"Caro Tonzinho, estou em Paris, num hotel com sacada
sobre uma praça, que dá para toda solidão do mundo e diz:
Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano,
ter sentimento, ter coração.
Precisa saber falar e saber calar no momento certo.
Sobretudo, saber ouvir.
Deve gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da
lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas. Deve sentir amor, um grande amor
por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.
Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar
segredo sem sacrifício.
Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve
ser vulgar. Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo. Se não for assim, deve
perceber o grande vazio que isso deixa. Precisa ter qualidades humanas. Sua
principal meta deve ser a de ser amigo. Deve sentir piedade pelas pessoas
tristes e compreender a solidão.
Que ele goste de crianças e lastime as que não puderam
nascer e as que não puderam viver. Que goste dos mesmos gostos. Que se emocione
quando chamado de amigo. Que saiba conversar sobre coisas simples e de
recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para se contar o que se viu de belo e
triste durante o dia; das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar
de ruas desertas, de poças d’água, de beira de estrada, do cheiro da chuva e de
se deitar no capim orvalhado.
Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não
porque é bela, mas porque já se tem um amigo. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo.
Deve ser Dom Quixote sem contudo desprezar Sancho.
Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda
se vive.”
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os seus
discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam
comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo,
porque diziam que estava fora de si.Os mestres da Lei, que tinham vindo de
Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos
demônios ele expulsava os demônios.Então Jesus os chamou e falou-lhes em
parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se
divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide
contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta
contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.Ninguém
pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o
amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo: tudo será
perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem
dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas
será culpado de um pecado eterno”.
Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um
espírito mau”.
Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado
de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele.
Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele
respondeu:
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando
para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus
irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha
mãe”.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a encenação do Evangelho:
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Por que temos medo de quem é
diferente?
“Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam
que Ele estava possuído por Belzebu…”
Desconcertante: exatamente assim foi Jesus; e sabemos disso
através dos evangelhos. Jesus foi um homem que viveu e falou de tal maneira que
se revelou desconcertante para aqueles que o conheceram e se aproximaram dele.
Jesus desconcertou sua família que o considerava louco; desconcertou àqueles
que o acusavam de “blasfemo”, de “Belzebu”, de “escandaloso”. Jesus
desconcertou todo mundo, até o final de sua vida, que foi o mais desconcertante
de tudo. Desconcertou porque assumiu uma postura diferente frente ao contexto
social, religioso e político no qual viveu. Jesus não se “encaixou” em nenhum
grupo e deixou transparecer sua liberdade frente às leis, às tradições de seu
povo, ao templo, aos poderes... Por isso foi incompreendido e rejeitado.
Numa sociedade corrupta e deformada, uma pessoa que se
ajusta ao modo de proceder e de pensar dos intolerantes e preconceituosos, não
desconcerta ninguém; é uma pessoa “formatada” que passa pela vida sem deixar
“marcas”, sem saber “por quê e para quê vive”, deixando tudo como está.
Jesus viveu deslocamentos contínuos; fez-se presente em
diversos lugares; teve contatos com outras culturas, raças, expressões
religiosas… Tudo isso o enriqueceu, tornando-o diferente, aberto; sua vida se
ampliou, sua mente se abriu, seu coração se expandiu… Nova visão, nova
experiência… Seu movimento de vida foi desencadeado nas casas, ao longo dos
seus percursos; Jesus desejou que também sua casa entrasse nesse movimento em
favor da vida. Mas não foi acolhido pelos seus parentes, pois não se “encaixou”
mais nos esquemas da família, da religião, da sua comunidade… Seus parentes em
Nazaré continuaram vivendo uma estreiteza de vida; Jesus não voltou mais o
mesmo, saiu da “normalidade” de vida própria de Nazaré. Voltou enriquecido,
expansivo, muito maior, mas não foi compreendido.
O deslocamento de Jesus pelos territórios vizinhos da
Galileia revela-se como um apelo e uma ocasião privilegiada para pôr em questão
nosso confinamento religioso, nossas posturas fechadas, nossas visões
preconceituosas... e abrir-nos à diversidade e ao diferente. Sem alteridade
regenerante caímos no confinamento de uma pureza de ortodoxia, de um fascismo
enrustido, de um legalismo estéril, de uma doutrina impositiva. Confinamento
que nos torna cegos aos valores e riquezas que vem de outras expressões
humanas, sociais e religiosas.
