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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

REFERÊNCIAS DA VIDA... João de Paula



Sempre vai ter uma vida que sirva de bom exemplo, ou mais. Assim caminha a humanidade.

Vivamos com as referências boas da vida, as virtudes, os gestos e ações dos homens e das mulheres de honra e gloria.

Existe VIDA onde estamos;  cantos e encantos, clamores e agradecimentos, acertos e erros, alegrias e tristezas, amor e ódio, porque tudo isso faz parte do mundo dos vivos.

Gente boa! Amável, Sincera, Atenciosa!
Gente carinhosa! Participativa, do Bem!
Gente especial! Grata, cortês, Feliz!
Gente sincera!
Gente que vale a pena a gente ter 
do lado da gente, ou mais.

Existem pessoas que vivem na doença, na pobreza e no conflito; criaturas sem amigos, sem família, sem posses do que é bom; e vivendo na desigualdade social. Tudo isso faz parte da vida dos humanos. Não devemos é ficar feliz com a miséria alheia. Nem ostentar, mas termos misericórdia e generosidade para compartilhar a vida feliz e duradora.

Nosso papel é o de irradiar paz e a arte do bem viver; e não se corromper pelo egoísmo e nem pela ganancia, nem pelo ódio e vingança, para que possamos ser boas referências da vida, vida a dois, vida abundante, vida com o amor de Deus.

Há sempre um sol para cada pessoa.
Há sempre um sonho, uma meta, um exemplo, uma verdade para ser seguida e o amor para ser erguido, com a bandeira rósea da paz e do bem. Uma estrela brilhando e um sol nascendo...
Há sempre uma vida desabrochando e outra morrendo...
Há sempre um novo amanhecer... Sempre a esperança e o otimismo em dias melhores...
Há sempre um bom amigo na estrada da vida... Sempre flores e espinhos em nossos jardins e nos jardins dos nossos vizinhos.
Há sempre um coração generoso para nos servir e ser útil nas horas em que precisarmos.
Sempre alguém com os pés no chão e o olhar voltado para o futuro.

A bondade, o sabor, o prazer, a decisão, o progredir, a evolução, o nascer e o morrer fazem parte de nós viventes, que devemos fazer do hoje o melhor dia para saltarmos de felicidade com quem amamos, com quem admiramos, com quem devemos fazer juras de amor ou mais. Juntos seremos fortes.

Sempre haverá um coração de fé e otimismo acreditando no maior bem, na prosperidade, no bem estar, na espiritualidade e em Deus.

Sempre haverá um coração amando, outro odiando, outro invejando, outro com toda maldade e impurezas, porque faz parte da vida dos humanos. Nosso papel de ser razão superior é o de manter o equilíbrio, a tolerância, a humildade, o perdão.
Nosso papel é procurar a luz, a luz que não se apaga, é buscar Deus enquanto podemos achar e vivencias as boas novas, as boas notícias, as boas mensagens, as boas verdades.

Há sempre um novo dia para todos que vivem nesse planeta terra, com sorte, com graça, com o progredir infinito, com as mãos que trabalhão e servem de bons exemplos. As mãos da gloria. As mãos da Vitória. As mãos do êxito e do sucesso.

Há sempre uma nova opção de vida, entre o bem e o mal. Uma nova chance, um novo momento, um novo acolher, um novo casamento, uma nova união, uma nova amizade, um novo encontro, uma nova carta, um novo documento, um coração novo, porque tudo isso são referências da vida.

Vamos ao trabalho, ao lazer, ao estudo!
Vamos ao caminho da verdade e da vida.
Vamos todos gerar felicidade 
e não querer entrar a pulso pelo buraco da agulha.
Vamos à oração e á ação.
Vamos nos aproximar cada vez mais de Deus 
com as referências boas da vida.
Viva.
"Assim caminha a humanidade..."


João Batista de Paula 
Escritor e Jornalista

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA FRASES – “Entre Aspas”



“Entre Aspas”


Antes de poder vencer, tem de crer que é digno disso.
-Mike Ditka em Sports Illustrated.

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Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas.
- Molly Ivins, comentarista política.

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O hoje está sempre aqui. O amanhã, nunca.
- Toni Morrison, Beloved (Knopf).

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A civilização é a arte de viver em cidades de tal tamanho que todos não conhecem todos os outros.
- Julian Jaynes, The origin of consciousness (Houghton Mifflin).

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Integridade é dizer a verdade a mim mesmo. E honestidade é dizer a verdade aos outros.
- Spencer Johnson, “Yes” or “No” (HarperCollins).

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Fala-se muito a favor dos debates e pouco a favor da harmonia.
- Cullen Hightower em Quote.
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Você tem de ser o primeiro, o melhor ou diferente.
- Loretta Lynn, cantora.

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Todos nós vivemos em ambientes virtuais, definidos por nossas ideias.
- Michael Crichton, Disclosure (Knopf).

