A liberdade é o mais rico patrimônio de um povo. Nem sempre
nos damos conta disso. A liberdade é como a saúde só a valorizamos quando a
perdemos. A campanha eleitoral do próximo ano que extraoficialmente está nas
ruas, é mais um passo importante na caminhada do Brasil rumo ao futuro. Mas o
que é futuro? Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
divulgado dia 25/9 mostrou que a lei Maria da Penha não diminuiu a taxa de
mortalidade das mulheres por agressão no Brasil. O levantamento revela que a
proporção de feminicídio por 100 mil mulheres em 2011 (5,43) superou o patamar
em 2001 (5,41). A lei de agosto de 2006 criou uma série de medidas de proteção
e tornou mais rigorosa a punição contra a violência doméstica. É assustador o
IPEA estima que no período de 2001 a 2011 ocorreu mais de cinquenta mil
feminicídios no Brasil.
Quanto mais as “práticas democráticas” ocorrem, mas os cidadãos se aperfeiçoam
nas mesmas. A construção de uma boa política é, sobretudo zelar pela segurança
do cidadão e da cidadã. É o Estado oportunando a proteção a mulher de forma
coesa e determinando leis, leis e mulheres continuam sendo mortas e muitas
dessas mortes tiveram Boletim de Ocorrência e mesmo assim o poder público não
apura, não age é como o faz de conta. Que país do futuro é esse que silencie ou
até desconhece os feminicídios que estão aí registrados?
A educação pela primeira vez em quinze anos, a taxa de analfabetismo de
brasileiros com idade de quinze anos ou mais aumentou no país. Esse aumento
adiciona- se a outros indicadores-índice de analfabetos funcionais, falta de
trabalhadores qualificados, queda de produtividade.
Rui Barbosa quando foi candidato a Presidência da República no início do século
passado já reclamava do elevado número de analfabetos existente. Fique esperto,
cidadão. Se você deixar alguém lhe dizer o que fazer o tempo inteiro, da hora
de acordar à hora de dormir. Os distraídos talvez ainda não tenham percebido,
mas o Brasil não está sendo ‘o país das maravilhas” vemos um congresso falido,
a inoperância do governo, o desarranjo da infraestrutura, e há outros fatores
alguns crônicos como a escola que não ensina, os hospitais à deriva, a polícia
que não polícia, a justiça que não faz justiça.
Fomos ensinados a aceitar docilmente a corrupção. No período da primeira
república, coagido pelos coronéis ou em troca de favores, os eleitores
brasileiros abriram mão do direito de escolher nossos representantes. Nossa
memória política ainda guarda traumas do voto de cabresto. O embrião da
corrupção é concebido durante as campanhas eleitorais, quando o voto é muitas
vezes trocado por um pacote de alimentos ou por material de construção. Não é,
pois, de se estranhar que políticos que compram o voto de seus eleitores ajam a
favor de seus próprios interesses. Protegidos em nossos lares, nos indignamos
com as notícias que trazem à tona, mensalões, dossiês dos aloprados e outros
escândalos da mesma espécie. Mas continuamos em nossa zona de conforto,
Acostumados a pensar em política somente em época de campanha eleitoral.
Chamamos os políticos de corruptos, mas, ao mesmo tempo, estabelecemos um pacto
silencioso com a corrupção do nosso dia a dia. Por ser tão difundida na nossa
sociedade é impossível combatê-la. Assim, a toleramos das formas mais simples,
como ocupar uma vaga no estacionamento destinada ao idoso, burlar uma regra do
trânsito porque “ninguém está olhando.”
A solução para a problemática corrupção não se limita a aceitar que ela é um
câncer espalhado por nosso sistema e um traço de nossos políticos. Necessitamos
combatê-la, fiscalizando, cobrando, protestando é preciso usar a visão pois
esta, determina a atitude e atitude é ação.
