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quinta-feira, 25 de julho de 2019

AGONIA DA PALMEIRA – Luiz Gonzaga Dias


Agonia da Palmeira


Sob o terno olhar da companheira,
Que lhe segue a agonia, vigilante,
À luz do sol, a imperial palmeira,
Agoniza soberba e vacilante.

Parece olhar bem longe a cordilheira ...
O venerável tronco de gigante.
Admirando a paisagem derradeira,
Na eminência da queda a cada instante ...

Iguais na idade, ao beijo das procelas,
Receberam carícias das estrelas,
E os madrigais que o Zéfiro transporta.

Hoje, das frondes uma só farfalha!
Um leque só não solidão... Mortalha,
Sombra e epitáfio à companheira morta!

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A Última Palmeira
     Era um par de palmeiras imperiais...


Desafiaram juntas, a idade e as procelas,
Unidos pelo solo e pelo igual destino.
Refletiram nos colmos resplendor de estrelas,
O calor do verão, o orvalho matutino.

Altaneiras fidalgas, verdejantes belas,
Recebiam da brisa o beijo vespertino,
Ou venciam intempéries ... Com saudades delas,
Na paisagem vazia, inda hoje, chora o sino...

A primeira tombou. Na evocação sentida,
Olhar perdido ao longe, num adeus distante,
Murchas, palmas que a mágoa feneceu.

O tronco esguio, ereto, corpo de gigante,
Quando o inverno chegou, tinha fronde pendida,
quando a brisa voltou, a outra morreu!


(IMAGENS MUTILADAS - 1963)
Luiz Gonzaga Dias



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MODERNIZAÇÃO ESVAZIOU DE ECLESIÁSTICOS A IGREJA CATÓLICA


25 de julho de 2019

Depois de 500 anos de vida consagrada, o convento do Socorro de Sevilha fecha suas portas

Na era pós-conciliar, foi assombroso na Espanha o número de apostasias sacerdotais, mosteiros fechados e seminários abandonados.
Em 2018 foram ordenados apenas 135 padres, quando na década de 60 eram mais de 8.000 por ano.
Em regiões rurais, um único padre deve cuidar de uma dezena de cidades.
Laura Lara, historiadora das religiões, aponta que uma causa relevante para essa decadência foi a laicização da Igreja, pois a dimensão sobrenatural foi abafada.
Marqueteiros bem pagos tentam atrair jovens com sedutores slogans, mas as vocações sinceras procuram os seminários e conventos com disciplina e doutrina tradicionais, onde se formam almas que combatem as insídias do mundo, demônio e carne. Esses pressagiam uma renovação da Igreja, soprada pela graça de Jesus Cristo e a mediação universal de Nossa Senhora.


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quarta-feira, 24 de julho de 2019

DIPLOMATA E PROFESSOR GELSON FONSECA FAZ NA ABL A PALESTRA DE ENCERRAMENTO DO CICLO SOBRE O BARÃO DO RIO BRANCO


O diplomata e professor Gelson Fonseca faz na Academia Brasileira de Letras a terceira e última palestra do ciclo de conferências Legado de Rio Branco: interpretações e atualidade, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Merval Pereira. O evento está programado para o dia 25 de julho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro), com o tema Rio Branco: a persistência de um novo paradigma para a política externa. Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O CONFERENCISTA

Gelson Fonseca, diplomata e professor, é graduado em Ciências Jurídicas (1969) pela Universidade do Estado da Guanabara (RJ), mestre em Assuntos Latino-Americanos pela Georgetown University (EUA) e doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em 1995, foi Presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (encarregada de pesquisa, seminários e publicações do Itamaraty). Professor do Instituto Rio Branco e da Pós-Graduação em Relações Internacionais da UERJ e membro do Conselho Editorial da Revista Política Externa (Editora Paz e Terra). Gelson Fonseca é autor de diversos livros e artigos sobre Teoria das Relações Internacionais e Política Externa Brasileira, com ênfase na atuação multilateral do Brasil.

