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domingo, 9 de fevereiro de 2020

CARTA A UMA LINDA PROFESSORA – Geraldo Maia


Linda professora, que posso dizer a não ser que durante mais de três décadas militei na esquerda, acreditei nas teses do socialismo comunismo, mas quando vi importantes escritores, poetas e artistas como Jorge Amado, Pablo Neruda, Juan Gelmon, Mario Benedetti, Maiakovski, Vargas Lhosa, só para citar alguns, abandonarem essas teses que ceifaram mais de cem milhões de vidas inocentes, diante da revelação dos crimes de Stalin, Mao, Even Hocha, Fidel, Santos, Ortega, Radic, Morales, Lula, Dilma, Dirceu, Palocci, etc, eu ainda, por um tempo, fiquei ao lado dessa esquerda que depois percebi melhor só visa o poder pelo poder. Por isso roubou tanto, mais de três trilhões de reais, para ficar ‘eternamente’.

Mas depois que foram também sendo revelados os crimes cometidos pela esquerda no Brasil, iguais ou ‘melhores’ que os da direita, me afastei da militância política, mesmo tendo contribuído para a criação do PV e logo depois da Rede, ainda teimosamente acreditando no discurso e algumas práticas da Marina Silva. Não adiantou nada. Marina vendeu a Rede a profissionais dessa esquerda escrota, sem amor, sem ética, sem valores, sem princípios, sem família, sem moral, sem verdade, sem honestidade, porque, segundo essa esquerda ensina, todas essas coisas terão a sua versão socialista substituindo essa cultura burguesa através do ‘realismo socialista’ imposto aos artistas de um modo geral para fazer propaganda do estado totalitário que, segundo as cartilhas socialistas, não precisa de Deus, afinal a cosmovisão de Deus precisa ser destruída para dar lugar ao domínio da cosmovisão marxista leninista.

Então, diante de tantos crimes cometidos por essa esquerda escrota vindo à tona, começa a ser criado nas pessoas um sentimento contra essa mesma esquerda que assalta os cofres públicos porque está apenas ‘desapropriando’ a grana burguesa roubada do povo que essa esquerda julga defender, mas na verdade trata-se de uma pseudo vanguarda que quer as benesses do poder em nome do povo.

Aí chega Bolsonaro, de extrema direita?

Ruim?

Quem acha?

Alguém fez melhor que ele? Em quase vinte anos no poder, ou mais? Como nunca deu certo em lugar nenhum, nem na França ateia, nem nos colonizadores Portugal, Espanha, Itália, Holanda e Reino Unido, em suas versões mais moderadas, e nem em ditaduras de extrema esquerda como Cuba, Coreia do Norte, China (uma espécie de ditadura capitalista de estado),e nem com a versão gramsciana de marxismo cultural a esquerda conseguiu algum sucesso.

Mas você me pergunta se eu apoio o atual governo tido como fascista.

Fascista? Mas o fascismo prega o estado totalitário, a censura da imprensa (marco regulatório do PT), da cultura com o aparelhamento de TODOS os órgãos de cultura do país, e das artes (realismo socialista imposto por Stálin) manipuladas no Brasil pela militância petista aparelhada).

O fascismo prega e pratica a perseguição e morte de minorias como LGBT, índios, ciganos, negros e dissidentes, mas isso tudo é praticado pelo socialismo, o que o “Bozo” pratica (vejo isso todo dia) é liberdade de imprensa e pensamento (os ataques contra o governo são livres e diários baseados em mentiras e verdades distorcidas), os gays são livres (o governo banca através do SUS cirurgias de redesignação sexual), os índios são livres e vivem em suas reservas por livre escolha, o estado que o “Bozo” quer é o estado mínimo, com os meios de produção na mão da iniciativa privada, que essa esquerda chama de empresários burgueses e quer eliminar essas pessoas em paredões e gulags.

Bem, eu sou contra as práticas e teses fracassadas dessa esquerda, tenham o nome que tiverem.

