Total de visualizações de página
domingo, 22 de novembro de 2020
sábado, 21 de novembro de 2020
FRADE NOMEADO CARDEAL PEDIU PARA NÃO SER ORDENADO BISPO
© ofmcap.org
em 20/11/20
Frei Raniero Cantalamessa explicou os motivos que o levaram
a pedir a dispensa e manifestou que deseja morrer usando o seu hábito franciscano
Frade nomeado cardeal pediu para não ser ordenado bispo:
trata-se do frei capuchinho Raniero Cantalamessa, de 86 anos, pregador da Casa
Pontifícia. Ele foi escolhido entre os 13 novos cardeais a serem criados pelo Papa Francisco
neste próximo dia 28 de novembro.
Não é obrigatório ser bispo para ser cardeal, mas é a
prática mais comum. Por isso, aqueles que Francisco nomeou para o cardinalato e
que ainda não são bispos receberiam a ordem episcopal. O frei Cantalamessa,
porém, pediu dispensa dessa ordenação.
“Já que existe essa possibilidade, pedi ao Santo Padre a
dispensa da ordenação episcopal. A função do bispo, como diz o título do meu
recente livro de exercícios espirituais para bispos, é ser pastor e pescador.
Na minha idade, há muito pouco que eu possa fazer como pastor; por outro lado,
o que poderia fazer como pescador eu posso continuar fazendo mediante o anúncio
da Palavra de Deus”.
O frade manifestou ainda que deseja morrer usando o seu
hábito franciscano, o que “dificilmente me seria permitido se eu fosse bispo”.
Em outubro, quando o Papa o anunciou entre os futuros novos
cardeais, o frei Raniero declarou, segundo o Vatican News:
“O cardinalato será outro modo de estar perto do Papa e
apoiá-lo com a oração e a palavra. Vejo a nomeação como um reconhecimento da
importância da Palavra de Deus, mais do que da minha própria pessoa, já que o
meu serviço à Igreja tem sido e continuará sendo, por desejo expresso do Santo
Padre, praticamente só proclamar a Palavra a partir da Casa Pontifícia”.
Por ocasião das nomeações, no mês passado, o Papa Francisco
pediu orações pelos novos cardeais:
“Que, confirmando a sua adesão a Cristo, eles me ajudem no
meu ministério de bispo de Roma para o bem de todo o povo de Deus”.
* * *
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
NOVO LIVRO DE POESIA DE CYRO DE MATTOS É PUBLICADO EM PORTUGAL
Novo Livro de Poesia
de Cyro de Mattos
É Publicado em Portugal
A Editora Palimage, de Coimbra, Portugal, acaba de publicar O Discurso do Rio, novo livro do baiano (de Itabuna) Cyro de Mattos, reunindo trinta sonetos, com prefácio da professora doutora Graça Capinha, da Universidade de Coimbra. O livro integra a coleção Palavra Imagem, e seus poemas foram motivados pela situação atual do rio Cachoeira, que divide a cidade natal do autor em duas partes, com suas águas poluídas hoje, como se fosse um esgoto a céu aberto, comparado ao tempo de antigamente quando havia um ambiente de beleza que habitava as suas correntes puríssimas.
Este é o quinto livro de poemas que a Editora Palimage publica de Cyro de Mattos na Coleção Palavra Imagem, que reúne poetas representativos da poesia contemporânea portuguesa. Membro de instituições culturais importantes, como a Academia de Letras da Bahia, os outros livros desse autor baiano publicados pela Editora Palimage são Vinte Poemas do Rio, inglês-português, Ecológico, Vinte e Um Poemas de Amor e Poemas Ibero-Americanos.
A professora Graça Capinha observa que “alguns poetas brasileiros têm a capacidade extraordinária de conseguir regressar às coisas primeiras, como se, de fato, abrir uma janela e olhar o mundo pela vez primeira fosse possível”. Acrescenta que olham com as palavras, é certo, mas, mesmo essas, parecem trazer-lhes (-nos) os primeiros sons.” Mostra assim que “Cyro de Mattos é um desses poetas e não será certamente por mero acaso que, além de poeta e ficcionista, este seja também um autor de livros para crianças. Digamos que, tratando-se de escrever sobre um rio, este só poderia assim ser: um autor-menino, de olhos lavados e bem abertos”.
