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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

PRESIDÊNCIA DA CNBB DIVULGA NOTA SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021

 

IMPRENSA CNBB

12/02/2021

DESTAQUE ESPECIALFRATERNIDADE

 


A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”,  (Ef 2,14a).

O documento reafirma a Campanha da Fraternidade como uma marca e, ao mesmo tempo, uma riqueza da Igreja no Brasil que deve ser cuidada e melhorada sempre mais por meio do diálogo. Iluminado pela Encíclica Ut Unum Sint, de 1999, do Papa São João Paulo II, o texto aponta também ser necessário cuidar da causa ecumênica. 

Sobre o texto-base da CFE deste ano, os bispos afirmam que a publicação seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), conselho responsável pela preparação e coordenação da campanha da fraternidade em seu formato ecumênico. “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB”, aponta a Nota.

No documento, a presidência da CNBB reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela. “A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que ‘gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

A nota informa que os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) seguem rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também a preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. “Os recursos só serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”, reforça a nota.

A presidência da CNBB afirma, no parágrafo final, que apesar de nem sempre ser fácil cuidar das dificuldades levantadas pela realização de uma Campanha da Fraternidade e da caminhada ecumênica e de muitos outros aspectos da ação evangelizadora da Igreja, nem por isso se deve desanimar e romper a comunhão, o que segundo os bispos é uma das maiores marcas dos cristãos. “Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos”, exorta a presidência da CNBB.

Conheça, abaixo, a íntegra do documento. Aqui a versão em PDF:

 

NOTA DA PRESIDÊNCIA DA CNBB

Irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

“Não apagueis o Espírito, não desprezais as profecias,
mas examinai tudo e guardai o que for bom” (1 Ts 5,21)

1. No exercício de nossa missão evangelizadora, deparamo-nos com inúmeros desafios, diante dos quais não podemos esmorecer, mas, ao contrário, buscar forças para responder com tranquilidade e esperança.
2. Nosso país vive um tempo entristecedor, com tantas mortes causadas pela covid-19, um processo de vacinação que gostaríamos fosse mais rápido e uma população que se cansou de seguir as medidas de proteção sanitária. Nosso coração de pastores sofre diante de tantas sequelas que surgem a partir da pandemia, em especial o empobrecimento e a fome.

A Campanha da Fraternidade 2021 e suas características
3. Em meio a tudo isso e atendendo à solicitação de irmãos bispos, desejamos abordar a Campanha da Fraternidade deste ano. Algumas afirmações têm ocasionado insegurança e mesmo perplexidade.
4. Como sabemos, a Campanha da Fraternidade é uma riqueza da Igreja no Brasil, nascida e amadurecida não sem dificuldades e mesmo sofrimentos. A cada Campanha, o aprendizado se fortalece e se mostra continuamente necessário. Assim acontece com cada tema escolhido e assim acontece quando as Campanhas, desde o ano 2000, são feitas em modo ecumênico.
5. Para este ano, o tema escolhido foi o diálogo, com o tema, portanto, fraternidade e diálogo: compromisso de amor. Trata-se, como explicado nas formações feitas pelo nosso Setor de Campanhas, do recolhimento dos temas anteriores, em especial desde 2018, que tratou da superação da violência, até 2020, quando apresentou-se a proposta cristã do cuidado.
6. Para 2021, conforme aprovação em nossa Assembleia Geral de 2018, a Campanha foi construída ecumenicamente e, conforme costume desde o ano 2000, sob a responsabilidade do CONIC. Nas primeiras reuniões, discerniu-se pelo tema do diálogo, urgência num tempo de polarizações e fanatismos, cabendo então ao CONIC a construção do texto-base. Isso foi feito conforme está explicado na apresentação do mesmo, com detalhamento da equipe elaboradora, na pág. 9.
7. Consequentemente, o texto seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do CONIC. Foram realizadas várias reuniões, o texto passou por revisão da assessoria teológica do CONIC, uma assessoria com membros das diversas igrejas, chegando, então, ao que hoje temos. Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado pela comissão da CNBB, pois são duas compreensões distintas, ainda que em torno do mesmo ideal de servir a Jesus Cristo. O texto-base desse ano, por conseguinte, deve ser assim compreendido, como o foi nas Campanhas da Fraternidade levadas a efeito de modo ecumênico.