Mas como pode alguém inteligente e culto como você, uma professora, estar ao lado dessas teses fracassadas, obsoletas, e ainda por cima ir para um partido chamado Partido Socialismo e Liberdade. Mas onde existiu ou existe liberdade em um país socialista?

Socialismo, assim como o fascismo, prega o domínio total do estado sobre o indivíduo, considerado como um ‘zero a esquerda’. Onde o socialismo foi vitorioso? Na ex-URSS? Só quero um exemplo.

Sou contra o fracasso, a violência dessa esquerda, sua ignorância e estupidez, suas mentiras e desonestidade, seu cinismo e sua incompetência.

Quanto ao Bolsonaro, por enquanto nada tenho a dizer, observo o que fez no primeiro ano de governo, e acho açodado expor algum tipo de análise crítica. Só o cara ser honesto, hétero, crer em Deus, amar a pátria e a família, já é uma boa coisa para mim.

Mas, cara Virgínia, pensar diferente faz parte da vida, nada é igual no universo, nada, no máximo as coisas e pessoas podem ser diferentes, iguais nunca, para mim igualdade é o direito e o dever de cada um ser e estar diferente. Sob a eterna proteção de Deus. Por isso, professora, por favor não me queira mal pelo exposto, porque eu amo você sempre, por mais, e ainda bem, que seja diferente de mim.

Para começo de conversa você é mulher, uma linda, poderosa, carinhosa e maravilhosa mulher.

Beijo, carinho, te amo e fica com Deus.

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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (169)


5º Domingo do Tempo Comum – 09/02/2020


Anúncio do Evangelho (Mt 5,13-16)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos, que estão na casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


https://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo a acompanhe a reflexão do Padre Roger Araújo:

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Ilumina teu andar com a luz que há em ti mesmo


“Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14)


 O evangelho deste domingo é continuação das bem-aventuranças; estamos no início do primeiro discurso de Jesus, conhecido como “Sermão da Montanha”. É, portanto, um texto ao qual Mateus quer dar suma importância. As duas imagens, luz e sal, tem forte impacto na vida do(a) seguidor(a) de Jesus, pois sua presença no mundo deveria fazer a diferença: iluminar e dar sabor.


A mensagem de hoje é muito simples e de grande valor; efetivamente, todo(a) aquele(a) que alcançou a iluminação, ilumina. Se uma vela está acesa, necessariamente tem de iluminar. Se colocamos sal no alimento, este necessariamente ficará temperado. O encontro com Aquele que é a Luz ativa a luz, talvez atrofiada, em nosso interior.


Quanto mais luz emergir de dentro, mais brilhante será o mundo em que vivemos. Sabemos que a luz, por si mesma, é contagiosa e expansiva; em oposição às trevas, a luz exalta o que belo e bom, na realidade e nas pessoas. Pelo fato de ser benfazeja e criadora, ela nos permite dizer com o poeta Thiago de Mello, no meio de impasses, ameaças e conflitos que pesam sobre nossa vida: “Faz escuro, mas eu canto”. 


Mas, quê queremos dizer quando aplicamos a uma pessoa humana o conceito de iluminada? Todos os grandes líderes espirituais falam de iluminação. Não é fácil entender o que isso significa. Na realidade, só pode compreender isso quem faz a experiência de estar iluminado. Quando as tradições religiosas falam de iluminação, elas se referem a uma pessoa que despertou, ou seja, que ativou todas as suas possibilidades de ser humano. Estamos, então, falando de uma pessoa plenamente humana: aquela que vive uma interioridade iluminada. 


Isto é precisamente o que está nos dizendo o evangelho de hoje. Dá por suposto que o caminho do seguimento de Jesus é um “caminho de humanização”, é uma experiência de iluminação; os discípulos, na convivência com o Iluminado, são despertados, mobilizam seus recursos iluminantes e tornam-se também iluminados; como consequência, são capazes de expandir suas luzes e mobilizar a luz escondida nos outros. É inútil tentar iluminar os outros, estando apagados, adormecidos, paralisados em sua obscura vida.


