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domingo, 28 de janeiro de 2018

PALAVRA DA SALVAÇÃO (63)

4º Domingo do Tempo Comum- 28/01/2018

Anúncio do Evangelho (Mc 1,21-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.
Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”.
Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”
E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Alberto Taveira Corrêa:
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Palavras que destravam a vida 
“Cala-te e sai dele” (Mc 1,25)

Estamos fazendo o percurso contemplativo, seguindo o evangelista Marcos. Ele foi o primeiro que escreveu o Evangelho, por isso conserva o calor dos inícios da vida cristã. É o mais conciso. Não apresenta grandes discursos de Jesus nem conta muitas parábolas. Interessa-lhe sobretudo o cotidiano na vida pública de Jesus: sua atitude vital para com os pobres e excluídos, sua presença terapêutica, sua liberdade diante da religião, do templo, das tradições judaicas, a revelação do novo rosto de Deus, o anúncio da Boa Notícia da Salvação…

A intenção de Marcos é que as pessoas se façam a pergunta chave: “quem é Jesus?”. Todo o seu evangelho é revelação progressiva da personalidade e da identidade de Jesus. Jesus não tinha nenhum doutorado na Lei, não tinha nenhum Master em questões do Templo; não era um perito a quem consultar sobre a lei. Jesus era Ele mesmo; seu único título era sua verdade, sua honestidade, sua bondade, sua capacidade de sanar a dor daqueles que sofriam e libertá-los dos maus espíritos que os escravizavam. Era a identidade de si mesmo, plena: a identidade entre o que dizia e fazia, entre o que era e o que ensinava. Podemos afirmar que Jesus era um “profissional da vida”, um “mestre da vida humana digna”. Não havia estudado em outra universidade a não ser a universidade da vida, do amor, da liberdade...

O evangelho deste domingo (4º TC) é o primeiro ato público de Jesus: estamos num dia típico de sua vida e de sua atividade. Seu primeiro contato com as pessoas, depois do batismo e da experiência do deserto, tem lugar na sinagoga. É um sinal de que a primeira intenção de Jesus foi redirecionar a religiosidade do povo que tinha sido deformada por uma interpretação opressora da Lei. Por duas vezes no relato se faz referência ao ensinamento de Jesus, mas não se diz nada do que ensina. Fala-se de suas obras. As curas e a expulsão de demônios, entendidos como libertação, são a chave para compreender a verdadeira mensagem deste evangelho. O que Jesus faz é libertar um homem de um poder opressor, o espírito imundo.

A Boa Notícia que Marcos anuncia é a libertação, em duas direções: da força do mal e da força opressora da Lei, explicada de uma maneira alienante pelos fariseus e letrados. As pessoas reconhecem um novo ensinamento, com autoridade, ou seja, com convicção, com coerência de vida, com profunda fé... O ensinamento de Jesus é novo porque liberta ao mesmo tempo que ensina. Jesus não ensina nada verbalmente: mostra-se a si mesmo. Marcos dá mais importância ao modo de falar de Jesus que ao conteúdo de seu ensinamento.

De Jesus diziam que “ensinava com autoridade” e não como os escribas e fariseus. Ele tinha a graça de conceder autoridade a cada pessoa, de devolver-lhe sua dignidade, de remeter-lhe a si mesma, de ajudá-la a conectar com seu ser profundo, com aquilo que é mais divino no próprio interior.

Ensina com autoridade quem fala a partir de sua própria experiência e quem, com seu ensinamento, “faz crescer” (a palavra “autoridade” provém do verbo latino “augere”, que significa aumentar, fazer crescer, elevar o outro…); em outras palavras, é despertar a autonomia e a autoria do outro para que ele seja capaz de dar direção à própria vida.

O critério para distinguir quando nos encontramos em presença de quem “fala com autoridade” sempre será o mesmo: sua palavra faz as pessoas crescerem em profundidade. A “autoridade” de Jesus, portanto, está em que sua palavra e sua vida formam uma unidade plena, porque não diz nada que não esteja já fazendo; suas palavras brotavam de uma experiência profunda que confirmava com sua vida. Provava com suas obras suas palavras, vivia o que ensinava.

Ao entrar na sinagoga, Jesus se volta para quem não recebia atenção. Ele faz com que o possuído pelo mau espírito se torne o centro das atenções e sua libertação é, ao mesmo tempo, prática e ensino. O homem possuído é o símbolo de todas as pessoas despersonalizadas, impedidas de falar e agir, como sujeitos da própria vida e história. Sua vida e destino dependiam de “outros” que pensavam, falavam e agiam por elas.

