é a situação de quem, pela desdita de praticar o mal, está adquirindo débitos perante a vida.

Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, isso é um sinal de que a sua carga já está sendo aliviada. Quem desempenha corajosamente, sem murmurações, as tarefas que lhe competem está caminhando para a plenitude de sua consciência. Provas bem suportadas, sem desânimo ou preguiça, convertem-se de forma gradativa em tesouros de entendimento, paz e luz para a ascensão  da criatura.

Lembre-se do madeiro injusto que dobrou os ombros doloridos  de Jesus Cristo. Sob as vigas duras no lenho infamante jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição para a imortalidade. Deus criou o mundo Estruturado por leis  perfeitas, belas e justas. Nesse harmônico concerto, por certo você não foi esquecido. Sua vida não é regida por acasos. As provações que o visitam visam a fortificá-lo, lapidá-lo, despi-lo de inferioridades que o infelicitam há longo tempo.

Não imagine, sequer por um momento, que o Pai Amoroso que Jesus nos revelou possa ser cruel.As provas duram o tempo estritamente necessário para ajudá-lo a adquirir os valores e aprender as lições  de que necessita. Reduza sua quota de dores, dedicando-se ao bem com determinação e vigor. Dê um basta nas reclamações e nos vícios, alegrando-se ao executar as tarefas que a vida lhe confiou. Fardos e dificuldades não são desgraças, mas desafios a serem vencidos e superados, com otimismo e esperança.

 "Gotas de Crystal" <ppscrystal@yahoo.com.br>

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UMA ANALOGIA



"No ventre de uma mãe havia dois bebês.

Um perguntou ao outro:
- Você acredita em vida após o parto?

O outro respondeu:
- É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.

- Bobagem, disse o primeiro.
- Que tipo de vida seria esta?

O segundo disse:
- Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós possamos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.

O primeiro retrucou:
- Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.

O segundo insistiu:
- Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.

O primeiro contestou: - Bobagem, e, além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?
- Bem, eu não sei, disse o segundo,  mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.

 O primeiro respondeu:
- Mamãe? Você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?

O segundo disse:
- Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.

Disse o primeiro:
- Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe. 

Ao que o segundo respondeu:
- Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa.

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus".


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

SARUÊ - Oscar Benício dos Santos


Saruê  


Saltando de galho em galho,
oculto no fumacê,
no espesso e cerrado orvalho
escondia-se o sariguê. 

Ouço das folhas o farfalho,
o que me faz logo antever,
ante olhos que arregalo,
catinguento saruê. 

Duas estrelas cadentes
são seus olhos a faiscar,
entre folhagens luzentes,
indulgência a implorar. 

Como pedir clemência
a caçador impiedoso?
Eu respondo à incoerência
com disparo fragoroso... 

Entre olhos faiscantes 
miro e atiro certeiro:
turvam-se os faróis brilhantes...
– Morto, cai do cacaueiro!


Oscar Benício Dos Santos
Fazenda Guanabara


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A RADICAL INTOLERÂNCIA DOS “TOLERANTES” - Julio Loredo


 13 de junho de 2018 
Momento de uma das várias agressões físicas. A polícia, presente o tempo todo, teve temor de intervir

Julio Loredo
Fui convidado pela Fundação Civitas Christiana (TFP holandesa) para fazer algumas conferências em Nijmegen, uma das mais tradicionais cidades da Holanda. O programa previa um dia dedicado a um pequeno grupo de rapazes, sobre o tema A santidade da civilização cristã; e meio dia de palestras para cerca de 60 simpatizantes, ávidos por informações sobre Plinio Corrêa de Oliveira, o cruzado do século XX. O interesse pelo pensamento e a ação desse eminente líder católico contra-revolucionário brasileiro vem crescendo cada vez mais no país.

Chamam a atenção as imagens de “Che” Guevara portadas pelos agitadores LGBT. Afinidades ideológicas com o comunismo, cada vez mais claras

No sábado à tarde, como parte do programa juvenil, fomos ao centro de Nijmegen para protestar contra um cartaz imoral divulgado na cidade, o qual mostra dois homossexuais se beijando. Hugo Bos, diretor da TFP dos Países Baixos, definiu corretamente o cartaz como “altamente impróprio para a moral pública, especialmente para as crianças”. A manifestação consistia na distribuição, de forma pacífica e legal, de um folheto exortando as pessoas a assinar uma petição on-line de protesto contra esse cartaz.

