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sexta-feira, 5 de abril de 2019

O SANTO REMÉDIO - Sebastião Gonçalves Leite


Em todo processo de enfermidade o doente é sempre o Espírito devedor em tratamento, para a cura da alma. Pois a doença se apresenta no corpo físico devido quase sempre a transgressões das Leis Divina e Natural. Isto ocorre pelo afastamento do Espírito destas leis. Quanto mais o Espírito das Leis Divinas se afasta, mais ele sofre, em decorrência das enfermidades que o atingem.

Neste cenário de dor, surge como esperança maior à cura da alma, como bênção de Deus, para com seus filhos, através do remédio eficaz: a Caridade. Remédio este que renova e tonifica a alma, permite a troca energética do corpo e da alma, no corpo e fora dele. É realmente um Santo Remédio esta substância chamada Caridade. Que está ao alcance de todos – encarnados ou não.

De solução e aplicação fáceis, pode ser administrado em dosagem homeopática ou para os casos mais graves de enfermidade da alma, em tratamento de choque, nos processos acelerados de cura.

Este Santo Remédio traz, ao final do processo de tratamento, a cura da alma e do corpo de forma definitiva para o ser.

Este medicamento é muito requisitado e é encontrado em todos os cantos da Terra. Como também é utilizado como tônico da vida, do corpo e da alma, garantindo a felicidade dos seres.

Dizem os mais entendidos que a composição deste milagroso medicamento é de noventa e nove por cento de Amor e um por cento de ação terapêutica, pela ação dos seres envolvidos em sua aplicação.

Que remédio bom este Santo Remédio! Vale lembrar que não é encontrado em farmácias e drogarias e que também não tem custo para o enfermo nem para o doador.

O laboratório que detém sua patente é o Laboratório Divino, que o libera por ação da Providência Divina.

Cá entre nós, Santo Remédio este chamado Caridade, e é de graça mesmo. Como também não tem contraindicação no tratamento das enfermidades.

Sebastião Gonçalves Leite



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SÃO FRANCISCO DE FÁTIMA — UMA SEMENTE PARA O REINO DE MARIA - Marcos Luiz Garcia


5 de abril de 2019
 Marcos Luiz Garcia

Tudo parece indicar que a razão principal das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, foi proclamar o triunfo do seu Imaculado Coração. Deus, nos seus desígnios, teria permitido que Ela viesse à Terra para anunciar a fundação de uma civilização cuja catolicidade, fervor e beleza será superior à que nasceu na época medieval após a conversão dos povos bárbaros.

Com efeito, uma era toda marial, o Reino de Maria, foi assegurada aos homens pelo próprio Deus, no ato da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, quando afirmou que o demônio teria sua cabeça esmagada pela Santíssima Virgem. O início dessa nova Idade Média da fé foi também profetizado por São Luís Maria Grignion de Montfort no seu célebre Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Essa época viria com a conversão da humanidade, operada por Nossa Senhora. Mas para isso é necessário atender devidamente os pedidos feitos por Ela na Cova da Iria, e posteriormente à Irmã Lúcia, no convento das Doroteias em Tuy (Espanha). Quais eram esses pedidos? Que os católicos rezem diariamente o Terço; que mudem de vida e se penitenciem dos seus pecados; e que façam a comunhão reparadora nos primeiros sábados de cinco meses seguidos.

Houve ainda um pedido endereçado ao Papa, para que ele, em união com todos os Bispos do mundo, consagrasse a Rússia (o nome desse país foi mencionado explicitamente) ao Imaculado Coração de Maria. Atendidos esses pedidos, Nossa Senhora prometia não apenas a conversão dos homens, mas também a conversão da Rússia, trazendo-a de volta para o seio da Igreja Católica e destruindo o comunismo que seria ali implantado dentro de alguns meses.

Inteira correspondência de Francisco

Estes antecedentes lançam luz sobre a santidade de São Francisco de Fátima, cujo centenário da entrada no Céu se comemora no dia 4 de abril deste ano. Já preparado espiritualmente pelo Anjo de Portugal, no ano de 1916, ele preenchia as condições exigidas por Nossa Senhora para vê-La. De fato, no dia 13 de maio de 1917 Ela lhe apareceu pela primeira vez, como à sua irmã Jacinta e também à sua prima Lúcia.

Durante a aparição, depois de Lúcia ouvir Nossa Senhora dizer que vinha do Céu, prosseguiu o seguinte diálogo:

— Eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta?
— Também.
— E o Francisco?
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

A Irmã Lúcia escreveu que, no final da aparição, Nossa Senhora “abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que um reflexo que delas expedia, e que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazia-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente do que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetimos intimamente: ‘Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento’”.

Durante essa aparição, Francisco não ouvia o que Nossa Senhora dizia, apenas via. Portanto, só depois ele tomou conhecimento de que Ela o levaria logo para o Céu, “mas teria de rezar muitos terços”. Apesar desse seu “débito” para com a Mãe de Deus, Ela não deixou de envolvê-lo naquela luz sobrenatural com a qual inundou as almas da sua irmã Jacinta e da sua prima Lúcia. O fato é que Francisco disse um SIM tão completo a Nossa Senhora, que a partir daquele momento se produziu nele uma conversão inteira.

