Total de visualizações de página

sábado, 1 de janeiro de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: A Xícara de Café



 A xícara de café

 

"Tu vais andando com a tua xícara de café...

E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.

- Por que tu derramaste o café?

- Porque alguém me empurrou!

- Resposta errada! Derramaste o café porque tu tinhas café na xícara. Se tu tivesses chá terias derramado chá.

O que tiveres na xícara é o que vai se derramar.

Portanto...

Quando a vida te sacodir o que tiveres dentro de ti vais derramar.

Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior.

Sempre sai a verdade à luz.

Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha xícara?

Quando a vida ficar difícil... O que eu vou derramar?

Alegria... Agradecimento... Paz... Bondade... Humildade?

Ou raiva... Amargura... Palavras ou reações duras?

Tu escolhes!

Agora... Trabalha em encher a tua xícara com gratidão... Perdão... Alegria... Palavras positivas e amáveis... Generosidade... E amor para os outros.

Do que estiver na tua xícara, tu és o responsável.

E olha que a vida sacode.

Às vezes sacode forte.

Sacode mais vezes do que podemos imaginar..."

..............

Você é o responsável pelo que tem em sua xícara. O que há nela hoje? Você tem oportunidade de colocar nela o que quiser. A escolha é sua!

Que no ano que está para chegar, nossas xícaras estejam repletas de bons sentimentos, muita fé, esperança, caridade, saúde, e de amor a Deus.

Que a Providência Divina seja nossa companhia inseparável em todo ano de 2022.

Feliz Ano Novo!

 ..............

(Recebi via Whatsapp. Autoria não mencionada) 

* * *

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

 


Ao Ano Novo



Ano Novo, nova lida,
Novos sonhos e ilusões,
Nova esperança na vida,
Da vida novas lições...

Uma ternura incontida
Faça partirem os grilhões,
E cresça bela e florida
Ao pulsar das emoções...

Que um amor sem medida,
Por suas ternas razões,
Expulse a mágoa dorida,
Abra um elenco de opções!

Que uma fé desmedida
Nas suas variações,
Tenha a aura enriquecida
De anseios e sensações...

Enfim, que o bem progrida
Nas suas nobres missões,
E a PAZ encontre guarida
No fundo dos corações!...


Eglê S. Machado


FELIZ ANO NOVO 2022

* * *

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

TERRAS DE SALAMANCA – Cyro de Mattos



Terras de Salamanca

 Cyro de Mattos

 

          Em outubro de 2013, participei do XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos em Salamanca, Cidade de Cultura e Saberes. Na oportunidade fiz lançamento de meu livro Onde estou e sou/Donde Estoy y soy e dei depoimento na universidade sobre minhas atividades literárias ao longo dos anos. Recitei poemas de minha autoria no Liceu de Salamanca. Doei livros de minha autoria ao Centro de Estudos Brasileiros, em ato que constou da programação do XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos.

          Amizade que ficaria selada para sempre foi a que fiz com o poeta peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, o coordenador dos Encuentros, figura rara como construtor de pontes entre os poetas ibero-americanos que comparecem ao evento, de repercussão internacional. Professor da Universidade, esse incansável disseminador de poesia é poeta de alto nível, traduzido e publicado em mais de vinte idiomas. Um ser humano que veio a esse mundo para iluminar com a poesia a parte noturna de que somos feitos. Tinha em Jaqueline, sua princesa, a mulher ideal para acompanhar-lhe na aventura das letras.

          Durante o Encontro tive a oportunidade de saber que Salamanca foi no início uma aldeia na colina, séculos sobre o rio Tormes inclinaram-se à arte e à sabedoria. Testemunharam a passagem do tempo, na formação da paisagem lendária, váceos, vetões, romanos, visigodos e muçulmanos. Uma vocação universitária ressoou na maior tradição de esplendor monumental. Por sua beleza antiga e riqueza histórica, o tempo foi justo ao fazer com que Salamanca ficasse conhecida como a Cidade de Cultura e Saberes.

          Ocorrem na Plaza Mayor falares decorrentes de frequente convivência entre o alegre e o triste, nisso que é esperança e incerteza em nossa caminhada na vida. Capítulos assim ali escorrem da vida cidadã, muitas vozes de mim e de outros fazendo o intercâmbio da natureza humana nesse antigo teatro da vida. Nas ruas iluminadas pelo ouro da cultura e do saber não se pode deixar de pensar que nelas andaram Fray Luiz de Léon, Unamuno, Francisco de Vitoria, Francisco de Salinas, Cervantes, São João de La Cruz, Luís de Gôngora, Santa Teresa de Jesus, Lope de Vega, Mateo Alemán, Vicente Espinel, Quevedo e Calderón de la Barca.

