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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

OS ESTADOS UNIDOS – Hygino Moraes


Os Estados Unidos financiaram a reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra, e fizeram daquele país a segunda potência mundial em duas décadas.

Em seguida os Estados Unidos também fizeram do Japão uma potência, ensinando os japoneses a fabricar carros que depois se aproveitaram do mercado americano, aberto, livre para todos.

Os Estados Unidos atenderam apelos dramáticos do ditador Joseph Stalin e mandaram comida para a Rússia, para que o povo russo não morresse de fome; em plena guerra fria, travada contra os Estados Unidos.

Os Estados Unidos fizeram da China uma potência, processo iniciado quando Deng Xiaoping recebeu Richard Nixon e abriu a economia chinesa para o capitalismo, tirando da fome e miséria iminente quase um bilhão de chineses escravizados por Mao Tse Tung, o único barrigudo da China. Repetindo o fenômeno agora com Maduro, o único barrigudo da Venezuela, e Raul Castro o único barrigudo de Cuba.

Os Estados Unidos fizeram da Coreia do Sul uma potência, financiando seu desenvolvimento e abrindo o mercado americano para os produtos coreanos se fartarem.

Os Estamos Unidos estão fazendo da Índia uma potência, ao privilegiar mais investimentos naquele país. Bastou os Estados Unidos desviarem investimentos da China para a Índia para que a economia chinesa parasse de crescer os 15% ao ano, que impressionavam o mundo. Não deixando dúvidas de que são os Estados Unidos que fomentam as grandes economias, com investimentos e importações.

Os Estados Unidos não fizeram do Brasil uma potência porque desde a década de trinta, século passado, que nossos governos preferem se alinhar com regimes comunistas e investir na ignorância do nosso povo, em benefício de suas ambições políticas.

País nenhum vira potência sem Educação, e há oitenta anos que o Brasil vive às voltas com o arcaísmo ideológico comunista, que investe na ignorância para controlar o povo e atrasar o país. Mesmo assim, as multinacionais americanas instaladas no Brasil são responsáveis por uma imensa fatia das exportações brasileiras, e do nosso PIB.

Sem os investimentos americanos o Brasil, com sua extensão continental, seria uma África.

A introdução é para que atentem ao fato mais relevante do momento; é a primeira vez na nossa história que um presidente eleito encara os Estados Unidos como aliado sem restrição, o que não ocorreu nem durante o regime militar, que tinha nos Estados Unidos apenas um aliado político contra a expansão do comunismo.

Temos agora a primeira chance para o Brasil se transformar na potência econômica que sempre sonhamos.

Mas para que isso aconteça é necessário enterrar o que há de podre. Na política, na Justiça, principalmente no STF, e na Educação.

A vocação de vira-lata do brasileiro, identificada por Nelson Rodrigues, não é do povo, essa vocação é da elite, dos políticos. O povo é vítima dessa elite de gangsters, de esquerdistas. Temos que destruir essa canalhada de traidores da pátria, para que o Brasil comece a se transformar naquele país do futuro que o mundo apregoa há muito tempo. O futuro é agora.

Para conseguir isso é compulsório destruir a imprensa comunista, os políticos canalhas e os quatro pilares do imoral, vulgar STF, o quanto antes. O Brasil tem pressa. São mais de oitenta anos jogados fora, que precisam ser esquecidos.

E esses idiotas que tentam desqualificar a aproximação do Brasil com os Estados Unidos, primeiro ato sensato de um presidente eleito pelo povo; esses traidores motivados por pura inveja e sensação de inferioridade.

Hygino Moraes



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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

E AGORA, JOSÉ? – Wesley Paladino

Claro que os petistas já perceberam que a soltura de Lula foi um tiro no pé. A estratégia falhou. Eles pensaram que Lula botaria fogo no país, voltaria a mobilizar as massas, e ressurgiria como a Fênix de Garanhuns. Ledo e mortal engano.

A soltura do bandido mostrou aos petistas a face mais cruel da realidade: O desprezo do povo pelo ex-presidente ladrão. Lula, hoje, é carregado por um punhado de puxa sacos pelo país, como um cadáver putrefato, fedorento, que as pessoas sentem náusea ao avistar.

