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domingo, 10 de julho de 2022
ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Ai de Mim Copacabana – Torquato Neto
Ai De Mim Copacabana
Torquato Neto
Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina, 9 de novembro de 1944 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1972) foi um poeta brasileiro, jornalista, letrista de música popular, experimentador ligado à contracultura.
(Wikipédia)
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AGRADECIMENTO DE CYRO DE MATTOS
Quero agradecer a corrente positiva dos confrades e confreiras, das Academias de Letras da Bahia, Ilhéus e Itabuna, para que me recuperasse nesses dias de dura apreensão, mas que terminou com a vitória da vida sobre a tristeza. A todos, agradeço de coração e, em especial, a Raquel Rocha, Reheniglei Rehem, Muniz Sodré, Baísa Nora, Florisvaldo Mattos, Marcos Bandeira, Margarida Fahel, Raimundo Laranjeira, Ritinha Dantas, Nelson Cerqueira, Pawlo Cidade, Janete Macedo, Anarleide Menezes, Maria Shaun, Edilene Matos, Wilson Caetano e Aleilton Fonseca. Deixo a flor da gratidão no coração de todos vocês com o nosso muitíssimo obrigado.
Cyro de Mattos
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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Doutor Honoris Causa da
Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia). Premiado no Brasil, México, Itália
e Portugal.
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sexta-feira, 8 de julho de 2022
5ª Festa Literária de Ilhéus começa no
próximo dia 13 com conferência de
Viviane Mosé
Com o tema “Literatura e utopias do imaginário”, a 5ª edição
da Festa Literária de Ilhéus (FLI) será realizada de 13 a 16 de julho,
promovida pela Editus - Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) -
e Academia de Letras de Ilhéus (ALI), com apoio da Ilhéus FM, Bahia FM Sul, TV
Santa Cruz, Hotel La Dolce Vita, Secretaria Municipal de Cultura, Governo do
Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon e Secretaria de Esporte,
Emprego e Renda; Cesol e patrocínio da Bahiagás.
A FLI integra dois grandes eventos literários já consagrados
na região: a Feira do Livro da UESC e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS).
A iniciativa é composta por atividades culturais,
comercialização de livros, ações para o público infantil, workshops e rodas de
conversas, e tem como objetivo valorizar a institucionalização da literatura
universal sulbaiana, fomentar a leitura e a formação de novos escritores.
A abertura oficial acontecerá dia 13, às 19 horas, no
Sindicato Rural, à Rua Eustáquio Bastos, no centro histórico de Ilhéus, quando
ocorrerá a entrega do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia – comemorativo pelos 26
anos de criação da Editus - e conferência com a psicóloga e escritora Viviane
Mosé.
A Festa Literária de Ilhéus conta também com o apoio da
Pró-reitoria de Extensão da Uesc (Proex) e do PROLER, e este ano homenageia ao
professor, escritor e babalorixá Rui do Carmo Póvoas. A programação, no dia 14,
conta com bate-papo sobre “A poesia modernista na contemporaneidade”, às 9
horas, também no Palácio Paranaguá, com a participação dos escritores Aleilton
Fonseca, André Rosa, Cátia Hughes e Geraldo Lavigne.
Logo mais, às 14 horas, no mesmo local, nova mesa de
bate-papo vai tematizar a obra de “Fernando Leite Mendes, um cronista
esquecido”, com as presenças dos escritores Ivo Korytowski, Pawlo Cidade e
Wilson Mendes. Em seguida, às 16 horas, a mesa reunirá as escritoras Elisa
Oliveira, Kali Oliveira, Luh Oliveira e Neila Brasil, para debater sobre “A
arte e a vez de escrever para crianças”. Às 18 horas, haverá lançamento
coletivo de livros na Academia de Letras de Ilhéus.
Mais Programação – No dia 15, com atividades também no
auditório do Sindicato Rural, a partir da 9 horas, o bate-papo será com Elis
Matos, Iran Melo e Tales Pereira/ Tallýz Mann sobre o inquietante tema “Todas,
todos e todes: uma questão de gênero e linguagem”. Às 14 horas, os professores
e comunicólogos Edgard Abbehusen, Julianna Torezani e Rita Virginia Argollo,
conversarão sobre “Redes sociais: entre a arte e o controle.”
Os poetas Fabrício Brandão, Jane Hilda Badaró, Maria Luiza
Heine e Tcharly Briglia se reúnem à mesa, às 16 horas, para discutir sobre
“Poesia, arte e internet”. Às 18 horas, acontecerá um sarau lítero-musical.
