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terça-feira, 13 de março de 2018

INTOLERÂNCIA MAL DISFARÇADA - Péricles Capanema


Intolerância mal disfarçada 
12 de Março de 2018

FHC com Fidel e Chavez — dois tiranos que afundaram seus países na extrema miséria e não apenas material, mas também cultural e espiritual. O que igualmente teria ocorrido no Brasil, caso o PT não tivesse sido apeado do Poder.

Péricles Capanema

Fernando Henrique Cardoso concedeu reveladora entrevista, largamente distribuída, a Fernando Grostein Andrade. Como se sabe, o atual presidente de honra do PSDB, além de elder stateman, é tido como sendo o mais conhecido intelectual público do Brasil. A entrevista tem advertência importante, vem a seguir; traz ainda péssimas posições, mau agouro para o que pode vir para o Brasil.

Por itens.

1. A advertência: o tráfico vai financiar e eleger candidatos. Estamos a sete meses da eleição de deputados, senadores, governadores, presidente da República. As campanhas serão caríssimas, mesmo que pouca gente o reconheça. Lembro, ninguém ou quase tanto quis fazer valer o voto facultativo, o que as baratearia de imediato. E o STF proibiu o financiamento empresarial. O dinheiro público será insuficiente, o grosso virá de outras fontes, em geral não registradas, receia-se com razão.

Diz o antigo presidente da República: “Olha, quando comecei a mexer com essa questão de política de drogas, minha preocupação era com a democracia. Pouco a pouco, os narcotraficantes foram tendo influência política. Pablo Escobar é o maior exemplo disso. Mas não é só ele e não é só lá. O Brasil ainda não tinha chegado a este ponto, mas está começando. O problema é que os narcotraficantes dominaram certas áreas. E começam a entrar na vida política. Aconteceu na Colômbia. Vai acontecer no Brasil, está acontecendo. O tribunal eleitoral proibiu o uso do dinheiro das empresas, quem é que tem dinheiro? É o narcotraficante, as igrejas [evangélicas] têm, que é do dízimo”.

2. Apoio ao desatino da reforma agrária brasileira e simpatia pelo MST. Na entrevista, FHC satisfeito vira as costas para os ruralistas e aplaude ufano a subversão no campo, certamente prejudicando a candidatura Alckmin e de vários companheiros do PSDB, mas danos eleitorais parecem migalhas, diante da perspectiva de mais uma vez o político tucano se mostrar afinado com a esquerda, mesmo a mais radical: “Reforma agrária no Brasil foi feita por duas pessoas. Duas pessoas, não, dois governos. O do Lula e o meu. Ninguém sabe o quanto de terra foi distribuído. É uma barbaridade. Mas fui eu o Lula quem fizemos. O MST ajudou, porque faz barulho”.

3. Só a briga pelo poder afasta PT e PSDB. FHC vê os tucanos como doutrinariamente próximos ao PT, partido que tem em seus documentos o coletivismo total como meta (coletivismo é outro nome para comunismo): “Por que o PT e o PSDB nunca se juntaram? Por disputa de poder, não por disputa ideológica. Se eu pudesse reviver a História eu tentaria me aproximar não só do Lula, mas de forças políticas que eu achasse progressistas. Eu gosto do Fernando Haddad”. O presidente honorário do PSDB continua indiferente às devastações eleitorais que pode causar em correligionários, escorraçando eleitorado que agora pensa votar no PSDB como barreira ao PT. Esbofeteia alegremente conveniências eleitorais de aliados e bafeja possibilidades de vitória de adversários.

4. FHC prega frente comum com correntes libertárias. Enquanto que, da direita, quer distância, em especial dos conservadores em matéria de costumes, faz frente comum com libertários: “Você tem uma direita em matéria de costumes, conservadora. Eu sou liberal em matéria de costumes, completamente liberal. Acho que a diversidade tem de ser respeitada. O pessoal da direita reacionária não acha isso. Está errado”.

5. Jean Wyllis, coincidimos em geral. Jean Willys (PSol-RJ) é o deputado das causas LGBT, tem posições à esquerda do que publicamente defende a maioria dos deputados do PT. FHC vai até ele: “Eu já defendi o Jean Willys publicamente. Tive um debate com ele e em geral coincidimos. Eu o defendi publicamente, porque acho que ele é corajoso”.

