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domingo, 17 de dezembro de 2023

PERDÃO!

Sione Porto





Nesta noite que abraça

O universo imenso

Aquela magoa chorosa

Vem invadir meu peito.

Amargo e triste destino

Que ainda me assombra

Se põe entre o céu e a terra

Com marcas de desespero.

São imagens que persistem

Pelo que te fiz sofrer,

Consumindo os meus dias,

Sem dar trégua ao meu viver.

Diz-me o que devo fazer

Para reverter esse mal

De forma definitiva

E acalmar meu coração.

Errei e sei que fui cega,

Mas, hoje, tudo conspira.

Para alívio de minha culpa,

Vim pedir o teu perdão!

 

Sione Maria Porto de Oliveira, poetisa.

Membro da Academia de Letras de Itabuna (Alita)

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domingo, 10 de dezembro de 2023

 

Dezembro

Cyro de Mattos



Tudo é canto pelos ares, chão, mares.

 Todas as manhãs acesas, o mundo esplende de paz.

  Luz nunca vista ilumina seres e coisas.

  Põe amor nas vistas, de tão pura.

  Alegra nessa estrada por onde os bichos andam.

  Pés no chão.  Um deles pergunta:

  - Por que tanta luz?

   O mais velho responde:

  - Em Belém nasceu Jesus.

 

Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por editoras europeias. Membro da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia). Premiado no Brasil, México, Itália e Portugal.

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Veraneio

Cyro de Mattos

 


Morávamos no continente, onde a cidade era dividida pelo rio em duas partes. Da balaustrada do jardim avistava-se longe morros e matas, o verde intenso que se emendava com o azul descaindo do céu. O litoral era como se estivesse em outro país, distante do continente. Lá existia o mar que se desmanchava na praia, navio que trafegava na barra, entrava pelo canal para atracar no porto, avião que voava como pássaro de ferro em busca de outros longes.

O menino de minha época, morador do continente, o que mais queria era que chegassem as férias de dezembro, a partir de janeiro iria com os pais e irmãos fazer o veraneio no litoral, quando teria a oportunidade de navegar por mares nunca dantes navegados. Ultrapassaria os perigos do mar, pescaria os peixes maiores, apostaria corrida com o vento ligeiro pela praia e seria sempre o vencedor em cada corrida.

Sorridente, de calção e peito nu, beberia água de coco para amenizar o calor que fazia escorrer o suor, à noite dormiria com as estrelas pisca-piscando nos olhos. O sono seria embalado pela canção das ondas, que chegavam sonoras com seus leões de jubas alvas bramindo na praia.

Embarcávamos em seco na marinete, um ônibus de cadeira dura, que seguia aos solavancos na estrada de barro, o motorista e os passageiros botavam fogo pelas narinas, cuspiam cobras e lagartos. Quando a marinete alcançava a entrada do litoral, depois da ponte do fundão, um cheiro de maresia trazida pelo vento de amanhecer arrancava um sorriso feliz do menino. A marinete terminava a viagem no local onde havia uma amendoeira frondosa, o tronco grosso com a casca enrugada pelos anos.

Os carregadores aguardavam o desembarque dos passageiros para levar suas bagagens até o porto, dali iriam embarcar para o Pontal ou Olivença, conforme o local que tivessem escolhido para fazer o veraneio.  Muitos veranistas escolhiam o Pontal dos Ilhéus, onde havia energia elétrica. Com meus tios e primos eu iria conhecer Olivença, um povoado que havia sido aldeia dos indígenas tupinambás na época do Brasil colonial.

A viagem agora para o Pontal seria feita por lancha. Quando a maré estava alta, a embarcação jogava de um lado para o outro, parecendo que iria virar a qualquer momento. O menino e os primos tinham medo, pediam calados a Deus que terminasse logo aquele trecho perigoso da viagem e finalmente chegassem ao desembarque no Pontal dos Ilhéus. Ufa! No local de chegada, no Pontal dos Ilhéus, as ondas enraivadas tinham ficado felizmente para trás, subindo e descendo no canal por onde os navios de calado menor chegavam para atracar no porto.  