Algumas questões específicas
8. Nos últimos dias, reações têm surgido quanto ao texto. Apresentam argumentos que esquecem da origem do texto, desejando, por exemplo, de uma linguagem predominantemente católica. Trazem ainda preocupações com relação a aspectos específicos, a saber, as questões de gênero, conforme os números 67 e 68 do referido texto.
9. A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que “gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

Uma ajuda destacável
10. Já pronto o texto-base, fomos presenteados com a Fratelli Tutti, que recomendamos vivamente seja também utilizada como subsídio para a Campanha da Fraternidade deste ano. Ela estabelece forte conexão entre o tema de 2020 e o de 2021, cuidado e diálogo, e muito ajudará na reflexão sobre o diálogo e a fraternidade.

Coleta da Solidariedade
11. Junto com essas preocupações de conteúdo, surgiu ainda a sugestão de que não se faça a oferta da solidariedade no Domingo de Ramos, uma vez que existiria o risco de aplicação dos recursos em causas que não estariam ligadas à doutrina católica.
12. Lembramos que, em 2019, foi distribuída pelo Fundo Nacional de Solidariedade – FNS a quantia de R$3.814.139,81, fruto da generosidade de nossas comunidades, não se incluindo nessa quantia o que foi destinado aos fundos diocesanos. Em 2020, por causa da pandemia, não ocorreu arrecadação. Somente com a ajuda da instituição alemã Adveniat conseguimos atender a 15 projetos.
13. Sobre isso, recordamos que o FNS segue rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. Desde o início da construção da Campanha da Fraternidade de 2021, temos informado ao CONIC a respeito da dificuldade e até mesmo da impossibilidade de mantermos a estrutura do Fundo de Solidariedade como ocorrido nas Campanhas ecumênicas anteriores. Sobre este ponto, tendo como base a última dessas Campanhas, a de 2016, esta Presidência já manifestou ao CONIC as dificuldades e, por espírito de comunhão e corresponsabilidade, vai conversar sobre o assunto na próxima reunião do CONSEP. A conclusão será informada em seguida.

Desse modo:
14. Em consequência, respeitando a autonomia de cada irmão bispo junto aos seus diocesanos e como não poucos irmãos nos têm solicitado indicações para informar ao povo sobre a CF 2021, consideramos importante que sejam destacados os seguintes aspectos:

  A Campanha da Fraternidade é um valor que não podemos descartar.

 Alguns temas, conforme seu modo de ser apresentado, tornam-se mais difíceis que outros.

 A Igreja tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela.

 Os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica.

 A causa ecumênica se mantém importante. “Uma comunidade cristã que crê em Cristo e deseja com o ardor do Evangelho a salvação da humanidade não pode de forma alguma fechar-se ao apelo do Espírito que orienta todos os cristãos para a unidade plena e visível … O ecumenismo não é apenas uma questão interna das comunidades cristãs, mas diz respeito ao amor que Deus, em Cristo Jesus, destina ao conjunto da humanidade; e criar obstáculos a este amor é uma ofensa a Ele e ao Seu desígnio de reunir todos em Cristo” (S. João Paulo II, Encíclica Ut Unum Sint, 99)

15. Concluímos lembrando a importância da Campanha da Fraternidade na história da evangelização do Brasil. É nossa marca. Cabe-nos cuidar dela, melhorá-la sempre mais por meio do diálogo, assim como nos cabe cuidar da causa ecumênica, um ideal que se nos impõe. Se nem sempre é fácil cuidar de ambos e de muitos outros aspectos de nossa ação evangelizadora, nem por isso devemos desanimar e romper a comunhão, uma de nossas maiores marcas, um tesouro que o Senhor Jesus nos deixou e do qual não podemos abrir mão. Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos.

Brasília-DF, 09 de fevereiro de 2021


Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

LOURDES – NECESSÁRIA, MAIS QUE NUNCA, NESTE ANO PANDÊMICO



Fonte: Revista Catolicismo, Nº 842, Fevereiro/2021

Muito lamentavelmente, o santuário de Nossa Senhora de Lourdes, nos Pirineus franceses, permaneceu fechado durante quase todos os meses do ano passado. Em muitos outros locais e ocasiões de devoção, também não foram devidamente celebradas as tradicionais festas religiosas nesse ano catastrófico da pandemia — Fátima, Aparecida, Círio de Nazaré, Corpus Christi, nem mesmo a Semana Santa e o Santo Natal.

No que se refere a Lourdes, os fiéis e peregrinos ficaram privados das graças e curas, dos milagres grandes e pequenos que desde 1858 se operam na gruta de Massabielle, naqueles abençoados lugares às margens do rio Gave. Não puderam beneficiar-se das águas da fonte milagrosa nem das piscinas, onde tantos peregrinos procuram cura espiritual e física, como registram milhares de documentos.

