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quinta-feira, 28 de março de 2019

A OUSADIA DO IRREVERENTE RODRIGO MAIA - Júnior Gurgel


22/03/2019
Conta a fábula que uma grande comunidade de ratos vivia tranquila e se reproduzia rapidamente num velho armazém. Por mais que seu proprietário tentasse envenená-los, não conseguia. Ratoeiras? Nem pensar, cardápio diferente... Era melhor continuarem nos grãos. Até que cansando, o dono do depósito resolveu botar um gato. Na primeira noite, três vítimas. Durante o dia ou a qualquer hora, o gato atento, mesmo dispensando refeição extra, matava-os por instinto predatório. Em uma semana, as baixas foram grandes. Os ratos acuados se reuniram para discutir o destino da comunidade. Surgiu a ideia de botar um chocalho no gato, pois ao andar, com o som do chocalho, eles localizariam onde estava o bichano. Todos concordaram. Então veio a pergunta irrespondível: quem vai botar o chocalho no gato? Não apareceu o voluntário.

No sábado (17.03.2019), um dia antes de o presidente Bolsonaro viajar para os Estados Unidos, o irreverente Rodrigo Maia convidou-o para um churrasco íntimo em sua casa, onde discutiriam “minúcias” sobre a reforma da Previdência. No encontro, apenas ele, o ministro Onyx Lorenzoni e o convidado (Jair Bolsonaro). Desconfiado da cortesia e conhecedor da “malandragem carioca”, o presidente foi. Mas, levou consigo 17 convidados. Dentre eles, alguns generais, o ministro Heleno do Gabinete de Segurança Institucional. Para surpresa de todos, quem estava lá era o Ministro Dias Toffoli, presidente do STF, David Alcolumbre (presidente do Senado) e seu ex-ministro da Casa Civil, Gustavo Bebianno (?).

A ousadia do destemido Rodrigo Maia, pressionado e instigado pelo famigerado “centrão”, é de um afoito inominável. Ao lado de David Alcolumbre – presidente do Senado - “armaram” para tentar botar o chocalho no gato (Bolsonaro). Mas, para o bem geral da nação, o ímpeto foi abortado pelo excesso de testemunhas. A partir da “cabeça” do ministro Sérgio Moro, ocupação de cargos estratégicos (com dinheiro) pelo centrão; barrar pedidos de impeachment de ministros do STF; impedir instalação da lava-toga e fim da lava-jato, tudo seria discutido e pleiteado. Um registro fotográfico discreto seria providenciado, e espalhado nas redes sociais, fato que geraria suspeitas no eleitorado de Bolsonaro e em toda a sua equipe de abnegados da causa de mudar o país. A foto ainda foi feita e divulgada. Mas, não conseguiram esconder o Gen. Heleno, delegado Waldir, ministra Damares...

O “centrão” é um movimento de deputados federais suprapartidário, que surgiu das cinzas do “baixo clero” - aglomerado de parlamentares espertos - que elegeram em 2005 o pernambucano Severino Cavalcanti para presidência da câmara, uma candidatura avulsa, derrotando o pretendente do governo (PT) e adversários lançados por composições das grandes legendas de então, PMDB, PFL; PDT; PTB... Severino Cavalcanti durou pouco mais de 07 meses como presidente. Em manobras para abortar o mensalão, fazendo todo tipo de negociação espúria e trancando a pauta com o apoio da gang que o cercava, foi alvo do MPF em investigação destinada, onde descobriram um “mensalinho” pago a ele pelo concessionário que explorava os serviços de restaurante da câmara. Temendo ser cassado, renunciou à presidência e seu mandato.