Jesus vai curá-lo com sua presença e também com sua voz. Ao lhe dizer: “cala-te e sai dele”, Jesus está desatando uma vida, está devolvendo ao homem possuído o seu ser essencial. Há palavras que tem força reconstrutora, pois, não só restabelecem a saúde mas ativam a dignidade escondida da pessoa. Dizem que há pessoas capazes de serem curados por uma voz, pelo material sonoro de uma voz determinada. Quanto aspira nosso coração escutar este convite: “esteja livre...”! Esteja livre daquilo que os outros possam dizer ou pensar a seu respeito; livre do domínio das suas compulsões; livre para amar sem defesas; livre daquilo que se acredita saber sobre si mesmo e sobre os outros; no fundo, esteja livre para ser você mesmo, para poder entrar em uma relação nova com a realidade.

Somos seres de palavras e somos também seres de silêncios. Em nosso mundo atrofiamos o dom de proferir palavras de vida; elas tem pouco valor e, por isso, precisamos voltar a lapidá-las no silêncio, porque só o silêncio restaura a integridade de nossas palavras. Tais palavras tem força para curar, como aquela que Jesus proferiu diante do homem possuído pelo mau espírito.

Precisamos receber palavras que toquem nossas superfícies endurecidas e nos libertem de tantas ataduras que não nos deixam respirar com profundidade, nem olhar compassivamente, nem considerar a beleza da diversidade e a diferença. Também nós buscamos pessoas que possam nos dizer palavras para viver e somos requisitados a entregar aos outros uma palavra de vida.

Jesus foi o homem que movia com suas palavras. É extraordinário perceber como as palavras ditas com cuidado e amor (pedagogia de Jesus) produzem efeitos benéficos para o ser humano. Essas palavras são bem-aventuradas, pois são capazes de fazer crescer, sustentar, edificar as pessoas para o convívio social, humano-afetivo, espiritual. São palavras que trazem luz e calor, infundem confiança e segurança.

A palavra tem força de ressurreição, é como brisa suave que ativa nossas melhores energias. As palavras jamais deixam as coisas como estão. Elas não se limitam a transmitir uma mensagem; elas tem uma força operativa, desencadeiam um movimento... Quando falamos, algo acontece, muda alguma coisa dentro de nós e ao nosso redor. Aparentemente nada mudou; mas é possível que tudo tenha mudado. A palavra foi além de sua vibração sonora. Ela contribui para criar o clima, o ar que respiramos... um ambiente que nos plenifica, nos nutre, favorece o encontro e o compromisso e abre possibilidade de viver

Texto bíblico:  Mc 1,21-28

Na oração: Hoje o evangelho nos convida a sermos sinceros conosco mesmos, a revisar nossa conduta cristã. Devemos expulsar muitos “maus espíritos” interiores (ânsia de poder, riqueza, prestígio, vaidade…) que jogam ao chão nossa dignidade e impedem um testemunho coerente, uma verdadeira autoridade que profere palavras que fazem as pessoas crescer.
- Repassar o repertório das palavras proferidas ao longo do dia: palavras que elevam, que curam, que salvam...?

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 27 de janeiro de 2018

SABARÁ - O GRANDE BATERISTA DE ITABUNA – BA – Por Cyro de Mattos

Inst e Vocal BR / 7/31/2014

Quem não conhece na cidade o baterista Sabará, lenda da música popular brasileira em terras grapiúnas? Um dos fundadores do conjunto musical Ritmo Lord, atualmente Lordão, Sabará é o mesmo cidadão negro de nome Adalmiro Leôncio da Silva, nascido, em 3 de abril de 1934, em Ilhéus. Primeiro foi batuqueiro em escola de samba. Quando era adolescente, já tocava caixa em Ilhéus, na escola de samba “Eu Sou o Maior”, de Augusto Fidelis, jogador de futebol apelidado de Augustinho.

