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domingo, 2 de janeiro de 2022

COLAPSO DAS INSTITUIÇÕES E REVIGORAMENTO DA ONDA CONSERVADORA, ENQUANTO A VELHA ESQUERDA DEFINHA

 


Em muitos países uma esquerda exausta confronta uma direita florescente, como em nossa Pátria, onde um Brasil de superfície confronta um Brasil profundo.

Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 853, Janeiro/2022

La Cumbre Vieja, o vulcão da ilha espanhola La Palma (Arquipélago das Canárias), que entrou em erupção no dia 19 setembro de 2021, transformou-se em 22 de dezembro na mais longeva erupção vulcânica em 373 anos. Com seu poder de fogo, devorou casas e lavouras, forçando a retirada de moradores e turistas. Um fenômeno que bem pode representar a situação catastrófica da Santa Igreja e das nações neste último ano.

Com efeito, fomos assistindo ao longo dele a um espetáculo de horror em 365 capítulos, acompanhando assim os diversos acontecimentos, quer religiosos, quer temporais.

Uma assombrosa Revolução Cultural foi demolindo dia a dia os vestígios da civilização. Nesse processo revolucionário anticivilizatório — rumo a uma sociedade tribalista regida por um governo mundial —, um verdadeiro pandemônio foi dominando o cenário político, nacional e internacional, cultural e religioso.

Entretanto, vendo apenas um dos capítulos da série de horror, não se tem ideia de como a ‘pandemia’ do non sense contagiou as instituições e as mentes das pessoas em todos os cantos do mundo.

Para que se possa ter uma visão geral do avanço desse processo, o qual poderá provocar grandes catástrofes, sobretudo morais, impõe-se uma análise séria do conjunto dos acontecimentos, que certos setores da mídia são hábeis em abafar os importantes e divulgar com o maior estardalhaço os medíocres. Hábeis também em criar “cortinas de fumaça” para que o público em geral não veja com clareza, por exemplo, o grande incremento das reações conservadores que em 2021 notamos em muitos setores da opinião pública.

Para não nos deixarmos embair por esses inescrupulosos interesses midiáticos, cumpre não somente dizer a verdade, mas apontar os erros nua e cruamente, doa a quem doer.

É o que faz a matéria de capa da edição da revista Catolicismo deste mês [capa acima], comentando e analisando o ano velho, a fim de nos prepararmos para os imprevistos do novo ano. Como jornalistas católicos, seguimos a orientação dada pelo Papa Leão XIII: “Não diga nada falso, não cale nada verdadeiro”.

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Para fazer uma assinatura da Revista Catolicismo envie um e-mail para catolicismo@terra.com.br

https://www.abim.inf.br/colapso-das-instituicoes-e-revigoramento-da-onda-conservadora-enquanto-a-velha-esquerda-definha/

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (250)



Solenidade da Epifania do Senhor | Domingo, 02/01/ 2022

Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.

Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

http://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Padre Donizete Ferreira:


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Epifania: "na tua Luz, seremos luzes"

 


“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino”  (Mt 9,2)

A chave da celebração da Epifania é a universalidade da mensagem. No Natal nos encontramos com o “Deus encarnado”; hoje celebramos o “Deus manifestado”. E a manifestação de Deus é universal, enquanto ao tempo e enquanto ao espaço, ou seja, Ele está continuamente se manifestando e se manifesta em toda a Criação e em toda a humanidade. Tudo é transparência de Deus, ou melhor, Deus se deixa “trans-parecer” em tudo e em todos; Ele sempre se manifesta a todos, embora só consegue descobri-Lo aquele que O busca, todo aquele que tem um olhar contemplativo e atento.