A figura de Lula causa repulsa, nojo, asco, na maioria. Seus discursos não conseguem reunir um número minimamente decente de pessoas, e ainda por cima, têm de aguentar os protestos e xingamentos de muitos (fora a já tradicional chuva de ovos).

A desmoralização é total. E os petistas notaram isso. E estão estupefatos, pois o choque de realidade foi grande demais. Agora, estão sem saber o que fazer com a carcaça pútrida. Preso, ainda tinha alguma relevância, por conta do discurso vitimista. Solto, perdeu tudo, até mesmo a narrativa mentirosa de preso político.

Mas, a vida segue. Rei morto, rei posto. Afinal, agora, o Sistema aceitou que não pode mais contar com uma hipotética ressurreição de Lula.

Então agora, eles têm um problema: quem poderia substituir Lula, na batalha pelas eleições de 2022? O Sistema não consegue encontrar alguém na centro esquerda ou mesmo no Centrão, que seja páreo para Bolsonaro. Na esquerda, Ciro Gomes não tem mais relevância. Maia? Uma piada. Huck? Pior ainda.

A esperança era Lula. Lula não existe mais. Poderiam apelar para um plano B, mas a verdade é que também não existe um plano B. O desespero é grande. A tendência é que, se não encontrarem um nome forte, terão de aguentar a reeleição de Bolsonaro, e, ainda o ver fazendo um sucessor. O golpe seria duro demais.

Pior para o Sistema composto por vermes que infestam e aparelham todo o estamento político e burocrático, e que terminarão morrendo à míngua. Melhor para os patriotas e pessoas de bem, deste país.

São novos tempos. Graças a Deus.

(Texto de Wesley Paladino)

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ENTRE ASPAS Frases



Saber transformar pequenos acontecimentos em fonte de alegria é habilidade de poucos.
                                    - ROBERTO SHINYASHIKI, O sucesso é ser feliz (Editora Gente)


Seus filhos tornam impossível que você lamente o passado. São seus melhores frutos.

- ANNA QUINDLEN, Black and blue (Random House)
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A verdade indestrutível, tem o poder de avolumar-se contra o orgulho e a arrogância e depois varrê-los de seu caminho.
MARK HELPRIN em The Wall Street Journal
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Se você estiver boiando e não nadando, está perdendo terreno.
STEPHEN W. COMISKEY  (www.agoodlawyer.com)
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A coragem não é apenas uma das virtudes, mas a forma de cada virtude no momento decisivo.
C.S. LEWIS, The screwtape letters (Macmillan) 


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A raiva é um ladrão que rouba os bons momentos.
- JOAN LUNDEN, citada por Janice Kaplan em TV Guide
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Depois de um passeio pela praia, é difícil acreditar que vivemos num mundo material.
- PAM SHAW
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Telefones celulares são a única coisa de que os homens se gabam por possuírem o menor.
- NEIL KINNOCK, político britânico
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A fé não é saber qual é o mistério do universo, mas sim a convicção de que existe um mistério e que ele é maior do que nós.
- Rabino DAVID WOLPE, Marking loss matter (Riverhead Books)
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Criar filhos é parte alegria e parte guerrilha. - ED ARNER
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O único meio de controlar o modo com que você é visto é ser honesto o tempo todo. - TOM HANKS, citado em Interview Magazine

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Fonte: Reader’s Digest SELEÇÕES, Março 2000

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O SENSO DOS IMPONDERÁVEIS – Péricles Capanema


Publicado em 5 de janeiro de 2020

Péricles Capanema

O Evangelho do domingo 29 de dezembro relata a apresentação do Menino Jesus no Templo [quadro acima], levado por são José e Nossa Senhora para obedecer à lei de Moisés que determinava, o primogênito do sexo masculino devia ser consagrado a Deus. Chegando ao local da consagração, encontraram Simeão, homem virtuoso, já no ocaso da vida.

Simeão é o personagem menor do relato. O que é ele diante de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José? De outro lado, pela intervenção que ali teve, aparece em destaque na descrição e depois some para sempre.

