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domingo, 10 de junho de 2018

DELICIOSA CARTA DE VINÍCIUS DE MORAES PARA TOM JOBIM


...Mas que serve para todos nós!



"Caro Tonzinho, estou em Paris, num hotel com sacada sobre uma praça, que dá para toda solidão do mundo e diz:

Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração.
Precisa saber falar e saber calar no momento certo. Sobretudo, saber ouvir.

Deve gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas. Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.
Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.

Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo. Se não for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa. Precisa ter qualidades humanas. Sua principal meta deve ser a de ser amigo. Deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.

Que ele goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver. Que goste dos mesmos gostos. Que se emocione quando chamado de amigo. Que saiba conversar sobre coisas simples e de recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia; das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças d’água, de beira de estrada, do cheiro da chuva e de se deitar no capim orvalhado.

Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo.

Deve ser Dom Quixote sem contudo desprezar Sancho.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.”


(Recebi via WhatsApp)

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (82)

10º Domingo do Tempo Comum – 10/06/2018

Anúncio do Evangelho (Mc 3,20-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”.
Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. 
Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu:
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a encenação do Evangelho:

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Por que temos medo de quem é diferente?

“Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que Ele estava possuído por Belzebu…” 

Desconcertante: exatamente assim foi Jesus; e sabemos disso através dos evangelhos. Jesus foi um homem que viveu e falou de tal maneira que se revelou desconcertante para aqueles que o conheceram e se aproximaram dele. Jesus desconcertou sua família que o considerava louco; desconcertou àqueles que o acusavam de “blasfemo”, de “Belzebu”, de “escandaloso”. Jesus desconcertou todo mundo, até o final de sua vida, que foi o mais desconcertante de tudo. Desconcertou porque assumiu uma postura diferente frente ao contexto social, religioso e político no qual viveu. Jesus não se “encaixou” em nenhum grupo e deixou transparecer sua liberdade frente às leis, às tradições de seu povo, ao templo, aos poderes... Por isso foi incompreendido e rejeitado.

Numa sociedade corrupta e deformada, uma pessoa que se ajusta ao modo de proceder e de pensar dos intolerantes e preconceituosos, não desconcerta ninguém; é uma pessoa “formatada” que passa pela vida sem deixar “marcas”, sem saber “por quê e para quê vive”, deixando tudo como está.

Jesus viveu deslocamentos contínuos; fez-se presente em diversos lugares; teve contatos com outras culturas, raças, expressões religiosas… Tudo isso o enriqueceu, tornando-o diferente, aberto; sua vida se ampliou, sua mente se abriu, seu coração se expandiu… Nova visão, nova experiência… Seu movimento de vida foi desencadeado nas casas, ao longo dos seus percursos; Jesus desejou que também sua casa entrasse nesse movimento em favor da vida. Mas não foi acolhido pelos seus parentes, pois não se “encaixou” mais nos esquemas da família, da religião, da sua comunidade… Seus parentes em Nazaré continuaram vivendo uma estreiteza de vida; Jesus não voltou mais o mesmo, saiu da “normalidade” de vida própria de Nazaré. Voltou enriquecido, expansivo, muito maior, mas não foi compreendido. 

O deslocamento de Jesus pelos territórios vizinhos da Galileia revela-se como um apelo e uma ocasião privilegiada para pôr em questão nosso confinamento religioso, nossas posturas fechadas, nossas visões preconceituosas... e abrir-nos à diversidade e ao diferente. Sem alteridade regenerante caímos no confinamento de uma pureza de ortodoxia, de um fascismo enrustido, de um legalismo estéril, de uma doutrina impositiva. Confinamento que nos torna cegos aos valores e riquezas que vem de outras expressões humanas, sociais e religiosas.

