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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

RELÓGIO ZEROU A HORA – Mirian Warttusch

Relógio zerou a hora


Relógio zerou a hora, e eu pensei logo em você!
Estrelas no firmamento, já quase a se recolher...
Inspiração veio logo - tanto amor do Pai gentil,
Efervescências divinas, que um anjo me traduziu.

Só o amor explicaria, nossa presença no mundo.
Criador nos despertou, daquele sono profundo...
Eu e tu, seres perfeitos, tanto amados filhos seus,
No ventre de nossas mães, Divino sopro de Deus.

Mais um ano nos concede – nesta data memorável,
Seja nossa gratidão, um cântico admirável!
Este é o recado do Pai, Glorioso, Onipotente,
Bênçãos, chuvas e manás,  nos manda como presente.

Saibamos agradecer, tu e eu, nós dois assim,
De mãos dadas, como irmãos, partilhando amor sem fim.
Acasos pro nosso Deus, não acontecem jamais.
Estava escrito nas estrelas, tudo isso e muito mais!



Mírian Warttusch

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CELEBRIDADE, MULHER E NEGRA: E AI DO MARGINAL QUE SE METER COM ELA!

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
 Celebridade, mulher e negra: e ai do marginal que se meter com ela!
4 de janeiro de 2017

Artista é quase tudo esquerda caviar. Uma artista mulher e negra, então, tinha tudo para ser ícone dos “progressistas”, em nome da “marcha das minorias oprimidas”. Mas não. Kenya Moore não faz parte desse grupo. Ela sabe se defender sozinha, não precisa se transformar em mascote da esquerda, tampouco delegar ao estado sua proteção. Imagens da câmera de vídeo da rua mostraram Kenya puxando sua pistola para defender sua propriedade de suspeitos:

Ela mesma postou as imagens, comentando que tem o direito de se defender, de se sentir segura em sua própria casa, e que não liga para estar na televisão assim, armada, pois tem bandidos, assaltantes e estupradores por aí. Não satisfeita, a participante do “Real Housewives of Atlanta” ainda gravou um vídeo em que ameaça qualquer um que tentar se “engraçar” para seu lado, invadir sua casa. Alertou: vai levar chumbo na bunda, “vou atirar primeiro, perguntar depois”:

O recado está dado para quem achar que pode simplesmente escalar o muro e invadir a propriedade alheia. Kenya, que foi  vencedora do Miss USA Pageant de 1993 e já participou do programa “The Celebrity Apprentice” de Donald Trump, respondeu na época da campanha que o então candidato sempre a tratou com muito respeito. Talvez porque Trump tivesse preferência por loiras magras, quem sabe? Mas não importa: mulher, negra, relativamente famosa, e ainda por cima elogiando Trump e sustentando seu direito de legítima defesa armada? Aí já é demais para os “progressistas”.
Já a turma da direita vai acabar se apaixonando assim…

Rodrigo Constantino



RODRIGO CONSTANTINO

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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OS REIS MAGOS DE CANÔ VELOSO! Por Antonio Nunes de Souza

Os Reis Magos de Canô Veloso!


Essa senhora bendita e maravilhosa, comemorou por mais de sessenta anos a Festa dos 3 Reis Magos que vieram presentear o menino Jesus, dias depois do seu nascimento!

Trata-se de uma tradição milenar, constante em todos os livros religiosos, principalmente os católicos, que tornou-se algo expressivo e carinhoso, dado aos folguedos, alegrias e alegorias, normalmente usadas nos desfiles urbanos e nas saídas das casas ou das igrejas, geralmente com uma charanga acompanhando as cantorias dos devotos, sendo o principal, um hino já instituído para tal fim!

Antes, nas pequenas comunidades era habitual “Tirar Reis” nas casa alheias, sempre em segredo e, todos os organizadores se reuniam, cada um entrava com comidas e bebidas que, em torno das 21 horas, saíam em bloco em direção a casa já escolhida e, de surpresa, começavam a cantar e tocar o tradicional hino “Boa noite dona da casa”. A família, acordada ou não, chegava a porta para ver o que estava acontecendo e aí todos entravam, arrumavam suas iguarias e beberagens, sempre com cânticos ininterruptos, todos aos beijos e abraços de confraternização!

