Total de visualizações de página
quarta-feira, 20 de dezembro de 2023
domingo, 17 de dezembro de 2023
PERDÃO!
Sione Porto
Nesta noite que abraça
O universo imenso
Aquela magoa chorosa
Vem invadir meu peito.
Amargo e triste destino
Que ainda me assombra
Se põe entre o céu e a terra
Com marcas de desespero.
São imagens que persistem
Pelo que te fiz sofrer,
Consumindo os meus dias,
Sem dar trégua ao meu viver.
Diz-me o que devo fazer
Para reverter esse mal
De forma definitiva
E acalmar meu coração.
Errei e sei que fui cega,
Mas, hoje, tudo conspira.
Para alívio de minha culpa,
Vim pedir o teu perdão!
Sione Maria Porto de Oliveira, poetisa.
Membro da Academia de Letras de Itabuna (Alita)
* * *
domingo, 10 de dezembro de 2023
Dezembro
Cyro de Mattos
Tudo é canto pelos ares, chão, mares.
Todas as manhãs
acesas, o mundo esplende de paz.
Luz nunca vista
ilumina seres e coisas.
Põe amor nas
vistas, de tão pura.
Alegra nessa
estrada por onde os bichos andam.
Pés no
chão. Um deles pergunta:
- Por que tanta
luz?
O mais velho
responde:
- Em Belém
nasceu Jesus.
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por editoras
europeias. Membro da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da
Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia). Premiado no Brasil, México, Itália
e Portugal.
* * *
Veraneio
Cyro de Mattos
Morávamos no continente, onde a cidade era dividida pelo rio
em duas partes. Da balaustrada do jardim avistava-se longe morros e matas, o
verde intenso que se emendava com o azul descaindo do céu. O litoral era como
se estivesse em outro país, distante do continente. Lá existia o mar que se
desmanchava na praia, navio que trafegava na barra, entrava pelo canal para
atracar no porto, avião que voava como pássaro de ferro em busca de outros
longes.
O menino de minha época, morador do continente, o que mais
queria era que chegassem as férias de dezembro, a partir de janeiro iria com os
pais e irmãos fazer o veraneio no litoral, quando teria a oportunidade de
navegar por mares nunca dantes navegados. Ultrapassaria os perigos do mar,
pescaria os peixes maiores, apostaria corrida com o vento ligeiro pela praia e
seria sempre o vencedor em cada corrida.
Sorridente, de calção e peito nu, beberia água de coco para
amenizar o calor que fazia escorrer o suor, à noite dormiria com as estrelas
pisca-piscando nos olhos. O sono seria embalado pela canção das ondas, que
chegavam sonoras com seus leões de jubas alvas bramindo na praia.
Embarcávamos em seco na marinete, um ônibus de cadeira dura,
que seguia aos solavancos na estrada de barro, o motorista e os passageiros
botavam fogo pelas narinas, cuspiam cobras e lagartos. Quando a marinete
alcançava a entrada do litoral, depois da ponte do fundão, um cheiro de maresia
trazida pelo vento de amanhecer arrancava um sorriso feliz do menino. A
marinete terminava a viagem no local onde havia uma amendoeira frondosa, o
tronco grosso com a casca enrugada pelos anos.
Os carregadores aguardavam o desembarque dos passageiros
para levar suas bagagens até o porto, dali iriam embarcar para o Pontal ou
Olivença, conforme o local que tivessem escolhido para fazer o veraneio. Muitos veranistas escolhiam o Pontal dos
Ilhéus, onde havia energia elétrica. Com meus tios e primos eu iria conhecer
Olivença, um povoado que havia sido aldeia dos indígenas tupinambás na época do
Brasil colonial.
A viagem agora para o Pontal seria feita por lancha. Quando
a maré estava alta, a embarcação jogava de um lado para o outro, parecendo que
iria virar a qualquer momento. O menino e os primos tinham medo, pediam calados
a Deus que terminasse logo aquele trecho perigoso da viagem e finalmente
chegassem ao desembarque no Pontal dos Ilhéus. Ufa! No local de chegada, no
Pontal dos Ilhéus, as ondas enraivadas tinham ficado felizmente para trás,
subindo e descendo no canal por onde os navios de calado menor chegavam para
atracar no porto.