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A imaginação nos permite escapar do previsível. Permite-nos responder ao fato patente de não podermos voar dizendo: “Preste atenção!”
- Bill Bradley, Volues of the game (Artisan)

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As pessoas que importam não são as que têm as credenciais, mas as que têm o interesse.
- Max Lucado, And the angels were silente (Multnomah).

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Uma “boa ideia” de verdade é aquela que deu certo. Portando, jamais poderemos saber se algo é bom ou ruim sem que experimentemos.
- Nelson Sampaio, em O profissional do futuro (Nobel).

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Um inimigo comum não faz uma amizade verdadeira.
- Richard Stengel em Time.


FONTE:  Rader’s Digest Seleções, Fevereiro 2000

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A POÉTICA TRAJETÓRIA DE DIEGO MENDES SOUSA - Entrevista



É com muita honra e alegria que trazemos um pouco da vida, especialmente da carreira literária (que já conta com 15 anos de labuta), deste jovem e inspirado parnaibano, autor de inúmeras obras, importantes títulos e elogiado por gigantes da Literatura como O.G. Rego de Carvalho e Lêdo Ivo. Estamos evidenciando o poeta Diego Mendes Sousa, que concedeu entrevista a Claucio Ciarlini e Carvalho Filho.



CLAUCIO CIARLINI - Relate-me um pouco sobre a sua origem. Quando e onde nasceu, cresceu, suas principais referências familiares, etc.

DIEGO MENDES SOUSA -  Agora que sou galho, uma tremenda raiz puxa-me os pés.  Nasci na Parnaíba - costa solar, fluvial e marítima do Piauí - na Santa Casa de Misericórdia, ali no bairro São José, às 22h do dia 15 de julho de 1989, sob as peritas mãos da Dra. Gildete. Minha mãe Silvana Pereira Mendes, decerto, não imaginara que - naquela noite de Boi de São João - semeava o seu gemido eterno. Antes do meu batismo católico apostólico romano, chamava-me Igor, nome de príncipe, mas que, por um impasse paterno, me tornei Diego, ou seja, e ainda, um duplo ego em exaltação e em vozes. Um perfeito Narciso! Vim com as dores profundas e com o desejo de santidade. Cheguei da Criação pronto. A poesia fizera-se carne e ressuscitei nesta infância atávica de ler o mundo.

 Meu dom de curandeiro da palavra manifestou-se cedo. Não fui uma criança normal. O tempo foi abrindo clarões em minha mente. O mínimo olhar era motivo de reflexão e de incisão lírica.Hoje, tenho a convicção de que o meu interior era uma multidão de sonhos clamando por liberdade. Também fiquei a saber que era poeta. Que Poeta vem acabado. Cresci em cidades iguais, que possuem os mesmos horizontes oceânicos. Vivi no tríptico Parnaíba - Tutoia - São Luís do Maranhão, nessa ilha de José Sarney, fiz-me autodidata em estudos literários e históricos avançados.

 Muito moço, por volta dos 10 anos de idade, convivi com Josué Montello, José Chagas e Nauro Machado, que me selaram de cultura. Descobri, na casa dos meus avós, que eu era sobrinho-neto do Ferreira Gullar, que a poesia me impregnara desde a linhagem sanguínea. Nunca mais fui o mesmo. Minha avó, Maria José Ferreira Sousa (1925-), foi-me referência absoluta. Mulher de caráter ilibado e de pulso profissional competente e de vanguarda, ela me deu a oportunidade de conhecer todas as artes: pintura, cinema, música, teatro, óperas... Sua biblioteca particular era humanista. Li Rainer Maria Rilke e Marcel Proust nas prateleiras da nossa casa!

Fiz amizade com Benjamim Santos, Tarciso Prado, Alcenor Candeira Filho, Rubem Freitas e Assis Brasil (nomes literários da Parnaíba) através dela. Minha avó foi a minha primeira salvação! Tomei gosto pela cultura popular e memorialística por intermédio das orientações do meu avô, Aldi do Espírito Santo Anunciação Sousa (1933-2014), carnavalesco e pintor, mestre em serigrafia. Deixou a sua marca na história da Parnaíba com o Bloco Bafo da Onça. Meu avô foi a minha primeira intensidade humana! De marchinha em marchinha, fui cantando os tormentos de uma alma extremamente triste e sombria, sob passos de caranguejos e siris.


CLAUCIO CIARLINI - Em que momento e em quais condições nasce o Poeta Diego Mendes Sousa? Quais são suas referências?