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
O ALIENISTA CAP IV – Machado de Assis
Um dia de manhã, — eram passadas três semanas, — estando
Crispim Soares ocupado em temperar um medicamento, vieram dizer-lhe que o
alienista o mandava chamar.
— Trata-se de negócio importante, segundo ele me disse,
acrescentou o portador.
Crispim empalideceu. Que negócio importante podia ser, se
não alguma notícia da comitiva, e especialmente da mulher? Porque este tópico
deve ficar claramente definido, visto insistirem nele os cronistas: Crispim
amava a mulher, e, desde trinta anos, nunca estiveram separados um só dia.
Assim se explicam os monólogos que ele fazia agora, e que os fâmulos lhe ouviam
muita vez:—"Anda, bem feito, quem te mandou consentir na viagem de
Cesária? Bajulador, torpe bajulador! Só para adular ao Dr. Bacamarte. Pois
agora aguenta-te; anda, aguenta-te, alma de lacaio, fracalhão, vil, miserável.
Dizes amém a tudo, não é? aí tens o lucro, biltre!"—E muitos outros nomes
feios, que um homem não deve dizer aos outros, quanto mais a si mesmo. Daqui a
imaginar o efeito do recado é um nada. Tão depressa ele o recebeu como abriu
mão das drogas e voou à Casa Verde.
Simão Bacamarte recebeu-o com a alegria própria de um sábio,
uma alegria abotoada de circunspeção até o pescoço.
— Estou muito contente, disse ele.
— Notícias do nosso povo? perguntou o boticário com a voz
trêmula.
O alienista fez um gesto magnífico, e respondeu: —Trata-se
de coisa mais alta, trata-se de uma experiência científica. Digo experiência,
porque não me atrevo a assegurar desde já a minha ideia; nem a ciência é outra
coisa, Sr. Soares, senão uma investigação constante.
Trata-se, pois, de uma experiência, mas uma experiência que
vai mudar a face da terra. A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora
uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.
Disse isto, e calou-se, para ruminar o pasmo do boticário.
Depois explicou compridamente a sua ideia. No conceito dele a insânia abrangia
uma vasta superfície de cérebros; e desenvolveu isto com grande cópia de
raciocínios, de textos, de exemplos. Os exemplos achou-os na história e em
Itaguaí mas, como um raro espírito que era, reconheceu o perigo de citar todos
os casos de Itaguaí e refugiou-se na história. Assim, apontou com especialidade
alguns personagens célebres, Sócrates, que tinha um demônio familiar, Pascal,
que via um abismo à esquerda, Maomé, Caracala, Domiciano, Calígula, etc., uma enfiada
de casos e pessoas, em que de mistura vinham entidades odiosas, e entidades
ridículas. E porque o boticário se admirasse de uma tal promiscuidade, o
alienista disse-lhe que era tudo a mesma coisa, e até acrescentou
sentenciosamente:
— A ferocidade, Sr. Soares, é o grotesco a sério.
— Gracioso, muito gracioso! exclamou Crispim Soares
levantando as mãos ao céu.
Quanto à ideia de ampliar o território da loucura, achou-a o
boticário extravagante; mas a modéstia, principal adorno de seu espírito, não
lhe sofreu confessar outra coisa além de um nobre entusiasmo; declarou-a
sublime e verdadeira, e acrescentou que era "caso de matraca". Esta
expressão não tem equivalente no estilo moderno. Naquele tempo, Itaguaí, que
como as demais vilas, arraiais e povoações da colônia, não dispunha de
imprensa, tinha dois modos de divulgar uma notícia: ou por meio de cartazes
manuscritos e pregados na porta da Câmara, e da matriz; — ou por meio de
matraca.
Eis em que consistia este segundo uso. Contratava-se um
homem, por um ou mais dias, para andar as ruas do povoado, com uma matraca na
mão.
