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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

ELEIÇÕES: BRASIL, TERRA DE SANTA CRUZ – Pe.David Francisquini


7 de outubro de 2018

Primeira Missa — Óleo de Victor Meirelles — Museu Nacional (RJ). Nossa Pátria nasceu à sombra da Cruz, presente no altar em que se celebrou a primeira Missa, cujo oficiante foi o franciscano Frei Henrique de Coimbra.
 ♦  Pe. David Francisquini*

Na sua labuta diária, o agricultor adquire habitualmente um grau de conhecimento e perspicácia que poucas pessoas em outros ofícios conseguem obter. Ele conhece a sua terra, sabe o que ela pode produzir ou não. No contato com a ordem estabelecida por Deus na natureza, o homem do campo conhece o tempo, as estações, o momento de semear e de colher, sabe tratar a terra como propriedade sua, pois a mão que semeia é a mesma que cuida.

A variedade do plantio obedece a algumas regras claras, baseadas até há pouco na experiência. Mesmo cuidando da terra, o agricultor é obrigado a ter os olhos voltados para o céu, pois se guia pelas estrelas, pelo sol, pela lua, pelas nuvens ou a ausência delas. Ouve e sabe interpretar o canto dos pássaros, a voz dos animais nas matas, o coaxar dos sapos nas lagoas, o movimento das formigas. Sabe sentir a secura ou a umidade do ar, a direção do vento. Os menores sinais emitidos pela natureza lhe servem de orientação.

Em suma, o agricultor é um sábio, como o confirma São Lucas. Ao ver levantar-se uma nuvem no poente, logo ele poderá dizer: “aí vem chuva”; e assim sucede. E quando sente soprar o vento do Sul, poderá dizer: “a temperatura vai subir”; e assim sucede. Assim como o lavrador adquire a sua sabedoria pela experiência e perspicácia, chegando a conhecer o caminhar da História, um povo verdadeiro — e não a massa manipulada pela mídia — é capaz de reconhecer a saúde ou a doença da sociedade em que vive, sobretudo, se assistido por graças especiais do Espírito Santo.

O que vem ocorrendo no Brasil de hoje demonstra que muita coisa mudou. O brasileiro vem dando mostras de que passou a conhecer melhor a terra onde nasceu. Por ter aprofundado sua análise política, tornou-se capaz de fazer juízo de valor e agir em consequência.

Devido ao sofrimento, nosso povo amadureceu e passou a colocar em xeque os meios de comunicação, que procuravam pensar, interpretar e dar todas as soluções por ele…

Nestas eleições, as coisas mudaram: o povo brasileiro vê e julga tais meios, os interesses que os movem e a ideologia à qual servem, e os vem colocando na contramão da História.
Tudo se passou e vem se passando como se a alma do brasileiro tivesse sido trabalhada por uma graça divina, e o Brasil parecesse querer retomar seu verdadeiro rumo histórico encetado por Nóbrega, Anchieta e os colonizadores que aqui aportaram.

Volta a aflorar nos corações de nossa gente que a família deve ser preservada e os filhos educados na moralidade dos princípios cristãos e ordeiros, pois Deus é o Ser supremo que deve ser adorado, seguido e reconhecido acima de tudo.

Com as certezas revigoradas, aumentou nos brasileiros a convicção de que a vida é algo sublime e inviolável, devendo ser respeitadadesde a concepção até a morte natural. Tornou-se claro que o Estado não deve ideologizar as crianças como algo híbrido e indefinido no seu próprio ser.

O brasileiro tem presente em seu espírito estas palavras de Nosso Senhor: “Ai daquele que escandalizar um desses pequeninos que crê em mim, melhor lhe fora que lhes pendurassem ao pescoço a mó de um moinho, e que o lançassem ao fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo!”.

Por tais razões, o brasileiro não se sente representado pelos políticos de esquerda que procuram introduzir a ideologia de gênero, o pseudo casamento homossexual, o aborto, as drogas e a prostituição. Percebe que os políticos socialo-comunistas querem introduzir uma ideologia nefasta que aniquile a nossa tradição e, sobretudo, a fidelidade do nosso povo à doutrina e à lei de Jesus Cristo.

Introduzir num currículo escolar erros dessa monta é romper com o nosso passado, é cavar a própria sepultura para nela se cair num futuro próximo. Uma tirania irreverente, uma crueldade satânica, desrespeitadora da própria natureza, a qual impõe a diversidade estabelecida por Deus entre um homem e uma mulher. É a repetição do “non serviam” de Lúcifer.