No último dia do evento, 16 de julho, às 10 horas, o
bate-papo sobre o tema “Corpos dançantes: música, literatura e artivismo”
contará com as presenças de Karen Ramos, Milena Magalhães e Thiago Soares. Às
15 horas, o sul-africano Mlungisi Mkhonza conversará com os professores Rodrigo
Bomfim e Rodrigo Felha sobre “Favela, juventudes e narrativas do mundo”.
A programação terá continuidade às 17 horas, com o
lançamento de livros da Editus. Em seguida, às 18 horas, a conferência de
encerramento será com o escritor carioca Jeferson Tenório sobre “O avesso da
pele”, vencedor do Prêmio Jabuti 2021. Depois, previsto para às 19h30min, será
apresenta o show da artista Ligia Callaz, também no Palácio Paranaguá.
Workshops e Feira de Livros – A programação da 5ª Festa
Literária de Ilhéus oferece também dois workshops gratuitos, que acontecem na
Academia de Letras de Ilhéus. Um sobre o tema “A Arte da Escrita”, a ser
ministrado pelo premiado escritor Ivo Korytowski, no dia 14, das 9 às 12 horas.
E o segundo, no dia 15, nesse mesmo horário, sobre o tema “Transformando Ideias
em Contos”, com a professora e escritora Neila Brasil.
Já no Museu do Cacau, ao lado do Sindicato Rural, haverá a
tradicional Feira de Livros, com descontos de até 50%.
Para outras informações sobre o evento e seus participantes,
além de inscrições para as atividades, acesse o site: https://doity.com.br/festaliterariadeilheus.
quinta-feira, 7 de julho de 2022
MENINO BOM, TÁ AÍ! – Nelson de Faria
“Quem quer se fazer não pode.
Quem é bom já nasce feito.”
DITO POPULAR
Havia
gente, e muita, à porta do Bilhar Taco de Ouro, na Rua de Baixo, de Gabriel
Monarca, também, conhecido por Biezinho Cururu, por via da cara gorda e bexiguenta,
da boca resgada de orelha a orelha, quando ele ria, dos olhos negros saltados.
Muito sujeito fraco e desprevenido experimentarão peso do braço dele, por
inadvertência ou desconhecimento da jeriza que Biezinho devotava ao apelido,
que, por sinal, lhe assentava bem, como luva. No Taco de Ouro, faziam ponto
motoristas, boiadeiros, viajantes, pessoas desocupadas da vila. De instante a
instante o grupo engrossava. O ar, viciado de fumo e odores de aguardente, era
pesado, denso. Cabo Adonias, comandante do destacamento policial, foi chamado,
às pressas. Acontecimento como aquele, desenrolado minutos antes, era raro no
centro da cidadezinha. Nos arredores dela, nas vendas de ponta de rua, às
vezes, umas duas ou três por ano, falando a verdade, o fato não despertava mais
tanta atenção. O movimento às janelas e portas da Rua Direita era desusado. O
prefeito, Major Suçuarana, sujeito valente, caladão, malicioso, de faro fino, que nem o de raposa, arrastou a
cadeira de vime para o passeio, refastelou-se nela, fingindo-se alheio ao que
ocorrera na parte baixa de rua principal. Olhava, de soslaio, os jornais
chegados pela manhã desdobrados à sua frente, pigarreava, gozando o espetáculo.
Os três soldados, em cadência marcial, marchavam – um, dois, um, dois – sob as ordens
do Cabo. Juntaram os calcanhares com estrépito, fazendo alto. – Meia volta... volver! – Foi a ordem, seca,
esganiçada, do comandante, no meio da rua, a cinco metros do prefeito. Cabo
Adonias avançou, parou, levou a mão à pala do quepe, depois, em posição de
sentido, aguardou ordens.
- Faça
recolher o defunto à sala da guarda. Enterre ele amanhã, depois que o Clodoaldo
fizer o laudo do corpo de delito. Não convém muito alarido, muitas diligências.
O rapaz, se bem andou, já botou muitas léguas atrás dele. Além do mais... –
Coçou a cabeça, olhou em volta, certificando-se de que ninguém estava por
perto, concluiu: - Quem caça, acha. Aquele sujeito carecia ser exemplado...
- Antão,
com sua licença, chefe. As ordens serão cumpridas.
Os
soldados fizeram meia volta, continuaram o caminho.
No chão,
cimentado, caído de costas, as mãos escuras cruzadas sobre o peito largo, os
olhos muito abertos, estava o corpo do motorista Zé Matias. Um filete de sangue
fluía-lhe do canto da boca entreaberta. Mãos piedosas colocaram uma vela acesa
ao lado dele. Cabo Adonias, impondo a autoridade do cargo, inflou as bochechas,
estufou o peito, berrou:
- Qual foi
o enxerido que virou ele?
