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domingo, 27 de janeiro de 2019

VOZ QUE CLAMA NO DESERTO — 2 - Péricles Capanema


27 de Janeiro de 2019
♦  Péricles Capanema

Tempos atrás publiquei artigos denunciando perigos da aproximação do Brasil com a China. Pelo que me recordo, o primeiro foi de janeiro de 2016, ainda no governo Dilma. Sob o título “O Brasil servo” explicava os riscos mortais da aproximação insensata com a China, então vivamente estimulada pelos deputados federais do PT.

Citei nele partes do documento da bancada petista que exigia crescente alinhamento comercial com a China comunista: “A China tem um conjunto de bancos de fomento que oferecem linhas de crédito e investem em projetos no exterior. Esses bancos têm incrementado sua presença na América Latina”.

O título da matéria, “O Brasil servo”, resumia tudo; a direção econômica exigida pelo PT naquele documento no futuro acabaria com a efetiva independência nacional. Depois de numerosas peças sobre a mesma questão, em 18-2-16 escrevi “Clamando no deserto”. Parecia-me estar isolado em minhas denúncias. Ninguém ventilava o tema. Lamentava eu:

Vez por outra sucede eu ter a sensação de clamar no deserto. Verifico, entre surpreso e desolado, ninguém está dando bola para aquilo por mim tido por importante. […] Vejo com horror o avanço do capital estatal chinês sobre ativos brasileiros. De fato, são gigantescas propriedades no Brasil passando celeremente para o governo do PCC (Partido Comunista Chinês), que vai utilizá-las, mais dias, menos dias, para seus objetivos de dominação de nossos assuntos internos e de hegemonia mundial.

Não podia imaginar que, quase três anos depois, o assunto retornaria acalorado. Lendo as notícias a respeito da comitiva de deputados federais brasileiros (parece-me, também uma senadora) na China, entristeceu-me e me apavorou o desconhecimento palmar do conteúdo, o balbucio inconclusivo das justificações, a superficialidade arrogante, o primarismo ovante — perdoem-me a próxima palavra, mas a verdade tem seus direitos, — a boçalidade desinibida de muitas das intervenções no debate.

Pobre do país que padecer tal representação popular (rezo a Deus que o plantel lá na China não seja amostra válida da totalidade de nossos representantes). É difícil aqui não recordar o dito amargurado de Ulisses Guimarães: “Está achando ruim essa composição do Congresso? Então espere a próxima: será pior”.

Vou repetir agora o que escrevi dias atrás: 87% das inversões chinesas no Brasil são de empresas estatais. Os eufemismos, no caso sintoma de subserviência e temor, correm soltos, disfarçando tal realidade. Expressões preferidas, “capitais chineses”, “investidores chineses”, “capitais da China”. E, de novo, martelo no óbvio: a imensa maioria dos diretores das estatais pertence ao Partido Comunista Chinês. Congruentemente, sua ação favorece os interesses do comunismo chinês que na América Latina, entre outros objetivos, quer minar a influência dos Estados Unidos e apoia abertamente Venezuela e Cuba.

Nenhum diretor de estatal faz a menor ação que possa prejudicar os interesses do comunismo chinês. Os 13% restantes do capital investido, na maior parte, provêm de empresas com ligações próximas com o governo chinês. Vou fazer uma previsão. Você não vai ser informado que 87% do capital chinês aplicado no Brasil provêm de estatais dirigidas pelo Partido Comunista Chinês. Vai continuar a ler e ouvir “investidores chineses”, “capitais chineses”, “capitais da China”, eufemismos, repito, que ocultam a realidade amedrontadora. Continuo a clamar no deserto. Clamor no deserto –1, digamos. 

Mas não quero tratar hoje da disputa acima. Vou falar de outro assunto, mais imediato, reforma agrária. Aqui também já estou começando a clamar no deserto (no caso, clamor no deserto – 2). A verdade evidente, de um óbvio ululante, é que a reforma agrária precisa acabar, já fez mal demais ao Brasil. Prejudicou os pobres, abaixou salários no campo, diminuiu a produção, trouxe insegurança jurídica, tornou improdutivas ou pessimamente aproveitadas terras que poderiam estar produzindo com tecnologia de Primeiro Mundo, gerando riquezas, aumentando a oferta e baixando o preço dos alimentos.

São bilhões e bilhões de reais que ao longo dos anos foram para o ralo (quando não para o bolso de espertalhões, grandes e pequenos). A educação poderia estar mais bem atendida, a saúde, a segurança, sei lá mais o quê. A reforma agrária, disparate sem fim, pesadelo delirante para qualquer um de bom senso, já vitimou 880 mil quilômetros quadrados do território nacional.

