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terça-feira, 22 de novembro de 2022
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
África
Cyro de Mattos
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por várias
editoras na Europa. Premiado no Brasil, Itália, Portugal e México. Membro da
Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa pela UESC.
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sábado, 19 de novembro de 2022
A Mata Intacta
Cyro e Mattos
É perigoso andar na mata, propaga a voz dos mais velhos.
Cada bicho traiçoeiro vive lá na terra e ar.
É assim mesmo como
dizem? A natureza estabeleceu sua ordem
para que os habitantes da mata saibam que lá existem vida e morte.
Há movimentos nos ciclos vitais de cada estação, surpresas
com os verdes e sustos nos maduros.
Lá não se mata por
prazer, somente para comer, defender-se ou proteger o filhote. Os bichos pulam
nos galhos, macaco faz deles seu trapézio dado por Deus. Pendurado no cipó vai
de uma árvore distante a outra. Alegres festejam a vida quando encontram nos
galhos os frutos maduros e doces.
Tem um sono milenar. A cabeleira verde quase sem fim. Uma
magia que não se revela, lavada pela chuva ninguém sabe como aparece.
No chão coberto de folhas a planta nasce entre os escombros
da árvore tombada. Viceja e vira outra árvore. Leva anos para virar de muitos
andares, morada dos bichos e pássaros. Vem o homem com a serra, num instante
põe abaixo o que natureza demorou anos para fazer com engenho e arte.
Será que nunca sabe que sem as árvores a mata recua, os
bichos desaparecem, as nuvens passam longe, levando com elas a chuva. A terra
fica deserta, sem os sons e as cores não se vê mais festa nos dias.
No seio fresco da mata a flor é tecida com o sonho, o ramo
de luz com o verde. Riacho mina na pedra, desce, dá volta como cobra, barco da
noite com a lua no cipoal derrama prata.
Quando vai
à mata a índia, na trilha caminha esperta, acode nas asas maternais o bicho que
caiu na cilada. Solta o passarinho no
alçapão, protege perdido o filhote, fica admirando o carinho que as araras
fazem uma na outra.
Rio não se esconde da chuva, a terra não dorme amarga.
Abelhas operosas zumbem, de mel fabricam as horas.
Macaco,
tamanduá-bandeira, preguiça, capivara, veado.
De dia expelem
odores. estrelas carregam à noite.
Cyro de Mattos é jornalista, cronista, contista, romancista,
poeta e autor de livros para crianças. Membro efetivo da Academia de Letras da
Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor
Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2022
GENERAL VILLAS BÔAS: O voto é Secreto; a Apuração é Pública
As duas semanas que se encerraram foram marcadas por eventos
significativos.
A população segue aglomerada junto às portas dos quartéis
pedindo socorro às Forças Armadas. Com incrível persistência, mas com ânimo
absolutamente pacífico, pessoas de todas as idades, identificadas com o verde e
amarelo que orgulhosamente ostentam, protestam contra os atentados à democracia,
a independência dos poderes, ameaças à liberdade e as dúvidas sobre o processo
eleitoral.
O inusitado diante dos movimentos foi produzido pela indiferença da grande imprensa. Talvez nossos jornalistas acreditem que ignorando as movimentação de milhões de pessoas elas desaparecerão. Não se apercebem eles que ao tentar isolar as manifestações podem estar criando mais um fator de insatisfação. A mídia totalmente controlada nos países da cortina de ferro não impediu a queda do Muro de Berlim. A história ensina que pessoas que lutam pela liberdade jamais serão vencidas.
Concomitantemente, as Forças Armadas emitiram duas notas: a primeira, assinada pelo Gen Paulo Sérgio, Ministro da Defesa, trouxe anexo um relatório com 65 páginas, detalhando passo a passo a auditoria empreendida pela equipe multidisciplinar do MD.
Simplificando, a essência da questão se prende a que o ato de votar deve ser privado, enquanto a apuração deve ser pública e auditável.