DIEGO MENDES SOUSA - Sempre quis ser escritor.
Pensava em ser Romancista, ter estatura intelectual de um Victor Hugo ou de um Thomas Mann, que li em tenra idade. Em 1997, ganhei um livro intitulado "Bíblia Ilustrada Para Crianças", presente amoroso da minha avó Maria José. Aquilo foi o fascínio inicial! Veio a se integrar com "A Casa da Paixão" de Nélida Piñon, que recolhi (pela capa de uma fêmea desnuda e coberta de sol) no ano seguinte, em 1998, em um sebo do centro histórico de São Luís. Bebi o sagrado e o profano ao mesmo instante. Fui um menino maduro que entrou na idade da razão antes do tempo. A narrativa poética e erótica de Nélida causou-me um choque raro, de tanta beleza! Aí, disse para mim mesmo: quero ser um poeta-romancista! Só depois descobri que isso se chamava prosa poética. Na verdade, o desejo de ser escritor precedeu o poeta. Este poeta convicto, nasceu em 2003, quando viu, em uma ladeira da Rua do Sol, na Ilha do Amor, uma mulata subindo. Revi o texto de Nélida Piñon em uma atmosfera concreta: uma mulher, a metáfora do sol, os contornos do canônico, a poesia explodiu em mim! De repente, a imagem transformou-se em verso e escrevi o primeiro poema: "Os momentos possuem as ladeiras obscenas."

Deixei o romance que havia rascunhado nos meses anteriores a julho de 2003, intitulado O Filho de Athenas (que ainda hoje dorme na gaveta, porque sou da caneta e do papel) e ingressei no mistério sem volta e obscuro da grande Poesia. Daí até a publicação da primeira obra literária, levei três anos, trazendo a lume o livro Divagações, em 2006, já enevoado da magia de Rimbaud e de Lêdo Ivo, para além da alquimia de Lorca e de Gerardo Mello Mourão.


CLAUCIO CIARLINI - Comente sobre as suas obras, quando e por quais contextos elas foram lançadas?

DIEGO MENDES SOUSA - A preparação para a publicação do meu primeiro livro de poemas foi uma epopeia, uma costura entre o segredo e a vontade de revelação. De forma independente e sem comunicar a ninguém, fui a uma pequena gráfica na Avenida Álvaro Mendes, no bairro Nova Parnaíba, onde morava e pedi um orçamento. Tratava-se da GuidoArt, de propriedade do Guido, que era leitor assíduo e poeta, além de ser detentor de uma excelente biblioteca, onde identifiquei a obra completa do simbolista piauiense Da Costa e Silva, pai do Alberto da Costa e Silva, africanista e membro da Academia Brasileira de Letras. No meu silêncio habitual, juntei as mesadas que ganhara da minha avó. Passei quase um ano para conseguir levantar o montante necessário. "Divagações" foi escrito entre os anos de 2003 e de 2005, nas cidades de São Luís e Parnaíba. Somente no fim de 2006, consegui lançá-lo, em noite festiva, com o patrocínio familiar. Antes, em março de 2006, levei "Divagações", em manuscrito, para a leitura acurada do Dramaturgo Benjamim Santos.
Envergonhado, por acreditar que meus versos eram feios e desregrados, tive Benjamim Santos como primeiro leitor e único amigo. Qual espanto! Pois Benjamim bradou que eu era o maior bardo da Parnaíba, no momento em que cheguei em sua residência, para saber notícias da sua leitura. Não acreditei, é claro, mas ali a semente germinou.

Vi que era possível enfrentar o vasto mundo literário, bem como pensar em uma próspera trajetória na Literatura. Na minha estreia, não existiam as redes sociais nem as festas literárias que hoje estão espalhadas por todo o Brasil. Fiz tudo no corpo a corpo, via Correios, sem sair da Parnaíba, e projetei-me nacionalmente com "Divagações". O passo seguinte pretendia maturidade conquistada e comecei a esboçar a cosmogonia de "Metafísica do Encanto", também produção independente, publicado em 2008 e que conquistou o Prêmio Olegário Mariano da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, por melhor livro de poemas do ano. Em 2009, recebi o convite de Waldir Ribeiro do Val, editor das Edições Galo Branco do Rio de Janeiro, para integrar a importante Coleção 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor, que abraçava nomes fortes como Carlos Nejar, Astrid Cabral, Antonio Olinto, Antonio Carlos Secchin, Ives Gandra da Silva Martins, Anderson Braga Horta, Gabriel Nascente, Aricy Curvello, Lourdes Sarmento, Darcy França Denófrio, dentre outros de reputação poética inconteste. Conheci o amor da minha da vida, a minha alma gêmea, a minha Musa Altair e escrevi para ela "Fogo de Alabastro" (2011), um livro lírico, muito rico em imagens sonoras e sutilezas universais. Elaborei "Candelabro de Álamo" (2012), que foi distinguido com o Prêmio Castro Alves da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, em 2013. Sucederam-se "O Viajor de Altaíba" (2013); "Alma Litorânea" (2014); "Tinteiros da Casa e do Coração Desertos" (2015); "Gravidade das Xananas" (2015); "Coração Costeiro" (2016); "Fanais dos Verdes Luzeiros" (2017); e o que sairá em breve, "Rosa Numinosa" (2018).


CLAUCIO CIARLINI -  Como você enxerga o Diego Mendes Sousa do primeiro livro e o poeta de agora, depois de passada mais de uma década e tantos eventos?