Morte de um grande santo

Na narração da Irmã Lúcia sobre as aparições, não está claro se o motivo de Francisco não ouvir Nossa Senhora seria alguma mancha na alma, que já o impedira de receber do Anjo de Portugal a Sagrada Comunhão. Ao que tudo indica, seria uma mancha venial, não mortal. Mesmo assim, ele precisaria rezar muitos terços para entrar no Céu, pois a porta do Céu é estreita, como registra o Evangelho.

Francisco aceitou a sua penitência, humilhou-se e cumpriu na perfeição o que Nossa Senhora lhe pedira: rezou muitos e muitos terços. Convém lembrar que, pouco antes de seu falecimento, perguntou a Lúcia se se lembrava de alguma falta que ele tivesse cometido. Ela se lembrou de uma, e lhe contou. Em seguida ele pediu a Lúcia que fizesse a mesma pergunta a Jacinta, que estava doente no quarto ao lado.

Esta avidez em se humilhar, a fim de se purificar, manifesta claro indício de uma alma verdadeiramente santa. Foi com essas excelentes disposições que Francisco expirou numa placidez imensa.

Aquisição da mentalidade de Nossa Senhora

Analisando o olhar de Francisco nesta foto, pode-se constatar um altíssimo grau de discernimento místico de Deus e de outros aspectos da vida. Em outras palavras, Francisco ficou como que modelado segundo o Imaculado Coração de Maria, com a sua mentalidade assumida pela de Nossa Senhora. Pode-se supor que tenha se produzido nele o fenômeno da troca de corações com Ela, como ocorreu entre Santa Gema Galgani e Nosso Senhor. Mas isso não explicaria toda a expressão do olhar de Francisco. Numa das aparições em Fátima, os videntes tiveram uma visão do inferno, portanto viram muitas almas caindo nele. Mas a Irmã Lúcia afirmou depois que ele foi quem menos se impressionou com aquela visão aterradora, que marcou indelevelmente a alma das três crianças.

No olhar de Francisco parece haver um fundo de grande preocupação, embora cheio de confiança. Não teria Nossa Senhora feito Francisco pressentir, ou mesmo antever de alguma forma misteriosa, a tremenda crise por que passaria a Santa Igreja? Talvez seja a atual crise a pior de toda a sua história, e também da civilização cristã. Se a Santíssima Virgem deu luzes neste sentido a Jacinta, por que não as teria dado também a Francisco, embora ele não tenha externado nada a esse respeito? Julgo não ser descabido levantar tal hipótese.

Isso poderia deitar luz sobre o grande empenho de Francisco em consolar Nosso Senhor no sacrário — ou seja, Jesus escondido, como era sua expressão. Era frequente ele se isolar por longos períodos, a fim de consolar Nosso Senhor Jesus Cristo, contrastando com uma imensa gama de católicos que só buscam Deus e Sua Mãe Santíssima para pedir e receber, mas quase nunca para dar e agradecer. Desta forma ele estaria atendendo à queixa que Nosso Senhor fez à Irmã Josefa Menendez, lamentando permanecer horas e horas no sacrário, como um prisioneiro, esperando por alguém que Lhe dê uma esmola de amor.

Não constitui a admirável trajetória de Francisco, desde a conversão à altíssima santidade, uma imagem da transformação que Nossa Senhora operará nas almas dos católicos com o triunfo do seu Imaculado Coração?

Além disso, a santidade atingida por Francisco chancela a veracidade das aparições e da Mensagem de Fátima. Ninguém se torna santo com base numa mentira. Por isso, parece razoável admitir que Francisco seja uma semente do Reino de Maria, como também um intercessor para alcançarmos graças necessárias de fidelidade inteira à Santa Igreja, a Nossa Senhora e a Deus Nosso Senhor neste século de pecados imensos e ininterruptos.

Façamos como Francisco de Fátima. Creiamos firmemente na Mensagem de Nossa Senhora. Atendamos a tudo que Ela pediu. Façamos de sua Mensagem o nosso ideal, e assim seremos transformados em sementes de triunfo do Imaculado Coração de Maria. Há chance maior de realizar um altíssimo ideal que agrade tanto a Deus? Peçamos a São Francisco de Fátima essa graça tão preciosa.

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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 820, Abril/2019.


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quinta-feira, 4 de abril de 2019

IMPOSSÍVEL PARA MIM! - Antonio Nunes de Souza



Essa absurda frase é ouvida sempre e bastante, principalmente pelas pessoas que, infelizmente, não valorizam os seus projetos, planos e sonhos, achando que o obstáculo que está em sua frente é completamente inacessível para elas!

Essa é uma prova bastante clara de que faltou coragem, persistência, perseverança e força para lutar pelos seus ideais. As pessoas decididas, que se fixam em suas vitórias, jamais desistem, nem de primeira, nem de segunda vez. O que fazem, inteligentemente, é procurar uma solução viável através de até outras pessoas, orientações, conselhos e, principalmente, sugestões para enfrentar de frente o obstáculo que a está impedindo. Com certeza absoluta, encontrará uma saída honrosa e verá que o pensamento insólito de que “é impossível para você”, foi uma grande bobagem da sua parte, em função da sua fraqueza normal em resolver seus impasses!