            O pretexto da pandemia para esse fechamento é injustificável, pois exatamente em ocasiões como essa as pessoas mais precisam pedir a cura e graças, concedidas abundantemente em Lourdes por Aquela que ali afirmou: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

            Para a festividade litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, fixada no dia 11 de fevereiro, a equipe de Catolicismo pesquisou conferências, artigos e comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre esta devoção mariana. Do amplo e rico material encontrado, selecionamos alguns trechos cuja transcrição oferecemos a seguir. [A ABIM, ao longo desta semana, reproduzirá em capítulos essas matérias concernentes a Lourdes].

            Ajudados por esses comentários, os leitores poderão se dirigir espiritualmente a Lourdes, para pedir à Imaculada Conceição a nossa cura, a de nossos parentes e conhecidos, e sobretudo a ‘cura’ da Santa Igreja, mergulhada na pior crise de sua história bimilenar.

Da redação de Catolicismo


Doentes diante da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Em Lourdes, curas milagrosas e resignação no sofrimento

Nossa Senhora revela sua bondade, mostra que é nossa Mãe, que tem pena de nós e pratica maravilhas por seus devotos; mas tem também desígnios bondosos quando não atende nossos pedidos

Os acontecimentos de Lourdes são muito ricos em ensinamentos, um dos quais é sobre o sofrimento. Vemos naquela cidade, abençoada pelas aparições de Nossa Senhora a Santa Bernadette Soubirous, duas atitudes da Providência diante do sofrimento humano. Ambas têm sua razão de ser, dentro da perfeição dos planos divinos, apesar de parecerem até contraditórias.

De um lado, o que mais chama atenção em Lourdes é Nossa Senhora ter pena dos que sofrem, atender seus rogos e praticar milagres para livrá-los das dores que os atormentam. Pela bondade que Ela manifesta em Lourdes, mostra que é nossa Mãe, tem pena de nós, quer e pode praticar maravilhas por nós. Ela tem também pena das almas, e para provar que a Fé Católica é a única verdadeira, opera milagres para obter conversões.

Mas outro aspecto do sofrimento, que notamos em Lourdes, são os inúmeros doentes que peregrinam à abençoada cidade francesa e voltam sem obter a cura desejada. A maior parte dos peregrinos volta sem o milagre da recuperação na saúde. Por que Nossa Senhora opera a cura de alguns e não de todos? Facilmente compreendemos a bondade pela qual alguns são curados, mas qual a razão pela qual outros não o são? O motivo é que Nossa Senhora nos revela assim outro grande ensinamento.

Ação da Providência no milagre e na ausência do milagre

Eu creio que a razão mais profunda desse fato é um dos mais estupendos milagres de Lourdes. Para a grande maioria das almas, o sofrimento é necessário para acrisolamento das virtudes e para a santificação. Sofrimentos como as doenças são necessários para a salvação das almas. Por meio das enfermidades e das provações espirituais, aceitando o sacrifício, a pessoa se santifica. Não compreende o amor de Deus e a regeneração espiritual quem não compreende o papel do sofrimento para obter das almas o desapego. São Francisco de Sales chegou a afirmar que o sofrimento é de tal maneira indispensável, que pode ser considerado verdadeiramente um 8º sacramento.1


Cardeal Pedro Segura y Sáenz

O Cardeal Segura y Saenz,2 com quem eu estive numa viagem à Espanha, contou-me o diálogo que teve com Pio XI. Este Papa se gabava, diante do Cardeal, de nunca ter estado doente. O Cardeal Segura sorriu, e disse: “Então Vossa Santidade não tem o sinal de predestinado. Não há predestinado que não adoeça, e gravemente; que não sofra muito, pelo menos em determinado período de sua vida. Se Vossa Santidade nunca teve nada afetando a saúde, não tem o sinal da predestinação”.

Pio XI aceitou como verdadeira a categórica afirmação do Cardeal espanhol, e alguns dias depois teve um enfarte. Então escreveu um bilhetinho ao Cardeal: “Eminência, já tenho o sinal de predestinado”. Como outros tipos de sofrimento físico, moral etc., realmente a doença é sinal dos predestinados; ou seja, dos eleitos que Deus põe à prova para merecerem a bem-aventurança eterna no Céu.