Em 1999, foi nomeado Embaixador do Brasil na ONU; Em 2002, Chefe de Delegação da 9ª Sessão da Comissão Preparatória para o Tribunal Penal Internacional em Nova York; Em 2003, Embaixador do Brasil em Santiago; Em 2006, Cônsul-Geral do Brasil em Madri; De 2009 a 2013, Inspetor Geral do Serviço Exterior no Ministério das Relações Exteriores; De 2013 a 2016, Cônsul-Geral do Brasil no Porto, Portugal; Atualmente é diretor do Centro de História e Documentação Diplomática da Fundação Alexandre de Gusmão, no Rio de Janeiro

Leitura complementar
A Biblioteca Rodolfo Garcia disponibiliza seu acervo para pequisa e leitura de obras relacionadas ao tema desta conferência, como "O Pragmatismo responsável na visão da Diplomacia e da Academia", "Rio Branco e a memória Nacional" e "Rio Branco entre livros e velhos mapas".
Para consultar mais materiais como os citados, acesse o link abaixo e visite os "Levantamentos bibliográficos" realizados para este evento.
11/07/2019



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ORELHAS DE FOGO - Jorge Luiz santos


Petro e Cicro são dois comparsas recém-chegados ali. Ainda não tiveram tempo para conhecer e ser conhecidos pelas pessoas daquele lugar. Mesmo que quisessem não poderiam fazer nenhum juízo de valor, pelo fato de nada de bom ou de ruim, saberem sobre aqueles moradores, nem estes sobre eles. Com conhecimento de causa, só poderiam falar bem ou mal era deles mesmos.

Para complicar ainda mais a situação, praticaram mais um ato criminoso, quando chegaram naquela comunidade. A ação veio a público, mas sobre a autoria investigada, só eles mesmos sabiam. Psicologicamente cada um se confortava no provável silêncio imposto pela cumplicidade da coautoria do outro. As vezes discutiam qual dos dois havia atirado primeiro, mas depois transferiam a responsabilidade para o outro, porque um tiro só não dava para matar a vítima; às vezes, a briga era em torno de quem tinha sido o autor intelectual daquele latrocínio, até então perfeito.

Petro levanta-se depois das doze horas da noite e não encontra Cicro em casa. Abre a janela e vê ele conservando com um morador da circunvizinhança. Quando Cicro chega, Petro pergunta:

- Cicro, desde que horas você estava de papo com aquele cidadão?

- Desde as cinco horas da tarde.

- Foi desde essa hora que comecei a sentir as minhas orelhas se esquentarem. Quando fui olhá-las no espelho, elas estavam tão vermelhas e transparentes, que pareciam duas bolas de fogo.

- Como você conseguiu dormir, nesse estado?

- Não sei. Só sei dizer que houve um intervalo, uma trégua e depois conseguir madornar um pouquinho. Por incrível que pareça, quando estamos a sós, nunca tenho esse sintoma.

- Por mera coincidência, o mesmo acontece comigo, quando você está conversando, sem a minha presença, com qualquer um morador daqui.

- Mera coincidência não existe. O que é que você fala pra eles de mim?

- O mesmo que você deve falar de mim pra eles.

- O que é que a gente pode falar deles e eles de nós? Nada, absolutamente, nada. Lembre-se
de que nós e eles não nos conhecemos ainda. Aliás, já pensou quando isso realmente acontecer?

- Não me fale numa desgraça dessa.

- Por quê?

- Porque já nos enxergo, a qualquer hora, vendo o sol nascer ¨quadrado¨.

- Se isso vier a acontecer, é por culpa sua!

- Minha não, sua!

- Quem deu o segundo disparo?

- Você!

- Eu não!

- Você!

- Sabe a conclusão a que estou chegando?

- Não!

- Que, entre nós dois, um deve dar e não perder...

- Dar e não perder o quê?

- O terceiro tiro!


JORGE LUIZ SANTOS.
Advogado e cronista. Itabuna - Bahia

Fonte: JORNAL DIREITOS, Julho de 2019

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Mito é MITO! Governador petista achou que Bolsonaro iria ser vaiado ao chegar na Bahi...

MIRINHA VIDENTE – Cyro de Mattos



Mirinha Vidente
Cyro de Mattos


          Quando se estava em dúvida sobre algo que podia acontecer, de bom ou ruim, recorriam aos seus dons de vidente. Prenunciava o ano de boa safra, fartura para o pobre, benesse para o rico, saudável para o mediano. Evidenciava nas cartas ou no copo de água a desgraça próxima, surto de peste, incêndio com mortes, enchente pavorosa.

          Um rio pequeno, aquele, monótono, torto seu rumo, enganoso. Virava bicho medonho, levando casas ribeirinhas, invadindo o comércio, empanturrado de fúria, água volumosa descendo das cabeceiras, do céu cor de chumbo.

          Só voltava ao curso normal, depois que engolisse duas almas gêmeas, dois irmãos ou irmãs. Segundo Mirinha Vidente, ficassem todos prevenidos, seria a calamidade maior naquele ano, do transcurso normal desceria com alarde, assombroso na força das águas.
 