Devemos ter cuidado de iluminar, não deslumbrar. Como é sedutor estar no candeeiro! Há muitos que anseiam estar no candeeiro, mas não tem luz. Não se trata de “subir” ao candeeiro, mas possibilitar que a luz interior ilumine a partir dele.


O candeeiro não é para que os outros nos vejam; é para que a luz de nossas vidas ilumine melhor. O candeeiro não é para que estejamos mais alto, e sim, para que a luz interior se espalhe mais e desperte a “faísca de luz”, presente no coração dos outros. “Estar no candeeiro” significa estar a serviço do outro, pensando no bem dele e não em nossa vaidade; devemos oferecer o que o outro espera e necessita, não o que nós queremos lhe oferecer.


Muitas vezes, nós cristãos somos mais afeiçoados a deslumbrar que a iluminar; temos a tendência a ser presença iluminante desde que com isso se potencie nosso “ego”. Porque o ego necessita fazer-se notar e brilhar; não está disposto a consumir-se nem a passar desapercebido. Cegamos as pessoas com imposições excessivas e tornamos inútil a mensagem de Jesus para iluminar a vida real de cada dia. Quando tiramos alguém de sua obscuridade, devemos dosificar a luz para não causar dano a seus olhos.


O sal é um dos minerais mais simples (cloreto de sódio), mas também é um dos mais imprescindíveis para nossa alimentação. Mas tem muitas outras virtudes que podem nos ajudar a entender o relato deste domingo. No tempo de Jesus, eram usados blocos de sal para revestir por dentro os fornos de pão. Com isso, conseguia-se conservar o calor para o cozimento do pão. Este sal, com o tempo, perdia sua capacidade térmica e devia ser substituído. Os restos das placas retiradas eram utilizadas para compactar a terra dos caminhos. 


Agora podemos compreender a frase do evangelho: “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. O sal não se torna insosso; o sal dos fornos sim, pode perder a qualidade de conservar o calor.  A expressão latina “evanuerit” significa desvirtuar-se, desvanecer-se. A tradução melhor seria assim: se o sal perde sua qualidade, como poderá recuperar-se. Esse sal “queimado” só serve para ser jogado nos caminhos e ser pisado pelas pessoas.


Há um aspecto no qual sal e luz coincidem: não tem utilidade por si mesmos. Se o sal permanece isolado em um recipiente, não serve para nada; só quando entra em contato e se dissolve nos alimentos pode dar sabor ao que comemos; para salgar, o sal precisa desfazer-se, deixar de ser o que era.  Segundo os entendidos na arte culinária, não é o sal de “dá sabor”; ele realça o sabor de cada alimento. O humilde sal é feito para os outros, para que os outros sejam eles mesmos. O mesmo acontece com a luz; se ela permanece fechada e oculta, não pode iluminar ninguém. Só quando está em meio às trevas pode iluminar e orientar. A luz não é para ser vista, caso contrário, cega. A lâmpada ou a vela produz luz, mas o azeite ou a cera se consomem. Imagens que revelam que nossa existência só terá sentido na medido em que nos consumimos em benefício dos outros. Uma comunidade cristã isolada do mundo não pode ser sal e nem luz.


Ser sal e luz do mundo nos move a encontrar outras vidas, outras histórias, outras situações…; escutar outros relatos que trazem muita luz para a nossa própria vida. Olhar a partir de um horizonte mais amplo, ajuda a relativizar nossos próprios absolutos e deixar-nos impactar pelos valores presentes no outro. Escutar de tal maneira que o que ouvimos penetra na nossa própria vida; isso significa implicar-nos afetivamente, relacionar-nos com pessoas, não com etiquetas. Acolher na nossa própria vida outras vidas; abrir espaços para que as histórias dos excluídos e diferentes encontrem morada nas nossas entranhas, na nossa memória e no nosso coração.