Uma festa linda, humilde, bastante religiosa, levando em seu bojo espíritos de solidariedades e carinhos! E, o Reis de Canozinha (como era tratada carinhosamente), avolumou-se de tal forma que, não mais se usava uma visita secreta a uma casa, ficando a sua a que dava a sustentação a um desfile de milhares de fiéis, agregados e, principalmente, turistas do mundo todo. A proporção foi tão imensa que hoje, essa festa faz parte oficial do “Calendário Turístico do Estado da Bahia!”

E, para nossa eterna alegria, as comemorações continuam crescentes, mesmo depois da morte de Dona Canô, pois, seus familiares, principalmente seu filho Rodrigo, tomaram a frente e continuam com a imponente festa, para a alegria de todos que dela participa! Esse ano será na noite do dia 07 de janeiro!

Dentre os presentes são escolhidos 3 pessoas para representar os Reis, são rigorosamente caracterizados, centenas de luminárias com velas, anjos, estandarte, flores e mais coisas lindas e complementares, proporcionando uma noite inesquecível!

Quando você puder, ou faça um esforço, vá a Santo amaro, cidade cheia de mistérios e belezas do recôncavo, e tenham o privilégio de ver de perto esse belíssimo evento sacrossanto!


Antonio Nunes de Souza, escritor

Membro da Academia Grapiúna de Letras–AGRAL  

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A DERROTA DA VOZ ROUCA - Zuenir Ventura

A derrota da voz rouca

Diante da confusão política dominante, uma questão se colocou para os analistas: 2016 já terminou? Não vai terminar? Nem começou? Ou já vai tarde? Honrado por ter tido o “1968 — o ano que não terminou” citado anteontem por três respeitáveis colegas — Cora Rónai, Ancelmo Gois e Ricardo Noblat —, me senti convocado a participar dessa peleja, mas avisando que, ao contrário do que disseram à Cora, não estou escrevendo “2016 — o ano que não começou”. Não teria condições. Se levei 20 anos para fazer o “1968”, precisaria do dobro para dar conta de um ano como o atual, de tempos mais difíceis e complicados, ainda que menos sofridos. De fato, hoje não temos censura, não sofremos tortura, falamos o que queremos, e as vísceras do país estão à mostra. Cheiram mal, mas estão expostas.

Em compensação, naquela época, o maniqueísmo facilitava a visão. O mal não se misturava com o bem e vice-versa, como vem acontecendo, inclusive esta semana no episódio STF x Senado. Naquele momento, o Supremo preferiu a amputação (ministros Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva aposentados pelo AI-5) a fazer acordo com o outro lado, ainda que, agora, sob a alegação de evitar o pior com o agravamento da crise. Nem Eduardo Cunha afrontou tanto o STF quanto Renan Calheiros. Nunca um réu por peculato e alvo de outros 11 processos foi capaz de desafiar o Supremo ao desobedecer à decisão liminar que determinava seu afastamento da presidência da Casa. Não abandonou o cargo nem sequer recebeu o oficial de Justiça com a notificação. Logo depois, vencedor nessa disputa de forças, afirmou cinicamente no discurso da vitória que “decisão do Supremo se cumpre”. Disse isso, sem precisar acrescentar que, claro, quando favorável. Ele criou a necessidade de se usar aspas para “decisão patriótica” do STF. 

Como pertenço à voz rouca das ruas, me guio pelo que leio dos que são bem informados. E assim, por meio deles, descobri que para se chegar a esse acordão, desculpe, a essa “fórmula”, juntaram-se o presidente Temer, senadores do PMDB e do PSDB e os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso para pressionar, desculpe, “convencer” os seis juízes do STF que premiaram a desobediência. E assim foi decretado: para o bem geral da nação, diga ao povo que Renan fica. Mas como são políticos escolados, que sabem com quem estão lidando, tiveram a precaução de evitar que ele chegue à Presidência da República, mesmo que por pouco tempo. Confiar desconfiando.

No final, o juiz Marco Aurélio Mello, autor da liminar, declarou-se “vencido, mas não convencido”. Como, aliás, a voz rouca das ruas.

O Globo, 10/12/2016




Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL. Foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.

