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sexta-feira, 2 de março de 2018

DE PAI PARA FILHO: O GOLEIRO LELETA E SUA HISTÓRIA


Por Edônio Alves

Desta feita, mais uma vez amparado pela relação literatura e futebol, vamos destrinçar aqui a história de uma grande homenagem, tecida pelas malhas da ficção. O autor deste conto de futebol é Cyro de Matos, um experiente escritor que tem no jogo de bola aos pés uma das chaves de sua literatura abrangente e multifacetada. A análise que fizemos do seu texto, abaixo, visa tão somente apresentar ao apreciador deste blog (porque uma análise literária mais abrangente não caberia nesse espaço) a perícia que alguns escritores do tema têm ao jogar com a palavra como se bola elas fossem. Boa leitura!

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O goleiro Leleta

Esta é uma narrativa simplória sobre futebol, o que não quer dizer desprovida de tom dramático e certo lirismo às vezes bucólico, às vezes elegíaco, que derrama seus efeitos sobre o leitor. O motivo do texto é contar uma situação humana particular vivida por entre um clima que mistura festa e alegria com pesar e tristeza. E em meio a tudo isso, o flagrar-se a universalidade do futebol enquanto motivo de sociabilidade humana presente nas mais diferentes culturas e nos mais distantes e longínquos rincões do mundo.

O bucolismo do texto é responsável por apresentar ao leitor essa faceta ubíqua da facilidade do jogo de bola em servir de fator de congraçamento universal entre os homens estejam onde eles estiverem. Trinta blocos-parágrafos de texto, quem sabe figurando os trinta anos de existência do Expressinho de Burburinho do Paraíso, clube de um lugarejo cerca de vinte quilômetros perto de Rio Claro, cidade onde se desenrola a história, são usados pelo narrador para contar um dia na sua vida e na vida de Leleta, o goleiro do time em apreço, que ao evitar um gol defendendo um pênalti em favor do adversário, dá o primeiro título ao clube fundado pelo seu pai, logo no dia em que ele morreu.

Depois de apresentar o lócus dos maiores atrativos da gente pacata dos dois lugarejos ­ em que se desenrola a história, nos dois blocos-textos que seguem:

“Em Rio Claro existe uma praça com jardim. A bandinha toca valsas, choros e marchas no coreto, aos domingos pela manhã. O cinema foi instalado no salão atrás da feirinha. O padroeiro da cidade é Santo Antônio, sua pequena igreja foi construída numa colina e é avistada de qualquer parte da cidade. Os fiéis chegam até à igreja depois de subirem uma escadaria com muitos degraus”.

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“Burburinho do Paraíso (…) é bastante falado por causa da feira que funciona na pracinha onde o trem faz uma parada antes de seguir para o fim da linha, nas imediações do vilarejo de Serra Grande. O movimento é intenso em Burburinho do Paraíso aos sábados. A feira tem tudo que se possa imaginar. (…) Os moradores de Burburinho do Paraíso dizem que ali é que é lugar de viver. Ora essa, é um lugar mais bonito que Rio Claro. Nem se pode comparar” -, 

o narrador desce propriamente às coisas do futebol sugerindo ligeiramente o clima de rivalidade entre as duas localidades. É esse clima que vai servindo de pano de fundo para se descortinar, através de uma prosa escorreita e leve, emocionalmente envolvente e psicologicamente empatizante, o dia triste de Leleta, vivido na mais esfuziante alegria, com a conquista do título de campeão pelo clube fundado pelo seu pai e no qual era ídolo da torcida.

“Quando se discute futebol em Rio Claro, na praça ou em outro lugar, o torcedor do São José Futebol Clube, sem esconder certo orgulho na voz, diz que o seu time é o mais querido na cidade. É o que tem mais torcida e mais títulos de campeão, entre os filiados à Liga Amadora de Futebol de Rio Claro”.