De quando em quando tocava a matraca, reunia-se gente, e ele
anunciava o que lhe incumbiam, — um remédio para sezões, umas terras lavradias,
um soneto, um donativo eclesiástico, a melhor tesoura da vila, o mais belo
discurso do ano, etc. O sistema tinha inconvenientes para a paz pública; mas
era conservado pela grande energia de divulgação que possuía. Por exemplo, um
dos vereadores, —aquele justamente que mais se opusera à criação da Casa Verde,
—desfrutava a reputação de perfeito educador de cobras e macacos, e aliás nunca
domesticara um só desses bichos; mas, tinha o cuidado de fazer trabalhar a
matraca todos os meses. E dizem as crônicas que algumas pessoas afirmavam ter
visto cascavéis dançando no peito do vereador; afirmação perfeitamente falsa,
mas só devida à absoluta confiança no sistema. Verdade, verdade, nem todas as
instituições do antigo regímen mereciam o desprezo do nosso século.
— Há melhor do que anunciar a minha ideia, é praticá-la,
respondeu o alienista à insinuação do boticário.
E o boticário, não divergindo sensivelmente deste modo de
ver, disse-lhe que sim, que era melhor começar pela execução.
— Sempre haverá tempo de a dar à matraca, concluiu ele.
Simão Bacamarte refletiu ainda um instante, e disse:
— Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr.
Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos,
demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito
equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e só insânia.
O Vigário Lopes a quem ele confiou a nova teoria, declarou
lisamente que não chegava a entendê-la, que era uma obra absurda, e, se não era
absurda, era de tal modo colossal que não merecia princípio de execução.
— Com a definição atual, que é a de todos os tempos,
acrescentou, a loucura e a razão estão perfeitamente delimitadas. Sabe-se onde
uma acaba e onde a outra começa. Para que transpor a cerca?
Sobre o lábio fino e discreto do alienista roçou a vaga
sombra de uma intenção de riso, em que o desdém vinha casado à comiseração; mas
nenhuma palavra saiu de suas egrégias entranhas.
A ciência contentou-se em estender a mão à teologia, — com
tal segurança, que a teologia não soube enfim se devia crer em si ou na outra.
Itaguaí e o universo ficavam à beira de uma revolução.
MINISTÉRIO DA CULTURA
Fundação Biblioteca Nacional
Departamento Nacional do Livro
-------------------
Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis),
jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio
de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em
29 de setembro de 1908. É o fundador da cadeira nº. 23 da Academia Brasileira
de Letras.
* * *
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
UM ENGANO QUE SE INSINUA - Evanildo Bechara
De uns tempos para cá temos visto alguns profissionais de comunicação cometendo um engano gramatical com o uso dos numerais masculinos “milhar”, “milhão”, “bilhão”, “trilhão”, etc.
Quando esses numerais vêm seguidos de complemento com
substantivo feminino, ouvimos frases equivocadas como a seguinte:
No Enem são corrigidas algumas milhares de redações.
Diante da presença do feminino “redações”, supõe o falante
que o numeral masculino “milhares” obriga o emprego da forma feminina
“algumas”, quando na verdade deveria ser: “alguns milhares de redações”. Este
raciocínio está se generalizando em nossos dias. Assim, temos visto construções
do tipo:
No cenário atual da pandemia, algumas milhares de
pessoas não respeitam o uso obrigatório da máscara. (em lugar da forma
correta: alguns milhares de pessoas)
As milhões de doses da vacina contra a covid-19
serão distribuídas por todo o país. (em vez da concordância
adequada: os milhões de doses)
Enganos dessa natureza têm origem e empregos analógicos,
como é o caso das expressões usadas pelo povo no jogo do bicho. Como ‘dezena’ e
‘centena’ são femininos é comum ouvirmos a palavra ‘milhar’ (substantivo
masculino) usada no feminino em expressão do tipo: ‘acertei na milhar’.
Trata-se de um raciocínio que contraria os princípios da norma padrão.
Ainda sobre numerais, atenção especial merecem entendimento
e leitura de certas expressões abreviadas de uso moderno na linguagem
jornalística e técnica:
1,4 milhão de pessoas (com 1 o numeral coletivo fica no
singular, então leia-se: “um milhão e quatrocentas mil pessoas”),
2,3 bilhões de pessoas (leia-se: “dois bilhões e trezentos
milhões de pessoas”)
2,5 bilhões de doses (“dois bilhões e quinhentos milhões de
doses” ou “dois bilhões e meio de doses”).