Do Pontal para Olivença, o transporte que levava os
veranistas era um caminhão. A maior parte do percurso seria feito pela praia,
se a maré estivesse seca. Nas proximidades da chegada ao lugarejo, pegava-se um
trecho de estrada de barro, por entre coqueiros, o caminhão velho passava com
cuidado no pontilhão feito com tronco de árvore.
Veraneio em Olivença
levava vantagem em relação ao que ocorria no Pontal. Lá havia a fonte de
Tororomba, uma piscina natural de água térmica, procurada pelos veranistas
depois do banho de mar. Mas era na praia
de areia alva, onde brincava no jogo de bola, mergulhava nas ondas antes que
elas batessem contra o peito, pescava siris e peixes pequenos com a rede, que o
menino e os seus primos mais se deliciavam com a vida em estado de graça, em
ambiente marinho salpicado por ventos brandos e marés festivas.
Ficava com a pele tostada pelo sol, que na manhã cheia de
brilho irradiava seus raios dourados como se fosse uma flor gigantesca.
Resvalava na sua cor de ouro sobre o
verde das ondas. Do céu descaía um azul translúcido, que inventava milhares de
espelhos nas ondas onde o sol admirava sua beleza permanente de verão.
Passaram verões, verões passaram. Quem diria que um dia
fossem construir duas pontes para fazer a ligação entre Ilhéus e o Pontal. A
mais nova estava servindo de cartão postal e orgulho dos que transitavam nela.
Entre o Pontal e Olivença, a estrada foi asfaltada. Hotéis, pousadas, bares,
restaurantes, cabanas de praia. A
paisagem agora é outra, modificada na faixa litorânea, rola na arquitetura
moderna e nas cabanas com gente vinda de fora.
Nessa manhã de sol esplêndido, caminho apenas com o vento,
soprando nos meus cabelos grisalhos a canção que aquele menino apreciava,
falava de verdes e azuis rolando pelas ondas. Quem dera fosse sempre o tempo
com aquele som no qual os sonhos espumavam na praia de areia branca para encher
de rumores o mundo salpicado de encanto em cada veraneio.
Aqueles rumores não disseram que de outras ondas ficaria
sabendo o menino quando rolasse nas ilhas do adulto. Nesse mar de amanhecer
áspero às vezes com sargaço. De tanto mergulhar e tentar se livrar de ondas
perigosas não tinha como não saber do sal espalhado pelo vento em outra canção
diferente.
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da
Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris
Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Um dos idealizadores da Academia
de Letras de Itabuna (ALITA).
* * *
sábado, 2 de dezembro de 2023
Revanche de Osvaldo Gigante,
Providência do Delegado Sepúlveda
Por Cyro de Mattos
Foi no tempo do velho Campo da Desportiva. Mereceu destaque
na semana o desentendimento envolvendo o desportista Osvaldo Gigante e o
adolescente Sílvio Sepúlveda, filho de delegado Reinaldo Sepúlveda. Osvaldo
Gigante era veemente torcedor da Associação. Sílvio Sepúlveda não dormia quando
seu Itabuna perdia. Foi barrado na entrada da Desportiva pelo Osvaldo Gigante,
que não admitia que ninguém entrasse de graça no estádio. Nem se fosse o filho
do delegado. Armou-se forte discussão entre os dois contendores. Pessoas
importantes da cidade interferiram para acalmar os ânimos entre os dois
torcedores rivais. Terminou com o Sílvio Sepúlveda entrando na Desportiva, uns
dizem que de graça, outros que ele teve de pagar o ingresso. Pelo sim, pelo
não, no auge da discussão, o Sílvio Sepúlveda disse para o Osvaldo Gigante que
o timeco da Associação era de racistas e infiltrado de integralistas.