DIEGO MENDES SOUSA - A poesia é um misterioso passar pela plenitude das vivências humanas e das planificações sobrenaturais. Vejo-me caminhando no escuro, porque a criação poética é inesperada. Ora dar-se generosa, ora teima em ser ingrata. A epifania da poesia instiga a espera.
 Noto que mudei deveras, na forma de sublinhar as imagens que me assaltam de repente... uma espécie insight. Todo poeta se abisma em um círculo. Seus temas escapam. Sua visão de mundo cresce. Suas experiências se contradizem ou se desdizem. No entanto, a essência mantém-se ali, no centro dos seus motivos e dos seus sentimentos. A poesia é um ato de coragem e de justiça consigo mesmo. É a porta de saída para as misérias e as tristezas do ser. Ela também festeja as alegrias, mas essas, vêm disfarçadas de amplidão no tempo. É a abertura da claridade, quando afastada a pertinência da solidão. Escrever é estar no vazio dos pensamentos. É uma alquimia de sonhos transmutada em palavras. Fiz o meu percurso isolado. Não tive grupo ou movimento de diálogo com outros poetas. Não participei do barulho das ruas, tudo isso por escolha mesmo, de forma pensada. Como sou tímido, reservei a introspecção do meu canto e fui andarilho dos meus próprios versos.


CLAUCIO CIARLINI -  O que podemos esperar do próximo livro de Diego Mendes Sousa?

DIEGO MENDES SOUSA - Estou trabalhando a publicação de "Rosa Numinosa". Uma obra diferenciada por seu teor místico, que escala cenas bíblicas, com profecias que carrego ínsitas dentro de mim. Tenho o dote da vidência. Consigo ler a palma da minha mão! Minha miragem é de um cigano que calha almas ou de um xamã que prepara o espírito no além tempo. Como poesia é mistério, a dose amarga do meu jardim é uma rosa que se despetala imaginariamente ou desabrocha para o destino.

A rosa é o símbolo da delicadeza. Por ser a demonstração do que é refinado e valorativo, a rosa serve ao amor e à beleza. Numinoso é o estranhamento sagrado. Desvendar a poesia é um gesto divino, que merece metafísica e ambição ritualística. Nessa liturgia de virtude, o poeta guarda a luz e a fortuna do que há de vir e salta para o futuro dos enigmas que harmonizam a grandeza dos seus gestos sobrenaturais.

Nesse livro, reafirmo ser a poesia um dom que escolhe o rosto necessário.


CLAUCIO CIARLINI - Como você analisa a literatura parnaibana, a de outrora e a de hoje?

DIEGO MENDES SOUSA- Sim, temos uma Literatura proeminentemente parnaibana, seja através de autores nascidos na terra, seja de escritores que na Parnaíba aportaram. O risco da Literatura deve ser universal. Parto do princípio de que ao pintar a própria aldeia, o ser humano intensifica a matiz identitária e ultrapassa o entendimento de si mesmo, pois expõe os seus reais liames culturais, ao revelar usos e costumes que abrem perspectivas a outrem. Até aqui, Parnaíba não teve o seu grande poeta, mas tem o seu grande romancista que atende por Assis Brasil. Parnaíba preservou ou preserva exímios beletristas natos, que ouso nomeá-los: Ovídio Saraiva, Jonas da Silva, Berilo Neves, Renato Castelo Branco, Jeanete de Moraes Souza, Joana Guimarães Neves, Doralice Craveiro de Carvalho, Lena Castelo Branco, Everaldo Moreira Véras, Benjamim Santos,  Alcenor Candeira Filho, José Galas, Manoel Ricardo de Lima, Daniel Ciarlini e Ithalo Furtado, que  esboçaram ou esboçam um projeto nítido e permanente do fazer Literatura. Parnaíba abraçou Luíza Amélia de Queiroz Brandão, Humberto de Campos (de quem sou fã), Benedito dos Santos Lima, R. Peti, Fontes Ibiapina, Lozinha Bezerra e tantos outros.

Quando declaro que Parnaíba não teve o seu Grande Poeta, faço atendendo o chamado autêntico  de que grande poeta é aquele que funda a sua cidade interior, ultrapassa um estado geográfico, ganha um país inteiro e ecoa mundos como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Camões, Fernando Pessoa, Erza Pound, Pablo Neruda, Ariano Suassuna... Gênios raros e graves. De 2015 para cá, com a implantação do Sesc Caixeiral, observo que Parnaíba vive um boom cultural em todas as artes.

 Em especial, na Literatura, com o sopro jovial do livro "Versania", que fincou - de fato - novos e interessantes nomes na cena literária da cidade e que prometem dicções e linguagens. E quem sabe, não estará nascendo aí, os rumos inventivos de um poder extraordinário de dizer as mesmas coisas, de uma maneira mais revolucionária e bela?


CARVALHO FILHO -  O que você prospecta acerca do pensamento segundo o qual o poeta deve ser porta-voz do seu tempo? 