Vivemos contínuos deslocamentos geográficos, sociais, culturais, religiosos… Tudo isso nos enriquece. Com esta riqueza voltamos às nossas Nazarés, para ampliá-las, expandi-las. Não se trata de impor, mas de propor; compartilhar as ricas experiências adquiridas. Não é fácil ser diferente dos outros; não é fácil assumir uma vida alternativa frente àqueles que estão petrificados em suas posturas e ideias; não é fácil dizer “não” onde todos, como cordeiros, dizem “sim”; não é fácil fazer o que ninguém quer fazer.

Toda autêntica vida humana é vida com os outros, é convivência, é encontro... Assim, o princípio de alteridade está fundado no princípio de identidade; a diversidade reforça a identidade pessoal: podemos nos compreender apesar de sermos diferentes, porque todos somos seres criados e agraciados por Deus, chamados a ser habitados por uma verdade que está para além de uma religião e uma cultura específica. 

Somos humanos, seres em caminho, buscadores de sentido, buscadores da verdade e habitados pelo mesmo Deus. E viver a “cultura do encontro” (Papa Francisco) implica respeitar e se alegrar com a diversidade, considerando-a riqueza. Saber conviver com as diferenças é sinal de maturidade. É maravilhoso que haja raças, costumes, cultura, gênero, religiões, tradições, línguas, formas de pensar... diferentes. Assim, ser seguidores(as) de Jesus nos converte em seres abertos, acolhedores da diferença.

As diferenças mobilizam a energia e a fertilidade criadora; elas provocam intercâmbio entre as pessoas. A diversidade é uma forma de aproximação entre os seres humanos.  A diferença do “outro” deve ser motivo para o encontro e para o enriquecimento mútuo. A diferença é rebelde, quebra o uniformismo, convulsiona a quietude, sacode a rotina. É a diferença que gera alteridade. O outro é diversificado e não repetitivo. Massificar as pessoas é uma forma de silenciá-las e dominá-las. Perverter a diferença é uma atitude que degrada a pessoa. Diferença é originalidade, é o inédito, é o que excede a medida comum, é o que distingue uma personalidade de outra. A humanidade é profundamente diversificada em seus talentos, valores originais e em sua vitalidade; seu tesouro está precisamente em sua diversidade criadora.

Daí a importância e a urgência de aprender a valorizar o que é próprio e também o que é diferente, esforçando-se para não transformar as diferenças normais (geográficas, culturais, de raça, de gênero...) em desigualdades. É preciso educar e preservar as diferenças humanas. 

Deveríamos pensar mais sobre a importância das diferenças que nos humanizam.  Deveríamos admirar as diferenças pessoais e grupais, e não lamentá-las. É necessário evitar tudo o que reprime as diferenças e desenvolver a verdadeira coexistência pessoal, social, científica, religiosa, ética. Deveríamos remover abusos e vícios que anulam a diferenças. Perverter a diferença é uma atitude que degrada a pessoa. Valorizar a diferença e os diferentes implica tratar com cortesia, saber interagir, trabalhar juntos, respeitar... 

Segundo o modo de ser e proceder de Jesus, o que mais nos desumaniza é viver com um “coração fechado” e endurecido, um “coração de pedra”, incapaz de amar e de abrir-se ao novo. Quem vive “fechado em si mesmo”, não pode acolher o Espírito de Deus, não pode deixar-se guiar pelo Espírito de Jesus, pois acredita que quem é diferente “está possuído por um espírito mau” (3,30).

Quando nosso coração está “fechado”, em nossa vida não há mais compaixão e passamos a viver indiferentes à violência e à injustiça que destroem as relações entre as pessoas. Passamos a viver separados da vida, desconectados. Uma fronteira invisível nos separa do Espírito de Deus que tudo dinamiza e inspira; é impossível sentir a vida como Jesus sentia. Quem assume atitudes de indiferença tem medo do diferente, e a vida vai se atrofiando... 

Num coração petrificado o Espírito não tem liberdade de atuar; dessa resistência à ação do Espírito brotam as doentias divisões internas. São os dinamismos “diabólicos” (aquilo que divide) que se instalam em nosso interior, atrofiam nossas forças criativas e nos distanciam da comunhão com tudo e com todos.