As
conversas pararam de repente. Havia susto nos olhos dos homens. Abriram roda,
entreolhando-se. Voz pastosa, indicativa de criatura em início de embriaguez,
rompeu o silêncio:
- Saiba
vossa senhoria que foi esta sua criada, aqui, que revirou o pobre, que golfava
sangue da boca, e tava se afogando nele. – Fez uma pausa, levantou mais a
cabeça de cabelos oxigenados, continuou: - Vosmecê, comandante, carece ter mais
caridade com o falecido....
Era
Fifina, um pedacinho de mulher, deste tamanho, ainda bonita, apesar dos dois
caninos chumbados a ouro e da vida dissipada que levava. Bichinha valente, pra
danar, já havia espancado umas três concorrentes, anavalhado a cara de um
rapazinho que se metera a besta com ela. Arrotava valentia, não tinha papas na
língua.
Adonias
fitou a mulher bem dentro dos olhos dela, lembrou-se dos abraços apertados, das
boquinhas gostosas que a diabinha sabia dar. Fechou o cenho, falou alto,
voltado para os homens, para não magoar a mulher:
- Lei é
lei, Dona Josefina. A lei diz que ninguém pode mexer em defunto matado, para
não desfazer as pistas, não atrapalhar a investigação. Desta vez, perdoo a
ignorância da lei e dos regulamentos...
- Deve
estar correto o que vosmecê fala, comandante. Não sei nada de leis. Mais porém,
deixar um vivente se acabar, como este aí, cora o coração da gente. Me desculpe
se agravo vosmecê. Deixo não, gente, deixo não...
Cuspiu no
cimento do chão, passou as costas da mão na baba que lhe escorria dos lábios pintados,
arrepanhou as saias, empurrou os homens que fechavam o círculo em torno dela,
refugiou-se a um canto do salão. Caiu sobre uma mesa, desandou a soluçar,
babando e chorando... Cabo Adonias tentou arrolar testemunhas do crime. Ninguém
vira nada, ninguém sabia de nada. Biezinho contava: “O motorista parou o
caminhão, chegou de junto do balcão e pediu um martelo de pinga. Ofereceu um
gole pra mim, recebeu resposta de negação, porque eu não bebo; perguntei se
queria mais. ‘Nhor não, foi a resposta. Só unzinho, pra clarear as vistas. Vou
viajar a noite toda, quero chegar em casa de madrugada.’ Arrolhei a garrafa e
levei a venenosa para a prateleira. Ouvi um barulhinho, às minhas costas, que
nem dava para assustar um gato. Quando voltei o rosto, vi o extinto, o cujo aí,
rodando nos calcanhares, as mãos na barriga, gemendo e soluçando. Um outro
homem, que eu não vi chegar, afastou o corpo, para o ofendido não murchar em
riba dele... Mais porém, não conheço o rapaz que fez o serviço, nhor não!”
Aquilo era
esperado por muita gente que conhecia o morto. Zé Matias, morador do arraial da
Estiva, comprara um Fê-Nê-Mê, vivia transportando mercadorias de e para
Salvador. Sujeito casado, pai de filhos, perdera a vergonha, o respeito dos
mais. Viciou-se em engambelar mocinhas, induzindo-as com promessas de bons
ordenados nas casas ricas da Bahia. Abusava das pobrezinhas, tirava-lhes os
vinténs, se os possuíssem, largava-as nas cidades pequenas, por onde passasse,
ou nos acampamentos, à beira das estradas. A última que viajou à boleia do
carro dele foi Mariazinha, já de casamento conversado com Zé Procópio,
rapazinho calado, manso, que, diziam, era incapaz de matar uma pulga.
Fazia três
meses que o rapazinho vivia em desassossegada andança. Ao entardecer, hora de
chegarem motoristas que vinham de longe, ficava rondando portas de vendas e
pensões.
Naquele
dia, à boquinha da noite, Zé Procópio aberturou o cujo e rasgou o bucho dele...
Uns poucos viram o rapaz limpar a faca suja de sangue na perna da calça, colocá-la
na bainha, sair andando de modo leviano, que nem inocente, e entrar na casa do
prefeito. Quando Cabo Adonias parou, fazendo continência, Zé Procópio, que
espiava a cena por uma fresta de janela da sala de visitas, estremeceu, suando
frio. Depois, sorriu, ouvindo as ordens do chefe. Ajeitou o corpo, limpou o
suor da testa e dos beiços, continuou a espiar o movimento da rua, o pensamento
viajando por longe, muito longe. Indagava-se: “Por onde andaria Mariazinha, a culpada
de tudo aquilo?”