Do Pontal para Olivença, o transporte que levava os veranistas era um caminhão. A maior parte do percurso seria feito pela praia, se a maré estivesse seca. Nas proximidades da chegada ao lugarejo, pegava-se um trecho de estrada de barro, por entre coqueiros, o caminhão velho passava com cuidado no pontilhão feito com tronco de árvore.

 Veraneio em Olivença levava vantagem em relação ao que ocorria no Pontal. Lá havia a fonte de Tororomba, uma piscina natural de água térmica, procurada pelos veranistas depois do banho de mar.  Mas era na praia de areia alva, onde brincava no jogo de bola, mergulhava nas ondas antes que elas batessem contra o peito, pescava siris e peixes pequenos com a rede, que o menino e os seus primos mais se deliciavam com a vida em estado de graça, em ambiente marinho salpicado por ventos brandos e marés festivas.

Ficava com a pele tostada pelo sol, que na manhã cheia de brilho irradiava seus raios dourados como se fosse uma flor gigantesca. Resvalava   na sua cor de ouro sobre o verde das ondas. Do céu descaía um azul translúcido, que inventava milhares de espelhos nas ondas onde o sol admirava sua beleza permanente de verão. 

Passaram verões, verões passaram. Quem diria que um dia fossem construir duas pontes para fazer a ligação entre Ilhéus e o Pontal. A mais nova estava servindo de cartão postal e orgulho dos que transitavam nela. Entre o Pontal e Olivença, a estrada foi asfaltada. Hotéis, pousadas, bares, restaurantes, cabanas de praia.  A paisagem agora é outra, modificada na faixa litorânea, rola na arquitetura moderna e nas cabanas com gente vinda de fora. 

Nessa manhã de sol esplêndido, caminho apenas com o vento, soprando nos meus cabelos grisalhos a canção que aquele menino apreciava, falava de verdes e azuis rolando pelas ondas. Quem dera fosse sempre o tempo com aquele som no qual os sonhos espumavam na praia de areia branca para encher de rumores o mundo salpicado de encanto em cada veraneio. 

Aqueles rumores não disseram que de outras ondas ficaria sabendo o menino quando rolasse nas ilhas do adulto. Nesse mar de amanhecer áspero às vezes com sargaço. De tanto mergulhar e tentar se livrar de ondas perigosas não tinha como não saber do sal espalhado pelo vento em outra canção diferente.  

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Um dos idealizadores da Academia de Letras de Itabuna (ALITA).

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sábado, 2 de dezembro de 2023

Revanche de Osvaldo Gigante,

Providência do Delegado Sepúlveda

Por Cyro de Mattos

 


Foi no tempo do velho Campo da Desportiva. Mereceu destaque na semana o desentendimento envolvendo o desportista Osvaldo Gigante e o adolescente Sílvio Sepúlveda, filho de delegado Reinaldo Sepúlveda. Osvaldo Gigante era veemente torcedor da Associação. Sílvio Sepúlveda não dormia quando seu Itabuna perdia. Foi barrado na entrada da Desportiva pelo Osvaldo Gigante, que não admitia que ninguém entrasse de graça no estádio. Nem se fosse o filho do delegado. Armou-se forte discussão entre os dois contendores. Pessoas importantes da cidade interferiram para acalmar os ânimos entre os dois torcedores rivais. Terminou com o Sílvio Sepúlveda entrando na Desportiva, uns dizem que de graça, outros que ele teve de pagar o ingresso. Pelo sim, pelo não, no auge da discussão, o Sílvio Sepúlveda disse para o Osvaldo Gigante que o timeco da Associação era de racistas e infiltrado de integralistas.