          Duas irmãs chamavam a atenção dos moradores da pequena cidade. Gêmeas, Marina e Mariana.  Rosto de uma, rosto da outra. Gosto de uma, gosto da outra. Só andavam juntas. O vestido da mesma cor, o mesmo tecido, o mesmo corte. Ninguém sabia distinguir uma da outra. Penteado de uma, penteado da outra.
 
          Os risos muito parecidos, confundiam-se até nos gestos mínimos a quem visse.

          Tinham o mesmo tamanho, a mesma cor rosada no rosto, o mesmo olhar nos olhos pequenos e brilhantes.  Quem era Marina? Quem era Mariana? Difícil saber. No educandário sempre tiraram as mesmas notas. Diplomaram-se em professora para orgulho dos pais.

          De súbito chovera muito nas cabeceiras do rio. Do céu caía tanta água parecendo que o mundo ia se acabar para aqueles que ali, na pequena cidade, vivessem. Gente chorando com as casas ribeirinhas levadas nos redemoinhos das águas. Comércio alagado, mercadorias das lojas ensopadas de água, a enxurrada aumentava. Carro boiando na correnteza, bicho morto, pau grande.

          Águas comeram parte do barranco no quintal da casa onde as irmãs gêmeas moravam. As irmãs gêmeas olhavam o espetáculo das águas.  Correnteza braba, levava tudo que pela frente encontrava.

          Primeiro o barranco rompeu, despencando com Mariana. A irmã Marina tentou salvá-la. Deu-lhe a mão, ao invés de puxar a irmã foi puxada. Foram encontradas dias depois, abraçadas, no Poço da Caixa D’Água. A cidade chorou muito no enterro das irmãs gêmeas como não acontecera antes. Cobriu-se de um manto escuro, até hoje encobre a cidade quando alguém relembra o triste acontecimento, um episódio doloroso na memória da cidade, de poucas ruas calçadas...
 
          Depois que levou as duas irmãs gêmeas, o rio voltou ao seu curso besta, inofensivo, a paisagem mansa das águas, conforme Mirinha Vidente havia anunciado.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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segunda-feira, 22 de julho de 2019

DOM CESLAU STANULA – Diário de viagem 2019


01/07/2019


Um abraço a todos da terra de Nossa Senhora de Fátima em Portugal. Cheguei agora a Lisboa. Com a benção e oração especial pela intercessão da Virgem de Fátima.
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03/07/2019

Bom dia... Dia agradável em Lisboa, clima de graça em Fátima. Grandiosidade da construção do espaço físico no Santuário, não coloca na sombra a pequena capela das aparições, com a frondosa árvore por perto. Precisamos rezar muitos terços para a nossa conversão e santidade e assim o nosso querido Brasil encontre o rumo certo, convencendo-se, que a Pátria é mais importante do que um partido qualquer e que governar é servir. Que ela intercede por nós. Com a benção e oração. Dom Ceslau.
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04/07/2017

Bom dia. O que o ser humano tem de mais precioso, depois da família é a Pátria. Jesus amou a sua Pátria. Chorou prevendo a destruição de Jerusalém. (Lc 19,41-43). Visitei em Lisboa o Memorial da Pátria - Soldados que caíram pelo Portugal em ultramar. A memória agradecida dos vivos pelas vidas caídas pela pátria amada. Emocionante, edificante e patriótico. Veja a linda poesia cheia de amor e ensinamento para os atuais: "Si o Portugal quiser continuar a ter Homens iguais aos que a História deixa ver, Deem à flor e à música o significado que o combatente dá ao seu país amado". (Na Capela do Memorial em Belém -Lisboa).
Rezemos pelo Brasil. Não à corrupção, sim aos que lutam contra ela por amor à Pátria e o futuro dos seus filhos. Com a benção e oração. Dom Ceslau. (aumente a foto para ver detalhes).

Acabo de chegar à Polônia e Varsóvia. Bastante quente, seco, mas sempre bonita Varsóvia - a Capital.
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08/07/2019

Visitei a minha família e pelo caminho a cidade de Toruń, onde nasceu o famoso Nicolau Copérnico. Visitei a Igreja de Nossa Senhora da Nova Evangelização. Linda confira. Com a benção e oração.



