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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

4 COMENTÁRIOS SOBRE UM DOS DISCURSOS DE NATAL MAIS COMOVENTES DA RAINHA ELIZABETH


Victoria Jones / POOL / AFP

Cerith Gardiner 

Este ano, o discurso da soberana britânica foi a mais doce declaração de amor por seu falecido marido

Muitos britânicos pararam para assistir ao discurso anual de Natal da rainha Elizabeth 2ª. Estavam curiosos para saber como ela se dirigiria aos súditos no ano em que ela enfrentou a morte de seu amado marido Philip por Covid-19.

Apesar do ano difícil, a soberana britânica apareceu em um vermelho festivo e com o broche de safira que ela costumava usar nos momentos-chave de sua vida com o príncipe Philip. No entanto, embora certamente estivesse vestida para a ocasião, parecia um pouco abatida e mais vulnerável.

No discurso, Elizabeth 2ª revelou um lado dela que muitos não conheciam. Além disso, recorreu à sua fé e usou suas experiências recentes para tentar inspirar outras pessoas neste novo ano.

Uma esposa orgulhosa e amorosa

De fato, o discurso de Natal deste ano foi uma declaração pessoal de amor da rainha por seu falecido marido. Elizabeth abordou sua própria dor de perder seu “amado Philip”, destacando como é difícil enfrentar o Natal depois de perder um ente querido.

Ela também falou sobre algumas das coisas que ela mais apreciava em seu marido: “seu senso de dever, sua curiosidade intelectual e a capacidade de tirar graça de qualquer situação eram irreprimíveis”, disse.

A soberana ainda acrescentou: “Aquele travesso e questionador brilho era tão forte no final e no primeiro dia que eu olhei para ele”.


ALBANI | ALBANI

O conforto da família

No entanto, apesar de sua perda dolorosa, a rainha falou das pequenas alegrias que o período de Natal traz. Ela lembrou daquelas tradições familiares que trazem grande conforto: “um cântico de Natal, desde que a melodia seja conhecida” e “um filme preferido que já sabemos o final”.

De fato, é exatamente essa sensação de familiaridade que traz tanta segurança em um mundo que parece incerto. O Natal pode fornecer um pouco de descanso para nos concentrarmos no que realmente importa.

Esperança

Boa parte do discurso da rainha foi dedicada ao tema “esperança” – algo que não tem sido tão fácil com a pandemia e as dificuldades financeiras, práticas e emocionais que se seguiram para muitas famílias.

Como ela afirma, seu falecido marido estava interessado em “passar o bastão”, criando oportunidades para os mais jovens através do programa de desenvolvimento que ele criou.

O Natal conversa com a criança dentro de todos nós

Por fim, a rainha falou sobre o significado do Natal e, embora seja uma celebração tantas vezes dedicada às crianças, é importante lembrar que a data pode “falar à criança dentro de todos nós”.

Como a rainha Elizabeth destacou: “Mesmo com uma risada familiar faltando este ano, haverá alegria no Natal, pois teremos a chance de relembrar e ver novamente a maravilha da época festiva através dos olhos de nossos filhos pequenos.”

E é olhando para outra criança, o Menino Jesus, que podemos ter entusiasmo pelo que está por vir:

“Que no nascimento de uma criança haja um novo amanhecer com potencial infinito(…) Acontecimentos simples que constituem o ponto de partida da vida de Jesus, um homem cujos ensinamentos foram transmitidos de geração em geração e têm sido o alicerce da minha fé. Seu nascimento marcou um novo começo. Como diz a canção de Natal: ‘As esperanças e medos de todos os anos se encontraram em ti nesta noite.’”

Portanto, à medida que o tempo do Natal continua, esperemos ansiosamente por este “potencial infinito” que nos foi dado com o nascimento de Cristo.

 

Ligue o vídeo abaixo:



https://pt.aleteia.org/2021/12/28/4-comentarios-sobre-um-dos-discursos-de-natal-mais-comoventes-da-rainha-elizabeth/?utm_campaign=EM-PT-Newsletter-Daily-&utm_content=Newsletter&utm_medium=email&utm_source=sendinblue&utm_term=20211229


* * *


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

A HISTÓRIA DO NATAL - Eglê S. Machado

 


A História do Natal

Eglê S. Machado


E Deus sorriu lá do céu,

Pois veio ao mundo em seu Filho:

Chegou pobre, sem escarcéu,

Enchendo a terra de brilho!

 

Removeu o escuro véu,

Pôs setas marcando o trilho;

"Glória in Excelsis Deo"

Anjos cantaram em estribilho!

 

E chegou trazendo a Paz,

Incrementando a bonança,

Tornando o homem capaz

De confiar na Esperança!

 

Com amor que não se esvai,

Com perfeição sem igual,

Compôs o Divino Pai

A poesia do Natal!

 

E da treva Deus fez Luz,

Que transfigura e extasia,

Com a Brandura de Jesus

E o Sorriso de Maria!

 

Eglê S. Machado

* * *

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

12 POEMAS DE NATAL - Cyro de Mattos



12 Poemas de Natal

Cyro de Mattos

 

 

É Natal!

 

Do céu dos céus

Uma estrela

Que anuncia

Só amores

Para iluminar

As pobrezas

Dessa terra.

 

Na manjedoura

Ondas embalam

O menino no berço

Feito de palha.

Cantam os anjos,

Tocam os pastores

Suas doces flautas.

 

Os reis magos

Estão sorrindo

De pura alegria.

Numa manjedoura

O bem afugenta o mal.

Os sinos tocam:

É Natal! É Natal!

 

***

 

O Pinheiro

 

Antes triste, no canto,

Só que de repente

Como por encanto

Aparece iluminado

Com estrelinhas do céu,

Não mais que de repente

Todo aceso de Deus.