Todavia, há que se registrar, é precisamente esse contraste de uma cidade maior com um time melhor que prepara e potencializa, ao nível da narrativa, o impacto dramático do título de campeão, conseguido pelo Expressinho de Burburinho do Paraíso e vivido por Leleta, justamente no dia em que este perde seu pai:

“Quem esteve com o goleiro Leleta antes de começar o jogo ficou admirado de sua passiva tristeza. Ele explicou que queria jogar aquela partida de qualquer maneira porque nada mais adiantava fazer. ´(…) Essa é uma hora que chega pra todos nós`, observou, com seu jeito simples. Mas não ia ser um acontecimento difícil daquele que ia tirar a sua tranquilidade e impedir que defendesse as cores do Expressinho de Burburinho do Paraíso”.

Consta, como se sabe, que o jogo houve e que o Expressinho de Burburinho do Paraíso foi campeão sobre o São José Futebol Clube, para a alegria e a tristeza do seu goleiro Leleta. E consta também que é típico do futebol o assentar-se sobre certos paradoxos de fundação, como o de separar para unir, o de perder pra ganhar, por exemplo; e aqui, o de sorrir para chorar, como conta Cyro de Matos nesta narrativa sob este aspecto bastante exemplar.

“Tudo era só festa na arquibancada e na geral. A torcida do Expressinho de Burburinho do Paraíso vibrava e cantava. Torcedores abraçavam-se. No gramado, um menino, que tinha Leleta como seu maior ídolo e depois viria a escrever esta história, viu quando o goleiro pegou a bola com as mãos sujas e aninhou-a no peito, como se estivesse tentando abafar uma dor que vinha pulsando dentro dele. (…) Geralmente, o goleiro atirava a bola ou sua camisa para o velho Neco no meio dos torcedores, onde sempre gostava de ficar, quando o Expressinho de Burburinho do Paraíso ganhava uma partida importante”.

Esta partida era particularmente importante, mas este não é o fim de tudo porque ainda consta que, então, o goleiro Leleta chorou muito só  – muito só -, debaixo do gol.

PARA SABER MAIS:

O conto O goleiro Leleta, analisado acima, integra a coletânea de história curtas organizada pelo autor, intitulada Contos brasileiros de futebol, publicada pela editora LGE, de Brasília, em 2005, e o livro O Goleiro Leleta e Outras Fascinantes Histórias de Futebol, Prêmio Adolfo Aizen da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro,  Editora Saraiva, São Paulo, 2009.


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VENEZUELA: igrejas sem hóstias para a Comunhão


28 de Fevereiro de 2018
Paulo Roberto Campos
         

           
A derrocada da Venezuela, fruto da implantação do regime bolivariano-comunista — que os governos petistas queriam reproduzir no Brasil, nunca é suficiente insistir — trouxe à cena não somente um grande êxodo, centenas de milhares de venezuelanos fugindo da fome, mas também famílias procurando comida no lixo, outras comendo carne de cachorro, mercados com as prateleiras vazias, farmácias e hospitais sem remédios, crianças morrendo de desnutrição, pais que entregam os filhos para adoção por não terem como sustenta-los, inflação astronômica etc. etc.

          Na outrora prospérrima Venezuela, o descalabro não para aí. Ele atingiu o inimaginável: os jornais noticiam que em várias igrejas do país não há distribuição da Sagrada Eucaristia durante a Missa por falta de hóstias! Ou seja, não há farinha para produzi-las e assim os fiéis católicos ficam sem a comunhão.
       
            O Vaticano — cujo atual Secretário de Estado foi durante vários anos Núncio em Caracas — não tem conhecimento dessa calamidade? Não escutou nada, não viu nada e não fala nada? Sobretudo, não condena os ditadores Fidel castristas que estão transformando a nação venezuelana numa Cuba de extrema miséria espiritual e material?

Rezemos pela pobre, infeliz e castigada Venezuela. Lembrando a parábola do “Filho pródigo” do Evangelho, posso afirmar que ela está literalmente comendo as bolotas dos porcos. Quando regressará à casa materna da Virgem de Coromoto, sua tão bondosa e querida Padroeira? Não estará Ela muito esquecida? Nossa Senhora poderá obter de seu Divino Filho a solução para todos os problemas, desde que os venezuelanos se voltem para sua Padroeira com verdadeiro arrependimento, com o coração contrito e humilhado.