Poucos minutos após o início da campanha, apresentou-se um magote com cerca de 100 militantes LGBT, claramente preparados para um ato de guerrilha urbana. Alguns tinham o rosto coberto por lenços, outros usavam capacetes que lhes cobriam toda a cabeça. Revoltados, atacaram-nos fisicamente, de forma bastante violenta; atingiram nossos olhos com balões contendo pó de pimenta e purpurina; arrebataram com força os folhetos das nossas mãos, para em seguida rasgá-los; e tentaram apossar-se dos nossos banners, sem o conseguir.

Começamos a rezar o Santo Rosário, mas os hooligans LGBT ignoraram o caráter estritamente religioso deste ato, e passaram a arrancar os terços de nossas mãos, arrebentá-los e zombar de nós. O ódio à Fé era óbvio. Mas nossa calma, coadjuvada por indiscutível superioridade moral, impediu que a situação se degradasse. A Polícia, muito favorável ao nosso trabalho, só nos protegeu em parte, pois temia ser erroneamente censurada como favorecedora de “atos homofóbicos”.
Não foi esta a primeira vez que estive na rua, lidando com agitadores LGBT. Mas neste caso tão característico de intolerância, algumas conclusões eram evidentes.

Um dos hooligans LGBT
A Holanda é considerada um país liberal e tolerante. Mas a tolerância parece ter mão e não ter contra-mão. Basta mencionar que quatro gráficas se recusaram a imprimir os nossos folhetos, por temerem represálias do movimento homossexual. Conseguimos que uma pequena tipografia aceitasse o encargo, mas só depois de nos comprometermos a manter sigilo. Como pode ser considerado liberal um país onde a liberdade de imprensa é coibida? Até onde nos consta, o controle da imprensa é um elemento típico das ditaduras. Outro elemento é o clima de terror ideológico imposto pelo lobby LGBT. Liberdade em teoria, mas intolerância na prática.

A Polícia afirmou que só podia nos proteger até certo ponto, pois deveria ter muito cuidado para não ser acusada de “crime de homofobia”, o qual poderia implicar em expulsão e processo penal. É um direito do cidadão ser protegido pelas forças da ordem, mas outro elemento típico das ditaduras é esse controle da Polícia.

Além de ordeiro e pacífico, nosso protesto estava firmemente motivado, tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Apresentávamos de forma serena um ponto de vista: o da moral católica e do direito natural. Porém a intolerância da ditadura LGBT é radical, total, absoluta. Ninguém tem o direito de manifestar um ponto de vista contrário ao dela. Quem o faz, literalmente põe em risco a própria pele. Eis um terceiro elemento da ditadura: o controle do pensamento por meio da força bruta.

A fúria dos elementos LGBT atingiu seu paroxismo quando começamos a rezar o Santo Rosário. Não só arrancaram o terço das nossas mãos, mas também praticaram atos lascivos em nossa presença, chegando mesmo a colocar as mãos sobre nós. Não reagimos com desforço físico, pois seríamos imediatamente acusados de praticar “violência de gênero”. Mais um elemento da ditadura: virtual proibição de praticar a própria religião, inclusive no domínio moral.

Estamos caminhando com celeridade para aquela “ditadura do relativismo” denunciada pelo Papa Bento XVI. Na Holanda, já conseguiram criar um clima de terror ideológico. Fatos como esses, frequentes também em outros países, devem abrir os olhos das pessoas sobre o perigo de uma ditadura LGBT em franca expansão.

Nestas páginas, algumas fotos da campanha em Nijmegen não dão bem a ideia do ódio e da violência dos hooligans LGBT. A imprensa holandesa evitou difundir as cenas mais violentas, mas filmamos tudo e nos reservamos o direito de publicar o vídeo integral, caso julguemos necessário.


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13/06: SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA – O SANTO CASAMENTEIRO


Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Pádua, é um dos Santos mais clamados na Igreja católica pela quantidade de milagres realizados em seu nome, especialmente os voltados às questões de relacionamento amoroso.

Muito introspectivo e de alma pura, ele dedicou a sua vida ao auxílio dos mais necessitados, deixando de lado toda a riqueza e poder de sua família, para viver com o espírito pleno de graça divina.