A tática do centrão é levar o governo de plantão ao desgaste. Na medida em que o governo se impopulariza, cresce o centrão, passando a ocupar a esplanada dos ministérios e negociando pessoalmente (deputado por deputado) votos para projetos que tragam benefícios diretos para o povo e o governo brasileiro. De bolsos cheios, renovam seus mandatos com folgas. Até as eleições de 2014, os campões de votos por estado, eram todos do centrão. O “baque” veio em 2018. Mas, com o aprofundamento da crise, a pressão do centrão empurra o presidente da câmara para chantagear o executivo até que ele ceda. O destempero do presidente Rodrigo Maia não é por acaso. Já disse que “a câmara não é cartório para registrar queixas do povo” (?). Depois disparou com outra: “a câmara e seus deputados são soberanos...” Um internauta respondeu que “soberano” não se elege, já nasce soberano. O povo vota em representantes. Quarta-feira (20.03.2019) foi a vez de agredir e humilhar um dos nomes mais respeitados do país, o Juiz Sérgio Moro. “Ele é funcionário de Jair Bolsonaro... Está trocando as bolas, eu converso com o presidente”. Ontem, quinta-feira, veio a prisão de seu sogro, ex-governador do Rio Moreira Franco. Seus comparsas quiseram atribuir a uma retaliação corporativa do Juiz Marcelo Bretas, em defesa de Sérgio Moro. Rodrigo Maia conferiu que o mandado de prisão foi expedido um dia antes 19.03.2019.

Queiram ou não, para aprovar a reforma da Previdência, Bolsonaro terá que botar um “gato” (PF e lava-jato) na câmara. E Rodrigo Maia, se tiver juízo, renuncia imediatamente a presidência e seu mandato. Imagine se na busca e apreensão na casa de seu sogro, a PF tiver encontrado algo como “doação de campanha não declarada”?




Júnior Gurgel 
Jornalista político e memorialista


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JOAQUIM NABUCO É TEMA, NA ABL, DA SEGUNDA PALESTRA, DO CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘PRESENÇAS FUNDAMENTAIS’




O Acadêmico e historiador Evaldo Cabral de Mello fala sobre Joaquim Nabuco (primeiro Secretário-Geral e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras), na segunda palestra do ciclo de conferências da ABL, intitulado Presenças fundamentais, sob coordenação do Presidente Marco Lucchesi. O tema escolhido foi Nabuco: uma visão do passado brasileiro. O evento está programado para quinta-feira, dia 28 de março, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.
A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2019.

Clique e veja o vídeo abaixo:




Presenças fundamentais terá mais uma palestra, intitulada Rui Barbosa, 170 anos, dimensão da atualidade do seu percurso, com o Acadêmico Celso Lafer, dia 4 de abril, no mesmo local e horário. Na semana anterior, dia 21 de março, o Acadêmico e professor Domício Proença Filho falou sobre Machado de Assis.

As três palestras celebram os aniversários dos homenageados: Machado de Assis, 180 anos, e Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, 170.

O CONFERENCISTA

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres. Em 1960, ingressou no Instituto Rio Branco e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello é especialista em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, assunto sobre o qual escreveu muitos de seus livros, como Olinda restaurada (1975), sua primeira obra, Rubro veio (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e O negócio do Brasil (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

25/03/2019



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quarta-feira, 27 de março de 2019

PARABÉNS, DOM CESLAU!...


 27/03 - ANIVERSÁRIO DE DOM CESLAU STANULA

ALMA DE MISSIONÁRIO,
TÃO PERFEITO COROLÁRIO
DE UM CORAÇÃO SOLIDÁRIO!
TUA VERVE E ITINERÁRIO,
TEU ENGENHO LITERÁRIO
E O TEU AFETO DIÁRIO
PELO AMOR TRINITÁRIO
- RIQUEZA DO TEU FADÁRIO!
DEPOSITO EM RELICÁRIO
E ENVIO AO DESTINATÁRIO
- O CRISTO LÁ NO SACRÁRIO,
PELO TEU ANIVERSÁRIO!...

Eglê S. Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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DESACORDOS ESCLARECEDORES – Péricles Capanema


27 de março de 2019
Péricles Capanema

O texto poderia ter como cabeçalho “Necessidade urgente de discriminação positiva”. Com efeito, faz falta ação afirmativa para grupo de vulneráveis, no caso enormemente relevante. Vou começar uma agora. Já que ninguém fala por ele, serei eu o pequeno porta-voz autonomeado.