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quinta-feira, 1 de março de 2018

JORNALISTA JOSÉ NÊUMANNE PINTO ABRE NA ABL O CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘GUIMARÃES ROSA, ESCRITOR E DIPLOMATA’ SOB COORDENAÇÃO DO ACADÊMICO CARLOS NEJAR.


A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de conferências do mês de março de 2018, intitulado Guimarães Rosa, escritor e diplomata, com palestra do jornalista, escritor e poeta José Nêumanne Pinto. O tema escolhido foi Machado de Assis e Guimarães Rosa. Ligações singulares, sob coordenação do Acadêmico e poeta Carlos Nejar. O evento está programado para terça-feira, dia 6 de março, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

José Nêumanne adiantou, sucintamente, o que será sua palestra: “O que há de mais notável nos narradores Bentinho e Riobaldo, ambos velhos, ambos relatando amores interrompidos ao longo da vida? É que eles trazem a lume duas figuras luminosas e encantadoras: a serelepe Capitu e a guerreira Diodorim. São relatos pioneiros sobre o mistério, a graça e o veneno da mulher brasileira”.

O CONFERENCISTA

Jornalista, poeta e escritor, José Nêumanne Pinto nasceu em Uiraúna, Paraíba, em 1951. Foi repórter da Folha de S. Paulo; chefe de redação do Jornal do Brasil; editor de política de O Estado de S. Paulo e chefe dos editorialistas do Jornal da Tarde. Atualmente, é editorialista e articulista de O Estado de S. Paulo e comentarista na Rádio Estadão e na TV Gazeta (Jornal da Gazeta).

José Nêumanne ganhou o Prêmio Esso de Informação Econômica (com Maria Inês Caravaggi, Perfil do operário brasileiro hoje), o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva (com Paulo Mattiussi, Eder Jofre e o boxe brasileiro), ambos em 1976, e o prêmio Senador José Ermírio de Moraes, da Academia Brasileira de Letras, em 2005, ao melhor livro de 2004, o romance O silêncio do delator. Tem onze livros publicados, entre os quais O que sei de Lula. E o CD As Fugas do Sol (CPC-Umes), de poemas com trilha sonora do maestro Marcus Vinicius de Andrade.

28/02/2018


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SURFISTA PROFISSIONAL FILIPA LEANDRO DESTACA A PRÁTICA DO SURF EM SEUS ENREDOS


por Shirley M. Cavalcante (SMC)


Filipa Leandro, 45 anos, é mãe de três filhos que lhe dão alegria imensa:  Joey, 17 anos, adora andar de skatee pegar umas ondas; Francisca Veselko (Kika), 14 anos, está a caminho de ser surfista profissional; e Jaime, 8, também já tem o skate e o surf na veia.
A família é de Carcavelos (costa do Estoril), terra que Filipa adora e onde nasceu e cresceu. Filipa teve a felicidade de passar a vida ao ar livre e ter começado a praticar surf, quando esta prática ainda era um desporto “” para homens. Com muita força de vontade e persistência, foi uma das pioneiras em nível nacional e acabou por ajudar a abrir portas ao surf feminino português. Competiu dez anos e viajou por todo o mundo. Nos up and downs da vida, mesmo com um curso superior em ciências políticas e mestrado em sustentabilidade, teve dificuldade para arranjar um emprego que lhe desse tempo e disponibilidade para tomar conta da família e acompanhar os filhos todos os dias. Decidiu então fazer um curso de professora de surf. Sendo todos eles surfistas e gostando tanto desse desporto, foi a melhor solução que Filipa arranjou. Viver perto do mar facilitou muito. Com uma paixão enorme pela escrita e já com bastantes artigos e reportagens publicadas, foi durante as clínicas de surf no verão de 2015 que lhe surgiu a ideia de escrever esta coleção. Nesse momento Filipa doou muito poucas aulas de surf e está muito mais dedicada à escrita. Filipa tem uma vontade enorme de dar a conhecer o “Vem Surfar com a Pipa, Jaime e Kika”,a pais e filhos, por todo o mundo! 