Dia cinco de outubro a Constituição Federal faz vinte e cinco anos de sua
promulgação. É necessário que todos colaborem para o exercício da cidadania
isso é possível, pois democracia depende de instituições que imponham a
subordinação aos governantes à vontade do povo que o elegeu. A representação
popular, ao contrário do que se possa pensar, não delega a determinadas pessoas
o poder de interpretar os votos ou às aspirações da coletividade, mas o de ser
a sua vontade e a sua voz. É uma garantia de nossa carta cidadã.
Sobre o autor:
Agenilda Palmeira
Professora e Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).
Itabuna – Bahia.
Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo. Por quê?
A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e
diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade.
Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num
vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar
uma esmeralda!
O gênio da Igreja passando pelos povos alemães produz algo
único; passando pelo povo espanhol faz uma outra coisa inconfundível e
admirável, e depois mais aquilo e aquilo outro num outro povo, num outro
continente, numa outra raça.
No fundo é a Igreja iluminando, abençoando por toda parte. É Deus que na Sua
Igreja realiza maravilhas da festa de Natal.
Canta a liturgia : “Puer natus est nobis, et Filius datur
est nobis...”
“Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado.
“Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande
Conselho”.
“Cantai a Deus um cântico novo, porque fez maravilhas”.
Aquele Menino nos foi dado — e que Menino! Então, cantemos a
Deus um cântico novo.
O Natal do católico é sereno, cheio de significado, e ao mesmo tempo elevado
como o interior de uma igreja!
A vitalidade inesgotável da festa natalina é sobrenatural, produz na alma
católica uma paz profunda, uma sede insaciável de heroísmo, e um voltar-se
completamente para as coisas do Céu.
No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada
católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra
inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!
Porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra!
Chegou em
casa meio cansado, o cenário da rua era o mesmo de todo dia. “Boa tarde, dona Dos
Anjos”. Era a vizinha da frente que ficava todo dia sentada na ponta do passeio
quando a sombra chegava. Ele lembrava de coisas vagas, de pessoas. A chuva vai desabar
neste instante, pensou olhando para a barra escura formando-se para as bandas
do Sul; parecia que a noite chegava, mas a Ave Maria ainda estava longe. Destrancou
a porta e entrou, tudo turvo e quente; acendeu a lâmpada da sala e avistou, no
meio da mesa ao centro, um pedaço de papel branco com uma caneta ao lado; na
tira de papel estava escrito: Eliana; reconheceu, perfeitamente, a caligrafia
de Eliana , graúda, letras irregulares; embaixo, outra vez, agora garatujada ,
parecendo escrita às pressas. Não deixara nenhum pedaço de papel sobre a mesa,
nem caneta; sentiu uma sensação estranha e a primeira coisa que lembrou foi
dos pés de Eliana; pelo Natal do ano passado comprara para ela um par de
sandálias brancas número 34. Depois de um ano sumida, Eliana aparecia agora. Como
conseguiu entrar se a porta estava trancada?
O pedaço
de papel escrito seria qualquer papel antigo levado pelo vento para o centro da
mesa; e a caneta?
Sentia-se
confuso. O nome repetido teria sido escrito naquele instante, a tinta ainda
estava fresca – Eliana. A mesma caligrafia, em cima e embaixo; não era bonita, igual
a do ano passado: “Boas Festas e Feliz Ano Novo. Beijos” Se ainda tivesse
aquele cartão de Natal faria uma comparação entre ele e o escrito no pedaço de
papel; nem precisava isso, era uma cópia, a mesma coisa, até a irregularidade
das letras - umas, verticais; outras, inclinadas. Eliana escrevia sempre assim.
E a caneta ao lado do pedaço de papel? Não havia deixado nada disso sobre a
mesa. Eliana gostava de futucar pela geladeira, pelo armário, mas na geladeira
e no armário não havia nada fora do lugar, até uma lata com doce seco estava lá,
intacta como deixara. Eliana teria entrado às pressas. Por que não deixou uma
explicação? “Estive aqui, quero lhe ver!” Ou qualquer coisa assim, mesmo sem
desejar-lhe Boas Festas.