Sabará viu pela primeira vez uma bateria sendo tocada em Realengo, no Rio de Janeiro. O baterista era o habilidoso percussionista Djalma. Gostou. Mais tarde viu em Ilhéus o percussionista Carlito tocando bateria. Gostou ainda mais. Cheio de ritmos, sentimentos e sonhos tocou pela primeira vez uma bateria aos dezesseis anos de idade quando então integrou o grupo musical que se apresentava na boate Okay Night Club, de seu Maron, em Ilhéus. O grupo era formado com o professor Nivaldo no trompete, Florisvaldo Gouveia no piano, Francisco Augusto no sax e Antenor era a voz. Tempos depois, em Itabuna, participou do conjunto Os Diamantes, da Rádio Difusora Sul da Bahia, nos anos 1950 e 1960. O conjunto era integrado por Mimidi na guitarra, João Santos como baixista e Élson no sax.

Para quem não sabe, Sabará fez curso de aperfeiçoamento de bateria com os professores Jorge Sacramento e Jorge Startery Sampaio, da Universidade Federal da Bahia. Aperfeiçoou-se em ritmos brasileiros com o professor Martinelli Filho, da USP, e participou do curso de iniciação musical ministrado pelo maestro Florisvaldo Santos, da Filarmônica de Ilhéus. De aluno talentoso passou a professor competente de música, dando aulas de bateria em instituições sociais e culturais. Na Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Escola Beethoven, Sítio do Menor Trabalhador, bem como aos integrantes do Grupo Musical Cacau com Leite e Mel de Cacau.

Por sua atuação profissional expressiva, como baterista e professor musical em terras grapiúnas, Sabará recebeu, entre outros, o Troféu Mandacaru de Ouro, Troféu Jorge Amado da Fundação Cultural de Ilhéus, Troféu Jupará da Rádio Morena FM e Troféu Terravista. Participou como jurado em dezenas de festivais de música. Como baterista de conjuntos musicais, é bom saber que integrou o Grupo Encontros, Grupo Novos e Usados Jazz Band e Grupo Bahia 4, citando aqui apenas alguns.

Acompanhou trinta e dois artistas de expressão nacional, de 1960 a 2001, como Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Caubi Peixoto, Anísio Silva, Gregório Barrios, Elen de Lima, Booker Pitman, Eliana Pitman, Wanderley Cardoso, Miltinho, Trio Nagô, Nelson Ned, Tito Madi e Wando. No plano regional, para a nossa sorte, é difícil um artista de expressão em nosso cancioneiro não ter sido acompanhado do ritmo que Sabará consegue extrair quando toca bateria.

Esse cidadão negro, de jeito amigo, sincero e gestos generosos, que pensa e sente o mundo através do som, com uma impressão digital como percussionista tão dele, possui uma habilidade incrível para espalhar e reunir diamantes em cima de uma membrana esticada quando toca bateria. Com ligeireza nas mãos, firmeza nos punhos e trepidação nas veias, se a música pede alegria. Mas se for para embalar a tristeza, sabe fazer como poucos com que a caixa repercuta o abraço afetivo da noite, em carícia de lenço. Entre lamentos que deslizam e fluem da alma, dizendo segredo.


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Cyro de Mattos é baiano de Itabuna. Escritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.
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UMA NOVA GERAÇÃO DE MAGISTRADOS PEDE PASSAGEM - Joaquim Falcão

Desempenho impecável e encantador

Por Joaquim Falcão - 24 jan 2018

Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Sylvio Sirangelo/TRF4/Divulgação)

A transmissão ao vivo do julgamento do TRF4 permitiu ao público compará-lo com os julgamentos que se tem visto no Supremo Tribunal Federal. A postura dos magistrados, raciocínio, método de análise, forma de se comunicar, tudo é diferente.

Não há competição pessoal ou ideológica entre eles. Nem elogios recíprocos. Cada um é si próprio. Não há troca de críticas veladas, ou aplausos desnecessários. Ou insinuações jogadas no ar. Mais ainda: não há exibicionismo.

Não querem mostrar cultura. Não discutem com jargões jurídicos. Não se valem de doutrinas exóticas plantadas e nascidas no além mar. Não é preciso, embora seja legitimo e, às vezes, indispensável buscar amparo em autores ou abstrações estrangeiras. Em geral ultrapassados.

A argumentação é toda fundamentada nos fatos. Vistos e provados. Não se baseia apenas em testemunhos ou denúncias. Fundamentam seu raciocínio no senso comum que emanam dos fatos. Provas materiais. Ou como diria Ulysses Guimãraes: com base em suas excelências, os fatos. Que de tão evidentes e intensamente descritos não deixam margem a qualquer dúvida razoável.