Trata-se de algo que contraria a própria racionalidade de ser homem e mulher. E o povo brasileiro vem se afirmando contrário a essa mentalidade impingida goela abaixo. Nosso povo é religioso, temente a Deus, e mexer com os seus filhos é atingir os olhos da nação brasileira.

As eleições estão aí, e o povo brasileiro anela por um Brasil que respeite a lei natural e, sobretudo, as Leis de Deus. Um Brasil profundo e real que diz não à ideologia de gênero, não à destruição da família, não à eliminação dos bons costumes e da moral, um Brasil que reconhece o casamento entre um homem e uma mulher como fundamento de uma sociedade sadia.

Assistimos nestes dias de eleições a algo de sintomático: um povo que se levanta contra certa mídia, contra os políticos corruptos e desordeiros, contra os partidos de esquerda que procuram utilizar todos os subterfúgios para tomar o poder e impor seus nefastos objetivos para forjar um anti-Brasil.

Um povo que deseja o seu Brasil de volta, um povo que afirma que a nossa bandeira jamais terá a foice e o martelo, um povo que deseja um Brasil respeitador de suas mais belas tradições. Ele rejeita o comunismo e o socialismo, que negam a Deus e a vida futura.

Ainda que de modo meio inconsciente, o brasileiro faz a sua profissão de fé, tornando-se apto assim a ser contemplado por esta promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Todo aquele, portanto, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai que está nos Céus.”

Mas para aqueles que infelizmente não professam essa mesma fé — aqueles que, por exemplo, colocam a nossa atual Constituição acima dos preceitos de Nosso Senhor —, Ele também deixou um ensinamento: “Aquele que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus. Não julgueis que vim trazer a paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada”.

É a luta pela fidelidade aos princípios cristãos! É a luta dos brasileiros contra os corruptos, os poderosos agentes de Satanás, que desejam eliminar da Terra de Santa Cruz a civilização cristã.

Os valores da nação brasileira estão impressos na alma do nosso povo. Nós os recebemos dos nossos antepassados, cujo heroísmo impregnado de fé continua a latejar em nossos corações. Que a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, continue a proteger o Brasil!
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Comentários:


8 de outubro de 2018

Estou totalmente de acordo com P. Francisquini. Se pode dizer que há décadas Dr. Plínio Corrêa de Oliveira e a TFP puseram sementes em todas as cidades do Brasil, de anticomunismo católico, de opção aos valores cristãos, ao invés da luta de classes da esquerda católica. É uma alegria imensa ver esta graça de regeneração da sociedade brasileira. Assim chegaremos até a gesta de Deus pelos brasileiros, conforme discurso de Plínio Corrêa de Oliveira nos distantes anos quarenta!

MARIO HECKSHER
8 de outubro de 2018

Tudo que o Padre Francisquini fala é verdade. Lamentavelmente, o Estado Brasileiro foi “aparelhado” pelos malfeitores e o nosso bom povo corre sério risco de ser dominado pelos comunistas, que desejam a destruição da Igreja, da família e o total afastamento dos homens e mulheres das Leis de Deus.





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ABL: PROFESSORA E SOCIÓLOGA MARIA CECÍLIA LONDRES FONSECA FAZ PALESTRA NA ABL SOBRE A TRAJETÓRIA PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade ao seu ciclo de conferências do mês de outubro de 2018, intitulado Patrimônio Cultural Brasileiro: abordagens, desafios, políticas, com palestra da professora e socióloga Maria Cecília Londres Fonseca. A coordenação será do Acadêmico, historiador e professor Arno Wehling e o tema escolhido foi Uma breve trajetória do patrimônio cultural brasileiro: políticas, atores, perspectivas. O evento está programado para quinta-feira, dia 11 de outubro, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Maria Cecília adiantou um resumo de sua palestra: “Partindo do princípio de que os repertórios de bens culturais reconhecidos pelas políticas culturais como patrimônio de determinadas coletividades podem ser entendidos como formações discursivas, constituídas com base na atribuição de determinados sentidos e valores, o objetivo é abordar, a partir desse ponto de vista, como essa prática social vem se desenvolvendo no Brasil desde sua implantação”.

