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sábado, 10 de setembro de 2022
sexta-feira, 9 de setembro de 2022
ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Amor e Medo -Casimiro de Abreu
AMOR E MEDO
Casimiro de Abreu
I
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Casimiro de Abreu (Casimiro José Marques de Abreu), poeta, nasceu em Barra de São João, RJ, em 4 de janeiro de 1839, e faleceu em 18 de outubro de 1860. É o patrono da cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, ABL, por escolha do fundador Teixeira de Melo.
* * *
O Duelo
Cyro de Mattos
Tinham começado o duelo desde não sei quando. O bem achava que a vida era boa e bela, muita gente devia se interessar por ela. Nada disso, o mal dizia que a vida era ruim e feia, viver com as amargas ela sempre aprovou, o fel ao invés do mel.
O bem achava
que a vida devia pender para o sabiá, enquanto o mal não aceitava isso sob
qualquer argumento. Devia pender para o urubu, como sempre acontecia. O bem
bradava que a liberdade é o valor mais importante da vida. O mal sorria fazendo
uma careta. Assegurava que a lei do mais forte é a correta, nos hábitos e
costumes só há sobrevivente quando a regra a seguir consiste em fazer valer o
império dos abonados perante os excluídos.
O bem dizia
que o amor é o sentimento mais forte, o mal rebatia, adiantando que a maioria
vive enganada, o casal só percebe o erro quando enfrenta a dura lei da vida. O
bem retornava, dizendo que o inocente era para ser sempre absolvido, o mal
contrapunha, afirmando quem manda é o que está por cima, é o vitorioso, não
importa o crime fútil que tenha executado.
Não
encontravam um meio termo para frear as discussões acaloradas, sem fim.
Decidiram que um duelo mostraria quem estaria com a razão. No dia aprazado, o
juiz demarcou o terreno com uma corda de vinte metros, ao comprido. Cada um ocupava
agora seu lugar no extremo da corda. O bem no ponto em que o sol nascia. O mal
no ponto em que a noite abarcava o dia.
O juiz trilou
o apito. Ao mesmo tempo, atiraram um contra o outro, para saber quem tombaria
primeiro. A arma do mal cuspiu cobras e lagartos, que se bateram contra os
muros do bem e ali mesmo tombaram, sem alcance do alvo perseguido. Da arma do
bem saíram flores, que soltaram fragrâncias, perfumaram os ares e fizeram com
que o mal fugisse em desabalada carreira.
O bem continua
morando nos prados da alegria, onde vive a esperança desde que amanhece o claro
dia, a ternura tece a vida com os fios do encanto e da beleza. O mal voltou a viver nas zonas trevosas da
matéria, onde fabrica até hoje suas redes com fios grossos bem trabalhados e as
arremessa com gosto para pegar os peixes grandes e miúdos nas águas da desgraça
alheia.
Cyro de Mattos - Membro efetivo da Academia de Letras da
Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor
Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2022
O 7 DE SETEMBRO DE 2022 - INESQUECÍVEL - Jair Bolsonaro
(Texto de Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil - postado no
Twitter)
- Hoje, mais do que nunca, pudemos assistir e sentir o
despertar do patriotismo e do profundo amor pelo Brasil. As ruas foram tomadas
pelas cores de nossa linda bandeira e nosso glorioso hino nacional foi cantado
por milhões de homens e mulheres, de todas idades, classes e cores.
- É difícil imaginar o que se passou pela cabeça de Dom
Pedro I ao proclamar a Independência do Brasil, mas não tenho dúvida de que, em
seu coração, queimava a mesma chama de amor e orgulho que hoje preencheu o
peito de cada brasileiro em cada lugar do nosso imenso país.
- Mais uma vez o nosso povo mostrou a todos aqueles que
duvidam de sua capacidade e integridade não apenas a força que possui, mas
também o espírito pacífico e ordeiro que carrega em seu coração. O mundo pôde
assistir novamente a uma celebração de união, esperança e liberdade.
- Há muito não se via tantas pessoas emocionadas, festejando
com alegria a nossa Independência. Essa emoção contagiou a todos nós.
Impossível conter as lágrimas e não pensar no quanto o nosso país é
maravilhoso, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos no dia a dia.
- Se antes falavam que éramos uma nação adormecida, hoje
posso dizer que o Brasil acordou e está cada vez mais consciente do potencial
que possui. Ninguém no mundo tem o que nós temos: nossos recursos, nossas
riquezas, nossas florestas e nosso povo trabalhador e miscigenado.
- Nossa Pátria é gigante e abençoada. Na prática, somos
vários brasis dentro de um só. E, apesar dos altos e baixos da história,
seguimos unidos na preservação de nossa soberania e liberdade. O Brasil era
impossível, mas se tornou real: somos um milagre em forma de nação.
- Repito: numa única família brasileira há mais diversidade
do que em muitas nações. Está em nosso DNA lidar com as diferenças e
contradições, porque somos frutos delas. Não é uma raça, sexo ou classe que nos
une como povo, são os valores que carregamos dentro de cada um de nós.
- Por isso, atacar nossos valores é uma das formas mais
covardes de promover a desunião. Por isso, lutarei até o fim da minha vida para
proteger os valores e as tradições do nosso povo, para que sejamos uma nação
cada vez mais unida, de modo que ninguém seja capaz de dividi-la.
- Parabéns a todos por promoverem neste 7 de setembro de
2022 uma das maiores e mais lindas festas já vistas nos últimos 200 anos e em
todo o planeta! Vocês mostraram ao mundo a beleza e grandeza do nosso país.
INDEPENDÊNCIA OU MORTE! ONTEM, HOJE E POR TODA ETERNIDADE!
Jair Messias Bolsonaro é um militar reformado e político
brasileiro, filiado ao Partido Liberal. É o 38º presidente do Brasil desde 1º
de janeiro de 2019, tendo sido eleito pelo Partido Social Liberal. Foi deputado
federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018.
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HINO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Letra: Evaristo da Veiga
Música : Dom Pedro I
1 Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil;
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Já raiou a Liberdade Já raiou a
Liberdade No Horizonte do Brasil
(Refrão)
Brava Gente Brasileira
Longe vá, temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
2 Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.
Houve Mão mais poderosa
Houve Mão mais
poderosa
Zombou deles o Brasil.
(Refrão)
3 O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.
Em despeito dos Tiranos
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.
(Refrão)
4 Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil,
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.
Mas fugiram apressadas
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.
(Refrão)
5 Mal soou na serra ao longe
Nosso grito varonil;
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.
Nos imensos ombros
logo
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.
(Refrão)
6 Filhos clama, caros filhos,
E depois de afrontas mil,
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.
Que a vingar a negra injúria
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.
(Refrão)
7 Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
(Refrão)
8 Mostra Pedro a vossa fronte
Alma intrépida e viril:
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.
Tende nele o Digno Chefe
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.
(Refrão)
9 Parabéns, oh Brasileiros,
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
Do Universo entre as Nações
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
(Refrão)
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