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sábado, 7 de dezembro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA - Fagundes Varela: Juvenília


Juvenília I

Lembras-te, Iná, dessas noites
Cheias de doce harmonia,
Quando a floresta gemia
Do vento aos brandos açoites?


Quando as estrelas sorriam,
Quando as campinas tremiam
Nas dobras de úmido véu?
E nossas almas unidas
Estreitavam-se, sentidas,
Ao langor daquele céu?


Lembras-te, Iná? Belo e mago,
Da névoa por entre o manto,
Erguia-se ao longe o canto
Dos pescadores do lago.


Os regatos soluçavam,
Os pinheiros murmuravam
No viso das cordilheiras,
E a brisa lenta e tardia
O chão relvoso cobria
Das flores das trepadeiras.


Lembras-te, Iná? Eras bela,
Ainda no albor da vida,
Tinhas a fronte cingida
De uma inocente capela.


Teu seio era como a lira
Que chora, canta e suspira
Ao roçar de leve aragem;
Teus sonhos eram suaves
Como o gorjeio das aves
Por entre a escura folhagem.


* * *

Que é feito agora de tudo?
De tanta ilusão querida?
A selva não tem mais vida,
O lar é deserto e mudo!


Onde foste, ó pomba errante?
Bela estrela cintilante
Que apontavas o porvir?
Dormes acaso no fundo
Do abismo tredo e profundo,
Minha pérola de Ofir?


Ah! Iná! por toda parte
Que teu espírito esteja,
Minh’alma que te deseja
Não cessará de buscar-te!


Irei às nuvens serenas,
Vestindo as ligeiras penas
Do mais ligeiro condor;
Irei ao pego espumante,
Como da Ásia o possante,
Soberbo mergulhador!


Irei à pátria das fadas
E dos silfos errabundos,
Irei aos antros profundos
Das montanhas encantadas;


Se depois de imensas dores,
No seio ardente de amores
Eu não puder apertar-te,
Quebrando a dura barreira
Deste mundo de poeira,
Talvez, Iná, hei de achar-te!




Fagundes Varela
(Luís Nicolau Fagundes Varela), poeta, nasceu em São João Marcos, atualmente Rio Claro, RJ, em 17 de agosto de 1841, e faleceu em Niterói, RJ, em 17 de fevereiro de 1875. É o patrono da cadeira n. 11, por escolha do fundador Lúcio de Mendonça. Era filho do Dr. Emiliano Fagundes Varela e de Emília de Andrade, ambos de famílias fluminenses bem situadas. Passou a infância na fazenda natal e na vila de São João Marcos, de que o pai era juiz. Depois, residiu em vários locais. Primeiro em Catalão Goiás, para onde o magistrado fora transferido em 1851 e onde Fagundes Varela teria conhecido o juiz municipal Bernardo Guimarães. De volta à terra natal, residiu em Angra dos Reis e Petrópolis, onde fez os estudos do primário e secundário. Em 1859, foi terminar os preparatórios em São Paulo. Só em 1862 matricula-se na Faculdade de Direito, que nunca terminou, preferindo a literatura e dissipando-se na boêmia. Em 1861, publicara o primeiro livro de poesias, Noturnas.


(Fonte: ABL)
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O SILENCIO – Paulo Roberto Gaefke



Aprende com o silêncio
a respeitar o Teu EU.

 A valorizar 
o ser humano que ÉS... 

A respeitar o Templo 
que é o Teu corpo 

e o santuário 
que é a Tua vida.



Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos. Aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua. Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim. Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo... Complete a sua tarefa.

Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu. Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares.

Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo e o santuário que é a sua vida. Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar.

E em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que
VOCÊ É ESPECIAL.



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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

VOZ QUE ALERTA – Eugenio Trujillo Villegas


2 de dezembro de 2019
Líderes guerrilheiros das Farc que romperam o “processo de paz” e voltaram às armas

Os resultados das eleições realizadas na Colômbia em 27 de outubro passado representam uma voz de alerta a ser considerada com a máxima urgência

Eugenio Trujillo Villegas*

Se a Colômbia decidir ignorar os sinais de alarme disparados, com evidente e ruidoso estrondo, nas últimas eleições, poderemos dizer que o nosso destino já está escrito; que dias de grande turbulência estão se aproximando; e que os inimigos do país darão o golpe final para destruir a nação. Se não nos prepararmos para evitá-lo, haverá dias de agitação social, de caos político e econômico, que inevitavelmente trarão o colapso da ordem legal e institucional.