A Associação era um time muito superior ao Itabuna. Ganhou o jogo para o Itabuna com uma estrondosa goleada, lavando a alma do Osvaldo Gigante, que saiu do estádio rindo pelos cotovelos e mangando do Sílvio Sepúlveda.
De mansinho, sem que ninguém visse, o derrotado torcedor do Itabuna saiu da Desportiva muito antes do término da partida. Torcedores mais velhos do Itabuna, alguns deles hoje em outras dimensões cósmicas, comentam que a Associação praticava naquele tempo um profissionalismo disfarçado, pagando um pequeno salário mensal aos jogadores e prêmio quando venciam uma partida importante.
Com relação à discussão entre os dois torcedores rivais, o delegado Reinaldo Sepúlveda encontrou um jeito para acabar com aquela desavença entre o filho e o torcedor extremado da Associação. Se continuasse, a situação poderia se agravar e não trazer boas consequências. Osvaldo Gigante andava se vangloriando com a goleada aplicada pela Associação no Itabuna. O delegado conseguiu que o Osvaldo Gigante fosse transferido da firma compradora de cacau Correia Ribeiro para trabalhar numa filial da empresa em Palestina, atual Ibicaraí. A cidadezinha de Palestina ficava a cerca de quarenta e cinco quilômetros de Itabuna, com seus dias calmos e longe do mundo. O ônibus que ia de Itabuna para Ibicaraí percorria uma estrada de barro esburacada. No verão a poeira sobrava, no inverno era a vez da lama. O motorista botava fogo pelas narinas com os solavancos que o ônibus dava por causa dos buracos. Os passageiros cuspiam cobras e lagartos durante a viagem. O percurso entre as duas cidades durava mais de três horas.
Osvaldo Gigante nunca esqueceu aquela punição, arranjada pelo delegado Sepúlveda para resolver o duelo entre os dois torcedores apaixonados por seus times. Passava agora as tardes em Ibicaraí, mansas de dar sono em qualquer forasteiro que por ali chegasse. Ficava assim sem assistir as partidas de futebol no Campo da Desportiva, principalmente aquelas em que a Associação participava. Isso era o que mais lhe doía. Tempos depois foi morar em Pirangi, atual Itajuípe, cidadezinha que ficava mais perto de Itabuna. E lá fundou o Bahia, que fez algumas partidas amistosas com o Itabuna do Silvio Sepúlveda, ganhando todas, lá em Itajuípe e cá na Desportiva.
Para a felicidade e a algazarra que o Osvaldo Gigante fazia em cada vitória quando saía do estádio. Para a amargura e a humilhação que o Sílvio Sepúlveda passava em cada derrota de seu não menos querido Itabuna.
-----------
Cyro de Mattos - Membro efetivo da Academia de Letras da
Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor
Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
* * *
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
Duelo com o Corona
Cyro de Mattos
Ficou entubado alguns dias. Estado crítico extremo. Certamente mais um abatido pelo coronavírus. Naquele dia, o número de mortos atingira mais de cem. Um pico que aterrorizava. Faziam os preparativos para levá-lo para a cova. Faltava ser enrolado com o lençol.
Via tudo. Os olhos bem abertos. Gritava, mas ninguém ouvia sua voz. O
último grito abalou os nervos, tremeu a cama, assustou o médico e a enfermeira.
Mexeu com a pestana. Estava vivo. O médico mandou que ele voltasse para a
Unidade de Terapia Intensiva.
Mais
alguns dias, a melhora era sentida, visivelmente. Até que recebeu alta. Saiu
numa cadeira de rodas, uma coroa de flores na cabeça. Palmas nos corredores
pelo pessoal de frente no combate ao coronavírus. Estava ávido para receber um
beijo da mulher, abraço dos filhos e amigos lá fora. Era o primeiro vencedor no
hospital da doença tão terrível.
Se um
venceu, outros terão o mesmo final, pensou o médico plantonista. Até que
descobrissem a vacina para o desfecho da guerra vencida. Do lado de fora, a
mulher não conteve a emoção de vê-lo recuperado. Ali mesmo desmaiou, teve uma
dor no coração e morreu.