Grupos vulneráveis, sabemos todos, são coletividades que necessitam de proteção especial do Poder Público (ou, de forma análoga, estendendo o conceito, da opinião pública). São as vítimas da seleção natural (ou da seleção cultural). Então o Estado faz em relação a eles a intitulada discriminação positiva, favorece-os de alguma maneira para assim restabelecer a igualdade proporcional. Privilegia-os, às vezes sensatamente. A palavra vem hoje carregada de preconceito, é manipulada por esquerdistas e progressistas. Na análise fria, trata-se da criação de privilégios, alguns razoáveis, repito, avanços; outros absurdos, retrocessos, quando inibem a competição justa e o prêmio ao mérito justificado.

Privilégios, ensina a etimologia, são leis privadas, só valem para determinada coletividade. É necessário notar, no presente os movimentos revolucionários utilizam a discriminação positiva para tentar impor a igualdade gradual em setores da sociedade, prejudicando a harmonia social, mais amplamente, o bem comum.

Temos ações afirmativas em relação a crianças, adolescentes, empregados, idosos, mulheres, negros, colégios públicos, homossexuais, índios, pobres, deficientes físicos e mentais, refugiados. A lista não para de crescer.

Transporte público gratuito e preferência nas filas, por exemplo, para idosos (gente que já passou dos sessenta anos). Outro, cota de 30% para as mulheres nas listas de candidatos dos partidos; e ainda 30% do Fundo Eleitoral. Na prática, tem sido terreno fértil para falcatruas. Uma terceira, critério especial para vagas nas instituições federais de ensino superior (para as de ensino médio federais os critérios são praticamente os mesmos), a chamada lei das cotas. 50% das vagas (mínimo) estão destinadas a alunos provenientes de escolas públicas; os outros 50% vão para os aspirantes de procedência diversa, em geral do ensino pago. Dos 50% destinados à rede pública, a metade fica com pretendentes provenientes de unidades familiares com renda igual ou menor a um e meio salário mínimo por cabeça. A outra metade vai para os postulantes de unidades familiares com renda superior a um e meio salário mínimo por cabeça. Nas vagas destinadas à rede pública, porcentagem no mínimo igual à do último censo do IBGE para a região de negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência é destinada a tal grupo. Discriminações positivas.

Fazem parte de tendência universal e são em geral chamadas de ações afirmativas. Negam na prática, ou pelo menos deixam de lado, o princípio darwiniano do survival of the fittest (sobrevivência dos mais aptos), base da seleção natural, a espinha dorsal do evolucionismo.

Vou propor agora uma ação afirmativa de alcance universal (calma, não é norma positivada). Valeria até mais que norma legal, se entrasse fundo nos espíritos. Acima, muitas vezes para promover a igualdade setores revolucionários desconsideram a lei darwiniana, tida como natural do survival of the fittest. Os menos aptos são protegidos.

Aqui, no segundo caso, como veremos, em geral para justificar uma sociedade libertária, apegam-se à teoria da evolução e, com isso, pelo menos na prática, contestam a ação de um Ser transcendente, legislador e providente (Deus).

Aos fatos. Inimigos efetivos da civilização ocidental, das mais variadas procedências, pretendem impor, de maneira intolerante e obscurantista, o darwinismo como dogma universal. Esteadas nele, a corrente de opinião criacionista e os partidários do Intelligent Design são furiosamente atacados nos Estados Unidos (aqui também e alhures). Certamente você já leu e ouviu muita gente, com escora na teoria de Darwin, descer a madeira nos criacionistas, como se todos eles fossem propagadores de disparates.