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POR AMOR – Antônio Carlos Hygino

Por amor

Recordo-me bem das alvoradas e, com mais nitidez, do por do sol no velho cais banhado pelas águas do Rio Buranhém,  que se mesclavam com as vindas do oceano, separados, o rio e o mar, por um colossal recife em barreira esculpido pela natureza, a desenhar uma das mais belas paisagens por ela criadas. Vejo-me na Ponta de Areia, local próximo ao cais. Na beira da praia, havia a tarifa – ponto de comércio de mariscos -. Ao lado, uma amendoeira antiga cercada por espécie de banco de madeira, meio desforme e rústico, onde as pessoas se reuniam para conversar, jogar dominó, tomar um trago e também confidenciar juras de amor. Próximo dali, na Praia do Cruzeiro, misturam-se pitangueiras, mangabeiras, cajueiros e, na areia branca, os pés de gurus se espalhavam entrelaçados e ofertavam frutos roxeados de sabor inesquecível, sem igual.

A eles se misturavam os pés de cocos de caxandó. Eu era menino e, juntamente com meus amigos, desfrutava daquilo tudo. Adorava ir à tarifa com o meu avô comprar peixe. O preferido dele era Guaricema. Minha avó fazia uma moqueca de Guaricema frita, servida com mangabas, que até hoje guardo na lembrança. Numa dessas idas e vindas à tarifa, ou- vir um marujo, em tom zombador, de deboche, contar ao meu avô o que houvera se passado com “Beijinho”, um pescador, homem do mar. Assim o chamavam porque era de baixa estatura. Seu nome era Benjamim.

Sujeito forte, valente, destemido. Beijinho era pai de Maciel e de Otávio, frutos do seu  casamento com Ana, conhecida por Donana, a mulher de sua vida. Havia duas coisas que realmente amava Ana e o mar. Eram pescadores, mestres na arte de navegar. Não tinham estudo, mas experiência não lhes faltava. Tinham um saveiro batizado de “Marujo”. Da embarcação tiravam o sustento.

O casamento de mais de 40 anos findara com a morte de Donana. A dor da perda da mulher amada,  modificou-lhe complemente a vida. Beijinho não mais saia de casa. Fez-se triste. Nada mais fazia sentido. Desde o passamento, há um ano, a solidão e a tristeza passaram a lhe fazer companhia.

Certo dia, seus filhos convenceram-no a visitar “Marujo”. Estava o saveiro completamente reformado. Convencido pelos filhos resolveu, então, voltar ao mar. O barco foi guarnecido do necessário à finalidade. No dia seguinte, bem cedinho, deixaram o cais. O veleiro rompeu a barra e rasgou o mar. A previsão de retorno era no final da tarde. A depender da pescaria, dormiriam no mar e voltariam no dia seguinte. A pesca era artesanal. 
Não havia instrumentos de navegação, salvo a bússola. Falava mais alto a experiência, até mesmo na localização dos chamados pesqueiros em alto mar.

Naquele dia tudo estava correndo muito bem. Haviam localizado um pesqueiro e farta era a pesca. Animados, resolveram pernoitar. Caía a tarde. As estrelas, ainda meio tímidas, começam a piscar no firmamento. De repente, o tempo se transformou. O vento sul soprava impiedosamente, cujas rajadas violentas despertaram a ira de Netuno, deixando o mar revolto. A natureza chorava em forma de tormenta e seus gritos se revelavam no estrondo estarrecedor dos trovões. Por vezes cuspia labaredas de fogo a iluminar, por breves segundos, o breu da noite.

Em meio a esse cenário, o saveiro desgovernado bailava, ora para a esquerda, ora para a direita, ora para cima, ora para baixo, sem saber ao certo para onde ir. Dentro dele, os homens desesperados, rogavam a Deus a salvação. A chuva apagou as duas lamparinas que se encontram do lado de fora do convés. Tudo ficou turvo. Tateando em busca de uma delas, Beijinho desequilibrou-se e caiu ao mar. Desesperado, mestre Otávio lançou-se ao mar em fúria para socorrer seu velho pai. Seu guia era a intuição. Do saveiro, com uma lanterna, Maciel norteava a Otávio. Os gritos aflitos deram a Otávio a localização de Beijinho. Agarrado ao pai tentava bravamente levá-lo a bordo, mas não conseguia devido não só às circunstâncias, mas à resistência dele em querer morrer no mar. Sem alternativa, deferiu-lhe um soco, vindo ele a desmaiar. Maciel arremessou- lhe uma boia amarrada numa corda. Agarrou-se à boia e puxado por Maciel, finalmente veio a bordo trazendo consigo o pai. Exausto, no convés, agarrado ao seu pai, viu a noite lentamente passar.