No pleito que elegeu o presidente Ivan Duque, há um ano e meio, a esquerda encabeçada pelo ex-guerrilheiro Gustavo Petro, com surpresa para todos, conquistou oito milhões de votos, contra os pouco mais de dez milhões que elegeram o Presidente. É claro que os votos de Petro não eram pessoais nem são endossados ​​por qualquer candidatura presidencial de extrema-esquerda no futuro, mas foram indicadores de um grande descontentamento, depois de oito anos de um governo corrupto, apoiador das FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia) e do tráfico de drogas, como foi o de Juan Manuel Santos.

A conclusão óbvia, que está na boca de todos, é a de que se o atual governo não fizer bem as coisas — isto é, se não resolver urgente e efetivamente os grandes problemas do país — o próximo governo a ser eleito em 2022 será de extrema-esquerda.

Pois bem, transcorrida uma terça parte da atual gestão, os indicadores apresentam uma imagem sombria: as prefeituras das principais cidades, como Bogotá, Medellín e Cali, foram conquistadas por candidatos de extrema-esquerda; as principais províncias também foram ganhas pela oposição; o partido do presidente Duque foi humilhado, pois seus candidatos, alguns deles muito mal escolhidos, estiveram longe dos vencedores.

A essa situação, em si mesma da maior gravidade, acrescenta-se como componente explosivo muito importante a erupção anarquista surgida em várias nações vizinhas, visando destruí-las por meio da mais espetacular agressão ideológica e política acontecida desde a queda do Muro de Berlim, há 30 anos.

O Chile, o Equador e o Peru foram submetidos ao vandalismo mais radical, articulado por minorias anarquistas ideologizadas, dirigidas pelo Fórum de São Paulo e acionadas por terroristas da Venezuela e de Cuba, que comandam os agitadores locais e demonstraram enorme capacidade de destruição. Para resumir, basta lembrar as declarações de Diosdado Cabello, o sátrapa venezuelano, que alegou tratar-se de “pequena brisa bolivariana”, que esses comunistas pretendem transformar em um verdadeiro “furacão”.

O Pres. Duque deixa a nação à deriva ante o ressurgimento de níveis alarmantes de insegurança

O próximo objetivo de tal “furacão” é a Colômbia. Sobre isso, não podemos ter a menor dúvida. Desde o início do processo de paz conduzido pelo ex-presidente Santos as FARC não renunciaram à luta armada, ao tráfico de drogas nem ao terrorismo. É evidente que, com a chamada dissidência, toda a estrutura criminosa das FARC está intacta, pronta para agir e para tentar tomar o poder — em aliança com os cartéis de drogas, que são as próprias FARC com outros nomes — e assim dar o golpe definitivo para dominar e destruir a Colômbia.

No entanto, há algo que preocupa ainda mais. Os colombianos conviveram durante décadas com o fantasma do comunismo, o qual ameaçava tomar o poder, mas nunca o alcançou porque uma forte resistência na opinião pública impediu o seu avanço. No entanto, as recentes eleições indicam que, diante do perigo que nos espreita, nosso Presidente, seus ministros e funcionários mais importantes nada parecem notar, deixando a nação à deriva ante o ressurgimento de níveis alarmantes de insegurança, perigo e ansiedade.

Esse resultado eleitoral denuncia fundamentalmente que as pessoas não veem no Presidente a capacidade para enfrentar os problemas que surgem em nosso caminho. No entanto, é claro que ele tem capacidade para fazer a coisa certa, se quiser. Muitas coisas foram alcançadas em matéria de combate à corrupção, transparência na administração do Estado, correção de situações muito graves deixadas por Santos, em seu desvario para entregar a nação colombiana às FARC. Mas isso não basta.

Cumpre encarar o perigo com antecedência e enfrentá-lo de forma decisiva, escolhendo para isso as pessoas certas, que sabem com que tipo de inimigo nós estamos lidando. Não basta que existam boas intenções, boas ideias e bons burocratas nas posições mais importantes do governo, onde se traçam as diretrizes e se estabelece o caminho a seguir, pois o que estamos prestes a ter diante de nós é uma horda infernal para destruir o que alcançamos em séculos de progresso.

