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terça-feira, 21 de novembro de 2017

HERÓI DOS PALMARES - Cyro de Mattos

Herói dos Palmares
 Cyro de Mattos


Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Ritmo da liberdade.

Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Batuque da igualdade.

Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Canção da fraternidade.

Falo Zumbi,
Digo Palmares
Sem o açúcar insaciável.

Falo Zumbi,
Digo Palmares,
Grito de cor indignada.

Falo Zumbi,
Digo Palmares,
No abismo a África salta. 

Falo Zumbi,
Digo Palmares
Nessa dívida impagável.



*Cyro de Mattos é autor de 43 livros individuais. Organizou dez antologias. Tem doze livros publicados em várias editoras europeias. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

20/11 - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o país. 

A data homenageia o Zumbi, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.

O objetivo do Dia da Consciência Negra é fazer uma reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana, assim como o impacto que tiveram no desenvolvimento da identidade da cultura brasileira.

A sociologia, a política, a religião e a gastronomia entre várias outras áreas foram profundamente influenciadas pela cultura negra. Este é um dia de comemorar e mostrar profundo apreço pela cultura afro-brasileira.

Origem do Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra foi estabelecido pelo projeto Lei nº 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que cria a data, sem obrigatoriedade de feriado.

No entanto, atualmente, o Dia Nacional da Consciência Negra é considerado feriado em mais de mil municípios.

História de Zumbi

No período do Brasil colonial, Zumbi simbolizou a luta do negro contra a escravidão que sofriam os brasileiros de etnia negra. Zumbi morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo.

Os quilombos, liderados por Zumbi, formavam a resistência ao sistema escravocrata que vigorava, e eram os principais responsáveis pela preservação da cultura africana no Brasil.


Zumbi lutou até a morte contra a escravidão, que só viria acabar em 1888, com a abolição oficial da escravatura no Brasil, cerca de 193 anos após sua morte.

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