A Associação era um time muito superior ao Itabuna. Ganhou o jogo para o Itabuna com uma estrondosa goleada, lavando a alma do Osvaldo Gigante, que saiu do estádio rindo pelos cotovelos e mangando do Sílvio Sepúlveda.

De mansinho, sem que ninguém visse, o derrotado torcedor do Itabuna saiu da Desportiva muito antes do término da partida. Torcedores mais velhos do Itabuna, alguns deles hoje em outras dimensões cósmicas, comentam que a Associação praticava naquele tempo um profissionalismo disfarçado, pagando um pequeno salário mensal aos jogadores e prêmio quando venciam uma partida importante.

Com relação à discussão entre os dois torcedores rivais, o delegado Reinaldo Sepúlveda encontrou um jeito para acabar com aquela desavença entre o filho e o torcedor extremado da Associação. Se continuasse, a situação poderia se agravar e não trazer boas consequências. Osvaldo Gigante andava se vangloriando com a goleada aplicada pela Associação no Itabuna. O delegado conseguiu que o Osvaldo Gigante fosse transferido da firma compradora de cacau Correia Ribeiro para trabalhar numa filial da empresa em Palestina, atual Ibicaraí. A cidadezinha de Palestina ficava a cerca de quarenta e cinco quilômetros de Itabuna, com seus dias calmos e longe do mundo. O ônibus que ia de Itabuna para Ibicaraí percorria uma estrada de barro esburacada. No verão a poeira sobrava, no inverno era a vez da lama. O motorista botava fogo pelas narinas com os solavancos que o ônibus dava por causa dos buracos. Os passageiros cuspiam cobras e lagartos durante a viagem. O percurso entre as duas cidades durava mais de três horas.

Osvaldo Gigante nunca esqueceu aquela punição, arranjada pelo delegado Sepúlveda para resolver o duelo entre os dois torcedores apaixonados por seus times. Passava agora as tardes em Ibicaraí, mansas de dar sono em qualquer forasteiro que por ali chegasse. Ficava assim sem assistir as partidas de futebol no Campo da Desportiva, principalmente aquelas em que a Associação participava. Isso era o que mais lhe doía. Tempos depois foi morar em Pirangi, atual Itajuípe, cidadezinha que ficava mais perto de Itabuna. E lá fundou o Bahia, que fez algumas partidas amistosas com o Itabuna do Silvio Sepúlveda, ganhando todas, lá em Itajuípe e cá na Desportiva.

Para a felicidade e a algazarra que o Osvaldo Gigante fazia em cada vitória quando saía do estádio. Para a amargura e a humilhação que o Sílvio Sepúlveda passava em cada derrota de seu não menos querido Itabuna.

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Cyro de Mattos - Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Duelo com o Corona 

 Cyro de Mattos  

 


              Ficou entubado alguns dias. Estado crítico extremo.  Certamente mais um abatido pelo coronavírus. Naquele dia, o número de mortos atingira mais de cem. Um pico que aterrorizava.  Faziam os preparativos para levá-lo para a cova. Faltava ser enrolado com o lençol.   

             Via tudo. Os olhos bem abertos.  Gritava, mas ninguém ouvia sua voz. O último grito abalou os nervos, tremeu a cama, assustou o médico e a enfermeira. Mexeu com a pestana.  Estava vivo. O médico mandou que ele voltasse para a Unidade de Terapia Intensiva.  

             Mais alguns dias, a melhora era sentida, visivelmente. Até que recebeu alta. Saiu numa cadeira de rodas, uma coroa de flores na cabeça. Palmas nos corredores pelo pessoal de frente no combate ao coronavírus. Estava ávido para receber um beijo da mulher, abraço dos filhos e amigos lá fora. Era o primeiro vencedor no hospital da doença tão terrível.  

              Se um venceu, outros terão o mesmo final, pensou o médico plantonista. Até que descobrissem a vacina para o desfecho da guerra vencida. Do lado de fora, a mulher não conteve a emoção de vê-lo recuperado. Ali mesmo desmaiou, teve uma dor no coração e morreu.  