Queria
esquecê-la, passar o Natal sem recordá-la em nenhum momento. Mas agora, na
antevéspera, ela teria voltado para reviver momentos amargos e ditosos. Lembrou
das tardes de sol, tomando sorvete com ela no Jardim da igreja, olhava para os
pés pequenos de Eliana, para as pernas cruzadas cor de bronze, para o cabelo
voando pelo vento; da despedida cheio de tristeza. “Será que eu ainda me encontrava
em casa quando ela destrancou a porta?” Tornou a ler o nome de Eliana no pedaço
de papel, em cima e embaixo cópia fiel, as letras disformes; gostaria de ver Eliana
frente a frente. Ela teria ainda o mesmo sorriso? Certamente. Um ano não
mudaria o sorriso dela. Lembrava das sandálias brancas; pensou perguntar a
vizinha da frente se ela teria visto Eliana entrar, mas a vizinha não conhecia Eliana,
era novata na rua. Pelo menos informaria se alguém havia entrado. Como, se a
porta estava trancada e Eliana não tinha a chave? Lembrou novamente do pedaço de
papel, da caneta ao lado. “Eliana”, estava escrito duas vezes, letra autêntica,
inquestionável. Leu e releu, estava conferido. Ninguém mais que ele conhecia a
letra de Eliana, desde o tempo dos bilhetinhos; a tinta ainda estava fresca, não
se tratava, assim, de coisa antiga. Fez conjeturas, voltou a ler o nome escrito
duas vezes no pedaço de papel em cima da mesa, revivendo sentimentos, lembranças
renascendo, os pés de Eliana, as sandálias brancas número 34.
Ela teria
jogado o pedaço de papel por baixo da porta? “Impossível”. Por que estava lá
no centro da mesa, com uma caneta ao lado? Se soubesse onde Eliana se
encontrava seria capaz de procurá-la para uma explicação. E se fosse repelido por
ela! Eliana não é mal-educada e diria qualquer coisa, calma, mesmo sem um ar de
riso. Foi assim, assim; diria tudo a ela. As assinaturas pareciam dizer: “quero
voltar”, que ainda o lembrava com algum afeto. A letra era do próprio punho, nem
tinha dúvida. Repelia a ideia de uma reconciliação, mas gostaria de um esclarecimento.
A noite acabava de descer; foi deitar-se sem um pingo de sono, com o juízo sem
mudar de rumo. “Se Eliana batesse agora na porta?” Compraria um presente para
ela, de preferência umas sandálias brancas número 34.
Tudo isso
foi imaginação de João Lopes, menos a vizinha, era somente saudade de Eliana que
nunca desapareceu de sua cabeça, com mais força quando o Natal se aproxima.
(LINHAS INTERCALADAS – 2ª Edição 2004)
Ariston Caldas
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Ariston Caldas nasceu em Inhambupe, norte da
Bahia, em 15 de dezembro de 1923. Ainda menino, veio para o Sul do estado,
primeiro Uruçuca, depois Itabuna. Em 1970 se mudou para Salvador onde residiu
por 12 anos. Jornalista de profissão, Ariston trabalhou nos jornais A
Tarde, Tribuna da Bahia e Jornal da Bahia e fundou o periódico ‘Terra
Nossa’, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia; em
Itabuna foi redator da Folha do Cacau, Tribuna do Cacau, Diário de
Itabuna, dentre outros. Foi também diretor da Rádio Jornal.
O que realmente importa é o que você vai fazer agora. O
que você escolhe agora. Você pode manter o foco nas coisas ruins que já
lhe aconteceram ou mudar o foco. Quando as pessoas mantêm o foco no que
elas querem, o que elas não querem perde a força, o que você quer se expande e
o que você não quer desaparece.
Você é o criador da sua própria experiência. Você
gerencia seus próprios pensamentos que criam a sua realidade. Você pode
começar onde você está. Você pode começar a pensar e gerar dentro de si mesmo
um sentimento de harmonia, de felicidade e a resposta virá como você espera. A
partir de agora você passará a acreditar em outras coisas.
Acredite que há mais do que o suficiente para todos no
universo, Acredite que tudo dá certo para você e até mesmo que você
rejuvenesce. E você pode se libertar de padrões hereditários, códigos
culturais, crenças sociais e provar que o poder dentro de você é maior
que o poder que está no mundo.