Aos fatos. Circula desde 2001, sem grande divulgação, manifesto intitulado “Dissent statement” (em tradução livre, “Posição discordante). Esse “Dissent Statement” já tem mais de mil signatários. Não são zé-manés, como é corrente em proclamações de pretensos eruditos por aqui. Colocaram ali suas assinaturas grandes especialistas dos Estados Unidos, Rússia, Hungria, Inglaterra, França, Israel, para citar alguns países. Entre outros, são doutores e professores de Harvard, Yale, Princeton, MIT, Cambridge, Universidade Ben-Gurion de Israel. Inclui grandes nomes em biologia molecular, bioquímica, entomologia, química quântica computacional, microbiologia, psiquiatria, biologia marítima, física, antropologia; paro por aqui.

Formulam pedido sensato e, quem sabe, por causa da sensatez, furiosamente atacado: “Somos céticos a respeito das afirmações da possibilidade da mutação fortuita e da seleção natural serem responsáveis (e causa) da complexidade da vida. Deve ser encorajado o exame cuidadoso das razões apresentadas como fundamento da teoria de Darwin. Existe discordância científica em relação ao darwinismo. Merece ser ouvida”. Enfim, reclamam estudo e reexame, mas nem isso é tolerado. E alguns deles colocam uma evidência inafastável: nunca houve um exemplo documentado de uma mutação genética que acrescentou informação genética em vez de destruí-la. O Dr. Michael Egnor da Stony Brook, instituição nova-iorquina de nome, sustenta que “intuitivamente os cientistas sabem que o darwinismo explica algumas coisas, mas não outras” E continua, os partidários do darwinismo “nunca se colocaram de maneira científica se a mutação fortuita e a seleção natural podem gerar a informação contida nos seres vivos”.


São milhares de bons cientistas empurrados de lado, silenciados por repressão implacável. Sabemos, a “peer pressure” e a sanção social podem ser piores que a lei da mordaça inscrita em códigos. Tais homens de estudo vivem hoje em situação de vulnerabilidade, e só por isso merecem que de começo já se lhes seja destravada a língua. Pelo bem da ciência, pelo progresso da humanidade, por pena deles, são claros credores de ação afirmativa, de serem discriminados positivamente para que se restabeleça certa igualdade em relação a colegas seus prestigiados por posições, microfones, divulgação e dinheiro.


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terça-feira, 26 de março de 2019

CARTA ABERTA AO RODRIGO MAIA - Carla Pola



"Caro Rodrigo Maia


Não adianta querer botar as manguinhas de fora a fim de pressionar o Governo Bolsonaro para que a política do toma lá dá cá volte a ser o norte do Brasil.

O recado das ruas e das urnas (mesmo que desconfiemos das fraudes nas urnas eletrônicas, pois é um direito que temos e cremos que o resultado foi ainda maior em favor do Presidente Bolsonaro) foi claro.

De nada adianta combinar com a imprensa dos porões uma pesquisa Ibope a fim de forçar uma queda de popularidade do Presidente Bolsonaro, pois o Ibope não tem a mínima credibilidade e a imprensa também não. Conforme o mesmo Ibope (que ressurgiu das cinzas) nosso Presidente seria qualquer um, menos Jair Bolsonaro. A Dilma (que espero também seja presa em breve) seria a senadora com a maior votação em Minas Gerais, o Suplicy o mais votado em São Paulo; bem como vários Governadores atuais sequer estariam no segundo turno.

Saiba, Rodrigo Maia, que o povo não é mais o gado que vocês tocavam como bem entendiam. Estamos vendo que a cada ataque de vocês, políticos motivados por benesses pessoais e não comprometidos com o Brasil, em relação às reformas e ao governo é sinal de desespero pela morte iminente que se aproxima da velha e retrógrada prática política que só fez o Brasil afundar e se agarrar na promessa do país do futuro a fim de enganar os desavisados. Um futuro que só faria bem a vocês, jamais ao povo. Um futuro de continuação do passado de corrupção, roubalheiras, desmandos, achaques ao dinheiro e aos verdadeiros valores do povo brasileiro.

O futuro, Rodrigo Maia, a Deus pertence e o Brasil quer viver o presente.