A História de Santo Antônio

Fernando Antônio de Bulhões, nasceu em Lisboa no ano de 1195, era de família portuguesa nobre. Foi educado pelos cônegos da Catedral de Lisboa, onde desenvolveu o hábito de ler muito e manter-se sozinho.

Contra a vontade de seu pai, resolveu entrar para o Mosteiro com 19 anos, foi ordenado como sacerdote em Coimbra, e notava-se claramente o seu grande dom para pregação da Palavra da Bíblia.

Em uma viagem à Marrocos para pregar o Evangelho, por obra Divina, Antônio adoeceu-se e isto fez com que ele voltasse em direção à Portugal, para se tratar. Entretanto, por um mistério, o barco mudou de rota e atracou na Itália, onde estava acontecendo uma reunião com mais de 5 mil frades franciscanos, entre eles estava São Francisco de Assis. Movido pelas mãos de Deus, Antônio e São Francisco passam a estudar juntos e assim, ele foi reconhecido como Frei Antônio e a pedido de Francisco, passou a ensinar todos os estudantes do Mosteiro.

Sua fama foi tanta que juntavam mais de 30 mil pessoas para escutarem as pregações de Santo Antônio, e durante esse evento, muitas delas saíam curadas de seus males, devido a tamanha fé e sabedoria com a qual ele direcionava aos bons caminhos as almas dos presentes e afastava tudo que era ruim. Com o falecimento de São Francisco, Antônio foi até Roma ensinar para o Papa Gregório IX a Ordem Franciscana.

Santo Antônio faleceu jovem, aos 36 anos, em 13 de junho de 1231, sendo assim conhecido como o santo do dia. Sua canonização foi muito rápida, pois seus milagres eram inúmeros, em 30 de maio de 1232, o Papa o nomeou Santo.

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Os Símbolos de Santo Antônio

O Menino Jesus – é a representação da intimidade de Santo Antônio com a Palavra e com o conhecimento transmitido por Jesus Cristo;

O lírio – representa a pureza de alma, espírito e coração do Santo;

O Pão  simboliza seu amor e cuidado para com os mais necessitados, em uma época de crise na Europa, ele saía ajudando quem mais precisava;

O cordão – representação de seus votos e sacrifícios de acordo com a Ordem Franciscana;

O terço – simboliza sua devoção à Maria, Mãe de Jesus, também faz parte do hábito dos Franciscanos;

O livro – representa toda sua sabedoria e conhecimento da Palavra.


Oração de Santo Antônio

“Glorioso Santo Antônio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (fazer pedido).
Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido.
Amém.”

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Responsório de Santo Antônio

“Se milagres desejais
Recorrei a Santo Antônio
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

Todos os males humanos
Se moderam e retiram
Digam-no aqueles que o viram
E digam-nos os paduanos.

Rogai por nós Santo Antônio, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.”

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Novena de Santo Antônio


Oração inicial de todos os dias

“Amadíssimo protetor, Santo Antônio! Eis-me aqui, a teus pés, plenamente confiando em vossa poderosa intercessão. Olhai-me com aquele espírito de doce e terna compaixão com que olhavas aos pobres. Pobre sou seu, Santo meu! Vejo-me cheio de misérias.
A vida para mim é contínua luta. Pão de felicidade, de alegria, de saúde e de paz, de virtude… quanto me faz falta a tua amorosa proteção! Ouvi-me, vos peço humildemente, para que vosso nome de Taumaturgo seja novamente glorificado. Creio em vosso poder, em vossa bondade; amo vosso coração de pai e bendigo a nosso Senhor, que te fez grande na terra e no céu. Amém.
Oh! Astro de Espanha, pérola de pobreza, luz da Itália, Doutor da verdade, Sol de Pádua, resplandecente em sinais de claridade. Amém!”

Orações finais de todos os dias
Rezar sempre ao final: 3 Glórias a Santíssima Trindade, O Responsório de Santo Antônio, 1 Pai Nosso e a Oração Final.

Oração Final
“Alegre, Senhor, a vossa Igreja devota a humilde oração do glorioso Santo Antônio, vosso servo, para que sejamos sempre socorridos nesta vida com os auxílios da graça e mereçamos conseguir depois as alegrias eternas da glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que convosco e o Espírito Santo, vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém!”


Primeiro Dia

“A vida do Santo Taumaturgo é uma contínua pregação da fé cristã. Por ela, muito jovem, ansiava derramar seu sangue a vista dos mártires franciscanos de Marrocos. Por ela se entrega completamente a Deus em vida santa e perfeitíssima de evangelização, que foi pasma do mundo, rica em talentos e maravilhas…
Que vida de fé é a minha?”