Não é preciso muita argumentação para dizer o que é simples. Ninguém manda mudar um apartamento, manda comprar utensílios, faz visitas com o construtor, não pergunta preço, e não paga – só o dono de um imóvel procede assim.

A prova da propriedade está no comportamento registrado ao vivo. E não no papel, na escritura A ou B. Simples assim. Os magistrados de maneira informal tentaram transmitir o que a linguagem jurídica, formal, muitas vezes oculta.

A transmissão ao vivo permitiu a cada um de nós formar a própria opinião. Escolher um lado. Quase pegar a justiça com as próprias mãos, com as mãos do seu próprio entendimento. Restou provado que o Tribunal Federal da 4ª Região pretendeu ir muito além de simplesmente julgar o ex-presidente.

Apresentou ao Brasil uma nova maneira de pensar, expressar e construir a justiça. Provavelmente a maneira de magistrados se comportarem na televisão, na internet e até nos julgamentos sem transmissão nunca mais será a mesma.

Uma nova geração pede passagem.

Joaquim Falcão é professor da FGV Direito Rio. Seus artigos podem ser encontrados em www.joaquimfalcao.com.br




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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

FILHO DE DEUS OU CRIATURA DE DEUS APRESENTADO PELO AUTOR DOMINGOS HONORATO

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Nascido em 11 de julho 1960 em Santa Maria do Suaçuí (MG), Domingos Honorato é escritor e professor de cursos técnicos. Mudou-se para São Paulo aos 13 anos. Era católico praticante, mas não conhecia a Sagrada Escritura. Aos 23 anos Honorato começou a ler a Bíblia e livros evangélicos, nos quais afirma ter descoberto esta grande mentira que diz que todo mundo é filho de Deus.

“Que cada leitor se esforce ao máximo para que, no tripé da vida humana, possa alcançar a vida espiritual. O tripé é: fé, amor e esperança. Fé em nosso Senhor Jesus; amor para com os seres humanos; e esperança de um dia poder estar com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”

Boa Leitura!

Escritor Domingos Honorato, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Apresente-nos o seu livro “Ei você aí! É um Filho de Deus ou uma Criatura de Deus”?

Domingos Honorato - Ao descobrir esta mentira que diz que todo mundo é filho de Deus, passei a falar para todos os meus conhecidos. Foi aí que um colega, antes de morrer, me disse: “Domingos, eu não quero morrer como uma criatura; o que devo fazer para me tornar um filho de Deus?” Então falei para ele que em Romanos 10:13 diz que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, e invocamos: “oh! Senhor Jesus, amém” por três vezes, e logo ele me disse: “Irmão Domingos, escreve estas palavras em um livro para ajudar as pessoas para que não fiquem enganadas”. Logo depois ele morreu, assim comecei a escrever!

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio do enredo que compõe a obra?

Domingos Honorato - Para que todo aquele que ler o livro possa reconhecer que foi criado por Deus, e precisa voltar a Deus como filho, aceitando o Senhor Jesus como irmão, e não perca a oportunidade de se tornar um filho de Deus.

Quais os principais desafios para a escrita de “Ei você aí! É um Filho de Deus ou uma Criatura de Deus”?

Domingos Honorato - Foi entender a vontade de Deus, em 1 Timóteo 2:4, que diz que Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Apresente-nos alguns tópicos do sumário, apresentados no livro.

Domingos Honorato -
Três tipos de identidade;
Três tipos de seres humanos;
O poder da transferência;
A humanidade sábia;
Os três tipos de amor;
O que você mais ama na terra;
A ordem de Deus para os filhos que vivem na terra;
Cuidando do corpo, da alma e do espírito

A quem indica a leitura?

Domingos Honorato - À criatura humana e aos filhos de Deus que vivem no planeta terra!

Onde podemos comprar seu livro?

Domingos Honorato - Por meio do meu site: www.domingoshonorato.tk

Quais os seus principais objetivos? Você pensa em publicar novos livros?

Domingos Honorato – Tenho 12 obras prontas, como “A cura da humanidade”, “A maldição dos vícios”, “Os significados das palavras bom dia, boa tarde e boa noite”, “Quantos tipos de ser humano vivem no planeta terra”, “A Teoria do Big Bang – verdade ou mentira?” e “Os cinco modelos de família: três aprovados por Deus e dois reprovados por Deus”.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Domingos Honorato. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Domingos Honorato - Que cada leitor se esforce ao máximo para que, no tripé da vida humana, possa alcançar a vida espiritual. O tripé é: fé, amor e esperança. Fé em nosso Senhor Jesus; amor para com os seres humanos; e esperança de um dia poder estar com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Que o leitor possa se tornar um filho hoje. Falar para os seus familiares e conhecidos para ler este livro e a Bíblia, invocar o Senhor Jesus. Amém! E não viver invocado. Mas viver invocando todo o tempo de sua vida humana!