Esse é o desafio! Esse é o Presidente de que precisamos a partir de agora. Os erros do passado devem ser corrigidos; mas, acima de tudo, o governo e os colombianos devem entender que estaremos sujeitos a uma avalanche marxista desejosa de nos destruir, sob o mentiroso pretexto de buscar a paz e a equidade social. E se não fizermos nada, eles nos destruirão! Mas se nos prepararmos para o próximo ataque, certamente seremos vitoriosos.

O que toda a Colômbia deve ter bem claro é que, queimando e destruindo infraestrutura de transporte público, igrejas, shopping centers, e semeando terror nas ruas, como está acontecendo agora no Chile, nós não acabaremos com a pobreza nem melhoraremos o nível de vida de ninguém. Este é um golpe de Estado articulado pela extrema-esquerda latino-americana, para impor regimes totalitários em todas as nações, no estilo mais autêntico de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

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* Diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción.
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 828, Dezembro/2019.



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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

NATAL — AOS PROPRIETÁRIOS DE ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS


1 de dezembro de 2019

Iniciando o mês natalino, vem a propósito a reprodução de uma carta muita antiga, mas de suma importância para os presentes dias. A missiva é datada de quase 80 anos atrás. Ela foi endereçada por Plinio Corrêa de Oliveira aos comerciantes a fim de incentivá-los a, no mês de dezembro, aproveitar suas vitrines para prestar homenagem — assim como uma manifestação de gratidão — ao Menino-Deus que veio à Terra para salvar o gênero humano. Sugestão que vale, evidentemente, para todos os pais e mães fazerem o mesmo em seus lares.


São Paulo, 5 de Dezembro de 1940
Prezado Sr.,

Aproximando-se agora as festas de Natal e de Ano Bom, todos os estabelecimentos comerciais da Cidade se aprestam a ampliar seus estoques, suas instalações e aperfeiçoar as exposições em suas vitrines, a fim de atender à imensa quantidade dos compradores que, por ocasião da festa do Menino Deus, querem proporcionar ao ambiente doméstico aquela fartura, aquela alegria e aquela serenidade própria das reuniões familiares felizes.

Entre estas famílias, que contam assim passar aos pés do Salvador algumas horas de tranquila satisfação, está certamente a sua. Para todos, a vida traz, ao par de alegrias reais, também incontestáveis dissabores. Não há uma única família que, fazendo junto à arvore de Natal ou ao Presépio a recordação dos fatos ocorridos durante o ano, não tenha a registrar satisfações verdadeiras e tristezas incontestáveis. E não há uma família que não se lembre de agradecer ao Menino Jesus os favores recebidos e de Lhe pedir a conservação das graças obtidas e a mitigação das dores e dos revezes ocorridos.

Quanta esperança não brilha com luz mais viva, diante da lembrança desse Salvador benigno e misericordioso, vindo ao mundo para redimir os homens! Quanta lágrima não se suaviza diante da convicção de que um Deus Bom, que governa todos os acontecimentos, sabe tirar o bem do mal e transformar em alegrias terrenas ou eternas os sofrimentos que são inseparáveis de toda a existência humana!

Tudo isto, o Sr. recebe de Deus, ou espera de Deus.

Mas… o que faz o Sr. por Deus?

Aproxima-se o Santo Natal. Todos se preparam para a grande festa da Catolicidade. Qual o concurso que o Sr. vai dar a essa festa? Permitirá que seus empregados lhe arranjem vitrines que, aos inúmeros transeuntes, não deem uma única ideia de Deus? Permitirá que, sob o pretexto de lucros mais fáceis do que lícitos, suas vitrines exibam modelos que constituem um repudio de todos os princípios que a festa de Natal santifica?

Porque, em lugar de vitrines que nada tem a ver com o Natal, e que traduzem apenas o desejo de vender, não organiza o Sr., além de vitrines que exponham artigos lícitos, também uma vitrine com um belo presépio, ou com qualquer disposição que lembre o Santo Natal? Porque não prestar em sua própria casa de comércio, que é o campo de sua atividade, o terreno de uma grande luta, o meio de sustento de sua família, uma homenagem a Quem deu aos homens, fazendo-se Homem, uma prova suprema de Seu amor?
Preste a Deus esta homenagem: exclua de suas vitrines todos os objetos ou artigos contrários aos princípios cristãos, e coloque em alguma delas uma bela homenagem ao Menino Deus.
Será, antes de tudo e sobretudo, um preito de adoração a Deus. Mas será também, para si, para sua família, para seus trabalhos, uma benção que frutificará neste mundo, para a eternidade.