Não podemos permanecer trancados em redutos que rejeitam as diferenças existenciais. Daí a importância de aprender a ver o melhor de cada pessoa e de cada povo, superando as visões estreitas e fundamentalistas e todo tipo de racismo, xenofobia, desprezo, mixofobia, preconceito, dominação...

A “Ruah de Deus” nos move a construir uma Comunidade fraterna, capaz de abrir suas portas e derrubar seus muros, para que ninguém se sinta excluído. É missão específica da Ruah integrar as diferenças numa grande comunhão universal. Não podemos matar a presença e a ação original do Espírito. 

Texto bíblico:  Mc 3,20-35 

Na oração: “E olhando para os que estavam sentados ao seu redor…” Estar em círculo supõe uma postura de acolhida e comunhão com os outros, respeitando sua diversidade.  Tal atitude quebra toda pretensão de imposição, de poder, de violência... Isso só é possível quando Jesus se faz o centro.

Trata-se de uma imagem espacial do discipulado que pode nos ajudar a entender melhor nossas posturas vitais, tanto no nível pessoal como no comunitário ou na missão.

- “Estar em círculo” também quer dizer que estamos vinculados a outros numa postura corporal que tem Jesus como centro. A imagem do círculo é a que melhor expressa o modo de seguir Jesus e não a “hierarquia” que dá margem ao carreirismo e à busca de poder. 

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 9 de junho de 2018

BRASIL AINDA SERÁ UM GRANDE PAÍS! - Marcos Machado


9 de junho de 2018
Marcos Machado

O bem documentado artigo de Aiuri Rebello no site da UOL (1-6-18) sob o título “Brasil fez manobras irregulares para emprestar dinheiro com desconto para outros países” — melhor diríamos: Manobras irregulares do PT para favorecer Cuba, Venezuela e países africanos de esquerda —, mostra como os 13 anos do governo PT depauperam os cofres brasileiros em favor da esquerda nas Américas e na África.

Os dados são do “relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que integra os autos da Operação Lava Jato e analisou 140 operações de crédito para outros países segurados no FGE (Fundo de Garantia à Exportação)” […].


Desde que contratassem empresas brasileiras…

Continua o artigo, informando que as nações que recebessem a verba deviam contratar empreiteiras brasileiras: “Fiador destes financiamentos por meio do FGE, o governo brasileiro concedeu descontos — irregulares, segundo o TCU — da ordem de pelo menos R$ 735 milhões no prêmio do seguro pago por países da América Latina, Caribe e África.”

E quais eram essas empresas brasileiras consideradas “campeãs nacionais”? Aquelas grandes construtoras que todo brasileiro já conhece, envolvidas em propinas em favor da agenda política esquerdista do PT.

Aqui vale o princípio marxista aplicado ao governo petista: o fim justifica os meios. Afundem-se os cofres brasileiros, pouco importa desde que o petismo lucre em propaganda e expansão.


Vergonhosas declarações do ex-chanceler do expansionismo petista

Ainda segundo artigo: “‘Era um objetivo do governo aproximar o Brasil dos países africanos e latino-americanos’, afirmou Amorim”. De que países? Os fatos mostram que eram apenas países bolivarianos ou de orientação esquerdizante na África.

O ex-chanceler Amorim — melhor diríamos, ex-chanceler do expansionismo petista — continua, segundo o UOL: “Não era uma questão ideológica, era política. A aproximação econômica, concessão de empréstimos, era só uma das frentes de atuação”.

Dessa “aproximação econômica” tivemos como fruto o calote de cerca de 1 bilhão da Venezuela, um tanto de Moçambique e não se sabe o que mais virá para onerar o bolso do contribuinte brasileiro. Por quê? Porque favorecia o imperialismo petista.


Uma qualidade que não falta ao brasileiro

Nós, brasileiros, podemos até fingir que não percebemos, mas na realidade temos uma percepção agudíssima e com um simples olhar já percebemos tudo. Como imaginar que nosso povo acreditaria nessa teia de trapaças e urdiduras do PT durante 13 anos no Poder?