Era a
revanche da indesejada, que nunca se dá por vencida. Infelizmente.
Apesar dos pesares, lá naquele lugar onde a esperança não morre ainda se crê nessa manhã em que o sol voltará a brilhar.
Cyro de Mattos é contista, poeta, romancista, ensaísta, cronista e autor de livros para crianças. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.
* * *
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
4ª Edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) acontece em Itabuna nos dias 01 e 02 de dezembro
A cidade de
Itabuna recebe a 4ª edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) nos dias
01 e 02 de dezembro de 2023. O FLISBA surgiu virtualmente em 2020 e pela
segunda vez ocorrerá de forma presencial no Centro de Cultura Adonias Filho. O
Festival este ano tem como tema: “Tecituras Literárias: (re)construção e
liberdade”. O objetivo dos organizadores é reunir os escritores e as diversas
pessoas interessadas nas linguagens artísticas para refletirem sobre a
literatura e as artes e suas conexões com o contexto da reconstrução do fazer
artístico de forma presencial após a pandemia sob a perspectiva da
liberdade. A programação envolve mesas, conversas, saraus, música e oficinas,
além do Slam Sul – Bahia Magnus Vieira, competição de poesia falada.
O
FLISBA prestará homenagem a escritores e artistas da região Sul da Bahia. A
proposta do Coletivo Flisba além de relembrar escritores falecidos, também
promove reflexões sobre o fazer artístico-literário de pessoas vivas que
contribuem para a literatura, a preservação do patrimônio histórico-cultural e
a educação grapiúna.
As
mesas e conversas contarão com diversos escritores e poetas convidados do sul
da Bahia, assim como artistas que farão apresentações ao longo do festival. O
Festival além de reunir as reflexões literárias promoverá a participação de
empreendedores na Feira de Economia Solidária e do Livro.
Haverá
no primeiro dia do evento, dia 01/12 (sexta-feira), além das discussões e
conversas literárias, as apresentações musicais. Todas as atividades do
FLISBA são gratuitas e a expectativa dos organizadores é reunir as pessoas
interessadas na literatura, educação e gestão cultural das cidades sul -
baianas. O segundo dia do Flisba, no sábado, dia 02/12, além das mesas
contará com a realização do Slam Magnus Vieira, que é uma competição de poesia
falada e reunirá competidores das cidades do sul da Bahia. Nos dois dias
acontecerão lançamentos e sessão de autógrafos de livros.
Para
Sheilla Shew, uma das organizadoras do Flisba e escritora, “realizar o Flisba
em Itabuna é motivo de orgulho, pois, o evento além de reunir os diversos
escritores e poetas da região, permite a junção de outras linguagens artísticas
com a perspectiva de celebrar a cultura, o resistência e fazer boas conexões.”
A
programação reúne diversos escritores e editores da região, além de membros das
academias de letras e competidores de poesia falada.
As
crianças contarão com o Flisbinha, que é um conjunto de atividades literárias e
artísticas voltas para o público infantil. Para a escritora Luh Oliveira, o
Flisbinha é “um espaço especial para a literatura infantil dentro do Flisba: o
Flisbinha. Em parceria com o Proler-Uesc e a Vixi Bahia Literária, teremos
contação de histórias, bate-papo com escritores, oficinas, além de exposição e
vendas de livros”. A imortal da Academia de Letras de Ilhéus avança
evidenciando que “é de suma importância uma programação especial para as
crianças, pois é na literatura infantil que formamos leitores. Se queremos ter
um país leitor, devemos incentivar e promover o livro na infância”.
Algumas
editoras vão participar do evento com exposições e vendas de livros, além de
lançamentos literários que serão promovidos durante o FLISBA, confirmando um
dos objetivos dos organizadores de aproximar os escritores de seus
leitores.
O
Flisba promoverá oficinas e as inscrições para essas atividades poderão ser
feitas por meio do Sympla, cujos links estão disponíveis no Instagram do
festival literário.