Disse, ainda, que “o foco serão os critérios de seleção desses bens, as formas de sua preservação, os atores envolvidos nesse processo, tendo em vista as justificativas para o investimento nessas políticas públicas, assim como as principais questões e perspectivas que se apresentam atualmente nesse campo em sua relação com a sociedade brasileira”.

O ciclo terá mais duas palestras nas quintas-feiras de outubro, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 18, Marcia Sant’Anna, Política urbana e patrimônio: monumento, documento e espetáculo; e 24, Ulpiano Bezerra de Menezes, Dicotomias no campo do patrimônio cultural.

A CONFERENCISTA

Maria Cecília Londres Fonseca é licenciada em Letras (PUC-RJ 1968); Mestre em Teoria da Literatura (UFRJ 1972); Doutora em Sociologia (UnB 1994); Professora de Teoria da Literatura (PUC-RJ 1970-1975); Pesquisadora do Centro Nacional de Referência Cultural – CNRC (1976-1979); e Coordenadora de Projetos da Fundação Nacional pró-Memória- FNPM (1979-1989).

Assessora do Ministro da Cultura (1995- 1998); Coordenadora de Políticas da Secretaria de Patrimônio, Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura (1999-2002); Maria Cecília também foi Membro do Grupo de Trabalho do Patrimônio Imaterial – GTPI (1998-2000); Coordenadora do nº 147 da Revista Tempo Brasileiro: Patrimônio Imaterial; representante do Brasil junto à Unesco na elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2002-2003); e no primeiro Comitê Intergovernamental criado por essa Convenção (2006-2008); Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (2004-); e sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (2004-).

Autora de O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil, Editora UFRJ, 2017; e, com Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, de Patrimônio Imaterial no Brasil: Legislação e Políticas Estaduais, Unesco-Brasil/Educarte, 2008; Maria Cecília escreveu, também, inúmeros artigos sobre o tema do patrimônio cultural.

04/10/2018

 

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA, UM POEMA: Ariston Caldas- Rio Cachoeira


Rio Cachoeira


Há no teu húmus, neste cordão das vagas,
coisas oblíquas, imaginárias,
dançando num desespero desengonçado.

Há profundezas em tua face barrenta,
um poema inquieto nos remansos incontidos;
extravasas de dilúvio uma canção antiga
que vai morrendo num poente cor-de-chumbo.

O sol piscou amedrontado no horizonte;
o amanhecer surgiu roxo e assustado
entre folhas e pedras de barranco.
A correnteza saltou de repente
sobre os musgos, as casas e as flores.

Balada mística e de mistério
palpita de tédio, de horrores;
cantiga novas de veios correntes
traz um barulhar de queixas,
de cadáveres, de árvores mortas.

Não há explicações de ricos e de pobres.
Deus nada diria por não dever fazê-lo.
Há, vertente, uma obsessão de coisas
Nesta noite inesperadamente apagada.

Bom-dia, Cachoeira amado.
Vejo-te por um minuto humilde
entre escombros e rostos contraídos;
vejo-te numa serenata silenciosa
agora que faz luar
e o sol desponta cor de ouro.


(OBRA REUNIDA)
Ariston Caldas

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Ariston Caldas era um homem circunspecto e de muito rigor ético. Estudioso da poética clássica jamais privilegiou soneto ou verso livre. Tinha uma produção regular, a atingir o conto e a crônica, a preservar intacta a qualidade do poeta. Sonhou o romance, não obstante confessasse falta de fôlego para tal empreendimento”.  
(Fernando Caldas)


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O VOTO DO BRASIL PROFUNDO


9 de outubro de 2018

O Brasil conservador, desconhecido da grande imprensa, vota contra a esquerda e impõe uma grande derrota aos próceres da velha política

♦  Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


Não poderia ser mais clara a posição dos brasileiros nas eleições do último domingo.
Ignorando pesquisas eleitorais que davam vitória a vários candidatos da esquerda, as urnas mostraram um País desconhecido da grande imprensa.

Em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), até a véspera das eleições considerada a grande favorita para uma das vagas no Senado Federal, ficou em quarto lugar. Não era apenas uma derrota eleitoral, mas uma confirmação do impeachment por ela sofrido há dois anos.

Em São Paulo, o também grande favorito ao Senado, Eduardo Suplicy (PT), ficou em terceiro lugar, não conseguindo se eleger.

Os números não mentem. O PT perdeu 7 senadores e 13 deputados federais. O PSDB, por sua vez, teve resultado semelhante, perdendo 4 senadores e 25 deputados federais.