6. Intolerância com conservadores e direitistas. Num sentido, o líder tucano favorece o programa demolidor da esquerda, almeja para ela liberdade total em suas tentativas de implantá-lo. Em rumo oposto, gostaria de cercear o pensamento “não progressista”. Intolerante, advoga na prática, ainda que de forma disfarçada, o banimento da cena pública de ideias das quais discorda. Para estas, ostracismo perpétuo, a mordaça inconfessada. Dois exemplos.
O BTG tem convidado pessoas públicas de vários quadrantes ideológicos para palestras, debates e entrevistas. Convidou Jair Bolsonaro. FHC não gostou, achou “irresponsável” a atitude do banco: “Para que convidar alguém que tem esse tipo de pensamento?” Outra vítima da intolerância. O conceituado economista Paulo Guedes apresentou esboço de programa econômico de governo com ênfase nas privatizações. Tem ficado clara sua preocupação social, conjugada com o propósito de sanear as contas do Estado e estimular a produção.

Com as privatizações, segundo ele, haveria recursos públicos para, por exemplo, aplicar em saúde e educação, hoje na UTI. FHC, coçando a língua para atacá-lo, escolheu o caminho fácil: “Eu não conheço o Paulo Guedes, mas pelo que leio ele acredita que basta liberalizar que tudo se resolve. Tá na lua, né”? São no mínimo declarações irresponsáveis por induzirem o leitor a ter ideia falsa do que pensa o economista. Não conhece e já sai descendo a lenha?

Não há inimigos à esquerda, foi lema conhecido na Europa, em especial na França. Existe uma misteriosa atração pelo abismo (pelo extremo da própria posição) presente em correntes de centro-esquerda. Existiu em Kerensky. Abriu o caminho para Lenine.
Existiu em Eduardo Frei. Abriu o caminho para Allende. Quem pode negar que o período FHC em boa medida preparou os oito anos de Lula? A entrevista revela a mesma misteriosa atração pelo abismo no mais importante líder peessedebista — um exemplo do que existe Brasil afora em grupos dirigentes dos mais variados setores. Inexistindo vacina na opinião pública, a conivência e a subserviência de tanta gente podem ser decisivas para a determinação dos destinos do Brasil pós-eleição.

Pelo menos deixa no ar alerta benéfico. Consequência dela incoercível, vive na lua quem achar que bastaria votar de olhos fechados em candidato tucano para salvar o Brasil do petismo e de outras formas de bolchevismo atualizado.


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segunda-feira, 12 de março de 2018

OS TOLOS REPETEM! - Antonio Nunes de Souza


Os tolos repetem!

Estamos todos vivendo a era da informática que, a cada minuto, coloca em nossas mãos aparelhos muitos sofisticados, dando margens a maravilhas em termos de informações, notícias com fotos e filmes de comprovações ao vivo, na hora e a cores.

Essas assombrosas técnicas nos deixam pasmos e hipnotizados pelo que estamos vendo e ouvindo. Coisas que jamais imaginamos pudessem acontecer no mundo, principalmente para os mais velhos que, como eu, que tinha de assistir na televisão os jogos da copa do mundo dois dias após as realizações, em função dos filmes chegassem via aérea e fossem apresentados nas estações de tv! Isso, tido hoje como uma mediocridade ridícula e engraçada, contado serve de deboche para as pessoas jovens atualmente!

Essa nossa introdução, somente para ativar a memória e ser um informativo para os poucos ou menos esclarecidos, é pra falar também dos malefícios que essa maravilhosa ciência da internet, pode e tem causados aos verdadeiros tolos, idiotas e desocupados que, para se apresentarem como entendidos e interessados em tudo, repetem e repassam qualquer bobagem que está sendo divulgada, como se fosse uma verdade absoluta. Geralmente, os bobões que repetem as notícias surpreendentes (Fake News ou notícias falsas), ainda batem no peito com orgulho ds suas imbecilidades, dizendo: “É verdade que eu vi na internet!”

E, pior ainda são os que recebem e, mais que depressa, para provar que estão atualizados, idiotamente, repassam para milhares de outros pobres coitados, gerando uma cadeia de informações, totalmente desclassificadas!