Ser sal e luz é dizer sim à vida. Experimentamos isso quando nos submergimos na vida, quando crescemos nela, buscando, saboreando até o final o que ela nos oferece em cada circunstância. Nunca alheios à vida, nada desprezando, nada lamentando.


Ser sal e luz não é um programa. É uma experiência de vida, um modo de estar no mundo a partir da confiança numa promessa. Enraizados na pessoa e promessa de Jesus, o chamado a ser sal e luz nos propõe um estilo próprio de vida aberto e expansivo: uma maneira alegre, pacífica, compassiva, responsável e generosa de se fazer presente neste mundo onde são centrais o cuidado de todo o vivente e o trabalho em favor da justiça. O apelo de Jesus nos move a transformar o que, com frequência, é terra insípida ou deserto inóspito em um mundo mais humano, com sabor de lar humanizador. 


Texto bíblico:  Mt 5,13-16 

Na oração: “Deus é Luz, e n’Ele não há treva alguma” (1Jo 1,5). É preciso buscar esta faísca de luz dentro de nós, no nosso eu mais profundo. Talvez por isto alguém escreveu: no ser humano há mais coisas dignas de admiração que de desprezo.

- Sua relação com os outros: deixa transparecer a luz da compaixão, da acolhida ao diferente, do cuidado...?


- Qual é o sabor que sua presença revela na realidade onde você vive? Faz diferença? Inspira?...


Pe. Adroaldo Palaroro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1956-ilumina-teu-andar-com-a-luz-que-ha-em-ti-mesmo


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sábado, 8 de fevereiro de 2020

FABIANO DA SILVA- Sobre José de Abreu



Não por coincidência, esse crápula, este verme asqueroso, este ser repugnante, sempre fica com o papel de vilão mal caráter nas novelas!

É o papel que lhe cai como uma luva. Seus comentários lamentáveis, infelizes e carregados de ódio e recalque, a respeito de Regina Duarte, lembram bastante as atitudes daqueles vilões de novela que passam a trama inteira aplicando golpes, ameaçando, sabotando, chantageando, mas que no final acabam no fundo do poço, e será esse o seu fim!

Só não está sendo repudiado pelo país inteiro porque infelizmente uma grande parte dessa sociedade se submeteu a uma condição de conivência com qualquer ato, por mais criminoso que seja, de pessoas alinhadas às suas ideologias!

Não por coincidência, essa foto reúne duas das figuras mais sujas da atualidade, uma do meio político e outra do meio artístico! 

Este pulha prova com seus atos, e também nessa foto, que tem aversão à honestidade e paixão pela picaretagem, aversão à livre cultura e paixão pela cultura enviesada e usada como ferramenta ideológica! 

Isso não tem conserto, quem se propõe a defender a agenda esquerdista marxista precisa desprender se de todo e qualquer valor moral, para que tudo valha em prol da causa, pois só assim são capazes de sustentar tanto mal caratismo e ainda posar de vítimas! 

Esse psicopata demente mostrou sua cara, mas por de trás dele existe uma legião de pessoas com dignidade moribunda e de caráter vil, que só não tem a mesma cara de pau, mas no fundo se sentem representadas a cada palavra, e cada cuspida, e cada ofensa, e cada manifestação de ódio que esse ser rastejante miserável protagoniza!


FABIANO DA SILVA


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

CORAÇÃO NÃO É GAVETA


... Engole o choro.
Engole sapo.
Cala a boca.
Cala o peito.

Mas o corpo fala, e como fala.
Fala a ponta dos dedos batendo na mesa.
Falam os pés inquietos na cama.
Fala a dor de cabeça.
Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade.
Fala o nó na garganta atravessado.
Fala a angústia, fala a ruga na testa.
Fala a insônia, o sono demasiado.

... Você se cala, mas o falatório interno começa.
... As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações...