É muito interessante essa pesquisa ridícula do Ibope ter saído justamente no momento em que o Presidente Jair Bolsonaro fez bonito na sua ida ao Estados Unidos, abrindo as portas para, aí sim, o Brasil ser um país com futuro, sem as amarras de uma política suja, torpe e corrupta. Nos tirando da vassalagem a governos ditatórias como Cuba, Venezuela, China e tantos outros que só fazem enriquecer seus políticos profissionais e ao povo fica a miséria, os impostos altíssimos, a falta de liberdade, a violência e o caos.

Ao invés de vocês políticos e a imprensa dos porões comemorarem esse alinhamento com a maior nação do mundo; fizeram o contrário, reclamaram o tempo todo, inventaram intrigas inexistentes e, como se não bastasse ainda retiraram dos mortos o Ibope para tentar, artificialmente, diminuir a popularidade de um governo legítimo e que vem mostrando  um bom trabalho.

Também foi interessante notar que essa pesquisa infundada do desacreditado Ibope saiu após milhares e milhares de pessoas terem saído às ruas no dia 17 de março e, em alguns estados abaixo de chuva, contra o STF que resolveu baixar a ditadura do judiciário contra o povo brasileiro.

No dia 07 de abril sairemos às ruas mais uma vez e nossos protestos serão mais abrangentes, não se limitará ao STF, abrangerá também o Congresso Nacional. Exigiremos as reformas que o Brasil precisa, exigiremos do Senado a CPI da Lava-Toga, bem como os impeachments dos que se acham no Olimpo do STF. Do Congresso cobraremos as reformas que o Brasil precisa e os brasileiros querem e, se bobear, exigiremos a tua saída da Presidência da Câmara, já que você esquece que é nosso funcionário e nós pagamos o teu salário, além das benesses absurdas que você usufrui; bem como, sustentamos os outros 512 deputados federais.

Você disse certa vez, Rodrigo Maia, que não era obrigado a fazer o que o povo quer e sim o que você bem entende. Se é assim que pensa, a política não deveria ser tua profissão, melhor tentar a iniciativa privada.

Quando o povo cansou de vez do PT e dos descaminhos que o Brasil trilhava, vislumbrando virarmos uma Venezuela em breve tempo, fomos às ruas aos milhões e a Dilma caiu e o PT se transformou num partido execrado pelos brasileiros, mesmo que tenham inflado aqueles números ridículos ao Haddad nas eleições. Se conseguimos tirar uma Presidente da República, por que não um Presidente da Câmara que pensa que pode mais que os brasileiros que o elegeram?

Respeite os brasileiros, Rodrigo Maia. Respeite a vontade popular que elegeu um Presidente que simboliza o que somos e o que queremos, não o que você e outros políticos da mesma cepa pensam que podem nos enfiar goela abaixo o que querem.

 Dia 07 de abril, mais uma vez mostraremos que o Ibope está errado, que vocês estão errados, que a imprensa (que também agoniza após perder as verbas milionárias que nos sugava) está errada.

Toda vez que vocês acharem que nós, “A Vossa Excelência o Povo”, estamos acomodados, que vocês podem manipular nossa opinião com a ajuda da imprensa dos porões e institutos de pesquisas fraudulentos a fim de atrasar o desenvolvimento do país e voltarem às velhas práticas que só nos prejudica, “sairemos às ruas para mostrar que vocês estão errados e que o poder emana do povo”. Vocês são somente nossos representantes e representantes devem sim, queiram ou não, fazer valer a vontade do povo. Creio não ser preciso desenhar.

Se conselho fosse bom a gente vendia, mas não custa te dar a dica. Esperneie dentro de casa, mas fora dela coloque as manguinhas para dentro e comece a fazer o teu trabalho. Trabalhe na Reforma da Previdência que é inadiável para o desenvolvimento do Brasil, caso contrário, você bem sabe, que num futuro próximo ninguém mais receberá nada de aposentadoria e isso inclui vocês políticos também. Ou você quer que o Brasil quebre como aconteceu com a Grécia e a intervenção internacional fez o país cortar na carne na marra?