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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OS ERROS DE LUÍS

Você errou, Luís...

Errou na mão, errou na dose, errou no tempo, errou na história...
Contra todo e qualquer argumento, Luís, você teve a oportunidade histórica de fazer diferente, mas escolheu fazer igual, escolheu piorar o que sempre criticou.

Esqueceu suas raízes, suas origens humildes e se aliou aos poderosos de plantão...
Esqueceu os seus amigos antigos e olhando apenas pra o próprio umbigo, Luís, abraçou a traição...
Você errou Luís, errou feio!

Errou no mensalão, errou no petrolão e ao andar na contramão. Errou ao deixar seu filho ser o "fenômeno" executivo de plantão, errou ao deixar o poder e a glória lhe subir à cabeça, errou mais ainda ao deixar que o dinheiro e a fama congelassem seu coração.

Errou em Santo André, no São Francisco, no Rio de Janeiro, em Atibaia, em Guarujá, em todo o país, errou na presunção de não ter ninguém à altura de sua luz, errou quando se equiparou em honestidade a Jesus.

Errou de forma trôpega e infeliz, você errou muito Luís...
Errou quando transferiu a culpa pra gente que não podia mais se defender: Celso Daniel, Marisa Letícia, acusados depois de morrer.
Errou quando disse que nada sabia, quando cinicamente mentia, insistia em não se envolver. Errou quando foi incapaz de reconhecer um erro sequer, seu ou de seu partido.

Dos genuínos dólares na cueca às reformas em imóveis dos quais "nunca tinha ouvido"...
Como você errou Luís!
Errou ao perder um dedo, ao fazer segredo de sua voraz ambição! Errou ao se achar "o cara", errou na auto vitimização!
Errou ao elogiar Chaves, Evo, Maduro, errou na manipulação. Errou com os companheiros, deixando todo mundo na mão, e na prisão!
  
É,  Luís, de tanto que errou, você tanto fez, que agora é a bola da vez...

Na marola do mar de lama em que se transformou o seu tempo no poder, não tinha mais como se esconder, embora o fanatismo de uns, o ego de outros e o interesse de tantos ainda tentem lhe absolver, mais do que uma pena, você é digno de pena.

Todos que lhe conhecem sabem muito bem que seu maior crime foi um assassinato. Foi você, Luís, e só você que matou o Lula, e, ao matar o Lula, você aniquilou a bonita militância política que um partido já teve neste país. Uma militância legítima, espontânea, verdadeira, não a que você conseguiu transformar em gente paga, com pão e mortadela.

Você errou, Luís, e já passou da hora de pagar as contas pelos seus erros. Quem sabe, em sua arrogância insana, você até se sinta feliz, afinal você ‘vai em cana’! 

(Autor desconhecido)

Recebi via Whatsapp

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

JUÍZES FEDERAIS ENODOADOS COMO FACÍNORAS - Péricles Capanema

25 de Janeiro de 2018
Por unanimidade, Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região. Além do mais, a pena foi aumentada para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.
Péricles Capanema
O PT lançou a campanha “Cadê a prova”. Que prove do próprio veneno, faço a mesma pergunta tendo como objeto o manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, lançado em 19 de dezembro último, que está sendo largamente difundido — adesões, nem tanto, até agora menos de 200 mil, apesar da propaganda maciça e facilidade de firmá-lo.

Conta com assinaturas de políticos, celebridades, empresários, entre eles, José Mujica, Cristina Kirchner, Rafael Correa, Chico Buarque, Celso Amorim, Fábio Konder Comparato, Noam Chomsky, Luís Carlos Bresser Pereira, e vai por aí afora. Em resumo, o texto é uma vergonha de português, de lógica e de probidade.

A frase inicial é uma tolice palmar: “A tentativa de marcar em tempo recorde”. Ninguém tentou nada. Houve, isso sim, decisão pública, o julgamento.

A seguir, mentira deslavada, “em tempo recorde”. Clama contra os fatos. A defesa do ex-presidente Lula peticionou ao TRF-4 levantando a suspeita de que era inusitada a pressa com que foi marcado o julgamento do recurso.