À medida que o sacerdote lia o Evangelho, provocadas pelo texto carregado de significados, em cambulhada sugestivas miscelâneas de imagens e considerações, tendo como ponto de partida o velho Simeão, atropelavam-se no meu espírito. Confusões agradáveis à maneira de quarto de brinquedos de criança; quando tivesse tempo, eu as arrumaria no espírito — ou nunca.

Imaginava o templo meio vazio, frescor, uma ou outra pessoa passando por ali, lá na frente um casal jovem, pobre (estavam oferecendo o par de rolinhas prescrito pela lei mosaica), certo desinteresse do sacerdote. Súbito, um ancião (“logo que viu o Menino e os Pais, foi tomado por uma graça”) segura Jesus nos braços (“seu pai e sua mãe estavam admirados”) e inicia uma espécie de proclamação, misto de ação de graças, louvor e adoração: “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”. Após falar da glória do Filho, dirigiu-se a Nossa Senhora, era normal reverberarem nela os esplendores previstos. Vieram, contudo, de natureza inesperada: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. A grande surpresa: uma espada atravessará a alma da mãe. Outra: sinal de contradição. Mais uma: causa de queda e soerguimento para muitos. Outra ainda: sua conduta levaria à revelação de pensamentos ocultos.

Simeão se exprimia como profeta visitado por revelações e graças; inspirado, falava como preconizador do Messias. Mas ali havia também um homem de Deus com enorme senso dos imponderáveis sobrenaturais, pensava eu. Sentia a grandeza da cena que via e da qual participava, percebia realidades difíceis ou até impossíveis de definir. Não se caminha nas trilhas da graça sem o senso das realidades imponderáveis, sem saber sentir o dedo de Deus, o sorriso de Nossa Senhora, impossíveis tantas vezes de expor por palavras.

Adiante, não se caminha na vida sem o senso dos imponderáveis. E eles são das mais diversas naturezas. Há pessoas com senso dos imponderáveis artísticos. De outro lado, há dirigentes com finíssimo senso dos imponderáveis políticos. Um comentário, um gesto, um aceno de cabeça, e eles já sentem por onde os acontecimentos irão. É comum, esposas de políticos os orientam por meio de comentários passageiros, cuja raiz, funda no espírito delas, brota de inexplícitas associações de imagens, pequenos gestos de cabeças ou de mãos, elogios discretos ou comentários depreciativos leves, climas de reuniões e encontros fortuitos; até odores, cores e sabores, cada coisa registrada e associada a outras de forma subconsciente. É um gigantesco acervo de observações e impressões inexplícito, mas interrelacionado e ativo. Que a leva a sugerir caminhos vitoriosos e a impedir atalhos de derrota. Podíamos multiplicar, senso dos imponderáveis para negócios, para pesquisas, atitudes de mães de famílias na condução de seu mundo, tanta coisa mais.

Esburaquei a memória. Talvez a expressão senso dos imponderáveis, que hoje, julgo, pouco a pouco começa a entrar na linguagem comum, tenha sido criada ou pelo menos posta em ampla circulação nos círculos que frequentava e nos escritos pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Nunca vi ninguém que a empregasse com mais talento e adequação. De fato, nunca vi ninguém senão ele a utilizar (também usada pelos que com ele conviviam). É representa, na esfera cultural, grande avanço civilizatório, à vera constitui uma de suas preciosas contribuições para o enriquecimento das almas. Quem não vê, amplia os espaços de conhecimento da realidade, chamando a atenção para desvãos dela, tantas vezes esquecidos e mesmo até então desconhecidos, ainda que determinantes.

Concluo. Matutava eu durante a leitura do Evangelho o que acima vai e ainda outras coisas. A origem dos pensamentos, como disse, foi que Deus não teria escolhido Simeão para pregoeiro de tantas verdades, se aquele filho de Abraão não tivesse sido antes distinguido com forte senso dos imponderáveis sobrenaturais. Rezei a ele, obtivesse de Nossa Senhora para mim o fortalecimento de meus tísicos sensos dos imponderáveis; todos eles, são bússolas, não importa o campo. Rezem também.


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CIRÚRGICO, CARLOS VEREZA DETONA E EXPÕE AS NOVAS CARACTERÍSTICAS DAS “ELENÃO”


05/01/2020

Um ator que se tornou imprescindível nas redes sociais pela exposição de seus pensamentos com clareza, coragem e plena independência.