Vivemos contínuos deslocamentos geográficos, sociais,
culturais, religiosos… Tudo isso nos enriquece. Com esta riqueza voltamos às
nossas Nazarés, para ampliá-las, expandi-las. Não se trata de impor, mas de
propor; compartilhar as ricas experiências adquiridas. Não é fácil ser
diferente dos outros; não é fácil assumir uma vida alternativa frente àqueles
que estão petrificados em suas posturas e ideias; não é fácil dizer “não” onde
todos, como cordeiros, dizem “sim”; não é fácil fazer o que ninguém quer fazer.
Toda autêntica vida humana é vida com os outros, é
convivência, é encontro... Assim, o princípio de alteridade está fundado no
princípio de identidade; a diversidade reforça a identidade pessoal: podemos
nos compreender apesar de sermos diferentes, porque todos somos seres criados e
agraciados por Deus, chamados a ser habitados por uma verdade que está para
além de uma religião e uma cultura específica.
Somos humanos, seres em caminho, buscadores de sentido,
buscadores da verdade e habitados pelo mesmo Deus. E viver a “cultura do
encontro” (Papa Francisco) implica respeitar e se alegrar com a diversidade,
considerando-a riqueza. Saber conviver com as diferenças é sinal de maturidade.
É maravilhoso que haja raças, costumes, cultura, gênero, religiões, tradições,
línguas, formas de pensar... diferentes. Assim, ser seguidores(as) de Jesus nos
converte em seres abertos, acolhedores da diferença.
As diferenças mobilizam a energia e a fertilidade criadora;
elas provocam intercâmbio entre as pessoas. A diversidade é uma forma de
aproximação entre os seres humanos. A diferença do “outro” deve ser
motivo para o encontro e para o enriquecimento mútuo. A diferença é rebelde,
quebra o uniformismo, convulsiona a quietude, sacode a rotina. É a diferença
que gera alteridade. O outro é diversificado e não repetitivo. Massificar as
pessoas é uma forma de silenciá-las e dominá-las. Perverter a diferença é uma
atitude que degrada a pessoa. Diferença é originalidade, é o inédito, é o que
excede a medida comum, é o que distingue uma personalidade de outra. A
humanidade é profundamente diversificada em seus talentos, valores originais e
em sua vitalidade; seu tesouro está precisamente em sua diversidade criadora.
Daí a importância e a urgência de aprender a valorizar o que
é próprio e também o que é diferente, esforçando-se para não transformar as
diferenças normais (geográficas, culturais, de raça, de gênero...) em
desigualdades. É preciso educar e preservar as diferenças humanas.
Deveríamos pensar mais sobre a importância das diferenças
que nos humanizam. Deveríamos admirar as diferenças pessoais e grupais, e
não lamentá-las. É necessário evitar tudo o que reprime as diferenças e
desenvolver a verdadeira coexistência pessoal, social, científica, religiosa,
ética. Deveríamos remover abusos e vícios que anulam a diferenças. Perverter a
diferença é uma atitude que degrada a pessoa. Valorizar a diferença e os
diferentes implica tratar com cortesia, saber interagir, trabalhar juntos,
respeitar...
Segundo o modo de ser e proceder de Jesus, o que mais nos
desumaniza é viver com um “coração fechado” e endurecido, um “coração de
pedra”, incapaz de amar e de abrir-se ao novo. Quem vive “fechado em si mesmo”,
não pode acolher o Espírito de Deus, não pode deixar-se guiar pelo Espírito de
Jesus, pois acredita que quem é diferente “está possuído por um espírito mau”
(3,30).
Quando nosso coração está “fechado”, em nossa vida não há
mais compaixão e passamos a viver indiferentes à violência e à injustiça que
destroem as relações entre as pessoas. Passamos a viver separados da vida,
desconectados. Uma fronteira invisível nos separa do Espírito de Deus que tudo
dinamiza e inspira; é impossível sentir a vida como Jesus sentia. Quem assume
atitudes de indiferença tem medo do diferente, e a vida vai se
atrofiando...