A resposta da Corte, pelo seu presidente, 113 páginas, reduz a pó a alegação de pressa indevida (está na rede). O manifesto das esquerdas mundiais (vamos batizá-lo assim) por probidade deveria pelo menos aludir ao mencionado texto. Nem uma palavra. Et pour cause!

Segundo o desembargador Thompson Flores, “o requerente, em síntese, questiona a celeridade impingida ao processamento”.

Destaco alguns trechos da peça:
“Destarte, o tempo de processamento da Apelação Criminal nº 5046512-94.2016.4.04.7000 perante esta Corte não fere o princípio da isonomia. Como já referido, 1.326 apelações criminais foram julgadas por este tribunal no ano de 2017 em tempo inferior àquele em que se realizará o julgamento da Apelação Criminal”.

Afirma ainda que se, por acaso, tivesse havido celeridade inusual, atenderia a diretriz do Conselho Nacional de Justiça. Seria, portanto, ato de obediência e disciplina: “A Meta 4 do CNJ diz in verbis: Priorizar o julgamento dos processos relativos à corrupção e à improbidade administrativa”.

Ainda a propósito, a resposta transcreve parte da situação atestada em inspeção recente do Conselho Nacional de Justiça no gabinete do desembargador João Pedro Gebran Neto: “Observa-se que tanto os processos antigos quanto os mais recentes estão sendo devida e diligentemente julgados”.

De outro modo, a celeridade, comprovada em inspeção oficial, é característica do gabinete que julgou a apelação apresentada pelos advogados de Lula. E conclui o desembargador: “A celeridade no processamento dos recursos criminais neste Tribunal Regional Federal constitui a regra e não a exceção”.

Retorno ao manifesto de português primário, lógica estropiada, carente de escrúpulos:

“A tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data [quis dizer, para 24 de janeiro o julgamento] em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade” [quis dizer, nada tem de legal]. Ou seja, o documento garante sem prova alguma, sequer o mais tênue indício, que o TRF-4 agiu fora da lei.

Continua o tal manifesto:

“Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”. Puro ato de perseguição, a saber, sem base jurídica alguma. Retorna a acusação gravíssima, o juiz Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4 são marionetes a serviço de uma força aqui inominada que persegue Lula. De novo, cadê a prova? Cadê o mais tênue indício?

O texto continua num português espantoso e com a mesma falta de escrúpulos:

“O recurso de recorrer ao expediente espúrio de intervir no processo eleitoral sucede porque o golpe do Impeachment de Dilma não gerou um regime político de estabilidade conservadora por longos anos”.

Lançar mão de expediente espúrio, no caso equivale a determinar a condenação no julgamento do recurso. Onde fica a probidade dos magistrados, pintados aqui como paus-mandados para qualquer tarefa suja? Cadê a prova?

Deixo de lado muita coisa, um olhar rápido na redação, o português está no mesmo nível da decência do texto: “O recurso sucede”“a trama de impedir a candidatura de Lula vale tudo”. “A trama vale tudo”, vale até redação de chorar.

E nessa trama, o manifesto não diz desse modo, pois não exprime com clareza — atrapalhado pelo primarismo boçal da redação — mas quis dizer, “[vale a] condenação no tribunal de Porto Alegre”.

De novo, o insulto, o TRF-4 retratado como marionete de trama ignóbil. Quem maneja a trama tem os juízes na mão. Eles fariam, por dinheiro, ou pelo que seja, o que lhes for ordenado.

Para vergonha dos brasileiros, acusação desse naipe, infelizmente avalizada por figuras em destaque no Brasil e no Exterior, reverbera com maior facilidade nas redes sociais, nas conversas, na imprensa tradicional, enfim em todos os lugares. Trabalha a favor de generalizado enxovalhamento do Judiciário.

Outro ponto: “Mais que um problema tático ou eleitoral, vitória ou derrota, nossa luta terá consequências estratégicas e de longo prazo”. “Mais que um problema nossa luta terá consequências”. Entendeu alguma coisa? Nada, claro. Não é para entender, a redação é disparatada de alto a baixo.