DIEGO MENDES SOUSA- Não somente porta-voz, mas também testemunha do seu tempo. O Poeta anuncia o presente e alarda o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o passado. E nessa imersão de tempos, acaba por ser a memória sentimental da sua gente sanguínea, dos seus conterrâneos e dos seus contemporâneos. A poesia é sempre a boa nova. Ela é a ressurreição da beleza em último estágio.
Primeira dentre todas as artes, mergulha essencialmente em cada peça artística, seja na música, na pintura, no cinema... Bach é perfeição! Van Gogh, enigma! Pasolini, alucinação! A poesia medeia a criatividade. É porta-estandarte da loucura e do onírico, precedendo o abismo das visões. Sinto-me predestinado a escrever o testemunho vertical e horizontal das misérias e das glórias humanas, como porta-voz de um grande crime interior, repleto de tormentos e dores ainda maiores.


CARVALHO FILHO - Por que a poesia? Gostaria que você explicasse um pouco da sua escolha pela poesia.

DIEGO MENDES SOUSA - Fui escolhido. Estou indo de encontro a uma tendência em vigor de que o poeta deve trabalhar a linguagem, como se a poesia fosse apenas carpintaria. Antes de tudo, acredito no sobrenatural. O escritor carioca Marcus Vinicius Quiroga intitula-se poeta-operário. E de fato, a sua poesia é trabalhada, pensada e tematizada. A gaúcha Maria Carpi é magnífica em sua literatura filosófica e plástica, fruto de um aprofundamento conceitual sobre as coisas do mundo.Sou da linhagem do absoluto. Não trabalho. Recebo o jorro de luz de mãos beijadas. Sou do outro mundo, o das constelações e o do sublime. Sou um vate iluminado. Nasci, cresci e morrerei sendo o que sou: um legítimo poeta, inaugural e instantâneo.Pedra bruta, parte de um raio eternizável. Um demônio da beleza, um anjo do introspecto.


CARVALHO FILHO - Rubem Alves dizia que “A poesia é uma perturbação do olhar. O poeta vê o que não está lá. Para ele, as coisas são transparentes, abrem-se para outros mundos”. Estaria Rubem Alves correto? E se estiver, por quais meios um poeta, você, por exemplo, pode manter o olhar perturbado para a vida?

DIEGO MENDES SOUSA - Rubem Alves definiu a mosca-azul. O olhar do poeta perturbado, a transparência no ver. O Poeta é isso e algo mais longe! Vejo a vida pela ótica profunda de um lobo anterior à noite. Toda caçada promete alimento. Ser poeta é comer cru, ao sangue de uma procura pelo sem fim. A poesia é uma carne viva que dói - antes, durante e depois de uma fé inabalável pelo ritmo dos clarões anímicos. Em um poema escrito na mocidade e registrado em "Divagações"(2006), eu disse: "Perturbado é o que não escrevo."


CARVALHO FILHO -  Por fim, há algo que você gostaria de dizer aos leitores?

DIEGO MENDES SOUSA - Peço, humildemente, que me leiam. Atravessar esta vida de dissabores e de crueldade, merece recompensa! O escritor também escreve para ser amado por um público leitor, não apenas para expressar as suas quedas noturnas e as suas ascensões linguísticas. Escrevo por acreditar que o mundo é mutável, que os pássaros voam e o destino é incerto. Até porque, mais tarde, a noite será metálica, na compleição poderosa do deserto firmamento. Na grande inspiração da existência, com a musa da crença viva, espero que os meus poemas invadam o vazio irreparável e nostálgico do meu leitor. Este pedido partirá sozinho às lágrimas de sangue. Canto. Evoé!
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Entrevista com Diego Mendes Sousa publicada originalmente no jornal O Piagüí (Parnaíba-Piauí).


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MOURÃO TEM O DIREITO DE PARTICIPAR DOS DEBATES, EM SUBSTITUIÇÃO A BOLSONARO


12/09/2018

Nada impede - e tudo recomenda - que o vice na chapa do candidato Bolsonaro, general Hamilton Mourão, participe dos debates dos candidatos à presidência da República no lugar do titular da chapa, Jair Bolsonaro.

E duas são as razões: uma, por questão de civilidade, de igualdade, de educação e fidalguia, que se exige de todos os candidatos. Estes, independente da consulta que o vice Mourão está fazendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para saber se pode comparecer na ausência do titular Bolsonaro, deveriam - todos - emitir nota oficial concordando e até mesmo convidando Mourão para os debates. Seria um gesto nobre, de grandeza, de sublimação política e de reverência aos donos da festa, que são os eleitores brasileiros.

A segunda razão é de razoável analogia jurídica. Explica-se: se eleito e não puder comparecer à diplomação, Bolsonaro poderá ser representado por procurador, com poderes específicos para tal fim, conforme autoriza a Resolução nº 19766/96 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

E quanto à posse perante o Congresso Nacional?

Diz a Constituição Federal que a posse do presidente e do vice-presidente eleitos será em sessão no Congresso Nacional, onde o compromisso será solene e publicamente prestado. A presença de ambos, portanto, é indispensável, por se tratar de ato personalíssimo (artigo 78).