Essa percepção de nosso povo nós a notávamos enquanto palmilhávamos ano após ano o Brasil nas caravanas da TFP, em contato direto com o público da rua. O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira tinha advertido que o brasileiro presta atenção no caravanista da TFP e se põe a perguntar: “Este jovem que está falando comigo acredita no ideal que ele divulga? Ou é um repetidor de frases?”.
Assim também, o brasileiro autêntico nunca se enganou em relação ao PT.

Por índole — como já escrevemos aqui neste site — somos também, um povo pacato. Cuidado, porém, quando o pacato se levanta e faz valer os seus direitos: aí estão, nas cidades e ruas brasileiras, as marchas do autêntico povo desde 2013.


Algo a mais de que precisamos na fase pós-petista

O Brasil deu um “basta” ao petismo, mas não podemos sucumbir à tentação de parar no meio do caminho.

É uma lei histórica, que vale também para a reconstituição dos ossos fraturados e dos tecidos: em 2018 precisamos ficar mais fortes na vigilância anticomunista e mais fiéis a Deus e a seus Mandamentos do que éramos antes da malfadada era petista.

Vejamos, pois, o sábio e oportuno conselho:

“Não façamos dos louros, hoje, a sepultura gloriosa de nossas energias de ontem [lembremo-nos das gloriosas concentrações anti-PT nas principais cidades brasileiras]. A própria linha ascensional e íngreme da vereda que acabamos de trilhar nos mostra que são árduos os caminhos que conduzem às vitórias de Deus. Novas ascensões nos esperam. Novas tempestades se adensam em horizontes ainda longínquos. Há tocaias novas ao longo de novos caminhos. Alerta, pois, que vencemos uma batalha e não uma guerra. Outras batalhas aí estão. O momento é de alegria sã e vibrante. Longe de nós a indolência emoliente dos que já se dão por satisfeitos”.1

Nossa Senhora Aparecida nos ajude nesta reconstrução do Brasil, ajude-nos a perceber e rejeitar as falsas manobras de um falso “centrismo” acomodatício que pretende perpetuar a esquerda e fazer a ponte entre o petismo e a civilização cristã.

Este ainda será um grande País, que reclama para isso líderes à altura de nossa vocação histórica. Não cedamos à tentação de ficar a meio caminho entre o erro e a verdade.

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AS REINAÇÕES DE LULA – Carlos José Marques


08/jun/18 

Mesmo no xilindró, há quase três meses encarcerado, Luiz Inácio Lula da Silva não desiste da fuzarca. Quer visitas, quer passar recados, quer se manter nos holofotes. Recursos pela sobrevivência. E assim tem feito através de mensagens que envia por intermédio de seus estafetas. Dos comentários, a suprema maioria beira o ridículo – quase cômico, não fosse absurdo – e dá o tom de delírio avançado que arrebata o honorável líder petista.

Tome-se, por exemplo, a avaliação que ele fez, logo a seguir trombeteada por ninguém menos que seu poste presidencial, Dilma Rousseff, sobre as injunções na política de preços da Petrobras. Avisou Lula estar muito preocupado com o futuro da estatal do petróleo. Logo ele, que junto com a sucessora, anarquizou as tarifas de combustível, praticou populismo rasgado congelando reajustes, pintou e bordou naquela seara, limando de vez a competitividade da empresa? Lula não se condói do que diz?

O Petrolão, os dutos de escoamento da propina desavergonhada, a quadrilha de saqueadores que, junto com a sua turba, colocou lá não despertaram sequer uma ruga de preocupação no grande paladino moral. Já os movimentos para resolver uma greve incontrolável, esses são imperdoáveis na visão algo cínica desse mestre das dissimulações. É preciso muito óleo de peroba na cara para encenar tal papel.

 Lula maneja com destreza a arte de converter eventos, quaisquer que sejam, a seu favor. Com as patacoadas verbais esconde fatos desabonadores e adapta versões para beneficiar a cultuada imagem, que faz de si próprio, de um “salvador”. Não passaria em um detector de mentiras.