Visitem os assentamentos, se puderem (se as patrulhas do MST permitirem), conversem com os vizinhos deles para conhecer na prática o que domina lá dentro. A intimidação, os negócios escusos, as bebedeiras, os roubos, o desrespeito às leis. Tudo isso apoiado pelo INCRA, cuja ação deletéria fez realidade a maldição da reforma agrária para o Brasil. Transcrevo Xico Graziano, ex-presidente do INCRA:

Em 2015, ao completar 45 anos, o Incra divulgou que em sua existência havia assegurado o acesso à terra para 968.887 famílias, agrupadas em 9.256 assentamentos fundiários, distribuídos por 88 milhões de hectares de terra. Para comparação, basta dizer que toda a área colhida na safra passada somou 78,2 milhões de hectares. O Brasil realizou a maior distribuição de terras, pela via democrática, no mundo. [Os assentamentos são] verdadeiras favelas instaladas no meio rural. Bilhões se investiram nessa agenda. [Não existem dados] que permitam aquilatar a contribuição produtiva dos assentamentos. Não se sabe quanto nem o que produzem. A lacuna é intencional. Uma rosca sem-fim. As entidades que lutam pela reforma agrária sempre foram contra a titulação das terras distribuídas. Por quê? Porque preferem ver os ‘sem-terra’ vivendo, décadas, de forma precária, subordinados ao Estado. Somente dessa forma, os MST da vida conseguem manter sua dominância sobre os pobres coitados, fazendo-os comer na sua mão. E, desgraçadamente, aproveitar-se dessa situação para morder nacos do dinheiro públicos. Não promove, pelo contrário, é contrária à emancipação dos agricultores pobres no campo. Os ‘movimentos sociais’ gostam de criar submissão, a mais desgraçada das misérias humanas. Atualmente, já funciona um enorme mercado, paralelo, de venda de lotes, com a conivência do poder público e a participação dos ‘movimentos sociais’. Existe uma brutal concentração fundiária dentro dos assentamentos rurais, onde quase tudo está, irregularmente, arrendado para outrem. Rola uma tremenda picaretagem agrária nas barbas das autoridades. Que ficam de bico calado.

Apesar da realidade evidente, continua a conversa fiada de que é preciso fazer uma reforma agrária criteriosa. O bom critério aqui é acabar já com a reforma agrária, parar tudo, desfazer os estragos em curso, e passar a trilhar rumo sensato que ajude produtores, aumente a produção e favoreça de fato os pobres.

Outro ponto que agride os tímpanos: de momento não existe dinheiro para aplicar no programa. Se houvesse recursos, seria moralmente criminoso torrar o escasso dinheiro público na reforma agrária. Crime contra os pobres, crime contra os produtores, crime contra o bem comum.

Terceiro ponto, a partir de agora, sem levar em conta as invasões, vai se aplicar a legislação. Também é enganador dizer que não haverá reforma agrária para invasor. O normal é nem para invasor, nem para ninguém. A medida que vai favorecer os pobres é sumir com a reforma agrária. Terra para quem quer plantar? Sim, a pública. E não indiscriminadamente, com sujeição ao MST e aos apaniguados do INCRA, mas em quadro novo para quem tem capacidade técnica e habilidade comercial.

Uma palavra final sobre a legislação. A legislação brasileira a respeito é péssima em vários de seus aspectos fundamentais, já deu e tem dado margem a toda sorte de abusos, precisa ser urgentemente revista e consertada, quando não extinta.

O presidente marxista Salvador Allende comunistizou o Chile, arrebentou sua economia, aplicando legislação existente, anterior à sua ascensão ao poder. A estatização das empresas no Chile, iniciada em fevereiro de 1971, foi feita com o uso dos então chamados “resquícios legais”.

A legislação existente hoje no Brasil, como a do Chile à época de Allende, tem muitos “resquícios legais”, eufemismo para indicar legislação facilmente utilizável por governantes de esquerda. Se tal legislação não for extinta, propiciará condições para que um futuro governo de coloração petista nos leve no agro à situação hoje padecida pela Venezuela.

Apenas um exemplo entre dezenas de disparates na legislação. A medida natural, lógica dos defensores da propriedade rural (preocupação para a bancada ruralista) é promover já a aprovação de uma PEC que elimine a essência demolidora do artigo 184 da Constituição.

Reza o monstrengo:

Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. §1º: As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. § 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação.

