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segunda-feira, 25 de junho de 2018

ABL: ACADÊMICO E PROFESSOR DOMÍCIO PROENÇA FILHO ENCERRA NA ABL A QUARTA E ÚLTIMA CONFERÊNCIA DO CICLO ‘A CULTURA EM PROCESSO’



A Academia Brasileira de Letras prossegue com seu ciclo de conferências do mês de junho de 2018, intitulado A cultura em processo, sob coordenação do Acadêmico e romancista Antônio Torres (excepcionalmente), com palestra do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O tema escolhido foi Língua, cultura e identidade nacional. O evento está programado para quinta-feira, dia 28 de junho, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O CONFERENCISTA

Quinto ocupante da Cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras (ABL), eleito em 23 de março de 2006, na sucessão do Acadêmico Oscar Dias Corrêa, e recebido em 28 de julho de 2006 pelo Acadêmico Evanildo Bechara, Domicio Proença Filho nasceu no Rio de Janeiro, onde atua como professor universitário de literatura brasileira e de língua portuguesa, ficcionista, crítico literário, roteirista e promotor cultural.

Domício Proença Filho é Doutor em Letras e Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense. Foi Professor Titular Convidado (Gastprofessor) da Universidade de Colônia e do Institut für Romanische Philologie der Rheinisch Westf. Technischen Hocheschule Aachen. Proferiu conferências em universidades de Munique, Tübingen, Paris, Clermont Ferrand, Roma, Bolonha, Pádua, Madrid, Salamanca, Belgrado, Novi Saád, Lisboa, Coimbra, Porto, Minnesota. Também é membro da Academia Brasileira de Filologia e do PEN Clube do Brasil.

Autor de mais de sessenta livros publicados e de dezenas de ensaios em periódicos brasileiros e estrangeiros, Domício Proença Filho escreveu, entre eles, Estilos de época na literatura, A linguagem literária, Capitu-memórias póstumas, romance. São também de sua autoria os verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira da Enciclopédia Século XX, lançada em 1971, da qual foi diretor de texto, e de cinco capítulos da História da Literatura Brasileira, Lisboa, 1999, dirigida por Sílvio Castro. Idealizou, entre centenas de projetos culturais, a Bienal Nestlé de Literatura Brasileira.

Nos espaços do poema, publicou O cerco agreste, em 1979, uma proposta poética fundada em reflexões existenciais. De 1984, é Dionísio esfacelado (Quilombo dos Palmares), um recuperar poético da presença do negro na formação do Brasil, centrado na saga da luta pela liberdade. Liberdade é também a tônica que perpassa o Oratório dos Inconfidentes – faces do verbo, com duas edições em 1989, nuclearizado na Conjuração Mineira, episódio da história do Brasil, ilustrado com esboços de Portinari integrados a poemas, prosa poética, textos históricos. Os dois últimos e também o seu romance, têm sido objeto de teses universitárias e vários de seus textos integram antologias publicadas no Brasil e no exterior. A prosa poética está presente no premiado Breves estórias de Vera Cruz das Almas, 1991. O risco do jogo, lançado recentemente, retoma, ampliadas, as perquirições existenciais e o acurado trabalho na linguagem.

A crítica especializada destaca na sua poesia a dramatização lírico-épica da História, o empenho político e social, a alta capacidade de construção do texto, o acurado apuro da linguagem, a alta qualidade literária.

Em seu último livro, intitulado Muitas línguas, uma língua, Domício Proença Filho faz um passeio pela História do Brasil, em que perpassa fatos históricos e sociais, e aponta as transições pelas quais a língua passou ao longo dos séculos. A partir de textos representativos e com linguagem acessível, o autor lança, também, um olhar agudo sobre a utilização do português brasileiro nas múltiplas circunstâncias do convívio comunitário: a relação entre a fala e a situação de fala; o papel da escola; as variantes geográficas, sociais e expressivas; a língua e a inclusão social. Num texto claro e objetivo, o acadêmico reúne teoria e sua experiência eminentemente no ensino da língua, para trazer ao leitor abordagens que integram cultura, literatura e a história da língua portuguesa no Brasil.