Expressar tranquiliza a dor.
Dor não é para sentir pra sempre.
 Dor é vírgula.
Então faz uma carta, um poema, um livro.
Canta uma música.
Pega as sapatilhas, sapateia.
Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos.
Faz corrida no parque.
Fala paro seu analista, fala para Deus, para o universo...
Se pinta de artista.
Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale.

Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”.
CORAÇÃO NÃO É GAVETA! 
O corpo fala!


(Recebi via Whats. Autor não mencionado)


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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

ENCOLHIMENTO DA POPULAÇÃO DO BRASIL VAI ATRÁS DO JAPÃO CORROIDO FÍSICA E PSÍQUICAMENTE


04 Feb 2020 12:30 AM PST

Casas abandonadas aumentam em número.


O Brasil, infelizmente, vem percorrendo a mesma estrada rumo ao abismo populacional que empreendeu o Japão, embora ainda esteja mais distante do desastre nipônico.

O número de nascimentos registrados no estado de São Paulo vem caindo há anos, informou “OESP”.

Em 2018, ocorreram 605.630 nascimentos no Estado, quase 166 mil menos do que em 1982, de acordo com a mais recente estatística da Fundação Seade, malgrado o enorme aumento da população paulistana.

A queda em pouco menos de quatro décadas foi de 21,5%.

O número médio de filhos por mulher passou de 2,08 em 2000 para 1,70 em 2018.

Shinobu Ogura auxilia no fabrico dos 'habitantes' da cidade que morre

As mudanças têm também grandes consequências sociais, econômicas e fiscais.

Com o aumento auspicioso da longevidade – de 54,2 para 76,4 anos em relação a 1950 – começam a tomar corpo os desequilíbrios ora registrados no Japão, de insuficiência de trabalhadores ativos para sustentar os aposentados.

No Japão, em 2005 a população japonesa diminuiu pela primeira vez desde 1899, superando as piores expectativas.

Naquele ano, a redução foi de 10 mil habitantes, segundo cômputo governamental, com uma taxa de natalidade 1,29 filho por mulher, quase a metade do mínimo para repor as mortes, noticiou a “Folha de S. Paulo”.

As projeções anteriores previam que o Japão tivesse 27 milhões a menos em 2050, em parte pelo envelhecimento da população, e o governo previa que 25% dos japoneses teriam 65 anos ou mais em 2014.

Mas os índices pioraram para além do previsto e o governo vem lutando para manter a população acima de 100 milhões recorrendo à imigração, informou a Deutsche Welle, rádio oficial alemã.

O último censo apontou uma perda de quase 1(um) milhão de habitantes em apenas cinco anos.

A capital, Tóquio cresceu 2,7%, para 13,5 milhões ou 10,6% da população do país, sofrendo os males de uma cidade superpovoada.

A estimativa do Instituto Nacional de Pesquisa Populacional é de que o percentual de aposentados com 65 anos ou mais constitua 40% da população japonesa até 2060, ameaçando a força de trabalho necessária para garantir à expansão econômica do país, outrora famosa.

Sem um aumento significativo de nascimentos, a população do país cairá para 108 milhões até 2050 e para 87 milhões até 2060, acrescentaram as fontes citadas pela Deutsche Welle.

Em 2019, o Ministério do Bem-Estar estimou que o Japão tenha ficado com 512 mil pessoas a menos.

A natalidade caiu ao nível mais baixo desde 1874, quando, paradoxalmente a população era cerca de 70% menor que a atual, noticiou “O Estado de S.Paulo”.

As mortes, majoritariamente por idade, superaram as baixas do fim da Segunda Guerra Mundial, quando o país fora derrotado pelos EUA com bombardeios atômicos.


Boneca 'camponesa' dá 'vida' à paisagem rural de Nagoro.

Portanto, menos jovens passam a trabalhar, e os aposentados deixam vagas não preenchidas, pondo em xeque a vitalidade econômica e a estabilidade social daquele país.

O Japão não é exceção, o recorde da perda de natalidade é da Coreia do Sul.

E muitos outros países, incluindo vários da União Europeia, China e Estados Unidos já pensam em problemas de despovoamento e migrações de grandes massas de estrangeiros no futuro.