Em 11 de novembro último, os Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica emitiram uma nota de apenas uma folha suficiente para demonstrar o apego aos princípios e valores militares bem como ao texto constitucional
Por fim, não pode deixar de ser destacada a liderança, o
equilíbrio, a serenidade e a autoridade dos atuais comandantes e do Ministro,
condições com as quais asseguram a disciplina e a coesão de seus subordinados. Externamente,
reforçam a confiabilidade que a população, não por acaso, elege como as de
nível mais alto do país.
General
Villas Bôas, 2022
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quinta-feira, 17 de novembro de 2022
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Vercil Rodrigues lança livro sobre
José de Almeida Alcântara e o
populismo em Itabuna
O professor, historiador, advogado e jornalista Vercil
Rodrigues lança no mercado literário o seu oitavo livro pela Direitos Editoria.
Nesta nova obra: “José de Almeida Alcântara: o populismo em Itabuna”, ele conta
parte da rica e emocionante trajetória do saudoso ex-prefeito de Itabuna, que
nas décadas de 1950/1960 arrastava multidões, especialmente os pobres, quando moldou
e mudou a forma de fazer política no interior baiano, dividindo suas atenções
com todas as classes sociais, sendo o primeiro grande político populista da
região cacaueira e que fez “escola”.
“José de Almeida Alcântara: o populismo em Itabuna”, tem 222
páginas divididas em 5 capítulos, com uma narrativa precisa dos fatos, baseada
em apurada pesquisa e depoimentos, além de diversas fotos que tão bem retratam o
momento e a época. Vercil Rodrigues, que é autor dos livros “Breves Análises
Jurídicas” (2010), “Análises Cotidianas”, “Dicas de Direito Imobiliário”,
“Dicas de Direito Previdenciário”, “Jornal Direitos, 12 anos de
História...Entrevistas”; “Tribunal do Júri – História, origem e evolução no
Direito Processual Penal” e “Jornal O Compasso, 10 anos de História Maçônica...
Entrevistas” (2022) todos pelo selo Direitos Editoria, não esconde que esse
livro é um sonho antigo que ele finalmente realizou.
Para o autor a política grapiúna e a forma de administrar
Itabuna tem dois momentos: o primeiro, até Alcântara e o segundo, pós
Alcântara. O livro tem um corte temporal nas décadas de 1950/1960 e conta um
período dos tempos áureos da região cacaueira e da retomada da democracia no
Brasil, além do surgimento de políticos populistas e próximo ao povo e seu
eleitorado.
Essa obra mostra uma nova faceta desse inteligente e
multiprofissional Vercil Rodrigues, que divide o seu dia como professor,
advogado, historiador, jornalista e imortal das academias de Letras de Ilhéus
(ALI), Academia Grapiúna de Letras (AGRAL) e Academia de Letras Jurídicas do
Sul da Bahia (Aljusba) e ainda arruma tempo para realizar esse projeto
inovador, rico em história de Itabuna e regional e que servirá como fonte de
pesquisa para essa e as futuras gerações.
Quem é Vercil Rodrigues
O autor é casado com a empresária Angélica Rodrigues e apesar
das inúmeras profissões e graduações, não esconde de ninguém que tem alma
“camelô”, “vendedor” e “comerciante”, ou seja, de empreendedor. O bem sucedido
e multiprofissional é filho de uma comerciante/camelô e cresceu se aventurando
pelos campinhos de terra da Mangabinha e tomando banho no rio Cachoeira. O
menino cresceu, virou cobrador de ônibus, vendedor, produtor de bandas
regionais (sempre estudando muito), virou professor, advogado, historiador,
jornalista e hoje é um dos grandes autores que Itabuna tem, com oito livros
lançados nos últimos 10 anos. “Trabalho diariamente pelo menos 18 horas por dia,
pois acredito que o trabalho e o conhecimento são a base do sucesso
profissional do indivíduo”, diz Vercil Rodrigues.
Por Arnold Coelho
Designer Gráfico, diagramador e jornalista MTB 6446/BA
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