Num coração petrificado o Espírito não tem liberdade de
atuar; dessa resistência à ação do Espírito brotam as doentias divisões
internas. São os dinamismos “diabólicos” (aquilo que divide) que se instalam em
nosso interior, atrofiam nossas forças criativas e nos distanciam da comunhão
com tudo e com todos.
Não podemos permanecer trancados em redutos que rejeitam as
diferenças existenciais. Daí a importância de aprender a ver o melhor de cada
pessoa e de cada povo, superando as visões estreitas e fundamentalistas e todo
tipo de racismo, xenofobia, desprezo, mixofobia, preconceito, dominação...
A “Ruah de Deus” nos move a construir uma Comunidade
fraterna, capaz de abrir suas portas e derrubar seus muros, para que ninguém se
sinta excluído. É missão específica da Ruah integrar as diferenças numa grande
comunhão universal. Não podemos matar a presença e a ação original do
Espírito.
Texto bíblico: Mc 3,20-35
Na oração: “E olhando para os que estavam sentados ao
seu redor…” Estar em círculo supõe uma postura de acolhida e comunhão com os
outros, respeitando sua diversidade. Tal atitude quebra toda pretensão de
imposição, de poder, de violência... Isso só é possível quando Jesus se faz o
centro.
Trata-se de uma imagem espacial do discipulado que pode nos
ajudar a entender melhor nossas posturas vitais, tanto no nível pessoal como no
comunitário ou na missão.
- “Estar em círculo” também quer dizer que estamos
vinculados a outros numa postura corporal que tem Jesus como centro. A imagem
do círculo é a que melhor expressa o modo de seguir Jesus e não a “hierarquia”
que dá margem ao carreirismo e à busca de poder.
O bem documentado artigo de Aiuri Rebello no site da
UOL (1-6-18) sob o título “Brasil fez manobras irregulares para emprestar
dinheiro com desconto para outros países” — melhor diríamos: Manobras
irregulares do PT para favorecer Cuba, Venezuela e países africanos de esquerda —,
mostra como os 13 anos do governo PT depauperam os cofres brasileiros em favor
da esquerda nas Américas e na África.
Os dados são do “relatório do TCU (Tribunal de Contas
da União) que integra os autos da Operação Lava Jato e analisou 140 operações
de crédito para outros países segurados no FGE (Fundo de Garantia à
Exportação)” […].
Desde que contratassem empresas brasileiras…
Continua o artigo, informando que as nações que recebessem a
verba deviam contratar empreiteiras brasileiras: “Fiador destes
financiamentos por meio do FGE, o governo brasileiro concedeu descontos —
irregulares, segundo o TCU — da ordem de pelo menos R$ 735 milhões no
prêmio do seguro pago por países da América Latina, Caribe e África.”
E quais eram essas empresas brasileiras consideradas
“campeãs nacionais”? Aquelas grandes construtoras que todo brasileiro já
conhece, envolvidas em propinas em favor da agenda política esquerdista do PT.
Aqui vale o princípio marxista aplicado ao governo petista:
o fim justifica os meios. Afundem-se os cofres brasileiros, pouco importa desde
que o petismo lucre em propaganda e expansão.
Vergonhosas declarações do ex-chanceler do expansionismo
petista
Ainda segundo artigo: “‘Era um objetivo do governo
aproximar o Brasil dos países africanos e latino-americanos’, afirmou Amorim”.
De que países? Os fatos mostram que eram apenas países bolivarianos ou de
orientação esquerdizante na África.
O ex-chanceler Amorim — melhor diríamos, ex-chanceler do
expansionismo petista — continua, segundo o UOL: “Não era uma questão
ideológica, era política. A aproximação econômica, concessão de empréstimos,
era só uma das frentes de atuação”.
Dessa “aproximação econômica” tivemos como fruto o
calote de cerca de 1 bilhão da Venezuela, um tanto de Moçambique e não se sabe
o que mais virá para onerar o bolso do contribuinte brasileiro. Por quê? Porque
favorecia o imperialismo petista.