Essa triste prova de mediocridade humana, infelizmente nos devemos a grande falta de educação do nosso povo, que os políticos, tranquilamente, desejam para que melhor possam manipulá-lo!

Sejam mais comedidos, parem de provar suas faltas de esclarecimentos básicos, antes dessas repetições tolos e prejudiciais, comprovem a veracidade através de fontes confiáveis, inclusive na própria NET!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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PESQUISADORA ARACAJUENSE APRESENTA ‘SILA, DO CANGAÇO AO ESTRELATO’


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Elane Lima Marques nasceu em Aracaju em 17 de março de 1959. Na graduação, é formada em Pedagogia pela Faculdade Pio X, com especialização em Administração Escolar. Na pós-graduação cursou Psicopedagogia Institucional e Clínica.

Na área de voluntariedade notabiliza-se no Lions Club International, tendo ocupado a Presidência do Lions Clube Atalaia, assim como os cargos de Coordenadora do Gabinete de Integração, Assessora da Mulher e da Família, Assessora Distrital das Crianças, Assessora Distrital de Eventos, Presidente da Divisão D, e atualmente exerce o cargo de Presidente da Região D do Distrito LA3 que abrange Pernambuco, Alagoas e Sergipe. É sócia também do Woman’s Club International of Sergipe onde ocupa o cargo de 2ª Vice-Presidente.

“Satisfação pessoal em ver o meu trabalho sendo divulgado, propalado, lido, por vezes elogiado pelo público; enfim, deixando como parâmetro para pesquisas de futuras gerações.”

Boa leitura!


Escritora Elane Lima Marques, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto por temáticas voltadas para o cangaço?

Elane Marques - Sendo Conselheira do Movimento Cariri Cangaço e acompanhando o meu companheiro, escritor Archimedes Marques, também me apaixonei por esse tema culminando em escrever o livro “Sila, do Cangaço ao Estrelato”, uma obra que minucia a história de vida dessa cangaceira, companheira de Zé Sereno, uma mulher que sobreviveu ao cangaço e também venceu na grande metrópole São Paulo.

Em que momento pensou em escrever “Sila, do Cangaço ao Estrelato”?

Elane Marques - Na qualidade de autêntica representante da mulher, conforme sempre procurei ser em todas as áreas de minha atuação, quando me inteirei mais profundamente do tema cangaço, procurei dentre as cangaceiras aquela que melhor fizesse parte do meu perfil, pois pretendia escrever algo a seu respeito. Assim, em uma dessas pesquisas de campo alguns anos atrás, próximo a Curituba, município de Canindé do São Francisco, em Sergipe, conhecemos uma pessoa encantadora, humilde, um homem simples e castigado pelo tempo: José de Souza Lins Ventura, mais conhecido por Zé Leobino, vaqueiro aposentado, nascido na fazenda Cuiabá, em 3 de fevereiro de 1924. Zé Leobino, nos seus doze anos de idade, conheceu Lampião, Maria Bonita e diversos outros cangaceiros, dentre os quais Sila, que sempre se acoitavam naquela propriedade pertencente à portentosa família Brito que dominava o baixo São Francisco. Após sermos apresentados, depois de uma curta conversa, ele foi logo dizendo que eu era bonita e bem feita igual a Sila, com uma “anca” bem torneada, também uma mulher determinada, decidida e acima de tudo, uma mulher que demonstrava saber o que queria, enfim, o retrato em pessoa de Sila. Oportunamente fizemos outra visita ao simpático Zé Leobino, e novamente esse “galanteador” asseverou estar olhando para Sila, para ele a mais bela das cangaceiras. Desse modo, vaidosa como sempre fui, me despertou a ideia fixa de melhor pesquisar essa mulher, uma brava cangaceira do passado e uma grande mulher no período pós-cangaço. Aquele cansado homem me fez ver o que estava “escrito nas estrelas”, ou seja, que eu deveria escrever sobre Sila, e assim foi feito.

Apresente-nos a obra.

Elane Marques - O envolvimento de Sila com o cangaço se deu na segunda metade de 1936, quando passou a conviver maritalmente com o então cangaceiro Zé Sereno (José Ribeiro Filho) que pertencia ao bando de Lampião. Esse acontecimento mudou para sempre a vida dessa jovem sertaneja, natural de Poço Redondo, Sergipe, menina nos seus 13 anos de idade que, juntamente com sua família, se tornou a partir de então alvo das perseguições das Forças Policiais Volantes que atuavam no combate ao banditismo pelos sertões.