O relato dos Magos vai nesta direção. Eles descobriram a estrela porque se dedicavam a investigar o firmamento; foram capazes de levantar os olhos da terra. Eles, apesar de estarem distantes, viram a estrela; a imensa maioria daqueles que estavam ao redor do recém-nascido nem se deram conta, pois estavam preocupados em encontrar Deus nos “lugares” manipulados pelas autoridades religiosas. Outros estavam empenhados em descobri-lo no extraordinário, mas a verdade é que Deus se manifesta exatamente nos acontecimentos mais simples e cotidianos. É preciso ter uma fina sensibilidade para descobrir essa presença.

A Epifania, como manifestação da presença de Deus no mundo, ultrapassa toda fronteira geográfica, religiosa, racial..., preenchendo de luz, de verdade e de vida tudo quanto existe em todo tempo e espaço. 

Os Magos não eram judeus, mas estrangeiros; viram brilhar a luz na noite da vida. São eles que buscam e encontram a Luz, pois Deus não é patrimônio exclusivo de um lugar ou de uma nação. Deus se dá a conhecer a todos, seja de que nação for.

Mas, Herodes e a instituição do Templo não sabiam onde tinha de nascer a luz, o Messias. “Os sábios e entendidos” conhecem tudo, mas não creem em nada; conhecem a verdade, mas estão longe dela, pois permanecem fechados em suas doutrinas e ritos; não dão um passo sequer para “seguir a estrela” em busca da verdade e da esperança. Eles já sabem tudo sobre o Messias, mas, instalados em seus privilégios religiosos e sociais, não movem um dedo sequer para comprovar. Estão muito satisfeitos com o que tem. Permanecem com seu conhecimento e seus livros.

A mensagem do relato da Epifania nos faz compreender que o amor à Verdade e a busca da Luz nos fazem nômades, ao contrário dos instalados e satisfeitos. Quantas vezes, nós cristãos, temos conformado em indicar a direção aos outros sem sair de nossos lugares atrofiados para acompanhá-los.

Esta diferente atitude dos “magos” nos faz pensar.

O fato de que em um determinado momento, os magos perguntem a Herodes e este, por sua vez, pergunte aos que conhecem as Escrituras é muito interessante. As Escrituras podem servir de pauta, podem nos indicar o caminho a seguir quando atravessamos lugares ou tempos sem estrela. Mas o valor da Escritura depende da atitude daquele que a lê. É preciso aproximar-se da Bíblia sem pré-juizos; não para buscar argumentos a favor daquilo que já acreditamos, mas abertos ao que ela vai nos dizer e indicar, embora seja diferente daquilo que esperamos.

Diante de milhões de estrelas que brilham no firmamento, os magos descobrem a de Jesus; diante de milhares de estrelas que chamam a atenção em nosso mundo, precisamos descobrir a nossa. 

luz da estrela põe os Magos em marcha. Preciosa mediação que mobiliza sua busca e direciona suas vidas para o encontro. Os sinais são mínimos, cotidianos, demasiado simples.

Mateus descreve a reação deles afirmando que “ao ver a estrela, encheram-se de imensa alegria”.

Buscavam o Rei dos judeus e se encontraram com um Menino em um presépio. Buscavam a Deus e viram um Menino. Buscavam um Palácio real e encontraram com uma gruta de pastores. Ficaram assustados e assombrados com a descoberta. Conta o relato de Mateus que aqueles sábios do Oriente chegaram até onde estava o Menino, e caíram de joelhos (prostraram-se) diante dele. Não diz que se ajoelharam, mas que caíram, literalmente. É algo que na vida dos seres humanos acontece poucas vezes.

Diante do Mistério não se discute; diante do mistério prostra-se. O Mistério não é para ser compreendido, mas adorado. Diante do mistério de Deus é preciso que a razão se ponha de joelhos; frente ao mistério de Deus só resta a admiração, o espanto. Quando queremos conhecer “algo” de Deus, são melhores os joelhos que a razão. Quando queremos “entrar” no mistério de Deus, melhor é nos determos à porta para adorá-Lo. Quando queremos encontrar a Deus, é melhor caminharmos de joelhos.

