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sábado, 11 de novembro de 2017

AGRAL DE LUTO – CÉU EM FESTA

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Morre Antonio Costa, um dos fundadores da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
Ramiro Aquino, Presidente da AGRAL:
Perdemos hoje (10/11/2017) o Confrade Antonio Costa.
Lamentável perda.
Não tenho ainda detalhes do enterro.


Ivann Montenegro, Presidente Honorário da Agral:
Boa tarde! O corpo do confrade Costa estará sendo velado no SAF .
O sepultamento será amanhã (11/11/2017), à tarde, às 16 hs .
Caros confrades e amigos, unamos nossas orações para que haja conforto na família de nosso irmão e que a sua alma alcance as glórias do Céu.

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Dom Ceslau Stanula:

Orar pelos falecidos

“A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos.  O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico de Cristo” que é a Igreja, dizia o Papa São João Paulo II.

A Bíblia, recomenda: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46).

São Cirilo, bispo de Jerusalém (†386), disse em suas Catequeses: .
“... Rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas”

A tradição da Igreja sempre acreditava no auxilio que ela pode oferecer as almas neste seu estado de purificação. A melhor forma de ajudar aos irmãos falecidos é a celebração da Santa Missa.

Reflexão:
Lembrando-se dos nossos falecidos hoje, eles também  se lembrarão de nós na hora oportuna, e ainda aqui na terra.

Com a benção e oração.
Dom Ceslau.




Dom Ceslau Stanula, Bispo Emérito de Diocese de Itabuna, Escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O VOO DE TELMO PADILHA - Cyro de Mattos

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Cyro de Mattos com a esposa Mariza  e o poeta Telmo Padilha, no Grapiúna Tênis Clube, em tempo de carnaval.


O Voo de Telmo Padilha
           Cyro de Mattos

            O romancista Jorge Amado nasceu em Ferradas, lugarejo que naquele tempo da conquista da terra era um  distrito do município de Itabuna, no Sul da Bahia.  Lá, naquele pedaço das terras do sem fim,  também nasceu  Telmo Padilha ( 1930-1977), poeta das questões profundas, que morreu  em acidente automobilístico. O poeta compadre de Jorge Amado está presente em antologias no Brasil e no exterior. Tem livros de poesia publicados na Inglaterra, Japão, Itália, Suíça e Uruguai. Ganhou prêmios literários importantes.

            De sua poesia, disse Manuel Bandeira que “é rica de símbolos e metáforas”, enquanto Carlos Drummond de Andrade observou que  “ se faz sentir e amar pela concentração e o poder de síntese.”  Adonias Filho destaca que “os valores constantes são humanos e, em consequência, universais e eternos: a morte, o medo, o tempo, o nada, a memória. Circunscrita a esses valores, invulnerável a qualquer exterioridade, a poesia de Telmo Padilha pode converter-se  em um marco que congregue  toda a sua geração.”

            Encontra-se nessa poesia  a constituição de um discurso reflexivo, que informa  proposições doloridas na clave das indagações existenciais.  Perguntas sem resposta que se manifestam sobre essa difícil e enigmática travessia do viver, exposta aos olhos como difícil de aceitar, com sua problemática impregnada da vida, morte, solidão,  incomunicabilidade e  infância sem retorno. Essa poesia de aparência fácil  resiste dentro de muros em que a criatura  humana se vê cercada de angústia em função de circunstâncias matizadas pela  fugacidade do tempo. Nessa  travessia que  aloja nos ouvidos  cantos roucos ritmados  de absurdos,  o poeta procura sempre se mover dentro de atitudes críticas. Dessa atmosfera vertiginosa,   na aventura que comporta  abismos e enigmas, pobreza, sofrimento, insônia, apresenta-se com esse poder  de tocar nos seres e coisas com profundidades e larguras. Retira sensibilidades e reflexões entre cortinas espessas da existência, densidade na insensatez  do mundo,  riqueza na   metáfora dolorida sempre hóspede de assombro,  que faz de Telmo Padilha   um  poeta   com todas as essencialidades de que são dotados os bons poetas.    Não preciso mais dizer que é um dos poetas de minha predileção.
  