Um “livre prensador” que merece todo o respeito das pessoas de bem e que querem um país melhor e mais justo.

Mais uma vez, Carlos Vereza desmoraliza a turma do EleNão.

Eis o texto:

“Características das ‘EleNão’:

Odeiam as queimadas na Amazônia, mas se calam nos incêndios na Califórnia e, agora, na Austrália.

Elevam a chatola da Greta às alturas da santidade, mas não desconfiam do providencial mutismo da pirralha ante esses dois sinistros.

São a favor das ‘exposições’ Queer, onde uma criança tocou o corpo de um homem nu, desde que não seja com seus filhotes.

São visceralmente hipócritas; sua indignação é sempre seletiva.

Adoram o maior ladrão da história do Brasil, e não se importam com o ‘legado’ do gatuno, desde que possam urrar: lulalivre!

Os fatos, as evidências, nada significam frente sua bovina adesão! Levará tempo! Infiltraram-se em todas as instituições!

Como carrapatos oportunistas-ideológicos!"



da Redação


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domingo, 5 de janeiro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA:Talento e Formosura - Catulo da Paixão Cearense



Talento e Formosura



Ligue o vídeo abaixo:





Tu podes bem guardar os dons da formosura
Que o tempo, um dia, há de implacável trucidar
Tu podes bem viver ufana da ventura
Que a natureza, cegamente, quis te dar


Prossegue embora em flóreas sendas, sempre ovante
De glórias cheia no teu sólio triunfante
Que antes que a morte vibre em ti funéreo golpe seu
A natureza irá roubando o que te deu

E quanto a mim, irei cantando o meu ideal de amor
Que é sempre novo no viçor da primavera
Na lira austera em que o Senhor me fez tão destro
Será meu estro só do que for imortal

Terei mais glória em conquistar com sentimento
Pensantes almas de varões e alto saber
E com amor e com pujança de talento
Fazer um bardo ternas lágrimas verter

Isso é mais nobre, mais sublime e edificante
Do que vencer um coração ignorante
Porque a beleza é só matéria e nada mais traduz
Mas o talento é só espírito e só luz

Tu podes bem sorrir das minhas desventuras
Pertenço à dor e gosto até de assim penar
Eu tenho n'alma um grande cofre de amarguras
Que é o meu tesouro e que ninguém pode roubar

Pois quando a dor me vem pedir alguma esmola
Eu lhe descerro as portas d'alma, que a consola
E dou-lhe as lágrimas que vão lhe mitigar o ardor
Que a inspiração dos versos meus só devo à dor

Descantarei na minha lira as obras-primas do Criador
O mago olor da flor desabrochando à luz do luar
O incenso d'água que nos olhos faz a mágoa rutilar
Uns olhos onde o amor tem seu altar

E o verde mar que se debruça n'alva areia a espumejar
E a noite que soluça e faz a Lua soluçar
E a estrela d'alva, a estrela Vésper languescente
Bastam somente para os bardos inspirar

Mas quando a morte conduzir-te à sepultura
O teu supremo orgulho a pó reduzirá
E após a morte profanar-te a formosura
Dos teus encantos mais ninguém se lembrará

Mas quando Deus fechar meus olhos sonhadores
Serei lembrado pelos bardos trovadores
Que os versos meus hão de, na lira, em magos tons, gemer
E eu, morto embora, nas canções hei de viver




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Catulo da Paixão Cearense

Nasceu no Maranhão e mudou-se para o Rio de Janeiro com a família aos 17 anos. Na capital, cedo travou contato com músicos do choro, como Anacleto de Medeiros e Sátiro Bilhar. É considerado um dos maiores poetas populares do Brasil, tendo escrito letra para músicas como Luar do Sertão, de João Pernabuco e Flor Amorosa, de Joaquim Callado.

Nascimento: Brasil, São Luis do Maranhão, 08/10/1863
Falecimento: Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 10/05/1946






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PALAVRA DA SALVAÇÃO (164)

Solenidade da Epifania do Senhor – Domingo, 05/01/2020

Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Evangelho:

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Bartolome Estevan Murillo

“Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2,10) 

O relato evangélico deste domingo é desconcertante: o Deus, escondido na fragilidade humana, não é encontrado pelos que vivem instalados no poder ou fechados na segurança religiosa. Ele se deixa revelar àqueles que, guiados por pequenas luzes, buscam incansavelmente uma esperança para o ser humano, na ternura e na pobreza da vida.