A verdade que salta aos olhos: desapropriar por interesse social é uma gazua, que permitiu sucessão de disparates (roubos, depois de arrombada a porta). Todo mundo sabe que desapropriar por interesse social, espada de Dâmocles, no Brasil é enganação. Logo a seguir vem a foiçada da desapropriação. O título da dívida agrária na prática é o instrumento legal do esbulho. A desapropriação sai por valor inferior ao real (quando não há tramoia e a desapropriação dispara, aí existe comilança para muita gente) e, a mais, o TDA é negociado com grande deságio. Espoliado o proprietário, ali se instalada a doideira dos assentamentos.

Infelizmente já vou avisando, vou clamar no deserto (o clamor –2) reclamando uma PEC que extraia o tóxico do artigo 184. E é veneno que pode no futuro jogar o Brasil no coletivismo agrário. Falta reatividade viva, interesse lúcido, senso efetivo de proteção aos pobres. Inexiste coragem — a patrulha vai cair de quatro — para propor esta medida de necessidade evidente.

A verdade é que parte do Brasil que conta tem tumores de estimação, xodós cultivados, acariciados e alimentados. Gosta de manter tumores cancerosos. E são vários, dos quais lembrei um, a reforma agrária. Poderia lembrar outro, as estatais. No campo das ideias e emoções, a pena romântica (não efetiva) pelos pobres e o igualitarismo difuso. Tantos mais. Por que não o INCRA? Também o INCRA e sua fedentina. Para boa parte dos dirigentes políticos e mesmo para alguns produtores rurais, é tumor de estimação. Precisa ser tocado de leve, nutrido.



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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

RELAÇÕES BRASIL-CHINA: CINCO INTERROGAÇÕES QUE PREOCUPAM OS BRASILEIROS


21 de dezembro de 2018
♦  Marcos Machado

A mídia nacional e do exterior tem publicado notícias sobre o “comportamento da China” — tanto no plano interno quanto internacional — que nos ajudam a refletir sobre as futuras relações sino-brasileiras e a crescente ingerência chinesa na América Latina.

1. Espionagem e ataque cibernético

Notícia do “New York Times” de 12 de dezembro reproduzida pelo “Estado de S. Paulo” informa que “o ataque cibernético à rede de hotéis Marriott, no qual foram roubados dados pessoais de 500 milhões de hóspedes, é parte de uma investida de espionagem chinesa que também hackeou operadoras de planos de saúde e arquivos de milhões de americanos com acesso a informações confidenciais, segundo duas fontes próximas às investigações. De acordo com as fontes, os hackers são suspeitos de agir em nome do Ministério de Segurança do Estado, a agência de espionagem civil controlada pelo Partido Comunista”.
Prossegue a notícia: “Essas ações [que o governo americano planeja] incluem o indiciamento de hackers chineses trabalhando para os serviços de informações e para as Forças Armadas da China, segundo quatro funcionários do governo que falaram sob a condição de anonimato. O governo Trump também planeja liberar relatórios de inteligência mostrando que as tentativas chinesas de montar um banco de dados contendo nomes de executivos americanos e de funcionários do governo com acesso a informações confidenciais vêm ocorrendo no mínimo desde 2014”.
O artigo se refere ainda a uma trégua de 90 dias negociada há duas semanas em Buenos Aires entre Trump e o presidente vitalício (ditador) chinês Xi Jinping “com vistas a uma eventual mudança de comportamento (sic) da China”.
“Esse comportamento inclui coagir empresas americanas a fornecer dados tecnológicos sigilosos caso queiram entrar no mercado chinês; inclui também o roubo de segredos industriais americanos, que são repassados a empresas estatais chinesas”.1

2. O PC chinês é o verdadeiro ditador onipotente e onipresente

Agora vem a ameaça sobre o Canadá.
Como foi amplamente noticiado, Meng Wenzhou, “CEO da Huawei e filha do fundador da empresa chinesa de telecomunicações, foi presa em 1º de dezembro sob a acusação de fraude e enfrenta extradição para os Estados Unidos” (Epoch Times).
Luís Fernando Novaes, comentando em 10 de dezembro a notícia de Epoch Times, escreve: “A China pressiona veementemente o lado canadense a libertar imediatamente a pessoa detida [Meng Wenzhou] e a proteger seus direitos legais, caso contrário ‘o Canadá deve assumir total responsabilidade pelas graves consequências causadas’, segundo uma declaração de 8 de dezembro do Ministério das Relações Exteriores da China”.
E mais adiante: “O que o regime comunista chinês pode estar ignorando, no entanto, é que os governos em países democráticos não podem interferir nos procedimentos legais”.
“Eu acho que isso é muito típico do comportamento da China”, disse Brian Lee Crowley, diretor do Instituto Macdonald-Laurier. “Eles agem como se comportam internamente, onde cada instituição na China deve se submeter à vontade do Partido Comunista”.2