No lugar desses políticos, novas lideranças surgiram, boa parte delas defendendo bandeiras contrárias à esquerda.

Até recentemente, os jornais preferiam não ver esse aspecto conservador do eleitorado, desse Brasil profundo que não costuma sair nos jornais e que não é retratado nas novelas “progressistas” da televisão brasileira.

Na manhã de segunda-feira, logo após as eleições de domingo, as manchetes eram claras: “Onda conservadora muda o mapa político“ (O Globo[1]), “Onda conservadora cria bancada bolsonarista no Congresso” (El Pais[2], Espanha), “A nova onda conservadora no Brasil“ (Carta Capital[3]), “Bolsonaro surfa na onda conservadora” (O Estado de S. Paulo[4]), “Eleições 2018: Onda conservadora dá 46% a Bolsonaro, que enfrenta Haddad no 2º turno” (Folha de S. Paulo[5]) etc.

Mais do que uma “onda”, trata-se de uma sadia reação conservadora. Seria longo enumerar suas causas, mas transcreveremos um trecho escrito pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 1982, que bem explicam, com impressionante clarividência, o que se passou no Brasil governado pela esquerda:

“Se a esquerda for açodada na efetivação das reivindicações ‘populares’ e niveladoras; se se mostrar abespinhada e ácida ao receber as críticas da oposição; se for persecutória através do mesquinho casuísmo legislativo, da picuinha administrativa ou da devastação policialesca dos adversários, o Brasil sentir-se-á frustrado na sua apetência de um regime bon enfant, de uma vida distendida e despreocupada. Num primeiro momento, distanciar-se-á então da esquerda. Depois ficará ressentido. E, por fim, furioso. A esquerda terá perdido a partida da popularidade. […]”[6]

A esquerda perdeu a partida da popularidade. A direita, por sua vez, precisará ouvir a voz do País. Assim, não perderá a Opinião Pública.

Muitos dos candidatos adaptaram seus discursos para agradar esse eleitorado. Nesse momento, em que tantos se apresentam como “de direita” e contra o “politicamente correto”, é preciso cobrar deles a coerência entre o discurso e a prática.

Fazendo eco à “Carta Aberta ao Futuro Presidente” que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira publicou nos dias que antecederam ao 1º. Turno eleitoral: “Esperamos que o próximo Presidente saiba ouvir a voz dos brasileiros e seja fiel ao Brasil que todos queremos.
Uma nação livre da esquerda “bolivariana”, que desejou transformar nosso País, nascido aos pés do Cruzeiro do Sul e que tem como símbolo máximo o Cristo Redentor, em uma terra sem Tradição, sem Família e sem Propriedade e, por isso mesmo, sem futuro”[7].

Enquanto aguardamos o 2º Turno, agradeçamos a Nossa Senhora a enorme benção que foi essa vitória conservadora em nosso País nesse último dia 7 de outubro. Que Nossa Senhora do Rosário, cuja festa foi instituída pelo Santo Papa Pio V em honra da vitória na Batalha de Lepanto, ocorrida precisamente em um dia 7 de outubro, no ano de 1571, nos proteja e nos guie nesse momento histórico.
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Fontes:
[1] https://oglobo.globo.com/brasil/onda-conservadora-muda-mapa-politico-23138877
[2] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/07/politica/1538947790_768660.html
[3] https://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-onda-conservadora-no-brasil
[4] https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bolsonaro-surfa-na-onda-conservadora,70002538108
[5] https://aovivo.folha.uol.com.br/2018/10/08/5548-aovivo.shtml
[7] Carta Aberta ao Futuro Presidente, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, https://ipco.org.br/carta-aberta-ao-futuro-presidente/


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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

TICIANO LEONY LANÇA SEU QUINTO LIVRO





Cafundó – Tempo de Vingança será lançado no próximo dia 18 de outubro


No próximo dia 18 de outubro, a partir das 18 horas, no restaurante Casa de Tereza, Ticiano Leony lança seu quinto livro. Batizado de Cafundó – Tempo de Vingança a obra foi dividida em 17 capítulos, a vingança é a base da trama.

Tudo começa com a fuga de um sertanejo da seca, indo de uma região ao norte de Alagoas, quase Pernambuco e chega à região sudoeste da Bahia onde reina o cacau. Vivendo literalmente destes frutos, tem com a filha de um cacauicultor de médio porte seis filhos, duas moças e quatro rapazes.