            Com a tristeza que molha meus olhos agora,  tento quebrar a saudade, conversando e cantando com o poeta e amigo:
   
             -  Ah, Telmo Padilha/ Fale-me que sem a poesia/ o sol não pinta os desertos/ Com as cores da manhã./ O dia não entardece/ Nos braços do ocaso./ Com a razão e a emoção/ Não se estende a palavra/ Pelo vazio do vasto mundo./ A vida é mais pobre/ Sem esse canto agudo/ que em ti é feito exausto/ Como vamos perceber/ Teus passos de agonia, / que ao vento estremecem/ e te escutas nos desvãos?/ Ah, Telmo Padilha/ Fale-me de tua cidade, / A nossa querida Itabuna,/ De todos nós em teu grito,/ De Hélio, Valdelice,/ Firmino, Florisvaldo, / Cada um no seu canto/ Remoendo o seu tanto/  Fale-me dessas ruas,/ De fato não são ruas, /É uma mesma rua /Que começa solitária/ E termina solitária /  Nas vestes de teu ódio,/ Medos e incertezas/  Conquanto seja abrigo,/ Música cortante  da paixão./ No teu dia cor de sombras/ Só podemos amar com dor,/ na forma autêntica da dor/ Onde há setembros/ Que vêm e somem/ Sem saber para onde vão./ Fale-me de teu voo/ Nessa viagem duvidosa/ Que nos oprime de aflição.


Cyro de Mattos é escritor e poeta. Vários livros publicados no exterior. Doutor Honoris Causa da Universidade  Estadual de Santa Cruz.

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HORA DE DECISÃO - Light of Luna


Hora de decisão 



A energia tem se intensificado a um nível que, para você que ainda tem muita coisa para liberar, está ficando muito difícil.

Você que está nesta posição pode dizer: “Não está ficando difícil, TEM sido difícil já há algum tempo.” 

Você pode sentir que problemas e mais problemas estão se empilhando sobre seus ombros. Talvez seja o universo tentando chamar sua atenção. E ainda assim, você continua resistindo e agindo despreocupadamente da mesma forma, esperando que alguém tome as decisões para você.

Se você cruzou os braços à espera de um milagre como o Universo pode ajudar em suas conquistas? Olhe em volta, olhe para a sua vida. O que não está funcionando? Seja o que for, tome a decisão de mudar isso! Dê algum passo em direção à sua meta. Mesmo que um pequeno passo, mas levante-se agora.

As suas dificuldades podem ou não ser as mesmas dificuldades de seu semelhante, pois cada um trilha seu próprio caminho e cada um está num nível diferente em sua jornada.

A energia agora é para a mudança que você precisa fazer em sua vida e você será amplamente apoiado em sua decisão. Não significa que será fácil, mas é necessário para que você avance em seu caminho, sua jornada.

Se escolher não fazer qualquer mudança, você descobrirá que nesta nova energia seus problemas parecerão maiores ainda. Isto se dá porque as vibrações não são compatíveis. Esta nova energia vibracional superior, estas ondas de Luz, aumentam a energia até um ponto em que as vibrações mais densas e mais baixas simplesmente são muito desconfortáveis e será necessário que você force a mudança.

Se você já está tomando a decisão de fazer as mudanças necessárias, este é o tempo em que você verdadeiramente dará grandes passos à frente e, bem provavelmente, saltos gigantescos à frente na sua evolução. As coisas estão se acelerando em tal ritmo que virão grandes mudanças no seu destino. Tenha certeza que isto será bem-vindo.

Certamente haverá alguma perturbação por um tempo, mas tenha a certeza que a decisão é correta e será uma mudança benéfica à sua vida.

Qual caminho você escolherá?

Sabia que o melhor ainda está por vir?

É bom começar a se preparar para a farta colheita.

Então aja. Mude drasticamente. Agora é a hora! A hora de decisão!



 "Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail.com>

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TERRAS DE ITABUNA: As filarmônicas - Carlos Pereira Filho

As filarmônicas


           Na porta da farmácia “Sul Baiana”, Tourinho atacava a homeopatia do Moura Teixeira. Dizia entre chicanista e irritado, a Carlos Sousa, que não acreditava nas gotas de água do Moura, nem nos espíritos que invocava. Ele não acreditava em nada dessas coisas, puras invenções de cérebros alucinados, que não tinham o que fazer. O pior, acrescentava, é que muita gente estava frequentando as sessões e invocando os guias espirituais até para decidirem os seus negócios. Com ele era diferente, usava a alopatia, acreditava na ciência. Curava com os seus remédios, as suas fórmulas. “Tinha fórmulas para tudo, desde o xarope da vida, que curava tosse em 24 horas, “o elétrico”, que matava a dor em 5 minutos, até o “creme misterioso” para fazer desaparecer catingas, frieiras, feridas, e amores perniciosos.

