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quinta-feira, 11 de março de 2021

AI DE VÓS, HIPÓCRITAS! – Pe. David Francisquini

 



Pe. David Francisquini*

 

Tantas — e não menos contraditórias — são as afirmações veiculadas pela grande mídia, assim como as medidas levadas a efeito por muitas autoridades públicas, que parecem esconder algo do grande público que, já quase exausto, não vem suportando mais o confinamento a que foi submetido, em razão das próprias divergências sobre a sua eficácia ou não.

Diante do alarmismo em torno do vírus chinês e da multiplicação de lokdowns, constata-se que os números relativos à pobreza têm aumentado de maneira acentuada, dada a desestabilização na economia das nações. Abyssus abyssum invocat, isto é, um abismo atrai outro abismo, proclama um Salmo. Não se pode fazer o mal para que dele provenha um bem.

No caso dos confinamentos não há nada de mensurável e de científico sobre a sua eficácia. O mesmo não se pode afirmar sobre a evidência de a pessoa não ter o que comer, pois o levará à ruína e à morte por inanição, a menos que haja um projeto, um propósito de fazer o mundo atual se resvalar para o abismo com a desgraça alheia.

Há pior, sobretudo para os responsáveis do rebanho do Senhor, como um sacerdote. Além de fechar as igrejas, de os fiéis não poderem assistir missas e frequentar os sacramentos, pois os defensores do confinamento afirmam que o papel da Igreja em sua missão salvífica não é essencial. O que se depreende que Deus fica em plano inferior nos aspectos humanos.

Até mesmo o impedimento do sacerdote de assistir aos enfermos nos hospitais… A isto podem ser aplicadas as sábias palavras do Divino Mestre que ensinou: “Eu digo a vós, meus amigos: Não tenhais medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu mostrarei a quem vós deveis temer: temam Àquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno” (Lc 12 1-8).

Quanto à assistência religiosa, a saúde do corpo depende, muitas vezes, da saúde da alma, da administração dos sacramentos, da oração, das boas obras que ajudarão o bem do corpo. Separar a saúde do corpo da alma se transforma numa questão gravíssima que terá consequências desastrosas na vida civil. Santo Antônio de Lisboa em seus sermões sobre doenças e epidemias afirma terem elas sua origem no pecado e nas desordens morais.

Medidas drásticas nas atuais circunstâncias se justificariam apenas no caso de lançar mão de medidas estratégicas para enfrentar calamidades extremas como, por exemplo, da necessidade de descanso dos funcionários da saúde, a fim de se reorganizarem e recobrarem forças para mais bem continuar o trabalho. Mesmo isto seria temerário e exige muita cautela.

A imposição de confinamento às pessoas sem previsão do fim da pandemia, privando-as de ganharem o pão de cada dia, criará uma situação de pobreza tal que afetará até mesmo a vida religiosa em níveis surpreendentes, catastróficos até, sem encontrar o perseguido benefício de algum dado comprobatório de vidas salvas, de crescimento na fé, da moralização nos costumes em razão de tais decisões.

Referi acima a um projeto de fazer o mundo se resvalar para o abismo. Com efeito, diante das medidas tomadas aqui, lá e acolá a propósito da epidemia só podemos concluir, com certeza, no aumento do desemprego, da pobreza e da fome ante a visão do desmantelamento das economias, trazendo o espectro de uma catástrofe global sem precedentes na história, um miserabilismo orquestrado.

No cenário brasileiro, temos já uma situação bastante preocupante. Recentemente, um decreto em vigor no município de Araraquara gerou resultados que nos dão ideia do tipo de calamidade que nos aguarda. Enquanto isto, noticiam-se as intenções de vários governadores, nomeadamente dos Estados da Bahia, Santa Catarina e Paraná, a exemplo do governo de Brasília, que avançam com firme propósito de decretar o confinamento.

Enquanto isso, torna-se público que bilhões em verbas da União foram transferidos aos governos estaduais para tratar as vítimas do coronavírus, mas foram desviados para outras finalidades. A despeito disto, esses governantes reclamam por mais recursos do governo central, além de acusar politicamente o Presidente pela omissão e por todas as coisas ruins que têm sucedido no País.

Afinal, uma população inteira — emocionalmente descontrolada — apavorada mesmo diante da peste chinesa, ademais faminta, em consequência do “estratégico” confinamento, não terá a faculdade de refletir, e estará pronta a acolher a sugestão para acusar qualquer pessoa, a respeito do que quer que seja, e estará disposta a se submeter a qualquer coisa, por um pedaço de pão, ainda que bolorento.

Para fazer o mal, nunca faltam os oportunistas de plantão que não hesitam em jogar o Brasil na mais profunda miséria, no rastro da Venezuela e, mais recentemente, da Argentina, e sobre a desgraça imposta à população colher algum ramo de louro para se autoproclamarem salvadores da pátria… A História está recheada de personagens deste naipe. Este parece ser o jogo sórdido daqueles que apostam no ‘quanto maior a tragédia, melhor para nós’.