O
FLISBA é uma realização de professores, estudantes, escritores e gestores
culturais do sul da Bahia e conta com o apoio das Academias de Letras de
Ilhéus, Canavieiras, Itabuna e Grapiúna. A Secretaria do Trabalho, Emprego,
Renda e Espore do Estado da Bahia (SETRE), e Secretaria de Cultura, ambas do
Estado, por meio do Centro de Cultura Adonias Filhos, apoiam a iniciativa,
assim como o Centro Público de Economia Solidária (CESOL) – Litoral Sul,
Associação Beneficente Josué de Castro e Casa de Taipa.
Mais
informações poderão ser obtidas pelo e-mail dos organizadores: festivalliterariosulbahia@gmail.com
e pelas redes sociais: @flisba
Apresentação
de dança e música na edição passada.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA – FLISBA 2023
FLISBA
2023 – na Cidade de Itabuna
Centro
de Cultura Adonias Filho
Rua
Isolina Guimarães, 508 - Centro, Itabuna - BA
Dia
01/12
13h30
– Abertura
Apresentação
Cultural - Flauta Transversal com Saulo Lyrio
Fala
e Vídeo Institucional
Apresentação
do Tema - Tecituras Literárias: (re)construção e liberdade com Ramayana Vargens
14h30
- Teatro das Sombras
15h30
- Sofá Poético
Rafael
Gama
Ramayana
Vargens
Natali
Fernandes
Mediação:
Indy Ribeiro
16h30
- Apresentação da Orquestra Opus
17h
- Roda de Conversa Literatura infantil para quê?
Maria
Rita Prudente
Luh
Oliveira
Mediação:
Aurora Bomfim
18h
- Roda de conversa - Euclides Neto e a Literatura do Cacau
Rita
Lyrio
Rosângela
Cidreira
Mediação:
Tallyz Man
18h45
- Bate papo "O que é Sustentabilidade?" com Julio Sá Rocha
Mediação:
Efson Lima
19h30
- Sarau Flisbático
Coletivo
Alvorecer
Dan
Gomes
Sandro
Sussuarana
Microfone
aberto
14
às 21h - Feira de Livros e Praça da Economia Solidária.
Dia
02/12
9h
às 11h - Oficinas
-
Oficina de Teatro para crianças e adolescentes com Elaine Belavista
-
Exercícios de Criação Cênica para jovens e adultos com Elaine Belavista
Workshop
- Plano de Carreira para Escritores com Elisa Oliveira
11h
- Roda de Conversa - O Protagonismo na literatura infantil:
Elisa
Oliveira
Fabiana
Valéria
Juciele
Hipólito
Mediação:
Leila Oliveira
14h
Sofá em Prosa
Otoniel
Neves
Analu
Leite
Daniel
Thame
Luiz
Claudio Zumaêta
Cacau
Novaes
15h
- Roda de Conversa Desafios da produção Literária no Sul-Bahia
Tácio
Dê
Agenor
Gasparetto
Gustavo
Felicissimo
Mediação:
Silmara Oliveira
16h
- Bate papo sobre Midia, Colonialismo e Imperialismo Cultural com Richard
Santos
Mediação:
Daniel Thame
17h
- Slam Magnus Vieira
MC
Bicha Poeta
19h30
- Sarau Flisbático - Microfone aberto. Encerramento
Flisbinha/Vixi
Bahia/ PROLER
01/12
14h:
Contação de histórias
14h:
Oficina : Leiturinhas para pensar livre com Wilson Caitano
15h:
Bate papo com autoras
16h:
Oficina de pintura
02/12
10h:
Contação de histórias
11h:
Oficina de pintura/escrita/desenho
14h:
Contação de histórias
15h:
Bate papo com autoras
16h:
Oficina de pintura/escrita/desenho
09
às 21h
-
Feira de Livros e Praça da Economia Solidária
-
Apresentações musicais nas noites do FLISBA
* * *
%20OS%20VENTOS%20GEMEDORES.jpg)


%20OS%20VENTOS%20GEMEDORES.jpg)


%20OS%20VENTOS%20GEMEDORES.jpg)

