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quarta-feira, 8 de março de 2017

POR QUE NÃO TEM O DIA DO HOMEM? - Antonio Nunes de Souza

Por que não tem o dia do homem?


Tenho convicção que muita gente já engatilhou e soltou essa pergunta e recebeu as respostas mais descabidas do mundo. Digo isso porque, na verdade, quem poderia ser as coordenadoras do grande evento seriam as mulheres. Porém, como elas não são tratadas da maneira que merecem, sofrem os mais absurdos e diversos preconceitos e maus tratos, por que razão homenagear alguém que representa para nós uns brutamontes, prepotentes, arrogantes e ainda se julgam superiores?

Essa é a provável grande verdade, sem tirar nem pôr! Pois, para elas é importante conquistar seus espaços, se fortalecerem, mostrar que por ter um músculo a mais no corpo queiram ser tão importantes e prepotentes. Nós temos peitos e, para enfrentar qualquer luta, naturalmente, precisa se ter peito, coisa que nos sobra!

É lógico que essa é uma hipótese que exponho, jamais querendo ser o dono da verdade. Porém, mostrando com coerência  muitas nuances que fazem as pessoas sensatas pensarem dessa forma. Como em tudo na vida, existe uma gama substancial de exceções que, infelizmente, ‘vai no bolo’ dos detestáveis grosseiros, mas, sorrateiramente, no caso dessas pessoas, digo, homens, as maravilhosas mulheres, embaixo dos seus lençóis, mostram-se tão meigas e carinhosas que, com absoluta certeza, eles nem querem saber de outras homenagens!

Sendo assim, que provavelmente é, temos que, redimindo nossos pecados, sempre e anualmente, estar homenageando o DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro as Academia Grapiúna de Letras – AGRAL


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NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, MINHA HOMENAGEM É ADMITIR MEU MACHISMO - Marcos Sacramento

Postado em 08 Mar 2016


Hoje muitos de nós homens prestaremos homenagens pelo Dia Internacional da Mulher. Iremos compartilhar imagens ou gifs no Facebook, postaremos letras de músicas e mandaremos mensagens às amigas, familiares e parceiras. Alguns levarão flores para a firma ou um bolo de chocolate para o lanche da tarde.

Porém, a melhor reverência que um homem pode prestar às mulheres é admitir o próprio machismo e tomar atitudes para desconstruí-lo.

Não, caro amigo, não adianta argumentar que você não é machista. Todos somos, de alguma forma. O que muda é a intensidade do preconceito.

A notícia boa é que com algum esforço podemos melhorar. Para isso, precisamos entender e aceitar que a cantada de rua não é elogio. Uma pesquisa revelou que 83% das mulheres não gostam delas e sentem medo quando ouvem palavras de assédio disfarçadas de galanteios.

Para desconstruir o machismo, é preciso que os homens entendam que nenhuma mulher é morta ou estuprada por causa da roupa que veste. Pensar assim é culpar a vítima, diminuindo, de certa forma, a responsabilidade do agressor frente à esta prática horrenda.

Da mesma forma, precisamos aceitar que as turistas argentinas Marina Menegazzo e María José Coni, assassinadas no mês passado no Equador, não morreram por viajarem sozinhas, e sim porque as mentes perversas de alguns de nós, combinadas com o machismo que carregamos desde a infância, fazem das mulheres alvo da violência.

Não adianta dar flores e distribuir abraços carinhosos no dia 08 de Março se torcemos o nariz para o direito à mulher abortar.  De que vale postar poeminhas em homenagem às mulheres se acharmos normal um homem ter um filho e limitar sua responsabilidade na criação da criança ao pagamento da pensão alimentícia?

Só no Brasil, a cada uma hora e meia uma mulher é morta por um homem. É um número absurdo. Por mais que as feministas façam campanhas, protestos, escrevam artigos e eduquem outras mulheres, esse índice não cairá se os homens não mudarem suas atitudes e ideias em relação ao sexo feminino.

A chave para essa mudança é buscar a desconstrução dos conceitos machistas que carregamos e se informar sobre as demandas feministas. Dá para fazer isso pesquisando na internet ou mesmo conversando com uma amiga ou colega de trabalho.

Começar a destruir o nosso machismo hoje, no Dia Internacional da Mulher, não rende curtidas como as postagens fofas no Facebook. Mas no futuro pode dar bons resultados.


Sobre o Autor
Marcos Sacramento, capixaba de Vitória, é jornalista. Goleiro mediano no tempo da faculdade, só piorou desde então. Orgulha-se de não saber bater pandeiro nem palmas para programas de TV ruins.



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