Para além da intencionalidade do evangelista Mateus, o texto contém um profundo simbolismo, carregado de sabedoria. Tudo começa com uma “estrela”. É a luz interior (intuição, insight) que desencadeia o processo de busca e nos põe a caminho. Pode aparecer de maneira inesperada, em qualquer momento e, com frequência, costuma surgir numa situação de crise que, ao remover nossos hábitos, faz com que nos abramos a uma dimensão mais profunda.

Estar a caminho de Belém é fazer a travessia em direção a nós mesmos. Ao buscar uma Criança na Gruta, buscamos nossa verdade mais profunda e original, a verdade interna da alegria e do amor, do sentida da vida, em meio a um mundo no qual a maioria só parece buscar coisas externas, afastando-se de si mesmos. A luz que aqui importa é a tua, a nossa, a minha, ou seja, a de Deus que ilumina o caminho da vida, que nos leva até Jesus e com Jesus nos leva ao Reinado do Pai, que é a plenitude de nossa própria vida.

Peregrinos somos todos, mas não em guerra de estrelas (star-wars) e sim em um caminho messiânico que leva ao ouro, incenso e mirra de Belém, que é o sinal da verdade da vida. Trata-se sempre da voz do desejo que nos habita, e que não é outra coisa que expressão de nossa verdadeira identidade que nos chama para “voltar à casa”. Com efeito, o caminho no qual o desejo nos introduz é o caminho da verdade; a estrela sempre conduz à verdade. E sabemos ou intuímos que a verdade vai nos desnudar de tudo aquilo que havíamos absolutizado. Por esse motivo, é importante que nos perguntemos se realmente buscamos a verdade..., ou nos conformamos com qualquer coisa que a substitua.

A estrela não tem outra finalidade que a de conduzir-nos à “casa”, nossa gruta interior. Mas, apenas iniciamos o caminho, aparecem as dificuldades: os apegos que não estamos dispostos a soltar, as formas de viver que se fizeram habituais, o medo do incômodo que toda mudança supõe, o susto diante do desconhecido... e, em último termo, a ignorância básica que nos faz acreditar naquilo que não somos e nos mantém acomodados na noite da insatisfação existencial.

Os Magos (sábios) do Oriente são símbolo do ser humano em sua busca de Deus, em seu desejo de infinito e plenitude. Esta é a “impressão digital” de artista que Deus deixou em todos nós: a saudade do divino, do sublime, do infinito, do pleno, do Outro.

A estrela simboliza a força dos desejos mais profundos do ser humano (no latim, a palavra desejo “de-sid-erium”, contém a raiz “sid”: sideral, firmamento, horizonte). Portanto, quem deseja transgride as estreitas fronteiras da vida e se deixa conduzir para além de si mesmo; quem não ativa os desejos profundos, limita-se a vegetar, a cercar-se de proteção, a buscar segurança... atrofiando a própria existência. Só os nobres desejos, presentes em nosso interior, alimentam o espírito de busca, acendem a criatividade e nos movem ao encontro do novo e do diferente.

Se levássemos a sério o movimento de “saída” dos Magos, muitas coisas poderiam mudar: o interior de nós mesmos, nosso entorno mais próximo, a estrutura social, as igrejas, as religiões, a ecologia... O “quê” da questão não está nos verbos senão no sujeito ativo que gera o ato de sair, buscar e encontrar. 

Como os Magos, precisamos ativar a capacidade de abrir a janela que nos conecta com a vida dos outros e nos permite continuar interessados, com paixão e com lucidez (para ter boas fontes de informação), por tudo aquilo que está ocorrendo em nosso convulsionado mundo. Visitar ambientes que talvez nunca tivemos ocasião de conhecer, sair de nossos espaços rotineiros e conhecidos, abrir-nos às surpresas da vida...

Os Magos perguntam àqueles que podem ajudá-los. Hoje precisamos dialogar com mais profundidade.