Vilas japonesas inteiras estão desaparecendo.

Os incentivos aos nascimentos se mostram insuficientes e o casamento está em declínio.

O Japão tenta multiplicar os robôs no trabalho e aumentar os imigrantes.

Exemplo patético foi narrado pelo “The New York Times” no vilarejo de Nagoro.

Lá, as últimas crianças nasceram há 18 anos e a escola primária foi fechada em 2012, por falta de alunos. Não há mais lojas.

No desespero do vazio, Tsukimi Ayano fez 350 bonecas – suas “amigas” – e as instalou em locais públicos para fingir animação.

Bonecos de alunos brincando na escola para preencher o vazio.

Bonecas do tamanho de crianças disputam uma corrida, brincam no balanço e arremessam bolas. Uma “senhora” cuida de um túmulo na beira da estrada. “Operários da construção” fumam cigarros. Na escola, há “alunos” sentados em carteiras, “camponeses” cuidam do campo, e muitos outros à beira da estrada ficam olhando...

Quando Tsukimi era criança, moravam 300 pessoas em Nagoro. Mesmo com subsídios agora o local não atrai novos moradores.

O mais incrível é que viajantes param para pedir informações às bonecas. “Se fossem humanos de verdade”, disse Kayoko Motokawa, 67, “esse seria um lugar verdadeiramente feliz”.



https://outlook.live.com/mail/inbox/id/AQQkADAwATY3ZmYAZS1hN2JkLTg1ZjAtMDACLTAwCgAQAPmnhx8Yh15NnJroV9ozJo0%3D


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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

CORAÇÃO DE MANOÉ SECCO – Catulo da Paixão Cearense



 Meu senhor: inté os bichos,
ainda despois de morto,
conhece quem foi marvado.
Prôs mato da minha terra
não tem boca que não conte
a históra de Manoé Secco.
Desse negro desgraçado.

Pru todo aquele fundão
não tinha um só coração,
que gostasse do danado.

Andava durante o dia
e quáge todas as noite
pulas vendinhas da roça
impilicando cum os mais.

O pai, o Zé do Camais
e a mãe, a Chica do Zé,
já fazia munto tempo
que tinha ajuntado os pé.

Somente inda a vozinha,
tão véia e tão pobrezinha,
inda no mundo sofria,
pruquê Deus ansim queria.
A véia, a pobre vozinha,
só descansava nas hora
que o neto andava nas venda,
bebendo córta-bainha.

Mas porém, chegando em casa,
moiado, cuspindo bala,
de tropelão, aos arranco,
xingava a pobre da véia,
sem um tico de arrespeito
pr’aqueles cabelos branco.

E veje só, meu patrão:
aquele santo “caquinho”
três vez já tinha sarvado
o raio daquele cão.

A premêra, quando o diabo
foi preso pra ser sordado;
a segunda foi, seu moço,
pul’uma coisa tão feia,
que eu devo fica calado;
e a terceira, quando  o Secco
pulo Juca Boca Negra
ia sendo isfaquejado.

Vendo assim, a pobre véia
inda fazia comida
prô raio do mafião!

O seu pade Capellão
disse uma vez cum rezão,
que aquele negro languento,
mao, prevérso, arreliado,
tinha os bofe envenenado
e o coração fedorento.

E tinha toda a rézão
o seu pade Capellão.

Apois, ói!! D’uma feita,
a sua vó, com carinho,
lhe aconseiando baixinho,
dizia assim: meu netinho!
Tu tá cheio de inimigo!
Não anda fora de hora
nos capoão dos caminho,
pruquê tem munto perigo!”

Agora sabe o patrão
o que é que fez o negrão?!

Manoé Secco deu na véia
um tamanho trumbição,
que a véia cuspiu prá longe,
caindo assarapantada,
cum a cabeça esfrangaiada
na barriga dum pilão!”

Tá vendo vancê, patrão?