O OLHO
CLÍNICO do Major Suçuarana descobriu, sem tardança, as qualidades de bom
pistoleiro que dormiam dentro de Zé Procópio, despertadas naquela tarde. A calculada
fuga da cena do crime, a calma do procedimento dele, procurando abrigo à sombra
do maioral, sem deixar que muitos o vissem entrando na casa, a fala mansa do moço,
relatando o fato, como se aquilo nada significasse: “Major, me garante minha
pessoa porque mandei, agorinha mesmo, um danado pras profundas...” – tudo aquilo,
e mais o jeito dele, humilde, sonso, eram qualidades apreciáveis num primário,
bem pesadas pela experiência sertaneja do Major Suçuarana. Quando o corpo do
morto passou pela frente da casa, era noite fechada. Suçuarana chamou o rapaz. Postados
à janela, os dois viram a rede balançando-se, levada por dois soldados, Cabo
Adonias à frente deles, com uma lanterna elétrica na mão. Zé Procópio sentiu um
arrepio percorrendo-lhe o corpo, dos pés à cabeça. Quis recuar para a escuridão
da sala. Uma sensação de enjoo tomava-lhe todo o estômago. Ouviu a voz seca,
autoritária do padrinho:
- Com
medo? Homem, que é macho mesmo, não fraqueja. Aguenta ver, sem trastejar o
malfeito que cometeu.
- Nhor sim.
Mais porém, tou todo arrepiado, sentindo
um entojo, parecendo de mulher almojada...
- Pois,
então, vamos curar a doença, que é coisa sem significância. Me siga, sem
debicar do finado, sem conversar com os mais, como se não conhecesse ninguém.
O defunto
estava largado no chão duro, atijolado. O busto desnudo mostrava largo e
comprido talho, que ia da caixa dos peitos à cova do umbigo. Golpe horrível,
deixando entrever vísceras sanguinolentas e destroçadas. Suçuarana chegou de
manso, quase sem ser pressentido. Recebeu as continências de estilo, tirou o
chapéu, olhou demoradamente o corpo desventrado. Não disse palavra. Cabo Adonias
contou:
- Sujeito
destemido, esse um que fez o serviço. Ir pra riba do cabra, encalcar nele palmo
e meio de aço, bem no bucho, sem
boquejar, sem tremer a mão, é valentia danada, de se invejar. Ora, pois. Coisa parecida,
que me acode ao bestunto, só vim no Mato Verde, faz tempo, quando eu era
anspeçada. Foi o caso de um sujeito abrir a barriga de uma dona prostituta inté
nas partes, lá dela – com licença da palavra – numa vezada só...
Major Suçuarana
arregaçou o canto da boca num sorriso tranquilo, olhou de viés para os curiosos
amontoados à porta, enxergou, de uma mistura com quatro ou cinco, Zé Procópio,
os olhos brilhando, sem uma contração na cara morena e séria. Pôs o chapéu na
cabeça, puxou a aba dele sobre a testa. Despediu-se. Perdeu-se na noite escura.
À sua retaguarda, colado a ele que nem sombra, o novo guarda-costas, fazendo
jus ao pensamento do chefe: “Menininho bom, tá aí! Nem pestanejou. O diabinho
vai longe...”
(BAZÉ – ESTÓRIAS SERTANEJAS)
Nelson de Faria
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O escritor NELSON DE FARIA
Julgado pela crítica brasileira:
“Os novos
contos, são da mesma alta qualidade dos anteriores. A mão do mestre se reconhece
em qualquer dos seus contos.”
RIBEIRO COUTO
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terça-feira, 5 de julho de 2022
AMIGOS
Veja a sabedoria desse texto:
Um jovem recém-casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado, durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.
- Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou. Serão mais
importantes à medida que você envelhecer. Independentemente do quanto
você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre
precisará de amigos..
Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça
coisas com eles; telefone para eles...
Que estranho conselho! (Pensou o jovem). Acabo de ingressar
no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza, minha esposa e a família que
iniciaremos serão tudo de que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus
amigos e anualmente aumentava o número de amigos. À medida que os anos se
passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. À medida que o
tempo e a natureza realizam suas mudanças e seus mistérios sobre um homem,
amigos são baluartes de sua vida.
Passados 50 anos, eis o que aprendeu:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa..
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêm.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou.
Os verdadeiros amigos estarão lá, não importa quanto
tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!
E quando a velhice chega, não existe papo mais gostoso do
que o dos velhos amigos... As histórias e recordações dos tempos vividos
juntos, das viagens, das férias, das noitadas, das paqueras... Ah!!! tempo bom
que não volta mais... Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa
debaixo da sombra de uma árvore, deitado na rede de uma varanda confortável ou
à mesa de um restaurante, regada a um bom vinho, não com desconhecidos, mas
com os velhos amigos.
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.
Amigos ajudam a dar sentido à sua vida...
(Recebi via Whatsapp, sem menção de autoria)





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