Segundo os grandes filósofos o impossível não existe. O que existe é a falta de autoconfiança de cada pessoa quando aparecem as dificuldades. Em vez de parar, pensar, meditar, etc., vão logo achando que é uma situação completamente inviável. Para os guerreiros e lutadores, logo depois que se qualificam, se orientam e vê que tudo se resolveu, percebe quanto tolo foi em achar que era impossível realizar!

Portanto, nunca deixe de concretizar seus sonhos e desejos alegando que para você é impossível. Reflita e veja que apenas você não lutou o suficiente para ter sucesso!

Jamais esqueça que o seu futuro depende da sua coragem de lutar no presente. Tenha sempre as “garras” preparadas para que possa ganhar essa grande guerra que é a nossa vida cheia de percalços!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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A VERDADE SOBRE MIM




Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram...

Já escondi um amor com medo de perdê-lo.
Já perdi um amor por escondê-lo....
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo.
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida.
Já me arrependi por isso...

Já passei noites chorando até pegar no sono.
Já fui dormir tão feliz ao ponto
de nem conseguir fechar os olhos...

Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram...

Já passei horas na frente do espelho
tentando descobrir quem sou.

Já tive tanta certeza de mim,
ao ponto de querer sumir...


Já menti e me arrependi depois.
Já falei a verdade e também me arrependi...
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
para mais tarde chorar quieto em meu canto...
Já sorri chorando lágrimas de tristeza.
Já chorei de tanto rir...

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena.
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém,
mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar.
Já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar
o que penso para agradar uns,
outras vezes falei o que não pensava
para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou
para agradar uns.
Já fingi ser o que não sou
para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça,
apenas para ver uma pessoa querida feliz.
Já inventei histórias com final feliz
para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais,
ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro,
hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".

Já cai inúmeras vezes
achando que não iria me reerguer.
Já me reergui inúmeras vezes
achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria
apenas para não ligar
para quem realmente queria.

Já corri atrás de um carro,
por ele levar embora quem eu amava.
Já chamei pela minha mãe
no meio da noite fugindo de um pesadelo.
Mas ela não apareceu
e o pesadelo foi maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de "amigo"
e descobri que não eram...  
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me deem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim,
porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou,
não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesmo,
mas com certeza
não serei o mesmo pra SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos
das bebidas mais amargas
das ideias mais insanas
dos pensamentos mais complexos
dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar
de um penhasco
que eu vou dizer:
E daí? EU ADORO VOAR!


"Gotas de Crystal - Whats 32 99131 -1743" gotasdecrystal@gmail.com

(Autor não mencionado)

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quarta-feira, 3 de abril de 2019

ENTREVISTA | WILSON FERREIRA CUNHA

“Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária”

24/09/2016 

Por Editor

Antropólogo, com formação pela antiga União Soviética, cientista político e professor da PUC-GO afirma que lulopetismo levou o Brasil ao atraso e garante: “Lula é carta fora do baralho na política nacional”

Para professor, 13 anos de PT no poder levaram a educação brasileira ao atraso | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Wilson Ferreira Cunha é daqueles professores que não têm medo de opinar e que gostam de basear suas opiniões no conhecimento adquirido ao longo dos anos. E, como historiador, antropólogo e cientista político, é possível dizer que conhecimento não lhe falta.

Nesta entrevista, o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) faz duras críticas à educação brasileira e diz que os 13 anos da era PT à frente do governo federal levaram a educação brasileira ao atraso. Segundo ele, o lulopetismo institucionalizou um patrulhamento na Educação brasileira que pode ser comparado ao que viu quando estudou na União Soviética durante o período de Leonid Ilitch Brejnev, último ditador soviético.

“Começa pelos reitores das instituições federais de ensino e até das universidades particulares, que são atrelados aos programas obsoletos do Ministério da Educação. Há um “puxa-saquismo” geral nos meios da Educação. É preciso tirar isso, o que será muito difícil, porque é um sistema orgânico inserido na Educação brasileira, que vai levar uns 50 anos”, diz.

Euler de França Belém – A detenção do ex-ministro Guido Mantega em um hospital causou indignação, mas a indignação com a corrupção do PT não teria de ser muito maior? 
O PT está perdendo o foco principal, que é a ladroagem, a corrupção. Claro que o juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal não tinham conhecimento da gravidade da saúde da mulher de Guido Mantega, e o juiz mandou soltá-lo imediatamente após reconhecer esse fato. Só que isso não tira a ilegalidade da posição do ex-ministro durante sua gestão, tanto que já foram bloqueados R$ 10 milhões das contas dele. O PT, como sempre, tenta desvirtuar o principal foco do problema que é a corrupção, a ladroeira que ocorreu neste país nos últimos 13 anos. Isso é uma estratégia de pessoas que têm uma imaginação totalitária de únicos detentores da verdade, os únicos que podem fazer o bem.