Mas se Bolsonaro - se eleito - ainda não puder comparecer à posse? Neste caso, a Constituição Federal manda aguardar dez dias. E se a posse não ocorrer o cargo será declarado vago. Mas existe uma condição suspensiva na própria Constituição. Se o não comparecimento é por motivo de saúde, tanto é motivo de "força maior" e aí o tratamento constitucional é outro. Dispõe o parágrafo único do artigo 78:

"Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago".

Dissecando o que diz a CF: se apenas o vice-presidente comparecer à posse e o presidente não - e a ausência precisa ser por motivo de força maior -, o vice toma posse, assume o cargo até que o presidente tenha condições de assumir.

Ora, se eleito e não comparecendo à posse por motivo de força maior, Bolsonaro é o presidente da República. Ainda não empossado, mas é o presidente. E quem se senta na cadeira presidencial, provisoriamente, é o vice. Mas o presidente está presente. Apenas ainda não tomou posse por motivo mais do que justo, que é o seu tratamento de saúde.

Ora, se o vice da chapa, se eleito o titular, está habilitado a tomar posse e governar o país enquanto durar a impossibilidade do titular, por que não poderá, este mesmo vice, participar dos debates anteriores ao pleito, no lugar do candidato à presidência, substituindo-o, no caso de motivo de força maior que impeça o comparecimento aos debates do titular?

Vamos aguardar a decisão do TSE, que certamente vai autorizar.


Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MARIA DO CARMO D’OLIVEIRA


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Lá se foi uma semana, muita coisa aconteceu na minha vida,
na sua, umas boas, outras nem tanto, e muita gente morreu.

É, isto é inexorável, faz parte , sim, desta vida,
ainda que muitos pensem que tem pé grudado aqui.
 Ledo engano! aqui somos peregrinos, viajantes por um tempo
e nosso porto seguro, permanente e eterno está mui longe daqui.

Mas a viagem é certeira, ninguém vai poder fugir.
A boa nova, entretanto,  é que a morada segura, eterna, nos aguarda no porvir e fica pertinho de Deus livre do mal e da dor.
Lá, meu amigo, ou amiga, só viveremos o amor.. .

- Com Jesus estamos preparados para esta viagem linda!
Ele já pagou a nossa passagem. Louvado seja Deus!


Maria do Carmo Machado d'Oliveira 
Professora e poetisa Itabunense,
residente em São Gonçalo dos Campos – BA.

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EM UMA SEMANA, DOIS ATENTADOS – Frederico R. de Abranches Viotti


12 de setembro de 2018

O Brasil ainda sofria os efeitos de um Incêndio devastador em sua História quando o líder das pesquisas eleitorais é esfaqueado durante um comício, a um mês das eleições presidenciais

♦  Frederico R. de Abranches Viotti

Alguns fatos impactam a Opinião Pública de um país.
Durante mais de uma década, uma seita vermelha governou o Brasil impondo sua agenda ideológica contra a família e contra a propriedade, instrumentalizando o Estado e servindo-se dele para alimentar um partido e seus aliados.

A Esquerda provocou os Pacatos

Confrontando continuamente a índole ordeira de nosso país, os sucessivos governos de esquerda provocaram a reação da maioria silenciosa. Uma maioria que não costuma se manifestar publicamente, mas que procura progredir na vida, educar seus filhos com os princípios que aprenderam de seus pais e trabalhar na pacatez da vida cotidiana.

Já em 1982, comentando esse aspecto da alma do brasileiro, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira advertia que se a esquerda, uma vez no Poder, fosse açodada em impor sua agenda, fosse persecutória, o Brasil se distanciaria dela em um primeiro momento. Depois, ficaria ressentido. Por fim, ficaria furioso. E, agindo assim: “A esquerda terá perdido a partida da popularidade”.[1].

Essas palavras de advertência são hoje mais atuais do que nunca.

O Brasil reagiu

A esquerda perdeu a popularidade. Como uma única voz, os brasileiros foram às ruas em verde e amarelo e se manifestaram pacificamente contra um projeto de Poder que tinha na corrupção um de seus tentáculos.

“Nossa bandeira jamais será vermelha” e “Eu quero o meu Brasil de volta” repetiram milhões de pessoas pelo país inteiro. Ostentando o verde e o amarelo e cantando o Hino Nacional, tais pessoas demonstraram o que desejavam para o País.

O incêndio do Palácio de São Cristóvão

No dia 2 de setembro último, um incêndio devastou a antiga residência da Família Imperial brasileira, o Palácio de São Cristóvão, que abriga o Museu Nacional.

Foi também em um dia 2 de setembro, há exatos 196 anos, que a Princesa Leopoldina, enquanto Regente e nesse mesmo Palácio de São Cristóvão, assinou a ata da reunião do Conselho de Estado na qual foi decidida a independência do Brasil. Cinco dias depois, no dia 7 de Setembro, D. Pedro I proclamou a Independência.