Os representantes religiosos e sociais de Israel não foram a Belém para adorar o Menino Deus. Eles “conheciam”, de algum modo, o mistério, sabiam que o Messias devia nascer em Belém, mas não quiseram ir ao seu encontro para lhe oferecerem o tesouro de suas vidas, pois estavam petrificados em suas sacralidades doutrinárias e legais. A subida messiânica a Jerusalém ficou truncada desde o nascimento de Jesus, pois esta cidade nunca o acolheu.

Os representantes religiosos da época (os sacerdotes) e a cultura do momento (os letrados) se limitaram a cumprir seu papel. Deram toda informação necessária a Herodes para chegar a Jesus, mas, acomodados e instalados em seu saber e posição social, não sentiram o mínimo interesse em se deslocar até Ele; talvez não sentissem necessidade de libertador algum. 

Nossa história de salvação está repleta de pessoas que, à luz da normalidade da vida, são diferentes. São homens e mulheres que acolhem, em sonhos ou despertos, as delicadas luzes que só o Deus de amor pode presentear com sua delicadeza. Com sua luz tênue e constante em seu interior, apontam sempre para Aquele que é Fonte de toda luz.

Na experiência da vida cristã buscamos ser como os magos: desejosos de encontrar a Vontade de Deus, atentos para reconhecer “estrelas” na noite e ágeis para segui-las, capazes de pedir ajuda quando nos perdemos e apaixonados por descobrir um caminho que, no fundo, é o caminho do mesmo Deus.

Como os Magos, também nós nos dirigimos primeiramente aos palácios de nossa sociedade do bem-estar e aos “Herodes” contemporâneos, até que nos damos conta de que ali não encontramos o que estamos buscando, que ali se anula e se anestesia a vida, essa vida de Deus que quer crescer em nós.

É preciso, de tempos em tempos, viver a atitude da “prostração” como gesto de humildade, descendo do pódio existencial quando acreditamos ser os melhores, os mais sábios, os mais perfeitos...

Epifania é esvaziamento de nosso “ego” para que a Luz de Belém seja a nossa referência constante.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12

Na oração: É próprio, neste momento festivo, fazer esta pergunta:  quem ou o que foi estrela, revelação em minha vida, neste ano que findou? A quê estrela sigo? Para onde ela me conduz?

- Ou, pelo contrário, perdi a estrela de minha vida e não sei para onde vou?

- Sou estrela-guia para os outros?


Pe. Adroaldo Palaoro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/2485-epifania-na-tua-luz-seremos-luzes

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sábado, 1 de janeiro de 2022

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: A Xícara de Café



 A xícara de café

 

"Tu vais andando com a tua xícara de café...

E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.

- Por que tu derramaste o café?

- Porque alguém me empurrou!

- Resposta errada! Derramaste o café porque tu tinhas café na xícara. Se tu tivesses chá terias derramado chá.

O que tiveres na xícara é o que vai se derramar.

Portanto...

Quando a vida te sacodir o que tiveres dentro de ti vais derramar.

Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior.

Sempre sai a verdade à luz.

Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha xícara?

Quando a vida ficar difícil... O que eu vou derramar?

Alegria... Agradecimento... Paz... Bondade... Humildade?

Ou raiva... Amargura... Palavras ou reações duras?

Tu escolhes!

Agora... Trabalha em encher a tua xícara com gratidão... Perdão... Alegria... Palavras positivas e amáveis... Generosidade... E amor para os outros.

Do que estiver na tua xícara, tu és o responsável.

E olha que a vida sacode.

Às vezes sacode forte.

Sacode mais vezes do que podemos imaginar..."

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Você é o responsável pelo que tem em sua xícara. O que há nela hoje? Você tem oportunidade de colocar nela o que quiser. A escolha é sua!

Que no ano que está para chegar, nossas xícaras estejam repletas de bons sentimentos, muita fé, esperança, caridade, saúde, e de amor a Deus.

Que a Providência Divina seja nossa companhia inseparável em todo ano de 2022.