Ação Católica Brasileira
Junta Arquidiocesana de São Paulo
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Obs.: Esta missiva é do período em que o Prof. Plinio desempenhava o cargo de Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo, cfr. Minha vida pública, Parte V, Cap. I, item 3.

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No vídeo, um presépio montado na vitrine de um estabelecimento público na pitoresca cidade italiana de Genazzano — rica em tradições, essa cidade medieval (cerca de 45 kms de Roma) teve a honra de receber a milagrosa pintura de Nossa Senhora do Bom Conselho (1467).




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PERDOAR E EVOLUIR


Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei agora alguns momentos para “PERDOAR”. A partir deste momento, eu perdoo todas as pessoas que, de alguma forma, me ofenderam, me machucaram ou me causaram alguma dificuldade desnecessária. Perdoo sinceramente quem me rejeitou, me entristeceu, me abandonou, me humilhou, me amedrontou ou me iludiu. Perdoo, especialmente, quem me provocou, até que eu perdesse a paciência e acabasse reagindo agressivamente, para depois me fazer sentir vergonha, culpa, ou simplesmente, sentir inoportuno.

Reconheço que também fui responsável por estas situações, pois muitas vezes confiei em indivíduos negativos, escolhi usar mal minha inteligência e permiti que descarregassem sobre mim suas amarguras, suas histórias, seus traumas e seu mau humor. Por tempo demais suportei tratamento indigno, humilhações, medo, grosserias e desamor, perdendo muito tempo e energia, na tentativa de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas. Agora, me sinto livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com pessoas e ambientes que me diminuem e, principalmente, destas pessoas que se sentem incomodadas com a minha presença e a minha luz.

Iniciei, agora, uma nova etapa na minha vida em companhia de gente mais positiva, cheia de boas intenções, gente amiga, que se preocupa em ser saudável, alegre, próspera e iluminada. Gente preocupada em melhorar a qualidade de vida não só a nossa, mas de todo o planeta. Queremos compartilhar sentimentos nobres, aprendendo uns com os outros e nos ajudando mutuamente, enquanto trabalhamos pelo nosso progresso material e nossa evolução espiritual sempre procurando difundir nossas ideias de unidade, de paz e de amor. Procurarei valorizar sempre todas as conquistas que fiz e o amor que tenho em mim, evitando todas queixas desnecessárias, que me seguram nesta frequência, de onde já consegui sair.

Se, por um acaso, eu tornar a pensar nestas pessoas com quem ainda tenho dificuldade de convivência, lembrarei que elas todas já estão perdoadas. Embora eu não me sinta na obrigação de trazê-las novamente para minha intimidade, eu o farei, se elas demonstrarem interesse em entrar em sintonia. Agradeço pelas dificuldades que elas me causaram, pois isso me desafiou que me ajudou a evoluir do nível humano comum, a um nível de maior amor e compaixão, maior consciência, em que procuro viver hoje. Quando eu tornar a lembrar destas pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas qualidades e liberá-las, pedindo ao Criador que também as perdoe, evitando que elas sofram pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em outras.

Também compreendo as pessoas que rejeitaram meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito de cada um, não poder ou não querer corresponder ao meu amor. Fazer uma pausa e respirar profundamente por algumas vezes para acumular energia... Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma consciente ou inconsciente, magoei, prejudiquei ou fiz sofrer. Analisando o que fiz ao longo da minha vida, sei que minhas intenções foram boas, embora nem sempre tenha acertado e que, estas coisas que fiz de bom, são suficientes para resgatar a dor do meu aprendizado, ainda deixando um saldo positivo ao meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência e, de cabeça erguida, respiro profundamente... prendo o ar... E me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Ser Superior. Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido. Agora, dirijo uma mensagem de fé, pedindo orientação, proteção e ajuda para a realização, de um modo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual estou trabalhando com dedicação e amor e que será, com certeza, para o bem maior de todos os envolvidos.

Também peço que minha fé seja firme e que eu possa, cada vez mais, tornar-me um canal, uma conexão permanente com a Luz Divina desenvolvendo todos os potenciais que possam facilitar esta comunicação. Que eu perceba todas as respostas às minhas perguntas e dúvidas, reconhecendo os sinais claros que estiver recebendo, sempre com a proteção e o amparo de Deus. Tudo farei sempre em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador Eterno e Infinito que sinto como único poder real, atuante...  Dentro e fora de mim.