Nossa Senhora agiria contra o interesse da salvação das almas, se eliminasse todas as doenças que grassam pelo mundo. Para certas almas, para certos efeitos, de algum modo convém retirar o sofrimento, mas normalmente não convém. Por essa razão, muitas pessoas vão a Lourdes e voltam sem terem sido curadas. Isto comprova quanto a Virgem Santíssima, tão misericordiosa, julga indispensável o sofrimento para a salvação de seus filhos.

O maior milagre de Lourdes é a resignação e a aceitação do sofrimento

Em Lourdes, quando não se opera a cura, Nossa Senhora dá aos enfermos tal conformidade com a doença, que eles não se revoltam. Pelo contrário, voltam para suas casas resignados, satisfeitos de terem visitado e rezado na gruta. Viram pessoas serem curadas, mas eles próprios não o foram. Há casos de pessoas que chegam de longe — da Índia, da América etc. — e vendo ao seu lado outros enfermos em estado mais grave que o delas, mudam o seu pedido a Nossa Senhora: que eu não seja curado, conquanto que esse ou aquele doente mais necessitado obtenha a sua cura.

Assim o peregrino enfermo aceita o sofrimento em benefício do outro. Essa nobre atitude é um verdadeiro milagre de amor ao próximo por amor de Deus; um milagre moral arrancado ao egoísmo humano, e isso representa um milagre mais estupendo do que uma cura propriamente dita.

Havia em Lourdes algo talvez ainda mais bonito: um convento de Carmelitas contemplativas com o propósito de expiar e sofrer qualquer doença a fim de obter graças para os corpos e as almas das pessoas que vão à bendita gruta pedir benefícios. Elas nunca pediam suas próprias curas, aceitavam todas as doenças em benefício das almas dos que pedem o milagre da cura. Como vítimas expiatórias, sofriam horrores, levando às vezes uma vida inteira de sofrimentos; e às vezes morriam oferecendo a vida em holocausto, com o objetivo especial de fazer bem às outras almas.


Sofrimentos como as doenças são necessários para a salvação das almas. Por meio das enfermidades e das provações espirituais, aceitando o sacrifício, a pessoa se santifica.

Milagres de caráter espiritual que levam almas para o Céu

Prestando-se atenção na natureza humana decaída pelo pecado original, e sabendo que atos de abnegação não são comuns entre os homens e causam ao egoísmo humano tão grande horror, compreende-se que os peregrinos, aceitando resignadamente quando não são curados, isto pode ser considerado milagre maior do que todas as outras curas que ocorrem em Lourdes.

Tudo isso mostra bem que a intenção de Nossa Senhora, nas curas de Lourdes, é produzir esses milagres de caráter espiritual e moral que salvam as almas para o Céu. O amor d’Ela a seus filhos tem como principal objetivo levá-los ao amor de Deus e à glória celestial. Nada de melhor se pode desejar para eles. O que se diria se Ela tivesse aparecido em Lourdes para fazer bem aos corpos perecíveis, e não para as almas que não perecem?

Devemos amar mais a Deus do que aos homens, e assim compreendemos bem o grande ensinamento de Lourdes. Não é o ensinamento apologético, tão grande e tão importante, mas sim o ensinamento da aceitação da dor, do sofrimento, da derrota, do fracasso se preciso for.

Poder-se-ia objetar: ‘É muito difícil aceitar a dor e carregá-la resignadamente’. A resposta, nós a temos ao contemplar a agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto das Oliveiras. Posto diante de todo o sofrimento, Ele disse: “Pater, si possibile est, transeat a me calix iste” (Meu Pai, se é possível, afastai de mim este cálice – Mt 26,39). Mas depois acrescentou: “Faça-se a vossa vontade, e não a minha”.

         Esta exemplar posição do Divino Mestre é a que devemos tomar diante de nossos sofrimentos particulares. Nesses momentos de dor, poderemos repetir: Meu Pai, se é possível, afastai de mim este cálice; porém cumpra-se a vossa vontade, e não a minha.

Naquele momento de agonia no Horto, um Anjo veio consolar Nosso Senhor. A graça nos consolará a nós também, nos sofrimentos que padecemos. Portanto, tenhamos coragem, resolução, energia. Assim compreenderemos o significado do sofrimento, e teremos alegria em sofrer por amor de Deus. Compreenderemos que sofrer é a dádiva dos predestinados; e não sofrer é a parte dos réprobos.

(Excertos da conferência de Plinio Corrêa de Oliveira em 6-2-1965).

