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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SEGURANÇA DO SUPREMO FALHOU NO CASO TEORI - Odilon de Oliveira

Segurança do Supremo falhou no caso Teori  
Odilon de Oliveira


Tenha ou não sido criminosa a queda do avião em que viajava Teori, certo é que, na condição de relator da Lava-Jato, operação de alcance internacional e cobrindo, no Brasil, centenas de empresários e políticos, incluindo o Presidente da República, esse ministro jamais poderia fazer uso desse tipo de aviação.Também pelo fato de ficarem hangarados durante muito tempo, em locais sem vigilância, essas aeronaves podem ser facilmente sabotadas.

A importância do caso de que cuidava, ainda que em férias ou fora do serviço, Teori, no mínimo, teria que se valer da aviação comercial, pouco exposta a sabotagem e menos sujeita a acidentes, ou voar em avião da Força Aérea Brasileira. Jamais se deslocar em carro sem blindagem, e andar sempre com escolta composta também por policiais federais.Isto não é regalia, mas medida para proteger relevantes interesses nacionais. 

O interesse não era do Ministro Teori, mas da nação brasileira, pelo que os cuidados com sua segurança não podiam depender da vontade dele. Não se trata de opção da autoridade a ser protegida, mas de imposição do Poder Público. Em jogo, no caso, além do interesse pessoal e familiar na proteção do ministro, estavam interesses nacionais e internacionais. É obrigação da autoridade aceitar a proteção e os rigores dela, ainda que a situação, como é comum, acarrete-lhe constrangimentos.

Caminho por essa seara não como curioso, mas na condição de juiz federal criminal há trinta anos, dezoito dos quais com proteção da Polícia Federal, ininterruptamente. Quem decide sobre o nível de segurança é o órgão que a presta, e não o protegido. Do mesmo modo, é o coordenador da segurança, ou, circunstancialmente, o chefe da escolta quem dá a palavra final sobre o que deve ou não fazer o protegido, isto para ser evitada situação de risco.

 O Ministro Teori sequer se encontrava com escolta, embora a própria natureza da operação que comandava, como relator, não deixasse a menor dúvida sobre o alto grau de risco a que se sujeitava. Dúvida também não pode haver de que o setor de segurança do Supremo Tribunal Federal falhou por incompetência. A mesma negligência não pode acontecer com o Juiz Federal Sérgio Moro, inegavelmente na mira de centenas de investigados na Operação Lava-Jato, muitos já condenados por ele.

 Infelizmente, o Brasil, líder em audiência no mundo da criminalidade, afrontado por facções que superam, em crueldade, o Estado Islâmico, não tem uma cultura de segurança de autoridades. Trata-se de matéria completamente negligenciada, não obstante muitos assassinatos tenham ocorrido inclusive de alguns magistrados atuantes na esfera criminal. A situação brasileira impõe a criação de uma doutrina a respeito, assentada em eficiente normativo, que ainda não existe, no âmbito dos três Poderes da República. Isto é o básico para proteger quem lida com essa criminalidade arrogante e sem limite.


*Odilon de Oliveira é juiz federal criminal há 30 anos, dos quais 18 sob a proteção policial ininterrupta, e titular da 3ª federal em Campo Grande - MS)*



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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EM VELÓRIO DE TEORI, CÁRMEN LÚCIA PEDE FOTOGRAFIA DEPOIS DE SAÍDA DE TEMER

Flávio Ilha
Colaboração para o UOL, em Porto Alegre
21/01/2017

TRF4/Divulgação

Cármen Lúcia compareceu ao velório de Teori Zavascki

A presidente da STF, Ministra Cármen Lúcia, pediu para ter sua presença registrada pelos fotógrafos e cinegrafistas que acompanham o velório de Teori Zavascki depois da saída do presidente Michel Temer da sede do TRF, onde se realiza a cerimônia neste sábado (21).

Cármen Lúcia está desde a sexta-feira (20) em Porto Alegre e priorizou se manter ao lado da família do ministro durante o velório. Ela chegou junto com o corpo de Zavascki à sede do TRF, por volta de 7h20. E se manteve no local até 13h.

Minutos antes da chegada do presidente Temer no velório, a ministra Cármen Lúcia deixou o local. Oficialmente, segundo a assessoria de imprensa do TRF, ela se deslocou para o hotel onde está hospedada para descansar. A ministra voltou ao velório logo após a saída de Temer. Cármen Lúcia e o presidente não se encontraram.

TRF4/Assessoria

Michel Temer esteve no velório de Teori Zavascki neste sábado (21)


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domingo, 22 de janeiro de 2017

"SÓ DEPOIS DO RELATOR", DIZ TEMER SOBRE ESCOLHA DE SUCESSOR DE TEORI

Flávio Ilha
Colaboração para o UOL, em Porto Alegre
21/01/20171 
TRF4/Assessoria

Michel Temer aguardará o Supremo definir a relatoria da operação Lava Jato

O presidente da República, Michel Temer, informou neste sábado (21) que irá escolher o novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), posto deixado após a morte de Teori Zavasckisomente depois que a corte definir a relatoria da Operação Lava Jato.

"Só depois do relator", disse o presidente ao ser questionado por um jornalista.

Temer fez um pronunciamento breve no velório de Teori Zavascki, que acontece na sede do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em Porto Alegre.

Pelo regimento do STF, a escolha de um relator para substituir o ministro, que morreu num desastre aéreo na quinta-feira (19), pode se dar por sorteio entre os ministros da mesma turma ou por consenso entre o plenário do tribunal.
Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1485068524945Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1485068535103
Rodrigo Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo
Cortejo acompanha chegada do corpo do ministro do STF, Teori Zavascki

Homenagem

Minutos antes, Temer prestou homenagem a Teori e foi fotografado ao lado do caixão. Depois de deixar o velório, o presidente se dirigiu à sala de imprensa, onde declarou: "É uma perda lamentável para o país. O ministro Teori é um homem de bem. O país precisa cada vez mais de homens com competência moral e profissional como a do ministro Teori. Que Deus o conserve também em nossa memória e na memória dos brasileiros como exemplo a ser seguido."

Temer chegou à sede do TRF por volta de 13h20. Depois de abraçar um dos filhos do ministro, Francisco, o presidente fez o sinal da cruz e postou-se ao lado do caixão, ficando alguns minutos em silêncio.

Minutos antes da chegada do presidente, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, deixou o local onde se realiza o velório de Zavascki. Oficialmente, ela se deslocou para o hotel onde está hospedada para descansar. Temer e Cármen Lúcia não se encontraram no velório.

O presidente estava acompanhado dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário, Alexandre Moraes, da Justiça, e José Serra, das Relações Exteriores, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.
Logo depois do pronunciamento, Temer deixou a sede do TRF e voltou à Base Aérea de Canoas para embarcar de volta a São Paulo, onde passa o fim de semana.

Após a manifestação de Temer, José Serra fez um pronunciamento. Segundo ele, a morte do ministro Teori Zavascki é "uma perda para a família e para todo o Brasil". Serra elogiou Teori, a quem chamou de "homem exemplar em todas as funções que exerceu em sua vida na área jurídica".

Relator dos processos da Operação Lava Jato na Supremo Tribunal Federal, Zavascki foi o terceiro ministro nomeado por Dilma Rousseff para a Suprema Corte, em 2012, depois dos ministros Luiz Fux e Rosa Weber. O ministro teve seu nome aprovado pelo plenário do Senado com 57 votos favoráveis e 4 contrários.




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