Cabe lembrar aqui, neste pequeno comentário gramatical, a
importância que têm essas pessoas públicas no cenário da comunicação, para o
respeito à norma culta da língua portuguesa.
Portal da ABL, 16/11/2020
-------------
Evanildo Bechara - Quinto ocupante a Cadeira nº 33, eleito
em 11 de dezembro de 2000, na sucessão de Afrânio Coutinho e recebido em 25 de
maio de 2001 pelo Acadêmico Sergio Corrêa da Costa.
* * *
terça-feira, 17 de novembro de 2020
MILAGRES AINDA ACONTECEM – Plinio Maria Solimeo
15 de novembro de 2020
Da esquerda para a direita estão Patrick (camisa amarela), Brendan (meio) e Sean Lacey. A foto foi tirada em julho de 2017 no jardim Rose na paróquia da família, Santa Rosa de Lima, após as curas. Patrick agora tem 14, Brendan tem 16, e Sean tem 13. (foto: Cortesia da família Lacey)
- Plinio Maria Solimeo
Neste mundo cada vez mais ateizado, milagres aparentes são cada vez mais
raros. Sabemos que eles ocorrem em Lourdes e outros locais de peregrinação. Mas
não no dia a dia do comum das pessoas. Por isso nos surpreende um duplo milagre
do qual foram beneficiados há pouco dois adolescentes de uma mesma família
americana de Nova Jersey.
Charles e Cathy Lacey têm três filhos: Brendan, Patrick e Sean. O filho do
meio, Patrick, de dez anos, tinha paralisia cerebral, e usava aparelho nas
pernas desde os três. Além disso, como diz sua mãe: “Seus músculos não
esticam o suficiente para ele ficar de pé”. O menino gostaria muito de
passear pelo campo, mas isso mexe tanto com seu corpo, que depois ele precisa
de dois a três dias para se recuperar. “Ele também tossia muito, tinha
fadiga, falta de apetite, e às vezes pegava pneumonia”, acrescenta sua mãe
Cathy.
O que
piorava esse quadro clínico é que a paralisia acabava afetando a capacidade
mental do menino, de maneira que ele tinha “problemas com letras e números,
e nada parecia aderir à sua memória. Ler era para ele um problema”. Por
isso Patrick estava recebendo terapia física, ocupacional e fono-audiológica
intensa na escola, no Hospital Nemours/Alfred I. Dupont para Crianças,
em Wilmington, Delaware, e com terapeutas particulares locais.
Acontece que uma desgraça geralmente não vem só: os Lacey descobriram que
também o filho mais velho, de 12 anos, começava a ter problemas de saúde. Diz a
mãe: “Naquela época, Brendan começou a ter dificuldade para comer. Em cada
refeição ele tinha que se desculpar e limpar a garganta, pois a comida não
descia”. Levado a um especialista, os médicos fizeram vários exames,
incluindo uma endoscopia. Mostraram aos pais do adolescente fotografias da
mesma, que acusavam que o esôfago de Brendan “parecia terrível lá dentro”.
Receitaram ao adolescente quatro medicamentos diários para esofagite
eosinofílica — doença crônica do sistema imunológico em que os eosinófilos (um
tipo de célula sanguínea) se acumulam no esôfago provocando, entre outras coisas,
dificuldade para engolir, engasgo, comida grudando no esôfago, e consequente
dor abdominal. Com isso a vida da família complicou-se muito, pois agora eram
dois filhos que tinham que fazer viagens semanais ao hospital, que ficava a uma
hora de distância de sua casa, para tratamento.
Entretanto, a família Lacey era católica praticante. “Eu estava rezando
muito durante esse tempo, especialmente o Rosário”, diz Cathy. “Deus
estava me carregando por meio da oração”.
Um dia em que ela fazia adoração ao Santíssimo na capela da Igreja
de Santa Rosa de Lima, em Haddon Heights, Nova Jersey, resolveu entrar pela
primeira vez na livraria do centro espiritual da igreja. Nela se sentiu atraída
por um DVD sobre a exposição “Tesouros da Igreja”. Tratava-se de uma exposição
internacional, organizada pelo Pe. Carlos Martins, que incluía 150 relíquias de
santos como Maria Goretti, Teresa de Lisieux, Francisco de Assis e António de
Pádua, além de uma das maiores relíquias da Verdadeira Cruz, e
um pedaço do véu que, segundo à tradição sancionada, pertenceu a Nossa
Senhora.