Sila e seu companheiro estiveram presentes em alguns combates e sobreviveram à emboscada realizada pela Força Policial Volante de Alagoas, comandada pelo então Tenente João Bezerra, que vitimou Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros, além de um soldado da Força Policial, fato ocorrido em 28 de julho de 1938 na grota do Angico, em Sergipe.

Após a morte de Lampião, o casal se entregou às autoridades em troca da anistia prometida pelo governo Vargas, e pouco tempo depois de serem liberados pela Justiça, seguiram perambulando a pé pelas estradas vivendo grandes aventuras, com destino ao sul da Bahia, indo posteriormente para Minas Gerais e por fim para a grande São Paulo, onde se estabeleceram definitivamente.

De que forma Sila se destacou após o cangaço?

Elane Marques - Assim que chegou a São Paulo, nasceu o quarto filho com vida do casal; entretanto, somente três estavam em sua companhia, pois o primeiro, nascido na época de cangaço, fora entregue a terceiros para uma melhor criação. A exemplo das outras paragens, sem dinheiro algum, comeram o “pão que o diabo amassou” entre os paulistanos da periferia, não somente por terem um passado de sangue, mas principalmente por serem sertanejos nordestinos, pior ainda, por terem sido cangaceiros. Mas os dois foram à luta: Zé Sereno fazia “biscate” aqui e acolá até que conseguiu um emprego fixo como vigilante e faxineiro em uma escola municipal. Sila, por sua vez, mostrava seus dotes na costura. Costurava em casas diversas ganhando diárias ou por encomenda. Costurava na sua residência as roupas dos clientes da redondeza.

Devido ao seu excelente desempenho, montou um atelier de costura nos Jardins, em São Paulo e fez bicos de vendedora e enfermeira, virando-se como podia. Durante alguns anos, trabalhou como costureira na TV Bandeirantes, costurou roupas para as dançarinas do Chacrinha, foi camareira das atrizes Regina Duarte e Fernanda Montenegro. Também fez figuração nas novelas “Sapos e Beijos” e “Os Imigrantes”. Auxiliandonas filmagens da minissérie “Lampião”, da Globo, nos anos 80, regressou ao palco de sua tragédia. Sila começou a viajar, dar palestras e resgatar a epopeia do cangaço, que viveu na carne.

Mas Sila era “ranhenta”, sempre queria mais. Quando descansava, estava lendo ou escrevendo algo, aprimorando a língua portuguesa, daí virou escritora, autora de três livros: (SOUZA, Ilda Ribeiro de. “Sila Uma Cangaceira de Lampião”. São Paulo: Traço Editora e Distribuidora Ltda, 1984. / SOUZA, Ilda Ribeiro de. “Sila, Memórias de Guerra e Paz”. Recife: Imprensa Universitária, 1995. / SOUZA, Ilda Ribeiro de. “Angicos Eu Sobrevivi”. Oficina Cultural Mônica Buonfiglio, 1997).Pelo fato de ser conferencista em vários eventos, congressos e afins, Nordeste afora, Sertão adentro e noutros tantos lugares do Brasil, passou a ser mais conhecida ainda, dando entrevistas para muitas revistas, rádios, televisões, jornais... Sila agora já era uma celebridade, uma estrela...

Quais os principais desafios para a escrita do enredo que compõe o livro?

Elane Marques - Os desafios e dificuldades vieram e se foram à medida que a “colcha de retalhos” ia sendo remendada com a ajuda do meu companheiro, do amigo escritor Paulo Gastão, do cineasta Aderbal Nogueira, do pesquisador Geraldo Junior e dos remanescentes familiares de Sila, dentre tantos outros pesquisadores que contribuíram para a grandeza da obra.

O que mais a marcou enquanto escrevia o enredo que compõe “Sila, do Cangaço ao Estrelato”?