Há algum limite para isso? Absolutamente não. Nós somos
seres ilimitados. Nós não temos limites. As capacidades, os talentos,
os dons e o poder que está dentro de cada indivíduo nesse planeta é
ilimitado. Você viverá em uma realidade diferente, e as pessoas olharão para
você e dirão: “O que você faz de diferente de mim?” A única coisa que é diferente
é que você tem a certeza do sucesso!
Mais de 130 atrações estão na programação do Natal
curitibano e o melhor: muitas delas gratuitas. Listamos abaixo algumas opções
de como aproveitar o Natal em Curitiba. Confira:
1. Coral do Palácio Avenida –
Bradesco
O tradicional coral que se apresenta nas janelas do
Palácio da Avenida desse ano já está acontecendo! Ele começou a se
apresentar no dia 6 de dezembro e segue cantando no dia 20, 21 e 22, sempre às
20h30.
Dentro do evento, você tem cadeiras para sentar-se,
banheiro, água e refrigerante. Para entrar, o valor é de R$35 a meia-entrada e
R$70 a inteira. Apenas serão permitidas 10 pessoas que não fizeram reserva nas
cadeiras e o evento. Mas, para os que não querem gastar, é possível ver toda a
atração através do Ed. Tijucas, de camarote.
Como já é de costume, as 100 crianças que vão cantar tem de 7
a 14 anos e são de colégios municipais de Curitiba e instituições de
acolhimento. A duração do espetáculo é de 45 minutos e o tema desse ano é
"As cores do Natal". Uma novidade é a interatividade com o público
através de um aplicativo de celular.
2. Feira especial de Natal na Praça
Osório
Divulgação/Valdecir Galor/SMCS
Decoração da Feira de Osório
Artesanato, enfeites e comidinhas típicas: a feira de
Osório está de volta, completamente em clima de Natal! Super tradicional,
essa feira tem 61 barracas com presépios, brinquedos, Papais Noéis,
bolsas e artigos de decoração.
Não só de compras é feita a Feira Especial de
Osório . Na praça, também foi instalada a Casa do Papai Noel, onde as
crianças poderão conversar com o velhinho e tirar fotos. Outro ponto
positivo é que receitas natalinas como panetones, chocotones e bombons
estão também nas bancas de artesanato gastronômico.
Várias regiões do Brasil e do mundo estão bem representadas
na feira: acarajés, bolinho de bacalhau, pierogi, empanadas chilenas e polpetas
são alguns dos pratos que darão um gostinho maior ao ambiente. A feira já está
aberta e permanece até o dia 23 de dezembro.
3. Casa do Papai Noel em São José
dos Pinhais
Reprodução/Divulgação/Paulo Szostak
Casa do Papai Noel, em São José dos
Pinhais
Para os que ainda não conheceram o Papai Noel, esse é o
momento ideal. A Casa do Papai Noel em São José dos Pinhais, região metropolitana
de Curitiba, é uma atração antiga, contando mais de 20 anos, mas esse ano terá
várias novidades. Um dos destaques vai para a decoração, em que foram
usadas mais de cem mil lâmpadas, incluindo um túnel todo iluminado para
recepcionar os visitantes.
Outros atrativos do local incluem apresentações teatrais e
de dança, assim como corais natalinos e muitas opções de comida e bebida na
praça de gastronomia, com os food trucks. O local dispõe ainda de uma feira de
artesanato e, para a alegria dos pequenos, neve artificial. Destacam-se
também o trenzinho de locomotiva e o teatro de bonecos, bem como os
musicais e a apresentação da orquestra de cordas do município.
Tudo isso ocorre de segunda-feira a domingo, das 18h às 22h,
e é possível ter acesso à programação completa no site da prefeitura de São
José dos Pinhais.
A atração foi aberta no dia 26 de novembro e fica até o dia
23 de dezembro, com um ingresso de R$8,00 a inteira, mas crianças e idosos não
pagam.