Agora escute o mió:
- a santazinha da vó,
que tanto e tanto penou,
despois daquela mardade,
prá sempre os óio fechou!

Todo o mundo cum piedade
oiava aquele cadáve!

Pruquê Deos botou no mundo
um home tão miserave?!

O interro daquela santa
foi mêmo uma romaria,
em tempo de impidimia.

Só quem não acompanhava
era o prevérso do neto,
que dia e noite vagava,
se amofunbando nos mato.

Que coração fedorento!...

Que árma de Pé de Pato!

Mas porém, aqui, no mundo,
neste mundo de venêta,
quem ao Capêta fizé,
tem de se vê cum o Capêta.

Três mês ao despois do crime,
do crime do mafião,
foi achado o seu cadáver
prú debaixo d’um Páu Rôxo,
prás banda do varjadão.

Ninguém, patrão, não queria
pegá naquela porquêra
prá se pudê interrá.

Seu pade Féli Imbuzêro
pagou ao Zé Benedito
e mais cinco cachacêro,
prá carregá, n’um giráu,
o cadáver do mardito,
do Secco, desse hôme máu!

Seu pade não consentindo
que ele fosse sipurtado
no çumitero de lá,
os cachacêro dêxáro
o cadáve do difunto
no brejo d’um chavascá...

Que ali ficasse estirado,
inté quando os aribú
não désse fé lá do á!

Já fazia um mez ou mais
que os hôme tinha jogado
lá, naquele chavascá,
o fio do Zé Camais.

Um dia que eu percurava
umas fôia de torêm
prá fazê uma meizinha,
vassuncê não adivinha
o que eu vi, meu bom patrão!

Daquele pobre cadáver
do matadô da vovó,
só restava o coração,
que táva prá lá, prá cá,
ingrovinhado de lama,
rolando no lamaçá.

Tudo o mais os aribú
já tinha tudo comido,
prú fora, cumo prú dento!

Aqueles bicho nojento
só não podia comê
o coração fedorento!

Vassuncê sabe o que eu fiz?

Cavei uma buraquêra,
garrei um páu, que panhei,
fui empurrando, empurrando
o coração do mardito,
inté vê caí no fundo
toda aquela fedintêra...
e, despois, soquei... soquei.

Eu sei que o meu bom sinhô
vai dizê que eu tô mentindo,
pruquê só se vancê visse,
vassucê creditaria.

Apois, no fim de três dia,
eu vortei no chavascá,
somentes prá móde óiá!

O coração do Tinhoso
táva fora do buraco,
fedendo que nem gambá!!

Vancê não via  aribú
passa naquele lugá!!!

Despois, entonce, é que eu súbe
que ali, naquelas parage,
ninguém passava, cum medo
de pudê se impestiá!

E o coração, noite e dia,
cum o Só, cum a chuva, a pená!

Tive pena, seu doutô,
pruquê entonce eu me alembrei
que eu era um hôme... um cristão!

Se fosse um figo, um purmão,
um bófe, um rim, um estômbo,
as tripa d’uma cabeça...
vá lá, vá lá, seu patrão!...

Mas porém... um coração!!!

E assunte bem vassuncê:
 - um coração que nem mêmo
os aribú quis comê!!!

Eu não sei lê, seu doutô!

Vancê é um hôme inducado!
Mas porém eu lhe agaranto
que aqui, dentro deste mundo,
não tem coração prevérso!...

Só tem coração feliz
ou coração desgraçado!

Tive pena, meu sinhô,
tive dó do pobrezinho,
pruquê, cumo vancê sabe,
o coração é o ninho
do sofrimento e do amô!

Apois bem, meu bom patrão!...
Ajuêiádo no chão,
eu peguei o coração!

Táva frio, seu douto!

Rezei!... Rezei cum calô!...

Despois de rezá, chorei!...

Cum as aguinha destes óio
toda aquela sujidade
do coração alimpei!

A tarde vinha caindo,
assucegada e serena!

Entonce eu vi cum estes óio,
que o pobre do coração,
avoando aqui destas mão,
mais árvo que uma çucena,
sorrindo, sempre sorrindo,
pró céu, que táva tão lindo,
ia assubindo... assubindo...
cum as aza das suas pena!


(POEMAS BRAVIOS)
Catulo da Paixão Cearense


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NOÇÃO VIVA DO VERDADEIRO PERIGO – Péricles Capanema


5 de fevereiro de 2020

Péricles Capanema

Em começos de 1967 (governo Castelo Branco) o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira [Foto] tomou posição pública contra a Lei de Segurança Nacional (decreto-lei nº 314 de 13 de março de 1967), pedindo sua revogação ou, pelo menos, larga refusão. Suas declarações podem ser consultadas na revista Catolicismo, nº 196 de abril de 1967 (a coleção do mensário está na rede).

Começa o líder católico afirmando que a TFP apoia resolutamente o movimento que se esboçava em vários setores da opinião em prol da revogação ou refusão do decreto lei nº 314.

Enumera razões entre as quais destaco: “Nada mais eficaz para persuadir a quem quer que seja da necessidade de tal refusão, do que a análise — ainda que sucinta — de alguns dos dispositivos do referido diploma. Por exemplo, reza o seu art. 48: ‘A prisão em flagrante delito ou o recebimento da denúncia, em qualquer dos casos previstos neste decreto-lei, importará, simultaneamente, na suspensão do exercício da profissão, emprego em entidade privada, assim como de cargo ou função na administração pública, autarquia, em empresa pública ou sociedade de economia mista, até a sentença absolutória’. Assim, basta que seja recebida pelo Juiz a denúncia (o que de nenhum modo quer dizer que o crime e sua autoria estejam cabalmente provados) e já uma sanção severa se descarrega sobre o acusado. Essa sanção poderá durar por tempo indeterminado, pois, quando uma ação se inicia, é quase impossível prever quanto tempo levará para percorrer todos os seus trâmites, tantas vezes tumultuados por imprevistos de toda ordem. Sujeitar assim uma pessoa possivelmente inocente a uma punição gravíssima é contrário aos mais fundamentais princípios da Moral e do Direito, os quais preceituam a iliceidade de qualquer castigo aplicado ao inocente. […] Diante de tanta severidade, oposta à nossa formação jurídica e à índole de nosso povo, fica-se a perguntar qual o interesse público que a justifique”.

Ao analisar as supostas razões que a justificariam tem observações especialmente atuais o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “No Brasil, ninguém há que se oponha ao comunismo com intransigência tão constante e meticulosa quanto a TFP. Somos, pois, inteiramente insuspeitos para dizer que aqui o perigo comunista — considerado enquanto consistente na implantação direta de um regime marxista — é remoto. O Partido Comunista se arrasta entre nós, desprestigiado e impopular. […] O verdadeiro perigo comunista no Brasil não resulta diretamente da atuação do Partido Comunista, porém da expansão contínua, rápida, e o mais das vezes velada, de certas formas de progressismo, rotulado de socialista ou cristão, de demo-cristianismo esquerdista, etc. Ele tende a derruir o instituto da família por leis e costumes que lhe arruínem a estabilidade, e desprestigiem a autoridade paterna ou materna. Ele vai minando e mutilando gradualmente a propriedade privada por uma série de leis de índole socialista e confiscatória. Assim, sem o perceber, por um processo semelhante ao da erosão, o País vai perdendo seu húmus cristão.”

Humus cristão, seiva cristã, perdida muito mais pela decadência moral, pela derrocada do instituto da família, pelo progressismo religioso, que estão na origem de organismos como a CPT, CUT e MST, por leis e costumes que vão erodindo o caráter cristão do País do que pela pregação esclerosada do antigo PCB ou de seus êmulos de hoje. Ali se aninhava o verdadeiro perigo comunista em 1967, advertia o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Aqui continua a se aninhar o verdadeiro perigo comunista em 2020.


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