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(Autor não mencionado)

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

AS LIÇÕES DE HARARI - Arnaldo Niskier


Para uma plateia entusiasmada de duas mil pessoas, o historiador israelense Yuval Noah Harari falou durante quase duas horas, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, arrancando demorados aplausos. Abordou suas experiências acadêmicas com o trato dos algoritmos modernos, passou pela educação (citando o exemplo da China) e chegou à importância da meditação, segundo ele uma ferramenta que serve para observar a mente de forma direta, um instrumento precioso para enfrentarmos as mudanças contínuas da humanidade.”

“A meditação nunca entrou em conflito com a pesquisa científica. Não se deve confundir a mente com o cérebro, pois são coisas muito distintas. O cérebro é uma rede material feita de neurônios, sinapses e substâncias bioquímicas. Já a mente é um fluxo de experiências subjetivas, como a dor, o prazer, a raiva e o amor. A clareza do autoconhecimento é essencial para o controle efetivo da própria vida, numa era em que a maioria das decisões sobre nós será tomada por algoritmos” – disse o cientista, autor do livro “21 lições para o século 21”. O evento carioca foi promovido pelo Projeto Ler, com o apoio, entre outras instituições, das Secretarias de Estado e Municipal de Educação do Rio de Janeiro, além do SESC.

Harari ganhou notoriedade internacional ao trazer à tona reflexões mais aprofundadas sobre os problemas enfrentados pelas quebras de paradigmas da contemporaneidade. Voltando dois milhões de anos no tempo, o historiador sabra explicou que, no início, o ser humano se agrupava em torno de pouquíssimas pessoas, evoluindo, em seguida, para tribos e aldeias, onde todos se conheciam, só chegando ao surgimento das primeiras nações há cerca de cinco mil anos. Neste sentido, o conceito de “nacionalismo” se tornou necessário. Alertou sobre a relevância de debatermos as características da cidadania globalizada, balanceando os interesses nacionais com as regras globais. Só assim seremos capazes de impedir as forças destrutivas que ameaçam o planeta. No final, afirmou que não se pode adivinhar como será o ano de 2050: “Só tenho uma certeza: 50 pessoas juntas valem mais do que 500 separadas”. Fez, ainda, um alerta à plateia atenta: “Devemos compreender a nossa mente antes que os algoritmos assumam a tarefa por nós.” Tem toda razão.

Tribuna do Sertão,18/11/2019


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Arnaldo Niskier - Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da ABL, eleito em 22 de março de 1984, na sucessão de Peregrino Júnior e recebido em 17 de setembro de 1984 pela acadêmica Rachel de Queiroz. Recebeu os acadêmicos Murilo Melo Filho, Carlos Heitor Cony e Paulo Coelho. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 1998 e 1999.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

“NA VARANDA, COM GILBERTO FREYRE” É O TEMA DA PALESTRA DE ENCERRAMENTO DE 2019 COM A PARTICIPAÇÃO DO ACADÊMICO JOAQUIM FALCÃO


A Academia Brasileira de Letras encerra seu Ciclo de Conferências de 2019 cujo tema é Na Varanda, com Gilberto Freyre e a coordenação geral da Acadêmica e escritora Ana Maria Machado. O Acadêmico e escritor Joaquim Falcão será o palestrante. O evento será realizado no dia 5 de dezembro, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson, 203 – Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.
 Os Ciclos de Conferências, com transmissão ao vivo pelo portal da ABL, têm o patrocínio da Light.
 Serão fornecidos certificados de frequência.
 O Acadêmico
Joaquim Falcão é professor titular de Direito Constitucional da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas. Mestre e Doutor por Harvard e Universidade de Genebra. Foi membro do Conselho Nacional de Justiça, da Comissão de Estudos Constitucionais Afonso Arinos. Ex-Presidente da Fundação Nacional Pró-Memória e ex-Secretário-Geral da Fundação Roberto Marinho. Criador do Telecurso 2000, Globo Ecologia e da TV Futura. Autor de livros na área de Direito e Cultura.
 Leitura complementar
Biblioteca Rodolfo Garcia disponibiliza seu acervo para pequisa e leitura de obras relacionadas ao tema desta conferência, como "O imperador das idéias : Gilberto Freyre em questão""Casa-grande & senzala : formação da familia brasileira sob o regime da economia patriarcal" e "Sobrados e mucambos : decadencia do patriarchado rural no Brasil".
Para consultar mais materiais como os citados, acesse o link abaixo e visite os "Levantamentos bibliográficos" realizados para este evento.
 28/11/2019


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