O loroteiro tentou até pegar carona no movimento dos caminhoneiros falando que, se fosse ele, solto, não haveria desabastecimento. Por trás, incitou a tropa de partidários a promover a paralisação dos petroleiros. A maneira de fazer política que Lula encarna tem na ideia do “quanto pior, melhor” a grande bandeira. Para ele, o avança da algazarra é um benefício. Nada de promover a pacificação.

Lula não admite nem mesmo composições. Deseja o poder absoluto. Sonha em resgatar o papel de mandatário para reativar, sem amarras, seus habituais desmandos. Deixou claro que no eixo das candidaturas de esquerda não fechará com ninguém. O pedetista Ciro Gomes até que tentou costurar uma aliança. Em vão. Levou um chega pra lá do demiurgo de Garanhuns.

Em seguida, o PT foi orientado a comunicar que estavam suspensos todos os movimentos de acordos eleitorais. A agremiação prefere mesmo o isolamento suicida. A tal ponto que teve o atrevimento de pedir ao TSE o direito de colocar uma espécie de “dublê” nas eventuais sabatinas que venham a ser feitas durante a campanha – já que seu “titular” não poderá participar direto da cadeia. Desfaçatez sem tamanho. O Partido dos Trabalhadores sabe, de antemão, que o nome Lula está definitivamente fora das urnas, enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Somente uma reviravolta impensável – por representar uma quebra gritante do primado das regras – mudaria esse status quo.

Enquanto isso, os petistas tumultuam o processo com desinformações e artimanhas. Nesse pormenor se esmeram. A última no capítulo dos escárnios foi pedir ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que revisse, de forma cautelar, a prisão de Lula por não se tratar – no entender deles – de um criminoso comum. A velha conversa de processo político. O recurso foi finalmente julgado pelo colegiado internacional na semana passada, que rejeitou o pedido, realçando que o devido processo legal foi seguido e que não havia “dano irreparável” à luz dos direitos humanos. A agência da ONU, por mais delirante que tenha sido a opção de consultá-la, figurou como mais um degrau nas reinações de Lula, para quem apelar, procrastinar e reclamar sem fundamento não tem limites.

Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três



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sexta-feira, 8 de junho de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO: Nota de Esclarecimento


Nota de Esclarecimento


Comunicado de Santo Antônio:

Prezadas Fiéis, devido ao grande número de encalhadas e de solteiras no mercado, fica impossível atender a todas.

Lembro a vocês que sou um Santo Casamenteiro, pois o Santo das Causas Perdidas e Desesperadas é São Judas Tadeu.

A todos que estão me deixando de cabeça para baixo no copo d'água,  aviso que não vai adiantar nada, pois tenho curso intensivo de mergulho!

Agradeço a compreensão,

Santo Antônio.

.....  

Resposta de São JudasTadeu a Santo Antonio:

Querido Antonio, você tá de sacanagem comigo, né meu irmão?
  
Sei que tá com muito trabalho nesta semana por causa do seu niver, mas mandar esse bando de tribufu e encalhadas pra mim, já é muita falta de respeito e consideração, né mano!?

Encaminha essas "Suas Amigas Desesperadas" pro JORGE, pois, quem tem habilidade pra lidar com Dragão é ele!

Fica na Fé!
São JudasTadeu

(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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quinta-feira, 7 de junho de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Catador de lindezas


Catador de lindezas


Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.

Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor.

Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.

Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria. 

Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe.

Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho.

Eu venho de lá e não estou sozinho, “SOU CATADOR DE LINDEZAS”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem.

Procuro bonitezas e bem-querer, sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar. Não me esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar. Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim. Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho…

Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe.
Digo-te: tem sim, é fácil encontrar. Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho. 

Este lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência, está em cada um de nós. Basta a gente buscar.”