            Nesta época, Itabuna colhia mais de seiscentas mil arrobas de cacau. Suas terras boas para o cacaueiro estavam plantadas. As de pecuária começavam a ser visitadas  até Má Dormida, na boca da mata. Havia um grupo numeroso de fazendeiros e um comércio em desenvolvimento espetacular. Entre os maiores lavradores se apontavam José Firmino Alves, Ramiro Nunes, Paulino Vieira do Nascimento, Tertuliano Guedes de Pinho, Antônio da Silva Botelho,  Antônio Gonçalves Brandão,  Cherubim José de Oliveira, Henrique Félix, João Pedro de Sousa Leão, Henrique Alves dos Reis, Pedro Fernandes da Rosa, Abdias Lúcio de Carvalho, José Zacarias de Sousa Freire, José Kruschewsky, Anacleto Alves da Silva e muitos outros espalhados nos cacauais, trabalhando sem cessar, na ânsia de melhores colheitas.

            No comércio também labutava muita gente boa como Quintino Meneses, Francisco Benício dos Santos, João Ribeiro Filho, Benigno Azevedo, Filadelfo Almeida, Camilo Diógenes, José Dória Filho, Francisco Briglia, Maron & Irmão, Francisco Magno Batista.

            Ainda nos anos anteriores, o município havia arrecadado, em 1909, 124 contos de réis e em 1910 a importância de 130 contos.

            A Filarmônica Lira Popular e a Minerva alegravam as festas. Não podiam encontrar-se, porque o desafio começava, dobrado atrás de dobrado, vivas de um lado, vivas do outro lado,  exaltação da Lira, reação da Minerva, e, no final, o barulho, que podia ir de um simples insulto a um tiroteio, como acontecera na noite das festas da quermesse, em benefício da “Sociedade União Beneficente Caixeiral” que Manuel Urbino e Quintino Meneses dirigiam e que nunca fez um só benefício a um caixeiro sequer.

            No domínio da intelectualidade, o que mais se salientava era o “Clube Lítero Recreativo 25 de Junho”.

            Nesse clube o farmacêutico Nilo Santana liderava, fazia discursos em todas as reuniões e discutia com o presidente Lafayette Borborema, de política adversa. Duas correntes dominavam o “Litero Recreativo” a dos poetas, e a dos prosadores e entrem poesias e prosas as sessões principiavam e terminavam.

            Numa delas, Mares de Sousa leu os versos “A glória”.

            <<Estátuas há que exprimem vã justiça,
            Monumentos que atestam só vaidade
            Umas se erguem aos gritos da injustiça
            Outras cospem injúrias à verdade

            Nem sempre do saber na grande liça
            Pode-se conquistar com equidade
            Essa glória imortal que se cobiça
            E passa do presente à eternidade

            Glória não é falso monumento
            Nem é a estátua falsa do longe erguida
            Numa praça ou diante de algum templo

            É sim, do justo o nobre pensamento           
            À prática do bem! É sim, a vida
            De que lega ao porvir o bom exemplo.>>

            O soneto foi interpretado como bajulice a um chefe político dominante na função de prefeito, contra um seu adversário que falava sempre em belezas das estátuas.

            A coisa no “Lítero Recreativo” esteve preta, tão exaltada que Filadelfo Almeida não pôde ler a nota que havia preparado com o título “Saudades” e que assim  principiava: “Nem tudo morre. Morrer é desaparecer para sempre no ocaso do esquecimento, é ver tudo findo, a esperança, a fé. A morte é um renascimento.” E seguindo influência da corrente espiritualista do Moura Teixeira continuava: “Nem tudo morre. Morre a matéria, a forma, enquanto a essência vive para sempre”. E num arrebatamento final: “Acrisola-se a dor na seiva da fé. A alma é infinita como o próprio Deus”.

            No particular, o farmacêutico Nilo Santana não gostava muito desses arrebatamentos. Tolerava como membro do “Lítero Recreativo”. Ouvia tudo aquilo, como arroubos de literatura. Mas cientificamente pensava de forma diferente, um tanto materialista, como havia aprendido nos livros que estudara, na Academia de Farmácia.


(TERRAS DE ITABUNA - Cap. XIII)

Carlos Pereira Filho

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ENEM, ALICE E MANDELA - Zuenir Ventura

Enem, Alice e Mandela  


A prova de redação é considerada o bicho-papão pela maioria dos inscritos no Enem (uma candidata classificou de “um horror”). O motivo é que não se aprende a escrever de um dia para o outro, é preciso treinamento e leitura. Ler talvez seja o melhor exercício para se escrever bem. Mas como fazer isso se as crianças e os jovens não estão mais lendo livros, preferem o iPad e também videogames e jogos no celular? Baseado numa experiência que acompanhei de perto, acho que a solução reside no lar e na escola.

Desde muito cedo, meus dois netos — Alice, de 8 anos, e Eric, de 5 — foram acostumados a dormir embalados por histórias que a mãe lê para eles. Com o tempo, o costume de ouvir transformou-se para ela no hábito de ler e, pelo jeito, o irmão vai pelo mesmo caminho, sem abandonarem o tablet. Alice lê um livro atrás do outro. Quando lhe perguntei quantos havia lido este ano, não sabia, perdera a conta.