A
Sra. Lacey levou o DVD para casa: “Nós o assistimos em família. E assim
que terminamos, Patrick disse: ‘Mãe, eu quero ir para ver isso’. Ele ficara
fascinado pelo que viu. Eu rezei: ‘Por favor, Senhor, deixe-me saber quando
essa exposição estiver por perto daqui.”
Verificando depois a programação da exposição, Cathy descobriu que ela
chegaria a Nova Jersey no mês seguinte. Por uma “coincidência”, a apresentação
do Padre Martins foi agendada para o dia de Santo Antônio, “ironicamente
na Igreja de Santa Inês, a mesma igreja em que meu marido fez seu curso de
formação católica para adultos, e recebeu todos os Sacramentos”, diz ela.
Durante a palestra do Padre Martins que precedeu a visita às relíquias,
a família Lacey pôde sentar-se na primeira fila. “Estávamos a cinco pés de
distância da Verdadeira Cruz e do véu de Maria”, explicou ela.
Primeiro Milagre
Naquela visita memorável aos “Tesouros da Igreja” após a palestra do
sacerdote, Patrick foi de relíquia em relíquia, tocando sua Medalha Milagrosa
em cada uma. Diz ele: “A primeira relíquia que toquei foi a madeira da
Verdadeira Cruz. Depois disso, fui a todas as outras relíquias, e toquei minha
medalha em cada uma delas”, contou.
Patrick continua: “Depois daquela noite, minha mãe começou a notar
algo diferente em mim. Pedi então a ela licença para não usar meu aparelho. O
que fiz, e não me sentindo nada dolorido. Então, alguns dias depois, minha mãe
disse: ‘Você está curado!’ ”
A Sra. Lacey explica o que ocorrera quando chegaram em casa: “Patrick
não estava dolorido. Ele subiu as escadas correndo direto para a cama. Eu
pensei: “Como assim!!? Poderia ser?!!”
No fim da semana subsequente, como estava excepcionalmente quente para
meados de fevereiro, Brendan e Sean pediram à mãe para ir andar de bicicleta no
parque. Patrick quis ir também. “Ele não andava de bicicleta há anos”,
explica ela.
Patrick foi de bicicleta todo o caminho até o parque. Lá continuou
pedalando “o tempo todo, mais de uma hora”. Depois, outra surpresa: “Ele
estava jogando! Não podíamos acreditar em nossos olhos”, disse Cathy. No
dia seguinte ele quis novamente ir com seus irmãos em suas bicicletas,
pedalando mesmo morro acima mais de uma vez.
“Naquela altura, eu sabia que era um milagre”, disse Cathy. “Eu
estava chorando, vendo-o jogar com os irmãos. Ainda estávamos maravilhados”.
De volta para casa, Patrick “nos diz que não precisa do aparelho, afirmando:
‘Estou curado’. E foi para a escola sem aparelho”, afirma a mãe.
Quando depois os Lacey levaram Patrick ao seu terapeuta regular — o
mesmo terapeuta que estava tentando ajudá-los a conseguir a cadeira de rodas
que o médico já dissera que Patrick precisaria, “porque seus ossos
estavam crescendo mais do que seus músculos podiam esticar, e sabia o quanto
eles lhe doíam pelas lágrimas que rolavam pelo seu o rosto” — o
terapeuta ficou boquiaberto ao ver que Patrick corria sem o aparelho
ortodôntico. A Sra. Lacey então lhe disse: “O Sr. realmente não sabe o que
nos dizer, não é?” O terapeuta respondeu: “Não tenho nem ideia do que
sucedeu”. Então Patrick contou-lhe toda a história da Exposição, e do papel
das relíquias dos santos.
Mas não parou aí. De volta à escola o menino, que tinha muita
dificuldade com adição e subtração, reservava outra surpresa: “A professora
disse que fez os três primeiros problemas com Patrick; os próximos quatro ele
mesmo fez sozinho, e acertou todos. ‘Ele está indo muito bem’”, afirma a
mãe.
Segundo Milagre
Entretanto, havia o problema com Brendan.