Euler de França Belém – Como o sr. interpreta a atitude do ex-presidente Lula, que nessa história toda parece não viver no Brasil, e parece, sobretudo, que está acima das leis?
Não é só Lula, o PT se acha privilegiado, acima de todos os brasileiros, acima da lei. Tanto que ele também fica indignado, bravo com o que foi noticiado como se fosse uma pirotecnia. Maior pirotecnia é o roubo de toneladas de dinheiro das instituições públicas como nunca aconteceu em outra parte do planeta. Esse é o principal problema. Lula e todo o lulopetismo estão identificados com o poder e não com a administração do poder, e para isso, desde 2002, começaram a ter essa estratégia de como permanecer per saecula saeculorum no poder ao longo de sua administração. Todas as ações do PT foram canalizadas para esse objetivo.

Euler de França Belém – O sr. estudou na União Soviética no período brejneviano [Leonid Ilitch Brejnev liderou o país entre 1964 e 1982], marcado por muita corrupção. Mas parece que a corrupção da esquerda soviética foi muito menor do que a que ocorreu agora no Brasil na era petista. O sr. se surpreendeu com a escala de corrupção do PT?
Todos nós nos surpreendemos, porque o PT tinha um discurso de ética, de moralismo com a coisa pública e fez exatamente o contrário; aliás, pior que os outros partidos tradicionais.

Cezar Santos – O sr. diria, então, que o PT montou uma mecânica para domínio total das instâncias de poder para benefício próprio, através da apropriação de dinheiro público?
E isso começou nos primeiros meses do governo Lula, em que foram se apropriando das instituições públicas, com o objetivo de cooptar, conciliar com os outros partidos, principalmente com o PMDB, para ter uma permanência duradoura no poder. E para isso eles precisavam de dinheiro, e tiraram o dinheiro das instituições públicas, como Petrobrás, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fundos de pensão, Caixa Econômica Federal etc. Eles chegaram a falir a Petrobrás tamanha a roubalheira. Essa corrupção no Brasil é um marco mundial inédito, porque nunca houve no mundo tamanha usurpação do dinheiro público por parte de um partido político, no caso o PT.

Cezar Santos – Além do roubo em si, qual consequência essa escalada de corrupção promovida pelo PT causa aos brasileiros?
Isso é triste para o País porque despolitiza a política. Política não é roubalheira, política deve ser movimento para construir e desenvolver um país. Mas não é só na área financeira que o PT fez um desgoverno. Os danos foram em todas as áreas, como a educacional.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. pode citar exemplos?
Institucionalizou-se um patrulhamento inimaginável na Edu­cação brasileira, talvez pior do que o que vivi na ditadura socialista de Brejnev, que foi um dos últimos ditadores soviéticos. Há uma militância que se diz a favor dos pobres e oprimidos, dos não acolhidos, e isso reflete no ensino, tanto fundamental quanto médio e principalmente no terceiro grau. Há uma baixaria enorme na área educacional que a gente não pensaria ser possível numa democracia republicana.

Começa pelos reitores das instituições federais de ensino e até das universidades particulares, que são atrelados aos programas ob­soletos do Ministério da Edu­cação. Há um “puxa-saquismo” geral nos meios da Educação. É preciso tirar isso, o que será muito difícil, porque é um sistema orgânico inserido na Educação brasileira, que vai levar uns 50 anos. Crianças que nasceram em 2002, atravessaram os 13 anos de petismo no poder, e aqueles que tinham 15 anos, quer dizer, a geração que menos 35 anos não tem outra imagem do Brasil a não ser a dos governos petistas. Com isso, houve um prejuízo enorme na consciência, na formação do estudante, do cidadão brasileiro.

Euler de França Belém – O sr. é historiador, antropólogo, cientista político. Na sua avaliação, como fi­cará a imagem do PT na história?
Vai ficar muito ruim, será uma marca desastrosa. Com o PT erigiram-se alguns paradigmas na Educação brasileira que precisam ser destruídos. Por exemplo, criou-se o pensamento de que trabalho em grupo é que movimenta o ensino no País. Ora, trabalho em grupo justifica a imagem de que na universidade tudo se copia e nada se cria e isso se institucionalizou. Na verdade, um aluno faz o trabalho e os outros integrantes do grupo assinam. Então, isso precisa ser extirpado do ensino brasileiro.

Outro dano é a postura crítica, entre aspas, que se sobrepõe à absorção do conhecimento. A crítica é só para aquele que pensa o contrário, não é a crítica que constrói o conhecimento. Outro ponto é a frouxidão e a permissividade em vez da disciplina e da cobrança do aluno. Quer dizer, o aluno é um frequentador de aulas, sem nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. Veja que isso não existia nem na ditadura, época em que pelo menos os alunos procuravam adquirir conhecimento. Hoje, temos o analfabeto virtual dentro da universidade, que não sabe escrever nem falar direito.

Outros absurdos (Wilson consulta um texto que trouxe): a prioridade das atividades chamadas sociais; os trabalhos fora do estudo persistente, que é ajudar a incluir. Essa lengalenga de ajudar a justiça social, entre aspas, se tornou quase um padrão de direcionamento da política educacional brasileira. E, penúltimo, a valorização de pesquisadores de banalidades. Vê-se que as teses de mestrado e doutorado de excelência no Brasil não chegam a 2%, isso é constatado pelo próprio MEC. Gente que fez mestrado e doutorado por fazer, como se fosse uma indústria, sem nenhuma qualidade, sem resultado e sem nenhuma utilidade. É um autêntico besteirol, um festival de besteira nacional a nível de ensino.