“...muitos lugares pelo mundo para visitar e muitos outros surfistas com vidas especiais, que possam vir a integrar as edições: 'International Groms Series', mas em breve quero dar outro passo, quero chegar aos teenagers!”

Boa leitura!

Escritora Filipa Leandro, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pelo surf?

Filipa Leandro - Olá, eu é que agradeço a vossa disponibilidade!
Sempre vivi perto da praia, e no verão passava as férias todas no mar, a dar mergulhos, a fazer pinos, carreirinhas (pegar jacaré) etc. Havia alguns rapazes a fazer surf e eu adorava vê-los a “dançar” nas ondas, até que o meu irmão do meio, o Gonçalo, que tem três anos menos do que eu, decidiu que queria comprar uma prancha, ainda com sete anos. Eu também fiquei cheia de vontade de começar, mas como não havia meninas na água, fui deixando passar. Aos poucos, nos verões seguintes, comecei a pegar nas pranchas de windsurf, bem grandes na altura e a levá-las para a água com mais amigas. Apanhávamos as ondas e púnhamo-nos duas e três miúdas em pé ao mesmo tempo, na mesma prancha. O bichinho para fazer surf crescia cada vez mais, até que aos 17 anos disse que era hora, com ou sem miúdas a fazerem este desporto. Comprei prancha, e fato e até hoje nunca mais parei! É uma das minhas grandes paixões!

Em que momento se sentiu atraída pela arte de escrever?

Filipa Leandro - Acho que foi ainda teenager, com uns 16 anos. Tenho textos guardados com escritos meus desse tempo. Adorava escrever sobre o meu estado emocional e coisas que iam acontecendo na minha vida. Acabei por escolher letras, tirei o curso superior de Ciências Políticas e fiz um Mestrado em Sustentabilidade. Com cerca de 25 anos comecei a publicar artigos em revistas e a ser convidada para fazer entrevistas e reportagens sobre surf, vida e ambiente.

Conte-nos, como surgiu a coleção “Vem Surfar com a Pipa, Jaime e Kika”?

Filipa Leandro - Esta coleção surgiu de uma ideia que tive no verão de 2012, enquanto dava aulas de surf a várias crianças de muitos lugares diferentes. No mesmo dia, primeiro pensei em escrever histórias sobre a vida delas, depois sobre a minha vida e todas as viagens e experiências pelo mundo, que o surf me proporcionou: “Vem Surfar com a Pipa!”. Fiquei com esta ideia e fui falando com as pessoas mais próximas. Foi a minha mãe que me foi relembrando deste sonho durante os anos seguintes. Em 2015, em agosto, quando estava novamente a dar aulas de surf no verão, a um grupo de crianças, fui almoçar com a minha “ajudante” e amiga surfista, a Sofia Oliveira,e falei-lhe sobre o possível projeto. Ela disse: “Mas eu faço as ilustrações, avança!”. Como, entretanto, meus filhos tinham crescido e se tinham tornado verdadeiros surfistas, achei que deveria então escrever sobre as nossas aventuras como família de surfistas: “Vem Surfar com a Pipa, Jaime e Kika”. Em três meses lancei os primeiros três livros da coleção! Era a apresentação da família, e para mim não fazia sentido publicar só o primeiro. O meu filho mais velho,  Joey, não está no título, mas faz parte de todas as aventuras!

Quais os principais objetivos a serem alcançados com a coleção?

Filipa Leandro - Tenho como objetivos trazer sempre algo de positivo para a vida dos leitores! Divertir, falar de emoções, dar exemplo de valores, trazer cultura, aprendizagem… e dar sempre ferramentas e exemplos para uma vida saudável e feliz!

Apresente-nos o seu livro “Cascais, Capital do Surf Português. A culpa é dos banhos de mar do Rei D. Luís!”