Feliz Ano Novo!

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(Recebi via Whatsapp. Autoria não mencionada) 

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

 


Ao Ano Novo



Ano Novo, nova lida,
Novos sonhos e ilusões,
Nova esperança na vida,
Da vida novas lições...

Uma ternura incontida
Faça partirem os grilhões,
E cresça bela e florida
Ao pulsar das emoções...

Que um amor sem medida,
Por suas ternas razões,
Expulse a mágoa dorida,
Abra um elenco de opções!

Que uma fé desmedida
Nas suas variações,
Tenha a aura enriquecida
De anseios e sensações...

Enfim, que o bem progrida
Nas suas nobres missões,
E a PAZ encontre guarida
No fundo dos corações!...


Eglê S. Machado


FELIZ ANO NOVO 2022

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

TERRAS DE SALAMANCA – Cyro de Mattos



Terras de Salamanca

 Cyro de Mattos

 

          Em outubro de 2013, participei do XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos em Salamanca, Cidade de Cultura e Saberes. Na oportunidade fiz lançamento de meu livro Onde estou e sou/Donde Estoy y soy e dei depoimento na universidade sobre minhas atividades literárias ao longo dos anos. Recitei poemas de minha autoria no Liceu de Salamanca. Doei livros de minha autoria ao Centro de Estudos Brasileiros, em ato que constou da programação do XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos.

          Amizade que ficaria selada para sempre foi a que fiz com o poeta peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, o coordenador dos Encuentros, figura rara como construtor de pontes entre os poetas ibero-americanos que comparecem ao evento, de repercussão internacional. Professor da Universidade, esse incansável disseminador de poesia é poeta de alto nível, traduzido e publicado em mais de vinte idiomas. Um ser humano que veio a esse mundo para iluminar com a poesia a parte noturna de que somos feitos. Tinha em Jaqueline, sua princesa, a mulher ideal para acompanhar-lhe na aventura das letras.

          Durante o Encontro tive a oportunidade de saber que Salamanca foi no início uma aldeia na colina, séculos sobre o rio Tormes inclinaram-se à arte e à sabedoria. Testemunharam a passagem do tempo, na formação da paisagem lendária, váceos, vetões, romanos, visigodos e muçulmanos. Uma vocação universitária ressoou na maior tradição de esplendor monumental. Por sua beleza antiga e riqueza histórica, o tempo foi justo ao fazer com que Salamanca ficasse conhecida como a Cidade de Cultura e Saberes.

          Ocorrem na Plaza Mayor falares decorrentes de frequente convivência entre o alegre e o triste, nisso que é esperança e incerteza em nossa caminhada na vida. Capítulos assim ali escorrem da vida cidadã, muitas vozes de mim e de outros fazendo o intercâmbio da natureza humana nesse antigo teatro da vida. Nas ruas iluminadas pelo ouro da cultura e do saber não se pode deixar de pensar que nelas andaram Fray Luiz de Léon, Unamuno, Francisco de Vitoria, Francisco de Salinas, Cervantes, São João de La Cruz, Luís de Gôngora, Santa Teresa de Jesus, Lope de Vega, Mateo Alemán, Vicente Espinel, Quevedo e Calderón de la Barca.

          Essas ruas cunhadas pelos gestos da sabedoria e santidade humanas. Refletidas por duas extraordinárias catedrais. Antes que adentre na cidade, recebe ao visitante a alma gêmea. Numa casa de guardiã memória, conchas representam a cidade por vários rumos, decoram o mundo que estaciona para vê-la. Nas dobras do tempo, Salamanca oferta encantos, inventa-se nessa crença de pedra, história e vasta fé. Apresenta-se sempre como um desafio, um mito, uma abertura, um enigma. De sentidos múltiplos, memórias que nela achamos.