Para educar os filhos, o casal os envia para morar em Vitória da Conquista. Lá eles se transformam em ladrões de automóveis e de cargas de caminhões. Acabam descobertos por um casal jovem e resolvem, por influência de um deles, praticar uma “queima de arquivo”. Mas os jovens tinham família conhecida e querida. Amigos que promovem a vingança pela morte dos dois, eliminando toda a família, um a um.

“Ticiano Leony nos conta esta história como quem está numa varanda em noite chuvosa, ao lado dos seus ouvintes, trazendo de memória um grande caso. Assim acompanhamos a trajetória da família Macedo na zona rural de Vitória da Conquista, que consegue sair da pobreza deixando atrás de si um rastro de pólvora”, disse Saulo Dourado, que assina a orelha do livro.

De acordo com Ticiano Cafundó é qualquer lugar perdido entre vales de difícil acesso. No caso é uma alusão figurada a um lugar aonde a verdade não chegou, mas onde a vingança fez morada.
Desenvolvido a partir de um caso de polícia jamais resolvido, envolve personagens imaginários para dar solução ao caso. “É uma obra de ficção, embora plausível. Sendo um livro curto, não há muito o que resumir sob pena de contar a história toda. Envolve amor, desprezo, ira, comiseração, desespero, lágrimas e fracassos. Há de ler, para entender até que ponto vai o rancor que alimenta a vingança”, disse o autor.

“As obras de Ticiano Leony apresentam um relevante contexto histórico e cultural, relatando com perfeição os costumes e a arquitetura social dos grapiúnas, com síntese apurada sobre hábitos alimentares, vida religiosa e familiar, expondo o comportamento de trabalhadores, fazendeiros, oficiais, profissionais liberais e um sem número de artífices da esfera popular, merecendo do leitor anotações que irão enriquecer seu pensamento”, disse a juíza de direito, Nícia Olga Andrade Dantas, que assina a orelha do livro.

De acordo com a juíza, o escritor retrata fielmente o linguajar regional e transmitindo ao leitor informações inéditas, é primoroso nos detalhes e nas descrições de fatos e do ambiente, da natureza exuberante e dos hábitos do cotidiano.

Este é o quinto livro de Leony, que é engenheiro formado pela Universidade Federal da Bahia, já foi fazendeiro e empresário.  O primeiro foi batizado “Baraqueçaba, casos do acaso”.
O segundo “Orobó, o périplo apoteótico de um sertanejo assinalado”. O terceiro “Serinhaém – azul do mar profundo” e o quarto “Pirangy, um caso escuso”,todas publicadas e editadas pela Caramurê publicações.

Ticiano é um escritor que com maestria permeia entre a ficção e a realidade. Seu talento entusiasma o leitor, fazendo que este mergulhe no seu universo criado ou real”, disse Fernando Oberlander da Caramurê Publicações.


Serviço 

O quê: Cafundó -Tempo de Vingança
Quando: 18 de outubro
Dia e Horário: (Quinta-feira) 18 horas
Onde: Casa de Tereza
Endereço: Rua Odilon Santos, 45 - Rio Vermelho
Autor:  Ticiano Leony
Editora: Caramurê Publicações
Paginas: 123
Valor: R$ 42,00

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NOBEL DE ECONOMIA VAI PARA DUPLA DOS EUA


William D. Nordhaus e Paul M. Romer receberam o prêmio por seus estudos sobre economia sustentável e sobre crescimento econômico a longo prazo.

Por G1
08/10/2018
Paul M. Romer e William D. Nordhaus foram reconhecidos por seu trabalho com crescimento sustentável a longo prazo na economia global e o bem-estar da população mundial — Foto: Divulgação

William D. Nordhaus e Paul M. Romer foram premiados nesta segunda-feira (8) com o Nobel de Economia. De acordo com o anúncio dos organizadores do prêmio, ambos projetaram métodos que abordam algumas das questões mais fundamentais e urgentes do nosso tempo: crescimento sustentável a longo prazo na economia global e o bem-estar da população mundial.

Os economistas compartilharão o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, ou US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões).

O Nobel da Economia celebra este ano o 50º aniversário. Criado em 1968 por ocasião do aniversário de 300 anos do Banco da Suécia é o prêmio mais importante para um pesquisador na área de ciências econômicas.