Uma qualidade que não falta ao brasileiro
Nós, brasileiros, podemos até fingir que não percebemos, mas
na realidade temos uma percepção agudíssima e com um simples olhar já
percebemos tudo. Como imaginar que nosso povo acreditaria nessa teia de
trapaças e urdiduras do PT durante 13 anos no Poder?
Essa percepção de nosso povo nós a notávamos enquanto
palmilhávamos ano após ano o Brasil nas caravanas da TFP, em contato direto com
o público da rua. O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira tinha advertido que o
brasileiro presta atenção no caravanista da TFP e se põe a perguntar: “Este
jovem que está falando comigo acredita no ideal que ele divulga? Ou é um
repetidor de frases?”.
Assim também, o brasileiro autêntico nunca se enganou em
relação ao PT.
Por índole — como já escrevemos aqui neste site — somos
também, um povo pacato. Cuidado, porém, quando o pacato se levanta e faz valer
os seus direitos: aí estão, nas cidades e ruas brasileiras, as marchas do
autêntico povo desde 2013.
Algo a mais de que precisamos na fase pós-petista
O Brasil deu um “basta” ao petismo, mas não podemos sucumbir
à tentação de parar no meio do caminho.
É uma lei histórica, que vale também para a reconstituição
dos ossos fraturados e dos tecidos: em 2018 precisamos ficar mais fortes na
vigilância anticomunista e mais fiéis a Deus e a seus Mandamentos do que éramos
antes da malfadada era petista.
Vejamos, pois, o sábio e oportuno conselho:
“Não façamos dos louros, hoje, a sepultura gloriosa de
nossas energias de ontem [lembremo-nos das gloriosas concentrações anti-PT
nas principais cidades brasileiras]. A própria linha ascensional e íngreme
da vereda que acabamos de trilhar nos mostra que são árduos os caminhos
que conduzem às vitórias de Deus. Novas ascensões nos esperam. Novas
tempestades se adensam em horizontes ainda longínquos. Há tocaias novas ao
longo de novos caminhos. Alerta, pois, que vencemos uma batalha e não uma
guerra. Outras batalhas aí estão. O momento é de alegria sã e
vibrante. Longe de nós a indolência emoliente dos que já se dão por
satisfeitos”.1
Nossa Senhora Aparecida nos ajude nesta reconstrução do
Brasil, ajude-nos a perceber e rejeitar as falsas manobras de um falso
“centrismo” acomodatício que pretende perpetuar a esquerda e fazer a ponte
entre o petismo e a civilização cristã.
Este ainda será um grande País, que reclama para isso líderes
à altura de nossa vocação histórica. Não cedamos à tentação de ficar a meio
caminho entre o erro e a verdade.
Mesmo no xilindró, há quase três meses encarcerado, Luiz
Inácio Lula da Silva não desiste da fuzarca. Quer visitas, quer passar recados,
quer se manter nos holofotes. Recursos pela sobrevivência. E assim tem feito
através de mensagens que envia por intermédio de seus estafetas. Dos
comentários, a suprema maioria beira o ridículo – quase cômico, não fosse
absurdo – e dá o tom de delírio avançado que arrebata o honorável líder
petista.
Tome-se, por exemplo,
a avaliação que ele fez, logo a seguir trombeteada por ninguém menos que seu
poste presidencial, Dilma Rousseff, sobre as injunções na política de preços da
Petrobras. Avisou Lula estar muito preocupado com o futuro da estatal do
petróleo. Logo ele, que junto com a sucessora, anarquizou as tarifas de combustível,
praticou populismo rasgado congelando reajustes, pintou e bordou naquela seara,
limando de vez a competitividade da empresa? Lula não se condói do que diz?
O Petrolão, os dutos de escoamento da propina
desavergonhada, a quadrilha de saqueadores que, junto com a sua turba, colocou
lá não despertaram sequer uma ruga de preocupação no grande paladino moral. Já
os movimentos para resolver uma greve incontrolável, esses são imperdoáveis na
visão algo cínica desse mestre das dissimulações. É preciso muito óleo de
peroba na cara para encenar tal papel.