            Na fachada de casas e igrejas e edifícios basta para entender que estamos na história. Caminhar é a forma de descobrir segredos de quem também sabe ser contemporânea e jovem com estudantes de tantos lugares misturados na face agitada. Quando a noite cai, luzes enchem a parte noturna, lugares em que o coração aprende que o amor se faz amando o mito, que se apodera da alma.

Ó Salamanca, aqui o que vejo na fachada faz-nos ser da história. Essa luz que de ti se espraia a todo instante vem de teu chão para erguer os saberes seculares nos beirais floridos. 

 

Cyro de Mattos - escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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NOME DE MULHER - Gerana Damulakis

 


Antologia do melhor do conto

sobre a mulher tem histórias

de dois escritores grapiúnas

 

 A Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, acaba de publicar a antologia Nome de Mulher, organizada por Gerana Damulakis, reunindo dezessete contistas baianos, dos mais expressivos e, entre eles, os escritores Cyro de Mattos, que participa do volume com a história “Laura Palmer”, e Hélio Pólvora com “Afonsina Desaparecida”. Os outros contistas da antologia são estes:  Mayrant Gallo, Marcus Vinicius Rodrigues, Aleilton Fonseca, Maria da Conceição Paranhos, Carlos Barbosa, Adelice Souza, Ruy Espinheira Filho, Allex Leila, Aramis Ribeiro Costa, Gláucia Lemos, Carlos Ribeiro, Myriam Fraga, Ricardo Cruz, Flamarion Silva e Lima trindade.

Segundo Gerana Damulakis, “para organizar uma antologia que cumpra meu desejo de reunir texto com títulos que trouxessem um nome de mulher, tais textos devem ser contos. Aqui estão eles, arrumados por ordem alfabética dos títulos com nomes femininos e consequentemente trazendo personagens criadas de acordo com o imaginário de cada escritor, pois, é óbvio, as histórias evidenciam vertentes diversas e abordagens várias em relação às mulheres que as protagonizam.”

Além de ensaísta, com vários títulos no gênero ensaio, Gerana Damulakis é membro da Academia de Letras da Bahia.

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PELO CHILE PAÍS IRMÃO: LUTO, LUTA E ORAÇÃO – Paulo Roberto Campos



Foi um dia muito triste para o Chile e para todos nós. O candidato de extrema-esquerda, Gabriel Boric, venceu as eleições presidenciais. Meus pêsames aos chilenos que ainda prezam os valores da civilização.

Essa vitória comunista se deveu tanto à moleza dos chilenos centristas, que não quiseram votar no candidato de direita, José Antonio Kast, quanto ao clero progressista, velho companheiro de viagem do comunismo. Agora, aguentem as consequências… 

Esse triunfo esquerdista nos remete à vitória do marxista Salvador Allende em 1970 com o apoio da URSS, quando o Chile viveu os três piores anos de sua história, afundado na mais tenebrosa miséria moral e material. 

Remete-nos também a uma memorável campanha da TFP brasileira e de outros países. Em 50 cidades do Brasil o público viu erguerem-se seus estandartes rubros com o leão dourado, e ouviu os slogans de sua campanha: “Leiam nosso manifesto: Pastores entregaram o Chile ao lobo vermelho!” — “Plinio Corrêa de Oliveira denuncia trama progressista no Chile!”

Em Belo Horizonte, então a terceira cidade mais populosa do Brasil, sócios e militantes da TFP organizaram um desfile encabeçado por um estandarte enlutado, de 12 metros de altura, e por uma grande faixa com os seguintes dizeres: “Pelo Chile, país irmão, luto, luta e oração” [foto]

Que o atual desastre chileno sirva de alerta a nós brasileiros, para agirmos enquanto é tempo a fim de evitar que nas eleições presidenciais de outubro de 2022 os propugnadores das velhas ideias comunistas prevaleçam como no Chile, conduzindo-nos à trágica situação de Cuba e da Venezuela.

https://www.abim.inf.br/pelo-chile-pais-irmao-luto-luta-e-oracao/

 

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