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domingo, 28 de abril de 2024
domingo, 12 de dezembro de 2021
AMOR MATERNO – Eduardo Chaves
Amor Materno
Eduardo Chaves
Ele passava as noites na taverna,
Tonto de vinho, tonto de fumaça,
E pelo leito da mulher devassa
Trocara a santa habitação materna.
Desde que moço se fizera, eterna
Angústia aquela que o gerou traspassa.
Enfurecia quando às vezes terna
Apontava-lhe a mãe sua desgraça.
Morre... O povo da aldeia reunido
Discute a sua vida. “Era um perdido”
Quando este exclama; aquele “um maltrapilho,
Um jogador, repete” ... A mãe, no entanto,
Ante o esquife soluça toda em pranto:
“Filho! Meu filho! Meu querido filho!”
...............
Eduardo da Silva Chaves, apreciado poeta paulista,
nascido em Bananal em 09/11/1863 e falecido na capital paulistana em 16/01/1899.
Editou grande parte de suas poesias em jornais e revistas.
* * *
domingo, 9 de maio de 2021
MÃE – Cláudio Zumaeta
Mãe
Subitamente vi-me sufocado
Imerso numa Pandemia
Que insistia e ainda insiste
Em me isolar, acuar
Como se a vida
Não mais valesse a pena
Aturdido, angustiado, ferido
Perguntei aos Céus: e agora
Quem pode, quem poderá nos salvar?
E na escuridão do tempo entorpecido
Senti meu peito vazio distante
Cabisbaixo entristecido
Então outra vez
Na angustia daquela hora
Voltei a perguntar: e agora, e agora
Quem nos poderá salvar
desta maldita sombra?
De repente, ante o silêncio
Que decaiu em volta
Ouvi a resposta:
Recolhe-te ao colo de sua Mãe, e acalma-te...
Pois nenhuma escuridão resiste à Luz sublime
do coração de uma Mãe!
Abra teus braços e se abrace com ela
E não esqueça: a Mãe, nossa Mãe
É ela, será sempre ela, a grande Estrela
Que nos guiará para fora das tristezas
E para dentro de renovadas belezas!
[Zumaeta]
Cláudio Zumaeta - Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA) Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador-BA. Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
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domingo, 12 de maio de 2019
MÃE - Cyro de Mattos
domingo, 13 de maio de 2018
MÃE – Luiz Gonzaga Dias
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Pausar a vida pelos filhos
Cria-se o filho para o mundo, todo mundo diz.
As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe.
Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas.
Por nove meses, pausa o vinho.
Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual.
Por muitas e muitas noites pausa o sono, pausa a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil.
A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro.
A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles.
Criar para o mundo. O que isso seria?
Suponho que minha mãe me criou “para o mundo”, sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou.
Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela.
Então eu penso, enquanto tomo meu chá com lágrimas e amargo as saudades que sinto da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo.
Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias.
Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.