Elane Marques - Sem sombra de dúvida, o que mais me marcou foi o falecimento de Gilaene de Souza Rodrigues, a Gila, filha de Sila, pessoa que acolheu na totalidade os meus propósitos, que me forneceu importantes informações, fotografias inéditas; enfim, uma santa alma que se colocou à minha inteira disposição e que ficou radiante com minha ideia de escrever sobre sua mãe. Uma pessoa extraordinária que também deixou marcadas as suas considerações no meu livro em texto simples, mas direto sobre seus pais. Uma pessoa que também viria pessoalmente para o lançamento do meu livro, mas que infelizmente faltando apenas alguns dias para o evento partiu para o outro mundo, quem sabe a se reencontrar com Sila e Zé Sereno.

O que mais a encanta na trama?

Elane Marques - A lição de vida que nos traza grande Sila, provando que quando há perseverança se pode mudar da água para o vinho.

Onde podemos comprar seu livro?

Elane Marques - Nas livrarias: Leitura, no Shopping Boa Vista, em Salvador; e Escariz, no Shopping Jardins, em Aracaju. Também por correspondência fazendo o pedido pelo meu e-mail: marqueselane2@bol.com.br

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Elane Marques - Satisfação pessoal em ver o meu trabalho sendo divulgado, propalado, lido, por vezes elogiado pelo público; enfim, deixando como parâmetro para pesquisas de futuras gerações.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Elane Lima Marques. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Elane Marques - Desejo que as pessoas não deixem os livros impressos morrerem. Adquiram, leiam, continuem colecionando e engordando suas bibliotecas. Usem seus computadores e celulares para outros fins, esquecendo um pouco dessa história de livro virtual.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura


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domingo, 11 de março de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO - Somos sons e as palavras são sementes


Pronunciar “Sinto muito” devolve a unidade perdida ao viajar pela tua pele, que é o órgão mais extenso, que te conecta e te faz sensível frente às vivências dos demais, te desapega dos resultados e te converte em unidade. 

O som “Perdão”, perdoa-me, faz eco em teu pâncreas e em teu cólon desatando laços, liberando histórias.

E se pudesses ver o que mobiliza um “Agradeço”, Sou Grata , sorririas junto a todas as células do teu corpo sacudindo suas veias, convertendo teu sangue em luz nesse ato desprendido.

“TE AMO” é o som mais curador do Universo…
Esta frase cobre teu corpo e viaja através de teus pulmões desobstruindo tua respiração…
Percorre teus rins transmutando os medos e faz com que milhões de células sorridentes deem energia às células tristes de teu sistema imunológico, ou com que algumas outras que nasceram com a arte da jardinagem, semeiem relva suave, fresca e verde ao redor das zonas mais áridas do teu corpo.

Se pudesses ver o que provocam as palavras em ti e nos demais, começarias a observar teus pensamentos, teus silêncios, teus sons e teus ruídos porque neste oceano de energia que somos, cada onda que emites cria ondas de diversas cores influenciando aos demais… 

Sinto muito,  Perdoa-me,  Agradeço,  Te Amo devem ser palavras cotidianas em nosso vocabulário.

 Texto da Hopono Hopono

"Retirado de www.consciencial.org - Dalton Campos Roque".

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(Recebi via WhatsApp)

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A DITADURA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO - Jurandir Dias


11 de Março de 2018

Jurandir Dias

A Ideologia de Gênero quer impor-se “na lei ou na marra”, do mesmo modo como os movimentos sociais revolucionários querem a Reforma Agrária a todo o custo, legal ou ilegalmente. Como ela não o consegue pela lei, está sendo implantada “na marra”, ou seja, através de decisões dos poderes judiciais em diversos países. Isto acontece porque os juízes não devem satisfação à opinião pública, conforme declarou cinicamente certa vez um magistrado brasileiro. Pela lei é mais difícil, porque os legisladores são escolhidos por eleitores, cuja esmagadora maioria é contrária a essa absurda ideologia.