Lula maneja com
destreza a arte de converter eventos, quaisquer que sejam, a seu favor. Com as
patacoadas verbais esconde fatos desabonadores e adapta versões para beneficiar
a cultuada imagem, que faz de si próprio, de um “salvador”. Não passaria em um
detector de mentiras.
O loroteiro tentou até pegar carona no movimento dos
caminhoneiros falando que, se fosse ele, solto, não haveria desabastecimento.
Por trás, incitou a tropa de partidários a promover a paralisação dos
petroleiros. A maneira de fazer política que Lula encarna tem na ideia do
“quanto pior, melhor” a grande bandeira. Para ele, o avança da algazarra é um
benefício. Nada de promover a pacificação.
Lula não admite nem mesmo composições. Deseja o poder
absoluto. Sonha em resgatar o papel de mandatário para reativar, sem amarras,
seus habituais desmandos. Deixou claro que no eixo das candidaturas de esquerda
não fechará com ninguém. O pedetista Ciro Gomes até que tentou costurar uma
aliança. Em vão. Levou um chega pra lá do demiurgo de Garanhuns.
Em seguida, o PT foi orientado a comunicar que estavam
suspensos todos os movimentos de acordos eleitorais. A agremiação prefere mesmo
o isolamento suicida. A tal ponto que teve o atrevimento de pedir ao TSE o
direito de colocar uma espécie de “dublê” nas eventuais sabatinas que venham a
ser feitas durante a campanha – já que seu “titular” não poderá participar
direto da cadeia. Desfaçatez sem tamanho. O Partido dos Trabalhadores sabe, de
antemão, que o nome Lula está definitivamente fora das urnas, enquadrado na Lei
da Ficha Limpa. Somente uma reviravolta impensável – por representar uma quebra
gritante do primado das regras – mudaria esse status quo.
Enquanto isso, os petistas tumultuam o processo com desinformações
e artimanhas. Nesse pormenor se esmeram. A última no capítulo dos escárnios foi
pedir ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que revisse, de forma cautelar, a
prisão de Lula por não se tratar – no entender deles – de um criminoso comum. A
velha conversa de processo político. O recurso foi finalmente julgado pelo
colegiado internacional na semana passada, que rejeitou o pedido, realçando que
o devido processo legal foi seguido e que não havia “dano irreparável” à luz
dos direitos humanos. A agência da ONU, por mais delirante que tenha sido a
opção de consultá-la, figurou como mais um degrau nas reinações de Lula, para
quem apelar, procrastinar e reclamar sem fundamento não tem limites.
Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três
Prezadas Fiéis, devido ao grande número de encalhadas e de
solteiras no mercado, fica impossível atender a todas.
Lembro a vocês que
sou um Santo Casamenteiro, pois o Santo das Causas Perdidas e Desesperadas é
São Judas Tadeu.
A todos que estão me deixando de cabeça para baixo no copo
d'água, aviso que não vai adiantar nada,
pois tenho curso intensivo de mergulho!
Agradeço a compreensão,
Santo Antônio.
.....
Resposta de São JudasTadeu a Santo Antonio:
Querido Antonio, você tá de sacanagem comigo, né meu irmão?
Sei que tá com muito trabalho nesta semana por causa do seu
niver, mas mandar esse bando de tribufu e encalhadas pra mim, já é muita falta
de respeito e consideração, né mano!?
Encaminha essas "Suas Amigas Desesperadas" pro
JORGE, pois, quem tem habilidade pra lidar com Dragão é ele!
Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio
logo ali e passarinho em todas as estações.
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor
e se multiplica o amor.
Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre,
porque só deixou boas lembranças.
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança
e os mais velhos são confiança e sabedoria.
Eu venho de um lugar onde irmão é
laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o
coração de mãe.
Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é
paz, fé e carinho.
Eu venho de lá e não estou sozinho, “SOU CATADOR DE
LINDEZAS”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem.
Procuro bonitezas e bem-querer, sobrevivo do que tem clareza
e só busco o que aprendi a gostar. Não me esqueço de onde venho e vou sempre
querer voltar. Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a
maços de alfazema e alecrim. Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de
bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho…
Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não
existe.