              Era a revanche da indesejada, que nunca se dá por vencida.  Infelizmente.  

              Apesar dos pesares, lá naquele lugar onde a esperança não morre ainda se crê nessa manhã em que o sol voltará a brilhar.

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Cyro de Mattos é contista, poeta, romancista, ensaísta, cronista e autor de livros para crianças. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.

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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

 4ª Edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) acontece em Itabuna  nos dias 01 e 02 de dezembro

 


            A cidade de Itabuna recebe a 4ª edição do Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) nos dias 01 e 02 de dezembro de 2023.  O FLISBA surgiu virtualmente em 2020 e pela segunda vez ocorrerá de forma presencial no Centro de Cultura Adonias Filho. O Festival este ano tem como tema: “Tecituras Literárias: (re)construção e liberdade”. O objetivo dos organizadores é reunir os escritores e as diversas pessoas interessadas nas linguagens artísticas para refletirem sobre a literatura e as artes e suas conexões com o contexto da reconstrução do fazer artístico de forma presencial após a pandemia  sob a perspectiva da liberdade. A programação envolve mesas, conversas, saraus, música e oficinas, além do Slam Sul – Bahia Magnus Vieira, competição de poesia falada.

            O FLISBA prestará homenagem a escritores e artistas da região Sul da Bahia. A proposta do Coletivo Flisba além de relembrar escritores falecidos, também promove reflexões sobre o fazer artístico-literário de pessoas vivas que contribuem para a literatura, a preservação do patrimônio histórico-cultural e a educação grapiúna.        

            As mesas e conversas contarão com diversos escritores e poetas convidados do sul da Bahia, assim como artistas que farão apresentações ao longo do festival. O Festival além de reunir as reflexões literárias promoverá a participação de empreendedores na Feira de Economia Solidária e do Livro.

            Haverá no primeiro dia do evento, dia 01/12 (sexta-feira), além das discussões e conversas literárias, as apresentações musicais.  Todas as atividades do FLISBA são gratuitas e a expectativa dos organizadores é reunir as pessoas interessadas na literatura, educação e gestão cultural das cidades sul - baianas.  O segundo dia do Flisba, no sábado, dia 02/12, além das mesas contará com a realização do Slam Magnus Vieira, que é uma competição de poesia falada e reunirá competidores das cidades do sul da Bahia. Nos dois dias acontecerão lançamentos e sessão de autógrafos de livros.

                Para Sheilla Shew, uma das organizadoras do Flisba e escritora, “realizar o Flisba em Itabuna é motivo de orgulho, pois, o evento além de reunir os diversos escritores e poetas da região, permite a junção de outras linguagens artísticas com a perspectiva de celebrar a cultura, o resistência e fazer boas conexões.”

            A programação reúne diversos escritores e editores da região, além de membros das academias de letras e competidores de poesia falada.

            As crianças contarão com o Flisbinha, que é um conjunto de atividades literárias e artísticas voltas para o público infantil. Para a escritora Luh Oliveira, o Flisbinha é “um espaço especial para a literatura infantil dentro do Flisba: o Flisbinha. Em parceria com o Proler-Uesc e a Vixi Bahia Literária, teremos contação de histórias, bate-papo com escritores, oficinas, além de exposição e vendas de livros”. A imortal da Academia de Letras de Ilhéus avança evidenciando que  “é de suma importância uma programação especial para as crianças, pois é na literatura infantil que formamos leitores. Se queremos ter um país leitor, devemos incentivar e promover o livro na infância”.

            Algumas editoras vão participar do evento com exposições e vendas de livros, além de lançamentos literários que serão promovidos durante o FLISBA, confirmando um dos objetivos dos organizadores de aproximar os escritores de seus leitores. 