Apesar de não haver legislação específica, juízes de vários países ditos desenvolvidos como a Noruega, a Alemanha, os Estados Unidos etc. já condenaram pessoas por discordarem da Ideologia de Gênero. O judiciário brasileiro está a seguir esta mesma conduta.1

Recentemente, a psicóloga Marisa Lobo2 [foto acima] foi condenada a pagar a exorbitante multa de 30 mil reais. Eis a notícia no site “Conexão Política”: “Devido à postagem de um vídeo no Facebook, onde denunciou discursos que, em sua opinião, favorecem a aceitação social da pedofilia, ela foi processada. Perdeu e foi condenada a pagar R$30.000,00 por ‘dano moral’. O juiz do caso entendeu que a postagem de Marisa gerou ‘violência’ contra a pessoa que ela denunciava, pois os cerca de 5 mil comentários na página da psicóloga mostravam sua indignação contra esse discurso de que um pedófilo é ‘vítima de seus desejos’.”

“No momento, ela enfrenta três outros processos na justiça. Dois deles por suas opiniões públicas contra a ideologia de gênero. Um deles é de um professor da Universidade Federal da Bahia, defensor da ‘teoria queer’, que acusa a psicóloga de ofender sua honra por ela ter se posicionado contra o que ele defende.”3

Certa vez, o Ministro Gilmar Mendes declarou: “De vez em quando nós somos esse tipo de Corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto”. Agora, tal Corte parece querer proibir qualquer pessoa afirmar que menino nasce menino e menina nasce menina.4

As Supremas Cortes às vezes cometem supremos absurdos.
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PALAVRA DA SALVAÇÃO (69)


4º Domingo da Quaresma – 11/03/2018

Anúncio do Evangelho (Jo 3,14-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM:

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Deus marca encontro com a humanidade


“Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito...” (Jo 3,16) 

O evangelho indicado para este 4º. dom. da Quaresma nos faz retomar o verdadeiro sentido do Mistério da Encarnação. Pode parecer estranho, uma vez que a liturgia quaresmal nos motiva e nos prepara para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Mas os “mistérios” da vida de Jesus não estão separados: trata-se de um só e único “Mistério”, qual seja, do “Deus que se humaniza” para redimir a humanidade perdida.

O que aconteceu no mistério da Encarnação é algo surpreendente e cheio de novidade. Não só Deus ama radicalmente a sua criatura, senão que se “abaixou” e se fez um de nós em Jesus: a carne é digna de Deus, o mundo é digno de Deus, a Encarnação é a expressão mais profunda de que somos de Deus. Com isso, rompe-se o medo do corpo, o medo do humano, o medo do diferente, o medo do mundo, o medo de sentir e experimentar a condição humana, com sua grandeza e fragilidade. 
Ao se revelar Manancial e Fonte de nossa humanidade, não é mais possível crer que o Criador seja nosso rival, mas amigo; não é possível mais aceitar que Ele seja insensível, mas providente; que seja nossa ameaça, mas alívio; que seja nossa diminuição, mas plenitude; Ele não é o “juiz distante” mas o “Deus encontro”, fonte de nossa liberdade...

O relato do Evangelho de hoje nos revela a atitude de Deus no seu encontro com o mundo, marcado por uma atitude amorosa. Em Jesus Cristo, nos fazemos conscientes da relação que há entre todos os seres humanos e destes com todas as demais criaturas e com o Criador. Ele não só tornou próximo um Deus cuja essência é encontro (cerne da doutrina cristã da Trindade), mas revelou que o caminho para a plenitude e a transformação humana consiste “entrar no fluxo do encontro intra-trinitário”, fazendo-nos encontro e reconstruindo as relações rompidas. Na verdade, Ele chamou o ser humano a sair de seu mundo fechado, de seu isolamento e padrões alienados de relacionamento para expandir-se em direção a um novo encontro com tudo o que existe; tal encontro é o prolongamento do encontro trinitário e concretização do sonho do Reino de Deus.

Inspirados no evangelho deste domingo, contemplemos, com o olhar do Deus Amor, nosso mundo fragmentado, vendo as diversidades em conflito que geram o sofrimento, a exclusão, a morte... Entrar no fluxo do “amor compassivo e descendente de Deus” ativa também em nós uma maneira cristificada de ser e de estar no mundo; nossa presença e nossa missão fazem do mundo em que vivemos um lugar transparente, santo e luminoso em Deus. O “amor descendente” nos expande e nos lança em direção ao mundo, à humanidade, nos faz mais universais e nos capacita para sermos “contemplativos nos encontros”. 