Todo ser humano é aventureiro por essência; com ardor, ele anseia por uma causa última pela qual viver, um valor supremo que unifique a multiplicidade caótica de suas vivências e experiências, um projeto que mereça sua entrega radical. Para dar sentido à sua vida e realizar-se como pessoa, o ser humano necessita da autotranscedência, isto é, viver para além de si mesmo, de seus impulsos, caprichos, interesses. 

Ele carrega dentro de si a sede do infinito, a criatividade, a capacidade de romper fronteiras, os sonhos, a luz... Portador de uma força que o arrasta para algo maior que ele, não se limita ao próprio mundo; traz uma aspiração profunda de ser pleno, de realização, de busca do “mais”... 

O desejo do encontro é força determinante para se manter acesa a chama da dinâmica da busca. É uma chama que se mantém acesa em proporção ao sentido e à grande importância de quem ou do que se busca. Vale a pena buscar o que é importante e encontrar Aquele que responde às razões mais profundas da busca.

Os Magos ensinam como devemos nos mobilizar para viver esse deslocamento (geográfico, interno, social...) para acolher intensamente a surpresa do encontro: caminham em busca, observam os sinais com atenção, desfrutam o trajeto com alegria, porque a alegria consiste em caminhar para o outro, entram no lugar onde Maria já oferece o ambiente aberto... É interessante notar este detalhe do texto do evangelho: “viram o menino com Maria, sua mãe” (v. 11); tudo indica que o tinham em frente, no centro, como o mais importante. Maria põe o Filho fácil de ser encontrado. Nem sequer perguntam por Ele, já o descobrem imediatamente. Não estabelecem diálogo com a mãe. Vão mudos e diretos ao objetivo. Podemos aqui intuir o regozijo de Maria, pois sua felicidade é que a humanidade descubra seu Filho como ela o descobriu. 

Uma vez dentro, os visitantes se prostram, se abaixam, reconhecem, identificam, adoram. Em seguida abrem seus cofres e oferecem seus presentes. O relato diz que os magos levaram ouro, incenso e mirra. A meta, para a qual aponta a voz do desejo, requer desapego e desprendimento de nossos “tesouros”. E isso só é possível quando compreendemos que aquilo à qual nos havíamos apegado se esvazia diante da verdade d’Aquele diante de quem estamos.

Procuremos, neste dia festivo, seguir os passos do processo de busca-encontro-manifestação que os Magos experimentaram. Eles buscavam o Rei dos judeus porque “viram sua estrela”, e o encontram em um menino, em casa, com sua mãe, Maria. Descobrem o divino no humano mais frágil. Este é o núcleo da mensagem do relato da Adoração dos Magos. O divino está no humano. Quanto mais humano mais divino.

Como os Magos, também nós somos buscadores de Deus. E, como eles, devemos nos perguntar: a quê Deus buscamos? Onde o encontraremos? Como é possível saber que de fato o encontramos? 

A Epifania consiste no encontro com Recém-nascido em Belém; o reconhecimento recíproco transforma os Magos em testemunhas vivas da Boa-Nova. Transformados, eles mesmos se tornam Boa-Nova e assim anunciam, em diálogo vivo, a Luz das nações.

Epifania é deter-nos a contemplar aquela Criança, o Mistério de Deus que se faz homem na humildade e na pobreza; mas é, sobretudo, acolher de novo em nós mesmos aquele Menino, que é Cristo Senhor, para viver de sua mesma vida, para fazer que seus sentimentos, seus pensamentos, suas ações, sejam nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações. Celebrar a Epifania é, portanto, manifestar a alegria, a novidade, a luz que o Nascimento de Jesus trouxe e que afeta toda a nossa existência, para sermos, também nós, portadores da alegria, da autêntica novidade, da luz de Deus aos outros.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12 
Na oração: Em sua aparente simplicidade, o relato dos Magos nos apresenta perguntas decisivas: diante de quem nos ajoelhamos? Como se chama o “deus” que adoramos no fundo de nosso ser? Como cristãos, adoramos o Menino de Belém? Colocamos a seus pés nossas riquezas? Estamos dispostos a escutar seu chamado para entrar na lógica do Reinado de Deus e sua justiça?

- O que os Magos despertam em nós, hoje?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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