O dia amanheceu. O tempo havia melhorado. Beijinho acordou. Ainda assustado, o mestre Otávio lhe pergunta: “meu pai, por que o senhor dizia aos gritos que queria morrer”? Ao que ele respondeu: “porque não cumpri a jura que fiz a Ana, a mulher que sempre amei e amo, de partir antes dela para esperá-la no céu, na casa de Deus e, num cantinho, revivermos o nosso grande amor”. Em silêncio, atentamente, meu avô a tudo ouviu. Apaixonado por minha avó, não fez qualquer comentário. Pensei comigo como podia àquele homem desdenhar do amor? Afinal, quem nunca quis morrer por amor?

E tenho, até hoje, que só desdenha do amor quem não conhece o amor.

Amar é preciso.

Viver não é preciso.


Sobre o autor:
Antônio Carlos de Souza Hygino
Juiz de Direito titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Itabuna – Bahia.



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SOBRE GRATIDÃO – Frases de vários autores

Gratidão


“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.” 
Khalil Gibran

“Todos os sentimentos podem conduzir ao amor e à paixão. Todos: o ódio, a compaixão, a indiferença, a veneração, a amizade, o medo e até mesmo o desprezo. Sim, todos os sentimentos... exceto um: a gratidão. A gratidão é uma dívida: todo o homem paga as suas dívidas... mas o amor não é dinheiro.”
Ivan Turgueniev

“Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha.”
Maquiavel

“A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz.” 
Machado de Assis

“As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.” 
Epicuro

“Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida.” 
Sêneca

“A gratidão da maioria dos homens não passa de um desejo secreto de receber maiores favores.” 
François La Rochefoucauld

“Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer.”
Tácito

“Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.
”William Shakespeare

“A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar.
”Samuel Johnson


FERNANDO. O RETORNO! - Antonio Nunes de Souza

Fernando - O retorno

Imperiosamente, dentro das tramitações da lei, temos que, sem pragas e premonições agourentas, acatar a posse do prefeito eleito, Sr. Fernando Gomes de Oliveira!

Se foi eleito pela quinta vez, temos que reconhecer que ele, para esse povo que sempre o elege, foi um administrador competente, trabalhador, atuante e, mais que tudo isso, um homem que soube agradar a maior parte da comunidade, principalmente o eleitorado de menor poder aquisitivo, onde mora o seu foco maior de votação!

 Como se pode deixar de reconhecer que Fernando Gomes, Fernando Cuma, Fernando Gomes de Oliveira é o maior político da região cacaueira, sendo bastante completo, pois, carrega em sua brilhante carreira eletiva, todas as qualidades de um verdadeiro político: os grandes defeitos e as grandes virtudes; E, assim sendo, simboliza o verdadeiro político brasileiro! Um homem que não satisfaz a todos, mas tem a maioria ao seu lado que, conforme seu guia de campanha, “foram chamá-lo” e ele veio para vencer com uma votação esmagadora!

Resta-nos esperar como será esse penta campeonato, se ele pretende fechar sua última (?) administração com chave de ouro, cumprindo suas atuais e antigas promessas, deixando uma lembrança imponente na comunidade, tratando de todas as necessidades básicas com atenção, solidariedade e civismo!

Seja bem-vindo Fernando, faça essa sociedade, dita organizada, fazer também a parte dela, ajudando no que for preciso e possível, sem ficar acomodada em seus pedestais, fazendo somente queixas e recriminações. Pois, se todos colaborarem, os resultados advirão de imediato, beneficiando a coletividade! Chega de ouvir dessas pessoas a velha e desgastada ladainha “que paga seus impostos e tudo compete ao governo”. Lembrem-se da grande frase dita pelo estadista respeitável John Kennedy, presidente americano:  ”Não olhe o que o governo pode fazer por você. Olhe o que você pode fazer por ele!”

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de letras –AGRAL


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