Uma coincidência de datas e de local. Um símbolo de um país que se emancipava de Portugal, tornando-se independente, mas que agora, quase dois séculos depois, era consumido pelas chamas.

Uma parte de nossa identidade, da identidade que se buscou preservar nas manifestações em defesa do Brasil, que agora queimava aos olhos de todos.

Eu quero o meu Brasil de volta, diziam os manifestantes. Mas uma parte dele era queimada no dia 2 de setembro de 2018.

Ao contrário de outros incêndios que ocorreram em museus brasileiros nos últimos anos, este causou uma profunda comoção.

O atentado contra Jair Bolsonaro

Quatro dias depois, outro acontecimento impactou o Brasil.

A um mês das eleições, o candidato que, para muitos brasileiros, representa uma reação contra o PT, contra a corrupção, contra a loucura do politicamente correto e da Ideologia de gênero, sofre um atentado durante um comício.

Era o início da tarde do dia 6 de setembro quando, carregado nos braços de seus correligionários, o candidato Jair Bolsonaro é esfaqueado por um ativista de esquerda. As investigações ainda estão em andamento sobre sua ligação com partidos políticos e mesmo sobre a sua sanidade mental. Mas o fato era inequívoco. Tratava-se de uma tentativa de assassinato contra um candidato à Presidência da República que ocupa a liderança nas pesquisas eleitorais.

Algo estranho ao nosso país, conhecido pela pacatez de seu povo, ao menos até a esquerda tomar o Poder.

Um atentado como esse só pode causar repulsa em todas as pessoas de bem, que esperam a pronta e total recuperação de Bolsonaro.

Dois acontecimentos que se somam

O incêndio do Palácio São Cristóvão e a tentativa de assassinato do candidato Jair Bolsonaro são dois fatos isolados, até onde se saiba, mas que formam um quadro de instabilidade de grande alcance pelo impacto que causaram.

O Brasil real se distancia dos políticos

O País está cansado da esquerda, dessa perseguição do Politicamente Correto e da deturpação do conceito de Direitos Humanos que essa mesma Esquerda patrocina.

Se os políticos, sejam eles de qualquer viés ideológico, não perceberem esse desejo e continuarem a provocar a Opinião Pública, esta lhes escapará das mãos.

Em 1987, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira analisou o Projeto de Constituição do Brasil. Dizia ele sobre esse distanciamento cada vez maior entre o que deseja o Brasil e o que resolvem os políticos:

“À medida, porém, que o Brasil de superfície caminhe para a extrema-esquerda, irá se distanciando mais e mais do Brasil de profundidade. E este último irá despertando, em cada região, do velho letargo. E de futuro os que atuarem na vida pública de nosso País terão de tomar isto em consideração. Se tal não ocorrer, convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado. Em outros termos, quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha nesta para o imprevisto.”[2]

Serenidade e Firmeza pela Restauração do Brasil

Nesse momento, o Brasil precisa de serenidade. Uma serenidade que só é verdadeira se for acompanhada da firmeza na defesa dos valores autenticamente nacionais, sempre de forma legal e pacífica.

A esquerda brasileira, inspirada pelo conceito marxista da luta de classes, dividiu nosso país. Devemos nós, defensores da Civilização Cristã, buscar restaurar o Brasil que é fiel a si mesmo, à sua identidade, ao seu passado.

A inveja destrói o que conquista. Não é possível um país progredir quando seus políticos se deixam levar por uma ideologia que, pelo seu igualitarismo, institucionaliza a inveja, defende a expropriação daquilo que outros conquistaram com seu trabalho.

É preciso respeitar a propriedade, o trabalho acumulado honestamente, a família. Sem isso, não há verdadeira paz social ou progresso econômico. Sobretudo, sem o respeito à Lei Natural e à Lei de Deus, não há nação que se mantenha.

Nossa Senhora nos ajudará nessa empreitada. Saibamos rezar e lutar, sempre dentro da lei, para que o Brasil se livre da seita vermelha.

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[1] Cuidado com os pacatos!, in Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 1982.
[2] Projeto de Constituição Angustia o País. Editora Vera Cruz Ltda. S. Paulo, 1987, p. 201 (grifos nossos).


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BOLSONARO, O ATENTADO ESQUERDISTA, O NOME E O ENDEREÇO DE QUEM PAGA OS ADVOGADOS DO CRIMINOSO


12/09/2018

O candidato a presidente Jair Bolsonaro, muito à frente nas pesquisas eleitorais, foi vítima de um típico atentado político comunista. Alguma dúvida? Então, vejamos:

Segundo a imprensa amestrada, Adelio Bispo de Oliveira, autuado em flagrante, era filiado ao PSOL, partido aliado do PT e tido como uma dissidência mais radical.