Mas eles, por sua índole revolucionária, tropeçarão em seus próprios calcanhares em decorrência de seu orgulho, ensimesmados no desafio a Deus, edificando para eles um mundo vergonhoso, sobre o qual sonham em estabelecer um paraíso às avessas, como um desesperado grito de revolta de non serviam (não servirei).

Triste conduta daqueles que buscam celebridade em prejuízo de seus semelhantes! Isso se chama hipocrisia. Estejamos certos, o Senhor virá conhecer a obra dos filhos dos homens e seus empedernidos propósitos. Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe, Advogada, Rainha, Imaculada e Auxiliadora dos Cristãos, salve o Brasil dessas iniquidades!

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Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

 

https://www.abim.inf.br/ai-de-vos-hipocritas/

 

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

PENSAR — UMA NOVA MODA? – Marcos Luiz Garcia

12 de junho de 2020
·   
Marcos Luiz Garcia

          Não poucas pessoas obrigadas a ficar em casa devido a imposições de autoridades locais vêm se entregando a uma atividade que lhe é própria, mas estava ficando ultrapassada: pensar. Sim, nolens, volens, a Covid-19 está propiciando o exercício da faculdade que nos distingue dos irracionais, além de outra, ainda mais nobre, que é a oração.
         Tal é a catadupa de informações sobre ovírus chinês e a guerra movida pela esquerda — de todos os naipes — para derrubar o governo eleito e implantar no Brasil um regime comunista semelhante ao da China, que todos que tomam conhecimento delas vão ficando atordoados. Quanto mais informação a pessoa procura, tanto mais confusa ela fica.
          À medida que se começa a deixar de lado, por instintiva defesa mental, as informações com que somos diuturnamente bombardeados, vai-se percebendo que os números de doentes e mortos apresentados pela estatísticas não inspiram confiança.
          Por exemplo, não fica claro porque a mídia não publica fotos de engarrafamento de ambulâncias e carros fúnebres diante dos hospitais e dos cemitérios. Se não publica é porque o número desses veículos é pequeno.
         Uma pessoa conhecida minha, que reside nas cercanias do estádio do Pacaembu (onde o governo do Estado montou tendas de emergência para tratamento de Covid), me disse que quase não se vê movimento de ambulâncias ou de carros fúnebres no local.
          Também no cemitério da Vila Formosa, designado para sepultar os mortos vitimados pelo coronavírus cujas famílias são mais desprovidas de recursos, a mídia não publica nenhuma foto de engarrafamento.
           Habituada a exagerar o que convém à esquerda, a mídia brasileira exploraria cenas dessas até o delírio, se elas existissem de fato. Pergunto: Qual o interesse em exagerar os números, uma vez que mesmo os contagiados anunciados pela Prefeitura de São Paulo, cidade com 12 milhões de habitantes, não equivalem a mais do que 0,58%, e o de mortos a 0,034% da população? Convenhamos, há outras doenças que matam muito mais do que essa.
          Outro aspecto que chama a atenção é a “coincidência” de os cinco estados cujos governadores são mais entranhadamente contra o governo federal — São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas — com um total de 82 milhões de habitantes — somarem maior cifra de óbitos do que os cinco estados mais favoráveis ao governo central — Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina —, com uma população total de 52.500.000.
          Para aumentar a confusão, veja o que a UOL publicou no dia 31 de março p.p.:
          “O porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, lançou um alerta hoje sobre o uso indiscriminado de máscaras pelas pessoas que não querem se infectar pelo novo coronavírus, garantindo que possa haver uma falsa sensação de segurança. O uso não é requerido para pessoas saudáveis. Em vez disso, as pessoas com sintomas é que devem usá-las, para proteger os demais, assim como os que cuidam dos doentes em casa e estão mais expostos ao vírus, explicou o representante da entidade.”
          Ora, usar máscara é norma geral no Brasil, que afirma seguir as normas da OMS. Como fica a contradição?      O mais grave, entretanto, é o lado espiritual da situação: as igrejas fechadas e as pessoas sentindo pouco a falta dos sacramentos. Muitos estão se adaptando à nova maneira de praticar a religião via internet. Em casa mesmo, diante de uma tela, largados num sofá, em muitos casos semidespidos, comendo um pedaço de pão e tomando um pouco de vinho, à guisa de comunhão.
          No final das contas ficam satisfeitos, pois com décadas de deformação conciliar, consideram normal que essa seja a nova forma de cumprir suas obrigações em relação a Deus… Afinal, como isso tudo vai acabar? — A primeira parte das previsões de Fátima está se cumprindo e se espera grande número de conversões. Depois virá o cumprimento total das previsões: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!”, conforme Ela garantiu.


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