21/06/2018


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

ABL: JURISTA E EDUCADOR JOAQUIM FALCÃO FALA NA ABL SOBRE CULTURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA, NA TERCEIRA PALESTRA DO CICLO ‘A CULTURA EM PROCESSO’



A Academia Brasileira de Letras prossegue com seu ciclo de conferências do mês de junho de 2018, intitulado A cultura em processo, sob coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho, com palestra do jurista e educador Joaquim Falcão (Acadêmico eleito para a Cadeira 3 da ABL, no dia 19 de abril). O tema escolhido foi Aspectos da cultura brasileira contemporânea. O evento está programado para quinta-feira, dia 21 de junho, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A cultura em processo terá mais uma conferência no mês de junho, na última quinta-feira do mês, no mesmo horário e local, com o seguinte palestrante e tema, respectivamente: dia 28, Acadêmico Domício Proença Filho, Língua, cultura e identidade nacional.

Joaquim Falcão adiantou, resumidamente, parte de sua palestra: “Uma interpretação descritiva de como Gilberto Freyre e seu conhecimento do social, Roberto Marinho e seu conhecimento das comunicações, e Celso Furtado e seu conhecimento da economia influenciaram e moldaram a cultura brasileira no final do século XX. E moldam ainda hoje.

O CONFERENCISTA

Jurista, educador, intelectual público, Joaquim Falcão, 74 anos, nasceu em Botafogo, no Rio, mas mantém origem e vínculos com Olinda, Pernambuco. Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (Summa cum Laude), é mestre em Direito na Harvard Law School, mestre em Planejamento de Educação e doutorado, na Universidade de Genebra. Foi Diretor, na década de setenta, da Faculdade de Direito da PUC-Rio. Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundador e professor titular da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro.

Trabalhou diretamente com Gilberto Freyre, que o convidou para criar, na Fundação Joaquim Nabuco, o Departamento de Ciência Política. Desse período, organizou, com Rosa Maria Araújo, o livro O Imperador das Ideias, publicado em 2010 pela Topbooks, Rio, no qual analisa as disputas entre Gilberto Freyre e a USP. Foi chefe de gabinete do Ministro da Justiça Fernando Lyra e indicado pelo Presidente José Sarney para a Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, a Comissão Afonso Arinos. Os artigos da atual Constituição sobre veto legislativo (art. 57, 3º, IV) e sobre a ampliação de patrimônio cultural, integrado por bens materiais e imateriais (art. 216), de sua inciativa, foram aceitos pela Assembleia Nacional Constituinte.

Indicado pelo Senado, foi conselheiro representante da sociedade civil na primeira gestão do Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo Ministro Nelson Jobim. Quando então se combateu o nepotismo e os adicionais salariais dos magistrados. Trabalhou diretamente com o Ministro da Cultura Celso Furtado, que o convidou para presidir a Fundação Nacional Pró-Memória, responsável pelas principais casas de cultura do Brasil, tais como Biblioteca Nacional, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Cinemateca Brasileira, Museu Lasar Segall e tantas outras. Antes, tinha trabalhado com Aloísio Magalhaes e o Ministro da Educação, Cultura e Desportos, à época Eduardo Portella, na modernização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Dirigiu, a convite de Roberto Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, a Fundação Roberto Marinho, na década de noventa. Na época, criou o Telecurso 2000, que chegou a ter mais de dois milhões de alunos. Criou, também, o pioneiro Globo Ecologia, com Cláudio e Elza Savaget, e o Canal Futura, com Roberto de Oliveira. Ruth Cardoso o convidou para conselheiro da Comunidade Solidária, quando importantes avanços na organização e mobilização da sociedade civil foram feitos, inclusive a criação do GIF. Seu livro Democracia, Direito e Terceiro Setor, publicado pela Editora FGV – Rio de Janeiro, em 2006, reflete esta mobilização. Com um jovem grupo de professores de direito, de formação nacional e global, criou a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas.

Na área jurídica, especializou-se no Supremo Tribunal Federal e publicou o livro O Supremo, pela Edições de Janeiro – Rio de Janeiro, em 2015. Organizou com colegas os livros Onze Supremos, publicado pela Editora Letramento – Belo Horizonte, em 2017; Impeachment de Dilma Rousseff: entre o Congresso e o Supremo, em 2017, editora Letramento – Belo Horizonte; e em breve sairá o novo livro o Supremo Criminal. Entre outros livros que escreveu estão também: Os advogados: ensino jurídico e mercado de trabalho, pela Editora Massangana, 1984; Quase Todos, em 2014, pela Editora FGV.