Por último, a palavra metodologia virou assim um suprassumo da sapiência, um mantra. Fala-se de metodologia e está tudo resolvido, em detrimento dos conteúdos. Não se pode ter metodologia sem conteúdo, senão vai haver esse tipo de aluno que é o pior tipo de estudante não só no terceiro grau, mas também nos ensinos fundamental e médio. (enfático) Tanto que o MEC, agora sob nova gestão, dobrou a carga horária no ensino médio; de 800 passou para 1,6 mil horas e, nos três últimos anos, o aluno terá de escolher uma das áreas de interesse dele. Já é uma mudança positiva no ensino brasileiro.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. diz que, no período petista, a educação brasileira foi posta a serviço do partido?
Educação deveria ser uma das políticas prioritárias de qualquer partido que chega ao poder, porque não se faz um país sem educação de qualidade. Aliás, a educação no Brasil virou uma massificação, principalmente no ensino universitário. Veja que o lulopetismo instalou, em 13 anos, praticamente o mesmo número de universidades federais no País que havia nos 100 anos anteriores. O resultado é baixa qualidade e o malefício maior se dá principalmente na área da saúde. Há diversas faculdades de medicina que não têm estrutura adequada para proporcionar um ensino de qualidade. Nem precisa ir às universidades para ver, basta ir aos hospitais, ao SUS. Ao lulopetismo interessa aquele reitor alinhado e aliado ao governo federal. Na eleição de Dilma Rousseff, todos os reitores de universidades federais manifestaram apoio a ela. Isso despolitiza e deixa desânimo na população, que está percebendo isso no bolso, no dia a dia.

Euler de França Belém – Fala-se em “entulho autoritário” da ditadura. E esse “entulho petista” vai durar quanto tempo?
Na educação, deve durar cinco décadas, porque são novas gerações que terão de vir para limpar isso. Esse entulho autoritário pseudomarxista-socialista-comunista tornou de esquerda a esmagadora maioria dos professores de história. Os livros e até as questões do Enade são tendenciosas.

Cezar Santos – Sobre isso, há livros didáticos aprovados pelo MEC para alunos do ensino fundamental que trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso e elogios à gestão de Lula. 
Isso é uma estratégia política de permanência no poder a qualquer custo. A corrupção do PT veio para manter esse tipo de orientação ideológica.

Cezar Santos – A história desse período só vai poder ser lida com mais realidade quando historiadores não petistas começarem a escrever os livros de análise?
Claro, e observo que os não petistas hoje são perseguidos. Há uma patrulha enorme sobre as pessoas que contestam esse sistema de interesse político esquerdista, e são poucos historiadores e antropólogos que discutem isso abertamente. Quando fazem isso são imediatamente destroçados, alijados do processo. Para se ter uma ideia, o Departamento de História da PUC tirou do currículo a disciplina antropologia. E por quê? É uma postura ideológica, porque a antropologia não se filia a nenhuma corrente, é uma concorrente ao marxismo-leninismo, é uma disciplina que não interessa a isso. Aliás, não existe neutralidade em nenhuma disciplina. O grande historiador judeu francês Marc Bloch (1886-1944), que foi fuzilado pela Gestapo de Hitler, propõe uma história na busca de problemas, uma história problemática, digamos. Esse é o foco da história: levantar os problemas do passado para não repeti-los no presente. E esse pós-socialismo, principalmente no Brasil e em países latino-americanos, está querendo introduzir de novo ideias marxistas e socialistas que foram colocadas na prateleira. Hoje, nem os próprios russos as defendem, nem os chineses; sobram aí o Vietnam do Norte, a Coreia do Norte, Cuba e talvez Equador, Venezuela. Tudo isso querendo se contrapor a um movimento globalizante, capitalista, que é inexorável. Aliás, esses ditos esquerdistas adotam as benesses do capitalismo. Eu pergunto: por que eles não trazem os economistas desses países para instaurar um modelo deles? Mas é uma questão de estratégia usar o processo representativo democrático do Brasil e utilizar eleições, com falatório de inclusão, de justiça social, de igualdade, para espalhar ideias ultrapassadas e obsoletas.

“Petistas não têm coragem de mostrar a sigla”

Euler de França Belém – Em texto recente, o filósofo Luiz Felipe Pondé diz que numa escola de elite em São Paulo, o professor determinou aos alunos um trabalho sob o tema “Fora, Temer golpista”… 
Isso não fica só nas escolas. O próprio Jornal Opção já falou sobre o corporativismo, que é muito forte no Brasil. A criação de sindicatos em qualquer esquina se deu para fortalecer seguimentos de trabalhadores, mas que eram cooptados pelo governo federal. Isso é uma aberração. São mais de 11 mil sindicatos no País e todos defendendo essa linha. Dizem que o impeachment foi golpe. Como golpe, se Michel Temer foi escolha de Dilma? Se fosse golpe, ela deveria ter convocado as forças armadas para bloquear esse movimento golpista. “Golpe”, no Brasil, é uma me­táfora porque a palavra é nefasta no País, que se lembra do período da ditadura. Então, esse foi um argumento usado para penetrar na população e, até certo ponto, deu certo, porque tem gente que repete esse discurso. Eles não têm mais o governo federal nas mãos, mas ainda têm esses núcleos militantes, que são fortes.