Depois da Exposição, chegando em casa, ele afirmou aos pais: “Minha
garganta está muito boa”. Eles perceberam que Brendan já era capaz de
manter a comida no estômago. Então pararam com os remédios. Em sua próxima endoscopia
agendada para a segunda-feira de Páscoa, os Lacey esperaram para ver as últimas
imagens. Nelas o esôfago de Brendan parecia normal e saudável.
Um ano depois, em seu primeiro ano do ensino médio, Brendan voltou para
casa do treino de futebol, faminto, e pegou um pedaço de frango, que ficou
preso na garganta. Ele acabou no hospital e teria que fazer uma cirurgia. A
caminho do hospital para “a galinectomia”, afirma ele que estava como que
“petrificado”. “Tudo o que eu conseguia pensar era em rezar […].
‘Senhor, por favor, poupe-me; me mantenha vivo. ‘Achei que pudesse parar de
respirar”. Entretanto, “No hospital, fazendo todos os testes, eu mal
conseguia falar e balbuciava constantemente. Minha mãe começou a rezar o
Rosário para que eu tranquilizasse. E logo depois que ela terminou, eu pude
falar. A Mãe Santíssima estava me protegendo, e me dando o conforto que eu
estava desesperadamente precisando naquele momento ”, diz ele. O
médico, especialista em esofagite e osinofílica, coletou amostras da esofagite
de Brendan para exames.
Duas semanas depois, a enfermeira do médico ligou. “Temos os
resultados. Mostra alergias e inflamação.”
Cathy perguntou: “E os eosinófilos?” que eram o que
provocava todo o problema de Brendan. A enfermeira respondeu: “Não há eosinófilos”.
“Ela [a médica] não fez o teste?” Cathy perguntou, só
para ter certeza.
Claro, disse a enfermeira. “Mas não há eosinófilos”,
enfatizou ela uma segunda e depois uma terceira vez.
A Sra. Lacey recebeu emocionada essa notícia que confirmava que Deus
havia curado Brendan. “Deus é tão bom com esta reafirmação [a
cura]”, exclamou ela.
Por sua parte, Brendan afirma: “Eu fui oficialmente curado. Fiquei
maravilhado com a graça de Deus, e sua disposição de curar o que havia de
errado comigo por meio da intercessão de seus santos e de sua grande
misericórdia”.
Rememorando o tempo passado, o adolescente julgou que sentira que já
tinha sido curado pela intercessão dos santos logo após a exibição das
relíquias. “Quando penso no milagre que sucedeu comigo”, afirma Brendan
agradecido, “honestamente, isso me ajudou a crescer como pessoa de muitas
maneiras. Tudo sobre isso fazia parte do plano de Deus. Estávamos visitando as
relíquias, e eu realmente esperava por graça de amor para mim. Logo depois que
o milagre aconteceu, eu definitivamente poderia dizer que eu me sentia algo
diferente. Eu estava cautelosamente otimista, porque não sabia se minha mente
estava me pregando uma peça. Eu definitivamente estava sendo fortalecido na fé
naquela época ”.
Desde a Exposição das relíquias e o episódio do hospital, explica
Brendan que: “Minha fé cresceu astronomicamente”. De modo que ele se
envolveu mais nas atividades da igreja, inclusive como líder do grupo de jovens
de Santa Rosa de Lima, e como coroinha.
Por outro lado, Patrick explicou que “temos rezado um rosário em
família todos os dias, e vamos a Santa Rosa para rezá-lo nas quintas-feiras“.
Entre suas próprias orações, ele afirma que “todas as noites agradeço a Deus
por me curar e aos santos anjos e santos por me curar, e pela manhã também”.
Como resultado do milagre, agora Patrick já joga futebol e basquete em
um time com seu irmão Sean, e é também coroinha. O pai, que a princípio lutou
com a dúvida sobre os milagres, está se preparando para o diaconato leigo.
Quando perguntam à Sra. Lacey qual o santo que mais especialmente teria
obtido o milagre para seus filhos, ela afirma: “Foram todos os santos. Eu
não poderia atribuir isso a nenhum. Era todo o exército celestial. ”
______________
https://www.abim.inf.br/milagres-ainda-acontecem/
* * *