A peça demagógica e delirantemente acusatória só não tem provas e português minimamente apresentável. Aliás, vou ser modesto. Já me contentaria com indícios, mesmo os mais tênues. Cadê o mais tênue dos indícios do que acusa copiosamente?

http://www.abim.inf.br/juizes-federais-enodoados-como-facinoras/#.Wmp2Ea6nHIV

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DOM CESLAU STANULA – Do Laicato e dos Leigos (6)

19/01/2018
Compêndio da Doutrina Social da Igreja

Se alguém desejar aprofundar e estudar o Documento “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”, aqui apresento hoje, o resumo. Este documento se compõe de três partes, com vários capítulos:

Na primeira parte:
Capitulo I - O Desígnio de amor de Deus para a humanidade;
Capitulo II - A Missão da Igreja e a Doutrina Social;
Capitulo III - A pessoa humana e seus direitos;
Capitulo IV -  Os princípios da Doutrina Social da Igreja.

Na segunda parte fala principalmente sobre a família.
Capitulo V  - A Família, célula vital da sociedade;
Capitulo VI  - Trabalho humano;
Capitulo VII  - A Vida econômica;
Capitulo VIII - Comunidade Política;
Capitulo IX -   Comunidade Internacional;
Capitulo X -    Salvaguardar o ambiente;
Capítulo XI -   Promoção da Paz.

E na terceira parte e a última fala, no Capitulo XII - sobre da Doutrina social e ação eclesial.

Deste índice aqui apresentado podemos perceber que o Compêndio abrange toda a vida social do cristão a luz do Evangelho de Jesus Cristo. A Esta doutrina que sempre se referem os pronunciamentos na Igreja, pregações e documentos. 

Neste ano do Laicato, seria tão bom conhecer melhor e aprofundar este Compêndio para realmente viver, sentir e respirar com a Igreja de Jesus Cristo. Assim com certeza absoluta mudaria a face da terra, desta nossa terra brasileira.

Com o abraço e benção, acompanhados com a minha humilde oração.
Dom Ceslau.

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20/01/2018
Cristão Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade.

Com o Ano do Laicato estão saindo muitos documentos ao alcance dos Leigos para aprofundar a sua missão.
Na nossa última mensagem apresentei de forma esquemática o Documento Doutrina Social da Igreja. Despertou muito interesse para conhecer mais. Vou pensar sobre isto.
Agora apresento o outro, mais novo documento da CNBB sobre os Leigos, aprovado na 54ª Assembleia Geral em Aparecida no ano 2016. O titulo é: Cristãos  Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da terra e Luz do mundo (Mt 5,13-14).

O Documento se divide em três capítulos:

Capitulo I – Cristão Leigo, sujeito na Igreja e no mundo; esperanças e angustias. Estão abordadas várias questões sobre o Rosto do Laicato; avanços e recuos; apontado o campo específico da sua atuação que é o mundo; e sobre as necessárias mudanças da mentalidade e das estruturas no mundo globalizado.

 O Capítulo II, Sujeito eclesial: Discípulos Missionários e cidadãos do mundo. Fala da Igreja como comunhão na diversidade; o importante enfoque sobre a identidade e dignidade da vocação laical; âmbito da atuação especifica dos leigos e leigas, sublinhando o serviço cristão no mundo realizado pelos leigos.

O Capitulo III - A Ação transformadora na Igreja e no mundo. Aponta que a Igreja é comunidade missionária; apresenta uma espiritualidade do leigo,  bem encarnada na realidade em que está vivendo; sobre as organizações dos cristãos leigos no Brasil; suas atuações em “areópagos modernos”; proposta de assumir certos compromissos na pastoral da Igreja.

Este documento muito rico e atual, apresentando a dignidade, missão e compromisso do leigo na transformação da face “desta nossa terra” brasileira.

Desejando uma boa e repousante noite, com a minha benção e oração.
Dom Ceslau.

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22/01/2018
Viagem Apostólica do Papa ao Chile e ao Peru

A semana passada acompanhávamos a Viagem Apostólica do Papa Francisco ao Chile e Peru.
O que significa a Viagem Apostólica? Será que o Papa está fazendo turismo, ou uma visita de cortesia aos bispos e cardeais destes países, para retribuir a sua visita que fizeram o ano passado? Não. Ela tem o seu objetivo e finalidade.
A viagem se chama Apostólica, porque o Papa vai como o Apóstolo de hoje, sucessor de Apóstolo Pedro. O Papa é, em linha reta, o sucessor de São Pedro. Como tal deve visitar toda a Igreja.
Houve na história da Igreja um tempo em que os papas se consideravam prisioneiros do vaticano, e não saíram do Vaticano.