4. Natal nos Vinhos Durigan
Reprodução/TripAdvisor/XimuBH
Casa de Vinhos Durigan
Essa é uma ótima pedida para os amantes de vinhos e queijos.
A casa dos Vinhos Durigan existe desde 1873 e é parte do roteiro turístico da
região de Santa Felicidade. Essa área correspondia à uma antiga colônia composta
principalmente de italianos e os imigrantes são os donos do negócio. Nesta
época, tem decoração nataliana especial.
Rústica e acolhedora, a casa possui várias esculturas, uma
delas representando Baco (ou Dionísio), deus do vinho e dos prazeres. Além de
vinhos, sucos de uva sem conservantes nem açúcar também são oferecidos,
englobando aqueles que não ingerem álcool na programação. A venda de massas,
molhos, azeites, patês e geleias também acontece no ambiente, então se você
planeja fazer um jantar italiano, já pode levar os ingredientes.
5. Natal do Mercado
Municipal
Divulgação/Daniel Castellano/SMCS
Mercado Municipal em Curitiba
Pensando em toda a família, o Mercado Municipal de Curitiba
organizou atividades culturais para a época natalina: apresentações de corais e
de folclore estão incluídas, assim com a presença do Papai Noel, que pode
atender a todas as crianças.
Fora isso, oficinas temáticas para as crianças e
gastronômicas para os adultos englobam o passeio, ensinando pratos típicos de
Natal e garantindo que a ceia seja impecável. As oficinas para as crianças
incluem enfeites natalinos e cartinhas para o Noel. A Caça ao Tesouro também
integra um dos eventos especiais infantis.
O Mercado permanecerá aberto até mais tarde antes das comemorações,
das 8h às 19h a partir do dia 19/12. Nos dias 22 e 23/12, serão reduzidas duas
horas do horário normal (8h às 18h), ficando aberto apenas até às 16h.
Nos dias 15 e 22/12, ocorre o Sábado Alegria de Natal, que
acontece na praça do Setor de Orgânicos. Como é de costume, poderão ser
encontrados produtos como nozes, castanhas, peixes, queijos, salames, carnes,
vinhos e espumantes para agregar as celebrações, bem como as cestas de
presentes decoradas.
6. Cantata de Natal "Noite
da Esperança"
Divulgação
Cantata da Igreja Independente de Curitiba
Se você fica emocionado com o verdadeiro significado do
Natal, ou seja, o nascimento de Jesus, vai adorar essa atração. A Cantata
de Natal "Noite da Esperança" é um evento proporcionado pela 1ª
Igreja Independente de Curitiba, que fica no Lago da Ordem.
O espetáculo terá a presença de 50 vozes cantando músicas
natalinas sobre temas como promessa, alegria, esperança e celebração da vida.
Ele acontece no dia 16/12, das 19h às 21h e é totalmente gratuito. Para
alguma dúvida, o contato é: (41) 3223-3640.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +, de acordo com
São Mateus.
- Glória a você, Senhor.
João, que tinha ouvido falar das obras de Cristo na prisão,
enviou seus discípulos para dizer: "Você é o que vem ou devemos
esperar por outro?" Jesus respondeu: "Vá e conte a João o
que você ouve e vê:
os cegos veem e os coxos andam, os leprosos são limpos e os surdos ouvem,
os mortos ressuscitam e as Boas Novas são anunciadas aos pobres; E
bem-aventurado aquele que não encontra escândalo em mim! ” Quando
eles foram embora, Jesus começou a falar com João sobre o povo:” O que você saiu para ver no deserto? Uma
bengala sacudida pelo vento? O que você saiu para ver, se não? Um
homem elegantemente vestido? Não! Quem se veste com elegância está
nos palácios dos reis. Então, o que você fez? Ver um
profeta? Sim, eu lhe digo, e mais do que um profeta. Eis de
quem está escrito: Eis que eu envio o meu mensageiro diante de ti, que
preparará o teu caminho adiante. «Em verdade vos digo que ninguém maior
que João Batista surgiu entre os nascidos de mulher; no entanto, o menor
do Reino dos Céus é maior que ele.
“Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo” (Mt
11,4)
O evangelho de Mateus nos apresenta a chamada “prova
messiânica”. João Batista, a partir do cárcere, envia emissários para perguntar
a Jesus se é Ele o esperado ou se devem esperar um outro. Jesus não responde
com alguns argumentos teológicos, nem com citações bíblicas, ou com alguns
dogmas e doutrinas, mas remete os discípulos de João aos puros fatos, que podem
ser “vistos e ouvidos”: “os cegos veem, os paralíticos andam, os leprosos são
curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.
Estas “obras”, estas boas notícias, são a prova de
identidade do Messias; e deverão ser a prova de identidade dos seus seguidores.
Só quando nossa vida prolongar e atualizar estas mesmas obras, só quando formos
“boa notícia para os pobres” é que estaremos sendo seguidores(as) daquele
Messias. Por que Jesus fala de cegos, surdos, coxos, inválidos, leprosos..., e
muitos outros coletivos que continuam sendo marginalizados? O texto quer dizer
que a chegada do Reino terá ressonâncias vitais para todos, mas sobretudo para
os mais desfavorecidos, que tinham perdido a esperança; quer dizer que aquele
que acolhe o Reino, sairá da dinâmica da morte e entrará na dinâmica da vida.
É interessante que, entre os sinais da presença do Messias
não há referência a um só sinal “religioso”: nem culto, nem orações, nem
sacrifícios, nem doutrinas. Isto nos deve fazer pensar. Nós cristãos, com
frequência, nos esquecemos que, para Jesus, o primeiro é o ser humano, a
prioridade é a vida.
As “obras” que Jesus realizava, desconcertaram o Batista
porque este, em sua pregação junto ao Jordão, o que na realidade anunciava era
a chegada de um Messias ameaçante e justiceiro. João Batista, portanto, falava
à multidão da “perdição eterna”, na linha do juízo mais severo. Por isso, o
Messias viria a este mundo para remediar o problema do “pecado”.
Ainda hoje na Igreja, em muitos ambientes mais fechados e
conservadores, prevalece a figura de João Batista, com julgamentos, medos e
ameaça do juízo final. Com isso, a religião e suas observâncias deixam de ser
fonte de esperança e nos distanciam do compromisso com os “últimos e
excluídos”. Jesus corrige João. Ele não veio para impôr medo e anunciar ameaças
aos pecadores e às pessoas “perdidas”. Ele veio a este mundo para aliviar o
“sofrimento humano”, para incluir quem estava excluído, para ativar a dignidade
dos mais carentes, para abrir um horizonte de esperança a todos...
Dito isto, com facilidade compreendemos onde, em quê e como
encontramos e vivemos o centro mesmo do Evangelho. O decisivo e determinante,
na Igreja e na vida cristã, não é a doutrina, nem as práticas religiosas que
alimentam a culpa doentia, nem o legalismo estéril, nem o ritualismo que afasta
da vida... Há algo que é mais simples, mais claro e que está ao alcance de
todos, a saber: o central e determinante da vida cristã é o compromisso contra
todo tipo de sofrimento e contra tudo aquilo que exclui e gera desumanização.
Dito de outra maneira: seguir Jesus é contagiar vida plena e
felicidade aos outros. Tanto mais, quanto mais limitadas e desamparadas são as
pessoas com as quais convivemos. Somente o “projeto com vida”, que Jesus traçou
em seu Evangelho, é a luz e a esperança que tanto aspiramos.
O Advento nos revela que a mística cristã é uma mística de
olhos e ouvidos compassivamente abertos. Temos de aguçar a vista e afinar os
ouvidos para sermos capazes de contemplar as obras de Deus em favor da vida,
que se visibilizam na história da humanidade, sobretudo entre os mais pobres e
excluídos.
Este tempo que vivemos e este lugar no qual estamos imersos,
requer de nós novos olhos e novos ouvidos para facilitar a convivência, a
transformação social e aceitar a nova visão da existência humana. É preciso
sair dos sentidos estreitos, autorreferentes e centrados em nós mesmos..., para
os sentidos contemplativos, oblativos, capazes de nos deixar impactar pela
realidade e entrar em sintonia com ela, vibrando e nos alegrando com as surpresas
que daí brotam.