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Notas:

Os sete sacramentos são: Batismo, Confirmação (ou crisma), Eucaristia, Reconciliação (ou penitência), Unção dos Enfermos (ou extrema-unção), Ordem (sacerdotal) e Matrimônio.

Dom Pedro Segura y Sáenz. Nascido em Carazo (Burgos, Espanha), em 4 de dezembro de 1880. Ordenado sacerdote em 1906 e sagrado Bispo em 1920. Seis anos mais tarde, Arcebispo de Toledo. Elevado à púrpura cardinalícia no Consistório de 18 de dezembro de 1927. Em 1937 foi designado Cardeal-Arcebispo de Sevilha, cuja sede ocupou até sua morte, em 8 de abril de 1957.

 

https://www.abim.inf.br/lourdes-necessaria-mais-que-nunca-neste-ano-pandemico/

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ITABUNA CENTENÁRIA Pela Sua Saúde: O Maxixe

10 BENEFÍCIOS DO MAXIXE 
PARA A SAÚDE:



1. CONTRIBUI COM UM BOM SISTEMA IMUNOLÓGICO

O zinco contido no maxixe fortalece o sistema imunológico, pois, o zinco ajuda a combater bactérias e vírus.

 

2. PREVINE A ANEMIA

O maxixe é muito rico em ferro, o mineral mais importante na composição do sangue. Portanto o maxixe não só combate como também previne a anemia.

 

3. AUXILIA EM PROCESSOS DE EMAGRECIMENTO

O suco feito à base de maxixe reduz sensivelmente o apetite, reduzindo assim a ingestão de comida e agilizando a perda de peso, além de combater o ganho de peso também.

 

4.  AJUDA A CONTROLAR O DIABETES

O maxixe diminui a glicemia no nosso organismo, sendo muito apropriado para as pessoas com pre-diabetes ou que já tenham desenvolvido a doença.

 

5.  MELHORA A SAÚDE DA PELE

O maxixe contém grande concentração de vitamina C, que ajuda a manter uma boa saúde da pele. A vitamina C combate problemas da pele como o efeito casca de laranja das celulites e as linhas de expressão.

 

6. CONTRIBUI COM UMA BOA CONTRAÇÃO MUSCULAR

Já que contém cálcio, o maxixe ajuda o nosso organismo a fazer boas contrações musculares, pois, os íons de cálcio têm o papel de regular a contração, bem como o relaxamento muscular. Portanto, o consumo regular de maxixe contribui com a realização de atividades físicas de forma mais eficiente.

 

7 . PREVINE E COMBATE A OSTEOPOROSE

Voltando ao cálcio, como todos sabem o cálcio é componente dos ossos e tendões, além dos dentes e outras cartilagens, como joelhos, cotovelos, ombros entre outros. Isso tudo torna o maxixe excelente para todos, mas especialmente para quem já passou dos 60 anos.

 

8  COMBATE O MAU COLESTEROL

As vitaminas e os minerais presentes no maxixe combatem o LDL, que é o mau colesterol, responsável por sérios problemas de saúde, principalmente os cardiovasculares.

 

9. COMBATE AS MANCHAS BRANCAS NA UNHA 

Essas incômodas manchas que aparecem nas unhas são resultado na maioria das vezes do baixo teor de cálcio no sangue, sendo mais um problema resolvido pelo maxixe.

 

10 AJUDA NA CICATRIZAÇÃO DE FERIMENTOS

 Por ter grande concentração de vitamina C, zinco, ferro e outros minerais, o maxixe fornece nutrição para que o sangue consiga fazer uma boa cicatrização de ferimentos.

 

(Recebi via Whats)

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Os Pingos Nos Is - 08/02/21

Presidente Jair Bolsonari - Entrevista pro Datena 08/02/2021

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: VELHO TEMA – Vicente de Carvalho


 

Velho Tema

 

Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.


O eterno sonho da alma desterrada

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,


Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos.



VICENTE DE CARVALHO

(Poemas e Canções)

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VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO, um dos mais primorosos poetas parnasianos brasileiros, autor de Poemas e Canções (1909), Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902) e de várias obras em prosa, nasceu em Santos em 05-04-1866 e faleceu em São Paulo em 22-04-1924. Colocam-no de par com a consagrada tríade parnasiana: Olavo Bilac, Raimundo Corrêa e Alberto de Oliveira. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, onde sucedeu a Arthur Azevedo na cadeira nº 29, que tem por patrono Martins Pena.

                                                                                                                   JOSÉ SCHIAVO


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