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terça-feira, 8 de maio de 2018

DOM CESLAU STANULA - O mês de maio.


30/04/2018

O mês de maio, para muitos católicos, e  principalmente para mim,  traz na memória tantas lindas recordações, e todas ligadas a Maria, a Mãe de Jesus. A piedade Popular é inesgotável em expressões de amor e carinho para com Mãe de Deus.

Qual foi a origem desta devoção?

A meu ver, ela existe desde sempre. Desde que Deus, por meio do Anjo Gabriel, revelou a sua predileção por Maria, escolhendo-a para a Mãe do Filho de Deus – Jesus Cristo, o nosso Salvador. Foi o evangelista São Lucas que nos transmitiu em detalhes, no seu Evangelho estes “segredos de Deus”, e a fonte da qual ele hauriu. Foi a própria Maria. E interessantíssimo detalhe com que o Lucas termina o relato da infância e adolescência de Jesus, após os seus pais voltarem da romaria a Jerusalém para Nazaré: “Sua mãe, porém, conservava a lembrança de todos estes fatos em seu coração” (Lc 2,51). Conservava no seu coração para – digo eu - os revelar ao Evangelista Lucas (continua).

Com a benção e oração, desejo uma repousante noite sob o manto protetor de Maria.

Dom Ceslau.

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01/05/2018
A Mariologia brota da Cristologia.

As cartas da Bíblia, exceto o Evangelista São Lucas, quase não mencionam o nome de Maria.

Mateus, quando fala de Maria e a infância de Jesus, fala em função de José, o pai adotivo de Jesus.
Paulo Apóstolo, só na carta aos Gálatas lembra Jesus “nascido de mulher” sem sequer mencionar o nome de Maria (Gal. 4,4).

São João introduz a Maria no cenário da festa de Bodas de Caná, ressaltando o milagre de Jesus para que os discípulos acreditassem nele, mas de passagem mostra a sensibilidade do coração da Mãe para com a aflição dos seus filhos.... Depois nos  apresenta na via sacra de Jesus e debaixo da Cruz.

Os Evangelhos nos mostram o Jesus Salvador, e a família dele em função da sua missão. Por isso quem estuda a Maria (Mariologia) deve ter presente que a verdadeira Mariologia nasce, brota da Cristologia.  (continua).

Com a benção e oração Dom Ceslau.

Uma abençoada noite sob o manto protetor da Mãe Maria.
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02/05/2018
Porque e como surgiu a devoção  a Maria no mês de maio?

Pesquisei no Internet e descobri estes dados que partilho:
A tradição de privilegiar o mês de maio surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois o maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os jogos florais, no fim do mês de abril, quando passou já o rigoroso inverno no hemisfério norte, e pediam sua intercessão

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o  ponto mais alto, o apogeu da primavera.

Assim se constata que muitos acontecimentos ou celebrações populares pagãs, foram “cristianizados”, isto é, assumidos pelos cristãos, dando-lhes ou outro sentido, mas real e mais sublime. (continua).

Com a benção da Virgem Maria, nossa Mãe. Desejo uma noite tranquila e de muita paz.

Dom Ceslau.
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03/05/2018
A devoção dos 30 dias

Foi precisamente neste período da era medieval, antes ainda do século XII, entrou em vigor a tradição da “devoção de trinta dias à Maria”.

Estas celebrações se realizavam nos dias de 15 de agosto até 14 de setembro, e ainda são comemoradas em alguns lugares nesta época. Mas já que o mês de maio no hemisfério norte é o mais lindo de todos, carregado de flores e de perfume primaveral, aos poucos foi dedicado a Maria, a Mãe de Deus.

Esta ideia de dedicar um mês todo as reflexões e devoção mariana, a Maria, surgiu mais na época de barroco, isto é, no século XVII. Este costume durou, sobretudo durante o século XIX e é praticado até hoje.

Em todas as comunidades se organiza o mês de maio, mês das flores, mês de Maria.
A carga emocional do mês de maio foi potencializada ainda no Brasil, com a celebração do dia das Mães, entregando as nossas mães a Mãe das Mães Maria.

 Com a benção e oração, desejo uma noite tranquila e de muita paz.

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04/05/2018

A importância de Maria na obra Redentora

A Igreja sempre destacou a importância de Maria na Obra Redentora de  Cristo.
Do  Vaticano II para cá, temos vários pronunciamentos oficiais da Igreja sobre Maria. 
A figura de Maria foi de suma importância para o Vaticano II: o Papa João XXIII abriu o Concílio na festa da Maternidade Divina de Maria dia 11 de outubro de 1962, e o Papa Paulo VI o concluiu na vigília da Imaculada Conceição 7 de dezembro de 1965.
Coincidência? Não. É a confiança que a Igreja depositou na proteção de Maria, naquela  época da renovação da Igreja.
 
O Concílio abre também umas novas perspectivas no seu ensinamento sobre a Igreja (na  eclesiologia) incluindo o  “Capítulo VIII” da Lumem Gentium, (que trata precisamente  sobre a Igreja). Isto significa  a importância que ocupa Maria no  magistério da Igreja.

Uma benção e oração na sua intenção. Boa noite.

Dom Ceslau.
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07/05/2018
Fundamentação bíblica da doutrina Mariana

O capítulo VIII da Lumem Gentium integra o mistério da Mãe de Deus  ao mistério de Cristo e da Igreja. Este documento dá destaque à fundamentação bíblica e tradicional da doutrina mariana, levando em conta a exegese, isto é, a interpretação recente o que a Bíblia fala de Maria e dos Padres da Igreja.  Também inclui a reflexão dos teólogos sobre a Maria.

No seu conteúdo, Este capítulo representa a doutrina clássica  da Igreja: Maria, a Mãe de Deus e tipo de Igreja é vista como pessoa que se oferece livre e conscientemente ao Plano de Deus e a sua graça.
 
Uma noite serena e Muita paz.
Com a benção e oração.

Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula - Bispo Emérito da Diocese de  Itabuna, escritor, membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

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