15/06/2018

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

PROFESSOR MUNIZ SODRÉ FALA NA ABL SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, NA SEGUNDA PALESTRA DO CICLO ‘A CULTURA EM PROCESSO’



A Academia Brasileira de Letras prossegue com seu ciclo de conferências do mês de junho de 2018, intitulado A cultura em processo, sob coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho, com palestra do professor Muniz Sodré. O tema escolhido foi Inteligência artificial e cultura. O evento está programado para quinta-feira, dia 14 de junho, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.


A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.


Serão fornecidos certificados de frequência.


A cultura em processo terá mais duas conferências no mês de junho, sempre às quintas-feiras, no mesmo horário e local, com os seguintes palestrantes e temas, respectivamente: dia 21, Acadêmico eleito Joaquim Falcão, Aspectos da cultura brasileira contemporânea; e 28, Acadêmico Domício Proença Filho, Língua, cultura e identidade nacional.


Muniz Sodré adiantou parte de sua palestra: “Trata-se, inicialmente, de apresentar a noção de cultura como um fenômeno moderno, uma forma alinhada com outras (a democracia, a escola, a mercadoria etc.) constitutivas da sociedade contemporânea. Mais precisamente, cultura como a forma assumida pelo conhecimento que se assenta no comum da Modernidade. A sua singularidade está no fato de ser uma forma que passa transversalmente por todas as outras ao modo de uma “trans-forma”, isto é, de algo que modifica a percepção, mais do que é reconhecido ou absorvido. Cultura não é, portanto, o mesmo que conhecimento: É, antes, um mapa, uma carta de navegação, com balizas e faróis. Só que a inteligência artificial deixa aflorar a sua face tecnológica, em que se desenvolvem novas formas de vida, em que a própria realidade circundante pode ser “aumentada” por aplicativos técnicos.  Isso nos leva a conceber uma cultura do autômato”.

O CONFERENCISTA


Muniz Sodré é Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mais de 36 livros publicados nos campos dos estudos de mídia, cultura nacional e ficção. É professor-visitante de várias universidades estrangeiras, com livros traduzidos na Itália, Espanha, Bélgica, Cuba, e Argentina.


Livros mais recentes: A Ciência do Comum (Editora Vozes) e Pensar Nagô (Editora Vozes). Foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional (2005-2010). 
         
08/06/2018

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terça-feira, 5 de junho de 2018

ACADÊMICO ZUENIR VENTURA ABRE NA ABL CICLO DE CONFERÊNCIAS DE JUNHO, INTITULADO ‘CULTURA EM PROCESSO’


A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de conferências do mês de junho de 2018, intitulado A cultura em processo, sob coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho, com palestra do Acadêmico, jornalista e escritor Zuenir Ventura. O tema escolhido foi Cultura e adversidade. O evento está programado para quinta-feira, dia 7 de junho, às17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

A cultura em processo terá mais três conferências no mês de junho, sempre às quintas-feiras, no mesmo horário e local, com os seguintes palestrantes e temas, respectivamente: dia 14, professor Muniz Sodré, Inteligência artificial e cultura; 21, Acadêmico eleito Joaquim Falcão, Aspectos da cultura brasileira contemporânea; e 28, Acadêmico Domício Proença Filho, Língua, cultura e identidade nacional.

O CONFERENCISTA

Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32, eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, Zuenir Ventura é bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Colunista do jornal O Globo, ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960/61 conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. De 1963 a 1969, exerceu diversos cargos em vários veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de Reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.

No fim de 1969, realizou, para a Editora Abril, uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro. Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de Redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, exercendo o mesmo cargo. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.

Zuenir Ventura lançou, em 1988, o livro 1968 - o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.

Publicou no Jornal do Brasil, em 1989, a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Em 1994, lançou Cidade partida, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em fins de 1998, publicou O Rio de J. Carlos e Inveja – Mal Secreto, que foi lançado depois em Portugal e na Itália. Já vendeu cerca de 150 mil exemplares. Em 2003, lançou Chico Mendes – Crime e Castigo. Seus livros seguintes foram Crônicas de um fim de século e 70/80 Cultura em trânsito – da repressão à abertura, com Heloísa Buarque e Elio Gaspari. Seu livro mais recente é o romance Sagrada Família.

Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.
Ao comentar sua série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia, The New York Review of Books classificou o autor como “um dos maiores jornalistas do Brasil”. A revista inglesa The Economist definiu-o como “um dos jornalistas que melhor observam o Brasil”.

28/05/2018


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