Por sua vez, dados básicos sobre o autor do atentado são sonegados pela mídia da esquerda amestrada: o perfil do ativista traçado no Facebook dá conta de que ele, além de cultor do Deus Lula (transformado, segundo a própria divindade, em uma “ideia”), apoia, com igual empenho, o PSOL, o MST, o PSTU e Gleise Hoffman (presidente do PT acusada de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e que já fez invocação ao mundo árabe, dominado por facções terroristas, para libertar o presidiário petista).

Na rede social, Adélio se revela leitor contumaz dos sites “Marxismo-leninismo” e “Coração Vermelho à Esquerda” e ainda das seccionais panfletárias de várias “associações e movimentos sociais”.

Mas o autor do atentado não é apenas um leitor passivo da literatura revolucionaria em trânsito livre na Internet. Ele postou no seu computador fotos em que participa ativamente, no Rio de Janeiro e em São Paulo, de manifestações de rua em favor do “Lula Livre” e das passeatas petistas do “Fora Temer”.

Pior: recentemente, tal qual um Lee Oswald a se exercitar em stands de tiro da KGB, na União Soviética, para assassinar John Kennedy, o ativista Adelio aprimorava sua mira criminosa numa academia de tiro ao alvo em Florianópolis-Santa Catarina.

Outro dado importante – a denunciar o histórico de violência desse admirador de um Lula sempre disposto a “botar o exército de Stédile nas ruas” – são os registros em delegacias policiais de prisões de Adélio por agressões físicas”.

Outro detalhe: em Minas Gerais, o criminoso esquerdista, tido como desempregado, estava hospedado numa pousada de classe média nas proximidades de Juiz de Fora: aguardava, “numa boa”, a passagem da comitiva de Jair Bolsonaro, único candidato a declarar abertamente sua condição de patriota, cristão e anticomunista.

Aqui, a pergunta que se faz é a seguinte: quem financiava as viagens e as estripulias do esquerdista galopante? Quem pagava seus deslocamentos interestaduais e lhe fornecia dinheiro vivo para pagar diárias em hotéis e pousadas?

Qual o nome e endereço de quem paga os quatro (4) advogados do criminoso?

A julgar pelo que se noticia, a Polícia Federal está pedindo em juízo a quebra do sigilo bancário do criminoso. É uma boa medida, mas não basta. Se faz necessário, por exemplo, constatar a veracidade do vídeo em que uma mulher, em meio à multidão, entrega a faca a um homem que, em seguida, a repassa ao autor de atentado. Tal exame é fundamental visto que a mídia amestrada sequer menciona o fato.

O ministro da Segurança Pública de Temer e ex-integrante do Partido Comunista Brasileiro, Raul Jungmann, sempre azeitado em suas falações, disse que o atentado é, basicamente, “um ato isolado de lobo solitário”. Não se pode levar a sério esse tipo de falação. Pelo seguinte: os comunistas, quando matam, planejam a coisa direitinho para atingir seus objetivos e, depois, amaciá-los pelo esquecimento.

Vejam o caso do dissidente León Trotski: o “soba” Joseph Stalin, “pai do povo”, mandou lavar com esmero a cabeça de Ramón Mercader e depois despachou-o para o México, quando, então, o sicário matou a golpe de picareta o criador do exército Vermelho.

(Mercader, ao que se diz, no final da vida foi gozar as delícias tropicais de Havana-Cuba).

No plano interno, temos o escabroso caso de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André e tesoureiro da campanha presidencial de Lula, em 2002, assassinado com mais de 10 tiros numa rumorosa queima de arquivo que envolvia propinas grossas desviadas ilegalmente para os cofres do PT, segundo o irmão da vítima.

Curiosamente, as nove (9) testemunhas da morte de Celso Daniel, que poderiam denunciar os mandantes do crime, foram liquidadas, seguidamente, uma atrás outra, inclusive dentro da prisão onde se encontravam.

Os comunistas, sabe-se, têm uma velha tradição de liquidar seus adversários sem pestanejar. Basta consultar seu histórico de crimes e barbaridades. Em geral, em nome da lógica totalitária, em que os fins justificam os meios, eliminam impiedosamente quem ousa enfrentá-los.

PS 1 – Logo após o atentado ao candidato Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas, a terrorista Dilma Rousseff, um poste inventado por Lula, afirmou que o culpado de tudo era a própria vítima, ignorando que o criminoso era cobra criada do serpentário ideológico comunista. O próprio Adelio, que de doido não tem nada, confessou que era de esquerda e queria matar por motivo político e religioso, embora declarasse depois que “não acreditava em nada disso”.

(Os adversários de Bolsonaro dizem que ele prega a violência, Nada mais falso. Bolsonaro prega a necessidade do cidadão se armar diante de bandidos armados, tendo em vista a ausência do Estado). É muito diferente.

PS 2 – Do sempre bem informado Cláudio Humberto, em sua coluna diária: “Após a notícia da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro, durante sua visita a Juiz de Fora, seguiram-se gargalhadas macabras nas dependências do Ministério dos Direitos Humanos”.

É preciso dizer mais alguma coisa?


Cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.



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