E não é só. Além de leitora, está se tornando também “escritora”, pois teve a sorte de encontrar a professora Claudia, cuja pedagogia é fazer da leitura um prazer, não um dever. Conclusão: Alice tem pressa em terminar de escrever um livro com uma tia para se candidatar à Academia Brasileira de Letras. Para isso, conta com Marcos Vilaça, ele mesmo, o grande acadêmico a quem chama de “meu admirador”. Além do voto, ela acha que ele alimentará sua fantasia conseguindo uma brecha no regimento interno para lhe garantir o ingresso, apesar da idade.

Um recente episódio ocorrido no seu colégio me remeteu a uma das maiores emoções de minha vida profissional. Em 1994, participando de um seminário na Cidade do Cabo, minha mulher e eu tivemos o privilégio não só de conhecer Nelson Mandela como de visitar na Ilha Robben a prisão onde ele passou 18 dos 27 anos em que esteve encarcerado em condições aviltantes. A cela, de onde saía apenas para o trabalho forçado numa pedreira, tinha quatro metros quadrados. Ao ser libertado em 1990, em consequência de uma forte pressão internacional, não quis vingança nem demonstrou rancor. Militou pela reconciliação do país, o que lhe valeu, em 93, o Prêmio Nobel da Paz.

Pois bem, vocês podem imaginar o que senti quando soube que Alice e um colega deram uma aula para a turma sobre ninguém menos que o líder sul-africano que acabou com o apartheid e, ao morrer, com 95 anos, foi considerado talvez o maior estadista de um século que deu Churchill, Roosevelt e De Gaulle. Em outra ocasião, Alice falou sobre “O gato e o escuro”, de Mia Couto, e agora, para ministrar a próxima aula, está devorando “Malala, a menina que queria ir para a escola”, de Adriana Carranca.

Do que é capaz uma grande mestra.
O Globo, 08/11/2017


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Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL, eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.

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ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Geraldo Maia – Espagheti ao sangue

ESPAGHETI AO SANGUE

Hoje comi espagheti ao sugo

era o único prato que cabia
no bolso e no estômago
Mas esse de hoje tem a diferença 
do gosto amargo de tua partida
Hoje lembrei do gosto que tinha esse prato
quando o comi em tua companhia
naqueles dias felizes do início do nosso amor
onde o apetite maior de nossas bocas era
por beijos e sorrisos e por palavras mal começadas
por carícias em lentidão de parto
hoje senti o quanto ainda estás presente no 
sabor daquele espagheti que comi
em tua companhia naqueles dias em que o amor era
um exercício constante de mãos e de almas
não se pensava em nada só em praticar a cada momento
o amor que nos unia e nos construía passo a passo
Hoje comi espagheti ao sugo mas só havia
o sabor de tua ausência, o sabor de sangue que 
brota devagar da lágrima e vaza pelos
gemidos que explodem em trovoada de dor
e desespero da dor desse punhal cravado nas costas
e que não conseguiu matar esse amor descuidado
confiante em teu cuidado e proteção
esse amor ferido no coração que grita feito criança
no meio da rua a chorar e a correr para lugar algum
que não seja a ternura decepada de teu colo.


Geraldo Maia

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Geraldo Maia Santos (Geraldo Maia) - Nasceu em Itabuna (Ba), no dia sete de outubro de 1951. Começou a escrever aos seis anos e ainda se considera um aprendiz repetente da escrita numa sociedade ágrafa com forte ascendência oral. Tem nove livros publicados, seis de poesia Triste Cantiga de Alguma Terra (esgotado) é seu livro de estréia, em 1978, Kanto de Rua (esgotado) (1986), Em Cantar a Mulher (esgotado) (1996), Sangue e palavra (1998), O chão do meu destino (2000), ÁGUA (2004) (esgotado) e dois de ficção Atol ou o mar que se perdeu de amor  por um farol (esgotado) (1991) e PUNHAL, prosa de cangaceiro (esgotado) (1992). Todos os livros editados de forma independente, exceto Sangue e Palavra, editado pelo Selo Bahia. E um de cordel: "CORDEL DO MENSALÃO".

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BIBLIOTECA DO CONGRESSO DOS EEUU SOLICITA EXEMPLARES DE LIVROS DE CYRO DE MATTOS

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, com escritório no Rio de Janeiro,  enviou ofício ao escritor e poeta baiano (de Itabuna) Cyro de Mattos solicitando a doação de um exemplar de seu livro A Casa Verde e Outros Poemas e de outras publicações recentes do autor  para constar do acervo da Biblioteca do  Congresso, sediada em Washington, D.C.



Ofício enviado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos a Cyro de Mattos