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09/07/2019

Ainda sobre a Igreja, Senhora da Nova Evangelização em Toruń: Igreja é também o Memorial das pessoas e famílias que, durante a última guerra mundial, ofereceram o abrigo e o esconderijo aos Judeus, e por isso, pegos pelos nazistas foram fuzilados. São mais que 2500 pessoas fuziladas, e os seu nomes estão gravados no granito preto. A grande inscrição em branco anuncia: (em polonês) "deram a vida pelos amigos...". Quem entra, escuta suavemente, com o fundo musical do famoso pianista polonês Frederico Chopen, a voz invocando os nomes dos mártires. Impressionante. A memória viva dos que amaram na prática.... Bom dia...uma benção e oração. Dom Ceslau.

(Aumente as fotos para ver melhor os detalhes. Na frente da Igreja sou eu e o meu sobrinho, padre, professor da teologia moral e hoje provincial dos Redentoristas na França).





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11/07/2019

Bom dia. O maior presente que Deus nos concedeu é a família. Em certa idade poucos ficam   dos antigos, mas os novos aparecem com o mesmo carinho que nós a eles transmitimos. Desculpe, mas agora partilho um pouco o calor da minha família. Com a benção e oração. Dom Ceslau.



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12/07 2019

Bom dia ou boa tarde. Para mim já é a boa noite.
A alegria partilhada é a alegria aumentada. E a alegria! Visitei hoje a família dos Pe. Cristóvão Przychocki e Cristóvão Mamala, este último trabalha e estuda em Roma. Que alegria destas famílias da visita de alguém que partilha a mesma faina diária como os seus filhos! E ainda o bispo. Como ficaram felizes! Eles amam o Brasil e o povo brasileiro, por meio de nós, expressaram isto com mil atenções. Que Deus os proteja e a nós também. Com a oração e Benção.

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13/07/2019

Estou em Tuchow, uma pequena cidade onde passei a minha formação filosófico- teológica durante sete anos. A igreja Basílica Menor é do século 16. Lindo altar. Preciosa imagem, na sombra da qual cresceu o meu sacerdócio e - na perspectiva de Deus - o meu episcopado. Peço desculpas de colocar estes acentos pessoais, mas isto é um pouco da minha história de vida. Com a benção e oração.
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15/07/2019

Uma simples religiosa, Faustina Kowalska, quase analfabeta, foi escolhida por Deus para ser a "Secretária da Sua Misericórdia" (Diário). Hoje visitei estes lugares, já conhecidos pelo mundo com o nome de: Santuário da Misericórdia Divina em Cracóvia, Bairro Łagiewniki. As construções são monumentais. Se observa muita oração. Se vê gente do mundo inteiro. Se ouve tantas línguas, que o lugar parece a bíblica Torre de Babel. É a Misericórdia Divina que hoje pedimos para o mundo, mas especialmente para o Brasil. Rezei por todos. Que a Misericórdia Divina alcance a cada um na sua mais sentida necessidade. Com a benção. Dom Ceslau.





Interior da Basílica, o altar Mor; a janela do quarto onde viveu e morreu a Santa; a beleza do teto- forro da Basílica...

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16/07/2019

Boa noite. Hoje celebrei a festa da Padroeira N. S. do Carmo na minha Paróquia Natal, na Igreja onde fui batizado, onde fui coroinha etc. Presidi a Missa, fiz a pregação e depois a costumeira Procissão em torno da Igreja. Depois da Missa recebemos a fraternidade de N. S. Do Carmo umas 30 crianças que já fizeram a 1a Comunhão e alguns adultas, impondo-lhes o Santo Escapulário. Foi muito lindo. Alguém tirou foto. Depois... a festa em casa com os familiares. Foi lindo. Partilho um pouco do convívio da minha família. Com a benção e oração. (logo mandarei algumas fotos....)





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19/07/2019

Hoje louvo a Deus pelos meus 55 anos da ordenação sacerdotal e logo em agosto, 30 de bispo. Celebrei a Missa no Santuário onde eu fui, em 1964, ordenado padre, junto com os 18 colegas. Pedi a Deus por todos que encontrei nas minhas andanças missionárias pelo mundo durante toda minha vida sacerdotal; por onde celebrei e preguei a Palavra de Deus. Com a oração e a benção especial Dom Ceslau.


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22/07/2019

Boa tarde. A despedida tem um gosto de melancolia, esperança.... Despedi a minha família, meu sobrinho padre, com quem passei 15 dias, está no caminho a casa em Paris, e eu também deixei os meus e amanhã começo a viagem rumo a casa, em Salvador. Deus seja louvado pelos dias que aqui passei no seio da família. A família é o maior presente que Deus nos deu. Com a benção e oração, dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

BEM-VINDO DE VOLTA À PÁTRIA AMADA BRASIL, CARÍSSIMO PASTOR DOM CESLAU STANULA!

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