Sejamos CATADORES DE LINDEZAS!!! (…)


(Autor não mencionado)


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EM ENTREVISTA, O PORTUGUES MAGNO JARDIM APRESENTA TRAJETÓRIA LITERÁRIA


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Manuel  MAGNO Cachucho JARDIM nasceu em 2 de setembro de 1986 na bela cidade do Funchal. Uma das coisas que mais o atraíram desde cedo foram os mistérios do universo, a escrita como linguagem e forma de comunicação entre as pessoas. De suas múltiplas facetas, é bombeiro na reserva onde já desempenhou e sempre que necessário desempenha sua função em prol da comunidade; também é empresário na área da restauração, na qual, juntamente com sua companheira, gere quatro espaços comerciais estando presentemente a promover um projeto de reconstrução para uma nova área habitacional e de restauração no mesmo concelho onde habita, no Concelho da Calheta, o maior Concelho da ilha da Madeira na zona oeste. Reparte os seus dias na área da Cultura em projetos de ordem artística, englobando músicos nacionais e estrangeiros, bem como algumas figuras públicas e na promoção de eventos. É um aguerrido defensor da justiça e sempre que pode atua na esfera política demonstrando o que melhor e valoroso o ser humano tem.

“Simplesmente passar a “Mensagem” por sentir que esse dever me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova corrente literária por inerência não acharia nada mal.”
Boa leitura!


Escritor Magno Jardim, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter gosto por Fernando Pessoa?

Magno Jardim - Olá, é um prazer. Fernando Pessoa chegou-me por meio de um amigo, sendo que desde uma das minhas primeiras leituras (Augusto Cury – “Inteligência Multifocal”) intentou a me descobrir internamente; fui dessa forma, projetado a entender um Fernando tanto ou igual a nós os outros, visto até ele ser tantos. É aí nesse meio que ele se expressa desenhando e criando heterônimos no sentido de se exprimir e se tornar intemporal. Daí a minha senda na descoberta do que mais nele havia de oculto e guardado por ele conscientemente para o futuro.


O que a escrita representa para você?

Magno Jardim - A escrita para mim representa um mundo apenas concebível pela sua forma expressa. Representa o incriado e a sua perpetuação ao longo dos tempos mais não seja uma forma de comunicação mais concreta e de partilha de conhecimento.


Você já tem dois livros publicados: “5º Império” e “5º Império - A Quimera”. O que os diferencia de o “5º Império – O Eco das Palavras”?

Magno Jardim -O “5º Império - O Eco das Palavras” é a síntese do que no “5º Império - A Quimera” seria de sintético; e o que de verdadeiro está no 5º império é a realização da gnose propriamente dita de forma enfática, e diria até real do verdadeiro objetivo do “Encoberto” e o seu papel último na consignação do quinto império imaterial do século XXI e objetivos últimos da missão que Portugal falta cumprir. Como refere o grande autor e defensor desta mesma façanha, Rainer Daehnhardt: “Falar da Missão de Portugal é tocar no fundo de cada um de nós, portugueses, mas não só, também de todos aqueles que se identificam com a nossa forma de ver, pensar e sentir as coisas, em suma, o modo como a mente e o coração de cada ser humano podem e conseguem alcançar um verdadeiro diálogo dentro de si e com o mundo que o rodeia (Eduardo Amarante). Sentir-se português é amar Portugal, identificar-se com esta terra e sua gente, é compartilhar os conhecimentos das origens, é beber das fontes autênticas do passado e preocupar-se com o futuro”.


Apresente-nos “5º Império - O Eco das Palavras”?

Magno Jardim - Elaborado a partir do processo de pensamento e de ideias, cria uma ponte desmistificando o sentido da “Mensagem” de Fernando Pessoa por meio da interpretação criando um vazio e a impotência no leitor espicaçando-o, chocando-o e gozando com e da liberdade de uma maneira dinâmica ao lado mais humano e sensível das pessoas. É revolucionário e até insano ao mesmo tempo que a cósmica assim o pretende na expansão sem dúvida dos horizontes pela autoanálise e  autoconhecimento, dando fatores para o desenvolvimento do pensamento crítico, estimulando o processo criativo pessoal de cada pessoa, dando um novo universo ao mundo, transformando-nos a cada um de nós inicialmente, promovendo a liberdade e a força de expressão contida em cada ser humano justo e ponderado.