Cezar Santos – O lulopetismo e, de alguma forma, a esquerda abdicou de discutir a ética e a moral. Como o sr. vê esse movimento?
Há um discurso de afirmação de grupos, por questões políticas e de defesa do seu próprio umbigo. Tanto que essas eleições serão uma amostra do que será a vida do PT pós-impeachment: em São Paulo, nas eleições passadas, eram mais de 9 mil candidatos a vereador e, hoje, não são 4 mil. Aliás, os candidatos do PT não têm coragem sequer de mostrar a sigla do partido junto com a sua foto. A estrelinha está o menor possível. Eles mesmos estão envergonhados de si, pois, mesmo entre os petistas, existe gente honesta.

Euler de França Belém – Qual será o Brasil após esse período conturbado? Estamos ven­do a cara dos nossos políticos, empresários e dos nossos intelectuais, mas vemos também as instituições funcionando, como Polícia Federal, Minis­tério Público e o Poder Judi­ciário. A sociedade brasileira melhora depois disso?
A perspectiva não é a do avanço de um regime totalitário, apesar de que a briga atual, não apenas no Brasil mas no planeta, é das posições totalitárias contra as posições abertas. E é claro que a esquerda defende, com arrogância, ser a única dona da verdade e consegue ter adeptos, porque é a narrativa de uma utopia acerca de algo que poderia acontecer e que foi visto por Rousseau ou Marx, nos séculos XVIII e XIX. Quer dizer, o mundo já está caminhando para outro lado e o Brasil, que não é um país como Equador ou Venezuela, deve se beneficiar desse novo quadro. O Brasil tem uma sociedade mais evoluída e um capitalismo presente, mesmo que muitos empresários tenham sido cooptados pelo governo federal e agora estão presos. Então, o País pode, por meio da Lava Jato, que é uma nova leitura jurídica dos ilícitos corridos no Brasil, dar mais valor aos fatos e não à narrativa criada.

Temos linhas jurídicas diferenciadas em que é possível pe­gar o bandido, principalmente o de colarinho branco, verificando o caminho percorrido pelo di­nheiro, pela propina. É a “propinocracia”, palavra criada por Deltan [Dallagnol, procurador Mi­nistério Público Federal e co­ordenador da força-tarefa da O­peração Lava Jato]. Isto é, o “go­verno da propina”, que realmente foi instituído no País. Quem participou ficou indignado quando a denúncia foi feita, mas não ficou indignado com o uso da propina. Agora, denúncia não significa acusação. A acusação foi aceita e o processo foi ini­ciado. Os méritos do processo, os fatos, é que são inquestionáveis. Veja o caso de Mantega, que teve a prisão decretada exatamente porque há fatos concretos mostrando que ele pegou propina.

Euler de França Belém – Muitos acreditam que Lula já ficou no passado e deve ser debatido como figura histórica. O sr. acredita que Lula tem algum futuro político?
Não deveríamos acreditar nisso, porque Lula é uma carta tirada do baralho a nível político nacional. Mas quem vai referendar essa conclusão é o eleitor brasileiro e, provavelmente, nem será candidato em 2018. Essa já é uma aposentadoria, porque a marca do governo petista foi, desde 2003, corrupção. E os demais partidos, sobretudo o PMDB, assim como os empresários, também são culpados disso. E outra coisa: há um conluio para barrar a Lava Jato. No Congresso, há mais centenas de deputados e senadores envolvidos na “propinocracia”, tanto que tentaram, na calada da noite, absolver aqueles que estavam envolvidos em esquemas de caixa dois, isto é, dar aos políticos evolvidos nisso, anistia. Caixa dois é algo usado até hoje. Nessas eleições, o próprio Tribunal Superior Eleitoral já denunciou quase 20 mil casos, no País inteiro, de mortos e pessoas que recebem Bolsa Família doando quantidades grandes de dinheiro. Esse é o jeitinho, a malandragem, que não é só do político, mas também é parte da cultura, do comportamento antropológico brasileiro.

Euler de França Belém – O sr. acha que a política exterior do Brasil já melhorou com José Serra?
Claro. Isso trouxe oxigênio ao País, o que é bom politica e economicamente, porque há certa confiabilidade na trajetória do governo Temer. Os resultados são vistos na economia. Agora, é engraçado que as pessoas do governo passado não assumem o que é atribuído a ele, mas querem que Temer resolva, em três meses, o rombo de treze anos.

Marcos Nunes Carreiro – O sr. não vê nada de positivo nos governos da última década?
O que esses governos trouxeram de positivo foi o entendimento de que não se pode confiar em político. Quem disse isso pela primeira vez foi Maquiavel, de que política se faz com humanos e não com santos, com messias. E humanos são capazes de prejudicar pessoas e também o País. Então, isso é um aprendizado. O prejuízo foi que o lulopetismo misturou o público e o privado.