O tempo do Advento chega ao mais profundo, transforma nosso
coração e nossos sentidos, e nos leva a um mundo novo de possibilidades
inéditas, descobre e revela o melhor em cada um de nós. Quem se unifica e se
dilata em seus sentidos, encontra seu verdadeiro rosto, porque a beleza do
rosto é “epifania da pessoa”. O verdadeiro rosto deixa transparecer o coração
quando este é carregado de compaixão. O olhar de Jesus é reflexo do olhar do
Pai, pois Ele se fixa sobretudo nas pessoas concretas e, com particular
atenção, nos mais pobres e necessitados, aqueles que eram “invisíveis” para a
sociedade de seu tempo: os enfermos, as viúvas, as crianças, o estrangeiro...
Estamos vivendo um tempo litúrgico privilegiado onde o trato
íntimo com o Senhor nos transforma, nos inspira a assumir suas atitudes
profundas e a “cristificar nossos sentidos”, para segui-Lo em sua encarnação no
nosso mundo. Através dos nossos sentidos, o modo de ser e de agir de
Jesus entra em nossa intimidade e, por meio deles respondemos também à
realidade de um modo novo.
A contemplação do mundo da dor e das sombras de nossa
realidade implica uma compreensão responsável que olha, escuta, sente, se
encarna e se encarrega das realidades de sofrimento. É uma contemplação que nos
enraíza na realidade da exclusão para descobrir como o rosto ferido e
maltratado de nosso Deus se transforma em narrações de resistência e esperança
para seu povo.
O tempo do Advento também deixa transparecer um grande
obstáculo, que acaba reforçando o impulso possessivo dos nossos sentidos:
vivemos numa cultura de imagens artificiais, não escolhidas, arremessadas
contra nós, com fins mercantilistas. Nossos olhos e ouvidos estão saturados,
nossas retinas estão fatigadas, nossos tímpanos perderam sua vibração. Estar
submetidos a tal impacto, visual e sonoro, nos faz perder a inocência, ou seja,
a capacidade de estar simplesmente numa atitude receptiva e de acolhida; também
esvazia a contemplação desinteressada e distendida, aquela que nos dispõe para
sentir e captar a presença divina na realidade e nas pessoas.
Nossos sentidos estão se tornando filhos da necessidade ou
do interesse, esvaziando-se de toda gratuidade e atitude receptiva. Sentidos
petrificados e possessivos acabam por bloquear também o nosso interior. Dos
sentidos petrificados brotam atitudes de julgamento, de intolerância, de
violência, de preconceito..., nos distanciando daqueles que são “os preferidos
de Deus”.
Nossa civilização, que já ultrapassou a era do trabalho
escravo, ainda está na era dos “sentidos escravos”.
Estão comercializando com nossas pupilas e nossos tímpanos;
nas publicidades comerciais, temos os olhos e ouvidos vendidos e não levamos
nenhuma “comissãozinha”. Só os sentidos contemplativos deixam de ser
possessivos e devoradores, para se tornarem oblativos e abertos; e, quando são
oblativos, eles nos unificam por dentro e nos movem a viver em profunda
sintonia com a realidade, carregada de presenças.
O Advento é oportunidade única para recuperar a capacidade
do assombro e da admiração, e assim, viver os sentidos de maneira agradecida,
gerando comunhão. E a conversão começa pelos sentidos.
Texto bíblico: Mt 11,2-11
Na oração: Através dos “sentidos cristificados” alcançamos
uma forma de olhar, escutar, sentir, apalpar, saborear... que nos abre à
percepção da Presença divina e à revelação do sacramento do irmão.
- quê novos sinais e vozes você está captando no seu
interior e na sua realidade cotidiana, manifestação da surpreendente ação de
Deus em favor da vida?
- de quê maneira você prolonga as “obras” de Jesus no seu
ambiente?