Os dois economistas apareciam há vários anos na lista de possíveis vencedores do Nobel. Os norte-americanos foram pioneiros ao adaptar a teoria econômica para dimensionar melhor as questões ambientais e o progresso tecnológico.

Nordhaus, de 77 anos, fez trabalhos que abordaram métodos para favorecer o crescimento sustentável e a relação entre economia e clima. Já Romer, de 62 anos, fez estudos que mostram como o acúmulo de ideias sustenta o crescimento econômico de longo prazo.
William D. Nordhaus — Foto: Divulgação/Yale

Nordhaus é professor do Departamento de Economia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O economista fez estudos que mostram que o meio mais eficiente para resolver os problemas causados pelas emissões de gases é um imposto global a todos os países.
Paul Romer — Foto: Reprodução/Twitter

Paul M. Romer, ex-economista-chefe do Banco Mundial, foi reconhecido por estudar sobre como as empresas podem produzir inovações.

Nordhaus criou um modelo quantitativo que descreve a interação global entre a economia e o clima. Seu modelo foi disseminado e é usado para examinar as consequências das intervenções de políticas climáticas, por exemplo, os impostos sobre carbono.

"Suas descobertas ampliaram significativamente o âmbito da análise econômica por meio da construção de modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento", disse a academia em um comunicado.

A pesquisa de Romer lançou as bases do que hoje é chamada teoria do crescimento endógeno. A teoria gerou uma grande quantidade de novas pesquisas sobre os regulamentos e políticas que incentivam novas idéias e prosperidade a longo prazo.


A premiação pegou Romer de surpresa. "Recebi duas ligações hoje de manhã, e não respondi nenhuma porque achei que eram telemarketing, então não estava esperando o prêmio", disse ele, comemorando a chance de expandir sua teoria.

"Acho que... muitas pessoas acreditam que proteger o meio ambiente será tão caro e difícil que querem ignorá-lo...", disse, em uma entrevista à imprensa por telefone.

"(Mas) com certeza podemos fazer um progresso substancial protegendo o meio ambiente, e fazê-lo sem desistir da chance de sustentar o crescimento."

Horas antes do anúncio do prêmio, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC) alertou para o risco de ondas de calor mais frequentes, enchentes e secas em algumas regiões, além da perda de espécies, sem uma mudança radical na maneira como as sociedades operam.

O anúncio do último Prêmio Nobel de 2018 nesta segunda-feira também ocorreu menos de um mês depois do 10º aniversário da quebra do banco de investimento Lehman Brothers. Seu colapso desencadeou uma crise econômica, da qual muitos avaliam que o sistema financeira mundial ainda se recupera.

No ano passado, o prêmio foi atribuído ao americano Richard Thaler por seus estudos sobre a influência de certas características humanas, como a racionalidade limitada, as preferências sociais e a falta de autocontrole, nos comportamentos dos consumidores ou investidores.
Análise de impactos das mudanças climáticas e tecnológicas vence Nobel da Economia

Biografias

Paul Romer é professor de economia na Stern School of Business da New York University (Escola de Administração Stern da Universidade de Nova York).

Ele é diretor fundador do Projeto de Urbanização na NYU, onde realiza pesquisas aplicadas sobre as maneiras que é possível usar o rápido crescimento das cidades para criar oportunidades econômicas e empreender uma reforma social.

Antes, Romer lecionou na Graduate School of Business da Stanford University, nos departamentos de economia da Universidade da Califórnia, Berkeley, da Universidade de Chicago e da Universidade de Rochester. Ele é pesquisador associado no National Bureau of Economic Research e membro da Academia Americana de Artes e Ciências.

William D. Nordhaus é professor da Universidade de Yale desde 1967, professor titular de economia desde 1973 e também professor na Escola de Silvicultura e Estudos Ambientais de Yale.

O economista é membro da Academia Nacional de Ciências e da Academia Americana de Artes e Ciências, além da equipe de pesquisa do Departamento Nacional de Pesquisa Econômica. O professor Nordhaus é editor de várias revistas científicas. Ele faz parte ainda do Painel de Peritos Econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso e foi o primeiro presidente do Comitê Consultivo do Escritório de Análise Econômica.