Na espiritualidade cristã, quem experimenta o encontro com o Deus vivo e amoroso, começa a “ver” os homens e as mulheres no mundo como Deus mesmo os vê. Precisamente por ter-se encontrado com o Deus-Amor, a pessoa torna-se mais “encarnada” na realidade e mais comprometida com os irmãos e irmãs no mundo, sobretudo com os mais pobres, os mais sofridos e excluídos; é aquela que mais se compromete com a justiça e é a que mais desenvolve uma criatividade eficaz na história, com obras que nos surpreendem.

O Tempo Quaresmal nos sensibiliza e nos capacita para nos aproximar do nosso mundo com uma visão mais contemplativa.  Como “contemplativos nos encontros”, movidos por um olhar novo, entramos em comunhão com a realidade tal como ela é.  É olhar o mundo como “sacramento de Deus”; um olhar gratuito e desinteressado, que nos abre a uma atitude acolhedora de tudo que nos rodeia; um olhar que rompe distancias e alimenta encontros instigantes.

O(a) seguidor(a) de Jesus não é aquele(a) que, por medo, se distancia do mundo, mas é aquele(a) que, movido(a) por uma radical paixão, desce ao coração da realidade em que se encontra, aí se encarna e aí revela os traços da velada presença do Inefável; o mundo já não é percebido como ameaça ou como objeto de conquista, mas como dom pelo qual Deus mesmo se faz encontrar. O mundo não é lugar da exploração e da depredação, mas é o lugar da receptividade, da oferenda e do encontro inspirador.

Para realizar esta nobre missão, não podemos permanecer sentados. Seguir Jesus exige de nós uma dinâmica continuada, um colocar-nos a caminho em direção às margens. A disponibilidade, o despojamento e a mobilidade são exigências básicas.

Corremos o risco de viver em mundos-bolha; podemos construir nossa vida encapsulada em espaços feitos de hábito e segurança, convivendo com pessoas semelhantes a nós e dentro de situações estáveis. É difícil romper e sair do terreno conhecido, deixar o convencional. Tudo parece conspirar para que nos mantenhamos dentro dos limites politicamente corretos. Todos podemos terminar estabelecendo fronteiras vitais e sociais impermeáveis ao diferente. Se isso acontece, acabamos tendo perspectivas pequenas, visões atrofiadas e horizontes limitados, ignorando um mundo amplo, complexo e cheio de surpresas. Muitas vezes “vemos” o diferente, mas só como notícia, como o olhar do espectador que sabe das “coisas que acontecem”, mas não sente e nem se compadece por elas. 
Encontrar outras vidas, outras histórias, outras situações…; escutar outros relatos que trazem muita luz para a nossa própria vida. Olhar a partir de um horizonte mais amplo, ajuda a relativizar nossos próprios absolutos e deixar-nos impactar pelos valores presentes no outro. Escutar de tal maneira que o que ouvimos penetra na nossa própria vida; isso significa implicar-nos afetivamente, relacionar-nos com pessoas, não com etiquetas. Acolher na nossa própria vida outras vidas; abrir espaços para que as histórias dos excluídos e diferentes encontrem morada nas nossas entranhas, na nossa memória e no nosso coração.

O encontro com o diferente possibilita também o encontro consigo mesmo, ou seja, encontrar a própria verdade. Isso implica em se perguntar pela própria identidade, por aquilo que dá sentido à própria vida, o impulso por viver de uma maneira cristificada, conforme os valores do Reino.

Para que haja verdadeiro encontro com o outro, o deslocamento expõe quem se desloca, deixa-o vulnerável e “contaminado” pela realidade que encontrou. Quando alguém se desloca e se aproxima de realidades diferentes, é para encontrar, encontrar-se e encontrar Aquele que veio iluminar todo encontro.

Como seguidores(as) de Jesus, nosso desafio não é fugir da realidade, mas aproximarmos dela com todos os nossos sentidos bem abertos para olhar e contemplar, escutar e acolher, percebendo no mais profundo dela a presença ativa do Deus que nos ama com criatividade infinita, para encontrar-nos com Ele e trabalhar juntos por seu Reino. O mundo precisa de místicos(as) que descubram onde está Deus criando algo novo, para proclamar esta boa notícia.