Quais os principais desafios para construção dos textos que compõem a obra?

Magno Jardim - Sem dúvida, conseguir conciliar a força das expressões de forma dramática e concisa fugindo aos cânones e aos postulados gramaticais, usando da minha criatividade como criador e autor de tal aprimoramento filosófico e psíquico por forma a transmitir a tal “Mensagem” de uma forma mais simples se calhar até mesmo de maneira espírita por forma a cumprir os tais desígniosdo Quinto, o tal “Encoberto” que vem no nevoeiroda alma e dos pensamentos para nos salvar.


Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de o “5º Império - O Eco das Palavras”?

Magno Jardim - Acima de tudo fazer chegar a liberdade intangível, inteligível e inatingível do espírito sobre a matéria, demonstrar como tudo, de certa forma, se encontra interligado para a realização da determinada gnose do 5º império não sendo meramente especulativo e muito menos uma força de estilo usada para desabafar uma simples mágoa.


Apresente-nos um dos textos publicados no livro.

Magno Jardim - Esse mesmo trilho que a alma percorre em busca do seu sentido, do seu propósito e do conhecimento de si próprio, acaba por se cruzar inevitavelmente com outras entidades no mesmo processo eternamente intrínseco ao ser humano em toda a sua existência. É neste sentido, nestes poucos tempos da nossa civilização que as ideias e os valores mais altos se levantam e nos são transmitidos ao longo da nossa história, para que nunca nos esqueçamos de quem somos, de onde viemos e para onde vamos e, de que, por mais curta que seja a demanda, ela se glorifique por meio das nossas ações, por meio das nossas palavras. Pág. 8.
E isto claro está, nas mais diversas áreas da sociedade. O 5º Império, dos tempos os quais as datas se aproximam; os símbolos especificados fecundam naquela que é a poética Pessoa na que transmitem algo que se perdeu e vamos inevitavelmente perdendo com estes novos tempos que se aproximam e que muitos de nós ainda lutamos para preservar; a nossa identidade, o nosso “Ser”, o nosso escol. O que mais não é do que a representação de quem somos no mundo, mas como bem o “Ser” de quem somos?! As nossas decisões?! Modo de estar?! No nosso país?! O nosso país; no mundo. Como cidadãos num espiritualismo, com perda sucessiva de valores que, em muito ou pouco, somos senhores de nós mesmos, mas sim somos apenas simples observadores das decisões de outrem e do mundo que nos rodeia, em que não agimos em conformidade com as nossas raízes e em muito menos com os nossos sentimentos! Págs. 13 e 14.


Onde podemos comprar o seu livro?

Magno Jardim - No site da Chiado Editora, se bem que até acho que tem representação física no Brasil, no Amazon, no site da Wook, pela livraria Bertrand, na Fnac e até eu mesmo tenho alguns exemplares que posso enviar a cobrar ao destinatário como cheguei a fazer para o Brasil com as obras anteriormente publicadas, tanto como para o México, a Argentina, Venezuela e EUA etc. exatamente mesmo pelo conteúdo tocar as pessoas na sua essência.


Quais os seus principais objetivos como escritor?

Magno Jardim - Simplesmente passar a “Mensagem” por sentir que esse dever me foi incumbido, se bem que a criação de uma nova corrente literária por inerência não acharia nada mal.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Magno Jardim. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Magno Jardim - Por mais incrível que pareça, vou deixar presente o que sempre me aconselharam que é o famoso “Estuda”, que muitos pais e professores fazem questão de querer deixar patentes na vida daqueles que tocam. Por ser o futuro que nos é dado a ferramenta que nos é oferecida para que possamos poder aprender a pensar e isso que nada é mais do que um direito dos mais importantes para a nossa subsistência e evolução quanto e como seres humanos. O meu muito obrigado.


Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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