Outra, queremos o projeto Anti-Crime do Ministro Sérgio Moro (que você deve desculpas, inclusive) tramitando juntinho com a Reforma da Previdência, pois se com nosso dinheiro pagamos a tua segurança, com o nosso dinheiro exigimos a nossa. A primeira medida é tirar o projeto das mãos do PSOL e do PT, pois isso é pura sabotagem da tua parte, Rodrigo Maia; ou passa mesmo pela tua mente que não sabemos que eles farão picadinho do projeto do Ministro Moro que preza por nos dar um pouco mais de segurança?

Concluo, por ora, afirmando que nós, a Vossa Excelência o Povo (jamais esqueça isso), optamos pela mudança real dos caminhos do Brasil e todos que ainda não entenderam isso e, que esperneiam a fim de impedir essa mudança serão varridos da política brasileira, serão varridos da imprensa, serão varridos do cenário. Não permitiremos que compadrios, conluios e conchavos nos porões de Brasília impeçam que as futuras gerações tenham um país digno e decente, como nós mesmos não tivemos e, por nossa própria culpa, em não ter enxergado o mal que políticos corruptos, torpes e traidores da Pátria fizeram ao nosso país e, por conseguinte, a nós mesmos.

Falhamos em relação a nossa geração, mas não falharemos para com as gerações vindouras. Sabemos que levaremos anos para limpar o Brasil, mas limparemos. Vassouras, panos, desinfetantes e baldes a postos já começamos e não mais pararemos.

Portanto, Rodrigo Maia, dê meia volta e olhe pelo Brasil, seja digno do cargo que ocupa como Presidente da Câmara, pois a Câmara representa a Vossa Excelência o Povo e o povo quer e exige mudanças.

Só para constar, se para o cargo de Presidente da Câmara fosse preciso votação popular, com toda certeza não seria você a ocupá-lo. Mas, como teus pares te elegeram em nosso nome, não esqueça jamais que está a nosso serviço.

Respeito, Rodrigo Maia, se conquista. Aprenda isso com o Ministro Sérgio Moro e com o nosso Presidente Jair Bolsonaro.


Cordialmente.

Carla Pola"

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OS BURACOS NÃO DEIXAM DE EXISTIR – Rosana Braga



Se você está agora no chão,
se acabou de cair
num buraco no seu caminho,
não se sinta vítima
e sim escolhido pelo Universo 
para se tornar mais forte e mais preparado.
Erga-se, mesmo doendo -
Saia do buraco, mesmo chorando.
E dê um passo à frente,



Se pensarmos na vida
como um longo caminho,
podemos fazer analogias interessantes.

A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos... Uns maiores, outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão "cheguei ao fundo do poço!".

É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam e nos fazem perder o "rebolado". Mas o fato é que eles fazem parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam sempre únicos. O problema é quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração e a sensação de que toda busca não valeu de nada!

Não caia nesta armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado. E tem mais: podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições.

Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes. Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente.

Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria! Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...

Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude!

 

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ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Seca, fome que enriquece – Oscar Benício dos Santos


Seca- fome que enriquece

 
Quinze milhões de cabeças de gado,

na seca, de fome e sede morreram;
não culpemos o acaso ou o fado,
mas os políticos que enriqueceram.


Nordestinos, como o rebanho dizimado

de fome, sede e tristeza, feneceram.
Preferiram tombar no torrão amado,
que no Sul, onde o frio e saudade laceram.


O governo fez “coliseus” imensos

e deu circo aos míseros nordestinos,
sonegando-lhes o pão ou “brioches” finos.


Mas, deu-lhes numerosas e ricas arenas

pr’eles assistirem irônicas cenas,
onde se digladiam irmãos pretensos.



Oscar Benicio Dos Santos

*08/12/1926 + 18/02/2019


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