O Brasil foi patrimônio dos portugueses durante 400 anos e patrimônio do lulopetismo du­ran­te 13 anos, como se a “coisa pública” pertencesse àquele partido que chegasse ao poder. Por isso, a população deve se indignar com a ladroagem que aconteceu nesses 13 anos, porque foi dinheiro público, fruto de impostos que a população pagou, que foi direcionado a empresas privadas, partidos políticos e até para o bolso particular de uma quantidade enorme de políticos. Então, o Brasil viu que não se pode confiar em muitas pessoas.

A democracia tem que ser reavaliada sempre, pois é muito vulnerável. Todos participam e vemos pessoas desonestas participando e que estão ali para atender a interesses pessoais. E também é uma oportunidade de a população perceber quem está falando a verdade, tanto que o melhor político hoje, no sentido de ganhar voto, é aquele que fica em cima do muro. É o genérico da política e quanto menos atitudes e posições ele tiver, melhor. Tanto que os políticos só faltam prometer vida eterna, saúde e fortuna.

Euler de França Belém – É possível perceber um descompasso no Brasil. Goiânia, por exemplo, é uma cidade moderna, mas que tem um candidato como Iris Rezende, que não tem uma visão moderna de cidade. Por que existem, no Brasil, figuras retardatárias como essa?
Iris deve ser o último populista que nós temos, cheio de proselitismo e retóricas tradicionais. Mas a culpa disso está na discussão política que começa na escola e na universidade e que foi aplacada durante esses 13 anos. Então, não se viu surgir novas lideranças no País. Por isso, temos as “familiocracias” que governam desde as capitanias hereditárias, transmitindo de geração para geração a mesmice, sem nenhuma mudança significativa.

E Iris não é único. Existem muitos “Iris” espalhados pelo Brasil, assim como muitos “Lulas”, pessoas que se veem em uma missão messiânica, de chamamento para resolver os problemas de uma cidade que é muito complexa, da saúde ao transporte público. Os candidatos não têm coragem de colocar sobre a mesa ideias, propostas e planos viáveis com o orçamento da cidade, afinal, existem limites. Veja que tem candidato propondo colocar videomonitoramento em todas as esquinas da cidade. Fala-se em construir um hospital 24 horas, pagando R$ 3 mil a um médico? Então, esse discurso se mantém porque não hou­ve renovação durante 13 anos. Es­sa cooptação do governo federal em todas as áreas atrasou o Brasil por décadas. Se fosse um país verdadeira, que discutisse a realidade das cidades, dos Estados e do País, não teríamos esse atraso. Nós regredimos ao invés de avançar.

A sociedade avançou, Goiânia avançou, é moderna. A sociedade evoluiu, mas os políticos permaneceram. Então, essa eleição pode mudar a forma de fazer política para as próximas eleições. Como? Uma reforma política que extinga o fundo partidário, que é uma aberração. Tem partido que vive só pelo fundo partidário, que chega a garantir de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano. Isso é uma loteria esportiva. (enfático) São partidos nanicos e que têm meia dúzia de militantes que ficam aí, sem produzir, sem trabalhar.

Cientista político Wilson Ferreira da Cunha: “Política eleitoral não é tudo numa sociedade. Quem faz sociedade é a própria sociedade. Os próprios moradores que vão fazer a cidade” | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Euler de França Belém – O sr. tem notado o eleitor de Goiânia perceptivo? Parece que o eleitor tem avaliado inclusive os candidatos a vice.
Sim. Ele examina quantas vezes, por exemplo, Iris deixou a Prefeitura. Iris não termina um mandato. A perspectiva de ele se colocar como candidato foi praticamente no último minuto do segundo tempo. Ele não era candidato. Quando percebeu que o PMDB não tinha preparado um nome para ter visibilidade e densidade eleitoral, ele se apresentou como candidato.

Foi ingenuidade nossa acreditar que não seria candidato. Claro que ele tinha a possibilidade de perder a oportunidade de o PMDB conseguir a Prefeitura de Goiânia. Isso é determinante. Com relação a Vanderlan, provavelmente graças à sua campanha, ele foi subindo nas pesquisas, que não é a eleição. Pesquisa é o retrato do momento, não é resultado eleitoral. Isso pode parar também ou continuar. A gente não sabe.

Agora, há uma teoria política onde 40% dos eleitores seguem a maioria. Se aquele candidato está tendo mais votos, os 40% que vêm aí vão desembocar na urna a favor desse mais favorito.

Marcos Nunes Carreiro – As pesquisas acabam pautando o voto do eleitor?
Sim.

Marcos Nunes Carreiro – Essa é a primeira eleição após essa minirreforma eleitoral, que não pautou mudanças profundas, mesmo com o financiamento de campanha e o tempo modificados. Já é possível ter alguma avaliação do resultado prático disso ou é preciso esperar a eleição acabar para poder analisar?

Esperando é melhor, mas já é possível falar alguma coisa. Vimos a diminuição do marketing. Praticamente fazia-se um produto, não um candidato. Apresentava-se o melhor produto. O marqueteiro fazia isso e ga­nhava a eleição com esse raciocínio de que os 40% seguem aquele mais vitorioso. Mas haverá a possibilidade de ter uma reforma política e mudar o jeito de votar. Talvez com a intenção dos próprios candidatos. Porque eles estão vendo que é muito mais difícil chegar ao eleitor.