Filipa Leandro - Esta é a sinopse: “Foram dar um passeio a Cascais em família… entre a ida de comboio e parte do regresso a andar junto ao mar pelo paredão, conversaram muito sobre os primórdios e de toda a beleza que envolve esta vila turística. A vontade de surfar era enorme, e depois de um almoço saudável, seguiram a pé para a sua praia, Carcavelos, onde todos desfrutaram de excelentes ondas, inclusive a cadela, a Sister… Num dos dias de prova, quando o campeonato mundial de surf acabou mais cedo, aproveitaram para fazer uma visita ao Farol de Santa Marta e ainda tiveram a sorte de ir comer o melhor gelado de fruta natural!”.
É uma aventura na lindíssima costa do Estoril, onde temos a sorte de morar. A história começa com as caravelas portuguesas a chegarem da sua primeira viagem à Índia…

O que a motivou a escrever esta obra literária?

Filipa Leandro - Esta coleção foi lançada com os três primeiros volumes, que como referi, foram a apresentação da família. Não sabia qual era o próximo passo. Entretanto, fomos a Nazaré durante as férias do carnaval, vivenciamos toda a cultura local e vimos os surfistas descerem ondas com cerca de 30 metros. Percebi logo que era o “material” para a próxima história. Depois, fomos a Peniche, Capital da Onda, passar o fim de semana e ver o campeonato mundial de surf. Esta zona é bastante rica culturalmente e tem também excelentes condições para a prática de surf, o que me levou a escrever a quinta aventura. Sempre a pensar nesta costa maravilhosa onde moro e faço surf, em que Cascais é a Capital do Surf Português, não podia esperar mais, tinha de ser a próxima “aventura” e arranjei maneira de termos dois dias muito especiais, que transmitissem toda a maravilha que é viver nesta costa, sem deixar para trás toda a sua história e cultura que tanto aprecio. Passei-a para o papel, da melhor maneira que consegui, tocando em todos os pontos que achei interessantes, e foi escrito o sexto livro: “Cascais, Capital do Surf Português. A culpa é dos banhos de mar do Rei D. Luís!”.

Seus livros estão disponíveis em inglês e português. Apresente-nos os livros publicados.
1 - A Kika começou a Surfar!
2 - Kika na Escola de Surf, Campeonatos e Maldivas... Jaime entra em Cena!
3 - Jaime, a Mascote da Família!
4 - As Ondas Gigantes da Nazaré!
5 - Em Peniche durante o Campeonato Mundial de Surf... Super Tubos!
6 - Cascais, Capital do Surf Português. A culpa é dos banhos de mar do Rei D. Luís!
7 - As irmãs Resano!
8 - Nazaré, uma Onda para a História... Agora é a vez das crianças!
9 – o Título ainda é surpresa… será lançado na Páscoa!

Onde podemos comprar os seus livros?

Filipa Leandro - Podem comprar os meus livros na Amazon. A minha página de autora é:
Em Portugal, estão à venda na WOOK (loja online da Porto Editora), na Ler Devagar no LX Factory, nas várias Câmaras Municipais (Nazaré, Peniche e Cascais), na PoP Store no Parque das Gerações, entre outros locais.

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Filipa Leandro - Quero muito viver da escrita, porque devemos fazer o que nos faz brilhar os olhos e eu adoro escrever! Quero dar sempre ao leitor positividade, alegria, crescimento pessoal, conhecimento, entre outros, em todos os meus livros. Vou continuar com a minha coleção do “Vem Surfar com a Pipa, Jaime e Kika”, porque ainda há muitas vilas da costa portuguesa por onde queremos passar; muitos lugares pelo mundo para visitar e muitos outros surfistas com vidas especiais, que possam vir a integrar as edições: “International Groms Series”, mas em breve quero dar outro passo, quero chegar aos teenagers!

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Filipa Leandro. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Filipa Leandro - Como mensagem final, quero relembrar que vocês são os realizadores, os produtores, os atores das vossas vidas, por isso vivam o momento presente e vivam sempre com bastante positivismo, muito amor e sigam o bem!
Boas leituras e boas ondas! Adeus, beijinhos!
Serviços
 www.filipaleandro.com 

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DOM CESLAU STANULA - O Magistério Extraordinário

28/02/2018

O Magistério Extraordinário



O Magistério Extraordinário, é exercido em situações especiais pelo Papa ou por todo o episcopado reunido com o Papa, num concilio ecumênico.