Em 2004, ele recebeu o prêmio de "Integrante Distinto" da Associação Americana de Economia. Nordhaus é autor de vários livros, entre eles Invention, Growth and Welfare, Is Growth Obsolete? (Invenção, Crescimento e Bem-Estar, Crescimento Obsoleto?), The Efficient Use of Energy Resources (Uso Eficiente de Recursos Energéticos), Reforming Federal Regulation (Reforma da Regulamentação Federal), Managing the Global Commons (Administração de Bens Globais), Warming the World (Aquecimento do Mundo) e, em conjunto com Paul Samuelson, o livro didático Economics (Economia).

Último Nobel

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vem em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram concedidos na semana passada.

Últimos ganhadores do Nobel de Economia

2017Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".

2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos)por seus trabalhos sobre o comércio internacional.


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domingo, 7 de outubro de 2018

BRASIL, 2018: A VEZ DOS QUE NÃO TINHAM VOZ – Marcos Machado


7 de outubro de 2018 

♦  Marcos Machado


Qualquer observador da presente realidade brasileira — que, bem entendido, não seja de esquerda, nem do falso “centrão”— sabe que a grande força nacional é o despertar, a organização e atuação do movimento conservador.

A mídia de esquerda e o dito “centrão” também o sabem e são hábeis nos truques de esconder as causas mais profundas desse autêntico ressurgimento.

Desde as monumentais manifestações conservadoras de 2015, dando um “basta” às esquerdas encasteladas no Poder, o movimento conservador vem se afirmando como a maior força e esperança do Brasil de amanhã.

Ele abarca desde os que vão votar pela primeira vez até aqueles que, sendo pais, vêm seus filhos ameaçados pela impostura da ideologia de gênero, da agenda homossexual, da perda dos valores morais.

Amostragem que fala por si

No artigo “Nem fascistas nem teleguiados: os bolsonaristas da periferia de Porto Alegre”, publicado na edição de 17 de agosto do jornal “El País”, Naira Hofmeister desfaz os jargões da esquerda sobre a tendência de nosso eleitorado mais jovem: “pouco têm em comum com o perfil que institutos de pesquisa desenham dos possíveis eleitores do presidenciável do PSL: eles não são os mais escolarizados (chegaram ao ensino médio), nem ricos e tampouco estão no Norte e Centro-Oeste do país”.

A entrevista com esses jovens mostra como as pesquisas de opinião estão equivocadas: “são gente de fala branda, que defende opiniões com serenidade e argumentação, busca informações na imprensa”.1

No mesmo sentido, outra reportagem sobre jovens da periferia de Brasília mostra um perfil conservador e a rejeição das ideias de esquerda.

Contudo, do falso “centrão” vem a mensagem canhestra e ultrapassada de “união contra os radicais”. Respondemos que coerência não é extremismo!


Na mídia, “o Brasil é esquecido”

As eleições estão aí e, sem embargo, os comentários da mídia dão realce aos mútuos ataques de caráter pessoal entre os candidatos, colocam a lupa em questões particulares, como se o destino do Brasil não se jogasse em grande parte nesta conjuntura histórica.

O que faz lembrar outro período de nosso passado, quando se forjou a frase: “O Brasil é esquecido”

É mais do que hora de elevar as discussões e os debates a um nível compatível com a quadra histórica em que nos encontramos, interessando assim certa faixa de eleitorado que ainda não se viu inteiramente representada.

Nação tem corpo e alma: valores morais


Uma nação se compõe de homens, de famílias, de organizações representativas (não de centrais sindicais petistas).

Comenta Plinio Corrêa de Oliveira: “Toda Nação, para ser completa, deve ter uma alma e um corpo próprios.

“O elemento constitutivo do corpo da Nação é um determinado território, determinada cultura, bens, determinados costumes, riquezas etc.”

“A alma da Nação consiste numa psicologia coletiva e, ao mesmo tempo, uma luz primordial que corresponde a esta psicologia coletiva.” Aqui entram os valores morais, conditio sine qua nonpara a reconstrução do Brasil.

Voz dos que não tinham vez: o pêndulo voltou para a direita

A reação conservadora — organizada principalmente através das redes sociais, dos sites e dos blogs — tem consciência de sua força.

Ela foi o motor que levou multidões à rua pedindo “Devolvam o meu Brasil”.

Muito está a germinar debaixo da neve, na reconstrução de nossos valores morais.

Chegou a vez do que não tinham voz! A esquerda e o falso “centrão” sabem-no bem, mas não podem dizê-lo.
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P.S.: Renascimento conservador: o que faremos após o pleito de 2018? Continuaremos vigilantes em face dos inimigos do Brasil autêntico. Este ainda será um grande País!



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