Digo-te: tem sim, é fácil encontrar. Silencie, respire, desarme-se,
perceba, é pertinho.
Este lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência,
está em cada um de nós. Basta a gente buscar.”
Manuel MAGNO Cachucho JARDIM nasceu em 2 de setembro
de 1986 na bela cidade do Funchal. Uma das coisas que mais o atraíram desde cedo
foram os mistérios do universo, a escrita como linguagem e forma de comunicação
entre as pessoas. De suas múltiplas facetas, é bombeiro na reserva onde já
desempenhou e sempre que necessário desempenha sua função em prol da
comunidade; também é empresário na área da restauração, na qual,
juntamente com sua companheira, gere quatro espaços comerciais estando
presentemente a promover um projeto de reconstrução para uma nova área
habitacional e de restauração no mesmo concelho onde habita, no Concelho da
Calheta, o maior Concelho da ilha da Madeira na zona oeste. Reparte os seus
dias na área da Cultura em projetos de ordem artística, englobando músicos
nacionais e estrangeiros, bem como algumas figuras públicas e na promoção de
eventos. É um aguerrido defensor da justiça e sempre que pode atua na esfera
política demonstrando o que melhor e valoroso o ser humano tem.
“Simplesmente passar a “Mensagem” por sentir que esse dever
me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova corrente literária por
inerência não acharia nada mal.”
Boa leitura!
Escritor Magno Jardim, é um prazer contarmos com a sua
participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter
gosto por Fernando Pessoa?
Magno Jardim - Olá, é um prazer. Fernando Pessoa
chegou-me por meio de um amigo, sendo que desde uma das minhas primeiras
leituras (Augusto Cury – “Inteligência Multifocal”) intentou a me descobrir
internamente; fui dessa forma, projetado a entender um Fernando tanto ou igual
a nós os outros, visto até ele ser tantos. É aí nesse meio que ele se expressa
desenhando e criando heterônimos no sentido de se exprimir e se tornar
intemporal. Daí a minha senda na descoberta do que mais nele havia de oculto e
guardado por ele conscientemente para o futuro.
O que a escrita representa para você?
Magno Jardim - A escrita para mim representa um mundo
apenas concebível pela sua forma expressa. Representa o incriado e a sua
perpetuação ao longo dos tempos mais não seja uma forma de comunicação mais
concreta e de partilha de conhecimento.
Você já tem dois livros publicados: “5º Império” e “5º
Império - A Quimera”. O que os diferencia de o “5º Império – O Eco das
Palavras”?
Magno Jardim -O “5º Império - O Eco das Palavras” é a
síntese do que no “5º Império - A Quimera” seria de sintético; e o que de
verdadeiro está no 5º império é a realização da gnose propriamente dita de
forma enfática, e diria até real do verdadeiro objetivo do “Encoberto” e o seu
papel último na consignação do quinto império imaterial do século XXI e
objetivos últimos da missão que Portugal falta cumprir. Como refere o grande
autor e defensor desta mesma façanha, Rainer Daehnhardt: “Falar da Missão de
Portugal é tocar no fundo de cada um de nós, portugueses, mas não só, também de
todos aqueles que se identificam com a nossa forma de ver, pensar e sentir as
coisas, em suma, o modo como a mente e o coração de cada ser humano podem e conseguem
alcançar um verdadeiro diálogo dentro de si e com o mundo que o rodeia (Eduardo
Amarante). Sentir-se português é amar Portugal, identificar-se com esta terra e
sua gente, é compartilhar os conhecimentos das origens, é beber das fontes
autênticas do passado e preocupar-se com o futuro”.
Apresente-nos “5º Império - O Eco das Palavras”?
Magno Jardim - Elaborado a partir do processo de
pensamento e de ideias, cria uma ponte desmistificando o sentido da “Mensagem”
de Fernando Pessoa por meio da interpretação criando um vazio e a impotência no
leitor espicaçando-o, chocando-o e gozando com e da liberdade de uma maneira
dinâmica ao lado mais humano e sensível das pessoas. É revolucionário e até
insano ao mesmo tempo que a cósmica assim o pretende na expansão sem dúvida dos
horizontes pela autoanálise e autoconhecimento, dando fatores para o
desenvolvimento do pensamento crítico, estimulando o processo criativo pessoal
de cada pessoa, dando um novo universo ao mundo, transformando-nos a cada um de
nós inicialmente, promovendo a liberdade e a força de expressão contida em cada
ser humano justo e ponderado.