Se houvesse distribuição dos eleitores por distrito, dos votos, o contato seria mais presente e mais eficiente, com o número delimitado de eleitores que iria votar naquele candidato. Eles vão sentir isso lá na frente. Não precisa fazer uma reforma política, basta mudar o voto proporcional majoritário para proporcional para acabar com esse distanciamento.

Outra coisa é acabar com as coligações e depois implantar um mínimo necessário como existência para partido político. Ele pode continuar a ser da política, mas não como partido político.

E sem dinheiro do fundo partidário. Não vai proibir que haja manifestação, pois na democracia você tem o livre direito à manifestação, mas não entrar na composição político-jurídica do País. Aí você vai filtrar mais e ter partidos com mais representatividade de ideias, de projetos e vai haver mais transparência e identidade.

Política eleitoral não é tudo numa sociedade. Quem faz sociedade é a própria sociedade. Os próprios moradores que vão fazer a cidade.

Cezar Santos – Em democracias mais maduras o voto não é obrigatório.
Outra coisa é deixar de ser obrigatório o voto. Tanto que nas eleições dos Estados Unidos nem 50% dos eleitores comparece no dia da votação. E o país deslancha. A gente dá muita atenção e poder àquele profissional político. Precisamos diminuir o papel do político profissional na sociedade, diminuir o papel do governo, do Estado. Aí você terá menos interferência na vida da própria sociedade nos aspectos econômico, político e individual.

E vai aflorar indivíduos com mais compromisso e responsabilidade quando se apresenta co­mo candidato. E não como salvador da pátria, como Messias, insubstituível. Praticamente quase todos os candidatos se creem insubstituíveis. Se não for ele, outro não presta. Com isso você terá administrações municipais e não administrações de partidos e de indivíduos que eventualmente estão no poder.

Você administra em uma gestão pública para o município. E não para aquele partido. Então você descaracteriza essa marca partidária e põe um gestor público, que é o que mais interessa ao município, Estado e União. Nós temos que pensar um novo pacto federativo.

Marcos Nunes Carreiro – O número de municípios é muito grande, na visão do sr.?
Será que o Brasil suporta 5.770 municípios? Não. Mais de 3 mil municípios são dependentes do governo federal e estadual. Nessas eleições deveria ser discutido isso. Eu acredito que isso seja a primeira pauta da agenda dos municípios brasileiros. Discutir o novo pacto federativo e uma nova forma de implantar municípios. Município é um lugar que deve ter autonomia econômica, autonomia financeira, gestão própria para sustentar os três poderes. É uma discussão muito interessante que vai refletir a nível estadual e federal.

Aqueles 3 mil municípios dependentes serão colocados como distritos ou povoados. Se ele alcançar uma autonomia, que é feito pelos moradores daquele povoado ou distrito, onde as pessoas crescem, enriquecem e sobe de degrau para distrito ou município. Essa discussão ela está não está sendo colocada em nenhum Estado brasileiro. Nem os candidatos estão colocando isso em discussão. Goiânia mesmo tem que discutir com cidades do entorno.

Cezar Santos – Não se fala de uma política de maior alcance, só se trata das coisas pequenas.
Existe mais um populismo demagógico, proselitismo, não há discussão política. Isso desqualifica a política municipal. Isso é gravíssimo. É um dos momentos mais importantes para se colocar em pauta.

Política se faz escolhas de ideias e posições, de doutrinas. A democracia precisa se reavaliar sempre. Não significa que isso será um ponto final na discussão política. Não há terminalidade. São três pontinhos. Isso é um processo, não é fechar a questão.

Todas as gestões públicas só devem ser avaliadas depois de terminadas essas gestões. No processo se houver algum desvio, como no caso da trapalhada da Dilma, você interferir. Está aí a existência dos três poderes autônomos. As regras democráticas exigem que cada um dos poderes seja independente e cada um tenha a sua atribuição, autonomia e prerrogativa.

Um caso interessante é analisar os candidatos a vereador, e mesmo a prefeito. Eles têm que saber reconhecer qual o terreno deles. Goiânia, por exemplo, termina ali na primeira rua em contato com Aparecida de Goiânia. Ele acha que vai sair da Câmara Municipal algum decreto para resolver o problema da inflação, da saúde, dos preços.




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DICAS PARA UMA VIDA POSITIVA


Professor de 35 anos, Tal Ben-Shahar, considerado por alguns como "o guru da felicidade", destaca em sua aula 14 dicas principais para melhorar a qualidade do nosso status pessoal e contribuir para uma vida positiva:


1: Agradeça sempre a Deus por tudo o que você é e tem.

2: Pratique regularmente uma atividade física.

3: Tome sempre um bom café da manhã.

4: Seja assertivo.

5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado.

6: Enfrente seus desafios, não fuja deles.

7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos.

8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas.

9: Use sempre sapatos confortáveis.

10: Cuide da sua postura.

11: Ouça boa música e leia bons livros.

12: O que você come tem um impacto direto na sua saúde e no seu humor.

13: Cuide-se e sinta-se atraente.

14: Finalmente, acredite em Deus, pois, com suas bênçãos, nada é impossível.


A felicidade é como um controle remoto, perdemos sempre, ficamos loucos procurando por ele e muitas vezes, sem saber, estamos sentados em cima dele.




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