            O Flisba promoverá oficinas e as inscrições para essas atividades poderão ser feitas por meio do Sympla, cujos links estão disponíveis no Instagram do festival literário.

            O FLISBA é uma realização de professores, estudantes, escritores e gestores culturais do sul da Bahia e conta com o apoio das Academias de Letras de Ilhéus, Canavieiras, Itabuna e Grapiúna. A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Espore do Estado da Bahia (SETRE), e Secretaria de Cultura, ambas do Estado, por meio do Centro de Cultura Adonias Filhos, apoiam a iniciativa, assim como o Centro Público de Economia Solidária (CESOL) – Litoral Sul, Associação Beneficente Josué de Castro e Casa de Taipa.

            Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail dos organizadores: festivalliterariosulbahia@gmail.com  e pelas redes sociais: @flisba


 


Apresentação de dança e música na edição passada.


 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – FLISBA 2023

 

FLISBA 2023 – na Cidade de Itabuna

Centro de Cultura Adonias Filho 

Rua Isolina Guimarães, 508 - Centro, Itabuna - BA

 

Dia 01/12

13h30 – Abertura

Apresentação Cultural - Flauta Transversal com Saulo Lyrio

Fala e Vídeo Institucional

Apresentação do Tema - Tecituras Literárias: (re)construção e liberdade com Ramayana Vargens

 

14h30 - Teatro das Sombras

 

15h30 - Sofá Poético

Rafael Gama

Ramayana Vargens

Natali Fernandes

Mediação: Indy Ribeiro

 

16h30 - Apresentação da Orquestra Opus

 

17h - Roda de Conversa Literatura infantil para quê?

Maria Rita Prudente

Luh Oliveira

Mediação: Aurora Bomfim

 

18h - Roda de conversa - Euclides Neto e a Literatura do Cacau

Rita Lyrio

Rosângela Cidreira

Mediação: Tallyz Man

 

18h45 - Bate papo "O que é Sustentabilidade?" com Julio  Sá Rocha

Mediação: Efson Lima

 

19h30 - Sarau Flisbático

Coletivo Alvorecer

Dan Gomes

Sandro Sussuarana

Microfone aberto

 

14 às 21h - Feira de Livros e Praça da Economia Solidária.

 

Dia 02/12

9h às 11h - Oficinas

 

- Oficina de Teatro para crianças e adolescentes com Elaine Belavista

 

- Exercícios de  Criação Cênica para jovens e adultos com Elaine Belavista

 

Workshop - Plano de Carreira para Escritores com Elisa Oliveira

 

11h - Roda de Conversa - O Protagonismo na literatura infantil:

Elisa Oliveira

Fabiana Valéria

Juciele Hipólito

Mediação: Leila Oliveira 

 

14h Sofá em Prosa

Otoniel Neves

Analu Leite

Daniel Thame

Luiz Claudio Zumaêta

Cacau Novaes

 

15h - Roda de Conversa Desafios da produção Literária no Sul-Bahia

Tácio Dê

Agenor Gasparetto

Gustavo Felicissimo

Mediação: Silmara Oliveira

 

16h - Bate papo sobre Midia, Colonialismo e Imperialismo Cultural com Richard Santos

Mediação: Daniel Thame

 

17h - Slam Magnus Vieira

MC Bicha Poeta

 

19h30 - Sarau Flisbático - Microfone aberto. Encerramento

 

Flisbinha/Vixi Bahia/ PROLER 

01/12

14h: Contação de histórias

14h: Oficina : Leiturinhas para pensar livre com Wilson Caitano

15h: Bate papo com autoras

16h: Oficina de pintura

 

02/12

10h: Contação de histórias

11h: Oficina de pintura/escrita/desenho

14h: Contação de histórias

15h: Bate papo com autoras

16h: Oficina de pintura/escrita/desenho

 

09 às 21h

- Feira de Livros e Praça da Economia Solidária

 

- Apresentações musicais nas noites do FLISBA

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