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sexta-feira, 18 de junho de 2021

INÚTIL SERÁ LEVANTAR DE MADRUGADA – Pe. David Francisquini



Padre David Francisquini *

A virtude da fé é a regra da vida, e a conduta virtuosa o espelho da alma de quem crê em Jesus Cristo e se conforma com os seus ensinamentos. Com efeito, aqueles que amam e temem a Deus constituem exemplo para todos, de modo especial para os inocentes, luz reflexa de integridade moral.

A vida delas apresenta-se fácil aos olhos dos adultos, pois possuem uma espécie de bússola que as guia diante de exemplos que as encantam. Nosso Senhor serviu-se delas como exemplo para alcançarmos o reino dos céus, tornando-nos como crianças.

Enquanto os incrédulos e orgulhosos do mundo as ofendem, os pequeninos em Cristo edificam-nas e honram-nas, por isso mesmo Nosso Senhor disse aos que as escandalizam que melhor lhes fora pendurar a mó de um moinho ao pescoço e se atirarem nas profundezas do mar.

O Filho de Deus usa a linguagem corrente da época para nos ensinar esta verdade, pois a prática de amarrar a mó ao pescoço era própria para castigar os grandes criminosos, sobretudo pelos pecados de escândalo.

As crianças devem ser alvo de carinho, afeto e predileção, uma vez que seus anjos contemplam a face de Deus Pai que está nos céus.

Seria grosseiro não se comover por isso, pois o próprio Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino de Céu”.

É para os que não se deixam comover que Nosso Senhor adverte severamente com a figura da mó ao pescoço, anatematizando os escandalosos que desviam as crianças do bom caminho, da luz da verdade e da ciência, do brilho da fé e do esplendor da virtude.

Quem mais escandaliza em nossos dias? Impossível responder sem entrar no campo político-social. Ao propor o ensino da ideologia de gênero, por exemplo, a esquerda procede em relação às crianças de modo escandaloso, ensinando o amor livre, a pedofilia, e tudo o que decorre disso.

Fazer o mal moral à criança é operar contra o próprio Jesus Cristo: “Quem recebe uma criança, a Mim recebe”. Na verdade, a esquerda anela por uma sociedade sem Deus, sem virtude, sem regras nem disciplina. Uma sociedade assim moldada resvalará infalivelmente para o caos e a anarquia.

Se o futuro de uma nação tiver suas raízes na família, no seio da qual as crianças sejam bem educadas, podemos esperar o que há de melhor para a sociedade. Caso contrário, ela resvalará para a própria destruição.

Com os meios de comunicação atuais, torna-se impossível não ver isso acontecendo na Venezuela, na Argentina, bem como em todos os países dominados pelos regimes da esquerda, onde, ao lado da pobreza moral e espiritual, haverá sempre carência e miséria material.

Ao falar do homem sábio e prudente que edifica a sua casa, Nosso Senhor ensina: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será semelhante ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa e ela caiu e foi grande a sua ruína” (Mt 7, 26-27).

A ruína de que fala Nosso Senhor não se restringe à matéria, mas toca nos aspectos transcendentes, pois uma sociedade que nega Jesus Cristo e seus ensinamentos tem como meta a ruína moral, espiritual, econômica e social.

Em próximo artigo pretendo dar continuidade a este tema, tão importante para guardarmos a fé e fazermos da virtude a regra de nossas vidas. Caso contrário, ser-nos-á inútil levantar de madrugada…

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/inutil-sera-levantar-de-madrugada/

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

ALEGRIA POR DECRETO – Plinio Corrêa de Oliveira


23 de fevereiro de 2020


Neste artigo, o autor censurou severamente as farândolas carnavalescas de 1935. O que diria ele dos carnavais de hoje?

Plinio Corrêa de Oliveira

Aonde foi parar o velho carnaval paulista, todo feito para alegrar as pessoas? Cedeu seu lugar a um carnaval exclusivamente sensual, em que a alegria dos espíritos não é mais uma inocente hilaridade, como a de nossos avós, mas a festa dos sentidos superexcitados. Nos três dias de carnaval, as autoridades se acumpliciam com os inimigos da ordem, agindo contra os interesses gerais da população.

Se fôssemos contar o número de pequenas economias domésticas que se desequilibram definitivamente por ocasião do carnaval, poderíamos ver até que ponto os festejos de Momo são uma bomba aspirante, que suga os tostões das classes pobres e os conduz para os bolsos entumecidos dos exploradores do carnaval.

Se fôssemos fazer a conta das doenças que os desmandos carnavalescos provocam direta ou indiretamente, veríamos que elas superam o número de pessoas curadas nos estabelecimentos de caridade, erguidos com grande sacrifício público.

Se fôssemos tomar em conta o acréscimo de criminalidade de todos os gêneros, provocada pelo carnaval, veríamos que ele rouba à virtude muito mais pessoas honestas do que a polícia, por ação preventiva, consegue roubar ao crime.

No entanto, uma inexplicável incoerência é que as autoridades dão mão forte ao carnaval. O que pode haver de sincero e espontâneo nessa alegria fictícia, estabelecida por decreto municipal, divulgada por cartazes nas ruas e fomentada por um colossal derrame do dinheiro público?

Alguém poderia considerar absurdo a prefeitura decretar aos cidadãos sua permanência em casa, chorando, durante três dias do ano. E se perguntaria qual a utilidade de tal tristeza, se o pranto é coisa que não se encomenda. Ri ou chora cada um segundo lhe correm o êxito ou as vicissitudes da sua vida particular.

Capa da primeira edição de Pagliacci (Palhaços), 
Milão, 1892.
Mas se reconhecemos como absurda essa hipotética tristeza por decreto, por que não reconhecer também como artificial e absurda essa alegria promulgada por uma portaria? Por que não impugnar como desprovida de sinceridade essa alegria que estoura por toda a parte? Bem ao contrário da alegria sincera e despreocupada, que há muito tempo desapareceu do coração dos homens, o rito artificial e satânico do carnaval representa uma revolta contra as dificuldades da vida de cada dia, substituindo-a por folguedos que não podem proporcionar verdadeira alegria.

Fazendo rir o povo num momento tão carregado como o do mundo atual, os promotores do carnaval fazem lembrar Pagliacci [Palhaços], a ópera de Leoncavallo. Se uma estátua do Rei Momo tivesse voz, que nos ordenaria ela senão o triste ridi pagliacci [riam, palhaços] da ópera?
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Excertos do artigo “Alegria por decreto”, de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado em “O Legionário” de 17 de fevereiro de 1935.



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CARNAVAL — Algumas frases para reflexão


24 de fevereiro de 2020


“Ao mesmo tempo em que os pecadores, nestes dias [de carnaval] mais do que em outros, renovam todos os ultrajes descritos no Evangelho, quer a Igreja que roguemos pela conversão de tantos infelizes, nossos irmãos. Acaso não temos motivos suficientes para isso?”
Santo Afonso Maria de Ligório


“Nestes dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror; e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me de Deus permitir que a humanidade exista”.
Santa Faustina Kowalska
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“Ai do mundo por causa dos escândalos […], mas ai do homem que os causa”.
São Mateus – 18, 7



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