É aqui, neste mundo, que Deus nos chama a estender o seu Reinado, trabalhando cada dia como amigos(as) de Jesus que passam, observam, curam, se compadecem, ajudam, transformam, multiplicam os esforços humanos. Apaixonados por Deus, nos apaixonamos pelo mundo que, em sua diversidade, riqueza, simplicidade, profundidade, fragilidade, sabedoria... nos fala do novo rosto do Deus que buscamos com desvelo. E amando e investigando tudo o que é do mundo, adoramos o Deus que habita em tudo.

Texto bíblico:  Jo 3,14-21     
Na oração: “Pai de bondade, para descobrir tua proposta original, ensina-nos a contemplar o mundo inteiro com o teu próprio olhar, respeitoso e fiel à nossa realidade”. (Benjamin Buelta)
- Evangelizar nossos sentidos, muitas vezes atrofiados e limitados, para que eles sejam mediação cristificada e assim viver encontros verdadeiramente humanizadores.

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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ESCRITOR E PROFESSOR DEONÍSIO DA SILVA FAZ NA ABL A SEGUNDA PALESTRA DO CICLO ‘GUIMARÃES ROSA’, ESCRITOR E DIPLOMATA SOB COORDENAÇÃO DO ACADÊMICO CARLOS NEJAR


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade ao seu ciclo de conferências do mês de março de 2018, intitulado Guimarães Rosa, escritor e diplomata, com palestra do escritor e professor Deonísio da Silva. O tema escolhido foi O julgamento de Zé Bebelo e a Lava Jato. O Acadêmico Carlos Nejar coordena o ciclo.  O evento está programado para terça-feira, dia 13 de março de 2018, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O ciclo terá mais duas palestras, às terças-feiras, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 20, Acadêmico João Almino, Guimarães Rosa, do sertão às fronteiras; e 27, Benito Ribeiro, Rios e Riobaldos.

“O propósito desta breve intervenção, adiantou Deonísio da Silva, é apontar um caminho porventura insólito para outra leitura do trecho do julgamento do personagem Bebelo, episódio marcante de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa”.

De acordo com o conferencista, “o julgamento do personagem Zé Bebelo será lido de forma a trazer a luz diáfana da literatura para o ato de julgar. Todos os que leram a obra de Guimarães Rosa sabem o desfecho do julgamento do personagem que, derrotado, com as mãos amarradas atrás, faz a própria defesa em meio a jagunços divididos entre matar e perdoar. Mas, autorizado por Joca Ramiro, o chefe máximo dos jagunços, que preside o julgamento, solicita que, para falar, lhe sejam desatadas as mãos e que as acusações sejam feitas de outro modo: “Rompo embargos! Porque acusação tem de ser em sensatas palavras – não é com afrontas e insultos”.”

E conclui sua breve explicação: “A referência à operação designada por “Lava Jato” pela Polícia Federal pareceu oportuna pela presença de figuras referenciais de qualquer julgamento: o réu, a acusação, a defesa, o juiz – e por estar ubíqua e diuturnamente em todos os lares, por todos os meios”.

O CONFERENCISTA

Escritor e professor universitário, Deonísio da Silva é doutor em Letras pela USP, autor de nove romances, vinte livros de narrativas curtas e seis livros de ensaios.

De seus romances, Avante, soldados: para trás (publicado também em Portugal, Cuba, Itália etc.) recebeu o Prêmio Internacional Casa de las Américas, e Teresa D´Ávila foi levado ao teatro e premiado pela Biblioteca Nacional. O mais recente é Lotte & Zweig, ambientado nos anos 40, tendo como personagem solar o escritor judeu-austríaco Stefan Zweig. (Já publicado também na Itália).

Professor aposentado da UFSCar, Deonísio da Silva foi vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, da qual continua como Professor Titular Visitante e Diretor do Instituto da Palavra, organismo que fundou ao transferir-se para o Rio, em 2003.

Vice-presidente da Academia Brasileira de Filologia, Deonísio da Silva assina colunas semanais de Língua Portuguesa na mídia impressa há mais de vinte anos, de que é exemplo a de Etimologia na revista Caras, mantendo, desde 2011, o programa “Sem Papas na Língua”, na rádio Bandnews Fluminense, na companhia do jornalista Ricardo Boechat, cujo conteúdo é baseado num de seus livros mais vendidos, intitulado De onde vêm as palavras.

07/03/2018


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