          Essas ruas cunhadas pelos gestos da sabedoria e santidade humanas. Refletidas por duas extraordinárias catedrais. Antes que adentre na cidade, recebe ao visitante a alma gêmea. Numa casa de guardiã memória, conchas representam a cidade por vários rumos, decoram o mundo que estaciona para vê-la. Nas dobras do tempo, Salamanca oferta encantos, inventa-se nessa crença de pedra, história e vasta fé. Apresenta-se sempre como um desafio, um mito, uma abertura, um enigma. De sentidos múltiplos, memórias que nela achamos.

            Na fachada de casas e igrejas e edifícios basta para entender que estamos na história. Caminhar é a forma de descobrir segredos de quem também sabe ser contemporânea e jovem com estudantes de tantos lugares misturados na face agitada. Quando a noite cai, luzes enchem a parte noturna, lugares em que o coração aprende que o amor se faz amando o mito, que se apodera da alma.

Ó Salamanca, aqui o que vejo na fachada faz-nos ser da história. Essa luz que de ti se espraia a todo instante vem de teu chão para erguer os saberes seculares nos beirais floridos. 

 

Cyro de Mattos - escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

* * *

NOME DE MULHER - Gerana Damulakis

 


Antologia do melhor do conto

sobre a mulher tem histórias

de dois escritores grapiúnas

 

 A Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, acaba de publicar a antologia Nome de Mulher, organizada por Gerana Damulakis, reunindo dezessete contistas baianos, dos mais expressivos e, entre eles, os escritores Cyro de Mattos, que participa do volume com a história “Laura Palmer”, e Hélio Pólvora com “Afonsina Desaparecida”. Os outros contistas da antologia são estes:  Mayrant Gallo, Marcus Vinicius Rodrigues, Aleilton Fonseca, Maria da Conceição Paranhos, Carlos Barbosa, Adelice Souza, Ruy Espinheira Filho, Allex Leila, Aramis Ribeiro Costa, Gláucia Lemos, Carlos Ribeiro, Myriam Fraga, Ricardo Cruz, Flamarion Silva e Lima trindade.

Segundo Gerana Damulakis, “para organizar uma antologia que cumpra meu desejo de reunir texto com títulos que trouxessem um nome de mulher, tais textos devem ser contos. Aqui estão eles, arrumados por ordem alfabética dos títulos com nomes femininos e consequentemente trazendo personagens criadas de acordo com o imaginário de cada escritor, pois, é óbvio, as histórias evidenciam vertentes diversas e abordagens várias em relação às mulheres que as protagonizam.”

Além de ensaísta, com vários títulos no gênero ensaio, Gerana Damulakis é membro da Academia de Letras da Bahia.

* * *

PELO CHILE PAÍS IRMÃO: LUTO, LUTA E ORAÇÃO – Paulo Roberto Campos



Foi um dia muito triste para o Chile e para todos nós. O candidato de extrema-esquerda, Gabriel Boric, venceu as eleições presidenciais. Meus pêsames aos chilenos que ainda prezam os valores da civilização.

Essa vitória comunista se deveu tanto à moleza dos chilenos centristas, que não quiseram votar no candidato de direita, José Antonio Kast, quanto ao clero progressista, velho companheiro de viagem do comunismo. Agora, aguentem as consequências… 

Esse triunfo esquerdista nos remete à vitória do marxista Salvador Allende em 1970 com o apoio da URSS, quando o Chile viveu os três piores anos de sua história, afundado na mais tenebrosa miséria moral e material. 

Remete-nos também a uma memorável campanha da TFP brasileira e de outros países. Em 50 cidades do Brasil o público viu erguerem-se seus estandartes rubros com o leão dourado, e ouviu os slogans de sua campanha: “Leiam nosso manifesto: Pastores entregaram o Chile ao lobo vermelho!” — “Plinio Corrêa de Oliveira denuncia trama progressista no Chile!”