 

***

 

Manjedoura

 

O que mais encanta

É nascer o menino

Na poeira desse chão

Onde os bichos andam

E até hoje esse menino

Com sua luz suave

Semear grãos azuis

De amor e de paz

Na manjedoura dos ares.

 

***

 

Árvore de Natal

 

Esse pequeno cofre

Para o papai Onofre,

Esse quadro com flores

Para a mamãe Dolores,

Esse cachimbo dourado

Para o vô Clodoaldo,

Essa coberta branquinha

Para a vó Vitorinha,

Essa camisa de linho

Para o tio Bernardinho,

Essa boneca que chora

Para a maninha Eudora,

Esse pião e o tambor

Para o meu primo Dodô.

Quem quiser a flautinha

Nem espere que é minha

 

***

 

O Amanhecer

 

Para Firmino Rocha,

em memória

 

A estrela desponta,

A nuvem se descobre,

O galo clarineta

E anuncia que em Belém

O menino já chegou

Na manhã mais bela.

 

A boa notícia corre

No fiozinho do rio

Que da montanha desce.

Segue no vento leve

Que sopra a flor sozinha

Na plantinha do brejo.

Vem com a borboleta

Que pousa na roseira

E fica brincando

Com os raios de sol.

 

***

 

Uma Oração Pequena

 

Pelo

Papai Noel

Que só aparece

Na televisão.

 

Pelo

Riozinho

De minha cidade

Cada vez pior

Com os despejos.

 

Pelo

Menino

Que na seca

Fez com os ossos

Do cachorro

Um carro

De brinquedo.

 

Pela

Professora

Que mal tem salário

Mas ensina

Um mundo.

Menino Jesus

Seja bem-vindo!

 

***

 

Esse Menino Jesus

 

Com o seu jeito

Amigo de dizer

Que pra vencer

O egoísmo

Dessa guerra

De cada um

Pensando em si

Basta querer

Sair por aí

De mãos dadas

E como criança

Espalhar

Num instante

Só ternura

Nessa terra.

 

***

 

 Presépio

 

 

Virgem Maria:                                 Seda do céu

                                                         Adorna o dia,

                                                         Pureza eterna

                                                         O amor de Maria.

                      

 

São José:                                        As mãos na enxó,

                                                       Plaina e formão

                                                       Talham a fé

                                                       Do constante coração.

 

 

Os Reis Magos:                            Basta uma palavra

                                                      E seremos salvos;

                                                      Não somos dignos

                                                      De tocar na palha.

 

 

O Burro:                                       Nos meus cascos

                                                      Que não cansam

                                                      Venço a solidão.

 

 

O Galo:                                         Amar a todos!

 

                   

A Ovelha:                                     Não o egoísmo!

 

              

A Cabra:                                       Cortar todo o mal!

 

                     

 

A Vaca:                                        E perdoar sempre!

 


A Estrela-Guia:                           Eu sou a luz

                                                     Que mostra

                                                     O caminho

                                                     Sem qualquer desvio

                                                     Onde com ternura

                                                     Somos todos irmãos.

 

 

O Menino:                                   Minhas proezas

                                                    Numa só mesa

                                                    De todas as mãos

 

Os Anjos:                                    Foi tanto balão

                                                   Que subiu ao céu,

                                                   Foi tanta canção

                                                   Que ventou ao léu

 

                                                  Que até hoje luz

                                                  Do menino a cruz.

 

***

 

Canção do Deus Menino

 

 

Alegre como passarinho

Lá vou eu pelo caminho

Cantando porque nasceu

Em Belém o Deus menino.

 

Esse menino que nasceu

Na manjedoura em Belém

Como estrela nos fascina

Na cidade ou na campina.

 

Quer os homens como irmãos

Convivendo em comunhão

Dentro de cada coração

Pelos ares ou no chão.

 

Quer os bichos sem matança,

A vida sem agressão,

A vida sem solidão,

A vida como uma dança.

 

Alegre como passarinho

Lá vou eu pelo caminho

Cantando porque nasceu

Em Belém o Deus Menino.

 

***

 

Presença de Natal

 

O canto do galo

Que fere a aurora

Dessa vez é belo.

 

Num sorriso silencioso,

A Virgem Maria sabe

Do amor de Deus no chão.

 

Abelhas de ouro zumbem,

A música que comove

Sai da flauta dos pastores.

 

Todos os anjos entoam

A cantiga que nos fala

Deste amor pelo mundo.

 

“Eu sou pobre, pobre, pobre

Desde que eu nasci;

Eu sou rico, rico, rico

Quando estou dentro de ti.”

 

***

 

Meu Sino de Natal

 

O sino de Raquel

Toca para o céu,

O sino de Raul

É quase sempre azul,

O de Josefina

Vai pela campina,

O de Graça Capinha

No País de Pero Vaz de Caminha,

O da professora Nelly

Como é bom ouvir!

 

O de Maria

Soa com alegria

E o de vovô

Dói de tanto ardor,

O de Jesuscristinho

Toca no Natal

E vem de Belém

Só pra me dizer

Que ele é o que mais

Vai me querer bem.

 

***

 

Louvemos Baixinho

 

 

Para Manuel Bandeira,

em memória

 

Nasceu numas palhas

O nosso reizinho,

Os matos cheiravam,

O vento embalava.

 

A Virgem Maria

Sentia como doía

O destino humano

Do filho de Deus.

 

Quando for um homem

Com o nome de Jesus

De tanto nos amar

Irá morrer na cruz.

 

Louvemos no Natal

O nosso reizinho

Enquanto ele dorme

Como um cordeirinho.

 

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Cyro de Mattos é autor premiado no Brasil e exterior. Autor de 55 livros pessoais, de diversos gêneros.

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