3. O PC chinês é fundamentalista. Nem Pombal levou tão longe o seu anticatolicismo

Em setembro de 2018 o Vaticano e a China firmaram um “acordo provisório” cujas cláusulas permanecem parcialmente sigilosas.
Após esse acordo continuaram as intimidações, os interrogatórios e as prisões de bispos, clérigos e católicos fiéis a Roma, a destruição de cruzes e igrejas, bem como a proibição aos menores de frequentarem os templos católicos.
A China havia criado — à maneira da Revolução Francesa — a sua “igreja patriótica”, totalmente subserviente ao regime comunista.
Mais ainda, tal igreja sagrou bispos comunistas, alguns dos quais são deputados, à revelia de Roma.
O Papa Francisco cedeu e legalizou os “bispos” da igreja patriótica, empossando-os em dioceses antes conduzidas por bispos fiéis a Roma.
Do que vale um acordo com o regime comunista chinês?3

4. Intervenção chinesa ou “a América para americanos”?

Noticia da UOL de 28-11-18, sobre a reunião do G20 em Buenos Aires, coloca a América Latina como palco de uma disputa entre os Estados Unidos e a China comunista.
“Além da disputa comercial entre Estados Unidos e China, há uma disputa entre os dois países que também diz respeito à projeção de influência política na América Latina.
“O instituto Inter-American Dialogue (Washington) compilou dados de estradas, portos e outros projetos de infraestrutura que atraem apoio e investimento chinês desde 2002 na América Latina. Estima-se que mais de 150 projetos estejam em andamento.”
Segue o mapa da América Latina com as garras comunistas dos investimentos chineses.
Essa falsa alternativa EUA ou China comunista é inaceitável e esperamos que o governo Bolsonaro saiba fazer valer a soberania, o brio e a honra do Brasil: não deixe que a China compre a América Latina e o Brasil.
“América para americanos”, “O Brasil é nosso”. Vamos dar as cartas e impor nossas condições nessa chantagem chinesa.
Em tempo: o presidente da China é vitalício! Isso é muito diferente de ser ditador?4

5 .  772 milhões em subornos chineses na Venezuela

Informa o site elpais.com/brasilem (27-11-18) que empresas chinesas pagaram 772 milhões de reais em subornos para obter contratos na Venezuela.
“O chamado Grande Volume, um megacontrato de 20 bilhões de dólares (77,2 bilhões de reais) selado em 2010 entre a Venezuela e a China, se tornou um ninho de corrupção. A construção de infraestrutura de energia no país sul-americano ocultou um negócio fabuloso de comissões ilegais.
Uma investigação da Justiça de Andorra revelou que o empresário venezuelano do ramo de seguros Diego Salazar e seus colaboradores receberam 200 milhões de dólares (772 milhões de reais) de cinco empresas chinesas.”
O dinheiro era lavado na Banca Privada d’Andorra (BPA), que foi fechada pelas autoridades do Principado de Andorra em 2015, exatamente por operações ilegais.
Ainda segundo a notícia, a “China concedeu um empréstimo à Venezuela por intermédio do Banco de Desenvolvimento da China (BDC) e contribuiu com dois terços dos recursos. O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (Bandes) estava encarregado de administrar os fundos”.5
Causaram um justo desagrado aos brasileiros as declarações de autoridades chinesas sobre um estreitamento de relações Brasil-EUA em decorrência da eleição de Jair Bolsonaro.
A China repete com insistência o slogan: relações comerciais “sem viés ideológico”.
Em 31 de outubro, em editorial o “China Daily” — jornal que funciona como porta-voz informal do governo — trouxe uma advertência clara: um eventual giro da política externa brasileira para uma submissão aos Estados Unidos pode representar um “custo econômico duro para a economia brasileira”.6
Soa como uma ameaça!
Devemos realmente esperar uma “mudança de comportamento da China”, cujo regime só age em função dos interesses imperialistas do Partido Comunista Chinês?
Por que razão esse especial interesse dela em relação a “estradas, portos e outros projetos de infraestrutura”?
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Notas:
1. https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,ataque-ao-marriott-foi-feito-por-espioes-chineses-diz-governo-dos-eua,70002643898
2. https://www.epochtimes.com.br/regime-chines-pressiona-ottawa-sobre-prisao-da-cfo-da-huawei-ignorando-estado-de-direito-do-canada/
3.https://www.lifesitenews.com/opinion/church-throwing-chinese-christians-to-the-lionshttps://bitterwinter.org/how-deeper-underground-can-underground-catholics-go/
4. https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/11/28/g20-china-eua-america-latina.htm
5.https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/27/internacional/1543315819_586995.html
6.https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/374232/Embaixador-da-China-visita-Bolsonaro-para-conter-movimentos-hostis.htm


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