Historicamente  esta questão foi chamada Questão Romana, e se referia à disputa territorial ocorrida entre o governo  italiano e o papa durante os anos de1861 a 1929.
Na disputa, apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, desde Pio IX,  até o Pio XI, não entregaram o Vaticano à Itália, mas continuavam a disputa que culminou com a assinatura do “Tratado de Latrão”, durante o governo de Benito Mussolini e o Papa Pio XI.
O Tratado do Latrão reconheceu o Estado do Vaticano como independente, e deu o fim da chamada “Questão religiosa”, ou Questão Romana que durou 60 anos.
As viagens Apostólicas foram iniciadas pelo Papa Beato Paulo VI, com a peregrinação à Terra Santa em 1964, mas, mais desenvolvidas pelo Papa São João Paulo II, que fez mais que 180 viagens internacionais.

São as viagens do Apóstolo de hoje que vai a Igreja (o Povo de Deus).

Chama-se a Viagem Apostólica pela finalidade que tem que é “confirmando irmãos na fé” (Lc.22,32).
“O sucessor de Pedro, disse agora o Papa Francisco, tem a missão de confirmar os irmãos na fé”. Faz isto por meio das mensagens dirigidas a todos e aos grupos que tem uma função especial dentro deste Povo de Deus, como Construtores da Sociedade Civil, Autoridades, Corpo Diplomático, Bispos, Seminaristas etc.

Que Deus nos abençoe e nos dê a paz. Uma boa noite.
Com a minha oração, 
Dom Ceslau.

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23/01/2018
A mensagem do Papa em Lima, ao falar as Autoridades Civis, de um lado parabeniza o povo pelo “rosto de santidade”. Disse que Peru “gerou muitos santos que abriram o caminho da fé para todo o continente americano”.

Mas ao mesmo tempo aponta para grave ameaça, como a “sombra sobre a esperança”, a ecologia. E cita a sua Encíclica “Laudato si” dizendo: Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma, e nada garante que a utilizará bem, sobretudo se se considera a maneira como o está a fazer.

E continua dizendo o Papa: “Isto se manifesta claramente no modo como estamos a despojar a terra dos recursos naturais, sem os que nenhuma forma de vida é possível. A perda de florestas e bosques supõe não só desaparecimento de espécies, que puderem inclusive significar no futuro recursos extremamente importantes, mas também a perda das relações vitais que acabam de alterar todo o ecossistema”
Este seria o problema de fé? A ecologia não é o problema de fé. É o problema da humanidade.

Onde existe o ser humano a preocupação do Apostolo é igual como com a fé, porque a pessoa humana é criatura amada por Deus e quando tem a qualidade de vida melhor, com mais entusiasmo louvará a Deus. "Não há verdadeira e autêntica evangelização que não anuncie e denuncie toda falta contra a vida dos nossos irmãos..." (Papa Francisco para os bispos em Peru).

Pensemos nisto e pensemos qual é a nossa relação com a natureza que nos rodeia.
Com a minha benção e oração. Uma repousante noite.

Dom Ceslau.

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24/01/2018
Muitos importantes ensinamentos o Papa Francisco deixou.

Ainda apontou a um assunto, tão importante como perigoso, aqui na América Latina, principalmente no Brasil, a corrupção.

Ele disse: “quanto mal faz aos nossos povos latino-americanos e às democracias deste abençoado continente, este ‘vírus’ social! É o fenômeno que tudo infecta, sendo os pobres e a mãe-terra os mais prejudicados. Tudo o que se pode fazer para lutar contra este flagelo social merece a maior das considerações; e esta luta envolve a todos”.

E continua dizendo: “Unidos para defender a esperança” implica maior cultura da transferência entre entidades públicas, setor privado e sociedade civil e não excluo as organizações eclesiais. (...) A corrupção é evitável e exige o compromisso de todos”.(Papa às Autoridades em Lima)

Tocou aqui o ponto nevrálgico dos nossos dias. Ele chama a corrução de vírus, mas, será que já não se transformou em câncer que ameaça toda a sociedade?

A viagem do Papa é Apostólica, para confirmar na fé, mas também aponta os perigos que corre a fé em muitos. A desconfiança hoje reinante é realmente o problema que temos que enfrentar e procurar vacina contra este “vírus social”.

Que Deus nos abençoe. Uma serena noite de paz. Com a minha oração.

Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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