Segundo Dia

“Amou vivamente o Santo essa virtude. Uma vida de sacrifícios, em luta constante contra o inferno, o mundo e as paixões, seria impossível sem uma grande esperança: tinha uma grande confiança na bondade divina, na paternal Providência de Deus e na ajuda constante de sua graça… Por isso o santo jamais desvaneceu em sua vida de incessante e penoso esforço. Contava com Deus! Humilhemo-nos e contemos não com nossas forças, mas sim com as forças divinas, esperando em Deus.”


Terceiro Dia

“Dedicou Santo Antônio ao Serafim de Assis, São Francisco, um particular amor. Não ignorava, sem dúvida, que, como bom filho seu era outro Serafim de caridade. Quem poderá adivinhar a ternura de seu amor a Jesus? Aquela cena em que o Menino Deus se recreava nos braços do Santo pode servir para nos fazer adivinhar seus êxtases, suas ternuras seráficas… Que exemplo para mim, filho miserável e pobre pecador.”


Quarto Dia

“Eis me aqui, um Santo, cuja vida foi um holocausto de amor aos homens. Pode-se dizer que toda ela não foi senão uma carícia aos pobres pecadores, aos tristes enfermos, aos atormentados pelas negruras da miséria… e tanto prazer deveria encontrar o Santo neste amor fraterno a seus semelhantes, que nem a morte o interrompeu! Hoje, como em vida, segue prodigiando-nos com as mesmas carícias… Que seu exemplo me mova à compaixão dos desgraçados!”


Quinto Dia

“Não é em vão que leva o Santo em suas mãos um lírio… Foi ele uma açucena da Igreja. O demônio quis manchar seu corpo e sua alma com sua baba imunda, mas o Santo guardou sua pureza como um tesouro, a defendeu com um cinto austero e impenetrável de silícios, vigílias, disciplinas, orações, trabalhos… Que fazemos nós para guardar a pureza de nosso corpo e da alma?”


Sexto Dia

“Também neste Santo, e por maneira singular e maravilhosa, se cumpriu o dito de Jesus Cristo: “O que se humilha será exaltado.” Ocultou-se como uma violeta, buscou o retiro, o silêncio e, dotado de altíssima sabedoria, a teve oculta e somente a obediência pode abrir com sua chave de outro aqueles talentos poderosos que fizeram de Santo Antônio a Arca do Testamento… De quantos bens nos priva nossa soberba!”


Sétimo Dia

“Nascido em dourada cama, ante os sorrisos e riquezas do mundo, Santo Antônio abraça a pobre Ordem Franciscana… Se torna filho daquele desposado com a dama Pobreza, São Francisco, e, como ele, a segue por abrolhos e espinhos, privações e sofrimentos, contente com suas dolorosas e doces carícias… Seu desapego do mundo o fez rico em bens celestiais. Trocou o ouro da terra pelo ouro inestimável do amor divino. Desapeguemo-nos dos bens terrenos, se verdadeiramente queremos nos salvar!”


Oitavo Dia

“A obediência é a morte da própria vontade, e quando o homem mata-la, tem matado o seu maior inimigo. A vontade divina, manifestada pelos legítimos Superiores, faz então maravilhas nas almas. Santo Antônio foi obedientíssimo. Foi tanto obediente que a um ato seu de obediência passava por um ignorante, mas devemos saber que era este um novo Doutor das gentes… Obedece, humilha vosso amor-próprio e Deus te exaltará!”

Nono Dia

“Todo sofrimento, em qualquer de suas manifestações, a dor do pecado, a perda da saúde e a escassez de recursos, as injustas perseguições, a ausência de paz, as grandes preocupações, as grandes tristezas… quanto podem atormentar a alma! Tudo foi motivo de compaixão para o santo, foi matéria de milagres seus, foi motivo de sua misericórdia… O que se ocultou ou oculta do seu coração compassivo?  Acudamos, pois, a ele com vivíssima confiança.”

Santo Antônio realizou diversos milagres, tanto durante sua breve vida, como também depois da sua morte. Sempre atento às causas sociais e às necessidades alheias, ele nunca virou as costas para quem precisou de suas sábias palavras e deu ajuda.




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