Em Belo Horizonte, então a terceira cidade mais populosa do Brasil, sócios e militantes da TFP organizaram um desfile encabeçado por um estandarte enlutado, de 12 metros de altura, e por uma grande faixa com os seguintes dizeres: “Pelo Chile, país irmão, luto, luta e oração” [foto]

Que o atual desastre chileno sirva de alerta a nós brasileiros, para agirmos enquanto é tempo a fim de evitar que nas eleições presidenciais de outubro de 2022 os propugnadores das velhas ideias comunistas prevaleçam como no Chile, conduzindo-nos à trágica situação de Cuba e da Venezuela.

https://www.abim.inf.br/pelo-chile-pais-irmao-luto-luta-e-oracao/

 

* * *

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

4 COMENTÁRIOS SOBRE UM DOS DISCURSOS DE NATAL MAIS COMOVENTES DA RAINHA ELIZABETH


Victoria Jones / POOL / AFP

Cerith Gardiner 

Este ano, o discurso da soberana britânica foi a mais doce declaração de amor por seu falecido marido

Muitos britânicos pararam para assistir ao discurso anual de Natal da rainha Elizabeth 2ª. Estavam curiosos para saber como ela se dirigiria aos súditos no ano em que ela enfrentou a morte de seu amado marido Philip por Covid-19.

Apesar do ano difícil, a soberana britânica apareceu em um vermelho festivo e com o broche de safira que ela costumava usar nos momentos-chave de sua vida com o príncipe Philip. No entanto, embora certamente estivesse vestida para a ocasião, parecia um pouco abatida e mais vulnerável.

No discurso, Elizabeth 2ª revelou um lado dela que muitos não conheciam. Além disso, recorreu à sua fé e usou suas experiências recentes para tentar inspirar outras pessoas neste novo ano.

Uma esposa orgulhosa e amorosa

De fato, o discurso de Natal deste ano foi uma declaração pessoal de amor da rainha por seu falecido marido. Elizabeth abordou sua própria dor de perder seu “amado Philip”, destacando como é difícil enfrentar o Natal depois de perder um ente querido.

Ela também falou sobre algumas das coisas que ela mais apreciava em seu marido: “seu senso de dever, sua curiosidade intelectual e a capacidade de tirar graça de qualquer situação eram irreprimíveis”, disse.

A soberana ainda acrescentou: “Aquele travesso e questionador brilho era tão forte no final e no primeiro dia que eu olhei para ele”.


ALBANI | ALBANI

O conforto da família

No entanto, apesar de sua perda dolorosa, a rainha falou das pequenas alegrias que o período de Natal traz. Ela lembrou daquelas tradições familiares que trazem grande conforto: “um cântico de Natal, desde que a melodia seja conhecida” e “um filme preferido que já sabemos o final”.

De fato, é exatamente essa sensação de familiaridade que traz tanta segurança em um mundo que parece incerto. O Natal pode fornecer um pouco de descanso para nos concentrarmos no que realmente importa.

Esperança

Boa parte do discurso da rainha foi dedicada ao tema “esperança” – algo que não tem sido tão fácil com a pandemia e as dificuldades financeiras, práticas e emocionais que se seguiram para muitas famílias.

Como ela afirma, seu falecido marido estava interessado em “passar o bastão”, criando oportunidades para os mais jovens através do programa de desenvolvimento que ele criou.

O Natal conversa com a criança dentro de todos nós

Por fim, a rainha falou sobre o significado do Natal e, embora seja uma celebração tantas vezes dedicada às crianças, é importante lembrar que a data pode “falar à criança dentro de todos nós”.

Como a rainha Elizabeth destacou: “Mesmo com uma risada familiar faltando este ano, haverá alegria no Natal, pois teremos a chance de relembrar e ver novamente a maravilha da época festiva através dos olhos de nossos filhos pequenos.”

E é olhando para outra criança, o Menino Jesus, que podemos ter entusiasmo pelo que está por vir:

“Que no nascimento de uma criança haja um novo amanhecer com potencial infinito(…) Acontecimentos simples que constituem o ponto de partida da vida de Jesus, um homem cujos ensinamentos foram transmitidos de geração em geração e têm sido o alicerce da minha fé. Seu nascimento marcou um novo começo. Como diz a canção de Natal: ‘As esperanças e medos de todos os anos se encontraram em ti nesta noite.’”

Portanto, à medida que o tempo do Natal continua, esperemos ansiosamente por este “potencial infinito” que nos foi dado com o nascimento de Cristo.

 

Ligue o vídeo abaixo:



https://pt.aleteia.org/2021/12/28/4-comentarios-sobre-um-dos-discursos-de-natal-mais-comoventes-da-rainha-elizabeth/?utm_campaign=EM-PT-Newsletter-Daily-&utm_content=Newsletter&utm_medium=email&utm_source=sendinblue&utm_term=20211229


* * *


terça-feira, 28 de dezembro de 2021

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS - Mário Quintana



Seiscentos e Sessenta e Seis

Mário Quintana

 

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

------------

Mário Quintana

Poeta

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Wikipédia

Nascimento: 30 de julho de 1906, 

Falecimento: 5 de maio de 1994

* * *