Quando trata das verdades referentes à fé e à moral as declarações do magistério extraordinário  são infalíveis. Nestes casos falamos que o papa e a Magistério da Igreja é infalível, porque expressa a fé de toda a Igreja, numa verdade revelada por Deus.

O Magistério Extraordinário proclama, caso necessário, dogmas de fé e se pronuncia nas declarações conciliares. Nestes casos, quando o Papa se pronuncia oficialmente, chamado ex-cathedra, ou junto com os bispos do mundo inteiro pelos Concílios, é infalível.

Então a infalibilidade do Papa não se refere às coisas temporais, politicas, econômicas, ecológicas, mas quando se pronuncia sobre a fé revelada por Deus na Bíblia ou na Tradição.

Com a benção e a oração; uma repousante noite de paz.

Dom Ceslau

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01/03/2018
Concílio Ecumênico

Muito ouvimos falar, tantas vezes ouvimos citações nas pregações, palestras: Vaticano II disse isto, disse aquilo... Mas o que é o concilio ecumênico?

Um Concílio é uma reunião do Colégio Episcopal (o Papa e os bispos), com a possível participação de outras pessoas (membros da hierarquia, leigos e membros ouvintes de outras denominações religiosas) para tratar das questões pertinentes à Igreja.

O termo “ecumênico” quer significar que as decisões tomadas no Concílio dizem respeito às Igrejas espalhadas por toda terra. Assim, “ecumênico” quer significar universal.

Um Concílio participa do Magistério Extraordinário e goza da mesma força da infalibilidade papal. (Veja mais-Internet – Arquidiocese do Rio – Formação). 

Ao longo da história, já foram convocados 21 Concílios Ecumênicos.

Uma boa e repousante noite. Com a benção e a minha pobre oração.

Dom Ceslau

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O VOO DA ÁGUIA


A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. 

Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não conseguindo mais agarrar suas presas, seu alimento.

O bico alongado e pontiagudo se curva.

Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas e voar fica cada vez mais difícil!

A águia então só tem duas alternativas: Morrer... Ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. 

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.

Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico no paredão até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico com o qual  irá, depois, arrancar suas  unhas.
Quando as novas unhas começam a nascer, ela  passa a arrancar as velhas penas. 

E só após cinco meses sai para o famoso voo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Amorosamente! 
Lucia

"Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com

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EDITORA DA ITÁLIA PUBLICA LIVRO INFANTIL DE CYRO DE MATTOS


          Depois de lançar  no ano passado a antologia “Poesie Brailiana della Bahia” (Poesia Brasileira da Bahia), a Editora Aracne, de Roma, publica agora o livro de poesia infantil “Il Bambino Camelô” (O Menino Camelô), do acadêmico e escritor Cyro de Mattos, com ilustrações de Zeflavio Teixeira e tradução de Antonella Rita Roscilli, na Coleção Ragnatele.

          Este livro destinado à garotada amante de versos de pé requebrado, bem bailados e esticados,  para brincar com bichos, de circo e com flores,  teve mais de doze edições quando foi publicado no Brasil e em 1992  conquistou o Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes.

         Considerado o melhor livro infantil do ano, a  ensaísta e professora doutora da USP, Nelly Novaes Coelho, relatora do Prêmio APCA – 1992, destacou as qualidades da obra:  “Li e reli com vagar 'O Menino Camelô'. Uma delícia! Ternura,  graça, ludismo e ritmo ágil que arrasta o leitor (pequeno ou grande)”.

          Poeta, contista, romancista, cronista, organizador de antologia e autor de livros para meninos e jovens, Cyro de Mattos possui mais de 60 livros publicados no Brasil, Portugal, Itália, França, Espanha e Alemanha. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro efetivo do Pen Clube do Brasil,  Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris  Causa pela Universidade Estadual de Santa cruz (Bahia).


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