Quais os principais desafios para construção dos textos que
compõem a obra?
Magno Jardim - Sem dúvida, conseguir conciliar a força
das expressões de forma dramática e concisa fugindo aos cânones e aos
postulados gramaticais, usando da minha criatividade como criador e autor de
tal aprimoramento filosófico e psíquico por forma a transmitir a tal “Mensagem”
de uma forma mais simples se calhar até mesmo de maneira espírita por forma a
cumprir os tais desígniosdo Quinto, o tal “Encoberto” que vem no nevoeiroda
alma e dos pensamentos para nos salvar.
Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de
o “5º Império - O Eco das Palavras”?
Magno Jardim - Acima de tudo fazer chegar a liberdade
intangível, inteligível e inatingível do espírito sobre a matéria, demonstrar
como tudo, de certa forma, se encontra interligado para a realização da
determinada gnose do 5º império não sendo meramente especulativo e muito menos
uma força de estilo usada para desabafar uma simples mágoa.
Apresente-nos um dos textos publicados no livro.
Magno Jardim - Esse mesmo trilho que a alma percorre em
busca do seu sentido, do seu propósito e do conhecimento de si próprio, acaba
por se cruzar inevitavelmente com outras entidades no mesmo processo
eternamente intrínseco ao ser humano em toda a sua existência. É neste sentido,
nestes poucos tempos da nossa civilização que as ideias e os valores mais altos
se levantam e nos são transmitidos ao longo da nossa história, para que nunca
nos esqueçamos de quem somos, de onde viemos e para onde vamos e, de que, por
mais curta que seja a demanda, ela se glorifique por meio das nossas ações, por
meio das nossas palavras. Pág. 8.
E isto claro está, nas mais diversas áreas da sociedade. O
5º Império, dos tempos os quais as datas se aproximam; os símbolos
especificados fecundam naquela que é a poética Pessoa na que transmitem algo
que se perdeu e vamos inevitavelmente perdendo com estes novos tempos que se
aproximam e que muitos de nós ainda lutamos para preservar; a nossa identidade,
o nosso “Ser”, o nosso escol. O que mais não é do que a representação de quem
somos no mundo, mas como bem o “Ser” de quem somos?! As nossas decisões?! Modo
de estar?! No nosso país?! O nosso país; no mundo. Como cidadãos num
espiritualismo, com perda sucessiva de valores que, em muito ou pouco, somos
senhores de nós mesmos, mas sim somos apenas simples observadores das decisões
de outrem e do mundo que nos rodeia, em que não agimos em conformidade com as
nossas raízes e em muito menos com os nossos sentimentos! Págs. 13 e 14.
Onde podemos comprar o seu livro?
Magno Jardim - No site da Chiado Editora, se bem que
até acho que tem representação física no Brasil, no Amazon, no site da Wook,
pela livraria Bertrand, na Fnac e até eu mesmo tenho alguns exemplares que
posso enviar a cobrar ao destinatário como cheguei a fazer para o Brasil com as
obras anteriormente publicadas, tanto como para o México, a Argentina,
Venezuela e EUA etc. exatamente mesmo pelo conteúdo tocar as pessoas na sua
essência.
Magno Jardim - Simplesmente passar a “Mensagem” por
sentir que esse dever me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova
corrente literária por inerência não acharia nada mal.
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom
conhecer melhor o escritor Magno Jardim. Agradecemos sua participação na
Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Magno Jardim - Por mais incrível que pareça, vou deixar
presente o que sempre me aconselharam que é o famoso “Estuda”, que muitos pais
e professores fazem questão de querer deixar patentes na vida daqueles que
tocam. Por ser o futuro que nos é dado a ferramenta que nos é oferecida para
que possamos poder aprender a pensar e isso que nada é mais do que um direito
dos mais importantes para a nossa subsistência e evolução quanto e como seres
humanos. O meu muito obrigado.
Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura