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terça-feira, 23 de julho de 2019
MIRINHA VIDENTE – Cyro de Mattos
Mirinha Vidente
Cyro de Mattos
Quando se estava em dúvida sobre algo que podia acontecer,
de bom ou ruim, recorriam aos seus dons de vidente. Prenunciava o ano de boa
safra, fartura para o pobre, benesse para o rico, saudável para o mediano.
Evidenciava nas cartas ou no copo de água a desgraça próxima, surto de peste, incêndio
com mortes, enchente pavorosa.
Um rio pequeno, aquele, monótono, torto seu rumo, enganoso.
Virava bicho medonho, levando casas ribeirinhas, invadindo o comércio,
empanturrado de fúria, água volumosa descendo das cabeceiras, do céu cor de
chumbo.
Só voltava ao curso normal, depois que engolisse duas almas
gêmeas, dois irmãos ou irmãs. Segundo Mirinha Vidente, ficassem todos
prevenidos, seria a calamidade maior naquele ano, do transcurso normal desceria
com alarde, assombroso na força das águas.
Duas irmãs chamavam a atenção dos moradores da pequena cidade.
Gêmeas, Marina e Mariana. Rosto de uma,
rosto da outra. Gosto de uma, gosto da outra. Só andavam juntas. O vestido da
mesma cor, o mesmo tecido, o mesmo corte. Ninguém sabia distinguir uma da
outra. Penteado de uma, penteado da outra.
Os risos muito parecidos, confundiam-se até nos gestos
mínimos a quem visse.
Tinham o mesmo tamanho, a mesma cor rosada no rosto, o mesmo
olhar nos olhos pequenos e brilhantes. Quem era Marina? Quem era Mariana? Difícil
saber. No educandário sempre tiraram as mesmas notas. Diplomaram-se em
professora para orgulho dos pais.
De súbito chovera muito nas cabeceiras do rio. Do céu caía
tanta água parecendo que o mundo ia se acabar para aqueles que ali, na pequena
cidade, vivessem. Gente chorando com as casas ribeirinhas levadas nos
redemoinhos das águas. Comércio alagado, mercadorias das lojas ensopadas de
água, a enxurrada aumentava. Carro boiando na correnteza, bicho morto, pau
grande.
Águas comeram parte do barranco no quintal da casa onde as
irmãs gêmeas moravam. As irmãs gêmeas olhavam o espetáculo das águas. Correnteza braba, levava tudo que pela frente encontrava.
Primeiro o barranco rompeu, despencando com Mariana. A irmã
Marina tentou salvá-la. Deu-lhe a mão, ao invés de puxar a irmã foi puxada.
Foram encontradas dias depois, abraçadas, no Poço da Caixa D’Água. A cidade
chorou muito no enterro das irmãs gêmeas como não acontecera antes. Cobriu-se
de um manto escuro, até hoje encobre a cidade quando alguém relembra o triste
acontecimento, um episódio doloroso na memória da cidade, de poucas ruas
calçadas...
Depois que levou as duas irmãs gêmeas, o rio voltou ao seu
curso besta, inofensivo, a paisagem mansa das águas, conforme Mirinha Vidente
havia anunciado.
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris
Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de
Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.
* * *
segunda-feira, 22 de julho de 2019
DOM CESLAU STANULA – Diário de viagem 2019
01/07/2019
Um abraço a todos da terra de Nossa Senhora de Fátima em
Portugal. Cheguei agora a Lisboa. Com a benção e oração especial pela
intercessão da Virgem de Fátima.
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03/07/2019
Bom dia... Dia agradável em Lisboa, clima de graça em
Fátima. Grandiosidade da construção do espaço físico no Santuário, não coloca
na sombra a pequena capela das aparições, com a frondosa árvore por perto.
Precisamos rezar muitos terços para a nossa conversão e santidade e assim
o nosso querido Brasil encontre o rumo certo, convencendo-se, que a Pátria
é mais importante do que um partido qualquer e que governar é servir. Que ela
intercede por nós. Com a benção e oração. Dom Ceslau.
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04/07/2017
Bom dia. O que o ser humano tem de mais precioso, depois da
família é a Pátria. Jesus amou a sua Pátria. Chorou prevendo a destruição de
Jerusalém. (Lc 19,41-43). Visitei em Lisboa o Memorial da Pátria - Soldados que
caíram pelo Portugal em ultramar. A memória agradecida dos vivos pelas
vidas caídas pela pátria amada. Emocionante, edificante e patriótico. Veja a
linda poesia cheia de amor e ensinamento para os atuais: "Si o Portugal
quiser continuar a ter Homens iguais aos que a História deixa ver, Deem à flor
e à música o significado que o combatente dá ao seu país amado". (Na
Capela do Memorial em Belém -Lisboa).
Rezemos pelo Brasil. Não à corrupção, sim aos que lutam
contra ela por amor à Pátria e o futuro dos seus filhos. Com a benção e oração.
Dom Ceslau. (aumente a foto para ver detalhes).
Acabo de chegar à Polônia e Varsóvia. Bastante quente, seco,
mas sempre bonita Varsóvia - a Capital.
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08/07/2019
Visitei a minha família e pelo caminho a cidade de Toruń,
onde nasceu o famoso Nicolau Copérnico. Visitei a Igreja de Nossa Senhora da
Nova Evangelização. Linda confira. Com a benção e oração.
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09/07/2019
Ainda sobre a Igreja, Senhora da Nova Evangelização em
Toruń: Igreja é também o Memorial das pessoas e famílias que, durante a última
guerra mundial, ofereceram o abrigo e o esconderijo aos Judeus, e por
isso, pegos pelos nazistas foram fuzilados. São mais que 2500 pessoas fuziladas,
e os seu nomes estão gravados no granito preto. A grande inscrição em branco
anuncia: (em polonês) "deram a vida pelos amigos...". Quem entra,
escuta suavemente, com o fundo musical do famoso pianista polonês Frederico
Chopen, a voz invocando os nomes dos mártires. Impressionante. A memória viva
dos que amaram na prática.... Bom dia...uma benção e oração. Dom Ceslau.
(Aumente as fotos para ver melhor os detalhes. Na frente da
Igreja sou eu e o meu sobrinho, padre, professor da teologia moral e hoje
provincial dos Redentoristas na França).
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11/07/2019
Bom dia. O maior presente que Deus nos concedeu é a família.
Em certa idade poucos ficam dos antigos, mas os novos aparecem com
o mesmo carinho que nós a eles transmitimos. Desculpe, mas agora partilho um
pouco o calor da minha família. Com a benção e oração. Dom Ceslau.
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12/07 2019
Bom dia ou boa tarde. Para mim já é a boa noite.
A alegria partilhada é a alegria aumentada. E a alegria!
Visitei hoje a família dos Pe. Cristóvão Przychocki e Cristóvão Mamala, este
último trabalha e estuda em Roma. Que alegria destas famílias da visita de
alguém que partilha a mesma faina diária como os seus filhos! E ainda o bispo. Como
ficaram felizes! Eles amam o Brasil e o povo brasileiro, por meio de nós,
expressaram isto com mil atenções. Que Deus os proteja e a nós também. Com a
oração e Benção.
......
13/07/2019
Estou em Tuchow, uma pequena cidade onde passei a minha
formação filosófico- teológica durante sete anos. A igreja Basílica Menor é do
século 16. Lindo altar. Preciosa imagem, na sombra da qual cresceu o meu
sacerdócio e - na perspectiva de Deus - o meu episcopado. Peço desculpas
de colocar estes acentos pessoais, mas isto é um pouco da minha história de
vida. Com a benção e oração.
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15/07/2019
Uma simples religiosa, Faustina Kowalska, quase analfabeta,
foi escolhida por Deus para ser a "Secretária da Sua Misericórdia"
(Diário). Hoje visitei estes lugares, já conhecidos pelo mundo com o nome
de: Santuário da Misericórdia Divina em Cracóvia, Bairro Łagiewniki. As
construções são monumentais. Se observa muita oração. Se vê gente do mundo
inteiro. Se ouve tantas línguas, que o lugar parece a bíblica Torre de
Babel. É a Misericórdia Divina que hoje pedimos para o mundo, mas especialmente
para o Brasil. Rezei por todos. Que a Misericórdia Divina alcance a cada um na
sua mais sentida necessidade. Com a benção. Dom Ceslau.
Interior da Basílica, o altar Mor; a janela do quarto onde viveu
e morreu a Santa; a beleza do teto- forro da Basílica...
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16/07/2019
Boa noite. Hoje celebrei a festa da Padroeira N. S. do Carmo
na minha Paróquia Natal, na Igreja onde fui batizado, onde fui coroinha etc. Presidi
a Missa, fiz a pregação e depois a costumeira Procissão em torno da Igreja.
Depois da Missa recebemos a fraternidade de N. S. Do Carmo umas 30 crianças que
já fizeram a 1a Comunhão e alguns adultas, impondo-lhes o Santo Escapulário.
Foi muito lindo. Alguém tirou foto. Depois... a festa em casa com os
familiares. Foi lindo. Partilho um pouco do convívio da minha família. Com a
benção e oração. (logo mandarei algumas fotos....)
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19/07/2019
Hoje louvo a Deus pelos meus 55 anos da ordenação sacerdotal
e logo em agosto, 30 de bispo. Celebrei a Missa no Santuário onde eu fui, em
1964, ordenado padre, junto com os 18 colegas. Pedi a Deus por todos que
encontrei nas minhas andanças missionárias pelo mundo durante toda minha vida
sacerdotal; por onde celebrei e preguei a Palavra de Deus. Com a oração e a
benção especial Dom Ceslau.
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22/07/2019
Boa tarde. A despedida tem um gosto de melancolia,
esperança.... Despedi a minha família, meu sobrinho padre, com quem
passei 15 dias, está no caminho a casa em Paris, e eu também deixei os meus e
amanhã começo a viagem rumo a casa, em Salvador. Deus seja louvado pelos dias
que aqui passei no seio da família. A família é o maior presente que Deus nos
deu. Com a benção e oração, dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA,
escritor, membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.
BEM-VINDO DE VOLTA À PÁTRIA AMADA BRASIL, CARÍSSIMO PASTOR
DOM CESLAU STANULA!
* * *
domingo, 21 de julho de 2019
O “NON POSSUMUS” DO CARDEAL ALEMÃO - Péricles Capanema
18 de julho de 2019
Péricles Capanema
“Non possumus” — não podemos; na linguagem corrente, não
posso. Não podemos foi a resposta de São Pedro e São João ao príncipe dos
sacerdotes que lhes proibia a pregação do Evangelho. “Se é justo diante de
Deus obedecer antes a vós que a Deus, julgai-o vós mesmos; não podemos, pois,
deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At 4, 19-20).
“Non possumus” é expressão usualmente empregada quando dever
de consciência impõe desacordo público com algum ato de autoridade. Foi, assim,
por exemplo, que Pio IX (1792 – [1846] 1878) respondeu a Napoleão III
(1808-1873) que havia sugerido a ele, como Chefe dos Estados Pontifícios, a
entrega da Romagna a Vitor Emanuel II (1820-1878), na ocasião ainda rei da
Sardenha.
Os exemplos se multiplicam na vida pública e privada.
Preciso, porém, falar de um cardeal alemão, erudito e destemido, que há pouco,
publicamente, disse um “non possumus”, fundamentado e sereno, que ecoa de alto
a baixo na Igreja. Dom Walter Brandmüller [foto acima], nascido em 1929,
recebeu em 2010 o capelo cardinalício de Bento XVI. Reconhecido como sacerdote
douto nos ambientes eclesiásticos e da alta erudição, em especial grande
historiador, passou a vida em reflexões, estudos, aulas, congressos,
publicações; tem numerosos livros difundidos no mundo inteiro. Foi só no outono
da existência, 81 anos, como prêmio e reconhecimento de bons serviços recebeu a
púrpura.
Estamos na véspera do Sínodo sobre a Pan-amazônia. Ou por
outra, do sínodo sobre a Amazônia inteira. É região imensa, compreende a bacia
do rio Amazonas, são 6.900.000 km2, dos quais cerca de 3.800.000 km2 no Brasil.
Além do Brasil, abarca sete outros países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana,
Peru, Venezuela. Suriname. E ainda a Guiana Francesa. No Brasil, a Amazônia
Legal representa 59% do território, onde em 2000 viviam 20,3 milhões de
pessoas, sendo 68,9% em zona urbana. Hoje, certamente, muitos mais.
O Sínodo, que se reunirá em Roma de 6 a 27 de outubro
próximo tem como lema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma
ecologia integral”. Observadores e comentaristas, considerando a amplitude dos
temas propostos, afirmam que suas conclusões podem mudar o rumo da Igreja. Até
agora, seu mais importante documento, espécie de pauta prévia, é a
“Instrumentum laboris” (instrumento de trabalho), divulgado pela Santa Sé em 17
de junho último.
Foi em relação a tal documento, que tomou posição o cardeal
dom Walter Brandmüller em documento de 27 de junho cujo original traz o título
“Eine Kritik des ‘Instrumentum Laboris’ für die Amazonas-Synode” — Crítica da
“Instrumentum Laboris” para o Sínodo da Amazônia.
O Purpurado iniciou suas palavras vergastando a ingerência
indevida da proposta em matéria temporal: “Para começar precisamos nos
perguntar por que um sínodo de bispos deveria tratar de temas que — como é o
caso de três quartos da ‘Instrumentum Laboris’ — têm só marginalmente algo
relacionado com os Evangelhos e a Igreja. Obviamente que a partir deste sínodo
de bispos, realiza-se uma intromissão agressiva em assuntos puramente temporais
do Estado e da sociedade do Brasil. Há que se perguntar: o que a ecologia, a
economia e a política têm a ver com o mandato e a missão da Igreja? E acima de
tudo: que competência profissional e autoridade tem o sínodo eclesial de bispos
para emitir declarações nesses campos? Se o sínodo realmente o fizesse, isso
constituiria uma invasão e uma presunção clerical, que as autoridades estatais
teriam todo motivo para repelir”.
Com segurança e bom senso o cardeal alemão diz que o
documento é “intromissão agressiva” em assuntos temporais de pessoas
sem qualificação profissional e autoridade para falar a respeito. Vai além,
seria “presunção”, “invasão”, e daria motivo justificado para as
autoridades civis repelirem a ingerência indevida.
Vou tratar apenas de alguns pontos ventilados pelo cardeal.
A seguir, critica o conteúdo teológico do documento, dizendo que, fundado no
ideal do “bom selvagem” de Rousseau e na doutrina iluminista, propende para uma
igreja natural e chega a uma “idolatria panteísta da natureza”. Censura ainda a
rejeição da cultura ocidental, o desapreço da razão, a ereção das
florestas “pasmem, vem até declaradas como um ‘locus theologicus’, uma
fonte especial de revelação divina”. E conclui: “o resultado é uma
religião natural, com máscara cristã”. Em consequência, temos “a
autodestruição da Igreja ou a transformação do ‘Corpus Christi Mysticum’ em uma
espécie de ONG secular com missão ecológico-social-psicológica”. Para o cardeal
estamos diante de “uma nova forma do modernismo clássico do início do
século XX”.
Seguidor do “seja o vosso falar: sim, sim; não, não”,
conclui o hierarca com clareza solar: “Portanto, deve ser dito hoje com
força que a ‘Instrumentum laboris’ contradiz o ensinamento vinculante da Igreja
em pontos decisivos e, portanto, deve ser qualificada de documento herético.
Dado que até mesmo a revelação divina ser aqui questionada, ou mal-entendida,
deve-se também falar que, além disso, é apóstata. […] A ‘Instrumentum Laboris’
usa uma noção puramente imanentista de religião [..] constitui um ataque aos
fundamentos da fé, […] deve ser rejeitada com a máxima firmeza”.
O documento do cardeal Walter Brandmülller é bálsamo para os
católicos brasileiros. Eles haviam se escandalizado com a linguagem balofa,
vaga, imprecisa, quando não escandalosamente falseadora da realidade, cheia de
ambiguidades estudadas, que perpassa toda a “Instrumentum Laboris”, mas que
invariavelmente bafeja programas de ecologia extremada, anticapitalistas,
coletivistas, favorecedores do primitivismo indígena; enfim, pautas propugnadas
pela esquerda de todos os matizes, em especial a radical.
...
Comentários
José Antonio Rocha
18 de julho de 2019
Más, Irmãos em Cristo, não tenhamos medo. Se o império
Romano não consegui, não será um “bando” de novos Judas Iscariotes que
conseguirá prostituir a única Igreja edificada por Jesus Cristo. Deus é mais
forte que todo o mal. Jesus Cristo venceu o mundo, a morte e o pecado. O
coração imaculado da Virgem Maria triunfará. Amém.
Costa Marques
18 de julho de 2019
Oportuno comentário sobre a nova religião de fundo panteista
promovida ou desejada pelos mentores do Sinodo da Amazônia.
Como bem lembrou São Paulo, baseado no Antigo Testamento, “os deuses dos gentios são demônios”. Essa afirmação do Cardeal Brandmüller de que o resultado do Sínodo da Amazônia “é uma religião natural, com máscara cristã” nada tem a ver — é bom que se esclareça — com a religião natural dos Patriarcas (anteriores portanto à Moisés), também chamada Religião Primitiva em que o Sacrificio de Abel, de Abraão eram bem aceitos por Deus. Costa Marques
Como bem lembrou São Paulo, baseado no Antigo Testamento, “os deuses dos gentios são demônios”. Essa afirmação do Cardeal Brandmüller de que o resultado do Sínodo da Amazônia “é uma religião natural, com máscara cristã” nada tem a ver — é bom que se esclareça — com a religião natural dos Patriarcas (anteriores portanto à Moisés), também chamada Religião Primitiva em que o Sacrificio de Abel, de Abraão eram bem aceitos por Deus. Costa Marques
Luiz Guilherme Winther de Castro
18 de julho de 2019
Infelizmente, a nossa Santa Madre Igreja Católica Apostólica
Romana, sem generalizar, é claro, aqui no Brasil tem se intrometido em assuntos
que não lhe dizem respeito.
Mas, não é só a Igreja, não! Outros órgãos e instituições, como a OAB têm feito o mesmo.
Mas, não é só a Igreja, não! Outros órgãos e instituições, como a OAB têm feito o mesmo.
MARIO HECKSHER
18 de julho de 2019
Excelente artigo, que precisa ser lido não apenas pelos
católicos, mas por todos os cristãos.
Celso da Costa Carvalho Vidigal
18 de julho de 2019
Sugiro que o artigo de Péricles Capanema acima e outros o
IPCO tem publicado referentes ao Sínodo sejam enviados pessoal e diretamente
para todos os bispos dos paises que contêm partes da Amazonia, esclarecendo que
os envios se devem à suposição de que o assunto os interesse e que, se eles
preferirem não recebê-los, respondam pedindo para não mais enviá-los.
* * *
PALAVRA DA SALVAÇÃO (140)
16º Domingo do Tempo Comum – 21/07/2019
Anúncio do Evangelho (Lc 10,38-42)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e certa
mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Sua irmã, chamada Maria,
sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra.
Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela
aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha,
com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!”
O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te
preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é
necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo
Ricardo:
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Trabalho contemplativo
Marta e Maria - Johannes Vermeer
“Maria sentou-se aos pés do Senhor, e escutava sua palavra”
(Lc 10,39)
Neste domingo (16º TC), a liturgia nos desloca até Betânia,
a viver Betânia, a ser Betânia, lugar de acolhida e hospitalidade; ali somos
convidados a entrar em casa de Marta e Maria, junto com Jesus, para deixar-nos
impactar por tudo o que acontece nesse ambiente tão familiar e humano.
Betania, “casa do pão”, simboliza um lugar de nutrientes, de
alimento em sentido amplo: afeto, distensão, sensibilidade, cuidados, atenção,
presença e ternura. Para Jesus, Betânia é um lugar de intimidade e de
descobertas; busca acolhida na casa das duas irmãs, nesse anseio tão humano de
companhia, hospitalidade e contato. É frente às suas amigas de Betânia que
Jesus deixa transparecer, de um modo mais explícito, a dimensão feminina de sua
vida.
Quando Jesus passa e se permite o encontro, as pessoas são
transformadas. Ao hospedar-se na casa de Marta e Maria surge a novidade: uma
mulher senta-se aos pés do mestre em horário dos trabalhos domésticos. As palavras
de Jesus embelezam o coração mediante os ouvidos atentos de Maria. Ela bebe do
poço profundo do “novo” ensinamento. A Jesus também não lhe interessa outra
coisa que não seja formar mais uma discípula.
À luz deste relato, abre-se uma nova perspectiva para a
mulher. Maria, é acolhida por Jesus como interlocutora privilegiada. Talvez
seja o relato mais subversivo do evangelho. “Sentada aos pés de Jesus, escutava
sua palavra”. Maria está ali como discípula. A parte essencial, que não lhe
será tirada, é a marca dessa experiência aos pés de Jesus.
Isto desloca toda uma concepção machista da época que não
permitia às mulheres serem discípulas de um mestre. Mas, para Jesus, a mulher
também precisa desenvolver sua interioridade, precisa ativar seus recursos internos
para o seu enriquecimento como pessoa humana. Quando se elimina a gratuidade do
encontro e da acolhida, a vida pode perder seu sabor e seu sentido. Na atitude
de Maria, Jesus convida todas as mulheres a desenvolver seus valores
espirituais; Maria, por sua vez, oferece a ocasião para Jesus desvelar tudo
isso.
Se queremos compreender mais profundamente o verdadeiro
sentido do texto deste domingo, não devemos esquecer o contexto do evangelho de
Lucas. Situado dentro da viagem a Jerusalém, este relato procura revelar o
perfil daqueles(as) que querem seguir Jesus. Durante essa subida, Ele vai
formando os(as) seus(suas) discípulos(as).
Lucas é o único que relata este episódio em Betânia e não é
casualidade que, uma vez mais, se sinta interessado em destacar a importância
das mulheres na vida pública de Jesus. Não tem nenhum sentido extrair deste
relato uma distinção ou uma oposição entre a vida contemplativa e a vida ativa;
tampouco deixa transparecer a pretendida superioridade de uma sobre outra. Não
é correto interpretar este evangelho como proclamação de dois tipos de
cristãos: uns que se dedicam à vida ativa e outros à contemplativa.
Poderíamos dizer que esta imagem caseira do encontro
amistoso entre Jesus e as irmãs revela uma atitude sensata na vida, de acordo
com a tradição sapiencial: “Tudo tem seu momento, e cada coisa seu tempo” (Ecle
3,1). Jesus não censura Marta por trabalhar; o que Ele censura é a sua
inquietação, a sua preocupação, o fato de andar agitada no seu “tarefismo”,
“com um olhar atravessado” para sua irmã, a quem se queixa e clama uma
intervenção de Jesus.
Jesus chamará Marta por duas vezes, como Moisés foi chamado
por Deus diante da sarça ardente, porque o lugar que ela pisa, sua própria
casa, é sagrado e há nela um fogo que não se consome. Ele a chama para que não
se identifique com sua função, nem com seus afazeres, mas que vá progredindo em
direção ao seu “eu profundo”, que saia da dinâmica das comparações e se atreva
a ser “Marta completa”.
O que Jesus censura em Marta é, sobretudo, o seu estrabismo.
Dois olhos que olham, cada um para uma direção diferente. No entanto, “uma
única coisa é necessária”. Com efeito, Marta tenta olhar, ao mesmo tempo, para
Jesus e para a irmã; dessa forma, não consegue enxergar o único Bem-Amado. Compara-se
com a irmã, está possuída pelo que os antigos chamavam o “demônio da
comparação”. Trata-se de uma tendência, presente em todos nós, de nos comparar,
nos avaliar, viver incessantemente equiparando-nos aos outros. Esse “demônio” é
sempre atual e acaba por envenenar múltiplas relações.
Quando comparamos, passamos ao largo do único necessário. A
comparação faz com que nós não percebamos “a única coisa necessária”. A “melhor
parte” não é somente a contemplação, é não ver Jesus. A melhor parte é olhar em
direção a Ele, é termos o desejo orientado para o Senhor. E se nosso desejo é
orientado para o Senhor, nós podemos ter momentos de contemplação e momentos de
ação. Não são momentos opostos. A não-dualidade entre ação e
contemplação, trabalho e repouso, encontra-se nessa unificação ou nesse
despertar do olhar em direção ao Único. A qualidade da ação e da contemplação
depende da orientação do coração e da inteligência em direção Àquele que mantém
unidas todas as coisas.
A cena de Betânia nos está dizendo: todos somos, ao mesmo
tempo, Marta e Maria. Todos nos sentimos, com frequência, ansiosos,
angustiados, dispersos e tentados a fazer da eficácia nossa principal
preocupação. Mas, vivemos também a experiência do sossego e da unificação, que
nos faz ordenar nossas prioridades e viver centrados no essencial. E, uma vez
mais, somos convidados a saborear a Palavra que, no mais profundo de nós
mesmos, se converte em uma fonte de assombro e de prazer e nos reenvia a um
serviço mais generoso e mais livre.
Marta representa um lado nosso que calcula, que mede e que
compara. É preciso reencontrar Marta em união com Maria. Não é nada fácil
manter o equilíbrio, integrando-as. Marta e Maria são como os dois olhos de um
olhar, ou as duas faces do mesmo rosto. Os dois olhando em direção ao Único.
Significa unir em nós, Marta e Maria, a contemplação e a ação, o silêncio e a
palavra. A “melhor parte” está por todo lado: é o Senhor que deve ser acolhido
em nossa ação e em nossa contemplação, no trabalho e no descanso.
Ser humano é ser capaz de ação e ser capaz de contemplação.
Mas o único necessário nesta ação ou nesta contemplação, no trabalho ou no
repouso, é amar o Senhor. Em cada momento devemos buscar alcançar nosso “eu
profundo” – exatamente onde jorra a vida – e formar uma só coisa com essa Vida
que atua incessantemente no nosso interior. Estar centrado na Fonte: eis a
melhor parte.
Texto bíblico: Lc 10,38-42
Na oração: Entre em sua “Betânia interior”: verifique
se ela é lugar de integração, unidade e pacificação. Ou, pelo contrário, espaço
de divisão, ruídos, ansiedade e preocupação.
- “Betânia interior” se projeta na “Betânia exterior”: peça
a Deus a graça de poder transformar a sua casa em nova Betânia: casa da
acolhida, da amizade, da partilha solidária, da convivência sadia...
Pe. Adroaldo Palaoro sj
* * *
sábado, 20 de julho de 2019
DIA DO AMIGO 2019
DE AMIGO
Amigo é aquele que
Para servir interfere,
Vê fundo onde ninguém vê,
Pensa feridas – não fere!
Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras - AGRAL
* * *
A QUINTA DIMENSÃO
Como as pessoas que vivem na quinta dimensão estão
agindo?
1 Não estão mais conseguindo assistir televisão.
2 Para elas competir não faz mais sentido. Ao invés de
competir preferem compartilhar e se divertir.
3 Sabem que a quinta dimensão não é um lugar, mas sim
uma frequência, um estado vibracional.
4 Não têm mais medo do desconhecido. Sabem que o mundo
extrafísico faz parte da Natureza e a paranormalidade deve ser encarada como
algo natural e não como algo amedrontador e assombrado.
5 Sabem que o diabo de maneira literal não
existe. O que existe é uma imensa egrégora alimentada pelo orgulho, o
egoísmo, a ganância, os medos e as ilusões.
6 Sabem mergulhar nas maravilhas do autoconhecimento e
aproveitar plenamente a própria companhia quando estão sós, mas quando estão
com outras pessoas, querem estar com elas por inteiro e intensamente.
7 Sentem que possuem um propósito de vida e querem
encontrá-lo, mas precisam se render e parar de controlar suas vidas, pois já
perceberam que quanto mais querem controlar, mais atrapalham a manifestação de
milagres em suas vidas.
8 Já compreenderam que vencer na vida não significa morrer
rico e muito menos vencer os outros para mostrar que é melhor e mais combativo.
Sabem que vencer na vida é vencer seus limites e medos e chegar no fim da vida
com o coração vibrando em gratidão por saber que, se não conseguiram cumprir
tudo o que vieram cumprir, pelo menos tentaram.
9 Já estão compreendendo que a saudades não é um sentimento
ruim e de perda, mas sim um sentimento que traz a certeza que um dia
reencontrará todas as pessoas que amaram e um dia passaram em sua vida.
10 Querem ajudar a alma do mundo e estão prontas para
isso, pois é um dos propósitos que veio cumprir nesta passagem terrena
atual. Sabe que não veio aqui somente como turista espiritual.
(Autor não mencionado)
* * *
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